100 dias em casa

E, enfim, cheguei ao 100º dia sem sair de casa.

Nos últimos dias, eu andei sem muita vontade de escrever, sem muita vontade de redes sociais, sem muita vontade de nada na verdade. Acho que todos os acontecimentos mundiais e, principalmente, as coisas que vem acontecendo no Brasil, me desanimaram bastante e eu achei melhor respeitar essa minha vontade de reclusão. Os números de casos confirmados e, pior, os números de pessoas mortas não param de crescer. Isso mexe demais comigo. Mas eu não podia deixar de fazer um registro para a posteridade neste centésimo dia sem sair.

A Suíça já entrou na última fase de flexibilização da quarentena. Ainda assim, o “Ministério da Saúde Suíço” continua recomendando que as pessoas que fazem parte de algum grupo de risco evitem sair de casa, usar transporte público, ir em lojas e supermercados movimentados, etc.

De acordo com o calendário da Universidade, as férias de verão já começaram, e graças a Deus temos conseguido fazer on-line todas as compras de que precisamos (e até de que não precisamos), então não vejo razão pra sair e me colocar em risco a toa. Na verdade, quanto mais eu fico em casa, mais eu gosto de ficar em casa.

Meu nariz tem sofrido nos últimos dias porque tinha começado a esquentar, fez calor vários dias seguidos (a ponto de eu precisar comprar uns shorts online porque eu não aguentava mais ficar de calça comprida e sentindo calor), e de repente o tempo virou e ficou frio de novo (a máxima hoje é de 13ºC). Sem contar a umidade nas alturas.

Falando em umidade, ontem eu descobri que um dos desumidificadores estava quebrado  justo na base do recipiente de coleta e, consequentemente, vazando. Aí fui conferir se tinha mais algum na mesma situação (tem que ter um desumidificador em cada cômodo pra tentar dar conta de tanta umidade) e não só todos estavam perfeitos como eu deixei um cair no chão e quebrar.

Continuo tentando manter minha rotina o mais normal possível, me concentrando o máximo que eu posso nos meus estudos (mesmo de férias, porque a pesquisa não vai se realizar sozinha não é mesmo) e tomando meu chazinho pra me esquentar no frio que insistiu em voltar.

75 dias em casa

Se alguém me dissesse, um dia, que eu ficaria 75 dias sem sair de casa, eu acho que não acreditaria. Eu amo ficar em casa, mas eu também adoro dar umas voltinhas na rua. Eu gosto de ir ao supermercado escolher as coisas que teremos em casa e, quase toda semana, preciso ir na farmácia pra repor algum remédio.

Mas já são 75 sem sair.

Aqui em Berna, aparentemente acabou a transmissão comunitária, graças a Deus. Nessa semana, todo o comércio na Suíça reabriu. Pode-se dizer que, por aqui, já se está vivendo o “novo normal”.

Mas como eu poderia viver o “novo normal” enquanto, no Brasil, não chegamos nem ao pico? Como eu vou viver o “novo normal” enquanto, no Brasil, temos subnotificação tanto do número de casos quanto do número de mortes causadas pelo coronavírus? Como posso viver o “novo normal” enquanto todo mundo que eu amo tá no Brasil?

Eu estou postergando a minha vivência do “novo normal” porque, sinceramente, eu continuo com muito medo de ser contaminada, porque o consenso médico é de que meu sistema respiratório não dá conta do coronavírus. Além disso, optando por ficar em casa mais um pouco, eu distribuo melhor o meu tempo pra poder conversar mais vezes por mais tempo com os meus pais no FaceTime e, assim, distraí-los enquanto eles não podem sair de casa.

Hoje eu tive 8 horas de aula de estatística.

 

60 dias em casa

60 dias em casa. São 60 dias sem saber o que é andar pela rua, sem sentir o vento balançar o cabelo, sem pegar ônibus, sem andar no Bolinha nem de Patineco, sem ver e/ou interagir com outras pessoas.

Tenho dias melhores, e dias piores. Tive crise de asma semana passada, e nessa semana a sinusite está querendo me pegar. Estou tentando evitar ir ao hospital neste momento – por ser parte de um dos grupos de risco, eu ainda não me sinto confortável pra sair de casa, embora o governo já tenha começado a relaxar a quarentena por aqui.

Tem dias que eu acordo muito animada pra me exercitar, e tem dias que eu só quero ficar no sofá. Tem dias que escrevo 3, 4, 5 páginas. Tem dias que estudo muito. Tem dias que eu só quero ver Disney+. Tem dias que eu esqueço de beber água. Tem dias que eu quero comer tudo o que tá na minha frente.

Tem dias que eu leio todas as notícias. Tem dias que eu só leio as manchetes da página principal dos jornais. Tem dias que não estou disposta nem pra isso.

Tem dias que eu choro diante da minha impotência, pensando em todas as pessoas que não tem uma casa onde se abrigar, nem comida pra comer. Choro pensando nas famílias das pessoas que morreram por conta do covid-19, principalmente por aqueles que nem conseguiram o diagnóstico. Tem dias que eu choro pelo Brasil.

Mas também tem dias em que eu sorrio bem mais do que eu choro. Tem dias que as alegrias são maiores do que as tristezas. As vezes é por causa do canto dos pássaros. As vezes é porque chegou a compra do mercado e, mesmo tendo que higienizar tudo antes de guardar, me dá alegria ter tanta coisa boa pra comer. As vezes a razão da alegria é ficar horas no FaceTime com meus pais. E todos os dias eu fico feliz porque o marido está trabalhando de casa, dividindo o home office comigo.

Aqui em casa, nós tentamos manter a rotina o mais normal possível. Continuamos acordando cedo, continuamos dormindo cedo. Continuei pintando minhas unhas às quintas feiras, e cuidando das unhas dos meus pés a cada 15 dias, porque isso me faz sentir um pouco de normalidade. Continuamos mantendo nossos horários das refeições, continuamos comendo pizza aos domingos, continuamos tendo bolo pros lanches dos finais de semana (graças as aptidões do marido). Continuamos sendo muito companheiros um do outro, porque há muito descobrimos que só temos um ao outro.

Eu ainda não sei quando vou sair de casa. Eu ainda não sei quando vou poder ir ao supermercado, à farmácia, ao correio, à papelaria (entre outras coisas, estou precisando urgentemente de uma pasta pra organizar meus papéis). Eu ainda não sei quando vou rever meus pais, meus amigos, minha família.

Em um momento de tantas incertezas, a única certeza que eu tenho é que a gente precisa se cuidar, a gente precisa se preservar, a gente precisa preservar o sistema de saúde e todas as pessoas que são obrigadas a trabalhar em meio a pandemia. A gente tem a obrigação de fazer a nossa parte, que nem é tão difícil assim. A gente só precisa ficar em casa mais um pouco. Quanto mais ficarmos em casa agora, mais rapidamente vamos poder nos ver de novo.

Coincidentemente, hoje faz 20 anos desde que Harry Potter foi publicado no Brasil pela Editora Rocco.

A crônica dos 45 dias

No dia em que confirmaram o primeiro caso de Coronavírus na Suíça, eu pensei em pegar um avião e me refugiar no Brasil, certa de que o vírus demoraria a chegar por lá. No dia seguinte, foi confirmado o primeiro caso de Coronavírus no Brasil. O vírus se espalhou com muito mais rapidez pela Suíça do que no Brasil mas, hoje, a curva na Suíça já está começando a achatar, enquanto a curva no Brasil ainda está crescendo francamente. O Brasil tem uma população infinitamente maior do que a Suíça. E, hoje, o Brasil já tem mais mortos por covid-19 do que a Suíça.

Os primeiros 4 dias dentro de casa já seriam assim de qualquer jeito, porque eu estava atarefada com as coisas do doutorado. A decisão de ficar em casa aconteceu no 5o dia, quando eu deveria ir ao supermercado e optei por não sair. Naquele dia, eu estava decidindo cuidar da minha saúde, evitar colocar minha asma à prova. E, segundo meu otorrino, foi a decisão mais sábia que eu poderia ter tomado.

As primeiras duas semanas dentro de casa foram estranhas. Os números de casos confirmados diariamente não paravam de aumentar, mas ainda de modo razoavelmente lento – naqueles dias, os testes ainda eram muito restritivos. Parecia que tudo ia ficar sob controle, e que logo eu ia poder sair de casa. Mas não. Depois que os testes passaram a ser mais amplos, confirmou-se que o vírus estava muito mais espalhado.

Foi neste período em que eu e marido tomamos a decisão difícil de dormirmos em quartos separados, porque ele ainda estava trabalhando normalmente e, consequentemente, bem mais exposto ao vírus do que eu, que já estava sem sair há vários dias. Esse foi, certamente, o período mais difícil até aqui: naquelas noites, era difícil dormir; a insônia me perseguia e eu passava os dias cansada, produzindo pouco e, ao mesmo tempo, não conseguia dormir quando a noite chegava.

Depois que ele entrou em regime de home office/plantão, ainda ficamos mais alguns dias com o distanciamento social vigorando dentro de casa – tudo por medo de que ele estivesse assintomático e pudesse transmitir o vírus pra mim. Foi só depois de voltarmos a nossa rotina normal que as noites voltaram a ser mais tranquilas pra mim.

Ainda não durmo super bem todos os dias. São várias as noites em que acordo, pensando em tudo o que está acontecendo. Penso nos que tem muito pouco. Penso nos que nada tem. Penso na minha impotência e insignificância diante disso tudo. Penso em alternativas que me tornem menos impotente, e tento implementá-las durante o dia. Penso nos meus pais, idosos e sozinhos lá em casa, sem ter quem faça qualquer coisa por eles.

Ontem, fiz compra no mercado pela internet para que seja entregue hoje lá em casa. Foram quase 2h no FaceTime com meus pais, definindo com eles o que eles queriam que eu comprasse. Foi uma maneira de eu me sentir mais útil e também mais tranquila por saber que, pelo menos por enquanto, eles não precisarão sair de casa.

Nos dias em que a ansiedade bate mais forte – porque, mesmo já tendo passado da pior fase, tem dias que a ansiedade não me deixa esquecer que ela está ainda dentro de mim -, eu olho pro tanto de natureza que está em volta de mim – ou melhor, em volta do prédio onde estamos morando. Tenho testemunhado a chegada da primavera em 180º, graças ao posicionamento das janelas do apartamento. Reconheço que somos muito privilegiados, e agradeço a Deus. Tenho observado a mudança da cor da luz que entra em casa, graças as folhas verdes novas das árvores. As cores lá de fora me pintam aqui dentro.

Um mês e meio sem ir na rua, 45 dias de que a minha casa é o meu mundo. E foi por isso que eu decidi começar a escrever algumas crônicas aqui, porque não vejo sentido em continuar escrevendo sobre viagens nesse momento, mas também quero manter esse nosso cantinho vivo, nem que seja pra servir de distração nesses tempos tão absurdamente difíceis.

40 dias sem sair de casa

Quando eu era criança, eu lembro que o número 40 me impressionava na liturgia. Pensava nos 40 dias e 40 noites que Jesus passou no deserto. Achava a Quaresma, os 40 dias que separam a Quarta-Feira de Cinzas da Semana Santa, um período longuíssimo. E hoje eu completo 40 dias sem sair de casa – coincidentemente, hoje é Sexta-feira Santa.

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tirei essa foto no 38º dia em casa, mas a frase estampada na blusa (by Coletivo Lírico) se torna mais importante a cada dia dessa quarentena.

Quando estávamos Armênia, fiz uma viagem sozinha pro Brasil de 40 dias. Naqueles 40 dias, senti saudade do marido. Naqueles 40 dias, fui a vários médicos, fiz vários exames, visitei minha sogra e minha cunhada em SP, visitei meus tios no interior do RJ. Nos últimos 40 dias, os visitei pela internet.

Eu não estaria sendo sincera se dissesse que estes últimos 40 dias foram fáceis. A tristeza de ver as consequências de uma pandemia e a sensação de impotência diante de tudo o que está acontecendo são potencializadas por ser uma pessoa ansiosa. Tenho dias melhores, e tenho dias piores. Mas, há cerca de 2 semanas, meu coração tem ficado mais tranquilo, os picos de ansiedade tem sido menores, e eu tenho conseguido lidar melhor com as oscilações inevitáveis deste período de confinamento. Coincidentemente ou não, há duas semanas o Papa Francisco deu a benção urbi et orbi, após 1 hora de oração transmitida ao vivo para o mundo inteiro, com uma Praça São Pedro vazia, debaixo de chuva.

A minha fé tem sido um baluarte importante neste período. É a minha fé que me mantém com os pés no chão, e também com a certeza de que tudo isso vai passar. É a minha fé que me dá esperança de que o mundo não vai “voltar ao normal”, mas que caminharemos em direção a um mundo mais humano, mais solidário, mais irmão.

Além das minhas orações diárias, outra coisa que tem me ajudado bastante no controle da ansiedade é fazer exercícios físicos (quase) diariamente. Durante 1 hora, eu mexo meu corpo, seja dançando, fazendo alongamentos ou algum exercício funcional de que eu me lembro.

Manter-me ocupada também é fundamental. Até 31/03, estava muito atarefada escrevendo uma versão do projeto de tese. Ontem tive o último de 2 seminários sobre filosofia (em alemão!) com 4 horas de duração cada, ministrados online. Continuo tendo minhas aulas de alemão online 2x na semana. E já estou inscrita para mais um seminário, também online, com 2 dias de duração na metade de maio. As atividades acadêmicas não param e preenchem meu tempo, até demais.

Foi só nos últimos dias que consegui me dar umas horinhas de folga durante a semana – coisa necessária em tempos tão difíceis. Assisti Harry Potter, e também comecei a ver algumas séries do Disney+ que muito me interessam. Me transportar um pouquinho para meus universos mágicos favoritos também colaboram para manter minha sanidade.

Hoje é meu 40º dia sem sair de casa e, sinceramente, não sei quantos dias mais passarei entre essas paredes, sem poder sair por ser parte de um dos grupos de risco. Reconheço que sou privilegiada por morarmos num apartamento bom, que nos permite circular e não surtar, com janelas que possibilitam a entrada do sol e que vejamos o céu azul (aliás, nunca antes na história desse país fez tantos dias de sol e céu azul), com um home office bem estruturado pra dar continuidade as minhas atividades acadêmicas e todas as responsabilidades do marido.

O governo da Suíça já anunciou uma prorrogação da quarentena até (pelo menos) 26 de abril. A Universidade suspendeu todas as atividades presenciais deste semestre. Especula-se que, em junho, a situação comece a normalizar. Enquanto isso, eu fico em casa.

Coronavírus e home office: a minha casa é o meu mundo

Eu tô cheia de coisa pra contar sobre a nossa última viagem de férias, mas é impossível não falar, antes, sobre o coronavírus, como isso afetou a minha rotina e também dividir algumas dicas para quem nunca trabalhou em home office e está se vendo nessa situação.

O mundo é a minha casa, mas, desde o dia 01/03, a minha casa é o meu mundo. Eu faço parte de um dos grupos de risco, porque tenho problemas respiratórios. Muito antes de ser recomendado pela OMS ou pelas autoridades, eu optei por ficar em casa, me concentrando o máximo possível nos meus estudos.

Há muito anos eu trabalho de casa e, graças a Deus, tenho conseguido me manter produtiva todo esse tempo. No doutorado, o processo de pesquisa e escrita ainda é bem solitário, e passo a maior parte do meu tempo estudando em casa.

Já na infância, meus pais me ensinaram sobre a importância de ter um cantinho separado pro estudo, de preferência fora do meu próprio quarto, com um cronograma a ser seguido. Eles sempre se esforçaram pra que isso fosse possível ao longo da minha vida e, depois dos meus 9 anos, o único período que tive uma estação de trabalho no meu quarto foi quando a Mivó ficou doente e morou com a gente.

Desde que casamos, sempre expliquei pro Felipe que era importante demais pra mim ter um canto separado em casa pra estudar/trabalhar. Pra mim, faz toda diferença me arrumar um pouco e ir pra um espaço dedicado ao estudo/trabalho. Ao entrar no home office, é como se ligasse uma chave dentro da minha cabeça que me diz que é hora de concentrar.

Sei que sou muito privilegiada pois nem todo mundo pode dedicar um cômodo da casa para o trabalho/estudo. Nesse caso, minha dica é encontrar um cantinho na sua casa que você possa se concentrar e, se for o caso, deixar claro pras pessoas que moram com você que aquele é seu horário de estudo/trabalho.

Eu admito que a pandemia covid-19 atrapalhou um pouco a minha capacidade de concentração, afinal são muitas notícias e muita coisa acontecendo muito rápido, sem contar a preocupação com nossos pais, familiares e amigos que estão tão longe de nós nesse momento. No entanto, tentei não alterar muito o meu cronograma diário, que é mais ou menos assim:

  1. Acordo cedo e rezo, lavo meu rosto, tomo um bom café da manhã, faço exercício físico por 30min (em casa mesmo!), tomo um banho tranquilo, cumpro a rotina de skincare (nada mirabolante), visto meu combo T-shirt + calça de moletom (tão confortável quanto um pijama, mas não é pijama, então meu cérebro entende que não to em casa pra descansar), medito a Palavra de Deus com calma, escrevo minha to-do list e vejo meus e-mails.
  2. Entre 10h e 10h30 faço minha 1ª pausa para comer, que é chamada “colação”. Em geral, tomo um café com leite e como um mix de castanhas com frutas secas + queijo ou algum embutido (proteína).
  3. Terminada a pausa pra colação, volto pro escritório pra trabalhar. Quando não estou conseguindo me concentrar direito, coloco um relógio de pulso, que é o tipo de coisa que a gente só usa quando vai pra rua. Em tempos de covid-19, se você quiser usar um relógio ou algum outro acessório em casa, é recomendável que esteja adequadamente higienizado.
  4. Pra me manter bem hidratada, deixo uma garrafa de água de 500ml do meu lado e, na 1ª pausa, faço também um chá de limão com gengibre (que coloco num copo de 500ml do Starbucks). Se não fizer isso, as chances de me esquecer de beber água são muito grandes. Quando acabo o 1º copo de chá, faço outro. Pra mim, chá é reconfortante, que me mantém hidratada e evita que me entupa de cafeína.
  5. Entre 12:30 e 12:50 toca o alarme que me lembra de fazer o almoço. Durante a semana, os almoços aqui em casa são super práticos, coisas que posso colocar no forno por +-20min ou 40min, e deixo os legumes cozinhando no vapor. Enquanto o almoço praticamente se faz sozinho, volto pro escritório e estudo mais um pouco (as vezes uso esse tempo pra organizar alguma coisa em casa).
  6. Depois do almoço, volto a trabalhar por volta de 15h. Entre 15h e 16h, tento produzir o máximo possível, porque sei que, nesse horário, a minha produtividade já começa a cair.
  7. Entre 16h e 16h30 faço a minha pausa para o lanche, graças ao alarme já pré-marcado no celular. Essa pausa é crucial: eu PRECISO de um bom café da tarde. Tomo café e como 2 biscoitos de arroz (substituto de pão) com geleia de morango + queijo ou algum embutido.
  8. Das 16h30 até 18h, sei que minha produtividade já está bem mais baixa do que o ideal, embora haja dias em que esteja tão focada que eu continuo produzindo bem (AMO quando isso acontece). Costumo planejar, pra esse horário, coisas mais leves, tipo estudar alemão ou russo, ler os jornais, imprimir os artigos que preciso ler pra tese, etc.
  9. 18h pontualmente toca o alarme me avisando que é hora de parar e começar a pensar no jantar (sopa no frio, salada no calor).
  10. Assisto TV com o marido, tomamos chá e dormimos cedo. Procuro largar o celular as 21h, planejando dormir as 22h. Essa 1h sem celular antes de dormir é fundamental pra mim. Acredito que disciplina é liberdade, e uma boa noite de sono é necessária pra que eu encare a rotina de forma leve e tranquila.

No mais, sigo em oração, e espero que o mundo inteiro consiga superar logo esse momento tão indescritivelmente difícil. Enquanto isso, ficamos em casa, fazendo a nossa parte pra achatar a curva de contaminação e, assim, dar uma melhor chance aos profissionais de saúde que estão na linha de frente de atendimento.

Fiquem em casa, cuidem-se, cuidem das pessoas ao seu redor praticando o distanciamento social, mas também mandem mensagens/telefone pras pessoas queridas, marquem um café virtual, não deixem de conversar uns com os outros.

Como disse Albus Dumbledore, nós somos tão fortes quanto a nossa união, e tão fracos quanto a nossa desunião.

O Museu dos Instrumentos Musicais em Bruxelas

Conhecido como “MIM”, o Museu dos Instrumentos Musicais em Bruxelas (Musical Instruments Museum) reúne uma impressionante coleção dos mais variados instrumentos musicais de diferentes épocas e lugares do mundo.

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Criado em 01 de Fevereiro de 1877, o MIM era ligado ao Conservatório Real de Música de Bruxelas. Desde 11 de janeiro de 1992, o MIM faz parte dos Museus Reais de Arte e História, tendo sido reconhecido, por decreto real, o caráter científico das atividades do museu.

O Museu dispõe de 4 galerias, e cada uma delas ocupa um dos seus andares. A primeira galeria, “Musicus mechanicus”, corresponde a coleção de instrumentos mecânicos, elétricos e eletrônicos. O principal objeto desta exposição é o componium do século XIX, um grande instrumento musical que imita o som de uma orquestra inteira e automaticamente compõe diferentes músicas.

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A segunda galeria é a sala dedicada aos instrumentos musicais tradicionais, começando pela Bélgica, passando por uma série de tradições culturais europeias e chegando as diferentes manifestações culturais pelo mundo todo. Nesta galeria, podemos ver de perto gaitas de fole da Escócia e também de outros lugares do mundo, além de instrumentos musicais feitos por monges do Tibet com ossos, e também tambores africanos dos mais variados.

A terceira galeria conta com uma exibição temática, cronologicamente organizada da música clássica ocidental, explorando desde os anos medievais, passando pela renascença e chegando ao século XIX.

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A quarta e útlima galeria é uma sala inteiramente dedicada a contar a história dos pianos e teclados no mundo ocidental, com peças bastante impressionantes.

Particularmente, eu achei o MIM bastante interessante. Acho que é o tipo de museu que encanta principalmente quem tem algum tipo de conexão com a música, seja profissional ou afetiva (que é o meu caso). De todo modo, acho que vale a visita.

O ingresso para adulto custa €10, e a entrada é gratuita para crianças e adolescentes até os 18 anos de idade.

Você sabe o que é Disney bounding?

Nesta nossa última visita a Disneyland Paris, eu acabei fazendo um Disney bounding acidental do Woody. Mas você sabe o que é Disney bounding?

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O termo “Disney bounding” define uma maneira mais sutil e fashion dos #disneyfreaks mostrarem seu amor pela Disney. Ao invés de usar uma fantasia completa de algum personagem (como os cosplayers fazem), os Disneybounders se vestem no dia a dia de uma maneira estilosa inspiradas por um personagem em particular.

Essa é uma maneira bastante inteligente de homenagear seu personagem favorito inclusive numa visita a um dos parques da Disney pelo mundo, já que, exceto nas noites de festa de Halloween (a Mickey’s Not-So-Scary Halloween Party), é terminantemente proibido que qualquer pessoa com mais de 14 anos entre nos parques fantasiados.

Desse modo, os Disneybounders se inspiram em personagens do mundo Disney para criar seus #looksdodia de uma maneira fashion e criativa, porém pouco óbvia, porque não é de fato uma fantasia, e pode até passar despercebido pra quem não é tão ligado nos personagens da Disney assim.

O termo foi criado por Leslie Key em 2011, de uma maneira acidental. Ela criou o blog DisneyBoundcomo mais um blog de fãs da Disney, onde ela contava sobre sua alegria antecipando uma visita ao Walt Disney World – seria a sua primeira viagem para o complexo desde a infância. Ela estava se preparando pra ir pra Disney, ou seja, Disney bound.

Em um determinado final de semana, Leslie começou a criar looks inspirados nos seus personagens favoritos da Disney. A resposta dos leitores foi tamanha que ela transformou o foco do seu blog em criar looks Disneybounding.

Hoje em dia, o termo é adotado por fãs da Disney do mundo inteiro que se inspiram nos personagens para criar looks interessantes tanto no dia a dia quanto para ir aos parques.

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E aí que, acidentalmente, eu fui pra Disneyland Paris com um lookinho Disneybound, inspirado no Woody, o caubói de Toy Story! Eu tinha separado outro lookinho pra ir pro parque e acabei modificando poucos minutos antes de sair do hotel pra poder atender a previsão do tempo (temperaturas oscilantes e chuva)!

Eu acho que já falei algumas vezes por aqui que roupa de parque tem que ser prática e confortável, e é óbvio que eu sigo a risca esse meu próprio conselho. Geralmente eu gosto de ir pros parques com T-Shirt da Disney (na maioria das vezes, comprada em algum dos parques mesmo) e orelhinhas (óbvio), mas a previsão de temperatura não permitia deixar os bracinhos de fora, e meus casacos da Disney não eram quentes o suficiente pra enfrentar o dia de inverno. Aliás, os parques da Disneyland Paris costumam ser bem frescos, mesmo no verão (na minha última visita com meus pais, em setembro de 2018, tive até que comprar um moletom do Darth Vader pro meu pai!), então é preciso vestir-se adequadamente pra não passar perrengue.

Meu Disneybounding foi acidental mesmo: eu só percebi que tava a cara do Woody quando cheguei no parque e coloquei minha mochila (que também era estampada com os personagens de Toy Story!) na esteira do raio x (para entrar nos parques da Disney, é um procedimento comum).

Reparem só: os tons da minha camisa xadrez (Uniqlo) eram muito parecidos com a camisa do Woody! E a calça de veludo azul (COS) fez as vezes da calça do caubói. E aí, como bom Disneybounding, o colete de estampa de vaca do Woody foi substituído por esse casaco mostarda quentinho e impermeável (Esprit). Eu também estava de bota, porém minha bota ortopédica era preta, e não marrom como é a do Woody – a famosa licença poética. Ao longo do dia, comprei o gorro do Mickey pra proteger minhas orelhas do vento gelado, e o tom terroso lembra o chapéu do nosso caubói favorito.

Gostaram do meu primeiro Disneybound?

Tudo o que você precisa saber sobre o FastPass da Disneyland Paris

Nós estamos de férias e começamos (mais) essa nossa road trip pela Europa por Paris por um motivo muito especial: desfrutar do meu presente de aniversário! Não fosse a greve dos transportes (que continua) na França, nós teríamos ido pra Paris no dia 06/12 para comemorar meu aniversário com apenas 2 dias de atraso na Disneyland Paris. Mas Deus sabe o que faz, e a gente conseguiu remarcar tudo o que já estava pago para o primeiro final de semana de fevereiro, dando start nas nossas férias de um jeitinho bem mágico.

Nesta nossa visita ao complexo Disneyland Paris, nós decidimos testar uma das modalidades de Fastpass (eu já expliquei como funciona o Fastpass do Walt Disney World Resort aqui) que estão disponíveis na divisão européia do lugar mais feliz do mundo. Na Disneyland Paris, os visitantes podem optar por comprar uma das categorias do Super Fastpass ou do Ultimate Fastpass.

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pulseira do Ultimate Fastpass (os charms e a pulseira são Pandora, coleção exclusiva dos parques da Disney)

Como nada nos parques, o Fastpass não sai barato, mas ele ajuda a otimizar bastante o tempo, principalmente para quem não suporta filas e/ou está visitando ambos os parques em um único dia. Além dessas opções de Fastpass pago, as atrações da Disneyland Paris e do Walt Disney Studios oferecem Fastpasses normais, nas maquinas ao lado dos brinquedos, mas estes requerem um pouco de organização pra que você não se embole nos parques e acabe não desfrutando bem da sua visita.

Os Super e os Ultimate Fastpasses são oferecidos em quantidade limitada, e custam a partir de €30 por pessoa (adulto ou criança) até €120 por pessoa na baixa temporada. Por sua vez, na alta temporada, esse “fura filas autorizado” custa a partir de €45 por pessoa podendo chegar até €150. Lembrando que estes bilhetes Super & Ultimate Fastpass são adicionais aos ingressos normais dos parques, que custam a partir de €80 (preço do ingresso de criança de 3 a 11 anos para visitar 1 parque) até €107 (preço do ingresso individual para pessoa a partir dos 11 anos para visitar os 2 parques em um único dia).

Mas o que são, de fato, os Super e os Ultimate Fastpass? Eu te explico.

O Super Fastpass pode garantir um acesso rápido às atrações “para a família” e/ou um acesso rápido às atrações “grandes emoções”.

Já o Ultimate Fastpass garante um acesso rápido a todas as atrações Fastpass listadas (“para a família” e “grandes emoções”), ou acessos rápidos ilimitados a todas as atrações Fastapass listadas.

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tabela atual dos preços e atrações de Super Fastpass e Ultimate Fastpass na Disneyland Paris

Ou seja: há dois tipos diferentes de Super Fastpass e outros dois tipos diferentes de Ultimate Fastpass. Consequentemente, há quatro preços diferentes.

Nós optamos por comprar o Ultimate Fastpass ilimitado, porque meu plano era aproveitar beeem o meu presente de aniversário e eu queria repetir algumas das minhas atrações favoritas (tipo Tower of Terror, Space Mountain e Star Tours) sem filas. Compramos online, junto com o ingresso dos parques e, chegando ao complexo Disneyland Paris, fomos até um dos guichês para trocar o voucher pelo Fastpass propriamente dito.

A diferença da compra online do Fastpass para o ingresso é que o ingresso comprado online já é um ingresso válido, que deve ser obrigatoriamente impresso e apresentado na entrada dos parques (de acordo com as informações disponíveis no site da Disney). Por sua vez, o Fastpass comprado online gera um voucher, que deve ser trocado por um ticket Fastpass no guichê, acompanhado de uma pulseira indicativa da categoria de Fastpass comprada.

Nesse ticket Fastpass, são impressas as atrações com acesso rápido incluídas na sua experiência, bem como a data de uso e o tipo de Fastpass escolhido. No caso das opções Super Fastpass e Ultimate Fastpass de um acesso rápido, os funcionários dos parques (os famosos cast members) fazem uma anotação de que você já usou seu Fastpass naquele brinquedo, evitando assim o uso indevido. Na opção Ultimate Fastpass acesso ilimitado, os cast members apenas conferem a data impressa no ticket Fastpass e a pulseira individual.

E o que eu achei do Ultimate Fastpass ilimitado?

Bem, pra começar, é um serviço caro sim. Mas devo reconhecer que é uma opção bastante eficaz que a Disney implementou, garantindo que vamos otimizar o passeio nos parques, principalmente considerando que os parques Disneyland Paris e Walt Disney Studios não só podem facilmente ser conhecidos num único dia como a maioria das pessoas que os visitam fazem justamente isso. Diferente do complexo Walt Disney World, os parques da divisão européia costumam ser um destino “consequência” de uma viagem para Paris (a menos que você seja Disney freak assumido como eu) e os visitantes em geral dedicam mesmo um só dia para ambos os parques.

#daytrip de Berna para Zurique

Embora Berna seja a capital da Suíça (e é por isso que as embaixadas ficam aqui), Zurique é a maior cidade do país, além de ser um importantíssimo centro financeiro internacional. Desde que chegamos aqui, fui 2 vezes para Zurique de trem – coincidentemente, duas segundas feiras.

O percurso entre as bahnhofs de Berna e Zurique dura 01h02 (as vezes uns minutinhos menos), e o passe diário, que permite pegar qualquer horário de trem para ir e voltar custa 51 francos. Há trens a cada meia hora ligando as duas cidades.

Enquanto Berna é pequenininha e tem até um clima de interior, Zurique tem mais jeito de cidade grande mesmo, com prédios mais altos que se confundem na paisagem da Altstadt, um comércio mais diversificado (inclusive com flagships das principais marcas de luxo mundiais) e uma vida mais agitada mesmo.

Pra quem vai conhecer Zurique, passear pela cidade velha é uma das principais atividades. O rio Limmat torna a paisagem da cidade velha (Altstadt) de Zurique algo bem lindo de se ver, principalmente em dias claros de sol. Eu dei sorte porque, em ambas days trips que fiz até o momento, os dias foram bem bonitos e agradáveis!

Falando a bem da verdade, ainda não fui pra Zurique com objetivos turísticos, e se Deus quiser não há de faltar oportunidades para visitar a cidade com este fim e, enfim, dividir com vocês as minhas dicas!

Montreux Noël

No último final de semana, pegamos o Bolinha e fomos até Montreux para conhecer um dos principais mercados de Natal da Suíça.

Pra quem nunca visitou um mercado de Natal europeu, a melhor definição possível é “festa junina só que com decoração de Natal”. Até as comidas e bebidas são parecidas (to falando de você, vin chaud).

Montreux Noël completa 25 anos de existência, comemorados com muita comida boa e atrações legais para todas as idades junto ao Lago Leman.

A entrada é gratuita, e a principal atração é, certamente, a enorme roda gigante. Mas a natureza não decepciona, e a vista do Lago Leman e dos Alpes é uma atração à parte.

O mercado funcionará até o dia 24 de dezembro, e todas as informações podem ser encontradas no site oficial.

De volta pra Milano!

No primeiro final de semana de novembro, demos um pulinho em Milão. O objetivo da viagem era abastecer o guarda roupa de inverno (mesmo contabilizando a passagem de trem e o hotel, saiu muito mais barato do que comprar roupa de inverno na Suíça!) e comer comida japonesa (é, eu sei, parece doideira, mas comida japonesa em Milão é absurdamente mais barato do que comida japonesa na Suíça).

Mesmo debaixo de chuva, é claro que também desfrutamos um pouquinho da cidade, inclusive revisitando lugares que já tínhamos conhecido na primeira vez que fomos pra lá. Passeamos pela Galeria Vittorio Emanuele, pela praça da Duomo, pelos jardins do Castello Sforzesco, pelo parque Indro Montanelli, entre outros.

Voltamos, também, nas Colunas de San Lorenzo. Interessante que, dessa vez, nós prestamos muito mais atenção na Basílica de San Lorenzo e na estátua do Imperador Constantino, que promulgou o Édito de Milão, determinando que o Império Romano seria neutro em relação às crenças religiosas, acabando com as perseguições. Em tempos de intolerância religiosa, voltar ao passado pode nos ensinar lições valiosas.

Pra não dizer que não dei dicas gastronômicas, a pizza do Nápiz é divina e o atendimento é nota mil.

Maison Cailler

Desde 1898, na região de Gruyère, encontramos uma das mais tradicionais fábricas suíças de chocolates: a Maison Cailler. Fundada por François-Louis Cailler, a Maison Cailler é a marca de chocolates mais antiga da Suíça.

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A sede da Maison Cailler é uma das poucas fábricas de chocolate na Suíça que abrem suas portas aos visitantes. É possível fazer um tour pelas instalações, e o ingresso individual custa 15 CHF por adulto (12 CHF para estudantes e idosos, e também para grupos de 10 a 20 adultos), e a visita é gratuita para crianças acompanhadas por adultos pagantes.

Mas você também pode visitar a loja da Maison Cailler e tomar um cafezinho na cafeteria, pagando só o que consumir por lá – foi isso que nós fizemos. Além dos chocolates que cobrem diversas paredes, a loja oferece diversos souvenires interessantes para todos os gostos e bolsos.

Um dia em Luxemburgo

Quando estávamos no nosso trânsito em Frankfurt, nós fomos passar um dia em Luxemburgo – ou melhor, no Grande Ducado de Luxemburgo. Cada trecho da viagem durou cerca de 3 horas de carro. Luxemburgo tem uma área de aproximadamente 2586 km², e uma população de pouco mais de meio milhão de pessoas.

 

Nós estacionamos o carro aos pés da cidade histórica, e subimos caminhando. Basicamente, ficamos andando pelo centro histórico por algumas horas. Almoçamos no Bistro Art Scene, passamos em frente da Catedral de Notre Dame de Luxemburgo e do Palácio Grão-Ducal, observamos o monumento Gëlle Fra e a Ponte Adolphe, e passeamos pela Praça Guillaume II.

Luxemburgo é bem pequenininha, porém muito simpática.

O que fazer em Frankfurt am Main?

Nós passamos o nosso trânsito (um período de 15 dias – uma tradição herdada de tempos mais antigos quando podia-se demorar muitos e muitos dias para se chegar ao destino – que podemos passar em qualquer lugar do mundo que não seja o posto de origem e o novo posto) na Alemanha. Tem post sobre o nosso trânsito na ida pra Armênia aqui.

Nós viajamos de Zurique até Frankfurt de carro, e o percurso durou quase 6 horas por conta das obras nas estradas alemãs. Dessa vez, nós decidimos fazer a cidade natal de Anne Frank de base, e sair apenas para day trips, porque o objetivo era ficar mais tranquilo e relaxar um pouco.

Frankfurt é o centro financeiro da Alemanha, e o maior centro financeiro da Europa continental. Nesta cidade, que tem o custo de vida mais elevado da Alemanha e é a 10ª cidade mais cara do mundo, encontramos as sedes do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt.

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Um dos pontos turísticos de Frankfurt é a Goetheplatz, em homenagem a Johann Wolfgang von Goethe, nascido em Frankfurt no dia 28 de agosto de 1749. Até hoje, Goethe é considerado o mais importante escritor alemão.

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Outra atração turística de Frankfurt é a ponte de ferro (Eiserner Steg), que foi erguida em 1869 para ligar o centro antigo ao bairro de Sachsenhausen. Essa ponte exclusiva para pedestres tem cerca de 174 metros de extensão, e é tomada por “cadeados do amor”, que estão pendurados praticamente nela toda.

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A região de Römerberg atrai muitos turistas. Nesta área, provavelmente no século I, foram estabelecidos assentamentos romanos, e é possível até hoje encontrar alguns objetos daquela época. O complexo de prédios Römer, sede da administração da cidade de Frankfurt desde o século XV, fica nesta praça. Neste local, inúmeras coroações imperais aconteceram, além de várias feiras de comércio e um tradicional mercado de Natal que acontece até os dias de hoje. Por conta disso, essa praça é o coração histórico da cidade antiga (Altstadt) medieval. Nesta mesma região, se encontra o Museu Histórico de Frankfurt (Historisches Museum Frankfurt), que nós visitamos. O ingresso de adulto para a exibição permanente do Museu Histórico de Frankfurt custa €8, e demais informações (como, por exemplo, horário de funcionamento) podem ser encontradas no site oficial.

Mesmo considerando as outras atrações turísticas que nós não visitamos (como, por exemplo, a Catedral de Frankfurt), eu acredito que 2 dias em Frankfurt são mais do que suficientes para fazer todos os passeios turísticos – 3 se você pretender ir um pouco mais devagar e/ou tiver planos de fazer compras.