БЕРЁЗКА em Erevã

Quem me acompanha lá no instagram já viu que estamos muito felizes com a nossa primeira visita aqui na Armênia: o nosso querido amigo Léo! Ele chegou terça de noite e estamos tentando aproveitar ao máximo a estadia dele conosco aqui em Erevã!

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Nesse espírito, ontem fomos na Opera Ballet and Theatre assistir ao espetáculo de dança folk russa Beriozka! Foram 2 horas de apresentação, com muitos figurinos incríveis e boas risadas.

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Nós 3 adoramos! E eu e marido ainda não tínhamos ido na sala principal de apresentações da Ópera, então foi excelente oportunidade para já conhecermos o belíssimo teatro!

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Yerevan musical: concertos

Eu amo música. E amo música ao vivo. Amo ver as notas saindo dos instrumentos, sendo construídas no ar. No último mês, tivemos 3 interessantes oportunidades de ver a música acontecendo ao vivo aqui em Erevã!

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O primeiro concerto a que fomos foi promovido pela Embaixada da Polônia, no Hovhannes Tumanyan Puppet Theatre, com apresentações do grupo folk polandês Trebunie-Tutki e da cantora armênia Anna Mayilyan.

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Alguns dias depois, no Komitas Chamber Music Hall, promovido pela Embaixada da Argentina, o pianista Hayk Melikyan protagonizou um recital de músicas argentinas do século XX e também contemporâneas.

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E, por fim, ontem fomos ao Aram Khachaturian Concert Hall, que fica na Ópera, para assistir ao Quarteto di Venezia num concerto com participação de Gianfranco Bortolato tocando oboé.

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Foram 3 excelentes oportunidades de ver músicos muitíssimo talentosos em ação nos principais palcos da cidade!

A saga do fio dental

A Mivó era a pessoa que mais cuidava de dente nessa vida, e sempre dizia: dente é uma praga. E é verdade. Porque a gente tem que cuidar mesmo, e limpar muito, e fazer uma higiene muito boa todo dia.

Eu sempre detestei fio dental. Mesmo. Passei anos usando aparelho e não conseguia usar. Depois que tirei o aparelho, tinha muita dificuldade de usar porque meus dentes ficaram juntos demais e é muito difícil de passar o fio por entre os dentes. Mas aí ano passado eu tive uma crise de sinusite muito feia que eu fiquei com as vias aéreas tão inchadas que inchou até o siso, e eu acabei extraindo o siso pouco tempo depois pra evitar que isso acontecesse outra vez. Nessa história do inchaço, eu não conseguia escovar o dente direito, e foi preciso fazer uma boa limpeza na dentista pra voltar ao normal. Desde então, aprendi que, querendo ou não, tem que passar fio dental todo dia.


Mas aí tem o problema de qual fio dental usar. No Brasil, eu já sabia que só me dava bem com o fio dental do rótulo verde da Colgate. Não adiantava comprar outro porque eu simplesmente não conseguia usar: o fio não passava entre os dentes, ou passava e arrebentava, ou outro problema qualquer. Juro que não é frescura.

Saí do Brasil só com uma caixinha desse fio dental na necessaire. Na minha cabeça, seria fácil encontrá-lo (ou similar) em qualquer lugar do mundo.

Só que não!!

Em Londres já precisei comprar fio dental, porque esse meu Colgate de caixinha verde acabou. Comprei um na Boots que foi um fracasso. Então continuei usando (mais ou menos) um da Colgate com rótulo azul que também tinha vindo na necessarie.

Chegando aqui, comprei um da Sensodine. Achei que tava resolvendo meu problema. Só que não, de novo. Como o da Boots e esse Colgate do rótulo azul, não consegui usar de jeito nenhum. Uma luta pra passar qualquer um deles entre meus dentes.

Eis que hoje no mercado fiz mais uma busca e achei um fio dental da caixinha azul. Juro que não tava botando muita fé, mas resolvi comprar mesmo assim. E agora tô dando graças a Deus porque este foi o mais próximo do fio dental ideal que encontrei desde que saímos do Brasil!!


Então hoje consegui fazer uma higiene adequada nos dentes e estou feliz. Tão feliz que quis compartilhar com vocês a minha alegria!!!

#nossotrânsitocongelante: Paris

No dia 20 de janeiro, chegamos à última cidade que visitamos no #nossotrânsitocongelante : Paris, a cidade luz!

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Eu já tinha ido a Paris em 2009, e voltar com o marido foi incrível. Como eu contei brevemente por aqui, nosso ponto de chegada e partida da Europa foi Paris, e acabamos passando algumas horas em Paris no dia 8 de janeiro. Nesse dia, almoçamos com nossos amigos Rebecca e Guilherme no charmoso Huguette, e tomamos café da tarde no Les Deux Magots. Nesse primeiro dia em Paris, nós também aproveitamos para passear pelo Jardin du Luxembourg, pelas charmosas ruas de Saint German e na beira do Sena.

Corta pro dia 20 de janeiro, pra última fase do #nossotrânsitocongelante , quando ficamos, de fato, em Paris. Escolhemos nos hospedar no Hotel Champs-Elysées Friedland, que na verdade fica na esquina da Rue du Faubourg Saint-Honoré com Av de Friedland, colado no Boulevard Haussmann e muito pertinho do Arc du Triomphe. Estávamos bem servidos de metrô: podíamos escolher entre as estações Charles de Gaulle Étoile, George V ou Franklin D. Roosevelt. Além disso, conseguíamos passear bastante a pé, do jeitinho que a gente gosta. No hotel, tínhamos café da manhã e um delicioso chá da tarde incluídos, além de café e chá disponíveis todo o tempo no lobby. Nesse hotel, precisamos trocar de quarto no domingo: o primeiro quarto tinha um banheiro imenso e o quarto em si não era muito espaçoso; o segundo quarto, por sua vez, tinha um banheiro bem menor porém super ok, e o quarto tinha um pouquinho mais de espaço pra gente se movimentar.

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Nós chegamos bem tarde no hotel, porque, justo naquele dia, tava com pouco táxi na Gare du Nord, e pedir Uber por ali não tava muito fácil. Foi preciso, então, esperar pacientemente. Ao chegarmos no hotel, deixamos as coisas no quarto e descemos em busca de alimento. Ali mesmo, bem pertinho, no Boulevard Haussmann, paramos no Café de L’Avenue e matamos a fome.

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Acordamos no sábado muito animados pra começar nossos passeios e fizemos o que mais gostamos de fazer quando estamos viajando: caminhamos muito, é claro! Começamos o dia ali pertinho mesmo, no Arc du Triomphe, e depois fomos até Saint Germain pra almoçar no L’Entrecôte de Paris. Claro que tava uma fila imensa pra entrar no restaurante e demoramos uma eternidade pra conseguirmos mesa, mas eu sou muito apaixonada por entrecôte pra perder a chance de ir lá. Acabamos passando a tarde lá por Saint Germain mesmo, e lanchamos no Le Boul Mich.

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No domingo, eu fui à missa na Notre Dame, agradecer mais uma vez por tanta coisa maravilhosa que tá acontecendo na nossa vida. Em 2009, eu também participei da missa na Notre Dame, e, pra mim, visitar igreja só faz sentido se for assim, pra participar da missa e louvar o Senhor. Dessa vez, a missa de que participei foi com cantos gregorianos. Me faltam palavras pra descrever como a missa foi maravilhosa.

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Como o domingo era preguiçoso, fomos até o Trocadéro e o Champ de Mars, pra ver a Tour Eiffel de pertinho. Fiquei triste de ver Champ de Mars cheio de grades… senti que Paris tá muito presa no medo. Jantamos na Crêperie Framboise, que tem um cardápio de crepes bastante diferente.

IMG_0857E aí chegou a segunda feira, também conhecida como o melhor dia da semana! Bom, pelo menos, naquela semana, a segunda feira era o melhor dia da semana! Acordamos cedinho e pegamos o RER em direção à Disneyland Paris! Foi um dia tão frio, mas tão frio, que até nevou em Paris e lá no Marne de la Vallée.

IMG_0741Eu, que tinha planejado um look todo adequado pra visitar o Mickey, acabei ficando presa dentro do casacão da Uniqlo, e tive que comprar gorro do Goofy, luvas do Mickey e cachecol pra me esquentar – além de uma segunda meia, porque ninguém merece pé frio. Passamos o dia aproveitando Walt Disney Studios e Disneyland, mesmo com o frio congelante que tava fazendo.

IMG_0770Quando a Elsa e a Anna passaram por nós, tive certeza de que a Elsa que era culpada de tanto frio! Hihihi

IMG_0815Pra mim, que sou Disney Freak assumida, foi uma alegria imensa, e até mesmo um alívio, voltar na Disneyland Paris. Abracei o Mickey e o Pluto, andamos de montanha russa e na Torre do Terror, e fiquei emocionada de ver tanta beleza de novo. Infelizmente algumas rides estavam fechadas para refurbishment, mas tudo bem. Naturalmente estava frio demais para esperarmos o espetáculo de fogos, então deixamos pra outra vez. Já de volta à Paris, jantamos no Matsuri, na unidade de Boëtie: japonês honesto, daqueles que tem esteira e as comidinhas ficam passando na nossa frente pra que a gente escolha o que quer comer.

IMG_0909A terça feira começou em Montmartre, quando subimos as escadarias da Basilique du Sacré Coeur. Este era um lugar que eu ainda não conhecia de Paris, e foi muito, muito emocionante entrar na Basílica e rezar no Sagrado Coração de Jesus. De lá, seguimos para o Louvre.

IMG_0916Nós decidimos não entrar no Museu do Louvre por vários motivos, mas o principal deles é: o Louvre é tão grande que a gente jamais conseguiria ver tudo, e se não for pra ver tudo a gente nem entra.

IMG_0936Da outra vez que fui à Paris, eu me aventurei sozinha dentro do Louvre: fiquei lá umas 3 horas e não conheci nem 1/3 das obras. Almoçamos no Pedra Alta, restaurante português que fica perto da Champs-Elysées, onde comemos demais.

IMG_0952À tarde, caminhamos bastante, chegando até a Opéra, tentando, na verdade, comprar mais algumas coisas pro nosso guarda-roupa invernal. Infelizmente, não tivemos sucesso: as lojas em Paris estavam com baixíssimo estoque de roupas e sapatos, e, quando achávamos algo interessante, os preços não estavam convidativos.

Aliás, eu me lembrava que Paris era uma cidade cara, mas dessa vez tava tudo muito muito caro mesmo! Tava difícil de fazer compras, e até de comer. Todas as refeições que não foram mencionadas aqui foram realizadas no McDonald’s da Champs-Elysées, porque era o que dava. E também porque eu tava doida pra comer porcaria depois de tantos dias de restrição alimentar por conta da intoxicação hihihihi na verdade eu ainda tinha que ter passado bem mais tempo sem comer porcaria mas é a vida.

Chegava ao fim, então, o #nossotrânsitocongelante ! Na quarta feira, 25 de janeiro, saímos cedo do hotel para ir pro aeroporto com calma, fazer o détaxe com calma, despachar as nossas malas com calma… e enfim embarcamos rumo à Erevã, essa cidade que é agora a nossa casa.

Continuamos comendo bem em Yerevan

Desde que a mudança chegou na quarta feira passada, nós ficamos super atarefados, abrindo as caixas e colocando tudo no lugar. Agora que já tá tudo organizadinho, e – o principal pra que eu possa produzir com qualidade – o escritório tá pronto, quero estabelecer um ritmo mais legal de posts por aqui, pra manter sempre atualizado com nossas atividades e descobertas nessa cidade.

Então, pra continuarmos nossa conversinha, vamos falar um pouco mais sobre comida?! A gente continua comendo muito bem aqui em Erevã e, desde o primeiro post gastronômico deste blog, descobrimos novos restaurantes super bacanas, e é sobre eles que vou escrever hoje.

  • Our Village

Comemos um frango tradicional da região, feito na brasa. O gosto lembra um pouco o de um galeto feito na brasa, mas tem alguma coisa diferente. Felipe pediu com arroz, enquanto eu escolhi batata frita. E a batata frita regional – chamada de “village potatoe” também é diferente da batata frita à qual estamos acostumados. Essa daí, por exemplo, era feita com batata doce. O ambiente desse restaurante é bem típico, e o prato tava bem apetitoso!

  • Ani Tavern

A gente é chegado numa taverna. Fomos na Ani Tavern numa quinta feira, e, pra variar, pedimos muito mais comida do que aguentaríamos comer. Tavernas fazem isso com a gente, porque eles tem cardápios imensos e tudo, absolutamente tudo parece muito gostoso. O khachapuri deles tava ótimo!

  • Pandok Tavern

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Tá vendo como a gente gosta de taverna?! Nem dois dias depois já estavamos lá, encalacrados em outra taverna e comendo muita coisa gostosa. Comemos o pseudo-quibe que eu esqueci o nome, e uma carne ensopadinha deliciosa, acompanhados de pão fresco. De sobremesa, pakhlava, é claro.

  • Dargett Craft Beer

Uma das melhores descobertas desde o último post, esse bar/restaurante já entrou pra nossa listinha de favoritos. Além do ambiente super bacana, estão disponíveis vários tipos de cervejas artesanais, produzidas lá mesmo. Felipe tomou La Rapsodia e eu tomei uma Belle de Jour. Nosso almoço consistiu de nachos com queijo, e depois costelas de porco com molho tonkatau (parece uma mistura de molho agridoce com shoyo, mas ainda não tá muito claro pra gente se é isso mesmo. Pra ter certeza, precisaremos provar algumas outras vezes hihihi). Para sobremesa, beeramisù: sim, um tiramisù feito com cerveja. É o tipo de coisa que tem que provar pra saber o quanto é bom.

  • Impresso Coffee

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Café que fica aqui pertinho de casa, o Impresso tem um cardápio bem interessante e que resolve bem a vida quando precisamos de uma refeição rápida e saborosa. O ambiente é super fofo, e esse cantinho aí da foto já é o meu favorito. As saladas são muito boas, e esse crepe de amêndoas e chocolate é uma maravilha de tão bom.

  • La Piazza

Restaurante delicioso e lindo que fica na Northern Ave, escolhido para comemorar o dia internacional da mulher – que é feriado aqui na Armênia. Comi um risoto divino, e Felipe escolheu uma lasanha. De sobremesa, tiramisù – talvez o melhor  tiramisù que comi aqui em Erevã.

  • The Wine House

Esse restaurante tem um ambiente super bacana e um clima bem legal, com uma ótima seleção de vinhos. Ainda bem! Eu comi costela porque, né, eu amo costela. Felipe pediu uma massa. A minha costela tava bem boa, mas ele disse que a massa dele não tava nada demais.

  • Anoush

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O Anoush é o restaurante do Hotel Republica, e tem um ambiente muito fofo e aconchegante. Serviram pra gente esse amuse-bouche surpreendentemente bom. Eu escolhi o pseudo-quibe outra vez (preciso aprender logo o nome dele, porque eu realmente gosto de comer isso!), e Felipe optou por um porquinho que tava pra lá de bom, acompanhado de batata recheada. Confesso que fiquei cobiçando o prato dele hihihihi

  • Tospia

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O Tospia é uma taverna arrumadinha: tem aquele cardápio cheio de delícias, mas o ambiente um pouco mais refinado do que as outras tavernas a que já fomos. De entrada, pedimos um pão de alho que é diferente do “nosso” pão de alho, mas é surpreendentemente bom. Dolma foi o prato principal, e é oficial que eu sou completamente apaixonada por esses charutinhos. Para sobremesa, nós inovamos e pedimos uma pra cada um hihihihi eu pedi pakhlava, e Felipe escolheu a sobremesa que leva o nome do restaurante. Eu, é claro, roubei uma provinha da tospia dele, e amei. Já quero voltar lá pra comer mais coisinhas deliciosas, e uma tospia inteira.

  • Wasabi

Outro dia estávamos com preguiça de sair de casa e pedimos uns temakis no Wasabi. Tinha muito tempo que não comíamos japonês por conta do frio que tava fazendo! Ainda tá frio, mas deu uma melhorada, principalmente de dia, enquanto o sol tá batendo. Aí ontem resolvemos almoçar no próprio restaurante Wasabi e nos esbaldamos. Também comemos sobremesa: um sorvete de tiramisù, que não sobreviveu tempo suficiente pra tirar foto. Como eu já comentei, o serviço é meio lento nos restaurantes daqui, mas o Wasabi foi especialmente lento ontem.

Nossas coisas chegaram!


Já conseguimos abrir algumas caixas, mas ainda tem MUITAS pra abrir, e depois muito o que organizar…

Estamos dando graças a Deus porque tudo chegou antes da nossa expectativa. Agora pausamos para o almoço, e depois mais trabalho!!

Москва Кинотеатр

Domingo saímos para almoçar e passamos em frente ao Cinema Moscou (ou Москва Кинотеатр) no caminho para o restaurante Tospia (que merecerá longos elogios no próximo post gastronômico deste blog). Por conta disso, nos deparamos com uma aranha e um urso gigantes, feitos de metal!

Achei muito bacana essa exposição a céu aberto. Ainda tô tentando descobrir qual o artista, e assim que souber faço o update aqui.

E a alegria da pessoa que saiu de All Star pela primeira vez em mais de 2 meses?! E a alegria de não precisar mais usar roupa térmica?! E a alegria de usar só calça jeans e um casaco?! E a alegria de não ter mais que usar bota?! Essa é a alegria que 10C proporcionam!!

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Além destas esculturas de metal, a praça Charles Aznavour tem um tabuleiro imenso de xadrez, com peças móveis, e as crianças estavam se divertindo por lá! Os armênios gostam MUITO de xadrez. Talvez eu tome vergonha na cara e aproveite esse tempo aqui pra finalmente aprender a jogar!

Museu do Genocídio Armênio

Semana passada o blog ficou paradinho por motivos de: carnaval. Eu, como grande entusiasta dos desfiles das escolas de samba na Sapucaí, frustrada por passar mais um ano longe da passarela do samba, fiquei acompanhando os desfiles à distância, aproveitando a única vantagem que essa distância me proporciona: a diferença de fuso horário fazia com que os desfiles fossem transmitidos ao vivo aqui pela manhã.

Agora que o carnaval acabou, começa o ano de verdade no Brasil, e eu não vejo nada de errado nisso! Muito pelo contrário, até desejei feliz ano novo pra todo mundo no tuíter. E, no último domingo, nós fomos conhecer mais um importante local aqui de Erevã: o Museu do Genocídio Armênio.

Mais do que turismo, ir ao Museu do Genocídio Armênio foi pra mim uma verdadeira aula de história, fazendo com que minha ficha caísse mais uma vez porque percebi o quão ignorante eu ainda sou.

O Genocídio Armênio corresponde ao extermínio dos armênios entre 1915-1923 no Império Otomano e nas regiões adjacentes. A história conta que os massacres foram planejados e perpetrados pelo governo Young Turks, finalizado pelo governo Kemalist. A Primeira Guerra Mundial deu aos Young Turks a oportunidade de acertar as contas com os armênios que viviam no Império Otomano, implementando a decisão do encontro secreto de Thessaloniki em 1911: o plano era “turquificar” os muçulmanos e exterminar os armênios que viviam no Império Otomano. A Armênia e os armênios eram um obstáculo no caminho de implementação do projeto dos Young Turks, que sonhavam em estender o império do Bósforo até Altai. Durante a Primeira Guerra Mundial, os Young Turks perpetraram massacres contra sírios, gregos e árabes que viviam no Império Otomano.

Fogo Eterno

Em fevereiro de 1915, o ministro militar Enver Pasha ordenou a eliminação dos soldados armênios que serviam ao Exército. Em 24 de abril e nos dias que se seguiram, 800 armênios foram presos em Constantinopla e exilados em Anatolia: uma parte deles morreu no caminho para o exílio, enquanto outros morreram ao chegar lá. A primeira resposta internacional à violência foi um comunicado conjunto entre França, Rússia e Reino Unido em maio de 1915, onde as atrocidades turcas contra os armênios foram definidas como um crime contra a humanidade e contra a civilização. Segundo este comunicado, o governo turco era responsável pela implementação do crime.

Cerca de 2 milhões de armênios viviam no Império Otomano antes da Primeira Guerra Mundial, e aproximadamente 1,5 milhão de armênios foram mortos entre 1915-1923; o restante foi exilado ou islamizado.

Neste período, as mulheres foram submetidas à todo tipo de humilhação, desde abusos diversos até o assassinato dos bebês sendo gestados. Aquelas que sobreviviam às humilhações e abusos eram sujeitas a outras diversas ações revoltantes, como terem seus rostos tatuados como forma de identificação da sua inferioridade.

Além disso, aprendemos também um pouco sobre o genocídio cultural armênio. O genocídio cultural correspondente às ações e medidas adotadas para destruir a cultura de qualquer nação ou grupo étnico. O museu apresenta fatos concomitantes aos massacres e deportações que mostram que o governo Young Turk premeditou e planejou um método sistemático que objetivava a destruição material de tudo o que testemunhava a civilização armênia, massacrando membros do clérigo, destruindo igrejas, monastérios e outras propriedades da igreja, além de diversos manuscritos medievais. Até hoje, os monumentos armênios que estão em território turco sofrem ataques de destruição.

Nós passamos boa parte da tarde de domingo aprendendo um pouco sobre este caso que mancha a história mundial. Em diversos momentos, foi impossível conter as lágrimas. Já tendo visitado o Yad Vashem e o Museu do Apartheid, posso afirmar que o Museu do Genocídio Armênio tem a mesma importância histórica. Cada vez que faço uma visita dessas, percebo que a gente ainda tem muito o que aprender sobre o nosso mundo e sobre a humanidade, e que ainda temos muito o que corrigir das atrocidades históricas que foram perpetradas – principalmente contra as minorias.

Fim de semana em Tsaghkadzor

No último final de semana, comemoramos 2 anos de casamento e 1 mês de Armênia. Por isso, subimos a montanha para conhecer a cidade de Tsaghkadzor, um resort de ski que fica a 58km de Erevã.


Como a nossa intenção era mesmo descansar e aproveitar a companhia um do outro, e não posso esquiar por conta do meu problema não-diagnosticado no tornozelo direito, Felipe decidiu não esquiar, optando por explorar a cidade e aproveitar o conforto do hotel.


O hotel que escolhemos foi o Ararat Resort, 5 estrelas recém inaugurado na cidade. O hotel tem 8 andares e suas dependências são excelentes, contando com sala de jogos para crianças, academia, SPA, saunas, piscina e jacuzzi, bar, restaurante, etc. O café da manhã é incluído na diária, enquanto os menus de almoço e jantar podem ser reservados por 5000 AMD (cerca de 10 dólares) por pessoa/refeição.



Nós não almoçamos no hotel, apenas jantamos, e pudemos desfrutar de uma refeição muito bem servida. Como queríamos conhecer a cidade, fomos para o centro e almoçamos no Kavkazskaya Plennica (Кавказская Пленница), que é uma rede de tavernas com comida caucasiana por aqui.


O almoço estava excelente: comemos Pelmeni da vovó (бабушка пельмени) acompanhado de pão fresco, e, de sobremesa, Paklava (пахлава).

Depois do almoço, caminhamos pelo centro, subindo até chegarmos ao belíssimo Mosteiro Kecharis, completamente restaurado entre 1998 e 2001, e que serve como principal Igreja Vicarial da Diocese de Kotayk da Igreja Apostólica Armênia. O Mosteiro foi fundado em 1033 por Gregory Magistros, descendente da família Kamsarakan, chefe do clã Pahlavuni. O templo é consagrado à São Gregório o Iluminador, padroeiro da Armênia.


De lá, seguimos para a praça central, cujo monumento acabou se tornando o símbolo da cidade desde a sua inauguração.

A escultura de David Bedjanyan, com dois falcões de mármore, foi inaugurada em 8 de maio de 2005, na noite do 60 aniversário da vitória da Grande Guerra Patriótica, perpetuando a memória das vítimas.


Depois dessas andanças, paramos no Cappuccino Lounge, onde eu tomei café e comi um doce chamado Napoleão, e o Felipe provou um tipo de sangria quente. Ao terminarmos, voltamos pro hotel para descansar e aproveitar suas dependências.


Como já falei acima, jantamos no hotel. O menu contava com 3 entradas (travessa de frios, salada grega e tartar de atum com romãs), 2 pratos principais  (espetos de frangos com legumes, e cordeiro ensopado com batatas cozidas) e uma cesta de pães, além de água com gás e sem gás, suco e chás. Foi tanta comida que nós nem pedimos sobremesa!!


No domingo, acordamos e desfrutamos do café da manhã com calma. Tem coisa melhor do que café da manhã de hotel? Eu acho que não!! E, antes de voltarmos pra Erevã, aproveitamos um pouquinho mais da piscina.


Como a viagem é curtinha e o check out era ao meio dia, optamos por almoçar aqui em Erevã mesmo. Foi um final de semana muito agradável! Certamente retornaremos a Tsaghkadzor!