Um final de semana em Moscou

Foi rápido, foi. Mas foi a realização de um sonho antigo!

Neste último final de semana, tomamos o avião rumo à Moscou para encontrar nossos amigos e finalmente conhecer a capital da Rússia.

Seria pretensioso demais dizer que conhecemos a cidade inteira em um final de semana, porém conseguimos fazer bastante coisa e voltamos pra casa cheios de fotos e histórias.

Chegamos em Moscou quase às 22h, já que nosso voo atrasou. Passamos na casa dos nossos amigos Helen e Bruno pra deixar nossas coisas, e fomos, junto com nosso outro amigo Thomaz que também estava por lá, para o restaurante 24h Dr Jivago (Dr. Живаго), que fica praticamente em frente à Praça Vermelha. Nosso late dinner foi glorioso, e com vista pro Kremlin!

Ao acabarmos o jantar, atravessamos a rua rumo à Praça Vermelha. Infelizmente, o acesso estava fechado, por conta da preparação para as comemorações do Dia da Vitória, mas já deu pra ver a Catedral e a torre do relógio, e chegar bem perto do Kremlin. Jamais esquecerei que vi a Praça Vermelha pela primeira vez beirando as 3 da manhã!

No sábado, saímos para tomar brunch no Uilliam’s, um restaurante moderninho, aconchegante e com comida deliciosa. Depois do brunch, fomos para a livraria Дом книги (Casa dos Livros) e eu me senti no paraíso, porque é uma livraria e papelaria enorme! Poderia ter ficado o dia inteiro lá. img_2887-2

De lá, seguimos para o Музеон парк искусств (Museu/Parque de Artes), que nada mais é do que um grande museu de estátuas e esculturas soviéticas a céu aberto! Infelizmente estava chovendo, mas nem isso atrapalhou nosso glorioso passeio. Coladinho no Музеон, está a Третьяковская галерея (Galeria Tretyakov), onde pudemos conferir a exposição Оттепель (Degelo). Esta interessantíssima exposição está aberta ao público até o dia 11/06 e, se alguém que lê este blog estiver com viagem marcada para Moscou até esta data, recomendo fortemente agendar uma visita, uma vez que é uma grande exposição cultural dedicada a um dos períodos da história nacional russa, rotulado pelos acadêmicos como “Degelo”, e a exposição mostra não só as conquistas do período mas também os desafios e conflitos da época.

O domingo amanheceu meio estranho, e enquanto tomávamos café da manhã no Хлеб Насущный (“O Pão de Cada Dia”), choveu, nevou, aí choveu de novo, nevou de novo. Tomamos o metrô na gloriosa estação Mayakovskaya (Маяковская), admirando os belos mosaicos, rumo à outra gloriosa estação, a Tverskaya (Тверская), próxima ao Teatro Bolshoi (Большой театр), o que nos deu a oportunidade de ver o exterior do lendário teatro. Depois, fomos ao mirante da incrível Центральный Детский Магазин на Лубянке (Loja central para crianças na Lubianka), que tem uma vista absolutamente encantadora da cidade! Eu poderia ter ficado o dia inteiro por lá, encantada com a loja de Lego e tantas outras coisas que eu adoro do universo infantil (criança interior livre sempre!), tipo uma vitrine lindíssima d’A Bela e a Fera.

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Ali pertinho, uma grande estátua de Karl Marx nos esperava, e foi aí que o tempo começou a abrir.

Ao chegarmos na Praça Vermelha (Красная площадь), o céu estava azul, muito azul, com poucas nuvens, só pra deixar tudo ainda mais lindo. E que emoção indescritível andar por ela, beirando o Kremlin (Московский Кремль), observando a montagem dos preparativos para o Dia da Vitória, e vendo cada detalhe se revelar na nossa frente. Pra mim, o mais emocionante mesmo foi ver tão de perto a Catedral de São Basílio (Собор Василия Блаженногo), que é, sem sombra de dúvidas, uma das construções mais bonitas que já vi na minha vida. Almoçamos na ГУМ (GUM), bem ali mesmo, na Столовая 57, definido pelos nossos amigos como “o bandejão deles”. Mas eta bandejão chique, que tinha até salmão com caviar!

Eu confesso que não queria sair da Praça Vermelha, queria só sentar ali e ficar esperando o dia acabar, a vida passar, morar ali pra sempre junto do Lênin hihihi mas seguimos nosso passeio (ainda bem!) e paramos pra tomar um lanchinho na шоколадница, e eu provei um dos melhores chás de limão + gengibre + mel de todos os tempos. Continuamos caminhando e, mais tarde, jantamos no Burguer Heroes/Bad Bro Bar, que tem um ambiente bacana, boa cerveja e hambúrguer decente.

Na segunda feira, tomamos o trem para o aeroporto Sheremetyevo, o que é coisa muito fácil de se fazer: o bilhete pode ser comprado online (com desconto!) e descemos já praticamente dentro do aeroporto, depois de viagem confortável de 35min no Aeroexpress.

Foi uma visita muito muito rápida, e ainda temos muito mais Moscou e Rússia pra conhecer, mas já foi o suficiente pra transformar o amor platônico de muitos anos em amor eterno e verdadeiro!

Malas de bordo pro feriado em Moscou

Eu gostaria de poder dizer que ao longo dos anos me tornei uma expert em fazer malas, mas a verdade é que eu aprendo a cada viagem que não existe fórmula perfeita. É, eu sei, a internet tá cheia de ideias e dicas infinitas de como organizar uma mala, mas eu aprendi que só dá pra descobrir mesmo o que dá certo com a prática.

Isto posto, quero dividir com vocês como eu arrumei nossas malas pra passar o feriado em Moscou. Nós embarcamos na sexta 21/04 e voltamos 24/04, e a expectativa era de passear muito com os amigos na capital da Rússia que sempre sonhei conhecer!

O número pequeno de dias destinado a essa viagem já indicava que deveríamos levar somente malas de mão. As nossas malas de mão são da Roncato, modelo MODO Mercury, com 4 rodinhas e 2 bolsos externos, tamanho 50x35x23cm e capacidade de 39 litros. Além disso, eu levei uma bolsa Longchamp com documentos, outras coisinhas importantes, e coisinhas que poderia querer usar durante o vôo.

Embora já seja oficialmente primavera, Moscou ainda está bem gelada: poucos dias antes de irmos, nossos amigos ainda passavam por temperaturas negativas. Com isso, era preciso levar roupas mais quentes. Eu sinto frio demais, e tava acabando de sair de uma crise de sinusite feia, então não podia dar sopa pro azar. Aqui em Ierevan já estamos vivendo sob temperaturas bem primaveris, chegando aos 20ºC.

O look do avião foi escolhido pensando na praticidade: o casaco, a calça jeans e o suéter que eu também usaria nos passeios, um cachecol bem grande e quentinho, e botinhas ortopédicas fáceis de tirar e calçar. As luvas foram no bolso externo pequeno da mala de mão, com fácil acesso caso fosse preciso na chegada em Moscou. Pro Felipe, a mesma coisa: casaco, suéter e calça jeans pra usar todo dia, e tênis. Nós dois passaríamos o final de semana trocando apenas as roupas térmicas, e usamos as mesmas roupas “externas”, porque frio é assim mesmo e exige praticidade, senão a mala ia ficar enorme – e não era isso que queríamos!!

Usei os organizadores de mala da Carpisa, que considerei bons packing cubes.

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Levei apenas miniaturas dos itens básicos de make, só pra sair com alguma dignidade: perfume CK One, demaquilante Sephora, batom e lápis de olho Marc Jacobs, batom MAC Russian Red, lápis de sobrancelha Benefit. Além disso, grampinhos e elásticos para o cabelo, touca de banho, discos de algodão e cotonetes.

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Bolsinha de remédio com os básicos e emergenciais, e outra igual com os itens de higiene pessoal. Essas bolsinhas nós ganhamos no hotel que ficamos em Varadero, e elas tem o tamanho ideal pra ir na mala carry on com esses itens.

De novo, quase tudo em sua versão mini: escovas e pasta de dente em miniatura, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on.

Também levei dentro de um zip lock um pacote de lenços umedecidos, absorventes e protetores diários.

Dentro do packing cube do Felipe, pijama, 3 blusas térmicas (uma pra cada dia, né), cachecol e luvas.

No meu packing cube, o equivalente: pijama com meia pra dormir, 3 blusas térmicas, e luva.

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Pra nós dois, chinelo que ganhamos no hotel em que ficamos em Farellones, super levinhos e que ocupam zero espaço na mala.

Pra mim, ainda levei minha Versace vintage pra usar nos passeios, que é super prática e cabe tudo o que é necessário pra passar um dia turistando.

Na Longchamp, álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Gucci, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

No fim, percebo que as malas “econômicas” deram certo, e, mesmo com nossas comprinhas de livros, sobrou espaço – utilizado, no aeroporto, pra guardar os casacos, já que em Ierevan a temperatura está bem mais agradável!

Aniversário da Mamãe

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Descansa no meu colo tua cabeça de mulher, deixa que eu seja tua mãe, ainda que por um instante.

Vivamos o parto às avessas:

Eu, que sou tua filha, por ora quero ser tua mãe só para ter o prazer de te ver menina, tão cheia de sonhos; só pra puxar os teus cabelos e nele colocar laços coloridos bordados de alegrias! Cores de tempos antigos, distantes, de quando nem imaginavas que eu seria a tua filha!

Vem aqui, fica quietinha, descanse, e permita que eu cuide de tuas coisas, que eu faça um pouco do tanto que você faz por todo mundo!

Farei tudo, só para descobrir a alegria de reverter os poderes do tempo e poder inverter a ordem dos fatos: só para ter a graça de te chamar de “minha filha”, “minha menina”, minha mãe que é “minha Tetê”!

Só para ter a graça de evitar os teus choros futuros, tuas dores constantes, teus medos tão delicados: medo de me perder, de que eu morra antes da hora, e de que não esteja por perto no momento em que eu precisar de tua mão como no passado, quando me conduzias com você, como se fôssemos uma só, um nó de gente, amarrado e costurado no amor que sobra no teu peito!

Esse amor que Deus esqueceu no mundo e eu vi de perto, refletindo nos teus olhos quando a vida nos apresentava motivos para perder as esperanças!

Minha mãe, que saudade eu sinto de nós duas juntas!

E hoje essa saudade já acordou exacerbada, pedindo a Deus que possamos logo comemorar seu aniversário, ainda que seja com atraso, mas com muito amor e alegria porque é isso que sobra na gente!

Plantamos uma árvore!

No último sábado, fomos convidados para participar do dia de plantar árvores num parque aqui nos arredores de Erevã!

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Achei tão bacana plantar uma árvore junto com o marido, e fiquei tão orgulhosa hihihi

Eu nunca tinha plantado uma árvore, e descobri que sou desajeitada também para isso, porém no fim das contas deu certo, e tá lá a nossa árvore plantadinha! Que ela cresça e dê flores e frutos!!

Looks do dia a dia em Erevã

Quem me conhece sabe que eu tenho um pézinho no mundo das modas: é assunto que me desperta interesse, curiosidade, e eu sempre gostei de explorar diversas possibilidades na hora de me vestir.

Sempre fui partidária daquela famosa frase: a gente se veste melhor no inverno. Sim, é possível se vestir melhor no inverno, mas quando o inverno é muito rigoroso como o que vivenciamos aqui na nossa chegada, percebi que nem sempre essa máxima é verdade: muitas vezes a vontade é usar moletom por baixo de um super casacão, só pra ficar quentinha mesmo. Além disso, depois de alguns dias de muito muito muito frio (estou falando dos dias em que os termômetros marcaram entre -0ºC e -20ºC),  rola mesmo uma preguiça de pensar nos looks. Some-se a isso a limitação dos sapatos (sempre bota, sempre impermeável, sempre antiderrapante, sempre a mais quente possível), e também ter que usar sempre roupa térmica.

Porém vez em quando eu achava que tava fazendo alguma coisa legal e acabava registrando – fosse pra mostrar pra todo mundo, ou só pra guardar pra mim. E hoje resolvi guardar aqui no blog, dividindo com vocês e relembrando os dias de frio extremo, e também celebrando a chegada da primavera com suas temperaturas mais amenas, permitindo não usar mais roupa térmica todos os dias e variar um pouquinho mais.

IMG_1102Eu registrei essa roupa ainda no hotel, nos nossos primeiros dias aqui, e sinceramente acho esse moletom do Donald a coisa mais bacana do mundo! Eu usei MUITO ele por aqui, e definitivamente não ficará aposentado no armário. Nesse dia, combinei o Donald, que é da Zara, com uma camisa de flanela e calça de moletom da Farm, e as botas que comprei aqui em Erevã, da marca RAF Kanian, e que me salvaram nos dias de frio intenso, já que, além de ortopédicas, são completamente forradas, pra esquentar bem os pézinhos.

IMG_1192Esse look eu usei pro meu primeiro “evento” aqui em Erevã, e até pulei fogueira com ela! Por cima, é claro que usei um casacão, porque foi justo na época em que estava fazendo -15ºC/-20ºC. O suéter de caxemira é Uniqlo, a camisa xadrez é Maria João e era da Mivó, a saia é da Animale, a bota é UNO (comprada também aqui em Erevã), e a bolsa é o meu xodó da Saint Laurent.

IMG_1206Outro look quentinho usando saia. O truque pra não congelar era usar calça térmica + legging + meia fio 80 + meia fio 40. Sim, as pernas ficavam bem roliças, mas a saia e a bota ajudavam a disfarçar essa consequência inevitável. O casaco é Luigi Bertolli, a saia Le Lis Blanc, e o cachecol é Kuna.

IMG_1242Esse casaco foi comprado no trânsito, e ele trabalhou muito! Ele é da Zara e é completamente forrado de pelinhos, então eu conseguia sobreviver bem ao frio com ele. O gorro de crochê preto é muuuuuito antigo, da Roxy, que usei bastante nos invernos de Orlando e, no Brasil, eu usava nos dias que tinha preguiça de lavar o cabelo e fazia um look trombadinha hihihihi (mas calma gente, ele tá limpinho, sempre higienizava ele depois que usava pra esconder o cabelo sujo hihihi)! O cachecol preto foi comprado na África. Não dá pra ver, mas eu estava de macacão de moletom da Farm. A bota é a mesma RAF Kanian, e a bolsa Gucci que já quase anda sozinha de tanto que eu tô usando.

IMG_1311Mais um look que usei pra ir em algum evento, dessa vez com casacão Mango, e camisa social e saia de chamois da Zara. Nesse dia eu lembro que senti um pouquinho de frio, porque faltou um suéter pra completar. Vivendo e aprendendo!

IMG_1528Eu não tenho maturidade pra duas coisas nessa vida: parkas militares e oncinha. Imagina como eu fiquei quando vi essa parka verde toda forrada de pelinhos que formam a estampa de oncinha na Zara?! Nem pensei duas vezes! E foi um ótimo investimento, porque, além de muito quentinho, ele combina com tudo o que eu tenho no armário, então já prevejo vida longa pra ele. Aí, combinei com suéter da Stradivarius, calça jeans térmica da Uniqlo (a única calça jeans que eu tava conseguindo usar em temperaturas até 5ºC, e mesmo assim com calça térmica e legging por baixo).

IMG_1619Nesse dia, a temperatura já tava beeeem mais agradável, tava sol (o que já inspira a usar mais cores), e, como nós íamos só ao cinema, deu pra usar o casaco de chamois (que também já é xodó) da Zara com uma blusa branca de algodão, e as já conhecidas calça jeans da Uniqlo, bota da RAF Kanian, e bolsa Gucci.

IMG_1634Esse foi look Zara total: a camisa jeans foi comprada no Brasil, e essa saia bordada foi paixão à primeira vista na Zara daqui.

IMG_1672Outro look total Zara, repetindo a saia do look anterior, porque quando é amor a gente tem que usar muito mesmo, combinado dessa vez com esse moletom amarelo com mangas amplas que é quentinho. Achei que rendeu um look bem fofo.

IMG_1863Taí de novo o casaco da Luigi Bertolli trabalhando, dessa vez com suéter preto de gola ampla Mango, calça de veludo Zara, bolsa Swains que era da Mivó, e bota Ugg (uma das melhores compras da vida). E, sim, eu tava me ~achani~ com o cabelo cacheado hihihi

IMG_1965Desde que as temperaturas começaram a ficar acima dos 12ºC, esse trench coat da Burberry não parou de trabalhar. Durante a visita do Léo, praticamente só andei com ele! Eu amo trench coat, acho lindo, acho prático, eles protegem do vento e não deixam que eu fique molhada, que é uma das 3 coisas que eu mais detesto na vida. Com as temperaturas bacanas e sob o sol, já dá pra usar calças jeans normais, e essa é da Cantão, que acomodou bem roupa térmica quando foi necessário. E, a alegria absoluta, sair de All Star.

IMG_2319No dia da nossa visita à Khor Virap, o tempo tava meio esquisito, meio chovendo, meio nublado, então eu saí agasalhada e protegida contra a chuva. O trench coat azul marinho é da United Colors of Benneton, comprado na lua de mel. O cachecol amor eterno e verdadeiro é da Mango, e a mochila é Prada. A calça azul é outro amor eterno e verdadeiro, da Uniqlo. Essa calça também é térmica, e é uma das peças de roupa mais confortáveis que eu tenho. Nem preciso dizer que ela já quase anda sozinha né. A bota é a mesma da Ugg, que também quase anda sozinha depois desse inverno, e que eu acho que usarei até mesmo no verão, se chovendo estiver. Veremos.

IMG_2698Olha o combo trench coat Benetton + botinha da Ugg de novo! Esse look foi do último sábado, e tava ventando, meio com jeito de chuva, e aí eu não me arrisco – quanto mais tomando antibiótico pra combater a crise de sinusite. A calça marrom é da Animale, e o suéter que quase não apareceu é Kuna.

IMG_2724E aí chegou o domingo de Páscoa, lindo, pleno, de sol e céu azul, que permitiu que eu finalmente usasse a saia mais amor da primavera, que eu comprei já tem mais de mês na Zara e tava esperando o tempo ficar bom o suficiente para usá-la! E que estréia melhor do que na missa de Páscoa?! Estréia abençoada! A tshirt é Bershka, e a sapatilha é Usaflex. Eu levei também o trench coat da Burberry, e um cachecol grande da Zara, no mesmo tom de rosinha, com o qual me cobri durante a missa. Além disso, usei meia calça cor da pele fio 40, porque o frio nas pernas ainda é real.

IMG_2746E esse look veio direto do stories do instagram, mostrando a alegria da pessoa em usar macacão jeans e uma jaqueta de tricô básica pra sair pra almoçar! E se eu contar pra vocês que até tirei a jaqueta no sol?! Alegria demais, gente! Eu sou muito fã de macacão, tenho vários, e não acho que existe peça mais confortável nessa vida. Sempre amei, sempre usei, desde pequenininha e até hoje, e mesmo quando “não tava na moda” eu usava (aspas usadas porque eu acho esse conceito muito relativo, talvez um dia eu discuta isso por aqui). E eu amo usar macacão com camisa social/de golinha, acho que fica muito interessante. Esse macacão é da Cantão, a camisa xadrez é Hollister, a jaqueta de tricô é Oh, Boy!, a bolsa é Gucci velha de guerra, e o All Star de oncinha foi uma edição especial para Farm.

Missa de Páscoa em Etchmiadzin

Nosso domingo de Páscoa foi muito especial: participamos da Missa na Catedral de Etchmiadzin, que é a igreja mãe da Igreja Católica Armênia, e é considerada a igreja mais antiga do mundo!

IMG_2726A igreja original foi construída no começo do Século IV pelo patrono da Armênia, São Gregório o Iluminador, em seguida da adoção do Cristianismo como religião do Estado pelo Rei Tirídates III, substituindo um templo pré-existente, simbolizando a conversão do paganismo para o Cristianismo. O centro do atual prédio foi construído em 483/4 por Vahan Mamikonian depois que a catedral foi severamente danificada pela invasão Persa. Desde a sua fundação até a segunda metade do Século V, Etchmiadzin foi a sede dos Catholicos, a suprema liderança da Igreja Armênia.

IMG_2727Ainda que jamais tenha perdido sua importância, a catedral passou por séculos de negligência, sendo restaurada em 1441. Desde então, a Santa Catedral de Etchmiadzin é a sede administrativa da Igreja Armênia, e foi listada pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade no ano 2000.

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A missa solene, com duração de mais de 2h, foi celebrada pelo Patriarca Karekin II, e, embora eu não entenda a língua armênia, meu coração entendeu tudo o que a fé transmite. Foi emocionante e inesquecível, tornando a nossa primeira Páscoa fora do Brasil super especial!

Ainda precisamos voltar a Etchmiadzin para conhecer tudo com calma, já que o propósito da nossa visita no Domingo de Páscoa não era turístico, mas não poderia deixar de registrar aqui um dia tão especial.

Arte de rua em Ierevan

Pra mim, uma das coisas mais legais de Ierevan é poder observar as cores pintadas nas paredes da cidade!

IMG_1823IMG_2384IMG_2390Erevã é uma cidade cheia de becos que conduzem à praças residenciais, e esses becos quase sempre são coloridos com artes belíssimas. Além da arte pelos becos, algumas paredes nas ruas também são coloridas assim, bem como as passagens subterrâneas para pedestres. É bom morar e passear numa cidade colorida por arte popular!

Yerevan Brandy Factory & Ararat Museum

O conhaque armênio é produzido desde 1887 a partir de uvas brancas de 5 variedades diferentes, e o cheiro delicioso já invade nossos sentidos no momento em que entramos na Fábrica do Ararat, um prédio monumental à beira do rio Hrazdan.

IMG_2579Para realizar a visita, é preciso agendar com antecedência, e são 2 opções de preços: 4500 AMDs (com degustação de 2 tipos de conhaque Ararat) ou 9000 AMDs (com degustação de 3 tipos de conhaque Ararat). É possível fazer os tours com explicações em arêmio, russo, inglês, francês, alemão e espanhol.

IMG_2530Além de todos os tipos de conhaque já produzidos pela fábrica, podemos ver no museu diversos barris autografados por dignatários que já fizeram a visita, bem como o “Peace Barrel” (ou “barril da paz”), que será aberto quando a Armênia e o Azerbaijão chegarem a um acordo de paz sobre Nagorno-Karabakh.

IMG_2532A sala do Peace Barrel é uma das partes mais interessantes do museu, onde podemos deixar nossas assinaturas e mensagens de paz.

IMG_2537Também podemos apreciar os dois primeiros barris onde foram fabricados os famosos conhaques armênios, com algumas relíquias que datam desde a abertura da fábrica.

IMG_2557Nessa parte do passeio, ouvimos a anedota que conta a principal jogada de marketing da fábrica no começo da produção: contratavam-se atores para ir aos principais restaurantes europeus pedir o conhaque Ararat. Quando os garçons respondiam que não tinham Ararat, os homens pediam desculpas às suas companheiras por as terem levado a um lugar tão ruim que não tinha Ararat! Com isso, o conhaque começou a se tornar famoso por toda a Europa, uma vez que os bares e restaurantes passaram a estocar algumas garrafas no caso de algum cliente pedir.

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Ao final do passeio pelo museu, vamos para a sala da degustação, aprender como se toma conhaque da maneira certa e como podemos reconhecer as diferenças de envelhecimento. Aprendi, por exemplo, que dá-se o nome de “lágrimas” àquela parte do conhaque que fica no copo depois de bebido, e que corresponde a um teste de qualidade: quanto mais tempo as lágrimas ficam no copo, maior a qualidade. Também aprendi que o conhaque deve ser tomado com a mão esquerda, para que ele fique mais perto do coração. Além disso, aprendi a distinguir as cores do conhaque e sentir seus diferentes aromas!

Eu, que provei o conhaque Ararat pela primeira vez em 2013, quando nem imaginava que ia acabar vindo morar na Armênia e ainda ia conhecer a fábrica, tô quase uma connoisseur de conhaque depois dessa visita!

A 1ª crise de sinusite na Armênia

E aí que ela me pegou!

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A crise começou dia 26 de março, depois que chegamos da partida de futebol entre Armênia e Casaquistão. Acontece que tinha muita gente fumando em volta de mim e, mesmo sendo um ambiente aberto, a fumaça dos cigarros ficava toda em volta de mim.

Comecei, então, com o Predsim, o famoso “soco na cara”. Esse apelido carinhoso corresponde exatamente à sensação que eu tenho quando tomo esse remédio: parece que eu tomei um soco na cara, porque eu fico nocauteada, quase incapaz. E o Léo ia chegar pra visitar a gente e eu queria ficar boa logo pra podermos passear com ele, e não ficar reclamando que tô com o nariz ruim, que meu nariz tá doendo, que meu ouvido tá doendo, que parece que eu tô dentro do avião, etc.

Pois bem, acho que meu organismo até foi bacana e deu uma reagida legal quando o Léo chegou e, como vocês acompanharam pelo instagram e estão vendo pelos posts aqui no blog, conseguimos aproveitar bastante a estadia dele aqui. Eu tomava o Predsim de noite, que aí não tinha problema ficar nocauteada, e passava os dias razoavelmente bem.

Foi só o Léo ir embora que meu organismo parece que falou assim: é agora! Deus, como eu caí. Em um dia, eu já tava toda ruim de novo, com o nariz horrível, falando esquisito, cheia das dores. Voltei, então, pro Predsim por mais 3 dias, totalizando 7 dias de soco na cara, somado ao Hidrocin, que é o antibiótico nasal, e aumentando a dose do Nasonex, meu spray nasal de uso contínuo, pra 2 vezes ao dia.

Mas é claro que o Predsim já não era suficiente. Eu fiquei ruim ruim ruim muito ruim mesmo. Ruim de não conseguir nem cozinhar. E aí no sábado comecei a tomar o antibiótico oral, Tamiram, que quase me faz vomitar a cada dose, mas que resolve meu problema. Tive, ainda, que recorrer ao Aerolin, pra dar aquela dilatada nos brônquios e conseguir respirar razoavelmente bem.

Eu tenho horror de usar remédio. Quem me vê, acha que eu sou hipocondríaca, porque tem sempre um remedinho por perto. Mas na verdade eu detesto. É que meu nariz é mesmo muito ruim. Muito muito ruim. E não tem jeito, tem mesmo que usar os remédios. E eu aprendi a aceitar isso desde criança.

Eu sempre reluto pra entrar no corticóide ou no antibiótico, mas, quando não tem jeito, é mesmo o jeito. Hoje será a 4ª dose do Tamiram, e então faltarão apenas 6 dias. Já melhorei um bocado, mas não o suficiente. O nariz e o ouvido ainda doem bastante, embora a respiração graças a Deus já tenha melhorado. A sensação de asma é uma das piores coisas: ficar buscando o ar e não conseguir, tentar respirar e ficar cansadíssima.

Pra completar, minhas mãos tinham recomeçado a sangrar pela 3ª vez desde que chegamos, então tive que encontrar soluções antialérgicas e sem cheiro pra tratar da pele sem incentivar mais a crise respiratória.

Tudo isso foi feito com acompanhamento médico (FaceTime é vida, gente), e muita preocupação do marido daqui e dos meus pais de lá. Eu acho que já nem me preocupo tanto mais, já sei que meu nariz é ruim mesmo… tomo os remédios, e rezo pra melhorar logo.

O lado positivo é que tô conseguindo manter o blog bem atualizadinho com os últimos passeios, e pensando em mais conteúdo pra dividir com vocês por aqui. Mas bem que eu queria ficar boa dessa sinusite logo!!! Rezem por mim!!

Haghtanak Zbosaygi (Victory Park)

Haghtanak Zbosaygi (Victory Park, ou, em bom português, Parque da Vitória) é um enorme parque localizado no topo do Cascade aqui em Erevã. O nome do parque teve origem na comemoração da participação da Armênia Soviética na Segunda Guerra Mundial.

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Eu e Felipe estávamos curiosíssimos pra ir conhecer o parque, que tem uma ampla área arborizada, um lago artificial, brinquedos, cafés, uma vista incrível do centro de Erevã, um monumento em homenagem aos filhos, e a estátua da Mãe Armênia (Mayr Hayastan) sobre o museu.

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O parque é inteiro muito interessante e nós ficamos encantados! Mas o principal ponto de interesse é a estátua da Mãe Armênia, que substituiu uma estátua monumental de Stalin, que foi criada como um memorial da vitória da Grande Guerra Patriótica. Durante o governo Stalinista da União Soviética, o primeiro secretário do Comitê do Partido Comunista Central da Armênia e membros do governo supervisionaram a construção do monumento, apresentada ao público em 29 de novembro de 1950. Em 1967, a estátua de Stalin foi removida e substituída pela Mãe Armênia, com design de Ara Harutyunyan.

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A Mãe Armênia é a personificação feminina da Armênia, que simboliza a paz por meio da força, e também relembra os importantes valores atribuídos às mulheres mais velhas das famílias armênias, e seu papel de relevância. A Mãe Armênia segura uma espada, e eu fiquei emocionada com essa obra majestosa, com significado tão profundo.

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A posição estratégica da Mãe Armênia, olhando para a cidade de Erevã, faz com que ela pareça a guardiã da capital da Armênia. A cada 9 de maio, milhares de pessoas visitam a estátua para celebrar os armênios mortos em guerras.

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Próximo à estátua da Mãe Armênia, podemos observar de pertinho o lançador de foguetes soviético Katyusha e o míssil S-75. A luz do entardecer de um dia nublado contribuiu pra deixar o passeio ainda mais encantador, e a nossa primeira visita ao Victory Park foi mesmo inesquecível!

 

Khor Virap

No último domingo, tomamos um táxi rumo a Khor Virap (Монастырь Хор Вирап), o Monastério que é uma das principais atrações turísticas da Armênia. “Khor Virap” significa “masmorra profunda”, e fica muito muito próximo do monte Ararat.

20170402_143724img_2261.jpgFoi em Khor Virap que Grigor Luisavorich, ou São Gregório o Iluminador, ficou preso por 13 anos, antes de curar o Rei Tirídates III de uma doença. Isso causou a conversão do rei ao cristianismo, e tornou a Armênia, no ano de 301, o primeiro país oficialmente cristão.

IMG_2272IMG_2285IMG_2290É possível visitar a câmara subterrânea onde São Gregório ficou preso, localizada na capela de São Gevorg, que fica separada da igreja principal.

IMG_229320170402_14530120170402_150230A escada que dá acesso à câmara é um tanto quanto assustadora, e só o marido teve coragem e força pra descer! Esta câmara subterrânea tem um tamanho impressionante, e, por conta das velas e falta de circulação de ar, é um ambiente muito abafado.

20170402_144640A grande Igreja de São Astvatsatsin em Khor Virap foi construída no século XVII, e as mulheres que visitam a Igreja devem cobrir a cabeça. A colina de Khor Virap e suas adjacências correspondem ao local da importante primeira capital da Armênia – a antiga Artashat ou Artaxiasata, construída pelo Rei Artashes I, fundador da dinastia Artashesid, por volta de 180 A.C.

IMG_2317O dia estava um tanto quanto nublado, mas mesmo assim foi um passeio muito agradável!!20170402_143910Khor Virap fica a cerca de 1h de carro do centro de Erevã, e ida e volta num táxi do tipo conforto, já contabilizando o tempo de espera do motorista, nos custaram 15000 AMDs (cerca de US$30,00).

Метро – de Metrô em Yerevan

No último sábado estava chovendo, e nós saímos pra conhecer o metrô de Erevã!


Nosso plano inicial era visitar todas as estações e, por fim, passear por Arabkir e descobrir por lá algum lugar para almoçar.


As estações de metrô de Erevã são gloriosas!! Amplas e iluminadas, com indícios do período da União Soviética porém suficientemente modernizadas.


O passeio é muito interessante porque o metrô de Erevã cobre a cidade inteira, desde os bairros mais abastados até o subúrbio/periferia. Além disso, em determinado momento da viagem o metrô deixa de ser subterrâneo e conseguimos avistar várias fábricas “abandonadas”, o que cria uma paisagem interessantíssima!!
Por conta da chuva, gradualmente intensificada, ao final do passeio pelas estações, acabamos dando meia volta e almoçando no Le Petit Paris, um café/restaurante charmosinho aqui no centro mesmo.


O grande destaque desse almoço foram mesmo as nossas sobremesas! Yummy!!

Matenadaran

Ontem de tarde eu e o Léo visitamos o Mesrop Mashtots Institute of Ancient Manuscripts, também conhecido como Matenadaran, que nada mais é do que um museu incrível de manuscritos antiquíssimos e belíssimos! Fiquei encantada com a beleza dos manuscritos e dos desenhos, bem como das encadernações riquíssimas.

O museu fica localizado no prédio antigo e original do instituto, com exibição de manuscritos, fragmentos de manuscritos, documentos, livros impressos antigos, encadernações preciosas, miniaturas individuais, etc. O primeiro hall de exibições foi inaugurado em 1957, quando o prédio principal do Matenadaran ficou pronto. Depois da construção das novas instalações do Matenadaran em 2011, o número de halls de exibições foi aumentado; entretanto, estas novas instalações abrigam, principalmente, os departamentos científicos.

A exibição do hall central é dedicado ao desenvolvimento das ciências medievais, da literatura e da arte da Armênia ao longo dos séculos, mapeando a cultura armênia desde a criação do alfabeto armênio por Mesrop Mashtots em 405AD até o século XVIII, e apresentando antigas traduções e trabalhos armênios. Também estão exibidos manuscritos das homilias de Msho Charentir, os evangelhos de Zeytun, miniaturas dos manuscritos da escola siciliana, os evangelhos de Dashunahar e Hrashagorts, o livro das lamentações de São Gregório de Narek, além de manuscritos de livros médicos e amostras das especiarias utilizadas para o preparo de medicamentos naturais. O hall dos mapas exibe reimpressões da época medieval.

O museu funciona de terças a sábados, entre 10h e 17h; não é permitido fotografar dentro do museu. O ingresso individual custa 1000 AMD, e é possível agendar visitas guiadas em armênio, russo, inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, português e árabe. Certamente voltarei a este museu interessantíssimo – até porque o marido estava trabalhando e não pôde ir “turistar” conosco!!