Novas descobertas culinárias em Ierevan

Acabei de me dar conta de que o último post sobre nossas comilanças aqui em Ierevan já tem mais de mês!

De lá pra cá, repetimos muitos dos nossos restaurantes favoritos – porque já deu pra eleger os favoritos – mas também fizemos novas descobertas. Algumas boas, outras ótimas, e algumas outras mais ou menos.

  • Mamoor

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Este restaurante, que fica na Abovyan, é muito charmoso e tem uma comidinha deliciosa. Descobrimos recentemente que a rua Abovyan é, historicamente, o reduto dos restaurantes boêmios e tradicionais da cidade. Nós experimentamos a costela de porco (eu sempre), e estava muito boa. Vem acompanhada por alguns tipos de purê de batata, o que dá um sabor especial ao prato. Mas o que eu mais gostei mesmo desse restaurante foi poder observar os cozinheiros em ação, já que a cozinha tem uma janela ampla de vidro para o restaurante.

  • Le Petit Paris

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Outro cantinho delicioso na Abovyan, tem um menu sucinto e saboroso. O dia que escolhemos para conhecer este restaurante estava chuvoso, meio melancólico, e nós nos sentamos junto à janela; ficou um cenário único! Fomos lá com o Léo, e nós 3 pedimos massa. Os pratos estavam bons, mas o destaque mesmo ficou por conta das sobremesas: nós ficamos perdidos sem saber o que pedir em meio à tantas opções! No final de contas, os eleitos foram lava cake (que, para nós brasileiros, é o famoso petit gateau), brownie, e bolo de nozes com morango.

  • Coffeeshop

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Este café tem talvez um dos serviços mais lentos que já testamos aqui em Ierevan, porém dispõe de diversas opções no cardápio que incluem Oreo na sua preparação. Consequentemente, a gente aguenta um pouquinho a lentidão e aproveita a delícia que é, por exemplo, o tiramisù de Oreo!

  • Bazaar

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Experimentamos este restaurante num dia de sol e calorzinho nessa primavera que chega lentamente em Ierevan: foi o primeiro dia que saí de mangas curtas pela cidade! Aproveitamos para nos sentar no sol e almoçamos deliciosas saladas.

  • Café Central

Um dos mais tradicionais cafés da Abovyan, tem um cardápio amplo e cheio de delícias. Nós resolvemos provar as carnes, e os pontos não vieram muito certos: Felipe pediu mal passado e veio ao ponto, e eu pedi ao ponto e veio bem passado. Mas ainda assim os pratos estavam muito saborosos, com molhos apimentadinhos, e bons acompanhamentos.

  • Dolmama

Finalmente fomos provar a comida do chamado melhor restaurante da cidade! Infelizmente, ficamos um pouquinho frustrados, mas acho que erramos mesmo na escolha dos pratos. O cardápio é um dos mais diferentes que vimos na cidade, e também o mais caro. Felipe pediu coelho e eu pedi frango: marido disse que o coelho estava muito bom, mas os acompanhamentos estavam um pouco sem tempero; eu gostei do molho que vem cobrindo o frango, mas achei o frango mesmo um pouco seco – talvez porque cortaram o peito muito grande. No meu prato, as romãs davam um gosto bem legal, mas achei que a alface e o tomate eram dispensáveis. Mesmo tendo ficado meio frustrados com nossos pedidos, já quero voltar pra testar algum outro prato e tentar tirar essa frustração do caminho!

  • Jazve Opera

A rede Jazve está espalhada por toda a cidade mas ainda não tínhamos testado! Os doces que pedimos estavam bons, mas achei o serviço bem ruim: não é só lento, como também desatento. Além disso, não aceitam cartão, o que pra mim é sempre ponto negativo. Mas a unidade em que fomos, que fica na praça da Ópera, tem ambiente agradável.

  • Anteb

Uma das melhores descobertas dos últimos tempos, este restaurante serve comida da “Armênia Ocidental” em largas e saborosas porções. De entrada, um pão diferente com um molhinho apimentado chamado Muhamara, e uma sopinha deliciosa chamada Mante. Como pratos principais, comemos churrasco de porco (pork barbecue) e kafta de carne (Adana Kebab). Bônus: a comida vem rápido.

  • August Cafeteria

Uma das opções próximas ao Cascade, com ambiente agradável e mesinhas na calçada. Eu pedi um bife bourguignon, e marido comeu risoto de frango. O prato do risoto é BEM grande, enquanto o bourguignon tem uma quantidade ok de comida. Ambos estavam bem saborosos, mas eu já sei que da próxima vez que formos lá vou querer comer um prato do risoto sozinha hihihi

  • Café La Bohème

Outro agradável café com mesinhas na varanda ao sol. Pedimos bruschettas de tomates e de parma para entrada, e estavam maravilhosas. Em seguida, comemos salada italiana e Gyumri, que são praticamente iguais: alface, tomate, queijo (parmesão na italiana e lori na Gyumri). A italiana vinha com parma, e a Gyumri com pastrami; o bônus da Gyumri era um molhinho apimentado. Estavam muito saborosas, mas eu colocaria um pouquinho menos de azeite pra temperar, porque as folhas ficaram meio oleosas demais.

Fiquei devendo fotos de alguns lugares a que fomos, e também alguns nomes de pratos, porém pretendo me retratar em breve destes esquecimentos. Infelizmente, entre uma descoberta e outra, aparece uma dorzinha de barriga que não me deixa esquecer que tirei a vesícula, e nos impede de explorar maiores novidades.

Нораванк

Ontem fizemos uma day trip com nossas visitas Helen, Rodrigo e Thomás até o Mosteiro de Noravank, que data do século XIII e fica a cerca de 130km de Ierevan.

Noravank foi fundada em 1205 pelo Bispo Hovhannes, e o complexo inclui a igreja de São João Batista (Surb Karapet), a Capela de São Gregório, e a Igreja da Santa Mãe de Deus.

O ponto alto da visita foi rezar junto com um padre da Igreja Apostólica, e receber a bênção! Nada melhor do que receber a bênção em um lugar de peregrinação num domingo.  

O lugar é belíssimo, no vale de Amaghu, cercado de montanhas, e o céu se abriu quando chegamos lá, deixando tudo mais bonito. A Igreja da Santa Mãe de Deus (Surb Astvatsatsin) só tem acesso por meio de uma escadinha bem duvidosa, e eu não me arrisquei a subir, já que meu pé doente me impõe certas limitações.

A viagem até lá é beeeeeeeem complicada, porque as pistas não são muito boas, e há uma serra no caminho, resultando em quase 3h de viagem pra cada trecho. Embora o Mosteiro seja belíssimo, e um lugar de peregrinação, eu não faço a menor questão de voltar lá por conta desse percurso de viagem péssimo.

O percurso de ida e volta em táxi que comporta até 6 passageiros e nos esperou durante o passeio custou 40mil AMD (cerca de 80 dólares). Nós almoçamos numa caverna na subida para o Mosteiro, e oferecemos o almoço para o taxista: a refeição para 6 pessoas custou 27mil AMD (cerca de 54 dólares) e comemos muito peixe, lavash, picles e batatas, acompanhados de água com e sem gás e 2 garrafas de vinho caseiro.

Plantamos uma árvore!

No último sábado, fomos convidados para participar do dia de plantar árvores num parque aqui nos arredores de Erevã!

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Achei tão bacana plantar uma árvore junto com o marido, e fiquei tão orgulhosa hihihi

Eu nunca tinha plantado uma árvore, e descobri que sou desajeitada também para isso, porém no fim das contas deu certo, e tá lá a nossa árvore plantadinha! Que ela cresça e dê flores e frutos!!

Looks do dia a dia em Erevã

Quem me conhece sabe que eu tenho um pézinho no mundo das modas: é assunto que me desperta interesse, curiosidade, e eu sempre gostei de explorar diversas possibilidades na hora de me vestir.

Sempre fui partidária daquela famosa frase: a gente se veste melhor no inverno. Sim, é possível se vestir melhor no inverno, mas quando o inverno é muito rigoroso como o que vivenciamos aqui na nossa chegada, percebi que nem sempre essa máxima é verdade: muitas vezes a vontade é usar moletom por baixo de um super casacão, só pra ficar quentinha mesmo. Além disso, depois de alguns dias de muito muito muito frio (estou falando dos dias em que os termômetros marcaram entre -0ºC e -20ºC),  rola mesmo uma preguiça de pensar nos looks. Some-se a isso a limitação dos sapatos (sempre bota, sempre impermeável, sempre antiderrapante, sempre a mais quente possível), e também ter que usar sempre roupa térmica.

Porém vez em quando eu achava que tava fazendo alguma coisa legal e acabava registrando – fosse pra mostrar pra todo mundo, ou só pra guardar pra mim. E hoje resolvi guardar aqui no blog, dividindo com vocês e relembrando os dias de frio extremo, e também celebrando a chegada da primavera com suas temperaturas mais amenas, permitindo não usar mais roupa térmica todos os dias e variar um pouquinho mais.

IMG_1102Eu registrei essa roupa ainda no hotel, nos nossos primeiros dias aqui, e sinceramente acho esse moletom do Donald a coisa mais bacana do mundo! Eu usei MUITO ele por aqui, e definitivamente não ficará aposentado no armário. Nesse dia, combinei o Donald, que é da Zara, com uma camisa de flanela e calça de moletom da Farm, e as botas que comprei aqui em Erevã, da marca RAF Kanian, e que me salvaram nos dias de frio intenso, já que, além de ortopédicas, são completamente forradas, pra esquentar bem os pézinhos.

IMG_1192Esse look eu usei pro meu primeiro “evento” aqui em Erevã, e até pulei fogueira com ela! Por cima, é claro que usei um casacão, porque foi justo na época em que estava fazendo -15ºC/-20ºC. O suéter de caxemira é Uniqlo, a camisa xadrez é Maria João e era da Mivó, a saia é da Animale, a bota é UNO (comprada também aqui em Erevã), e a bolsa é o meu xodó da Saint Laurent.

IMG_1206Outro look quentinho usando saia. O truque pra não congelar era usar calça térmica + legging + meia fio 80 + meia fio 40. Sim, as pernas ficavam bem roliças, mas a saia e a bota ajudavam a disfarçar essa consequência inevitável. O casaco é Luigi Bertolli, a saia Le Lis Blanc, e o cachecol é Kuna.

IMG_1242Esse casaco foi comprado no trânsito, e ele trabalhou muito! Ele é da Zara e é completamente forrado de pelinhos, então eu conseguia sobreviver bem ao frio com ele. O gorro de crochê preto é muuuuuito antigo, da Roxy, que usei bastante nos invernos de Orlando e, no Brasil, eu usava nos dias que tinha preguiça de lavar o cabelo e fazia um look trombadinha hihihihi (mas calma gente, ele tá limpinho, sempre higienizava ele depois que usava pra esconder o cabelo sujo hihihi)! O cachecol preto foi comprado na África. Não dá pra ver, mas eu estava de macacão de moletom da Farm. A bota é a mesma RAF Kanian, e a bolsa Gucci que já quase anda sozinha de tanto que eu tô usando.

IMG_1311Mais um look que usei pra ir em algum evento, dessa vez com casacão Mango, e camisa social e saia de chamois da Zara. Nesse dia eu lembro que senti um pouquinho de frio, porque faltou um suéter pra completar. Vivendo e aprendendo!

IMG_1528Eu não tenho maturidade pra duas coisas nessa vida: parkas militares e oncinha. Imagina como eu fiquei quando vi essa parka verde toda forrada de pelinhos que formam a estampa de oncinha na Zara?! Nem pensei duas vezes! E foi um ótimo investimento, porque, além de muito quentinho, ele combina com tudo o que eu tenho no armário, então já prevejo vida longa pra ele. Aí, combinei com suéter da Stradivarius, calça jeans térmica da Uniqlo (a única calça jeans que eu tava conseguindo usar em temperaturas até 5ºC, e mesmo assim com calça térmica e legging por baixo).

IMG_1619Nesse dia, a temperatura já tava beeeem mais agradável, tava sol (o que já inspira a usar mais cores), e, como nós íamos só ao cinema, deu pra usar o casaco de chamois (que também já é xodó) da Zara com uma blusa branca de algodão, e as já conhecidas calça jeans da Uniqlo, bota da RAF Kanian, e bolsa Gucci.

IMG_1634Esse foi look Zara total: a camisa jeans foi comprada no Brasil, e essa saia bordada foi paixão à primeira vista na Zara daqui.

IMG_1672Outro look total Zara, repetindo a saia do look anterior, porque quando é amor a gente tem que usar muito mesmo, combinado dessa vez com esse moletom amarelo com mangas amplas que é quentinho. Achei que rendeu um look bem fofo.

IMG_1863Taí de novo o casaco da Luigi Bertolli trabalhando, dessa vez com suéter preto de gola ampla Mango, calça de veludo Zara, bolsa Swains que era da Mivó, e bota Ugg (uma das melhores compras da vida). E, sim, eu tava me ~achani~ com o cabelo cacheado hihihi

IMG_1965Desde que as temperaturas começaram a ficar acima dos 12ºC, esse trench coat da Burberry não parou de trabalhar. Durante a visita do Léo, praticamente só andei com ele! Eu amo trench coat, acho lindo, acho prático, eles protegem do vento e não deixam que eu fique molhada, que é uma das 3 coisas que eu mais detesto na vida. Com as temperaturas bacanas e sob o sol, já dá pra usar calças jeans normais, e essa é da Cantão, que acomodou bem roupa térmica quando foi necessário. E, a alegria absoluta, sair de All Star.

IMG_2319No dia da nossa visita à Khor Virap, o tempo tava meio esquisito, meio chovendo, meio nublado, então eu saí agasalhada e protegida contra a chuva. O trench coat azul marinho é da United Colors of Benneton, comprado na lua de mel. O cachecol amor eterno e verdadeiro é da Mango, e a mochila é Prada. A calça azul é outro amor eterno e verdadeiro, da Uniqlo. Essa calça também é térmica, e é uma das peças de roupa mais confortáveis que eu tenho. Nem preciso dizer que ela já quase anda sozinha né. A bota é a mesma da Ugg, que também quase anda sozinha depois desse inverno, e que eu acho que usarei até mesmo no verão, se chovendo estiver. Veremos.

IMG_2698Olha o combo trench coat Benetton + botinha da Ugg de novo! Esse look foi do último sábado, e tava ventando, meio com jeito de chuva, e aí eu não me arrisco – quanto mais tomando antibiótico pra combater a crise de sinusite. A calça marrom é da Animale, e o suéter que quase não apareceu é Kuna.

IMG_2724E aí chegou o domingo de Páscoa, lindo, pleno, de sol e céu azul, que permitiu que eu finalmente usasse a saia mais amor da primavera, que eu comprei já tem mais de mês na Zara e tava esperando o tempo ficar bom o suficiente para usá-la! E que estréia melhor do que na missa de Páscoa?! Estréia abençoada! A tshirt é Bershka, e a sapatilha é Usaflex. Eu levei também o trench coat da Burberry, e um cachecol grande da Zara, no mesmo tom de rosinha, com o qual me cobri durante a missa. Além disso, usei meia calça cor da pele fio 40, porque o frio nas pernas ainda é real.

IMG_2746E esse look veio direto do stories do instagram, mostrando a alegria da pessoa em usar macacão jeans e uma jaqueta de tricô básica pra sair pra almoçar! E se eu contar pra vocês que até tirei a jaqueta no sol?! Alegria demais, gente! Eu sou muito fã de macacão, tenho vários, e não acho que existe peça mais confortável nessa vida. Sempre amei, sempre usei, desde pequenininha e até hoje, e mesmo quando “não tava na moda” eu usava (aspas usadas porque eu acho esse conceito muito relativo, talvez um dia eu discuta isso por aqui). E eu amo usar macacão com camisa social/de golinha, acho que fica muito interessante. Esse macacão é da Cantão, a camisa xadrez é Hollister, a jaqueta de tricô é Oh, Boy!, a bolsa é Gucci velha de guerra, e o All Star de oncinha foi uma edição especial para Farm.

Missa de Páscoa em Etchmiadzin

Nosso domingo de Páscoa foi muito especial: participamos da Missa na Catedral de Etchmiadzin, que é a igreja mãe da Igreja Católica Armênia, e é considerada a igreja mais antiga do mundo!

IMG_2726A igreja original foi construída no começo do Século IV pelo patrono da Armênia, São Gregório o Iluminador, em seguida da adoção do Cristianismo como religião do Estado pelo Rei Tirídates III, substituindo um templo pré-existente, simbolizando a conversão do paganismo para o Cristianismo. O centro do atual prédio foi construído em 483/4 por Vahan Mamikonian depois que a catedral foi severamente danificada pela invasão Persa. Desde a sua fundação até a segunda metade do Século V, Etchmiadzin foi a sede dos Catholicos, a suprema liderança da Igreja Armênia.

IMG_2727Ainda que jamais tenha perdido sua importância, a catedral passou por séculos de negligência, sendo restaurada em 1441. Desde então, a Santa Catedral de Etchmiadzin é a sede administrativa da Igreja Armênia, e foi listada pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade no ano 2000.

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A missa solene, com duração de mais de 2h, foi celebrada pelo Patriarca Karekin II, e, embora eu não entenda a língua armênia, meu coração entendeu tudo o que a fé transmite. Foi emocionante e inesquecível, tornando a nossa primeira Páscoa fora do Brasil super especial!

Ainda precisamos voltar a Etchmiadzin para conhecer tudo com calma, já que o propósito da nossa visita no Domingo de Páscoa não era turístico, mas não poderia deixar de registrar aqui um dia tão especial.