Coisas que aprendemos no primeiro mês em Erevã

1- Saber um pouquinho de russo ajuda muito no dia a dia, mas o que mais ajuda mesmo é a boa vontade das pessoas.

2- Abaixo de 0ºC, a gente se agasalha o máximo que pode e entrega pra Deus.

3- Eu amo frio e a neve é linda, mas cansa muito caminhar na neve carregando as compras do mercado ou as roupas da lavanderia.

4- Este é o inverno mais frio na Armênia em muitos anos (valeu, aquecimento global!).

5- Coisas para casa são caras, principalmente roupas de cama e banho.

6- Banho gelado no inverno de Erevã é muito pior do que banho gelado no Brasil. Mas muito, muito, muito, muito pior mesmo.

7- Tirar a luva na rua é uma das coisas mais desagradáveis do inverno.

8- Para sair de casa, tem muito trabalho envolvido, já que primeiro tem que se arrumar, depois tem que colocar cachecol + casacão + gorro, aí tem que guardar a luva no bolso do casaco (porque só dá pra colocar a luva depois que fechar a porta de casa e guardar as chaves), e só então calçar a bota.

9- Andar na neve requer muito cuidado e sabedoria, principalmente nos dias em que não nevou e fez um solzinho e a neve começou a derreter e virar gelo: nesse quadro, caminhar fica mais perigoso ainda. Cada passo é uma queda em potencial!

10- A culinária da Armênia é excelente. E, como se não bastasse, eles tem um docinho que parece cajuzinho, cujo nome ainda desconheço mas apelidei carinhosamente de primo armênio.

11- Em todo lugar que se chega, rapidamente oferecem chá ou café logo que você chega. Tenho optado sempre pelos chás, que são sempre deliciosos!

12- O povo armênio é super simpático, mas eles andam muito devagar e, quando em grupos, ocupam a calçada inteira. Isso dá muita agonia.

13- Fazer compras no supermercado demora mais do que antes porque tenho que usar o tradutor pra saber o que é cada coisa – exceto para alguns produtos que já vem com descrições em italiano, alemão, espanhol, francês ou inglês.

14- Eu nunca gostei de feijão, mas agora eu sinto saudade de comer feijão. E já comi feijão 2 vezes desde que chegamos!

15- Tô sentindo mais saudade de água de côco do que eu pensava que sentiria. E olha que eu já sabia que eu ia morrer de saudade de água de côco.

16- FaceTime não substitui abraço mas é uma das melhores invenções dos últimos tempos.

17- Aqui tem leite condensado.

#nossotrânsitocongelante: Londres

Continuando com as histórias do #nossotrânsitocongelante, hora de falar do meu caso de amor eterno e verdadeiro! E que alegria voltar pra Londres com o marido – mesmo que tenha tido uma intoxicação alimentar no meio pra atrapalhar nossos planos!

Eu acredito muito em Deus e que Ele controla tudo na nossa vida, então eu só posso crer que até essa intoxicação alimentar que eu tive em Londres foi pra nos livrar de algo pior que podia acontecer. Minha vida toda é pautada em dar graças a Deus por tudo, então eu agradeço por ter podido me tratar no Chelsea and Westminster Hospital, por ter um marido que cuida de mim super bem o tempo todo, e por ter me recuperado a tempo de conseguirmos aproveitar o restante da nossa viagem!

Nosso planejamento inicial era ficar em Londres do dia 11 ao dia 16 de janeiro, quando seguiríamos para Bruxelas. Por conta da intoxicação alimentar, nós alteramos estes planos e cortamos Bruxelas do #nossotrânsitocongelante, prorrogando nossa estadia na minha cidade querida até o dia 20. Essa mudança no planejamento fez com que nós nos hospedássemos em dois hotéis diferentes: ficamos no The Rockwell, que fica em Kensington, entre 11 e 16 de janeiro, e entre 16 e 20 de janeiro nos hospedamos no The Cleveland, que fica em Paddington. Toda a minha gratidão pra equipe do Rockwell, que nos deu todo o suporte durante os meus piores dias (arrumação do quarto em horários especiais, preparação de comidas diferentes pra atender às restrições alimentares, infinitas fatias de pão, etc).  O quarto em que nos hospedamos no Cleveland era maior do que o do Rockwell, e também tinha uma mini-cozinha, mas eu prefiro a localização do Rockwell do que a do Cleveland, embora o Cleveland também tenha boa localização, próximo a duas estações de metrô (Bayswater e Paddington). Essa frase ficou confusa mas é porque ambos são bons hotéis, e eu recomendo os dois!

Nós chegamos em Londres pelo aeroporto de Lutton, e tomamos o trem para a cidade, conectando até a estação de metrô Earls Court, que é a mais perto do Rockwell. Até chegarmos ao hotel, já era umas 14h ou 15h, então só nos refrescamos e já saímos rumo às nossas compras para sobrevivência no inverno, escolhendo a Uniqlo da Regent Street para abastecer-nos de roupas térmicas, casacos e calças de lã, e os melhores suéteres de caxemira que você respeita.

Como eu já contei brevemente aqui, dia 12 era pra ser um dia mágico do começo ao fim: tomamos o trem para Watford Junction e, de lá, o ônibus do WB Studio Tour: The Making of Harry Potter para chegarmos até Leavesden. O dia lá no Tour foi, de fato, mágico: adorei ver a expansão da Plataforma 9 3/4 e fiquei verdadeiramente emocionada em revisitar aquela fábrica de sonhos. Além disso, tomar Butterbeer de novo depois de mais de 2 anos de abstinência foi maravilhoso. Mas, acima de tudo, a melhor coisa de visitar Leavesden dessa vez foi aproveitar a companhia do marido em cada passo: do lado dele, tudo ficou ainda mais mágico do que na minha primeira visita, em julho de 2012. E é claro que eu já quero voltar porque anunciaram mais uma expansão: em breve, os visitantes poderão explorar a Floresta Proibida! Amor, me leva lá de novo, por favor, eu nunca te pedi nada, obrigada.

Aí é que a coisa degringolou: tínhamos nossos ingressos para ver Cursed Child dias 12 e 13 de janeiro, mas eu comecei a passar mal na volta do Tour e fomos parar no hospital. Vocês não imaginam o quanto eu sofri naquele dia, tanto física quanto emocionalmente – afinal, perder a chance de ver a peça era meu pior pesadelo. Os próximos dias foram de muito repouso, muita coca cola e muita água de côco, e pouquíssima comida. Marido, maravilhoso como sempre, ia na rua comer e comprar quanta água de côco pudesse carregar e voltava pro hotel pra cuidar de mim. Cheguei a voltar ao hospital no sábado, e comecei a melhorar mesmo no domingo de tarde, quando fomos almoçar na casa dos nossos amigos Leonardo e Tamara (e Pedrinho!), que prepararam um banquete georgiano incluindo arroz branco e batatas cozidas especialmente para mim.

Dia 16, segunda feira, tínhamos que mudar de hotel. Graças a Deus eu acordei um pouco melhor e mais disposta, então fizemos a mudança e passeamos levemente, porque eu ainda estava exausta e bastante fraca. Caminhamos um pouco pelo Hyde Park e, como estava chovendo, marido topou ir na Harrods (pra mim, o paraíso; pra ele, o inferno hihihi). Almoçamos mais tarde no Bella Italia de Bayswater, onde consegui comer um macarrãozinho.

O tempo melhorou na medida em que o dia anoitecia – tava anoitecendo muito cedo em Londres, meu Deus do céu. 17h o céu já tava um breu! Aproveitamos pra ver o Big Ben, andamos até a Trafalgar Square, subimos até a National Gallery, e caminhamos na Strand, matando a saudade que eu tinha desse pedacinho de Londres que significa tanto pra mim. Depois, fomos até Covent Garden e jantamos por lá no Jamie Oliver’s Union Jack: Felipe comeu pizza e eu comi pão. Mas o pão tava bom que vocês nem sabem!

No dia seguinte, Londres amanheceu azul. O céu parecia uma pintura de tão lindo, o sol brilhava, e o frio era intenso mas a gente quase ignorava o frio diante de tanta beleza. E nós aproveitamos pra continuar os nossos passeios, sempre com cautela porque eu ainda estava bem fraca. Fomos ao Natural History Museum e nos divertimos pra caramba. Eu ainda não conhecia esse museu e fiquei encantada! Depois fomos caminhando lentamente até High Street Kensington, passeando pelo Hyde Park, e almoçamos no Prezzo, onde também consegui comer um pouquinho de macarrão. Felipe, coitado, comeu tanta comida italiana nestes dias que quase vira um italiano hihihi mas é porque eu só conseguia comer mesmo pão e macarrão, já que a intoxicação alimentar foi muito braba e eu não tinha nem vontade de comer direito.

À tarde, passeamos por Notting Hill e, depois de descansar um pouquinho, fomos de noite ao Zenobia jantar com os amigos. Eu, claro, comi de novo só pão, mas todos disseram que a comida libanesa estava espetacular. Pelo menos eu variei do pão italiano pro pão árabe!!

Aí chegou o glorioso dia 18 de janeiro de 2017, e nós só saímos do hotel pra almoçar no Preto Steakhouse, um restaurante brasileiro ali em Bayswater mesmo, onde eu me entupi de arroz e – advinha! – pão, e o marido pôde variar um pouco da culinária italiana para a brasileira. E, de lá, o dia foi inesquecível, porque fomos enfim assistir à Harry Potter and the Cursed Child, sentados lado a lado, completamente absortos nas Partes I e II. Entre a Parte I e a Parte II, jantamos no Milano, que é bem pertinho do Palace Theatre, e tinha pão pra mim hihihi

Claro que eu vou #KeepTheSecrets porque, mesmo com o script publicado, a experiência de assistir à peça é completamente diferente da leitura. Foi a experiência mais incrível que eu tive na minha vida, sem a menor dúvida. Eu ri, chorei, fiquei preocupada, emocionada, tudo em um só dia. Nós saímos do Palace Theatre em êxtase. Dia inesquecível e indescritível. Só tenho a agradecer à Deus pela oportunidade, e à JK Rowling pela genialidade.

Quinta feira chegou e Londres continuava ensolarada e com céu azul. Fomos, então, até Tower Bridge, depois ao Buckingham Palace, passeando pelo Green Park.

Almoçamos no Bella Italia (de novo porque, né) e aproveitamos a última noite em Londres pra conferir o musical do Alladin no Prince Edward’s Theatre. Antes do espetáculo, jantamos no Il Cicciolo, que fica ali pertinho do teatro. Quanto ao musical, não preciso nem dizer que nós amamos, né? Eu fiquei emocionadíssima e até agora tô impressionada com a sequência de A Whole New World.

E, enfim, acordamos na sexta feira com Londres ainda azulzinha e ensolarada, e eu só pude agradecer a Deus por Ele ter nos dado dias maravilhosos na minha cidade querida antes de seguirmos para a última parte do trânsito em Paris. De Londres para Paris fomos de trem, numa viagem rápida e agradável. Mais sobre Paris em breve!!

#nossotrânsitocongelante: Amsterdã

O #nossotrânsitocongelante acabou mas temos muuuuitas fotos e muitas memórias super bacanas dos nossos passeios por Amsterdã, Londres e Paris – mesmo com o probleminha da intoxicação alimentar em Londres. Por isso, resolvi fazer pelo menos um post dedicado a cada uma destas cidades por onde passamos em janeiro, registrando aqui alguns dos nossos passeios e aventuras.

Chegamos em Amsterdã na noite do dia 08/01, saindo da Gare du Nord em Paris e chegando na Centraal Station de Amsterdã. Como o nosso trem chegou depois das 21h, e ainda era a continuação da viagem de saída do Brasil, pegamos um taxi e fomos direto pro hotel. Escolhemos o NH Hotels Amsterdam Museum Quarter pelas avaliações que lemos na internet, e provou ser uma ótima escolha, pois o quarto é super espaçoso e limpo, com cama super confortável e banheiro amplo, e a localização do hotel é excelente.

Após dormirmos o sono dos justos sem hora pra despertar, saímos em busca do café da manhã, pois não estava incluído na diária do hotel. Debaixo de muita chuva, acabamos subindo no Small Talk Corner Café, um café simpático no próprio Museum Quarter.

Em seguida, fomos conhecer o Van Gogh Museum e todos os seus 4 andares cheios de obras incríveis do artista. Foi uma experiência incrível, pois muitas das obras expostas por lá não são conhecidas pelo grande público, e esse é o tipo de coisa que emociona.

Para o almoço, escolhemos o L’Entrecôte et les Dames, que oferece a famosa fórmula de salada + entrecôte com fritas. A comida estava deliciosa, acompanhada do vinho tinto da casa, e ainda tomamos um cafezinho antes de seguirmos nossa jornada turística na cidade.

Nós adoramos caminhar pelas cidades que visitamos, então foi exatamente isso que fizemos: saímos caminhando por Amsterdã, sem pressa, aproveitando o ar da cidade, até chegarmos à Casa de Anne Frank. Eu li o diário dela quando estava na faculdade, e já tinha ficado muitíssimo impressionada com tudo aquilo – e quem não fica? – mas visitar o museu e passar por todos os cômodos e corredores e escadas é uma experiência indescritível. Lá dentro não é permitido fotografar ou filmar, mas as memórias são tão fortes que a gente nem precisa mesmo desse tipo de registro. Nem preciso dizer que saí de lá com os olhos inchados de tanto chorar.

De lá, voltamos pro hotel pra descansar um pouquinho antes do jantar. E, para esta refeição, escolhemos o Due Napoletani – um italiano sensacional na mesma rua do hotel.

Na terça feira, optamos por tomar café no Starbucks mais próximo, e saímos caminhando em direção ao moinho de vento que fica na cidade – eu disse que a gente gosta mesmo é de caminhar.

O dia estava muito agradável: apesar do frio, o céu tinha clareado, e não ter chuva ajuda muito nestas horas.

Antes de chegarmos ao moinho, passamos por uma feira de rua e observamos diversas coisas interessantes. O legal de caminhar sem pressa pelas cidades que visitamos é justamente isso: descobrir coisinhas bacanas que nem imaginávamos!

Caminhamos muito e sem pressa, tirando muitas fotos pelo caminho, até que chegou a hora de almoçar, e escolhemos o Café Wildschut, que tinha um ambiente super agradável e nos surpreendeu com uma comida sensacional e preços muito razoáveis.

À tarde, aproveitamos para visitar as exposições Bansky: Laugh Now e a realeza na visão de Andy Wahrol no MOCO Museum. As obras de ambos artistas me impressionaram muito ao vivo. Nestas horas a gente percebe mesmo que a arte é muito sensorial.

Nosso último jantar em Amsterdã foi no Balti House, um restaurante indiano incrível. Não poderíamos ter feito melhor escolha para fechar a visita rápida porém super bacana a esta cidade, que já nos deixou com gostinho de quero mais. De fato, faltou ver bastante coisa, mas o #nossotrânsitocongelante estava apenas começando e não queríamos fazer nada de modo acelerado.

Dia 11/01 tomamos café da manhã no próprio hotel e pudemos desfrutar de um delicioso buffet com calma, antes de seguirmos para o aeroporto. Mais tarde, voaríamos de EasyJet para Londres – nossa segunda experiência com a companhia low cost. Mas Londres fica pra um próximo post!

Comendo (bem) em Erevã

Desde que chegamos, estamos comendo muito bem aqui em Erevã. Além da comida ser muito boa, a maioria dos restaurantes dispõe de menus em armênio, russo e inglês – e pelo menos um atendente fala inglês.

Confesso que, em geral, o atendimento é meio lento, e a comida demora um pouco a chegar. Mas, se você mora ou já morou em Brasília, está habituado ao serviço lento. A diferença principal que notamos por aqui é que, em geral, é servido um pão ou algum tipo de aperitivo enquanto esperamos, o que é uma cortesia gentil. Quando o aperitivo é cobrado, não passa de 1 dólar (= 485 Drams no câmbio de hoje). Mas não podemos confundir atendimento lento com atendimento ruim!

O preço também surpreende: as refeições mais caras que fizemos não ultrapassaram 20 dólares, ainda que inclua vinho e água para dois.

A única coisa realmente ruim dos restaurantes aqui é que não existe lei antifumo, então quase todas as refeições são feitas na companhia de fumantes. Alguns dos restaurantes oferecem áreas separadas para fumantes e não-fumantes, mas em geral o cheiro já tá impregnado. Isso é uma coisa que me incomoda muito porque eu tenho asma.

Vou fazer um pequeno apanhado dos principais restaurantes que frequentamos aqui nestas primeiras semanas:

  • Sinatra Restaurant

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Não poderíamos deixar de fora o restaurante do hotel que foi a nossa primeira casa em Erevã. O Sinatra Restaurant fica localizado no 12o andar do Opera Suite Hotel e conta com excelente vista da cidade. Dispõe de menu com pratos italianos, e também um menu de culinária armênia – além de atender a pedidos especiais. O serviço é impecável e a comida excelente.

  • Aperitivo

Próximo ao Cascade, promete ser agradabilíssimo no verão: o ambiente interno é super agradável e, no verão, oferecem mesinhas na calçada. O menu é diversificado, oferecendo saladas que parecem saborosas, massas, hambúrgueres e sanduíches. Felipe comeu massa e eu pedi um hambúrguer, e ambos ficamos satisfeitíssimos com nossas escolhas.

  • Così è la Vita

Também próximo ao Cascade, com menu de inspiração italiana. O ambiente é bem simpático, e a comida é muito boa, com pratos montados de modo que a gente come também com os olhos.

  • Vinograd

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Definitivamente as melhores refeições que fizemos em Erevã. Já fomos 2 vezes a este restaurante, que graças a Deus fica muito pertinho da nossa casa. O prato que leva o nome do restaurante é de comer ajoelhado, e a tolma com receita caseira é de outro mundo.

  • Sushi Toria

O outro único restaurante onde já fomos 2 vezes – o sinal de que realmente gostamos! Na verdade, nosso primeiro jantar em Erevã foi no Sushi Toria – aquele tipo de coisa que dá certo sem muito esforço. Os sushis e os temakis são bem saborosos e o serviço é bom, num ambiente super agradável. Lá também tem uma boa seleção de cervejas armênias.

  • Tapastan

“Excelente” é a melhor definição pra esse restaurante que funde a culinária espanhola com a armênia em tapas espetaculares. A seleção de vinhos também é impecável. O serviço é muito bom, e o ambiente é um dos mais agradáveis em que estivemos por aqui.

  • Bellavista Italia

Massa saborosa num ambiente agradável, este restaurante rendeu um bom almoço. Mas o que eu mais gostei mesmo foi do chá de gengibre com limão!

  • Cactus

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Cantinho mexicano em Erevã, onde eu descobri que abacate é coisa cara por aqui. Quando fomos, recebemos de cortesia duas taças de vinho. Comi nachos com guacamole, que passaram com boas notas pelo meu teste de qualidade.

  • Ai Leoni

Um dos restaurantes mais ~chiques~ da cidade, um italiano que serve pratos generosíssimos. Quando fomos lá, não sabíamos que as porções super saborosas eram tão generosas, e acabamos levando as sobras pra casa. Tomei nota pra que, da próxima vez, peçamos um prato pra dividir!

  • Ankyun

Restaurante italiano delicioso e também aqui pertinho de casa. Serviço bom em ambiente muito agradável, e tem uma limonada feita na hora que satisfaz plenamente minha necessidade de tomar muito limão.

  • Black Angus Burger Bar

Um dos melhores hambúrgueres que eu comi nos últimos tempos, senão o melhor. Acompanhado de batatas fritas com queijo e uma pimentinha especial, o hambúrguer com carne angus é suculento e absurdamente saboroso, com porção generosa mesmo na sua versão mini.

  • Beijing Cascade

O único chinês que testamos até agora. A comida estava gostosinha, mas ainda buscaremos mais pelo ~nosso chinês perfeito~.

  • New Kadr Café

Almoçamos por acaso neste café, onde comemos um saboroso strogonoff. Pelo que notamos, parece ser ambiente bastante animado à noite. Tá na lista pra conferirmos se esta impressão é verdadeira.

  • The Club

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Ambiente sensacional e comida armênia com leitura sofisticada. Esse meu prato estava espetacular: um ensopado de legumes com cordeiro, e queijo. Felipe pediu um frango, e, naquele dia, o prato dele dava direito a uma taça de vinho rosé.

  • Lebanon

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Também próximo ao Cascade, o Lebanon oferece o melhor da cozinha árabe em um ambiente simples e aconchegante. A gente ficou tão empolgado com tantas coisas deliciosas que pedimos muito mais do  que aguentamos comer, e levamos os deliciosos kebabs pra casa.

  • Caucasus Tavern

Comida caucasiana num ambiente característico. Depois que fomos, descobri que é um restaurante mais turístico, mas ainda assim é super barato. A gente é bem fã de comida georgiana, então gostamos bastante da experiência.

  • Buffalo Grill

Uma das nossas últimas descobertas gastronômicas, que também fica pertinho de casa. Além do ambiente ser extremamente agradável com bom serviço, a costela que pedimos estava muito suculenta e saborosa, acompanhada de deliciosas batatas fritas à moda regional. Tava tão boa que não deu nem tempo de tirar retrato – o que acaba se tornando mais uma desculpa pra voltar. Pra completar, pedimos tiramisù pra sobremesa, e estava excelente.

Aqui em Erevã também tem Cinnabon e vários KFC e Pizza Hut, inclusive pertinho da Embaixada, o que significa visitas com mais frequência do que nossa nutricionista gostaria hihihi

Por enquanto, é só! Na medida em que formos descobrindo novos sabores, farei novos posts “gastronômicos” por aqui.

Cascade & Cafesjian Center for the Arts

No último sábado, aproveitamos o sol e o céu azul para fazermos o nosso primeiro passeio turístico em Erevã: visitamos o Cafesjian Center for the Arts, que fica no Cascade – um enorme prédio com uma escadaria de 572 degraus.

O complexo Cascade foi originalmente concebido pelo arquiteto Alexander Tamanyan (1878 – 1936), que desejava conectar as partes central e norte da cidade com uma vasta área verde de cascatas e jardins. Mas foi só no final da década de 1970 que o projeto foi reavivado por Jim Torosyan, que incorporou novas ideias ao projeto de Tamanyan, incluindo uma escadaria exterior monumental, uma área interna com escadas rolantes, e diversos corredores e jardins interligados, enfeitados por uma série de esculturas referentes à rica história e herança cultural armênia. A construção do Cascade como Torosyan imaginou foi patrocinada pelos Soviéticos nos anos 1980 mas foi abandonada após o terremoto armênio de 1988 e o fim da União Soviética em 1991. Foi somente em 2002 que o Sr. Cafesjian, trabalhando junto à cidade de Erevã e ao governo republicano da Armênia, iniciou a revitalização de todos os aspectos do monumento, reconstituindo-o completamente para que se tornasse o Centro de Artes dedicado a trazer o melhor da arte contemporânea mundial para a Armênia, e também apresentar o melhor da cultura armênia para o mundo. Desde a sua inauguração em novembro de 2009, o Centro de Artes exibe trabalhos modernos e contemporâneos de arte, e também exibe palestras, filmes, concertos e diversas outras iniciativas educacionais.

Até este final de semana, o Centro de Artes abrigou a exibição Grigor Khanjyan: Beyond Image, celebrando os 90 anos do artista armênio, que faleceu no ano 2000.

Uma das minhas coisas favoritas do Cascade foi justamente a genial vista lá do alto. É de tirar o fôlego de tão bonito!!