São Petersburgo e as noites brancas

Conhecer a Rússia era sonho antigo, e hoje eu me sinto verdadeiramente abençoada por já ter podido ir a este país algumas vezes nos últimos meses. De Ierevan a Moscou, são apenas 2h30 de vôo, e os preços são bastante convidativos. São Petersburgo fica um pouquinho mais longe, então nós aproveitamos o finzinho destas férias pra ir conhecer esta cidade incrível.

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Se Moscou é a capital da revolução, São Petersburgo (ou “Peter”) definitivamente manteve-se como a capital do império em cada uma das suas ruas e construções. Chamada por muitos de “Veneza do Norte”, é verdadeiramente encantador andar pelas ruas e pontes de Peter, desbravando cada cantinho e encantando-se com tanta beleza.

Nós chegamos na estação de trem pouco antes do meio dia, então seguimos a pé até o restaurante Банщики (Banshiki), que ficava ali pertinho. Chovia, e mesmo assim nós chegamos lá em 7 minutos. Lá, degustamos algumas entradinhas muito saborosas, e comi o melhor frango à Kiev que já provei desde que chegamos ao Cáucaso.

Às 14h, nós nos dirigimos para o apartamento onde nos hospedaríamos, alugado por meio do AirBnB, como eu já contei aqui. Deixamos nossas malas lá em cima e saímos pra começar a conhecer a cidade. Como o apartamento era na rua Zhukovskogo, no  bairro Tsentralny, ele ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, então saímos caminhando por Peter sob uma chuva fininha. Ao contrário das outras cidades por onde tínhamos passado, fazia frio em São Petersburgo!

Nossa primeira parada foi para admirar a majestosa Catedral de Nossa Senhora de Cazã (Казанский кафедральный собо) na avenida Nevskiy (Невский). Nesta avenida também está a Paróquia Católica de Santa Catarina (Приход Святой Екатерины Римско-католической Церкви в Санкт-Петербурге). Atravessamos a ponte Fontanka (Река Фонтанка), famosa pelas estátuas de cavalos e seus respectivos cavaleiros. E aí começou a chover de novo, então aproveitamos pra tomar um café no Biblioteca.

A chuva teimou em permanecer, ora mais forte, ora mais fraca. Na avenida Nevskiy (Невский) também fica a maior Dom Knigi (Дом книги) da cidade, então fomos até ela e aproveitamos pra comprar alguns livros que queríamos. Quando a chuva deu uma trégua, tomamos o rumo do Bureau Burguer & Bar (Бюро бургеры и бар) pra jantarmos um bom hambúrguer acompanhado de bons drinks. E já começamos, naquele mesmo dia, a ter um gostinho do que são as noites brancas: o céu fica de uma cor inexplicável, e que nenhuma câmera conseguiu capturar.

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No dia seguinte, seguimos cedo rumo à Estação Finlândia (Станция Санкт-Петербург-Финля ндский)! Lá está o vagão no qual Lenin viajou em 1917, quando voltava do exílio.

De lá, seguimos andando para o navio Aurora, que é um museu desde 1956. O batismo do Aurora foi na batalha de Tsushima em maio de 1905; durante a Primeira Guerra Mundial, o Aurora fez parte do segundo esquadrão, atuando ativamente nas ações militares no Báltico; ao final de 1916, o navio foi ancorado em São Petersburgo (então Petrogrado) para reparações; em 1917, o Aurora participou das atividades revolucionárias de fevereiro e outubro; entre 1922-1923, o Aurora se tornou um dos primeiros navios de guerra do Báltico a servir como espaço para treinamento especializado. O ingresso para o Aurora custa 600 rublos.

Quando terminamos nossa visita ao Aurora, tomamos um táxi até a Fortaleza de Pedro e Paulo (Петропавловская крепость) para almoçarmos no excelente Koryushka(Корюшка), certamente uma das melhores refeições das nossas férias. Almoçamos com calma, e saímos de lá caminhando pelas pontes que atravessam os belíssimos canais da cidade, passando pelo Jardim de Verão (Летний сад), pelo Castelo Mikhailovsky(Михайловский замок) e pelo Museu Russo (Русский музей), até chegarmos ao Cavaleiro de Bronze (Медный всадник) que fica no Parque Aleksandrovsky Sad(Александровский сад).

Fizemos um lanchinho na Schastye (Счастье), e em seguida fui visitar a incrível Catedral de São Isaac (Исаакиевский собор), que é a maior igreja ortodoxa de São Petersburgo, e a quarta maior catedral do mundo. A Catedral abriga inúmeras obras de arte que encantam quem as vê, mas o que eu mais amei mesmo foi a escultura do Espírito Santo na doma da Catedral. O ingresso para a Catedral de S. Isaac custa 250 rublos. Ao sair de lá, seguimos para o nosso jantar no exótico restaurante vietnamita Pagoda Mot Kot (Пагода Мот Кот).

Na sexta feira, fomos cedo para o Cais do Palácio para tomarmos um barco em direção a Peterhof (Петергоф)! Chovia bastante, mas confiamos na previsão do tempo de que o sol apareceria, e compramos nossos bilhetes de barco. Enquanto esperávamos, fizemos um lanche no Fernando (Фернандо), que oferece cafés, sanduíches, nuggets, etc, pois nosso barco só sairia 11h30 e o tempo de viagem é de cerca de 40min. O Palácio de Peterhof é tombado pela UNESCO como patrimônio mundial, e eu não consigo nem começar a dizer qual foi a nossa frustração por não conseguir tickets para entrar no Palácio. Aproveitamos, então, para passear nos jardins belíssimos que circundam o enorme Palácio, apreciar a Grande Cascata e a Fonte Sansão, e almoçamos no Standart (Штандарт), a stalovaya (o bandejão estilo soviético) de Peterhof. Depois de almoçarmos, caminhamos um pouco mais pelos jardins, com suas majestosas fontes, e ficamos verdadeiramente encantados. O dia estava lindo, parecia coisa de cinema!

Ao voltarmos para São Petersburgo, fomos até a Catedral do Sangue Derramado, mas já estava fechada para visitação. Caminhamos calmamente então até a rua Malaya Morskaya, desviando das multidões que se acumulavam para comemorar a formatura dos jovens naquela que seria a noite mais curta do ano. A tradicional festa das Velas Escarlates, que começou a ser celebrada em 1969, quando 25 mil graduandos saíram nas ruas para celebrar, e foi a primeira vez que um veleiro com velas cor escarlate passou pelo Rio Neva. Esta festa celebra os graduandos, desejando a eles boa viagem para a vida adulta e para a materialização das suas ambições. Paramos para um chá no Gosti (Гости) e antes do nosso jantar no Gogol (Гоголь), um restaurante tradicional que oferece uma experiência gastronômica de comida russa.

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Quando saímos do Gogol, já era bem tarde, e as ruas não só estavam abarrotadas de gente como também o céu estava com cores como jamais tinha visto na minha vida. A festa das velas escarlates estava apenas começando, já que as comemorações tem início no fim da tarde e se espalham por São Petersburgo por toda a noite: a Nevskiy Prospekt é fechada para que os pedestres possam andar livremente por ela, há um baile de formatura na Praça do Palácio exclusivo para os graduandos, e, ao mesmo tempo, concertos abertos ao público acontecem na Ilha de Vasilievsky. Depois da 1 da manhã, começa o show de águas, luzes e pirotecnia no Neva, se espalhando da ponte Troitskiy até a ponte Dvortsoviy,  num percurso de cerca de 2km, e é aí que o veleiro com velas escarlates aparece e flutua pelo rio Neva.

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Nosso sábado seria bastante especial em São Petersburgo, começando pela visita à Catedral do Sangue Derramado – ou Igreja da Ressurreição do Salvador sobre o Sangue Derramado – (Спас на Крови), que fica na margem do canal Griboedov. Construída onde o Czar Alexandre II foi assassinado em 1881, a igreja hoje é um museu estatal, e o ingresso custa 250 rublos.

De lá, fomos, finalmente, para o Museu Hermitage (Эрмитаж)! Já estávamos com nossos ingressos comprados pela internet, o que teria economizado nosso tempo se não fosse um pouquinho de desorganização do Museu para a entrada: como o Palácio é imenso, não é muito claro qual entrada se pode usar, e nem mesmo os funcionários externos sabem explicar direito pra onde temos que ir (e olha que nós estávamos com o Rodrigo, que já foi ao Эрмитаж incontáveis vezes!).

O Hermitage é IMENSO. Eu acho que precisaria de umas três vidas inteiras pra poder explorar cada cantinho e observar cada obra exposta. São 7 prédios: o Palácio de Menshikov, o prédio do General Staff, o Great Old Hermitage, o Teatro Hermitage, o Novo Hermitage, o Pequeno Hermitage, e o Palácio de Inverno. Como nós só tínhamos uma manhã e o comecinho da tarde, optamos por fazer uma visita rápida, caminhando ligeiramente e parando pra olhar só o que realmente nos interessava, e priorizando as salas do Palácio de Inverno, a residência oficial dos monarcas russos e que, por um pequeno período depois da revolução de fevereiro de 1971, foi a sede do governo provisório russo, liderado por Alexandre Kerensky. No mesmo ano de 1971, o Palácio de Inverno foi tomado por soldados e marinheiros do Exército Vermelho, um dos momentos definitivos do nascimento do Estado Soviético. Também aproveitamos pra visitar com um pouquinho mais de calma o prédio do General Staff, que abriga obras de artistas como Matisse e Picasso.

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Saímos do Hermitage e fomos almoçar no Curry House, um dos bons indianos da cidade, e que fica pertinho do Teatro Mariinski (Мариинский театр), onde mais tarde assistiríamos à ópera! Às 18h30 teve início o espetáculo “The Sicilian Vespers” no novo Teatro Mariinski, como parte do evento The Stars of the White Nights. A ópera durou mais de 3h, com dois intervalos, e, quando saímos do Mariinski, o céu ainda estava claro! Foi o final perfeito pras nossas férias.

São Petersburgo foi a cidade mais fria do nosso verão, e as temperaturas não passaram dos 16ºC nenhum dia, com um vento gelado que nos obrigava a ficar de casaco o dia todo, e até desejar ter levado uma calça térmica (sério, tava frio, especialmente considerando que era o solstício de verão). No domingo, fomos cedinho pro aeroporto de São Petersburgo, que fica um pouco afastado da cidade, para começarmos nossa jornada de volta pra Ierevan. Fato é que nossas férias foram incríveis!!

De Moscou pra São Petersburgo no trem

Nossa última parada das férias foi a cidade de São Petersburgo, e tivemos a sorte de ir pra lá justo no período das noites brancas!

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Mas, antes de falar sobre nossos dias em São Petersburgo, quero contar pra vocês sobre a viagem de trem expresso entre Moscou e São Petersburgo. Nós voamos entre Vienna e Moscou no dia 20 de junho, e dia 21 de junho pegamos o trem cedinho pra São Petersburgo. Já tínhamos comprado o bilhete na nossa passagem por Moscou no comecinho das férias, e recomenda-se comprar estes bilhetes com antecedência; pode-se usar as máquinas disponíveis na estação de Leningradsky.

Como nosso trem saía bem cedinho, reservamos o Sukharevsky Design Hotel, que tem localização ideal pra quem precisar chegar rápido na Leningradsky. Este hotel também fica próximo de estações de metrô, então considero uma boa opção pra quem vai passear em Moscou!

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Ali perto, jantamos no Burguer & Fries do Miratorg na Avenida Acadêmico Sakharov. A região do hotel está em obras (como quase toda a cidade de Moscou), mas não é tão difícil de se locomover a pé na região. Esse Burguer & Fries fica dentro do supermercado, e eu acho que não daria nada por ele se não fosse a fome que estávamos sentindo! Ainda bem que testamos e ficamos satisfeitos, pois os hambúrgueres são bem gostosos e o preço é muito justo. E ainda aproveitamos pra comprar uns biscoitinhos pra beliscar no trem no dia seguinte!

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A estação de Leningradsky é bem grande, e tem algumas opções de cafés e restaurantes, além de lojinhas dos mais diversos produtos.

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A viagem de trem pra São Petersburgo foi super agradável, e dura 4h no trem expresso. O ticket do trem expresso custa mais caro do que o ticket do trem normal, mas a viagem leva 8h! Por isso nós optamos por ganhar tempo, mesmo gastando um pouquinho mais, pra podermos aproveitar melhor a tarde em São Petersburgo. Mas vou contar sobre o que fizemos em São Petersburgo em outro post!

Bate e volta pra Bratislava!

Como contei no post sobre Vienna, aproveitamos a tarde do domingo para conhecer Bratislava, a capital da Eslováquia!

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Chegamos na Wien Hauptbahnhof por volta de 11h30 e compramos lá mesmo o ticket de ida e volta para Bratislava, que custou 16 euros por pessoa. Os trens partem de hora em hora e, uma vez que o nosso trem sairia somente 12h27, almoçamos no McDonald’s que fica do lado da estação. Esse bilhete de trem é do tipo open ticket, e é valido por 72h.

A viagem entre Vienna e Bratislava dura menos de 1h, e podemos observar no trajeto os amplos campos austríacos, bem como os famosos moinhos de vento. Ao chegarmos em Bratislava, decidimos caminhar pela cidade, embora tivessem nos explicado em Vienna que os nossos tickets de trem também nos permitiam usar o transporte público da capital da Eslováquia.

Caminhamos até o centro histórico de Bratislava, Staré mesto (Cidade Velha), e este percurso nos tomou cerca de 15min. Hviezdoslavovo námestie é a principal praça do centro antigo, e o Palácio dos Primados (Primaciálny palác) é uma belezinha. A Catedral de São Martin (Dom sv Martina) impressiona pela sua arquitetura, e ficamos andando por Hlavné námestie boa parte do tempo. Nós não subimos até o Castelo (Bratslavsky Hrad) por conta do meu pé doente: eram incontáveis degraus e a dificuldade que eu tenho para descer escadas acabou nos privando deste passeio. Mas é claro que este é o passeio mais recomendado de todos e, se você for a Bratislava e não tiver nenhum impedimento de saúde, por favor vá até lá e aproveite a visita por mim!!

Caminhamos, caminhamos, e caminhamos. Passamos pelo Old Town Hall, e também pelo Man at Work, uma estátua de ferro saindo de um bueiro. Parte do nosso percurso na cidade foi às margens do Rio Danúbio. Fizemos uma parada estratégica no shopping Eurovea a caminho da Opera House e do Teatro Nacional Eslovaco (Slovenské národné divadlo), e em seguida fomos até a Igreja de Santa Isabel, que fica em Kamenné námestie. Embora a gente tenha ficado menos de 10 minutos no shopping Eurovea, deu pra ver que ele é enorme e tem grandes lojas, o que pode ser uma boa opção para quem quiser fazer compras.

Como queríamos pegar o trem de volta pra Vienna às 16h37, começamos nossa caminhada de volta para a estação, admirando a cidade pelo caminho e felizes por termos tido a oportunidade de conhecer um pouquinho de mais uma capital do Leste Europeu num passeio de 3 horas!

Recomendamos fortemente esse passeio pra quem estiver em Vienna e não tiver muito tempo. Basta planejar direitinho que é possível fazer o dia render pra conhecer Bratislava! Vale destacar que enquanto a estação de trem de Vienna é muito bonita, bastante ampla e moderna, cheia de lojas e restaurantes, a estação de trem de Bratislava é bem simples, e tem apenas algumas minúsculas lanchonetes e uma pequenina lojinha de souvenires. Acho que este é o tipo de informação importante pra quem planeja essa viagem bate e volta num mesmo dia, já que não dá pra contar muito com uma grande estrutura na estação de Bratislava, que foi de fato a mais simples das estações por onde passamos nestas férias.

Viena, você é jóia!

Neste último mês, o ritmo dos posts aqui no blog foi meio lento, mas por uma boa causa: meus pais estavam aqui em Ierevan com a gente, e também recebemos a visita de 3 amigos muito queridos! Ainda há muito conteúdo pra postar e quero retomar o ritmo das postagens! Espero que vocês gostem do conteúdo que é preparado com muito carinho!

Chegamos em Viena no fim da tarde do dia 16 de junho, na estação de trem Wien Westbahnhof. Decidimos ir para o hotel de metrô, e lá mesmo adquirimos o ticket válido por 72h e que custava EUR7,20 por pessoa. Como já contei aqui, nosso hotel em Viena foi o Leonardo, que ficava super bem localizado, do ladinho da Mariahilfer Straße, a maior rua comercial da cidade.

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Como chegamos cansadinhos da viagem de trem, nada melhor do que aproveitar a localização do nosso hotel para jantarmos ali pertinho mesmo. Na rua Barnabitengasse, (uma rua perpendicular à Mariahilfer Straße, do lado da igreja Mariahilferkirche), encontramos 2 restaurantes que nos chamaram a atenção: o Lokal 1060 e o Der Grieche. Para esta primeira refeição, optamos pelo Lokal 1060, que se revelou ótima escolha: Felipe comeu um bom chili, que ele ama, e eu comi um ótimo schnitzel!

No nosso hotel, o café da manhã não estava incluído e custava EUR13 por pessoa. Nós achamos melhor aproveitar a proximidade de um McDonald’s pra tomarmos nosso café da manhã no McCafé, e gastamos menos de 8 euros pra nós dois.

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Nosso primeiro passeio foi tomar o metrô até o Vienna International Centre, porque eu sempre sonhei em ver de perto a sede da Agência Internacional de Energia Atômica. Fiquei emocionadíssima e já quero voltar pra Vienna pra poder fazer a visita guiada por todos os prédios da ONU que ficam lá!

De lá, voltamos para o centro da cidade e fomos até o Museu Albertina, que fica bem próximo do palácio de Hofburg, da Biblioteca Nacional Austríaca, e do Tesouro Imperial de Vienna. Ali pertinho também está o Museumsquartier, que abriga os museus de História Natural (Naturhistorisches), o Kunsthistorisches, o Zoom Kindermuseum (dedicado às crianças), entre outros.

Seguimos caminhando até o Rathausmann Kopie, o majestoso prédio do Parlamento austríaco. Ali pertinho decidimos tomar o metrô na estação Schottentor até a estação de Praterstern para conhecer o parque Prater, o mais antigo parque de diversões do mundo!

A entrada no parque é gratuita, enquanto cada atração tem um preço por pessoa, variando entre E1,50 e E5,00. A principal atração do parque é a famosa Wiener Riesenrad, uma enorme roda gigante construída em 1897. Além disso, para quem curte museus de cera, o parque Prater abriga um Madame Tussauds. Nós decidimos almoçar lá no Prater mesmo, no restaurante ao lado da roda gigante (que também chama Wiener Riesenrad Restaurant).

Nossos passeios continuaram, nos levando até o Schloß Schönbrunn, o palácio dos Habsburgo com seus belos jardins. A estação de metrô Schönbrunn (linha verde) oferece fácil acesso ao palácio. Estão disponíveis dois tipos de tours pelo palácio: o Imperial Tour e o Grand Tour. Infelizmente, quando chegamos ao palácio, todos os tickets do dia estavam esgotados, então fica a dica importante de reservar os ingressos com antecedência pelo site oficial! Esta impossibilidade de visitarmos o palácio não nos desanimou e aproveitamos para explorar com calma os enormes e belíssimos jardins que circundam o palácio. Aproveitei o fim da tarde para fazer algumas comprinhas na Mariahilfer Straße, inclusive a minha mochila FjällRaven Kanken amarela que já fez sucesso no instagram desde a primeira vez que apareceu. À noite, fomos jantar no Der Grieche, restaurante grego que ganhou nosso coração com uma comida deliciosa e farta.

No domingo, acordei cedo e fui à missa na Catedral de São Estéfano (Domkirche St. Stephan), que fica ao lado da estação de metrô Stephansplatz. É impossível não se impressionar com a majestosa construção com a qual nos deparamos ao subir as escadas do metrô! Por dentro, a Catedral também é belíssima, e tudo emociona. Decidimos aproveitar o dia para ir até Bratislava, mas este passeio merece um post exclusivo! Ao voltarmos pra Vienna, fomos encontrar os amigos Helena e Gustavo no agradável Palmenhaus, café/brasserie/bar que fica no Parque Burggarten, ao lado do Museu Albertina.

Se no sábado e no domingo Viena estava sob forte ventania, o que deixava o clima ameno e agradável, a segunda feira nos ofereceu um dia muito, muito, muito quente. Começamos o dia com um café da manhã no Starbucks mais próximo do hotel e fomos caminhando até o palácio Belvedere, parando pelo caminho para conhecer a Catedral em Karlsplatz (Vorplatz der Karlskirche) e o monumento aos heróis soviéticos na Schwarzenbergplatz. Dali, seguimos para o Museu da Guerra. Almoçamos no Café Salut, que fica no próprio Museu, e só aí desbravamos o acervo das guerras desde o século XIX.

Mais tarde, tomamos o caminho de volta pro hotel, aproveitando a tarde para fazer nossas últimas comprinhas na Mariahilfer Straße. Para o nosso último jantar em Vienna, o restaurante Mini foi uma excelente escolha: o menu oferecia opções incríveis, e eu comi um bacalhau suculento, tão delicioso que consigo até sentir o gosto dele só de pensar!

Na terça, acordamos cedo e tomamos o rumo do aeroporto usando o Uber. O aeroporto de Vienna fica a cerca de 40min do centro da cidade, então é importante programar-se para sair com antecedência. O Uber custou cerca de 40 euros; não é barato, mas considerando o conforto, eu sempre acho que vale a pena planejar este gasto. Este foi um dos bons aeroportos que conhecemos, oferecendo serviço completamente informatizado de check in e despacho de bagagem. Também foi fácil cumprir com os procedimentos de Tax Free, uma vez que estão disponíveis guichês de alfândega antes (para as bagagens despachadas) e depois (bagagem de mão) do controle de passaporte.

Praga a pé em 2 dias

Chegamos de trem em Praga na tarde do dia 13 de junho e, depois de fazermos check in no nosso hotel, fomos em busca de alimento. Fomos caminhando até o restaurante escolhido: o OLIVEIRA, que acabou se tornando um dos nossos favoritos da viagem! Lá, comemos uma deliciosa tábua de frios, bolinho de bacalhau, e pasteizinhos de nata! Este restaurante ficava a apenas 15 minutos do nosso hotel, numa área mais residencial da cidade, no sentido oposto da Cidade Velha.

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No dia seguinte, demos início aos nossos passeios um pouco tarde, pois precisávamos primeiro lavar nossas roupas (mala compacta tem dessas coisas!). Por volta de meio dia, fomos caminhando para a Cidade Velha, e paramos no Svejk do Hotel Liberty. Lá, pedimos um joelho e uma costela de porco, e percebemos que foi um exagero de comida!!

De lá, fomos andando para o Castelo de Praga, passando pela Cidade Velha (Stare Mesto), parando pra admirar a Torre da Pólvora (Prasná Brána), e caminhando pela praça da Cidade Velha (Staromestske Namesti) onde está o Relógio Astronômico (Orloj), e pela Ponte Carlos (Karluv Most). O Relógio Astronômico está em obras, mas ainda assim é possível apreciar sua beleza!

Na Ponte Carlos, caminhamos vagarosamente, tanto para apreciar as belíssimas estátuas e a vista incrível, como para acompanhar o ritmo dos inúmeros turistas que lotavam a ponte! Era difícil até de andar de tanta gente acumulada no mesmo lugar!

Fizemos uma paradinha estratégica no Starbucks e caminhamos um pouco por Malá Strana. De lá, fomos caminhando até a Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa (Chrám Panny Marie Vítezné) e que era o lugar que eu mais queria conhecer na cidade. E que emoção tão grande estar diante do Menino Jesus! E emoção maior ainda foi ter encontrado também Nossa Senhora Aparecida! Por conta dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, várias igrejas pelo mundo estão expondo a imagem da Nossa Mãe, e eu só descobri isso quando estava lá em Praga. Sou incapaz de descrever tanta emoção!

Continuamos nossa caminhada até o Castelo de Praga (Prazsky head) e subimos uma longa escadaria até chegarmos lá em cima e descobrirmos que o Castelo é, na verdade, um grande complexo que abriga a Catedral de São Vito (Katedrála Sv. Víta), a fonte de Kohl (Kohlova kasna), o Antigo Palácio Real (Stary královsky palác), etc. Nós já estávamos cansados e optamos por fazer o passeio só pelo ambiente externo, mas, se algum dia voltarmos a Praga, vamos nos programar para ir pra lá mais cedo e fazer as visitas aos museus. Pra mim, o mais difícil mesmo foi descer aquela escadaria toda!

Voltamos andando pro hotel calmamente, o que ocupou mais quase 1 hora do nosso dia. Ao finalmente chegarmos ao hotel, estávamos tão esgotados que decidimos experimentar a comida do restaurante que tinha lá mesmo, e foi uma boa surpresa ver que o cardápio tem ótimas opções com preços atrativos.

Na quinta feira, acordamos dispostos a explorar os outros cantinhos de Praga que ainda não tínhamos conhecido, e começamos pela manhã caminhando até o monumento de Franz Kafka (Socha Franze Kafky). Antes de chegarmos a este monumento, passamos por uma pequena feira. Seguimos em direção ao bairro judeu, caminhando por suas ruas estreitas e aproveitando para descobrir sob o sol escaldante as belezas daquela região.

De lá, fomos até o Muro de John Lennon (Lennonova zed), passando novamente pela Ponte Carlos e enfrentando mais uma vez uma multidão de turistas. O Muro de John Lennon está em constante mudança, já que todos que passam por lá podem deixar sua marca. Achei um lugar emocionante, até porque tinha um rapaz tocando IMAGINE bem na hora em que chegamos por lá e eu fiquei cantando junto!

Decidimos almoçar no Malostranska Beseda Pilsner Urquell Original Restaurant, onde degustamos a famosa cerveja tcheca. Eu optei por almoçar uma salada, porque tava calor demais pra comer qualquer outra coisa.

Depois do almoço, caminhamos um pouco mais por Mala Strana, tomando novamente o caminho do hotel com tranquilidade, parando na livraria Kanzelsberger para comprar meu souvenir favorito: lápis do Krteček, uma toupeira! Este personagem, criado por Zdenek Miler em 1957, era muito popular principalmente nos países da Europa Central mas também na Rússia, Croácia, China, entre outros. Eu nunca tinha visto esse desenho, mas em todos os lugares de Praga podíamos ver bonecos, brinquedos e outros objetos diversos dessa toupeira fofa. E, quando voltamos pra Armênia, descobri que esse desenho também fez sucesso por aqui na época da União Soviética! Mais uma vez, jantamos no nosso hotel, recuperando nossas forças para encarar mais um dia de viagem de trem que viria no dia seguinte!