Musée d’Orsay

Vocês acreditam que, até essa minha última ida a Paris, eu não tinha entrado no Musée d’Orsay?! Pois é! Finalmente corrigi esse erro e fui conhecer o acervo desse museu incrível, e também dar uma olhadinha nas exposições temporárias.

 

O Musée d’Orsay fica no coração de Paris, às margens do Sena, de frente para o Jardin des Tuileries. O museu ocupa o espaço que foi, um dia, a Gare d’Orsay, um edifício construído para a exposição universal de 1900, o que torna o prédio a primeira obra de arte do Museu, que tem uma coleção exposta de peças que datam de 1848 a 1914.

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Às vésperas da exposição universal de 1900, a França cedeu o terreno à Compagnie des Chemins de fer d’Orléans que, desfavorecidos pela posição excêntrica da estação de Austerlitz, projetavam construir, no lugar do Palais d’Orsay, uma estação mais central. Em 1887, a Compagnie consultou três arquitetos (Lucien Magne, Emile Bénard e Victor Laloux) sobre as restrições do espaço – a elegância do quarteirão, a vizinhança ao Palais du Louvre e da Légion d’Honneur – que apresentavam um desafio: integrar a Gare ao elegante espaço urbano em que estava inserida. Victor Laloux foi o escolhido em 1898.

Construída num período de 2 anos, a estação foi inaugurada para a exposição universal em 14 de julho de 1900. O exterior desenhado por Laloux mascarava as estruturas metálicas da estação com uma fachada de pedra de estilo eclético; no interior, o modernismo se impunha: planos inclinados e elevadores de carga para as bagagens, elevadores para os passageiros, 16 pistas no porão, os serviços de recepção no piso térreo, tração elética. O grande hall tinha 32m de altura, 40m de largura e 138m de profundidade.

Entre 1900 e 1939, a Gare d’Orsay desempenhou papel fundamental para a linha sudoeste da França. O Hôtel d’Orsay recebia, além dos viajantes, as associações e partidos políticos para conferências e banquetes. Porém, a partir de 1939, a estação servia apenas aos subúrbios, já que suas plataformas ficaram muito curtas por conta da eletrificação progressiva das linhas ferroviárias e do prolongamento dos trens.

A transformação de estação de trem em museu foi colocada a cargo dos arquitetos Bardon, Colboc e Philippon, do grupo ACT-Architecture. O projeto deles, selecionado entre 6 propostas em 1979, deveria respeitar a arquitetura de Victor Laloux em todo o tempo da reinterpretação da sua função para a nova vocação, o que permitia valorizar o grande salão, utilizando a nave como eixo principal do percurso, e transformando a marquise em entrada principal.

Três níveis desenham o percurso do museu: no térreo, as salas são distribuídas ao longo do corredor central; no nível intermediário, as esplanadas dominam o percurso, e introduzem as salas de exposição; no nível superior, localizado acima do pórtico ao longo do cais, se estende até a parte mais alta do Hôtel, na rue de Bellechasse. Os outros espaços são acessíveis a partir destes três níveis principais de exposição das obras: o pavilhão de subida, as passagens vitrais ao oeste da estação, o restaurante do museu (localizado na antiga sala de refeições do Hôtel), o café dos autores, a biblioteca e o auditório.

 

O interior original do museu foi projetado por uma equipe de cenógrafos e arquitetos, sob a direção de Gae Aulenti, que trabalho com Italo Rota, Piero Castiglioni (consultor de iluminação) e Richard Peduzzi (responsável pela apresentação arquitetônica) para criar uma disposição unificada a partir de uma grande diversidade de volumes, particularmente pela homogeneidade dos materiais utilizados (revestimento de pedra no chão e nas paredes). Tal desenvolvimento corresponde ao volume desproporcional da antiga estação. A sinalização foi projetada por B. Monguzzi e J. Widmer. Quanto à iluminação, alterna-se entre natural e artificial, o que permite variar as intensidades necessárias de acordo com a diversidade das obras expostas.

 

O Musée d’Orsay está aberto entre 9h30 e 18h todos os dias, exceto às segundas (quando o museu fecha) e quintas, quando o museu fica aberto até 21h45. O ingresso custa €12, mas há também a opção de comprar o “Passeport Musée d’Orsay + Musée Rodin”, que permite uma vista a cada um dos museus, por €18.

Musée de l’Armée – Invalides

Devo confessar que, até essa minha última ida a Paris, em março, eu não tinha um museu favorito na cidade – isso porque eu ainda não tinha visitado o Musée de l’Armée!!

O Musée de l’Armée fica no Hôtel des Invalides, um monumento de cunho militar, e a visita ao museu é indissociável a este monumento. Até o século XVII, não havia nenhuma fundação em particular para abrigar os soldados inválidos; foi em 1670 que Louis XIV decidiu criar o Hôtel des Invalides, destinado a acolher os veteranos de guerra. O trabalho foi confiado ao arquiteto Libéral Bruant, que desenhou um prédio de estilo clássico, grandioso, sóbrio e elegante.

Os primeiros residentes se instalaram em 1674; à época, o Hôtel funcionava como uma cidade, com hospício, quartel, convento, hospital e fábrica, sob um sistema militar e religioso. Ao fim do século XVII, eram cerca de 4000 residentes, dos quais, supervisionados pelos oficiais, se dividiam em companhias. Os que ainda podiam, prestavam um serviço de guarda, principalmente na Bastille, enquanto os outros trabalhavam em oficinas de sapataria, tapeçaria e iluminação. Sob o império de Napoleão Bonaparte, há uma reorganização da instituição, e o início da transformação da Igreja de Saint-Louis em panteão militar nacional. Esse movimento foi consagrado a partir de 1840 pela edificação, sob a cúpula, da tumba do Imperador, aberta à visitação.

Hoje em dia, o clássico monumento histórico do Hôtel National des Invalides é um lugar importante da memória nacional, com cerca de 50 organismos mantendo a sua atividade – entre eles, a Institution Nationale des Invalides, um hospital militar instalado ao sul do monumento, mantendo a vocação primeira da fundação, enquanto a ala norte do monumento abriga o Musée de l’Armée.

A coleção do Musée de l’Armée é impressionante, com armas que datam desde o século XIII, armas de artilharia, objetos representativos da música militar, entre outros artigos. O destaque fica para o incrível acervo das Grandes Guerras Mundiais, que conta com uniformes, armamentos, pôsteres e objetos diversos usados durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Nem preciso dizer que esta foi a minha seção favorita do museu, não é?!

O Musée de l’Armée fica aberto de 10h às 18h entre abril e outubro, e de 10h às 17h entre novembro e março. O ingresso custa €12, mas menores de 18 anos tem isenção de tarifa.

Musée des Arts Décoratifs: Margiela, les années Hermès

Localizado na Rue de Rivoli em Paris, o Musée des Arts Décoratifs exibe, até o dia 22 de setembro de 2018, a exposição “Margiela, les années Hermès” celebra os anos em que Martin Margiela esteve à frente de uma das principais maisons francesas.

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Entre 1997 e 2003, Margiela comandou a direção criativa da Hermès, e esta homenagem apresenta, pela primeira vez na França, as coleções femininas de prêt-à-porter que o estilista desenhou para a célebre maison parisiense, sem perder a identidade das criações da sua própria maison. É interessantíssimo comparar as peças expostas no Musée des Arts Décoratifs com aquelas que em exposição no Pallais Galliera (até 15 de julho!).

Entre a desconstrução inovadora e o luxo atemporal, 98 silhuetas dialogam entre si, expressando e dando voz à visão particular de Martin Margiela. Estes dois universos, muito próprios desse designer, constituem o ponto de partida da exposição, cuja direção artística é do próprio Margiela.

Considerado um dos criadores mais atípicos e misteriosos da sua geração, Martin Margiela faz parte do seleto grupo de estilistas que radicalizou e renovou bruscamente o universo da moda. Depois de fundar sua própria marca, a Maison Martin Margiela, em 1988, ele decidiu, desde o início, que faria do anonimato uma das suas características essenciais, recusando o aparecimento do seu nome nas suas criações, adotando a etiqueta branca costurada nos quatro cantos como sua marca registrada. O famoso “blanc de Meudon” é escolhido como assinatura dos seus desfiles. Desde o início, Margiela desenvolve um trabalho contra a corrente da época da logomania e da padronização, e se destaca em seu meio. Ele surpreende com seus cortes construídos-desconstruídos, suas silhuetas oversize, seus materiais reciclados, ou mesmo os tecidos monocromáticos, que destacam o aspecto artesanal das suas criações.

Foi em outubro de 1997 que Jean-Louis Dumas, então presidente e diretor artístico da Hermès, convidou Martin Margiela a desenhar as coleções de prêt-à-porter femininas, quando este já era considerado, depois de quase uma década, como uma das figuras vanguardistas mais influentes. Era uma escolha audaciosa, que rompia com as tendências do universo da moda de escolher estilistas estrelados. A maison Hermès tem, então, um fator surpresa ao convidar este criador iconoclasta que ninguém (ou quase ninguém) conhece o rosto, e que dispensa os holofotes e o mundo do entretenimento.

Entre 1997 e 2003, acompanhado da expertise do estúdio e dos ateliês da maison Hermès, da qual compartilhava seus valores, Martin Margiela instaura, por meio de 12 coleções consecutivas, uma visão coerente e profunda de um luxo contemporâneo. Conforto, atemporalidade, sensualidade e autenticidade são as palavras-chave para definir a visão de Margiela da mulher Hermès, associada a um estilo apurado. A nova paleta de cores sóbrias e monocromáticas que ele apresenta estão alinhadas ao universo colorido das estampas da Hermès, suscitando a surpresa da imprensa.

Desde a entrada da exposição, o visitante descobre dois estilos distintos que propõem um diálogo apaixonado entre as roupas que Margiela criou para a Hermès e aquelas que ele criou para sua própria Maison. O conjunto se desenvolve com uma sucessão de sequências temáticas de mais de 100 silhuetas, de fotos e de vídeos num percurso que alterna entre o laranja inconfundível da maison Hermès e o branco da Maison Martin Margiela.

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Desse modo, o visitante aprende um pouco do processo criativo que navega sem confusão entre as duas maisons e de cada um dos seus códigos. É a primeira vez que o Musée des Arts Décoratifs se dedica a destacar um ícone da história da moda, com um criador que se desdobra entre as colaborações para as outras Maisons e a sua própria.

Conceitual e subversivo, Martin Margiela revolucionou totalmente o sistema da moda no fim dos anos 1980, e suas criações continuam sendo importantes impressões no universo da moda contemporânea, com uma silhueta vanguardista pautada na desconstrução, a reciclagem e recuperação de materiais. Margiela introduz na Hermès um esboço de cortes e colores com base nos materiais excepcionais da selaria parisiense, e integra numerosas inovações.

A exposição no Musée des Arts Décoratifs homenageia esta figura única da moda, dentro do período “Saison Margiela 2018 à Paris“, que celebra o estilista em comunhão com a retrospectiva “Margiela/Galliera, 1989-2009” e, até o dia 15 de julho, é possível comprar o 2º bilhete com tarifa reduzida na apresentação do bilhete da outra exposição. O bilhete integral (plein tarif) para o Musée des Arts Décoratifs custa €11, e o museu está aberto de terças a domingos das 11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h15), e às quintas-feiras fica aberto até as 21h (a bilheteria fecha às 20h15).

 

Tudo o que você precisa saber sobre a Disneyland Paris

Se tem alguém que ainda não sabe disso, eu sou #disneyfreak, com muito orgulho, com muito amor, e eu não perco nenhuma chance de visitar e vivenciar o mundo mágico pelo mundo!

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Se meu destino certeiro de férias por muitos anos foi Orlando, pra aproveitar a Disney World ao máximo, nesses últimos tempos eu fui 2 vezes pra Disneyland Paris em pouco mais de um ano, em meio à tantos outros destinos que vocês tem acompanhado por aqui! Eu já tinha ido à Disneyland Paris em 2009, quando estive em Paris pela 1ª vez, e tinha gostado bastante dos parques mais “compactos”, que podem ser facilmente desfrutados em um único dia. Por isso, não deixei passar nenhuma das outras chances de voltar pra esse pequeno complexo mágico na Europa!

Se em 2017 eu já contei rapidamente por aqui sobre o dia que eu e marido passamos nos parques, hoje decidi fazer um post bem completo, explicando tudinho pra quem quiser aproveitar a Disneyland Paris e o Walt Disney Studios.

COMO CHEGAR

A Disneyland Paris fica em Marne la Vallée, a cerca de 40km do centro de Paris. Para quem estiver em Paris, o jeito mais simples de chegar é tomando o RER A (vermelho), descendo na estação final, Gare de Marne la Vallée Chéssy, que já é praticamente dentro da Disney. O bilhete de RER custa €7,60 por adulto/por trecho. Eu nunca usei o shuttle da Disney, mas sei que ele existe e que o transporte de ida e volta do centro de Paris custa cerca de €30. Também é possível ir de carro, mas eu também nunca tentei. O percurso em RER leva cerca de 45min, e sempre foi essa a minha opção escolhida.

INGRESSOS

Você pode optar por ingressos de 1 dia ou vários dias, e os preços variam de acordo com a sua opção. O ingresso de 1 dia para 2 parques, comprado no guichê, custa €99 para adultos e €83 para crianças. O pulo do gato na hora de comprar os ingressos é usar os guichês que ficam na entrada do Walt Disney Studios ao invés dos guichês principais da entrada da Disneyland, que estão sempre mais cheios!

PARQUES

O complexo europeu da Disney conta com dois parques: Disneyland Paris e Walt Disney Studios. Os horários de funcionamento de cada parque variam, então vale a pena conferir no site antes de planejar a sua visita, bem como conferir os horários atualizados do dia quando já estiver por lá. Eu costumo preferir começar o dia pelo Walt Disney Studios e depois seguir pra Disneyland Paris porque, em geral, o Walt Disney Studios fecha mais cedo do que a Disneyland. Como nas duas últimas vezes em que eu fui pra lá estava um frio congelante, eu não consegui ficar até tarde, então não fiquei pulando de um parque pro outro: aproveitei o Walt Disney Studios até umas 14h, e depois fui pra Disneyland, onde fiquei até umas 17h. Quando eu fui pra lá pela primeira vez, em 2009, era verão, então anoitecia mais tarde, estava calor, e era um quadro completamente diferente; naquele dia eu aproveitei até o último segundo!

BRINQUEDOS/RIDES

Eu falei ali em cima que esses parques são mais “compactos”, e agora é hora de explicar porquê: eles concentram, em um espaço menor, os principais brinquedos (inclusive “radicais”) que se encontram espalhados pela Disney World e pela Disneyland (a original, da Califórnia). É claro que não são todos os brinquedos, mas no Walt Disney World e na Disneyland Paris podemos brincar na Rock n Roller Coaster, na Tower of Terror, na Big Thunder Mountain e no Buzz Lightyear Laser Blast.

Pra quem já foi pra Disneyland ou pro Magic Kingdom, andar pela Disneyland Paris será muito fácil e familiar, porque a disposição do parque é praticamente idêntica àquela encontrada nos seus irmãos mais velhos. Mas não pense que os 3 parques são irmãos gêmeos: cada um tem as suas particularidades! O Castelo da Bela Adormecida de Paris tem várias surpresas para os visitantes, e vale a pena gastar alguns minutos do seu dia explorando cada cantinho dos 3 andares desse lindo Castelo. O Labirinto de Alice (Alice’s Curious Labyrinth) também merece a sua atenção. As atrações tradicionais como Piratas do Caribe, Mansão Mal Assombrada e It’s a Small World estão por lá para os fãs mais sedentos. E a montanha russa Indiana Jones and the Temple of Peril é uma das atrações exclusivas desse parque! Mas, pra mim, o melhor brinquedo do parque Disneyland Paris é a Star Wars Hyperspace Mountain, que é a versão mais nerd e super turbinada da Space Mountain!

Já o Walt Disney Studios seria a versão europeia do Hollywood Studios (que fica na Disney World, em Orlando), só que bem menor. Além disso, no Walt Disney Studios encontramos uma área inteirinha dedicada ao Ratatouille, enquanto apenas uma atração similar à existente em Paris será inaugurada no EPCOT de Orlando até 2021 (em tempo de comemorar os 50 anos de Walt Disney World). Outra área super legal do Walt Disney Studios é a Toy Story Playland, que já dá um gostinho da Toy Story Land que será inaugurada no final desse mês de junho de 2018 em Orlando.

PERSONAGENS

Mesmo em dias cheios (dessa última vez que eu fui, em março, os parques estavam bem cheios mesmo!), acho que os parques de Paris são menos alvoroçados do que os de Orlando, e vale a pena aproveitar a oportunidade para tirar fotos com seus personagens preferidos. Mickey, Minnie, Pluto, Darth Vader, princesas… todos estão por lá!

Pra não perder o seu personagem preferido, é importante pegar o timetable do parque assim que chegar (é também nesse folheto que você vai conferir os horários dos shows e atrações) e programar suas fotos especiais.

FASTPASS, SINGLE RIDER & WI-FI

O famoso “fura fila” da Disney está evoluindo muito rapidamente pelo mundo, e em Orlando o sistema já é todo digital, sendo possível agendar com antecedência pela internet. No complexo europeu, essa modernidade ainda não chegou, e o fastpass continua sendo o bom e velho papelzinho que a gente tem que ir na máquina buscar e planejar o dia de acordo. Estando sozinha, não usei nenhum dessas últimas vezes, até porque quase todas as rides tem fila de single rider. O wi-fi para guests foi instalado recentemente, e ainda não tava funcionando muito bem não.

MAGICAL MOMENT

Há uns anos atrás, a Walt Disney World lançou uma campanha que promovia “magical moments” para os guests: podia ser desde uma experiência com um personagem até mesmo passar uma noite na suíte do Castelo da Cinderella. Mesmo essa campanha tendo durado pouco tempo, eu adotei o termo pra vida, e não foram raras as vezes que vi “magical moments” acontecendo nos parques da Disney – fosse um fastpass ou uma foto especial capturada no momento perfeito. Dessa última vez, em março, meu magical moment foi uma situação inteira que se desenrolou na frente do Castelo da Bela Adormecida, proporcionada por uns cast members super atentos!

Como vocês já viram nas fotos, eu fui pro parque com o gorro mais legal do mundo, que é o Yoda usando orelinhas de Mickey. Naquele período, a Disneyland Paris estava celebrando a “Season of the Force“, e os parques estavam tomados por réplicas das naves de Star Wars. Não bastasse o sucesso que o meu gorro fez nos parques (sério: 1 em cada 3 pessoas me perguntava onde eu tinha achado aquele gorro, que eu comprei há uns 5 anos no Hollywood Studios), quando eu fui tirar aquela foto tradicional na frente do Castelo da Bela Adormecida, um cast member muito atento saiu correndo na minha direção, com um sabre de luz e gritando “YODA! YODA!”, me fazendo cair na risada. Isso originou uma sequência de fotos sensacional, que pode ser vista acima, na qual eu tentava equilibrar os risos com as poses remetentes ao universo de Star Wars.

A magia da Disney é contagiante, e eu amo esse universo! Se vocês tiverem alguma dúvida ou pergunta sobre o complexo da Disneyland Paris, deixem aí nos comentários que eu respondo com alegria!

Palais Galliera: Margiela 1989/2009

Como eu já tinha contado por aqui, e vocês puderam acompanhar em tempo real pelo instagram, nós estávamos de férias no Brasil! Agora que estamos de volta em Yerevan, a vida vai pouco a pouco retomando seu ritmo normal e, consequentemente, o ritmo de postagens por aqui também! E o primeiro post pós-férias é com uma dica de exposição imperdível que tá rolando em Paris e que eu conferi quando estive por lá em março!

A exposição “Margiela 1989/2009″ ficará aberta ao público até o dia 15 de julho de 2018 no Palais Galliera. Esta exibição, a primeira que faz uma retrospectiva em Paris em homenagem ao designer belga Martin Margiela, registra a carreira de um designer que não só questionou a estrutura das roupas mas também desafiou as estruturas do sistema fashion nas suas coleções. Com mais de 130 silhuetas, vídeos dos desfiles, arquivos da maison e instalações especiais, a exibição oferece um olhar sem precedentes sobre um dos mais influentes designers contemporâneos.

Martin Margiela se formou no departamento de moda da Royal Academy of Fine Arts da Antuérpia, em 1980. Depois de passar um tempo como assistente de Jean Paul Gaultier, entre 1984 e 1987, ele passou a ser uma das referências da chamada “Antwerp School” e se tornou o único designer belga da sua geração a fundar sua própria maison em Paris. A abordagem conceitual de Margiela desafiou a estética de moda da sua época. O seu jeito de construir as roupas envolvia a desconstrução, exposição dos interiores, dos forros, e das partes inacabadas, revelando diferentes estágios da manufatura, como pregas, ombreiras, estampas, entre outros.

Margiela desafiou ao extremo a escala das roupas, aumentando as proporções em 200% na sua “Oversize Collection” (Margiela pode ser considerado o pai do oversized como conhecemos hoje), ou adaptando roupas de bonecas para medidas humanas reais na “Barbie Collection“. Ele estampou fotos trompe-l’oeil (ilusão de imagem) em vestidos, suéteres e casacos, e criou um novo tipo de sapato inspirado nos tradicionais tabis japoneses, separando o dedão do pé dos outros dedos. O estilista questionou a obsolescência das roupas com sua “Artisanal Collection“, criando uma coleção artesanal a partir de roupas vintages e materiais recuperados que foram transformados em peças únicas, feitas à mão. Por sua vez, na coleção “Replica“, diversas roupas vintages recuperadas de todas as partes do mundo foram reproduzidas de maneira idêntica.

Margiela continua sendo um criador sem rosto, o homem que não dá entrevistas, e cujas roupas são vendidas com uma etiqueta branca e sem nome da marca. Esse homem que celebra o anonimato é famoso não só pelo uso do branco, uma cor que ele aproveita em diversos tons, mas também pelos seus desfiles em lugares pouco comuns, como estacionamentos, depósitos, estações de metrô, etc.

O ingresso para a exposição custa €10, que fica aberta de terça a domingo, entre 10h e 18h, e excepcionalmente até 21h às quintas. O Palais Galliera fica na 10 Avenue Pierre Ier de Serbie em Paris. A bilheteria fecha 45min antes do encerramento diário, e o museu fica fechado às segundas feiras.