Refeições com personagens na Disney

Finalmente matei a saudade que tava me matando e voltei ao Walt Disney World depois de 4 anos e meio! Já expliquei tim tim por tim tim aqui como é que se faz pra marcar  Fastpass+ pelo My Disney Experience, e hoje quero contar um pouquinho sobre as experiências de fazer refeições nos restaurantes que oferecem encontros com os personagens da Disney.

A primeira coisa que precisa ser esclarecida sobre o “character dining” é que os personagens não vão sentar na sua mesa e comer com você, mas sim vão se aproximar para que todos que estão na mesa tenham oportunidade de tirar fotos e pegar autógrafos. Embora seja uma experiência cara (US$60 por adulto, US$35 por criança até 8 anos), é uma chance única de ver os personagens da Disney com roupinhas diferentes e criar memórias incríveis tirando fotos sem fila. Nestes preços, além do encontro com os personagens, estão incluídos o buffet ilimitado de comidas e fountain drinks (= refrigerantes, água filtrada). Água mineral e bebidas alcoólicas são pagas à parte, lembrando que somente maiores de 21 anos podem tomar bebidas alcóolicas e é necessário apresentar Passaporte.

Até esta minha última visita ao Walt Disney World, eu só tinha vivenciado a experiência de encontrar os personagens da Disney fora dos parques no ‘Ohana, que é o restaurante do Disney’s Polynesian Village Resort (um dos 3 hotéis de luxo do Walt Disney World Resort).

A Point Travel sempre agenda um brunch com os personagens para o penúltimo dia de viagem, logo antes de repetirmos o Magic Kingdom, no ‘Ohana. Eu amo o ‘Ohana, sempre me diverti muito lá, e a comida é deliciosa; eles oferecem um suco tropical divino! No ‘Ohana, os personagens que circulam pelas mesas são Lilo, Stitch, Mickey e Pluto. No mosaico de fotos acima, tem fotos de 4 das minhas passagens no ‘Ohana, com participação especial do chefinho Marcelo e da Tininha, minha mamãe postiça de quem eu era ajudante nos grupos da Point!

Como eu já tinha ido váááárias vezes ao ‘Ohana, desta vez eu marquei refeições com personagens em outros restaurantes que eu tinha vontade de conhecer: o Tusker House (dentro do parque Animal Kingdom) e o Chef Mickey’s (que fica no Disney’s Contemporary Resort).

Almocei no Tusker House, que oferece comidas inspiradas na culinária africana, no dia em que fui ao Disney’s Animal Kingdom, e eu agendei pelo My Disney Experience para fechar o Rivers of Light Dining Package. O Rivers of Light Dining Package nada mais é do que uma reserva antecipada do seu assento para assistir ao Rivers of Light, o show noturno do Animal Kingdom. Quando se está reservando, pode-se escolher o horário do show (no dia que eu fui no parque, tinha apresentação às 19h e às 20h30, e eu escolhi o das 19h). Tendo reservado o Dining Package com a assessoria da Point Travel, eu podia chegar no Rivers of Light um pouco mais em cima da hora sem me preocupar se eu conseguiria lugar ou não. Por conta disso, consegui assistir 2x ao Festival of the Lion King, que é meu show favorito da vida! No Tusker House, podemos encontrar Mickey, Pateta, Margarida e Pato Donald. Ao reservar o Dining Package, você receberá, durante a sua refeição, um ticket que dá direito à entrada especial no Rivers of Light.

O Chef Mickey’s foi a nossa última atividade em Orlando, já que eu reservei a refeição no jantar da véspera de partirmos para o Canadá. Eu sonhava em ir no Chef Mickey’s desde a primeira vez que fui pra Disney, quando passamos de Monorail por dentro do Disney’s Contemporary Resort a caminho do Magic Kingdom e eu vi o Mickey passando pelo restaurante com sua roupinha de cozinheiro, com direito a chapéu e tudo.

O Chef Mickey’s é um dos restaurantes mais concorridos para character dining e até hoje eu não acredito que consegui fazer uma reserva e realizar esse sonho (valeu Point Travel!)! Uma das razões pra ser tão concorrido é porque este é o único restaurante que tem 5 personagens rodando pelas mesas. Mickey, Minnie, Pluto, Pateta e Pato Donald encantam com suas dólmãs! E o buffet estava uma delícia, cheio de comidas Mickey shaped do jeitinho que eu gosto.

Vários outros restaurantes espalhados pelo Walt Disney World oferecem character dining, e para todos eles é altamente recomendável fazer reserva, já que costumam ficar lotados. Alguns exemplos: o 1900 Park Fare, no Disney’s Grand Floridian Resort & Spa, oferece encontros com Mary Poppins, Alice, Chapeleiro Maluco, Tigrão e Puff (eu sei que agora é Pooh mas eu me recuso! Pra mim será eternamente Ursinho Puff); dentro do Magic Kingdom, o Cinderella’s Royal Table garante a oportunidade de fotos com as princesas da Disney. Todas estas informações estão disponíveis no site da Disney, e você também pode contar com a assessoria da Point Travel para todas as etapas da sua viagem!

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A ópera e a tradição musical armênia

A ópera é um gênero musical único, combinando música, poesia, e diversas artes cênicas (habilidades teatrais, pinturas etc). Ao reunir os trabalhos dramáticos e musicais, a ópera foi pautada na síntese da palavra, das representações teatrais e da música. No começo da sua história, o balé também teve importância fundamental nas performances musicais deste gênero. “Eurídice”, a primeira ópera preservada, foi escrita em 1600 pelo compositor italiano Jacopo Peri e estreou em Florença em 06 de outubro daquele ano, no Palazzo Pitti, tendo sido criada em homenagem ao matrimônio entre Henrique IV da França e Maria de Médici.

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A ópera tem um papel importante na história da música clássica armênia. A música armênia tem intrínseca relação com a arte do canto, com seus primeiros registros datando da Idade Média, quando o sistema nacional de gravações foi criado. Os trabalhos eram pautados em khazes. Um khaz é um tipo de neuma (elemento básico do sistema de notação musical, antes da invenção da notação de pautas de cinco linhas), que é um signo especial e usado desde o século VII. A notação musical surgiu, primeiro, com a função de auxiliar quem cantava a recordar-se, e somente muito tempo depois tornou-se algo preciso. O khaz e a música armênia se unem no sistema escrito com a tradição oral. A nova notação armênia surgiu no começo do século XIX e, ao mesmo tempo, exemplos da música folclórica e sagrada começavam a ser gravados.

A música da Armênia tem suas origens nas montanhas, onde as pessoas tradicionalmente entoavam músicas folclóricas. A música folclórica armênia, bem como a música gospel tradicional armênia, não se baseia no sistema europeu tonal, mas no sistema de Tetracordes, em que a última nota de uma tetracorde também serve como a primeira nota da próxima tetracorde. Hoje em dia, o termo tetracorde é usado para qualquer segmento de escala ou série tonal de quatro notas. Por conta desse tipo de segmento de escala ou série tonal, muitas músicas folclóricas armênias são construídas em cima de uma escala teoricamente infinita.

A Armênia tem uma longa tradição musical, primeiramente estudada, coletada e desenvolvida por Komitas, um proeminente padre e musicista (compositor, regente de coral e cantor), no final do século XIX e início do século XX. Komitas nasceu em 26 de setembro de 1869 e morreu em 22 de outubro de 1935, depois de ser uma das vítimas do genocídio armênio, sendo considerado um dos seus principais mártires. Por conta da sua dedicação aos estudos musicais, Komitas é considerado o fundador da Escola Nacional Armênia de Música, e é reconhecido como um dos pioneiros da etnomusicologia.

A música armênia clássica, os gêneros de coral e músicas solo começaram a se desenvolver a partir da segunda metade do século XIX. A criação da primeira ópera armênia, “Arshak II“, em 1868, por Tigran Chukhadzhyan, tem considerável importância histórica, e um cartão-postal comemorativo foi impresso e veiculado em Yerevan em 19 de julho de 2018. A ópera “Anush”, de 1912, escrita por Armen Tigranyan, inaugura uma nova tendência estilística no teatro musical armênio. Por sua vez, a ópera “Almast”, de 1923, escrita por Alexander Spendiarov, foi apresentada pela primeira vez no Teatro Bolshoi de Moscou em 1930. Os balés armênios “Gayane”, de 1942, e “Spartacus”, de 1956, compostos por Aram Khachaturian, ocupam um lugar especial nos clássicos mundiais. Aram Khachaturian é homenageado em Yerevan ao emprestar seu nome ao principal salão de concertos da capital da Armênia.

Na sua tradição musical, a Armênia tem até mesmo seu instrumento genuíno: o duduk, que aos olhos dos desavisados parece uma flauta, mas produz um som diferente e muito potente (principalmente se considerarmos seu tamanho pequeno) por conta da sua construção de único cilindro. O duduk pode ser encontrado, com variações, em outras regiões do Cáucaso e também no Oriente Médio. Este instrumento é comumente tocado em duplas: enquanto um músico toca as melodias, o outro instrumentista toca o dum, um zumbido constante, e os dois duduks juntos criam um som mais rico. A UNESCO proclamou o duduk armênio e sua música como Obra Prima do Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2005, tornando o título oficial no ano de 2008. O duduk já foi utilizado, inclusive, na trilha sonora de filmes, entre eles o filme de grande sucesso “Gladiador” (dirigido por Ridley Scott e com Russell Crowe no papel principal).

Em 20 de janeiro de 1933, a cortina da Yerevan Opera House se ergueu pela primeira vez. Idealizada por Alexander Tamanyan, o Teatro de Ópera e Balé é uma obra-prima arquitetônica, que recebeu diversos prêmios pelo mundo, inclusive o prêmio principal da exibição internacional de Paris em 1937. Ao longo de muitas décadas de história, a Ópera de Yerevan recebeu e continua recebendo estrelas internacionais da ópera, companhias de balé de prestígio e músicos reconhecidos no mundo inteiro, que se apresentam orgulhosamente no palco do principal teatro armênio. A música armênia foi apresentada internacionalmente principalmente pelos compositores Aram Khachaturian, Alexander Arutiunian, Arno Babadjanian, Karen Kavaleryan. Além destes artistas clássicos, músicos populares divulgam a tradição da música armênia, entre eles Djivan Gasparian (que faz sucesso pelo mundo apresentando-se com o duduk), a instrumentista e compositora Ara Gevorgyan, os cantores Sirusho e Eva Rivas, entre outros.

*texto de minha autoria originalmente publicado no site Brasileiras pelo Mundo

A cidade velha de Salzburgo

Salzburg é mais do que a “cidade de Mozart” e sede do Festival de Salzburg. A cidade, que está na lista de Patrimônio da Humanidade da UNESCO, abriga atrações turísticas que permitem ao visitante não só conhecer a rica história de Salzburg mas também surpresas fascinantes a cada esquina.

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Mozart & pequeno Mozart!

Além da Hohensalzburg Festung, as principais atrações turísticas de Salzburg são os museus dedicados a Mozart, a rua Getreidegasse e o Palácio Hellbrunn.

A arquitetura da rua Getreidegasse é caracterizada por belíssimos portais, bem como por janelas que vão diminuindo a partir do primeiro piso.  As casas mais antigas costumam estar decoradas com importantes datas da sua história, nomes de seus antigos donos e até mesmo com os olhos de Deus. Outro atrativo para os turistas é o local de nascimento de Mozart, que fica no número 9 da Getreidegasse.

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O Palácio Mirabell foi construído em 1606 pelo príncipe-arcebispo Wolf Dietrich, para sua amada Salome Alt. Hoje, o palácio Mirabell abriga a administração da cidade, inclusive o escritório do prefeito de Salzburgo. Os jardins de Mirabell foram completamente re-imaginados sob a administração do arcebispo Johann Ernst von Thun em 1690. As formas geométricas típicas do período barroco ainda são claramente visíveis.

Já o palácio de Hellbrunn tem encantados a todos os seus visitantes nos seus mais de 400 anos de história. Markus Sittikus, príncipe-arcebispo de Salzburg nos anos 1600, planejou um oásis de prazer e diversão como nunca visto antes. Esta residência de verão foi construída em tempo recorde, entre 1612 e 1615. Seu arquiteto, Santino Solari, que também idealizou a Catedral de Salzburg, acabou criando um dos mais magníficos prédios do final do período renascentista nos Alpes. Os amplos parques e jardins do Schloss Hellbrunn são parcialmente naturais e parcialmente modificados por técnicas de paisagismo.

A Fortaleza de Hohensalzburg em Salzburgo

A Fortaleza de Hohensalzburg está localizada em Festungsberg, acima dos rooftops do distrito histórico barroco de Salzburgo. Este é o maior castelo totalmente preservado da Europa Central.

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No ano de 1077, o arcebispo Gebhard mandou construir a fortaleza e mudou a cidade de Salzburgo para sempre. Nos anos seguintes, seus sucessores deram continuidade ao desenvolvimento arquitetônico da fortaleza. O complexo adquiriu a aparência que conhecemos hoje sob a administração do arcebispo Leonhard von Keutschach, em 1500. O propósito inicial da fortaleza era proteger o principado e os arcebispos de ataques hostis e, em todos os seus anos de existência, nunca foi tomada por tropas inimigas.

A Fortaleza de Hohensalzburg tem vários museus. O Museu da Fortaleza tem uma exibição histórica focada na vida da corte conduzida pelos arcebispos. Os outros museus (Marionette Museum, Altes Zeughaus e Museum do Regimento de Rainer) convidam os visitantes a embarcar numa viagem ao passado.

Também é possível visitar os aposentos reais, que compreendem o Salão dos Príncipes, a Câmara Dourada e o Salão Dourado. Os móveis de todos estes aposentos são originais e nunca foram modificados desde 1501/1502.

O ingresso que dá direito a visitar todos os museus e aposentos reais da Hohensalzburg Festung custa €16,30 por adulto.

As principais atrações do centro de Liubliana

O centro de Liubliana é uma gracinha e tem muitas atrações para além do castelo histórico.

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A Praça Preseren é a principal praça de Liubliana, dedicada ao grande poeta eslovênio Dr. France Preseren. A estátua de Dr. Preseren fica no centro da praça, rodeada por diversas construções do início do século XX. A cidade antiga, o mercado e o rio ficam próximos da praça e também da Ponte Tripla de Plecnik.

A Igreja Franciscana, construída pelos Agostinianos, é um dos principais símbolos da cidade de Liubliana por conta da sua localização central na praça Preseren e sua cor inconfundível.

As três pontes de Liubliana (Tromostovje) são provavelmente as pontes mais conhecidas da cidade, e também as mais bonitas. As Tromostovje constituem um popular ponto de encontro para locais e turistas, reunindo também muitos músicos e artistas de rua.

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A ponte do Dragão é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Liubliana, já que o símbolo da cidade é exatamente o dragão. Quatro dragões verdes, dois de cada lado, foram esculpidos como guardiões da ponte e da própria cidade. Esta ponte foi construída em 1901, dedicada a Franc Josef, Imperador de Hapsburg.

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O principal mercado de Liubliana é o Mestna trznica (ou, em bom português, mercado municipal), onde podemos encontrar frutas e verduras frescos, souvenires, artesanatos, pães artesanais e muitos artistas de rua.

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A Catedral de São Nicholas é a principal igreja de Liubliana, e também a maior da cidade. Por conta da sua altura, suas duas torres de sinos e sua doma é possível vê-la a partir de diversos pontos da cidade. Esta Catedral fica na Praça Vodnik trg, próxima ao mercado Central e do outro lado da Tromostovje.

Neboticnik, ou “arranha-céu” é um dos prédios mais conhecidos e icônicos de Liubliana. Quando ele foi construído em 1933, Neboticnik era o prédio residencial mais alto da Eslovênia, e o 9˚ prédio mais alto da Europa. Hoje, Neboticnik é um ponto de referência na cidade, mantendo-se como prédio residencial com algumas lojas e escritórios nos andares mais baixos. Além disso, Neboticnik abriga um restaurante e um sky bar no seu topo.