E aí que ela me pegou!

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A crise começou dia 26 de março, depois que chegamos da partida de futebol entre Armênia e Casaquistão. Acontece que tinha muita gente fumando em volta de mim e, mesmo sendo um ambiente aberto, a fumaça dos cigarros ficava toda em volta de mim.

Comecei, então, com o Predsim, o famoso “soco na cara”. Esse apelido carinhoso corresponde exatamente à sensação que eu tenho quando tomo esse remédio: parece que eu tomei um soco na cara, porque eu fico nocauteada, quase incapaz. E o Léo ia chegar pra visitar a gente e eu queria ficar boa logo pra podermos passear com ele, e não ficar reclamando que tô com o nariz ruim, que meu nariz tá doendo, que meu ouvido tá doendo, que parece que eu tô dentro do avião, etc.

Pois bem, acho que meu organismo até foi bacana e deu uma reagida legal quando o Léo chegou e, como vocês acompanharam pelo instagram e estão vendo pelos posts aqui no blog, conseguimos aproveitar bastante a estadia dele aqui. Eu tomava o Predsim de noite, que aí não tinha problema ficar nocauteada, e passava os dias razoavelmente bem.

Foi só o Léo ir embora que meu organismo parece que falou assim: é agora! Deus, como eu caí. Em um dia, eu já tava toda ruim de novo, com o nariz horrível, falando esquisito, cheia das dores. Voltei, então, pro Predsim por mais 3 dias, totalizando 7 dias de soco na cara, somado ao Hidrocin, que é o antibiótico nasal, e aumentando a dose do Nasonex, meu spray nasal de uso contínuo, pra 2 vezes ao dia.

Mas é claro que o Predsim já não era suficiente. Eu fiquei ruim ruim ruim muito ruim mesmo. Ruim de não conseguir nem cozinhar. E aí no sábado comecei a tomar o antibiótico oral, Tamiram, que quase me faz vomitar a cada dose, mas que resolve meu problema. Tive, ainda, que recorrer ao Aerolin, pra dar aquela dilatada nos brônquios e conseguir respirar razoavelmente bem.

Eu tenho horror de usar remédio. Quem me vê, acha que eu sou hipocondríaca, porque tem sempre um remedinho por perto. Mas na verdade eu detesto. É que meu nariz é mesmo muito ruim. Muito muito ruim. E não tem jeito, tem mesmo que usar os remédios. E eu aprendi a aceitar isso desde criança.

Eu sempre reluto pra entrar no corticóide ou no antibiótico, mas, quando não tem jeito, é mesmo o jeito. Hoje será a 4ª dose do Tamiram, e então faltarão apenas 6 dias. Já melhorei um bocado, mas não o suficiente. O nariz e o ouvido ainda doem bastante, embora a respiração graças a Deus já tenha melhorado. A sensação de asma é uma das piores coisas: ficar buscando o ar e não conseguir, tentar respirar e ficar cansadíssima.

Pra completar, minhas mãos tinham recomeçado a sangrar pela 3ª vez desde que chegamos, então tive que encontrar soluções antialérgicas e sem cheiro pra tratar da pele sem incentivar mais a crise respiratória.

Tudo isso foi feito com acompanhamento médico (FaceTime é vida, gente), e muita preocupação do marido daqui e dos meus pais de lá. Eu acho que já nem me preocupo tanto mais, já sei que meu nariz é ruim mesmo… tomo os remédios, e rezo pra melhorar logo.

O lado positivo é que tô conseguindo manter o blog bem atualizadinho com os últimos passeios, e pensando em mais conteúdo pra dividir com vocês por aqui. Mas bem que eu queria ficar boa dessa sinusite logo!!! Rezem por mim!!

One thought on “A 1ª crise de sinusite na Armênia

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