O que fazer em Dublin?

Dublin é uma cidade muito rica culturalmente e muito jovem. Além da Guinness Storehouse, há atividades para todos os gostos, bolsos e idades, e neste post vou fazer um super apanhado de coisas legais para se fazer em Dublin.

St. Patrick’s Cathedral

Pensar em Irlanda é pensar no São Patrício, que tem seu dia celebrado em 17 de março. St. Patrick é o padroeiro da Irlanda, e a catedral de St. Patrick passou a ser um lugar santo e de encontro espiritual por muitas gerações, desde que este Santo batizou cristãos convertidos há mais de 1500 anos. Esta catedral é a Catedral Nacional da Igreja da Irlanda. A catedral de St. Patrick está no coração de Dublin e da história e cultura da Irlanda por mais de 800 anos, e é a maior catedral da Irlanda, bem como um dos mais importantes lugares de peregrinação. A história dessa catedral é um microcosmo da história da Irlanda, e o ingresso para adultos custa €7.00. Maiores informações podem ser encontradas aqui.

Christ Church Cathedral 

A Catedral da Santíssima Trindade é uma catedral medieval, fundada em 1028, com uma arquitetura impressionante e uma cripta medieval fascinante. O ingresso que dá acesso às criptas medievais custa €7.00. A Christ Church Cathedral já foi um lugar de peregrinação, e abrigou importantes relíquias religiosas. Devo confessar que o que mais me impressionou e mexeu com o meu coração foi a imagem do Cristo rejeitado, deitado no banco em frente à igreja. Minha garganta dá um nó só de lembrar naquela imagem tão profunda.

Dublin Castle & The Chapel Royal

Aberto todos os dias da semana, é possível visitar o Castelo de Dublin entre 9h45 e 17h45. Os tours guiados duram aproximadamente 1h10 e custam €10 por adulto. Embora haja a opção de visitar os State Apartments sem a visita guiada (neste caso, o ingresso custa €7), somente o tour guiado oferece a oportunidade de ver as escavações vikings e a Capela Real. O Castelo de Dublin foi a sede do governo inglês/britânico na Irlanda entre 1204 e 1922, servindo como residência para o representante irlandês do monarca britânico, e centro administrativo e cerimonial. Em 16 de janeiro de 1922, o último Vice-rei da Irlanda entregou o Castelo de Dublin a Michael Collins e ao governo da Irlanda recém-independente. Desde então, é mantida a tradição de realizar cerimônias de Estado no Castelo, e os governos irlandeses usam estas instalações para eventos nacionais importantes. E, desde 1938, todos os presidentes da Irlanda tomaram posse no St. Patrick’s Hall, o maior dos State Apartments. No dia em que fomos visitar o Castelo de Dublin, o ingresso teve preço reduzido porque uma das alas do Castelo estava fechada para a realização de um evento nacional. Outras informações sobre o Dublin Castle podem ser encontradas aqui.

Temple Bar

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O famoso bairro de Temple Bar é o reduto boêmio da cidade de Dublin. É lá, perto da Trinity College e da Grafton Street, que há uma enorme concentração de pubs, cafés e restaurantes que são frequentados por locais e turistas. Naturalmente, a região fica ainda mais animada à noite, mas durante o dia também é possível desfrutar dos bons restaurantes que ficam na região.

Molly Malone statue

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A estátua de Molly Malone fica na Suffolk Street, inaugurada em 1988, durante as comemorações do milênio de Dublin. Molly Malone é uma música popular sobre uma história que se passa em Dublin, e que se tornou um hino não-oficial da cidade. Quando a estátua foi inaugurada, foi declarado que o dia 13 de junho seria o dia de Molly Malone.

Trinity College Dublin

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A Universidade de Dublin foi inaugurada em 1592, e abriga uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. A exibição The Book of Kells permite que os visitantes façam uma viagem de volta ao século XVIII ao caminhar pela Trinity College. O livro de Kells é um dos principais tesouros culturais da Irlanda, e manuscrito medieval mundialmente famoso. O livro do século IX é uma cópia muito decorada dos 4 Evangelhos que contam a vida de Jesus Cristo. Os preços dos ingressos variam entre €11 e €28, e maiores informações podem ser encontradas aqui.

 

Para fazer compras: Grafton Street, Henry Street & Mary Street, Liffey Street Upper, Jervis Street

Grafton Street é a rua que mais concentra lojas na cidade, para todos os gostos e bolsos. As ruas perpendiculares também são recheadas de boas lojas para fazer compras e também bons cafés para descansar. São muitas opções: Cath Kiddston, Waterstones, Boots, Starbucks, H&M, Zara, Disney Store, entre outras. Além das lojas da “high street”, a grande loja de departamentos Brown Thomas também abriga muitas importantes marcas de moda. Do outro lado do rio Liffey, nas ruas Henry e Mary, Liffey Street Upper e Jervis Street, outras muitas lojas se concentram, como Forever 21, Game Stop, River Island, entre outras. Nessa região há duas grandes lojas de departamento: a Debenhams, e a tradicional Arnott’s, inaugurada em 1843 e que mantém desde então uma arquitetura inconfundível. Como nós estávamos em Dublin poucos dias antes do Natal, as ruas estavam todas lotadas, e muitas lojas faziam eventos especiais para atrair ainda mais clientes!

Guinness Storehouse em Dublin

Dublin foi a última parada das nossas férias congeladas pelas ilhas. O primeiro lugar que fomos conhecer na capital da Irlanda foi a Guinness Storehouse que é bem mais do que um museu, e sim uma verdadeira experiência interativa e de aprendizado sobre a grande cervejaria – e, também, sobre cerveja!

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É possível comprar ingressos no local, e os preços variam de acordo com os horários de visitação. Todos os ingressos para maiores de idade incluem um pint de Guinness, uma lição de degustação de Guinness e também a oportunidade de aprender a tirar seu pint perfeito. Se comprados pela internet, os ingressos tem desconto e custam a partir de €17,50. Eu comprei na véspera e garanti o nosso desconto. Todas as informações podem ser encontradas aqui.

Ao entrarmos na Storehouse, o cheiro de Guinness já invade nossos sentidos: aquele inconfundível aroma achocolatado já aguça a vontade de aprender sobre esta tradicional cervejaria. Nos 7 andares, podemos aprender muito sobre a levedura especial usada pela Guinness que resulta na melhor cerveja stout do mundo e sobre a história de Arthur Guinness.

A Guinness não é só mestra em fazer cervejas stouts: a imaginação para campanhas publicitárias da cervejaria sempre foi além das expectativas, e a marca foi construída em cima de campanhas impressas, digitais e televisivas inteligentes e criativas, que marcam a história da cervejaria.

Na Guinness Academy, podemos aprender o jeito certo de obter o pint perfeito de Guinness. O ritual de 6 passos é lendário tanto quanto a própria cerveja, e, ao final, não só podemos beber este glorioso pint de Guinness como também recebemos um certificado atestando nossa eficiência! E, aqui, fica um pulo do gato: quem participa dessa experiência acaba tomando um pint extra de Guinness!

Degustamos nosso pint de Guinness, incluído no ingresso, no Gravity Bar, que oferece uma belíssima vista da cidade. Nós almoçamos por lá mesmo, e o Storehouse abriga 4 cafés e restaurantes: o Cooperage Cafe fica no 1º andar, e, no 5º andar, podemos escolher entre Brewers’ Dining Hall, 1837 Bar & Brasserie, e Arthur’s Bar. Nós optamos por testar os pratos do Arthur’s Bar, e estava tudo uma delícia!

A Guinness Storehouse fica um pouco afastada do centro mas, mesmo assim, preferimos ir caminhando até lá.

O que fazer em Belfast?

Além do Ulster Museum, dos tours de Game of Thrones e pela costa de Antrim, a Irlanda do Norte abriga inúmeras atividades interessantes e belíssimos lugares para visitar na sua capital Belfast. A cidade é muito gostosa de caminhar e, se ficar hospedado próximo ao centro, é muito fácil de conhecer tudo a pé.

Câmara Municipal de Belfast

A Câmara Municipal de Belfast (ou Belfast City Hall) é um prédio enorme e muito bonito localizado na Donegall Square, bem no centro da cidade, inaugurado em 1906 com uma arquitetura neobarroca. É possível visitar o interior do prédio com visitas guiadas gratuitas, o que possibilita a apreciação das artes públicas. Os tours levam cerca de 1 hora e é possível aprender um pouco mais da história da Câmara Municipal. Para participar desta visita guiada, é preciso chegar com 15 minutos de antecedência e todos os horários e informações podem ser encontrados aqui.

Entre novembro e dezembro, o mercado de Natal da cidade acontece justamente na praça Donegall, bem em frente ao Belfast City Hall, e as decorações natalinas deixam tudo ainda mais bonito.

Jardim Botânico de Belfast

Pertinho da Queen’s University Belfast, o Botanic Gardens abriga a casa das palmeiras, uma belíssima casa de vidro feita com ferro curvado e vidro, que data do período vitoriano. A construção foi idealizada pelo Sir Charles Lanyon, que também ajudou a desenhar partes do prédio da Queen’s University. A pedra de fundação foi colocada em 1839 e as duas alas terminaram de serem construídas em 1840 pelo mestre ferreiro Richard Turner. A doma foi adicionada em 1852.

O Jardim Botânico de Belfast foi fundado em 1828 pela Sociedade Botânica e Horticultura de Belfast (Belfast Botanic and Horticultural Society) para atender ao interesse público na natureza. O parque é muito popular entre os estudantes, turistas e habitantes da cidade, abrigando concertos, festivais e outros eventos.

Queen’s University Belfast

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Também pertinho do Jardim Botânico, a Universidade impressiona pelo belíssimo prédio Lanyon do seu campus histórico, que foi escolhido como um dos prédios universitários mais bonitos do mundo. Fundada em 1845, é a 9ª universidade mais antiga do Reino Unido. É possível fazer um tour no campus às segundas e sextas feiras, a partir das 13h, e demais informações podem ser encontradas aqui.

Museu do Titanic

A arquitetura do Titanic Museum é uma atração por si só. Este museu é a maior experiência para visitantes no mundo relacionada ao Titanic, que permite explorar sua história de um modo contemporâneo. São 9 galerias interativas, e é possível explorar o simbolismo do prédio icônico. Também é possível conhecer a última embarcação da White Star (o SS Nomadic) e descobrir todas as lendas sobre o Titanic na cidade onde tudo começou. O ingresso simples custa £18 e o ingresso White Star Premium Pass, que dá direito ao ingresso do Titanic Experience, a uma foto souvenir, ao Discovery Tour e acesso ao SS Nomadic custa £30. Demais informações podem ser encontradas aqui.

Mercado de São Jorge

O St George’s Market é uma das atrações mais antigas de Belfast. O prédio que abriga o mercado foi construído entre 1890 e 1896, e lá é possível encontrar produtos frescos às sextas, sábados e domingos. A entrada é gratuita.

Compras: Royal Ave, Donegall Pl, Chichester Street; Victoria Square

Belfast também é uma boa cidade para fazer compras, abrigando boas lojas nas ruas Royal Ave, Donegall Place, Chichester Street, e no shopping Victoria Square, um lugar bastante interessante que também tem um cinema (assistimos Jumanji por lá). As fotos acima são de artes de rua encontradas pela cidade.

Ulster Museum em Belfast

Coladinho no Jardim Botânico de Belfast, o Ulster Museum oferece um pouco de tudo pra quem ama arte e história, com curiosidade de descobrir mais sobre o mundo, seja adulto ou criança. As coleções expostas no Ulster Museum contam a história da Irlanda e também de outras partes do mundo, colocando os visitantes frente a frente com dinossauros e também com uma múmia do Egito, e também propiciando experiências interativas. A entrada é gratuita, e o museu fica aberto de terça a domingo, entre 10h e 17h. O Ulster Museum foi um dos museus que eu mais gostei de visitar na vida, e acho que, depois desse post, vocês vão entender o porquê.

Tapeçaria de Game of Thrones

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A Irlanda do Norte é a terra de Game of Thrones e ninguém tem dúvida disso – e eles assumem, com orgulho. Prova disso é a épica tapeçaria de 77 metros exposta no Ulster Museum, que conta a história das temporadas de 1 a 7 da série. De Winterfell às Iron Islands, todos os eventos, locações e histórias estão tecidas ali. A tapeçaria é realmente impressionante, e podemos recordar todos os momentos cruciais da série que levaram até o final épico da temporada 7.

Desenhada à mão, mas tecida por uma máquina especial e finalizada à mão na Irlanda do Norte por artesãos locais, o linho usado para formar a base da tapeçaria foi fornecido por uma das últimas fábricas de linho da Irlanda do Norte, a Ferguson’s Irish Linen.

Os bordados delicados, realizados por um time de 30 costureiros no Ulster Museum e no Ulster Folk & Transport Museum, contam histórias dos personagens e momentos da série com ponto de corrente, ponto partido, ponto traseiro, ponto de correr e ponto de semente, usando fios metálicos, de algodão e de seda para ilustrar, em forma de bordado, uma das séries mais populares da atualidade.

Esta gloriosa peça de arte deve ficar em exibição até o dia 27 de agosto de 2018, mas eu boto fé que eles vão estender esta data – e também a tapeçaria, contando as histórias da 8ª temporada que ainda está por vir. De todo jeito, se você tiver a oportunidade de ir a Belfast, não deixe de conferir esta verdadeira obra-prima!!

1923-1968: Vivendo numa Ilha dividida

Uma das exposições mais interessantes do Ulster Museum é a “1923-1968 Living on a Divided Island“, que conta a história da formação da fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte em meio ao caos da guerra irlandesa de independência. O Ato 1920 do Governo da Irlanda do Norte colocava fim às lutas para manter a Irlanda no Reino Unido, mas os esforços de Edward Carson garantiu que 6 condados do norte da Irlanda fossem mantidos sob a Coroa.

A nova fronteira dividia aliados antigos no Estado Livre da Irlanda, e a coleção em exibição no museu inclui notas de alfândega, a nova moeda do Estado Livre da Irlanda, e a efemeridade política da época, bem como uma coleção de itens da Segunda Guerra Mundial, e itens de memorabilia tanto de nacionalistas quanto de unionistas. Aprender um pouco mais sobre a história da separação daquela ilha, com tantas imagens e itens impressionantes, foi uma experiência única.

Gilbert U-238 Atomic Energy Lab: o brinquedo mais perigoso do mundo!

Na exibição dos Elementos, que fica no 3º andar do museu e conta com uma tabela periódica que mostra seus respectivos elementos encontrados na Terra, um cantinho escurecido chama a atenção: o brinquedo Atomic Energy Lab (ou Laboratório de Energia Atômica), lançado nos anos 1950, considerado o brinquedo mais perigoso do mundo porque continha elementos radioativos!

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Nos anos 1950, a Era Atômica nascia num ambiente otimismo: a fissão nuclear era vista como uma fonte de energia barata e ilimitada, e o fim para todas as guerras. Dentro desta visão utópica, em 1951, surgiu o Gilbert U-238 Atomic Energy Lab, um brinquedo educativo excepcional, com uma imagem idílica de uma criança maravilhada com a nova tecnologia. O jogo continha diversos materiais radioativos, com amostras de minério de urânio, um espinteroscópio (instrumento que mostra a incidência de partículas alfa por flashes em uma tela fluorescente) e uma câmara de nuvem (cloud chamber). Um jovem cientista nuclear poderia usar todo o equipamento para observar flashes e traços das partículas subatômicas vertendo de isótopos instáveis, e também usar o contador Geiger para descobrir o quão contaminados ficaram.

Pra quem não sabe, eu me apaixonei por energia nuclear em 2006, fiz meu mestrado em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança na UFF e escrevi minha dissertação sobre a Política Nuclear Brasileira. Eu não sei até hoje como não estudei Física na faculdade, mas fato é que eu dediquei 10 anos da minha vida exclusivamente aos estudos das questões nucleares e eu sou completamente alucinada pelo assunto. Quando eu vi esse brinquedo em exposição no Ulster Museum, eu surtei e queria de qualquer jeito um desses.

É claro que esse brinquedo sensacional não atende aos requisitos de segurança e saúde de hoje em dia, e foi tirado de circulação ainda em 1951 porque o preço de US$50 (o equivalente a quase US$500 hoje) era muito caro para a maioria das famílias, e também muito complexo. No mercado de colecionáveis, a maioria dos jogos Atomic Energy Lab se encontra em condição imaculada. Se algum dia eu achar um, não respondo por mim!

Giants Causeway & Antrim Coast Tour

Ainda em Belfast, fizemos mais um day tour – dessa vez, com a empresa Irish Tour Tickets! Em um único dia, conhecemos a Carrick-a-Rede Rope Bridge, Dunluce Castle, Giants Causeway, Bushmills Whiskey Distillery, Carnlough Village e passamos por toda a Antrim Coast Road. Nós agendamos online o passeio, que custa £25 por adulto. Não estão incluídas a taxa para cruzar a Carrick-a-Rede Rope Bridge (cerca de £6 por adulto) nem a visita guiada em Giants Causeway (£5 por pessoa). Embora não fosse um tour focado em Game of Thrones, é impossível pensar na Irlanda do Norte e não fazer a conexão imediata com a série, e muitos dos lugares por onde passamos também foram usados como locações para as filmagens, sinalizados pela nossa simpática guia Charlene – que, adivinhem, também foi figurante na série!

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Carrick a Rede Rope Bridge

Nossa primeira parada foi Carrick a Rede Rope Bridge, onde pudemos cruzar a verdadeira ponte do rio que cai. Conta a história que, há mais de 350 anos atrás, os pescadores locais de salmão se esforçavam para alcançar a pequena ilha, construindo a primeira ponte sobre o abismo. Os pescadores costumavam cruzar a ponte de corda que construíram para ter acesso ao melhor local de pesca, onde o salmão nada em direção aos locais de desova nos Rios Bann e Bush. A ponte tem 20m de comprimento, suspensa numa altura de 30m, balança um bocado com o vento, e não é todo mundo que tem coragem de cruzá-la. Este local foi usado como locação de Game of Thrones para as cenas do acampamento de guerra de Renly Baratheon nas Stormlands, quando Brienne of Tarth vence Ser Loras no torneio, e garante sua vaga na guarda real de Renly. Ali perto também foram filmadas cenas em que Littlefinger vai atrás de Catelyn Stark, quando ela vai ao encontro do Rei Renly para negociar; outras cenas com Euron, Theon e Yara também foram gravadas neste local.

Dunluce Castle

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Seguimos, então, em direção ao Castelo de Dunluce – ou melhor, às ruínas deste castelo medieval, que ficam na borda de um penhasco de basalto. Dunluce Castle é um dos castelos mais pitorescos em toda a Irlanda.

Giants Causeway

Considerado “oitava maravilha do mundo”, Giants Causeway é o único patrimônio da humanidade na Irlanda. Com a visita guiada de um Dalriadano (Dalriada foi o reino da tipo dos esgotos no norte da Irlanda e na costa oeste da Escócia, entre o fim do século V e meados do século IX), aprendemos bastante sobre a região, escalando pedras antigas e ouvindo histórias sobre mitos e lendas de um lugar incrível. De fato, Giants Causeway é um dos lugares mais lindos que eu já vi na minha vida, e só de lembrar fico emocionada.

Bushmills Whiskey Distillery

Paramos na Bushmills Whiskey Distillery para almoçar. Esta destilaria começou a produção de whiskey em 1608, e é a destilaria mais antiga na Irlanda. O pequeno restaurante oferece algumas opções gostosas para almoço rápido, e todas as refeições são preparadas na hora.

Carnlough Village

Nossa próxima parada foi a vila de pescadores de Carnlough, cujo porto pitoresco é, hoje, usado por barcos de lazer e pequenas embarcações de pescadores numa área rica tanto para pesca marítima quanto de água doce. Este porto, construído no século XIX, mantém seu charme de um mundo antigo, o que fez dele um lugar interessante para aparecer em Game of Thrones, na 6a temporada: ninguém nada neste porto hoje em dia, mas “a girl just might”. O pequeno porto foi usado como locação de uma cena crucial que se passa em Braavos: foi na escadaria de pedra que conduz ao mar que Arya rastejou-se depois de ser atacada por Waif.

Antrim Coast Road (Vilas de Cushendall, Glenariff e Cushendun villages)

A rodovia na costa de Antrim é considerada uma das mais lindas do mundo – e os irlandeses do norte investiram muito nisso. A rodovia abraça a costa, garantindo vistas incríveis do mar, praias e penhascos. Era um dia razoavelmente claro e conseguimos até mesmo ver um pedacinho da Escócia!

Carrickfergus Castle

Nossa última parada, bem rapidinho, foi no Castelo de Carrickfergus, que fica no litoral norte de Belfast Lough. Este castelo normando, que data de 1177, foi sitiado pelos Escotes, Irlandeses, Ingleses e Franceses por muitos séculos. Até hoje, o Carrickfergus Castle continua sendo uma das estruturas medievais com melhor preservação na Irlanda. Infelizmente, quando paramos por lá, começou a chover e voltamos correndo pro ônibus!

Foi um dia incrível e eu jamais esquecerei os lugares belíssimos que vimos e por onde passamos. Se eu me apaixonei pela Irlanda do Norte, certamente foi por conta desses lugares maravilhoso que visitamos fora de Belfast, e eu recomendo muitíssimo não só a viagem até Belfast mas também estes passeios que são verdadeiramente enriquecedores!