Entre 2008 e 2012, toda vez que me perguntavam onde eu ia passar as férias e eu respondia “Disney! Vou pra Orlando!”, as pessoas sempre me olhavam com cara de reprovação, me perguntavam “de novo?” ou “você não tem vontade de ir pra outros lugares?”, ou simplesmente diziam “você é maluca”. Nada disso nunca me incomodou, porque, por mais que eu tenha vontade de ir a vários lugares no mundo (na verdade, se eu pudesse, eu dava a volta ao mundo), Orlando é uma cidade pela qual eu tenho muito amor, e tenho certeza de que, quantas vezes me forem dadas as oportunidades, vou querer voltar pra lá. E, de 2004 até 2014, eu tive ótimas oportunidades.

felicidade plena!
felicidade plena no Magic Kingdom!

Como são muitos anos de amor por Orlando, resolvi fazer esse post mais geral, e depois pretendo postar sobre cada parque individualmente.

julho de 2004, com 14 aninhos
julho de 2004, com 14 aninhos
julho 2004 0034
a única vez que encontrei os Flintstones na Universal! Por que, Universal? Por quê?

Minha primeira viagem pra Orlando foi em julho de 2004, como parte do meu presente de 15 anos. Embora eu tenha sido bastante influenciada pela Mivó (nome carinhoso pelo qual eu chamava a minha avó), eu nunca tive aquela vontade indescritível que muitas crianças e adolescentes tem de ir à Disney. Na verdade, principalmente naquela época, que eu me achava muito roqueira, queria mesmo ir pra Londres. Mas acabei aceitando o presente e fui pra Orlando. E me apaixonei. Os parques temáticos são lugares mágicos, onde a gente só sente felicidade. Enquanto estava lá, tinha certeza de que não seria minha única visita, mas não sabia quando voltaria. Tive a oportunidade de voltar em janeiro de 2006, numa dessas viagens não-planejadas (foi assim: viajei numa terça e meus pais negociaram com a agência na quinta feira anterior) que dão muito certo. E, naquele inverno delícia de Orlando, pude confirmar meu amor por aquele lugar, e conferir atrações novas que não estavam lá um ano e meio antes – além de ver o Castelo da Cinderella especialmente decorado para a Happiest Celebration on Earth, a comemoração dos 50 anos da abertura da primeira Disneyland.

Happiest Celebration on Earth (2006)
Happiest Celebration on Earth (2006)

Em 2007, não fui a Orlando, e senti saudade. Quis voltar em janeiro de 2008, e fui. Mesmo tendo ficado muito doente e não tendo curtido alguns parques (naquele ano, não fui ao Sea World nem ao Busch Gardens), foi uma viagem especial. Aqui começa a mudança crucial na história das viagens da minha vida: em julho do mesmo ano, fiz outra viagem pra lá sem muito planejamento (dessa vez, viajei numa quinta e meus pais fecharam com a agência na segunda a noite), e foi um verão indescritível. Mesmo entre janeiro e julho, pude ir a novas atrações e até a um parque aquático completamente novo – e isso só me fazia ficar mais e mais apaixonada pelos parques.

com o Gênio em janeiro de 2008
com o Gênio em janeiro de 2008
julho de 2008
julho de 2008

Por conta dessas duas viagens no mesmo ano, e por ter ido todas as 4 vezes com a mesma agência, fui convidada pra ser guia assistente no janeiro seguinte. Eu não receberia nenhuma remuneração, mas também não pagaria nem a minha passagem nem a hospedagem (os ingressos pros parques da Disney eu paguei, mas os parques da Universal e do grupo Sea World/Busch Gardens emitiam cortesias para guias). Pra uma universitária de Relações Internacionais, me pareceu um grande negócio: afinal, eu estava tendo a oportunidade de viajar para um lugar que eu adorava tendo que arcar somente com os meus gastos lá. Então, aceitei e fui.

de uniforme e bandeirinha com o Pluto no Magic Kingdom
de uniforme e bandeirinha com o Pluto no Magic Kingdom

O que eu pensava que seria só uma temporada, acabou se estendendo pra julho de 2009, e também janeiro de 2010, e também julho de 2010 (um mês depois da abertura do Wizarding World of Harry Potter no Islands of Adventure), e janeiro de 2011, e julho de 2011, e janeiro de 2012, e janeiro de 2013, e janeiro de 2014! Em dezembro de 2010, fui com meus primos passar o réveillon lá (um sonho que eu tinha, porque sempre via fotos e vídeos dos parques decorados especialmente para os Holidays) e acabei virando guia deles desde o primeiro parque – o que eles amaram, porque não se davam nem ao trabalho de abrir os mapas. Ano passado, em outubro, fui com o Felipe e um casal de amigos nossos, e também o filhinho deles. E, em todas as vezes, sem exceção, eu me diverti demais: além de toda a sorte de poder ir pra lá com frequência, eu era ajudante de uma guia que é uma das melhores pessoas que eu conheço no mundo, que tem amor por mim como se fosse minha mãe, e sempre deixou que eu brincasse e aproveitasse tudo ao máximo. Sim, eu tinha o melhor “trabalho” do mundo! Foram, sem dúvida, os invernos e verões mais divertidos que eu podia ter enquanto estava na faculdade e no mestrado.

com meus eternos chefinhos em julho de 2009
com meus eternos chefinhos em julho de 2009
julho de 2011, com a Tininha que eu amo pra sempre
julho de 2011, com a Tininha que eu amo pra sempre

A cidade de Orlando tem 8 parques temáticos principais: 4 da Disney (Magic Kingdom, EPCOT, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom), 2 da Universal (Universal Studios e Islands of Adventure), Sea World, e Busch Gardens. No complexo Disney, temos também 2 parques aquáticos (Disney’s Blizzard Beach e Typhoon Lagoon), um centro de entretenimento noturno chamado Downtown Disney (onde há um Cirque du Soleil permanente, com show exclusivo chamado La Nouba, restaurantes como Planet Hollywood, T-Rex e House of Blues, uma Lego Store imensa, e a World of Disney – porque, como se já não bastasse todas as mil lojinhas dentro dos parques, tem que ter mais uma, que é ENORME), campos de golfe e mini-golfe, e tudo mais quanto o gênio Walt Disney e seus imagineers (como são chamados os funcionários da Disney responsáveis pela criação e atualização dos parques e dependências dos complexos) puderam criar. Na Universal, ligando os parques, há o City Walk, recheado de lojas, boates e restaurantes (NBA City, Nascar, e o maior Hard Rock Café do mundo estão lá); eles também controlam o Wet n’ Wild de Orlando (que andava meio caído, mas que, segundo informações colhidas, está voltando à sua glória). O Sea World, desde que abriu a Manta (uma montanha russa em que os aventureiros ficam na horizontal) em 2009, atrai muito mais do que crianças em busca da Shamu; além da Manta, há uma outra montanha russa no parque – a Kraken – que conta com um percurso impecável pra qualquer amante de montanha russa; além disso, desde 2008 podemos desfrutar do Aquatica, um parque aquático (como o nome sugere) onde podemos nos refrescar em meio a brinquedos multicoloridos e até mesmo tobogãs de vidro que permitem vermos golfinhos enquanto nadamos. Embora não fique em Orlando, mas em Tampa Bay (cerca de 1h15 de carro), o Busch Gardens é um parque que não fica fora das excursões (ainda bem!), e costuma ser o mais atrativo para aqueles que curtem adrenalina: são 5 montanhas russas (Cheetah Hunt, Montu, Kumba, SheiKra, Gwazi), o que preenche um dia inteiro de visitas, intercaladas com 3 brinquedos aquáticos (do tipo botes) que molham MUITO.

janeiro, 2009
janeiro, 2009
julho, 2009
julho, 2009
janeiro, 2010
janeiro, 2010
julho, 2010
julho, 2010
com a família e os amigos em dezembro de 2010
com a família e os amigos em dezembro de 2010
janeiro de 2011
janeiro, 2011
julho de 2011
julho, 2011
janeiro, 2012
janeiro, 2012
janeiro, 2014
janeiro, 2014
janeiro, 2014
janeiro, 2014

Além dos parques temáticos, Orlando oferece excelentes opções de compras: são dois outlets da rede Premium (um na Vineland Ave. e o outro na International Drive) onde encontramos marcas de luxo e fast fashion, o enorme Florida Mall, e o não tão conhecido Mall at Millenia (com lojas de luxo como Chanel, Burberry e Gucci e também Zara, Macy’s, Bloomingdale’s, Victoria’s Secret). Eu, particularmente, gosto mais do Mall at Millenia que, por ser menor e menos conhecido pelos turistas, está sempre mais organizado (lembrem-se: eu sempre fui pra Orlando em alta temporada, e lojas como Abercrombie, Hollister e Victoria’s Secret ficam sempre lotadas e, consequentemente, sem o estoque que muitas vezes gostaríamos que tivessem), embora o Florida Mall disponha de uma variedade incomparável de lojas. Seja nos outlets ou nos malls, ou no Wal Mart ou no Target (dois mercados que tem tudo o que podemos imaginar e mais um pouco), as oportunidades de compras são de enlouquecer até o mais sovino dos seres humanos, e eu não vi até hoje quem voltasse de Orlando com menos do que as duas malas que as companhias aéreas permitem cheias.

outubro, 2014
outubro, 2014

Em Orlando, a única preocupação que qualquer pessoa deve ter é com a diversão, e não há um dia sequer enquanto estamos lá que, dormindo tarde e acordando cedo (porque, pra curtir mesmo, tem que ser assim), a gente não sinta uma alegria incomparável. Particularmente, eu sinto uma alegria plena. Felicidade em plenitude. Não paro de sorrir. Se você nunca foi, programe-se e vá. Vá pelo menos uma vez na vida ser feliz em Orlando. Dificilmente você vai se arrepender.

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