28 dias viajando

Hoje começa nosso primeiro afastamento e passaremos 28 dias viajando e aproveitando as férias, se Deus quiser! Serão 6 países diferentes e, embora já seja primavera por estas bandas, há previsão de temperaturas variando entre 10ºC e 30ºC.

Além do limite de bagagem despachada ser de uma mala de 23kg por pessoa, não queríamos ficar carregando muito peso de um lugar pro outro, porque, como se pode prever, faremos diversos deslocamentos. Adicione-se à mala despachada uma mala de mão pra cada um, que vocês já conhecem daquele post sobre as malas pro fim de semana em Moscou. A organização das malas fica por conta dos packing cubes da Carpisa e também da Sestini, comprados na Le Postiche.

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Pro marido, a mala é sempre mais fácil de se fazer. Pra mim, confesso que comecei a pensar com bastante antecedência nos looks que levaria nessa viagem, escolhendo uma paleta de cores que me permitisse as mais variadas combinações entre todas as peças. Esse foi o critério principal pra montar uma mala que eu considero compacta: a escolha de peças que combinem entre si; eu posso usar todas as peças umas com as outras, resultando em muitas, muitas combinações.

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Incluindo as peças que usarei para voar, eis as eleitas para os próximos 28 dias: 1 trench coat, 1 saia, 1 salopete jeans, 3 camisas, 4 blusas de manga comprida, 4 camisetas de alça, 4 tshirts, 1 cardigan de cashmere, 1 jaqueta impermeável/corta vento, 1 calça preta, 1 calça jeans, 1 short jeans, 1 legging, 2 cachecóis leves, 1 biquíni e 1 vestido, além de 2 pijamas e as roupas de baixo. Somem-se a estas peças de roupa 2 cintos, 1 mochila, 1 bolsa tiracolo, 2 sandálias, 2 tênis, 1 sapatilha e 1 chinelo, além da bolsa Longchamp que exerce o papel de item pessoal no avião. Na foto acima, aparece 1 saia e 1 macacão jeans a mais do que eu resolvi levar na viagem: tinha separado essas 2 peças pra irem na bagagem, porém eu decidi por deixá-las em casa porque acho que poderia acabar não usando e eu detesto peso morto na mala. Além disso, substituí o short de linho que aparece na foto pelo vestido supracitado.  

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Muita gente argumenta que não se deve levar mais de 4 pares de sapatos em uma viagem, e eu concordo que é o tipo de coisa que pesa e ocupa bastante espaço, mas, por conta da minha dor crônica no tornozelo direito, eu me permito exceder esse “número mágico”, principalmente por se tratar de viagem tão longa.

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A seleção dos itens de higiene pessoal também foi criteriosa: repeti a fórmula da viagem do fim de semana em Moscou e escolhi miniaturas de escovas e pasta de dentes, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on, lenços umedecidos, absorventes e protetores diários. Também escolhi alguns poucos itens de cuidados com as unhas pra tentar manter alguma dignidade.

Na Longchamp, os mesmos itens de todos os vôos: álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Furla, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

Se nós não tivéssemos obrigatoriamente que despachar malas por conta dos remédios líquidos cujas embalagens excedem os 100ml permitidos a bordo, viajaríamos só com as malas de mão mesmo, ainda que fosse necessário cortar alguns (poucos) itens, já que fiz o teste e todos os packing cubes caberiam nas malas de mão. Mas já ficamos super satisfeitos com o limitado número de itens que escolhemos para passar quase 1 mês viajando. Em outras épocas, eu certamente teria muito mais dificuldade de despachar uma mala compacta assim!

Nesse período de férias, pretendo manter o blog atualizado tanto quanto possível, e vocês também podem acompanhar nossas aventuras pelo instagram e pelo twitter!

Bons socialistas podem usar peças caras

Outro dia eu estava lendo a GQ e me deparei com uma matéria muito interessante, e que me despertou vontade de inaugurar nova categoria aqui no blog: Opinião & Política. Há tempos eu já pensava em abrir um espaço no blog pra falar sobre questões amplas do dia a dia, e acho que assim é uma boa oportunidade para começarmos: discutindo um pouquinho de moda, política, modelos sociais e sociedade de consumo.

Desde que eu me lembre, eu sou de esquerda e me defino como socialista. Na faculdade, os debates eram sempre quentes, porque eu costumava estar muito mais à esquerda nas minhas opiniões do que todos os colegas. E, por mim, tudo bem, porque eu acho que é assim que a gente cresce e aprende. Do mesmo jeito, eu sempre gostei de comprar boas peças de roupa e, principalmente, boas bolsas que terão vida longa no meu armário, o que significa, na maior parte do tempo, um investimento mais alto de dinheiro em uma única peça. Pra completar, eu sou Católica com cada fibra do meu ser, e defendo veementemente que Jesus Cristo foi o maior socialista que já existiu. Numa primeira e superficial avaliação, isso tudo pode parecer contraditório, e já sofri grandes condenações por conta desse meu jeitinho.

Esse post tem por objetivo explicar que gastar mais dinheiro em uma única coisa não me torna menos socialista do que quem usa roupas baratas. Na verdade, quem usa roupas baratas pode ser ainda menos socialista e ter um comportamento muito mais contraditório do que o meu porque, quanto mais baratas são as roupas, maior a probabilidade de que elas tenham sido confeccionadas a partir de uma mão de obra mal remunerada, explorada em fábricas espalhadas pelo mundo todo. De modo bastante simplificado, o socialismo nada mais é do que o controle democrático dos meios de produção, com a distribuição igualitária de renda para o proletariado.

Quem condena sumariamente o consumo de artigos mais caros pode ser culpado de saber o preço de tudo e o valor de nada. Explico: muitas marcas vendem excelentes produtos por um preço muito baixo, e deviam ser louvadas por fazê-lo, mas, na sua grande maioria, as peças mais baratas nas lojas são o resultado de enormes custos alheios ao consumidor final e, principalmente, ao dono da loja, que lucra – e muito – com cada venda. Na indústria têxtil, são inúmeras as denúncias de trabalho escravo, principalmente na China e na Índia, mas também no Brasil. Pra vender uma peça por um preço muito baixo, há que se questionar as duvidosas condições de trabalho no processo produtivo. Comprar em grandes lojas de fast fashion como Zara, Forever 21, H&M, C&A, Mango, entre tantas outras, significa financiar a desigualdade social no mundo: quanto mais um único ser humano acumula, menos as outras mais de 7 bilhões de pessoas terão para dividir.

A indústria de roupas de massa é uma das que mais polui no planeta, desde os pesticidas usados nos campos de algodão até os processos de lavagem e tingimento usados para criar um par de calças jeans. E, mesmo se o algodão é orgânico, o seu cultivo requer uma quantidade imensa de água: os têxteis usados para produzir uma t-shirt e um par de jeans podem consumir mais de 5 mil galões de água no seu processo produtivo, por exemplo. Para piorar, a tendência da moda rápida (ou fast fashion) significa que, hoje, os consumidores usam suas peças apenas metade do tempo em relação aos hábitos de 15 anos atrás – isso quando não usam só por um período minúsculo (geralmente, de 1 semana a 3 meses) em que “está na moda”, tornando-as peças descartáveis. Ademais, as roupas em si mesmas são fabricadas, em sua maioria, a partir de uma mistura de materiais, o que as torna produtos extremamente difíceis e custosos de se reciclar (poliéster, I’m talking to you). Fabricar roupas exige grande dispêndio de recursos ambientais: gasta-se dinheiro, água, luz, produtos químicos para tingir tecidos, mão de obra para produzir, transporte, armazenamento e venda, e dispor de todos esses recursos com roupa que é pouco usada ou descartada rapidamente é vergonhoso.

Por outro lado, peças que apresentam preços mais altos, inclusive os itens de luxo, são feitas à mão por artesões que receberão salário condizente com o que produzem, usando das habilidades que desenvolveram ao longo de muitos anos. Em uma fábrica italiana de ternos, por exemplo, nota-se claramente que as peças são feitas por verdadeiros e cuidadosos artistas. Gastar mil euros em uma única bolsa francesa ou em uma jaqueta italiana corresponde a um investimento nas pessoas que participaram do processo produtivo e na economia; investe-se na hereditariedade, no treinamento e, muitas vezes, em negócios pequenos, que começaram a partir do sonho de uma única pessoa, ou de uma família, que investiu tempo, dinheiro e habilidade para produzir uma peça de qualidade única e incomparável. O preço de uma peça assim não é um valor arbitrário, ou escolhido aleatoriamente, mas para representar o custo dos materiais, da mão de obra e da sua chegada ao mercado. É claro que nem todo mundo pode gastar altas quantias em uma única peça, mas uma jaqueta que custa, por exemplo, mil libras, não é imoral, ou torna condenável o indivíduo que faz uma compra desse tipo.

Quanto à reciclagem e aos impactos ambientais, a lã de um terno, por exemplo, é totalmente biodegradável, o que não se pode dizer sobre os ternos mais baratos, fabricados com materiais sintéticos e que servem, apenas, para enriquecer o grande empreendedor. Uma bolsa de couro feita à mão poderá ser usada por diversas gerações sem perder sua beleza ou qualidade, enquanto uma peça de poliuretano estragará com mais facilidade e alimenta fungos que poluem o meio ambiente. De que adianta comprar vários ternos de poliéster quando poderia gastar a mesma quantia em um único terno de lã de alta qualidade, corte impecável e grande durabilidade? De que adianta comprar 10 bolsas de poliuretano produzidas em massa e em condições duvidosas quando podia comprar, com a mesma quantidade de dinheiro, uma única bolsa de couro, feita à mão, com altíssima qualidade e durabilidade?

Consumo é diferente de consumismo. Consumo consciente também não significa simplesmente parar de comprar na Zara, na C&A ou em qualquer outra loja fast fashion. Consumo consciente significa deixar de comprar em excesso sem propósito ou necessidade, dentro do orçamento e, principalmente, atendendo às suas reais necessidades.

Meu orçamento do dia a dia só permite que eu compre roupas em fast fashion, e isso ficou ainda mais evidente depois que chegamos na Armênia, agravado pelo fato de que tenho um gosto e estilos muito bem definidos, o que revela dificuldade de encontrar peças que me agradam, mesmo nas grandes redes. Mesmo comprando em lojas desse tipo, eu não abro mão de escolher peças que tenham qualidade, que me convençam que terão durabilidade e versatilidade que justifiquem gastar o meu dinheiro com elas. Eu avalio as costuras e terminações, e prefiro peças fabricadas a partir de fibras naturais, como algodão, linho, lã, caxemira e seda, que costumam ter melhor caimento, toque mais agradável no corpo, duram mais e são mais fáceis de cuidar, além de serem mais elegantes. Ao mesmo tempo, noto que, principalmente no inverno rigoroso, é impossível fugir das fibras sintéticas: o poliéster se for escolhido com responsabilidade pelo fabricante, é muito durável e pode até ter altíssima qualidade, o que é bom para o consumidor e diminui os impactos ambientais por conta do seu tempo de uso, protegendo da neve, da chuva e do vento.

Aprendi que, além de saber do que é feito o tecido, é fundamental avaliar a funcionalidade, o caimento, a forma e a estrutura da peça; nas minhas compras, eu sempre busco o design mais atemporal e clássico, pois assim as chances de não enjoar da peça aumentam, e ela realmente terá vida longa na minha vida. Nessas horas, ajuda muito saber exatamente qual é o seu estilo pessoal e, principalmente, respeitar o tipo de vida que se leva.

Consumismo é comprar em excesso, comprar o que a gente não precisa de verdade: quem faz isso, sucumbe ao modelo de sociedade de consumo imposto pelo capitalismo. Não adianta, por exemplo, comprar um monte de roupas muito baratas e/ou de 2ª mão sob a desculpa do consumo consciente, porque isso per se não é consumo consciente, não. O que a gente não pode fazer, em hipótese alguma, é comprar o que não se ama, o que não vai ser usado, o que não desempenhará uma função clara na nossa vida, e, principalmente, comprar o que já se tem no armário. Qualquer coisa nessa vida que é comprada com base no argumento de que “está barato” é questionável e, eu diria, condenável. A sociedade capitalista em que vivemos nos induz o tempo todo a querer muitas coisas que a gente compra e não usa porque a grande verdade é que a gente não precisa de tanto. Eu passei a perceber isso com mais clareza principalmente depois que passei a priorizar a compra exclusiva do que tem muita qualidade e que não faz o coração bater forte só na loja.

Comprar uma coisa que a gente ama, que faz os olhos brilharem, que faz o coração bater forte todas as vezes que a gente usa e, acima de tudo, que nos traz alegria a cada uso é consumo consciente. A gente não precisa parar de comprar: o que a gente precisa é mudar a nossa lógica de consumo.

O que é mais importante para os socialistas: a distribuição igualitária de recursos ou a compra desenfreada de peças cuja produção é injusta, desumana e que prejudicam o meio ambiente?

Eu sei qual é a minha resposta pra essa pergunta.

Malas de bordo pro feriado em Moscou

Eu gostaria de poder dizer que ao longo dos anos me tornei uma expert em fazer malas, mas a verdade é que eu aprendo a cada viagem que não existe fórmula perfeita. É, eu sei, a internet tá cheia de ideias e dicas infinitas de como organizar uma mala, mas eu aprendi que só dá pra descobrir mesmo o que dá certo com a prática.

Isto posto, quero dividir com vocês como eu arrumei nossas malas pra passar o feriado em Moscou. Nós embarcamos na sexta 21/04 e voltamos 24/04, e a expectativa era de passear muito com os amigos na capital da Rússia que sempre sonhei conhecer!

O número pequeno de dias destinado a essa viagem já indicava que deveríamos levar somente malas de mão. As nossas malas de mão são da Roncato, modelo MODO Mercury, com 4 rodinhas e 2 bolsos externos, tamanho 50x35x23cm e capacidade de 39 litros. Além disso, eu levei uma bolsa Longchamp com documentos, outras coisinhas importantes, e coisinhas que poderia querer usar durante o vôo.

Embora já seja oficialmente primavera, Moscou ainda está bem gelada: poucos dias antes de irmos, nossos amigos ainda passavam por temperaturas negativas. Com isso, era preciso levar roupas mais quentes. Eu sinto frio demais, e tava acabando de sair de uma crise de sinusite feia, então não podia dar sopa pro azar. Aqui em Ierevan já estamos vivendo sob temperaturas bem primaveris, chegando aos 20ºC.

O look do avião foi escolhido pensando na praticidade: o casaco, a calça jeans e o suéter que eu também usaria nos passeios, um cachecol bem grande e quentinho, e botinhas ortopédicas fáceis de tirar e calçar. As luvas foram no bolso externo pequeno da mala de mão, com fácil acesso caso fosse preciso na chegada em Moscou. Pro Felipe, a mesma coisa: casaco, suéter e calça jeans pra usar todo dia, e tênis. Nós dois passaríamos o final de semana trocando apenas as roupas térmicas, e usamos as mesmas roupas “externas”, porque frio é assim mesmo e exige praticidade, senão a mala ia ficar enorme – e não era isso que queríamos!!

Usei os organizadores de mala da Carpisa, que considerei bons packing cubes.

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Levei apenas miniaturas dos itens básicos de make, só pra sair com alguma dignidade: perfume CK One, demaquilante Sephora, batom e lápis de olho Marc Jacobs, batom MAC Russian Red, lápis de sobrancelha Benefit. Além disso, grampinhos e elásticos para o cabelo, touca de banho, discos de algodão e cotonetes.

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Bolsinha de remédio com os básicos e emergenciais, e outra igual com os itens de higiene pessoal. Essas bolsinhas nós ganhamos no hotel que ficamos em Varadero, e elas tem o tamanho ideal pra ir na mala carry on com esses itens.

De novo, quase tudo em sua versão mini: escovas e pasta de dente em miniatura, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on.

Também levei dentro de um zip lock um pacote de lenços umedecidos, absorventes e protetores diários.

Dentro do packing cube do Felipe, pijama, 3 blusas térmicas (uma pra cada dia, né), cachecol e luvas.

No meu packing cube, o equivalente: pijama com meia pra dormir, 3 blusas térmicas, e luva.

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Pra nós dois, chinelo que ganhamos no hotel em que ficamos em Farellones, super levinhos e que ocupam zero espaço na mala.

Pra mim, ainda levei minha Versace herdada da Mivó pra usar nos passeios, que é super prática e cabe tudo o que é necessário pra passar um dia turistando.

Na Longchamp, álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Gucci, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

No fim, percebo que as malas “econômicas” deram certo, e, mesmo com nossas comprinhas de livros, sobrou espaço – utilizado, no aeroporto, pra guardar os casacos, já que em Ierevan a temperatura está bem mais agradável!

Looks do dia a dia em Erevã

Quem me conhece sabe que eu tenho um pézinho no mundo das modas: é assunto que me desperta interesse, curiosidade, e eu sempre gostei de explorar diversas possibilidades na hora de me vestir.

Sempre fui partidária daquela famosa frase: a gente se veste melhor no inverno. Sim, é possível se vestir melhor no inverno, mas quando o inverno é muito rigoroso como o que vivenciamos aqui na nossa chegada, percebi que nem sempre essa máxima é verdade: muitas vezes a vontade é usar moletom por baixo de um super casacão, só pra ficar quentinha mesmo. Além disso, depois de alguns dias de muito muito muito frio (estou falando dos dias em que os termômetros marcaram entre -0ºC e -20ºC),  rola mesmo uma preguiça de pensar nos looks. Some-se a isso a limitação dos sapatos (sempre bota, sempre impermeável, sempre antiderrapante, sempre a mais quente possível), e também ter que usar sempre roupa térmica.

Porém vez em quando eu achava que tava fazendo alguma coisa legal e acabava registrando – fosse pra mostrar pra todo mundo, ou só pra guardar pra mim. E hoje resolvi guardar aqui no blog, dividindo com vocês e relembrando os dias de frio extremo, e também celebrando a chegada da primavera com suas temperaturas mais amenas, permitindo não usar mais roupa térmica todos os dias e variar um pouquinho mais.

IMG_1102Eu registrei essa roupa ainda no hotel, nos nossos primeiros dias aqui, e sinceramente acho esse moletom do Donald a coisa mais bacana do mundo! Eu usei MUITO ele por aqui, e definitivamente não ficará aposentado no armário. Nesse dia, combinei o Donald, que é da Zara, com uma camisa de flanela e calça de moletom da Farm, e as botas que comprei aqui em Erevã, da marca RAF Kanian, e que me salvaram nos dias de frio intenso, já que, além de ortopédicas, são completamente forradas, pra esquentar bem os pézinhos.

IMG_1192Esse look eu usei pro meu primeiro “evento” aqui em Erevã, e até pulei fogueira com ela! Por cima, é claro que usei um casacão, porque foi justo na época em que estava fazendo -15ºC/-20ºC. O suéter de caxemira é Uniqlo, a camisa xadrez é Maria João e era da Mivó, a saia é da Animale, a bota é UNO (comprada também aqui em Erevã), e a bolsa é o meu xodó da Saint Laurent.

IMG_1206Outro look quentinho usando saia. O truque pra não congelar era usar calça térmica + legging + meia fio 80 + meia fio 40. Sim, as pernas ficavam bem roliças, mas a saia e a bota ajudavam a disfarçar essa consequência inevitável. O casaco é Luigi Bertolli, a saia Le Lis Blanc, e o cachecol é Kuna.

IMG_1242Esse casaco foi comprado no trânsito, e ele trabalhou muito! Ele é da Zara e é completamente forrado de pelinhos, então eu conseguia sobreviver bem ao frio com ele. O gorro de crochê preto é muuuuuito antigo, da Roxy, que usei bastante nos invernos de Orlando e, no Brasil, eu usava nos dias que tinha preguiça de lavar o cabelo e fazia um look trombadinha hihihihi (mas calma gente, ele tá limpinho, sempre higienizava ele depois que usava pra esconder o cabelo sujo hihihi)! O cachecol preto foi comprado na África. Não dá pra ver, mas eu estava de macacão de moletom da Farm. A bota é a mesma RAF Kanian, e a bolsa Gucci que já quase anda sozinha de tanto que eu tô usando.

IMG_1311Mais um look que usei pra ir em algum evento, dessa vez com casacão Mango, e camisa social e saia de chamois da Zara. Nesse dia eu lembro que senti um pouquinho de frio, porque faltou um suéter pra completar. Vivendo e aprendendo!

IMG_1528Eu não tenho maturidade pra duas coisas nessa vida: parkas militares e oncinha. Imagina como eu fiquei quando vi essa parka verde toda forrada de pelinhos que formam a estampa de oncinha na Zara?! Nem pensei duas vezes! E foi um ótimo investimento, porque, além de muito quentinho, ele combina com tudo o que eu tenho no armário, então já prevejo vida longa pra ele. Aí, combinei com suéter da Stradivarius, calça jeans térmica da Uniqlo (a única calça jeans que eu tava conseguindo usar em temperaturas até 5ºC, e mesmo assim com calça térmica e legging por baixo).

IMG_1619Nesse dia, a temperatura já tava beeeem mais agradável, tava sol (o que já inspira a usar mais cores), e, como nós íamos só ao cinema, deu pra usar o casaco de chamois (que também já é xodó) da Zara com uma blusa branca de algodão, e as já conhecidas calça jeans da Uniqlo, bota da RAF Kanian, e bolsa Gucci.

IMG_1634Esse foi look Zara total: a camisa jeans foi comprada no Brasil, e essa saia bordada foi paixão à primeira vista na Zara daqui.

IMG_1672Outro look total Zara, repetindo a saia do look anterior, porque quando é amor a gente tem que usar muito mesmo, combinado dessa vez com esse moletom amarelo com mangas amplas que é quentinho. Achei que rendeu um look bem fofo.

IMG_1863Taí de novo o casaco da Luigi Bertolli trabalhando, dessa vez com suéter preto de gola ampla Mango, calça de veludo Zara, bolsa Swains que era da Mivó, e bota Ugg (uma das melhores compras da vida). E, sim, eu tava me ~achani~ com o cabelo cacheado hihihi

IMG_1965Desde que as temperaturas começaram a ficar acima dos 12ºC, esse trench coat da Burberry não parou de trabalhar. Durante a visita do Léo, praticamente só andei com ele! Eu amo trench coat, acho lindo, acho prático, eles protegem do vento e não deixam que eu fique molhada, que é uma das 3 coisas que eu mais detesto na vida. Com as temperaturas bacanas e sob o sol, já dá pra usar calças jeans normais, e essa é da Cantão, que acomodou bem roupa térmica quando foi necessário. E, a alegria absoluta, sair de All Star.

IMG_2319No dia da nossa visita à Khor Virap, o tempo tava meio esquisito, meio chovendo, meio nublado, então eu saí agasalhada e protegida contra a chuva. O trench coat azul marinho é da United Colors of Benneton, comprado na lua de mel. O cachecol amor eterno e verdadeiro é da Mango, e a mochila é Prada. A calça azul é outro amor eterno e verdadeiro, da Uniqlo. Essa calça também é térmica, e é uma das peças de roupa mais confortáveis que eu tenho. Nem preciso dizer que ela já quase anda sozinha né. A bota é a mesma da Ugg, que também quase anda sozinha depois desse inverno, e que eu acho que usarei até mesmo no verão, se chovendo estiver. Veremos.

IMG_2698Olha o combo trench coat Benetton + botinha da Ugg de novo! Esse look foi do último sábado, e tava ventando, meio com jeito de chuva, e aí eu não me arrisco – quanto mais tomando antibiótico pra combater a crise de sinusite. A calça marrom é da Animale, e o suéter que quase não apareceu é Kuna.

IMG_2724E aí chegou o domingo de Páscoa, lindo, pleno, de sol e céu azul, que permitiu que eu finalmente usasse a saia mais amor da primavera, que eu comprei já tem mais de mês na Zara e tava esperando o tempo ficar bom o suficiente para usá-la! E que estréia melhor do que na missa de Páscoa?! Estréia abençoada! A tshirt é Bershka, e a sapatilha é Usaflex. Eu levei também o trench coat da Burberry, e um cachecol grande da Zara, no mesmo tom de rosinha, com o qual me cobri durante a missa. Além disso, usei meia calça cor da pele fio 40, porque o frio nas pernas ainda é real.

IMG_2746E esse look veio direto do stories do instagram, mostrando a alegria da pessoa em usar macacão jeans e uma jaqueta de tricô básica pra sair pra almoçar! E se eu contar pra vocês que até tirei a jaqueta no sol?! Alegria demais, gente! Eu sou muito fã de macacão, tenho vários, e não acho que existe peça mais confortável nessa vida. Sempre amei, sempre usei, desde pequenininha e até hoje, e mesmo quando “não tava na moda” eu usava (aspas usadas porque eu acho esse conceito muito relativo, talvez um dia eu discuta isso por aqui). E eu amo usar macacão com camisa social/de golinha, acho que fica muito interessante. Esse macacão é da Cantão, a camisa xadrez é Hollister, a jaqueta de tricô é Oh, Boy!, a bolsa é Gucci velha de guerra, e o All Star de oncinha foi uma edição especial para Farm.