Museu Histórico e Naval da Istria em Pula

O Museu histórico e marítimo de Istria (em croata, Povijesni i pomorski muzej Istre; em italiano, Museo storico e navale dell’ Istria) fica localizado na fortaleza veneziana Castelo de Pula, que fica na colina mais alta de Pula, com uma altitude de 32,4m. Devo confessar que foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Pula!

IMG_4981

Entre o mar e as colinas da Arena, Zaro e Sv. Mihovil, a fortificação veneziana foi adaptada para abrigar, desde 1961, o Museu Histórico da Ístria, fundado em 31 de dezembro de 1955 como Museu da Revolução.

O Museo storico e navale dell’ Istria conduz suas atividades como uma instituição pública e, atualmente, guarda partes da herança nacional e universal. O Museu tem vários departamentos, que cuidam dos arquivos com mais de 40 mil artefatos relacionados aos anos de dominação fascista na região de Ístria, bem como os registros da resistência e luta pela libertação do regime autoritário. Entre eles, muitos cartões postais, mapas, e uma coleção ampla de armamentos, uniformes e equipamentos militares e navais.

O ingresso para visitar a fortaleza e o Museu custa 20 kuna para adultos.

Disney World: o que é e como agendar o FastPass+

Quem tá em dia com os posts aqui do blog sabe que eu sou Disney freak assumida, e também que eu já fui guia pra Orlando entre 2009 e 2014. Ao todo, foram 15 viagens pra Orlando, e depois de 4 anos e meio de muita saudade (e umas escapadas pra Disneyland Paris no meio), finalmente chegou a hora de curtir toda a magia dos parques da Disney World de novo! Ou seja, atualizamos esse número para 16 hihihihi

captura de tela 2019-01-22 às 17.11.47

Neste post, quero fazer um passo a passo pra ajudar quem nunca foi pra Disney World e quer usar o My Disney Experience para agendar seus FastPasses.

Mas, pera aí, Letícia, o que é um FastPass+?

Calma que eu te explico. Desde a primeira vez que fui pra Disney, lá nos idos de 2004, já existia o sistema chamado FastPass, que nada mais é do que um “fura fila autorizado”. Nos parques da Disney, esse serviço sempre foi gratuito (nos parques da Universal existe o Express, e no Sea World e no Busch Gardens há o QuickQueue, porém ambos serviços são pagos e os preços variam de acordo com a época do ano e a demanda). As atrações da Disney tem, em geral, dois tipos de filas: stand-by e FastPass. A fila do FastPass anda mais rápido do que a stand-by (que, como o nome já diz, é uma espera), porque é distribuído um número limitado de passes para cada período do dia.

Até dezembro de 2013, pra conseguir um FastPass, você ia até máquinas localizadas ao lado de cada atração, colocava o seu ingresso, e a máquina devolvia o ingresso e mais um papel (equivalente ao FastPass) com um horário pra você voltar para aquela atração na fila do FastPass, sem a necessidade de ficar na fila do stand-by. Nessas horas, ir com um grupo guiado (alô Point Travel!) era uma vantagem imensa, porque enquanto um dos guias acompanhava o grupo em uma atração, o outro guia ia buscar FastPass, sempre buscando criar o melhor roteiro dentro de cada parque. Era mais complicado do que se pensa, principalmente se levarmos em consideração a lógica dos parques (sim! Cada parque tem uma lógica e tudo fica muito mais divertido quando a gente entende isso!) e também o fato de que só se podia agendar outro FastPass um determinado tempo depois de usá-lo. A Tininha, guia da Point Travel de quem eu era assistente, era muito expert nos FastPasses, e graças a ela já chegamos a usar 7 FastPasses num único dia de Magic Kingdom (que é o parque com maior número de atrações)!

Quando levamos o grupo de 2014, a Disney já tinha modernizado todo o sistema, com a implementação do My Disney Experience, das Magic Bands e do FastPass+. O que mudou, de fato, foi que a experiência passou a ser controlável também virtualmente, já que os ingressos ficam ligados a uma conta no My Disney Experience; ainda há totens de autoatendimento nos parques, próximos a determinadas atrações, onde os desavisados podem agendar seus FastPasses daquele dia, ou mesmo novos FastPasses de acordo com a disponibilidade. A partir de então, os ingressos de papel foram substituídos por cartões que tem um QR Code e que são, além de ingresso, os próprios FastPasses; se você comprar uma MagicBand, o seu ingresso será associado à MagicBand bem como os seus FastPasses agendados.

img_0888

minha MagicBand de 2014: edição especial da Mickey’s Not-so-scary Halloween Party

Com o FastPass+, é possível agendar até 3 atrações pelo My Disney Experience, com até 30 dias de antecedência a partir das 07h00 do horário local de Orlando. Para os hóspedes dos hotéis da Disney, a antecedência aumenta para 60 dias do dia do seu check in, podendo marcar os FastPasses+ de todos os dias da sua estadia de uma só vez. Isso é, de fato, uma vantagem interessante, já que as atrações mais novas, que costumam atrair mais visitantes (por exemplo, Flight of Passage no Animal Kingdom, Slinky Dog Dash no Hollywood Studios, e até a Seven Dwarfs Mine no Magic Kingdom que já tem 5 anos desde a sua inauguração mas continua ultra popular) costumam ter seus FastPasses esgotados antes dos 30 dias que os reles mortais dispõem. Faz tempo, mas eu já me hospedei em um hotel da Disney, e embora eu reconheça as vantagens (que aumentaram significativamente quando consideramos o FastPass+) eu tenho também muitas ressalvas, porém isso é assunto pra outro post. Fato é que, mesmo com os 30 dias de antecedência, dá pra agendar uns FastPasses+ bem interessantes e economizar bastante tempo nos parques, se você tiver uma boa estratégia – ou então guias muito sábios e espertos que vão te ajudar a aproveitar ao máximo (alô Point Travel de novo!). Se você nunca foi pra Disney World e/ou vai encarar sozinho os parques e a tarefa de marcar os FastPasses+, é fundamental estudar os mapas dos parques antes para se familiarizar com as opções e a disposição das atrações, porque você definitivamente não quer perder tempo “ziguezagueando” dentro do parque!

img_6650

MagicBand de 2019!

Dessa vez, comprei o ingresso de 5 dias, com 1 parque por dia (ou seja, sem a opção Park Hopper, que permite ir a mais de um parque por dia). Como eu tô indo sozinha pros parques da Disney, e graças a Deus eu conheço a Disney World como a palma da minha mão (obrigada Point Travel), eu não só já sabia exatamente o que eu queria fazer em cada parque mas também qual deles eu achava necessário repetir, bem como qual a estratégia de FastPasses eu usaria (e cenários alternativos para o caso de adotar estratégias diferentes!).

Eu estava ansiosíssima pra agendar meus FastPasses, e marquei cada dia de parque no minuto que ficava disponível (Disney freak, né, mores). Então aqui está como exemplo o meu primeiro dia de parque.

captura de tela 2019-01-22 às 17.11.59

Ao abrir a página do My Disney Experience, você verá as seguintes opções: “família e amigos”, “hotel no resort”, “ingressos dos parques”, “refeições”, e “FastPass+”. Como em 2014 este sistema já estava em vigor e o Felipe foi comigo em 3 dos 4 parques, o nome dele já aparece no meu cadastro; na época, reservei os FastPasses+ pra nós dois, enquanto, dessa vez, as reservas que o incluem são apenas para restaurantes do complexo Disney World mas que ficam fora dos parques (ou seja, não precisam de ingresso).

captura de tela 2019-01-27 às 11.08.31

Na opção FastPass+, você poderá adicionar novos FastPasses+ ou mesmo atualizar os horários dos FastPasses+ que você já tiver agendado. Ao clicar em “adicionar novo FastPass+”, aparecerá a opção “criar grupo de FastPass+”. Por isso, é importante que, antes que se inicie o prazo para começar a agendar seus FastPasses+, os perfis de todos os integrantes do seu grupo já estejam criados e associados à conta do responsável pelo agendamento dos FastPasses+ (é bom demais se você tem um agente de viagem pra fazer isso por você).

captura de tela 2019-01-27 às 11.09.20

No meu caso, eu era a única integrante do meu “FastPass+ Party”, então lá fui eu clicar “next”. O próximo passo era escolher a data:

captura de tela 2019-01-22 às 17.55.21

E, em seguida, o parque que eu visitaria naquele dia:

captura de tela 2019-01-27 às 11.09.20

No meu caso, eu quis ir neste primeiro dia no Hollywood Studios, e mas sabia que só queria chegar por lá mais tarde, então eu minha estratégia era agendar meus FastPasses+ pra depois das 15h30.

captura de tela 2019-01-22 às 17.54.52

Meu plano pra esse dia era ir pra Toy Story Land, fazer as atrações desta área nova, depois ir pra área da Sunset Boulevard pra aproveitar a Rock n Roller Coaster e a Tower of Terror antes do Fantasmic!. Nos parques Hollywood Studios, Animal Kingdom e EPCOT, a Disney criou 2 categorias de FastPasses (Tier 1 & Tier 2); no Magic Kingdom, não há esta distinção. No Tier 1 do Hollywood Studios, por exemplo, estão as 3 atrações da Toy Story Land (Toy Story Mania!, Slinky Dog Dash, Alien Swirling Saucers) e você só pode escolher 1 destas 3 atrações pra agendar seu FastPass+; todas as outras atrações (como Rock ‘n’ Roller Coaster, Tower of Terror, Star Tours: The Adventure Continues, entre outras) estão no Tier 2 deste parque, e você pode agendar FastPasses+ antecipados para 2 atrações do Tier 2. Eu, então, escolhi o Toy Story Mania! do Tier 1, já que Slinky Dog Dash estava esgotado, e escolhi os outros 2 FastPasses+ (correspondentes ao Tier 2) para um horário mais próximo do Fantasmic!, que começaria às 20h e fica ali coladinho na Tower of Terror.

Se fosse um dia normal de parque, em que eu me planejo pra ficar o dia inteiro, eu teria tentado marcar os FastPasses+ pra parte da manhã, idealmente terminando ao meio-dia. Por quê? Porque, quando você usa os seus 3 FastPass+ previamente agendados, você destrava um novo FastPass+! Então, considerando que o seu último FastPass+ estava marcado para a janela de 11h-12h, ao meio-dia você pode entrar no aplicativo My Disney Experience ou procurar um totem no parque pra marcar um novo FastPass+. Cada FastPass+ tem uma janela de 1 hora: então o ideal é marcar esses 3 para 9h-10h, 10h-11h e 11h-12h pois, assim, ao meio-dia você já pode ir lá marcar um novo FastPass, e você ainda tem muitas horas de parque pra curtir! Claro que nem sempre isso vai ser possível, mas não se desespere, porque mesmo assim vai dar tudo certo!

Até porque tudo isso pode mudar de acordo com a disponibilidade ou mesmo a estratégia do parque – e é aí que o conhecimento faz toda a diferença (de novo, obrigada, Point Travel). Por exemplo: o Animal Kingdom, que completa 20 anos neste ano, agora vive lotado por causa de Pandora – The World of Avatar, que tem 2 atrações super concorridas (Flight of Passage e Na’vi River Journey) no Tier 1 de FastPass+. Mesmo entrando no My Disney Experience no primeiro segundo pra marcar os meus FastPasses+ do Animal Kingdom, eu não consegui o FastPass+ pro Flight of Passage, que costuma ter filas consideravelmente maiores do que o Na’vi River Journey. Fiquei triste? Claro que não!

captura de tela 2019-01-27 às 11.23.11

Eu simplesmente ajustei a minha estratégia pra aproveitar ao máximo este parque do qual eu gosto tanto: ao invés de marcar o primeiro FastPass+ pra janela entre 09h-10h, eu optei por marcar o Everest para 10h-11h e Dinosaur para 11h-12h, parando para almoçar antes de ir para Pandora e usar meu FastPass+ pra depois esperar na fila do Flight of Passage. O que acontece é que, geralmente, as pessoas que vão para os parques se direcionam em massa para estas atrações mais novas/mais concorridas nos primeiros minutos em que o parque abre (tinha gente literalmente correndo), deixando as outras atrações livres ou com pouquíssimo tempo de espera na fila stand-by!

Então, ao chegar no Animal Kingdom, ao invés de seguir o fluxo e correr pra Pandora, eu me programei pra ir direto pro Kilimanjaro Safari (bem cedinho é a melhor hora do dia pra ver os animais!) e em seguida para o Festival of the Lion King (uma das minhas atrações preferidas de toda a Disney World), ambos na área da África, partindo pra Ásia e entrando no Everest nos meus minutos finais de FastPass+ já com 2 atrações que eu adoro feitas e sem filas! De lá, segui pro Dinossaur e, enfim, fui almoçar no Tusker House (depois vou escrever em detalhes aqui). Depois do almoço, segui pra Pandora com todas as outras atrações que eu mais gosto feitas! Por conta do Fastpass+, fiz o Na’vi River Journey super rápido. E, mesmo esperando 2h30 na fila do Flight of Passage (que é absolutamente incrível, não consigo nem descrever), a minha estratégia deu tão certo que eu ainda consegui tirar fotos com Mickey e Minnie (peguei fila de 30min) e assistir de novo o Festival of the Lion King (que eu amo de paixão) antes do Rivers of Light!

Se você tiver alguma dúvida sobre o Fastpass+, comenta aqui que eu farei o possível pra esclarecer tudo!

O coliseu de Pula

A cidade de Pula/Pola é uma das maiores e mais importantes desde os tempos romanos (dividindo a atenção apenas com Porec/Parenza e Rovinj), e é lá que encontramos a 6ª maior arena romana preservada do mundo.

DSC01021

O coliseu de Pula é um anfiteatro construído integralmente em pedra entre 29 e 27 a.C.. Este coliseu tem impressionantes 132m de largura, 105m de comprimento e 33m de altura. Há dois mil anos atrás, a arena de Pula era palco de lutas entre leões e gladiadores, que chegavam a atrair até 23 mil espectadores; hoje, são os festivais de cinema, música e dança, e outros grandes espetáculos musicais que atraem o público. Entre os muitos artistas que já se apresentaram nesta arena, figuram Luciano Pavarotti, David Gilmour, e Michel Teló!

A construção do anfiteatro e arena de Pula começou durante o reinado do Imperador Augustus, no início do século I, e foi expandida durante o reinado da dinastia Flavian, quando sua capacidade passou a ser de 23 mil espectadores. Construída com pedras do estilo da Toscana, o anfiteatro consiste de 4 níveis, com seu ponto mais alto chegando a 33m de altura. Como foi construída numa colina elevada, sua parte leste fica num terreno naturalmente elevado, que aumenta a área em dois níveis. São 72 arcos semi-circulares, com 64 janelas quadradas no seu último nível. No caso de mau tempo, a área dos espectadores poderia ser coberta com linho.

IMG_4747

Os arcos do eixo principal são um pouco mais amplos para enfatizar as entradas principais; no entanto, o mais importante dos arcos é aquele na entrada sul, de frente para a cidade. A parte central do anfiteatro é a área de luta (ou seja, arena), que era usada para organizar lutas entre gladiadores, caça de animais e até mesmo tribunais públicos. Embora a entrada fosse gratuita, os lugares seguiam um arranjo que seguia de modo estrito a hierarquia social de riqueza e reputação; os mais pobres ficavam sentados no nível com a pior visão da arena. Panem et circenses (pão e circo) era o lema Romano, na medida em que o Império entretinha o povo com a organização de jogos e distribuíam pães antes do início das apresentações. Abaixo da arena de lutas, ficava localizado uma sala no subsolo onde as feras eram mantidas em suas jaulas; hoje, neste mesmo espaço, encontramos a exibição permanente sobre produção de vinho, azeite e azeitona na região da Ístria.

Por conta do seu tamanho impressionante, a Arena de Pula foi construída fora dos limites estabelecidos pela muralha da Pula Romana. O ingresso para adultos custa 50 kuna e 25 kuna para crianças.

O centro histórico de Pula

Nossas aventuras da road trip continuaram na região da Ístria, que é dividida entre Itália, Croácia e Eslovênia. Por lá, nossa primeira parada foi Pula, a charmosa cidade do lado croata da região. A península da Ístria é a maior península no mar Adriático, com cerca de 3600 km², localizada entre o Golfo de Trieste, os Alpes Dináricos e o Golfo de Carnaro. A península já pertenceu aos impérios Romano, Bizantino e Austro-Húngaro, depois fez parte do território italiano no pós-Primeira Guerra Mundial, e mais tarde foi incorporada à antiga Iugoslávia no pós-Segunda Guerra. A maior parte da Ístria pertence à Croácia, e uma pequena área – que corresponde às cidades costeiras de Izola (Isola), Portorož (Portorose), Piran (Pirano) e Koper (Capodistria) – fica no território da Eslovênia, enquanto uma parte minúscula da península (as comunas de Muggia e San Dorligo della Valle) está em território Italiano.

Titov Park

IMG_4976

No Parque Tito em Pula, muitas estátuas e bustos prestam homenagem aos heróis nacionais que faziam parte do Movimento de Libertação Nacional, e que lutaram contra o fascismo na região de Istria. A peça central do Parque Tito é um impressionante monumento do escultor Vanja Radauš em homenagem aos soldados mortos. Além das homenagens aos partigiani, encontramos ali uma grande maquete da cidade.

Templo de Augustus e o Forum

IMG_4977

Além do templo dedicado à Tríade Capitoline no Fórum Romano de Pula, havia outros dois templos, mas o único visível hoje em dia é o Templo de Augustus, dedicado ao imperador romano de mesmo nome. Este templo foi construído em algum momento da vida de Augustus, o primeiro imperador romano, entre 27 a.C. e 14 d.C. O Forum, uma praça central da antiga e medieval Pula, está localizado na parte ocidental da cidade e foi construído durante o século I a.C. e seguia as estruturas de qualquer outro fórum romano dedicado à Tríade de Júpiter, Juno e Minerva. Além do templo centra, havia outros dois templos laterais no Fórum de Pula: o Templo de Augustos é o único que se mantém integralmente preservado, enquanto do outro só podemos ver a parede do fundo. Tal parede foi usada durante a construção da nova sede da prefeitura. O segundo templo, idêntico ao preservado Templo de Augusto, foi construído no mesmo estilo e era chamado Templo de Diana; originalmente dedicado à deusa Roma e ao Imperador Augustus, o templo foi erguido entre os anos 2 a.C. e 14 a.C. Ao longo da história, o templo teve suas funções modificadas:  primeiro, foi usado como uma Igreja Cristã; depois, como depósito de grãos; no século XIX, foi transformado em um museu de monumentos de pedra, até que foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial e, então, completamente destruído. O Templo foi reconstruído entre 1945 e 1947, sendo restaurada sua função de lapidário.

Arco Triunfal dos Sergii

O Arco dos Sergii, um antigo arco do triunfo romano em Pula, conhecido também como Portão Dourado, foi erguido em comemoração aos três irmãos da família Sergii, uma poderosa família Romana que tinha mantido seu poder e glória por muitos séculos. Foi chamada Porta Aurea (ou Portão Dourado) por conta da decoração no topo do arco, que dava apoio às muralhas da cidade. O portão e as muralhas foram destruídas no século XIX quando foi adotado um novo plano urbanístico para a expansão da cidade. O Arco Triunfal é um exemplo maravilhoso das conquistas arquitetônicas da engenharia romano-helênica, com 8 metros de altura, erguido em algum momento entre os anos 29 e 27 a.C. Hoje, o Arco dos Sergii fica no centro da Praça Portarata.

Basílica Santa Maria Formosa

DSC01044

Localizada ao sul do centro histórico, a Basílica Santa Maria Formosa é um dos mais significativos monumentos Cristãos da arte e arquitetura Bizantina na região da Istria, e também em toda a Croácia. A Basílica foi construída no século VI. A Basílica Santa Maria Formosa ficou destruída depois do incêndio de 1242, quando os venezianos conquistaram Pula. Ao final do século XVI, a Basília estava em ruínas.

Porta Gemina

 

Pula era cercada por muralhas, com cerca de 10 portões para a entrada na cidade, e um dos poucos portões ainda preservados é a Porta Gemina, bem como parte da muralha no entorno. A Porta Gemina fica na Praça Giardin, e ganhou este nome por conta de suas duas aberturas semi-circulares que conduziam à cidade. Estes arcos/portões foram construídos entre os séculos II e III. Hoje, ao atravessar a Porta Gemina, encontramos o Museu Arqueológico, o Castelo e o pequeno Teatro Romano.

Pequeno Teatro Romano

DSC01098

A arquitetura e as ruínas de Pula atestam para o excepcional desenvolvimento cultural da cidade nos tempos antigos, confirmados pelo coliseu de Pula e dois teatros. O Grande Teatro Romano ficava fora das muralhas da cidade, e infelizmente não foi preservado. Por sua vez, o chamado Pequeno Teatro Romano, localizado na colina abaixo do Castelo, ainda está razoavelmente preservado; na Antiguidade, o teatro ocupava uma área maior, e estima-se que sua capacidade era de 4 a 5 mil espectadores, correspondendo à população de Pula naquela época.

Portão de Hércules

DSC01099

O Portão de Hércules em Pula fica entre duas torres (provavelmente medievais). Com uma arquitetura modesta, foi erguido com blocos de pedra acima dos quais, embora seja difícil de notar, está cravada a cabeça de Hércules com sua barba e cabelo encaracolado. É possível que tenha sido uma marca da cidade, como atesta o nome completo da Pula Romana: Colonia Iulia Pollentia Herculanea. Hoje, este portão marca a entrada da área onde se concentra a Comunidade Italiana em Pula.

Park Šuma Dotrščina em Zagreb

Um dos passeios mais legais – e fora do circuito tradicional – que fizemos em Zagrebe foi visitar o Park Šuma Dotrščina, que fica bem afastado do centro da cidade e abriga dois monumentos em homenagem aos milhares de mortos na Croácia pelo regime fascista entre 1941 e 1945 .

Para os croatas, o Park Šuma Dotrščina é o destino ideal para fazer trilhas de bicicleta e também passear com seus animais de estimação.

Centro de Zagreb

Zagrebe nos encantou por muitos motivos, e há muita coisa interessante para se fazer na cidade. Para além da região de Kaptol, o centro tem várias atrações bacanas, e vou destacar algumas delas neste post.

Teatro Nacional da Croácia

O Hrvatsko narodno kazalište u Zagrebu (comumente conhecido como HNK Zagreb) é o principal palco de espetáculos de ópera, balé e teatro da Croácia. Este teatro foi uma evolução do primeiro teatro da cidade, construído em 1836 e que, hoje, é a antiga sede da prefeitura. O teatro foi criado em 1860, e no ano seguinte ganhou o apoio do governo para que fosse igualado a outros teatros nacionais da Europa. Em 1870, uma companhia de ópera foi criada no teatro, e em 1895 finalmente mudou-se para o prédio que conhecemos hoje como Teatro Nacional da Croácia. O Imperador Austro-Húngaro Francisco José I participou da inauguração desta construção quando visitou Zagrebe em 1895. A arquitetura foi projetada pelos vienenses Ferdinand Fellner e Herman Helmer, cuja firma tinha construído muitos dos teatros de Viena. Na entrada do teatro, está localizada a fonte Zdenac života (ou “fonte da vida”), idealizada pelo artista e escultor croata Ivan Meštrović em 1905.

Museu Mimara

DSC00944

O Muzej Mimara é um museu de arte localizado na Praça Roosevelt, abrigando a coleção de Wiltrud e e Ante Topić Mimara (por conta disso, seu nome oficial e completo é Art Collection of Ante and Wiltrud Topić Mimara). Ao todo, são 3.700 obras de arte, das quais 1.500 compõem a exibição permanente do museu, que foi inaugurado em 1987 numa instalação original do século XIX.

Jardim Botânico

DSC00952

O Botanički vrt PMF-a u Zagrebu é um jardim botânico fundado em 1889 por Antun Heinz, professor da Universidade de Zagrebe. Aberto ao público em 1891, é parte da Faculdade de Ciências da Universidade de Zagrebe. Com uma área de 5 hectares, o jardim é situado numa altitude de 120 metros acima do nível do mar, e abriga mais de 10 mil espécies de plantas de todo o mundo – das quais 1.800 são exóticas -, com direito a grandes lagos para as plantas aquáticas.

Parque Zrinjevac

O parque Zrinjevac foi o primeiro parque da Donji grad (parte baixa, ou centro), trazendo um frescor dos tempos modernos para Zagrebe. Antes de 1886, era conhecido como Novi terg (ou “nova praça”), porque estava localizado fora dos limites da cidade. Hoje, este nome soa irônico, pois Zrinjevac é a praça planejada mais antiga de Zagrebe. Hoje em dia, Zrinjevac é uma das partes favoritas da cidade tanto dos locais quanto dos turistas. Por conta dos prédios que o circundam, o parque é, hoje, como uma porta de entrada para a história e arte da Croácia: a Suprema Corte, o Museu Arqueológico de Zagrebe, a Academia de Artes e Ciências da Croácia, o Ministério das Relações Exteriores e Integração Européia, e a Corte Regional de Zagrebe estão localizados em torno deste parque.

A região de Kaptol de Zagrebe

Zagrebe foi um dos destinos da nossa road trip, e passamos alguns dias conhecendo a cidade. A principal região turística é o Kaptol, que fica na parte mais alta da cidade. A partir do centro, o limite do Kaptol começa na Catedral de Zagrebe, que, por sua vez, fica a poucos metros do Mercado Dolac, que é o principal mercado de fazendeiros da cidade, onde também podemos encontrar alguns souvenires.

IMG_5227

O Kaptol foi confirmado em 1094, quando o Rei Ladislaus fundou a diocese de Zagrebe. O bispo, residente na Catedral, tinha sua residência na parte sudoeste da colina do Kaptol. A Catedral foi consagrada em 1217, mas foi muito danificada durante a invasão mongol de 1242. Depois de 1263, foi reconstruída e restaurada. Na Idade Média, o Kaptol não tinha fortificações para protegê-lo, dependendo das cercas de madeira para protegê-lo; as muralhas e torres defensivas em torno do Kaptol foram construídas entre 1469 e 1473, e a Torre Prislin (perto da Escola Kaptol) é uma das melhores preservadas daquele período. Em 1493, os turcos chegaram a Sisak, mas foram derrotados; portanto, com medo da invasão turca, o Bispo de Zagreb construiu fortificações em torno da Catedral e da sua residência. A muralha e as torres defensivas foram construídas entre 1512 e 1520, sendo preservadas até os dias de hoje, exceto por aquelas que ficavam na frente da Catedral, situada na Praça Kaptol: esta seção da muralha foi demolida em 1907. No século XII, duas igrejas góticas foram construídas no Kaptol: a Igreja de São Francisco, abrigando o mosteiro franciscano, e a Igreja de Santa Maria, que passou por trabalhos de reconstrução nos séculos XVII e XVIII. Em Opatovina, pequenas casas dos habitantes de Kaptol ainda estão preservadas, mas em Dolac diversas ruelas foram destruídas em 1926, no espaço hoje ocupado pelo mercado.

Catedral de Zagrebe

A Catedral de Zagrebe é uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana, e não é apenas a construção mais alta na Croácia mas também a mais monumental das construções em estilo gótico a sudoeste dos Alpes. A Catedral de Zagrebe é dedicada à Assunção de Nossa Senhora, e aos Reis São Estéfano e São Ladislau. A catedral é tipicamente gótica, bem como sua sacristia, e isto tem um grande valor arquitetônico. Suas torres proeminentes são consideradas marcos históricos, que podem ser vistas da maior parte da cidade.

Praça & Igreja de São Marcos 

A praça de São Marcos (Trg svetog Marka) fica em Gornji grad (ou “cidade alta”). No centro da praça, está a Igreja de São Marcos. A principal evidência de que a Igreja de São Marcos foi construída no século XIII é a sua janela romanesca, bem como o plano semicircular da Capela de Santa Maria, posteriormente alterada. Na segunda metade do século XIV esta igreja foi radicalmente reconstruída, sendo reformada para um estilo gótico com três naves. A característica mais distinta desta igreja são os azulejos no seu teto, que formam o brasão de armas de Zagrebe.

A praça de São Marcos também abriga alguns importantes prédios governamentais: a sede do governo da Croácia (Banski dvori), o Parlamento Croata (Hrvatski sabor), e a Corte Constitucional da Croácia. Na esquina da praça de São Marcos com as ruas de Ćiril e Metod está a antiga sede da prefeitura, onde o Conselho da Cidade de Zagrebe realiza suas sessões.

Igreja de Santa Catarina

DSC00929

Crkva sv. Katarine é uma igreja do estilo barroco. Antes da construção da Igreja de Santa Catarina, uma igreja dominicana do século XIV ocupava a área. Quando os jesuítas chegaram a Zagrebe no início do século XVII, eles pensavam que a igreja original era muito tradicional e inadequada para seu trabalho missionário, trabalhando na construção de uma nova igreja a partir de 1620, terminando-a em 1632. Um mosteiro foi construído em adjacência à igreja, mas hoje o espaço é ocupado pela galeria de arte Klovićevi dvori. A Igreja de Santa Catarina já passou por 2 incêndios (o primeiro em 1645, e o segundo em 1674) que devastaram seu interior. A Igreja foi reformada e decorada com a ajuda dos nobres ricos da Croácia e, em troca, poderiam expor os brasões de suas famílias ou ter a honra de serem enterrados na igreja. Em 1793, a Igreja de Santa Catarina se tornou parte da paróquia de São Marcos. Em 1880, a igreja sofreu severos danos e, depois de 6 meses de reformas, foi novamente consagrada em novembro de 1881.

Croatian Museum of Naïve Art

O Hrvatski muzej naivne umjetnosti é um museu de arte dedicado aos artistas do movimento naïve (artistas auto-didatas) do século XX. Reunindo quase 2 mil trabalhos de arte (entre pinturas, esculturas, desenhos e impressões), o destaque fica para os artistas croatas, embora outros artistas internacionais do gênero também tenham suas obras expostas neste museu. O museu fica no primeiro andar do Palácio Raffay, do século XVIII.

Museu da Cidade de Zagrebe

Muzej grada Zagreba foi fundado em 1907 pela associação Braća hrvatskoga zmaja e está localizado num complexo monumental reformado, onde outrora ficava um convento. O museu apresenta os tópicos históricos culturais, artísticos, econômicos e políticos da cidade em expansão desde a pré-história, passando pelas descobertas romanas e o período moderno. São cerca de 75 mil itens organizados sistematicamente de maneira cronológica e temática, abordando coleções artísticas e objetos mundanos característicos da cidade e da sua história. O ingresso custa 30 Kuna, e o museu está aberto de terças a sábados entre 10h e 19h, e aos domingos entre 10h e 14h.

Muzej prekinutih veza

O Museu dos Relacionamentos Fracassados é dedicado aos relacionamentos amorosos fracassados, exibindo objetos pessoais deixados por ex-amantes, com respectivas descrições. O museu começou a partir de uma coleção viajante de itens doados e, desde então, encontrou sua localização permanente em Zagreb. Em 2011, o Museu dos Relacionamentos Fracassados recebeu o prêmio Kenneth Hudson que o reconheceu como museu mais inovador da Europa.

Siófok e o lago de Balaton

Na nossa road trip, seguimos da Hungria para a Croácia. Embora o trajeto fosse de cerca de 4h apenas, decidimos passar uma noite em Siófok para conhecer o Lago Balaton.

IMG_5157

Siófok é o segundo destino de férias mais popular na Hungria, atrás apenas de Budapeste, graças a sua costa com 17km de extensão, mais de mil hotéis/pousadas e muitos bares, restaurantes e boates.

Por conta do intenso turismo, Siófok é uma das cidades mais ricas da Hungria, e é conhecida como “a capital do Lago Balaton” por ser a maior cidade em torno do lago, e atuando como hub turístico, comercial, cultural, financeiro e midiático da parte norte do Condado de Somogy e da margem sul do Lago Balaton.

IMG_4461

O lago é realmente belíssimo, e nós demos muita sorte de chegarmos lá num dia lindo, em que as águas cristalinas se confundiam com a imensidão do céu limpo. Mas, como já era o meio de outubro, a agitação do destino de verão já tinha acabado, e o que nos restou foi a calmaria da pousada onde nos hospedamos e dos bares e restaurantes nas proximidades.

No fim das contas, pra nós, Siófok rendeu horas de paz e sossego entre Budapeste e Zagrebe, o que é sempre um saldo positivo quando as férias são longas e intensas.

IMG_4462

A dica gastronômica em Siófok é o Matróz al Ramirez Gyros és Etterem. Comi um bife com batatas fritas e cebolas empanadas e caramelizadas que estava do céu. O Matróz al Ramirez Gyros és Etterem fica próximo da marina de Siófok, e eles oferecem um amplo cardápio com pizzas deliciosas e outros pratos de dar água na boca.

Outros passeios em Budapeste

Budapeste tem incontáveis pontos de interesse turístico, e pode ser difícil explorar tudo o que a cidade oferece em apenas poucos dias – principalmente se, como eu e o marido gostamos de fazer, o seu meio de transporte preferido sejam suas próprias pernas. Passear com tranquilidade pela cidade é muito agradável, e ir descobrindo os belos pontos turísticos ao longo das caminhadas é sempre a nossa maneira preferida de viajar.

Gellért Hill

IMG_5131

A Colina de Gellért recebeu este nome em homenagem a São Geraldo, que foi lançado à morte do topo da colina. O famoso Hotel Gellért e as Gellért gyógyfürdő (ou banheiras de Gellért) ficam na Praça de Gellért, ao pé da colina, próximo à Ponte da Liberdade. A Caverna da Colina de Gellért fica dentro da colina, de frente para o Hotel Gellért e o rio Danúbio. No topo da colina está a Citadella, de onde pode-se observar amplamente o Danúbio.

Szabadság-szobor

IMG_5108

No topo de Gellért Hill, encontramos Szabadság-szobor ou, em bom português, Estátua da Liberdade. Erguida primeiramente em 1947, celebrando a libertação soviética da Hungria durante a Segunda Guerra Mundial (que livrou o país da ocupação nazista alemã), a estátua soviética que lá estava fica, hoje, no Memento Park como parte da memória histórica daquela arte. A estátua de bronze de 14m de altura fica no topo de um pedestal de 26m, e tem uma folha de palmeira nas mãos, com duas outras estátuas menores em torno da base. Na época da construção do monumento, a derrota das forças do Eixo pelo Exército Vermelho foi proclamada oficialmente como libertação, o que originou a seguinte inscrição no memorial: “A FELSZABADÍTÓ SZOVJET HŐSÖK EMLÉKÉRE A HÁLÁS MAGYAR NÉP 1945”, que pode ser traduzida como “em memória aos heróis de libertação soviética, erguida com gratidão pelo povo da Hungria em 1945. Nos anos seguintes, o sentimento público em relação aos sovietes deixou de ser de gratidão e passou a fomentar revoluções, com sucesso temporário em 1956, e subsequentemente danificando algumas porções do monumento. Depois da transição em 1989 do comunismo para a democracia de mercado, a inscrição foi modificada para “MINDAZOK EMLÉKÉRE AKIK ÉLETÜKET ÁLDOZTÁK MAGYARORSZÁG FÜGGETLENSÉGÉÉRT, SZABADSÁGÁÉRT ÉS BOLDOGULÁSÁÉRT”, que pode ser traduzida como “em memória a todos aqueles que sacrificaram suas vidas pela independência, liberdade e prosperidade da Hungria”.

Szent István-bazilika

A Basílica de Santo Estêvão homenageia Estêvão, o primeiro rei da Hungria, e era a sexta maior igreja da Hungria antes de 1920, mas hoje é a terceira maior igreja do país, e co-catedral da Arquidiocese Católica Romana em Budapeste. Nesta Basílica acontecem muitos concertos musicais de prestígio. Aqueles que desejarem visitá-la de modo turístico, deverão agendar por telefone e pagar uma taxa de HUF 1.600 por adulto. As missas são celebradas aos domingos (08h30, 10h, 12h e 18h) e nos dias de semana (07h e 08h na Capela, e 18h na Basílica).

Hősök tere (Heroes Square)

IMG_4394

A Hősök tere, ou Praça dos Heróis, é uma das maiores praças de Budapeste, e tornou-se notável por conta do seu complexo de estátuas que celebram os sete chefes dos Magiares (líderes das sete tribos húngaras na época da chegada de Carpathian Basin in 895AD) e outros importantes líderes nacionais húngaros, bem como a Pedra Memorial dos Heróis. A praça fica ao final da Avenida Andrássy, próxima ao Városlieget (parque da cidade), numa área muito agradável de Budapeste. A Praça dos Heróis foi palco de importantes eventos da história contemporânea da Hungria, e foi um dos lugares que mais gostamos de visitar em Budapeste.

House of Terror Museum

IMG_4376

O Museu do Terror em Budapeste conta a história das ocupações nazistas e soviética na Hungria, destacando as características negativas de cada uma destas ocupações e prestando homenagem às vítimas que foram capturadas, torturadas e mortas naquele mesmo prédio. Alguns historiadores, jornalistas e cientistas políticos já indicaram que este museu retrata a Hungria de uma maneira muito vitimada, sem reconhecer as contribuições que os próprios húngaros fizeram para perpetuar os regimes nazista e comunista; muitas críticas também já foram feitas ao fato de que o museu dá muito mais destaque ao terror perpetrado pelo regime comunista do que pela ocupação nazista, sem reconhecer as benfeitorias da libertação durante a Segunda Guerra Mundial. Eu concordo em gênero, número e grau com estas colocações, embora ainda considere uma visita válida. Os ingressos individuais para adultos custam HUF 3.000, a bilheteria fecha às 17h30, e o museu fica aberto de terças-feiras a domingos entre 10h e 18h. Não é permitido fotografar ou filmar o museu, e nem entrar com mochilas (que devem ser deixadas em lockers pagos à parte).

Margitsziget

Talvez o lugar mais agradável para passear sem pressa em Budapeste seja a Margitsziget, ou Ilha Margarida! No meio do Danúbio, com alguns interessantes monumentos e muitas flores e árvores, o passeio pela Margitsziget torna-se uma experiência memorável.

Mas, Letícia, cadê o Parlamento nessa lista?

Pois é, minha gente, nós não visitamos o Parlamento de Budapeste! Não conseguimos agendar a visita, então só admiramos o prédio por fora. Ficou pra próxima!!

Memento Park em Budapeste

O Szoborpark, ou Parque Memento, reúne em Budapeste as maiores estátuas da Guerra Fria, que enfeitavam a Hungria ao longo da ocupação soviética. Ao todo, são 42 peças de arte da era comunista, compreendida entre 1945 e 1989, incluindo os monumentos “Amizade Húngara-Soviética” e a “Libertação”, bem como estátuas de famosas personalidades do movimento trabalhista, soldados do Exército Vermelho e outras peças gigantes de Lenin, Marx, Engels, Dimitrov, Capitão Ostapenko, Béla Kun e outros heróis comunistas.

IMG_5071

O arquiteto Ákos Eleőd idealizou o Memento Park e, na época da sua inauguração, declarou que o parque era uma memória à ditadura e, ao mesmo tempo, porque pode ser discutida, descrita e estudada, o parque também é uma ode à democracia.

Uma das principais estátuas é a do Soldado do Exército da Libertação, com uma bandeira contendo a imagem da foice e do martelo na sua mão, e uma pistola automática pendendo do seu pescoço. Esta estátua, com 6 metros de altura, ficou outrora no topo da Colina de Gellért, no centro de Budapeste, e podia ser vista de qualquer ponto da cidade.

Os ingressos individuais para adultos custam HUF 1.500, e o Memento Park fica aberto todos os dias das 10h até o pôr do sol. Embora o Memento Park fique um pouco distante das outras atrações turísticas de Budapeste, é fácil chegar até lá usando o transporte público: primeiro, é preciso ir até a estação Kelenföld vasutallomas, atendida pela linha 4 do Metrô; lá, basta tomar um dos seguintes ônibus na direção Budateteny vasutallomas (Campona): 101B, 101E ou 150. Um mapa mostrando a linha 4 do metrô pode ser consultado aqui.

O Castelo de Buda na Colina do Castelo

Em Budapeste, uma das principais atrações é o Buda Castle em Castle Hill (ou, em bom português, o Castelo de Buda na Colina do Castelo). Mas o Castelo de Buda é muito mais do que um castelo que foi outrora a sede do palácio real Húngaro e Austro-Húngaro até 1944; na verdade, os aposentos reais não existem desde a Segunda Guerra Mundial, quando foram saqueados e destruídos primeiro pelas tropas nazistas, e depois pelas tropas russas. Infelizmente, restou muito pouco da antiga glória do Castelo de Buda como palácio real.

IMG_5013.JPG

Atualmente, os prédios do Castelo de Buda hospedam algumas das principais atrações de Budapeste, enquanto seus jardins abrigam diversos festivais da cidade. Os prédios do Castelo de Buda são: a Galeria Nacional Húngara (Hungarian National Gallery), o Museu de História de Budapesde (Budapest History Museum), a Biblioteca Nacional Szechenyi (National Szechenyi Library), o Bastião dos Pescadores (Fisherman’s Bastion) e a Igreja de Matthias (Matthias Church).

Hungarian National Gallery

As coleções da Galeria Nacional Húngara (em húngaro, Magyar Nemzeti Galeria – ou MNG) estão distribuídas nos prédios A, B, C e D do Castelo de Buda, o que significa que a galeria ocupa a maioria do Castelo de Buda na Colina do Castelo de Budapeste. A galeria reúne todos os trabalhos de arte húngaros desde a fundação do Estado Húngaro até o início do século XX, e a sua principal coleção é a de pinturas de artistas húngaros do século XIX. A galeria é um lugar maravilhoso para os apaixonados pela arte do século passado, e também para aqueles que desejam ver o interior do Castelo de Buda sem gastar muito: os ingressos por adulto custam HUF 1.800, e o audio guia custa HUF 800. A Galeria Nacional fica aberta de terça a domingo entre 10h e 18h.

DSC00628.JPG

Budapest History Museum

O Museu de História de Budapeste é o lugar ideal para aqueles aficionados por história e também para quem se apaixonou por Budapeste, já que o museu confere uma perspectiva única aos visitantes sobre a vida das pessoas em Budapeste nos séculos antigos, apresentando a culinária, as danças, etc de tempos passados. O Museu de História de Budapeste fica aberto ao público de terça a domingo entre 10h e 18h nos meses de março a outubro, e de terça a domingo entre 10h e 16h nos meses de novembro a fevereiro.

National Szechenyi Library

A Biblioteca Nacional Szechenyi também fica no Castelo de Buda, ao lado do Museu de História de Budapeste. A biblioteca tem exposições temporárias, e a maioria das exibições apresentam ilustrações, mapas de outros séculos, livros antigos, mas também algumas exibições de porcelanas de Herend ou desenhos de artistas húngaras. A Biblioteca Nacional Szechenyi  fica aberta ao público de terça a sábado entre 9h e 20h.

Fisherman’s Bastion

Aberto 24 horas por dia, 7 dias na semana, o Bastião dos Pescadores é uma das atrações mais populares de Castle Hill, e uma das mais bonitas também. Mundialmente conhecido pelas suas torres e pináculos, a vista que temos lá do Fisherman’s Bastion é uma das mais incríveis da cidade. De acordo com o seu estilo arquitetônico, o Fisherman’s Bastion parece muito mais antigo do que realmente é, já que foi construído na virada do século XX, tendo sua construção finalizada em 1902, celebrando o milésimo aniversário do Estado Húngaro. Embora o acesso às torres baixas seja gratuito o dia inteiro, as torres superiores são acessíveis gratuitamente somente entre 20h e 9h; ao longo do dia (entre 9h e 20h), o custo por adulto é de HUF 1.000.

Matthias Church

IMG_4054.JPG

A Igreja de Matthias é uma das mais belas de Budapeste, localizada no topo da Colina do Castelo de Buda, e que serve aos habitantes de Buda desde o ano de 1015, tendo sido fundada pelo primeiro rei húngaro. O interior da Igreja de Matthias é cheio de surpresas, mistérios e tesouros, com um interior colorido inspirado pelo orientalismo e historicismo romântico. Sua atmosfera mística e exótica, combina aos traços neo-góticos, diferenciam a Igreja de Matthias de qualquer outra. A Igreja de Matthias está aberta aos visitantes todos os dias (de segunda a sexta entre 9h e 17h, aos sábados entre 9h e 13h, e aos domingos entre 13h e 17h), mas seus horários estão sujeitos à mudanças por conta de celebrações litúrgicas. Os ingressos para adultos custam HUF 1.800.

Visita ao Hrad Špilberk em Brno

Quando saímos de Cracóvia em direção a Budapeste, optamos por cruzar a República Tcheca e só um pedacinho da Eslováquia pois, de acordo com o Google Maps, este era o caminho com estradas em melhores condições (o caminho que percorremos vocês conferem aqui). Ao optarmos por esse caminho, decidimos passar uma noite em Brno, a segunda maior cidade da República Tcheca.

IMG_3850

centro histórico de Brno

Brno é a sede da autoridade judicial da República Tcheca, onde ficam a Corte Constitucional, a Suprema Corte, a Suprema Corte Administrativa, e o Escritório do Supremo Promotor Público. Brno também é um centro administrativo importante, além de sediar 33 faculdades pertencentes a 13 institutos de ensino superior, recebendo cerca de 90 mil estudantes.

Como nós tínhamos poucas horas para desfrutar da cidade, decidimos ir direto ao ponto: caminhamos pelo centro em direção ao Hrad Špilberk, que fica no topo de uma colina, o que garante uma bela vista da cidade.

IMG_4992

A construção de Špilberk começou na primeira metade do século XII pelos reis Přemyslid, sendo finalizado pelo Rei Ottokar II da Boêmia. De um enorme castelo real na metade do século XII e sede dos Morávios no século XIV, foi gradualmente convertido numa enorme fortaleza barroca, considerada a prisão mais sombria do Império Austro-Húngaro.

Infelizmente, ao chegarmos ao castelo no final da tarde, as instalações do museu já estavam fechadas ao público, e só pudemos desfrutar das áreas externas. O horário de funcionamento é o seguinte: de abril à setembro, entre 10h e 18h; de outubro a março entre 9h e 17h, sendo fechado às segundas-feiras neste período. Os ingressos individuais  para adultos custam 90Kč.