Grüße, Bern!

Chegamos na Suíça, nossa nova morada, no último dia 15. No final de semana, começamos a explorar Berna pra nos situarmos ao mesmo tempo que procuramos um lugar definitivo para morarmos. Marido já está em regime normal de trabalho, e eu tô me desdobrando nas minhas diversas funções. Por enquanto, estamos num hotel residencial bastante confortável, graças a Deus, mas é claro que já estamos doidos pra ter um cantinho pra chamar de nosso. Daqui, temos uma bela vista da capital da Suíça e para os Alpes, já que é um dos prédios mais altos da cidade.

Como eu já contei antes, passamos nossos últimos dias de Yerevan em um hotel. Saímos da Armênia no dia 01 de agosto, dormimos uma noite em Zurique, perto do aeroporto mesmo, e seguimos para Frankfurt, onde passamos nossos dias de trânsito, com direito a day trip para Luxemburgo e uma noite em Basel a caminho de Berna. Depois vou escrever com calma sobre coisas legais que fizemos neste período, embora o nosso foco tenha sido mais no descanso e na compra de coisinhas que o marido estava precisando.

Embora eu já tivesse vindo pra Suíça 2x, não conhecia Berna, e tô encantada com essa cidade. A capital da Suíça tem um feeling de cidade pequena, com construções não muito altas e muitas casinhas que parecem coisa de boneca. Tô conseguindo me virar razoavelmente bem em alemão, e quando necessário me comunico em francês ou mesmo italiano. Surpreendentemente, a galera não fala muito inglês por aqui não, e quando fala é uma coisa meio macarrônica.

Como esperado, o transporte público funciona muito bem, e a cidade é surpreendentemente limpa. Mas nem tudo são flores e a Suíça é caríssima. Muito cara mesmo. Assustadoramente cara, principalmente pra quem acabou de sair de um país tão barato como a Armênia (aliás, aquela região toda é uma pechincha). Já tô com saudade de Yerevan? Sim. Um prato num restaurante/café por aqui dificilmente custa menos do que 15 CHF (algo em torno de R$63 no câmbio de hoje). Há uma tradição de servirem, no almoço, menus que incluem uma saladinha de folhas (já tô ligada que os suíços amam salada e que uma refeição jamais é completa sem um pratinho de alface pra abrir os trabalhos) e provavelmente sopa e pão, além do prato principal, tudo por preços em torno de 20 CHF.

Os preços nos supermercados também vão nas alturas. Embora ainda não tenhamos feito nenhuma compra “de mês”, compramos algumas coisas para comer no hotel, e também já pesquisamos os preços de coisas que passaremos a comprar normalmente; o que mais chama a atenção são os preços das carnes, peixes e frangos que são caríssimos, passando de 34 CHF o quilo. Já tô me preparando psicologicamente pra primeira compra de mercado, que com certeza será um susto. Pra compensar, é fácil de encontrar nos mercados refeições semi-prontas sem aditivos e também refeições prontas (principalmente muitas opções de saladas e também rolls e nigiris) por preços um pouco mais amigos (ainda no padrão Suíça, claro).

Foi bom chegar em Berna e encontrar dias de sol e calorzinho. Aliás, no domingo, fez calor de verdade, com muito sol e passando dos 30˚C. Domingo foi um dia agradabilíssimo, que começou com uma missa ótima e terminou com cineminha ao lado do marido. Ontem e hoje a temperatura caiu e a chuva também veio, fazendo jus a fama da cidade. Marido já perdeu um guarda chuva, como era de se esperar, e eu preciso urgentemente comprar uma galocha porque eu detesto ficar com o pé molhado.

Um domingo em Sochii

Aos 48 do segundo tempo, pouquíssimos dias antes de empacotarem nossa mudança na Armênia, nós demos um “pulinho” na Rússia pra conhecer a cidade litorânea de Sochii.

Sochii fica localizada junto ao Mar Negro, e foi cidade sede dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno e os XI Jogos Paralímpicos de Inverno de 2014, bem como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2018.

Em Sochi, pudemos visitar uma das mais famosas Dachas de Josef Stalin, onde o líder soviético costumava passar alguns dias cuidando da sua frágil saúde longe dos olhares curiosos.

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Mas uma das coisas que eu mais gostei de ver em Sochi foi o enorme e belíssimo mosaico em homenagem a Lenin! Se Deus quiser, um dia voltaremos nesta bela cidade para aproveitá-la por mais tempo!

 

Onde comer em Istambul?

Istambul tem uma oferta imensa de restaurantes incríveis para todos os gostos e bolsos. Enquanto Dubai se tornou a verdadeira Mecca do luxo e dos chefes estrelados no Oriente Médio, Istambul não quis ficar muito atrás, e alguns dos restaurantes da cidade figuram nas principais listas gastronômicas do mundo.

Em mais um post da série “Onde comer em…?”, quero registrar duas dicas preciosas para quem procura comida excelente em Istambul a preços que não vão quebrar o banco: os restaurantes Alancha e Mikla.

  • Alancha Restaurant

O Alancha entrou no nosso radar por acaso, nós quase desistimos da reserva, mas graças a Deus acabamos indo e ficamos impressionados com a qualidade e a apresentação dos deliciosos pratos.

O Alancha só abre para o jantar, e os pratos custam a partir de 40 Liras Turcas.

  • Mikla Restaurant

O Mikla foi eleito um dos 50 melhores restaurantes do mundo, e só este fato já nos deu vontade de conferir o que é que o Mikla tem. E, olha, a gente recomenda!

O Mikla também só abre para o jantar (a partir das 18h), e o esquema é de menu fechado por 385 Liras Turcas, com 3 pratos à escolha.

A hora da mudança

O ritmo dos posts andou bem lento por aqui por um motivo que vocês já devem suspeitar qual é desde que postei esse texto em janeiro deste ano: estamos de mudança da Armênia para o nosso próximo posto.

Desde abril, antes mesmo de sair o resultado do plano de remoções, nós começamos a organizar a vida em preparação para a mudança. A primeira coisa que fizemos foi fechar uma mala com todos os casacos de inverno hard, pois em abril as temperaturas já estavam mais amenas em Yerevan, todos os casacos já estavam devidamente limpos, e adiantava o processo deixá-los prontos para a mudança, que já sabíamos que seria no verão. As roupas térmicas também foram logo guardadas dentro de malas e, na medida em que a temperatura ia subindo, as “roupas de frio” iam encontrando espaço dentro de malas que iriam pro container.

A partir de então, começamos a adiantar tudo quanto fosse possível relacionado a estes procedimentos de mudança, já que sabíamos que, inevitavelmente, muita coisa ficaria pra última hora – como, por exemplo, fechar conta em banco. Compramos várias caixas organizadoras, e passamos a guardar roupa de cama e banho nelas, além de caixas organizadoras plásticas para guardar material de escritório e pastas documentos.

No meio de todo esse processo, ainda passamos 15 dias no Brasil em maio, com direito a escalas de 1 dia em Dubai na ida e na volta. Pra completar, viajamos no primeiro e no terceiro finais de semana de julho, o que me deixou um pouquinho ansiosa além da conta (confesso), já que o empacotamento da mudança estava marcado para os dias 25 e 26 de julho.

Quando saiu o resultado do plano de remoção, demos início à parte burocrática da mudança, que eu já relatei mais ou menos como se dá em outro post. Reforço aqui que, a partir da publicação do resultado no Diário Oficial da União, tínhamos 60 dias para deixar Yerevan. O primeiro passo concreto é a licitação e contratação da empresa de mudança; após o resultado da licitação, o contrato precisa ser autorizado pelo MRE. Somente após esta autorização de contrato é que pudemos pedir a passagem que nos levará para o próximo posto.

O dia que me bateu de verdade que faltava muito pouco para deixarmos a Armênia foi quando embalei e guardei todos os nossos ímãs de geladeira. Depois de 2 anos e meio de Armênia, colecionamos viagens e histórias inesquecíveis (como vocês puderam acompanhar por aqui, mesmo que com um pouquinho de atraso), e cada cantinho por onde passamos estava representado por um ímã. Pra mim, foi um choque esvaziar a geladeira, tirar dela todos os ímãs que a coloriam e vê-la tão branquinha.

Na última semana, nos mudamos para um hotel em Yerevan, compramos os últimos souvenires que queríamos levar da Armênia, e recebemos a empresa contratada para embalar nossas coisas e transportá-las até nossa próxima cidade. Foram 2 dias intensos de “empacotamento da nossa vida”, como eu gosto de dizer, em 113 caixas (o que é um número considerado baixo; demorou 2 dias porque o povo era lento mesmo, risos). Desde então, tudo o que temos a nossa disposição pelos próximos meses está em 4 malas.

É bastante esquisito ver todos os nossos pertences empacotados. Dentro de mim, é como se eu também empacotasse todos os sentimentos e experiências destes últimos 2 anos e meio, embalando-os com cuidado para que fiquem sempre dentro de mim.

Sair de um lugar que a gente gosta para um outro que a gente não conhece e recomeçar a vida tem um gosto bittersweet; eu amei morar na Armênia e vou sentir muita saudade daqui, mas também estou muito feliz com as possibilidades que o próximo posto abre pra gente. A ansiedade que me deixava agoniada já passou, e agora só ficou a ansiedade boa, que me deixa animada para as próximas aventuras ao lado do amor da minha vida.

Enquanto vocês leem este post, nós estamos começando o nosso trânsito e escrevendo mais páginas no nosso livro de aventuras. Que Deus nos acompanhe todo o tempo, amém.