21 coisas que podem facilitar suas viagens

Já conversamos por aqui sobre algumas coisas que devemos preparar com antecedência antes de viajar, evitando complicações na hora do embarque e antecedendo possíveis problemas. Hoje quero refletir sobre alguns objetos que eu acho muito úteis e que  facilitam as minhas viagens, e que podem ajudar você também!

ELETRÔNICOS

1- Carregador de celular portátil

Não é novidade pra ninguém que foi-se o tempo em que celular era usado só pra falar no telefone, né?! Hoje em dia, usamos nossos celulares para tirar fotos, gravar vídeos, orientar nossos caminhos com GPS, manter as redes sociais atualizadas… enfim, uma lista interminável de funções! Poderíamos dizer que, hoje, o celular é o canivete suíço de qualquer viagem! Então não dá pra ficar sem bateria no meio do dia de passeio. Ter em mãos um carregador de celular portátil e um cabo carregador extra pode garantir que você estará sempre conectado. A Mophie é uma das melhores marcas do mercado, com opções bem leves e finas de 6000 mAh (até 3 cargas extras) até 15000 mAh (até 8 cargas extras), e duas entradas USB.

2- Fones de ouvido

Um item comumente esquecido pelos viajantes e que pode transformar completamente a sua experiência de viagem. Os fones fornecidos (ou vendidos) pelas companhias aéreas nem sempre são da melhor qualidade, então eu recomendaria não sair de casa sem o seu para que possa ouvir músicas, podcasts, audiobooks, ou mesmo assistir suas séries e filmes preferidos. Embora os grandes headphones estejam na moda, eu não recomendaria usá-los nas suas viagens, pois eles ocupam muito espaço: melhor optar por fones compactos confortáveis e com bom isolamento sonoro.

3- Phone handle (PopSocket)

Não fiquei satisfeita com “suporte de dedo para celular” então preferi usar o nome em inglês mesmo. Com os smartphones cada vez maiores, mãozinhas pequenas podem ter muita dificuldade em lidar com eles. Por isso eu digo e afirmo que os PopSockets foram das melhores compras que fiz desde que adotei um celular maior pra minha vida! Esses pequenos acessórios ajudam a segurar o seu celular com mais firmeza, além de serem úteis como base para assistir um vídeo enquanto está viajando e apoiar o telefone na mesa numa posição confortável.

4- Adaptador universal de tomadas

Chegar em um país novo e ser incapaz de recarregar seus eletrônicos é um dos piores pesadelos de um viajante! Acho que é sempre útil ter em mãos um adaptador universal de tomadas, de preferência com entradas USB. Assim, você terá sempre certeza de que seus devices estarão carregados, e ainda pode driblar lugares que tenham poucas tomadas.

ORGANIZANDO A MALA

5- Embalagens pequenas para líquidos

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Além de economizar espaço na bagagem, você não vai ter que se preocupar com o “peso morto” dos líquidos que não usou na viagem para voltar pra casa. Pequenas garrafinhas líquidas que comportam entre 80ml e 100ml podem ser colocadas na sua bagagem de mão, e essa quantidade provavelmente será o suficiente para 7 a 10 dias de viagem. As embalagens de silicone são as melhores, pois elas se expandem e contraem de acordo com as mudanças de pressurização das cabines dos aviões, diminuindo a probabilidade de vazamento. Dica extra: não encha suas embalagens até o topo, mas deixe um pouquinho de espaço para a expansão natural causada pela pressurização.

6- Garrafa de água flexível

Uma maneira simples de economizar uma graninha em viagens é carregar consigo uma garrafa de água flexível, que não causará problemas na hora de passar pelos controles de segurança e raio x, como é o caso da Hydrapak Stash. Manter-se hidratado durante as viagens, principalmente em vôos longos, é fundamental, e nos aeroportos uma garrafinha de água pode custar uma pequena fortuna.

7- Jaqueta compacta

Conhecida como “down jacket” e carinhosamente apelidada por mim como “casaco do boneco da Michelin”, esse tipo de jaqueta costuma ser um verdadeiro salva-vidas nas viagens. Elas são resistentes à água, ultra leves, e super compactas. Quando estão guardadas em seus saquinhos, podem ser usadas até como travesseiro. Eu e o marido temos os modelos da Uniqlo e não viajamos mais sem as nossas, mas a Amazon também tem a sua versão.

8- Mala compacta extra

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Viajar leve é um objetivo constante, mas é difícil evitar as comprinhas durante as viagens! Uma mala compacta extra pode ser útil para acomodar esses souvenires, ou até mesmo a roupa suja na volta pra casa.

9- Sachês de lavanda

Poucas coisas nessa vida são melhores do que roupa com cheiro de limpa, e esse cheirinho reconfortante pode ser ainda mais agradável nas viagens. Os meus preferidos são os sachês de lavanda porque o cheiro é bem suave (e não me causa alergia!), e deixá-los no meio da mala vai garantir que as roupas estejam sempre com cheirinho de limpas.

10- Organizadores de malas (packing cubes)

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Acho que tá pra nascer uma pessoa mais fã de packing cubes do que eu! Mala organizada é sinônimo de viagem feliz, principalmente quando eu e o marido estamos dividido uma única mala com 23kg para quase 1 mês de aventuras. Os organizadores de malas tornam muito mais fácil a rotina de viagem, deixando tudo no seu lugar e economizando tempo na hora de reorganizar tudo numa troca de hotéis.

11 – Saquinhos extras do tipo “zip lock”

Além dos organizadores de mala, sempre gosto de colocar uns saquinhos do tipo zip lock na mala, que podem desempenhar mil e uma funções como, por exemplo, guardar roupas de banho molhadas.

CONFORTO PESSOAL

12- Chapéu

Quem me segue no meu instagram pessoal sabe que eu sou fundadora da hashtag #maischapéuporfavor. Eu amo usar chapéu desde que eu me entendo por gente! E desconheço acessório mais prático: no verão, garante aquela sombrinha no rosto; no inverno, ajuda a esquentar a cabeça. De quebra, o look fica mais estiloso!

13- Guarda-chuva

E, falando em sombrinha, é sempre conveniente ter um guarda-chuva em mãos durante as viagens. Comprar guarda-chuvas em viagens sempre é um gasto extra, e geralmente só encontramos sombrinhas pesadas e não muito compactas. Escolher com antecedência pode economizar dinheiro e espaço na sua mala! Eu já tive alguns guarda-chuvas compactos, e o próximo que quero testar é esse aqui.

14- Bolsa/mochila para o dia

É importante ter uma bolsa prática para carregar câmera, carteira, cópia dos documentos, bateria extra, garrafa de água e outros itens essenciais para um dia de passeio. De preferência, impermeável e que dificulte a vida dos pick pockets. O marido usa uma mochila da Timberland há alguns anos, e ela é super resistente, espaçosa e leve. As minhas favoritas são definitivamente da Longchamp, embora o meu duo de mochila + bolsa carteiro da Prada em nylon também sejam queridinhas para minhas viagens. Outra que eu acho bem prática é a Fjallraven Kanken. Ainda quero escrever um post falando especificamente sobre as minhas bolsas preferidas para viajar!

15- “Farmacinha”

Também conhecido como kit de sobrevivência ou primeiros socorros, o apelido “farmacinha” vem da época em que eu fazia parte da equipe de guias dos grupos da Point Travel pra Orlando. Esse é o tipo de coisa que não dá pra palpitar muito, já que tem que atender às necessidades individuais, mas o importante é nunca viajar sem levar os remédios que já tem costume de usar! Em alguns lugares do mundo, comprar um simples remédio pode causar uma dor de cabeça incrível. Curativos, antiinflamatório, antialérgicos, pomadas, remédios de estômago, vitaminas, e até mesmo um antibiótico podem garantir sua saúde e paz de espírito numa viagem.

PARA O VÔO

16- Lanchinhos

Comida de aeroporto é sempre cara, e geralmente nada saudável. Com um pouquinho de planejamento, é possível preparar pequenos lanchinhos que podem salvar você da fome durante o vôo ou numa conexão. Além de ter gastrite, pressão baixa e hipoglicemia, eu saio do sério quando estou com fome. Biscoitinhos, barrinhas de cereal e chocolates são alguns dos meus snacks preferidos e que garantem a minha felicidade durante uma viagem.

17- Material de entretenimento

Tablet, leitor digital, livros e computador portátil são excelentes passatempos para viagens. Eu gosto de ler e ouvir música ao mesmo tempo, então minha dupla favorita costuma ser o Kindle Paperwhite + iPod (muito old school).

18- Lenços umedecidos

Uma vez li uma pesquisa que revelava que as mesinhas dos aviões costumam ser muito mais sujas do que os banheiros das aeronaves. Eca! Desde então, a primeira coisa que eu faço ao entrar no avião é justamente limpar minha mesinha com lenços umedecidos antibacterianos. Meus vizinhos de vôo podem me achar exagerada, mas eu viajo com muito mais paz de espírito depois de higienizar as superfícies de contato do avião. Lenços umedecidos também podem ser muito úteis para limpar as mãos antes e/ou depois das refeições, para refrescar-se ao longo do dia ou nas mais inesperadas necessidades.

19- Spray de água termal

Isso pode parecer muito supérfluo pra muita gente, mas eu não vivo sem água termal. Durante um vôo longo, ajuda a refrescar e manter a pele hidratada, além de particularmente me ajudar a respirar melhor. Em um dia longo de passeios, ajuda a revigorar a pele.

20- Máscara para os olhos

Eu não viajo sem uma máscara para os olhos à mão! Ultimamente não tenho levado comigo nenhum travesseiro de pescoço porque perdi tantos nos últimos anos que achei que ia falir para fazer a reposição constante desses itens. Mas a máscara para os olhos me ajuda a relaxar durante o vôo, ainda que eu tenha certa dificuldade pra dormir, e é, pra mim, item indispensável.

21- Meias de compressão

É normal que nossos pés e pernas fiquem muito inchados durante os vôos, e as meias de compressão ajudam a diminuir a sensação de desconforto que esse inchaço pode causar, além de prevenir a trombose. Se você puder comprar uma meia de compressão com indicação médica correta de qual modelo e grau de compressão é o ideal pra você, melhor ainda!

Quem foi Aram Manukyan?

Na tarde do dia 17 de julho de 2018, uma nova estátua foi inaugurada em Yerevan, com a presença do Primeiro Ministro Nikol Pashinyan, do Presidente da Armênia Armen Sarkissian, e do Patriarca da Igreja Armênia Garegin II (Catholicos of the Armenian Church). A homenagem a Aram Manukyan fica na saída da estação de metrô da Praça da República, na esquina da rua Aram, o que despertou a minha curiosidade em descobrir um pouquinho mais sobre este importante político armênio.

Aram Manukyan (19 março 1879 – 29 janeiro 1919) foi um político armênio revolucionário, membro líder do partido nacionalista Federação Revolucionária Armênia (Dashnaktsutyun). Ele é conhecido como o fundador da Primeira República da Armênia, há 100 anos.

Nos primeiros meses da Primeira Guerra Mundial, Manukyan trabalhou junto aos oficiais Otomanos em Van, uma das maiores cidades da Turquia, para diminuir as crescentes tensões até a metade de abril de 1915, quando as forças turcas sitiaram a cidade. Aram Manukyan então conduziu a auto-defesa civil de Van e, como resultado dessa empreitada, milhares de pessoas não foram deportadas nem massacradas pelo governo turco durante o genocídio armênio.

Depois da Revolução Russa e o colapso do fronte do Cáucaso em 1917-18, Aram Manukyan foi um “ditador popular” da área não-conquistada em torno da cidade de Yerevan. Em maio de 1918, ele organizou a defesa contra o avanço do exército turco, que foi efetivamente contido na Batalha de Sardarabad, prevenindo a destruição completa da nação armênia. Manukyan desempenhou um papel importante no estabelecimento da Primeira República da Armênia, e atuou como Primeiro Ministro dos Assuntos Internos. Ele morreu de febre tifóide em janeiro de 1919.

Aram Manukyan foi um advogado da autoconfiança. Ele era conhecido pela sua habilidade em unir diferentes setores da sociedade por uma causa comum. Ele é considerado por muitos acadêmicos como o fundador da Primeira República da Armênia. Durante o período soviético, ele e outros proeminentes partidários foram negligenciados. Desde 1990, tem sido feitas muitas tentativas de reviver sua memória na Armênia independente, e a inauguração desta belíssima estátua faz parte destes esforços.

A estátua foi idealizada por David Minasyan, e mostra Aram Manukyan, feito de pedra (como a maioria das estátuas e monumentos de Yerevan), envolto na bandeira da Armênia, feita em mármore.

Petit Palais e as exposições temporárias

Localizado bem pertinho da Champs-Élysées, o Petit Palais (ou Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris) é uma atração por si só: a belíssima entrada do palácio já arranca suspiros dos visitantes. Como se não bastasse a beleza da construção, a entrada para as exposições permanentes é gratuita.

Mas a minha visita ao Petit Palais no último mês de março tinha como objetivo conferir as duas exposições temporárias que estavam concorridíssimas – as filas para comprar ingressos eram intermináveis! “Les Hollandais à Paris, 1789-1914” e “L’art du pastel de Degas à Redon” reuniam verdadeiras obras primas por tempo limitado, e o bilhete combinado para conferir as duas exposições custou €15.

Les Hollandais à Paris, 1789-1914

Da tradição da pintura das flores às rupturas estéticas da modernidade, a exposição coloca luz sobre as ricas trocas artísticas, estéticas e amigáveis entre os pintores holandeses e franceses, do reino de Napoleão ao alvorecer do século XX.

Desde o primeiro Império, e principalmente a partir de 1850, mais de um milhão de pintores holandeses deixaram seu país para renovar suas inspirações. Entre eles, quase todos escolheram se estabelecer em Paris, inexoravelmente atraídos pelo dinamismo da sua veia artística. Os pintores tinham a oportunidade de seguir uma escola rica, de encontrar lugares para exposição e venda das suas obras, ou simplesmente de fazer novos contatos. Nas suas estadias, menos ou mais longas, foram muitas vezes o primeiro passo para uma instalação definitiva na França. Isso passou a causar influência decisiva sobre o desenvolvimento da pintura holandesa, já que alguns artistas, como Jacob Maris ou Breitner, difundiam as novas ideias quando voltaram à Holanda.

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Do mesmo modo, artistas como Jongkind e Van Gogh influenciaram seus camaradas franceses com temas, cores, e caminhos próximos da sensibilidade holandesa, fundamentados na tradição do século de ouro holandês que o público francês redescobria naquela época. 115 obras emprestadas pelos grandes museus da Holanda, bem como algumas outras de outros museus europeus e americanos, marcam essa jornada, retratando um século de revoluções na pintura.

A jornada cronológica nos conta sobre os elos que foram forjados entre os artistas holandeses e seus camaradas franceses, as influências, as trocas e os enriquecimentos mútuos por meio das obras de 9 pintores holandeses: Gérard van Spaendonck, ao fim do século XVIII, e Ary Scheffer, da geração romãntica; Jacob Maris, Johan Jongkind e Frederik Kaemmerer, na metade do século XIX; e George Breitner, Vincent van Gogh, Kees van Dongen e Piet Mondrian, ao fim do século XIX e início do século XX. Suas obras são apresentadas lado a lado daquelas dos artistas franceses contemporâneos como Géricault, David, Corot, Millet, Boudin, Monet, Cézanne, Signac, Braque, Picasso, a fim de estabelecer correspondências e comparações.

L’art du pastel de Degas à Redon

Com uma coleção rica de mais de 200 pinturas, o Petit Palais apresentou, pela primeira vez, uma seleção de mais de 150 obras, oferecendo um panorama exaustivo das principais correntes artísticas da segunda metade do século XIX, do Impressionismo ao Simbolismo.

A exposição permitiu descobrir as nuances da coleção com as obras de Berthe Morisot, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Mary Cassatt e Edgar Degas, dos artistas do Simbolismo como Lucien Lévy-Dhurmer, Charles Léandre, Alphonse Osbert, Émile-René Ménard, e um conjunto particularmente importante das obras de Odilon Redon, bem como a arte mais mundana de James Tissot, Jacques-Émile Blanche, Victor Prouvé e Pierre Carrier-Belleuse.

A técnica do pastel seduz pela sua matéria e suas cores, permitindo uma grande rapidez de execução e traduz uma grande variedade estilística. De um simples traço colorido até as grandes obras super elaboradas, o pastel está no cruzamento entre o desenho e a pintura. A grande maioria das peças que foram expostas datavam de 1850 a 1914, ilustrando a renovação do pastel durante a segunda metade do século XIX.

A exposição também proporcionou aos visitantes a oportunidade de se familiarizarem com a técnica do pastel e com a questão da conservação das obras feitas em papéis, particularmente sensíveis aos efeitos da luz e que, portanto, não podem ficar em exposição permanente. Por conta disso, era proibido fotografar esta exposição.

Atual e próximas exposições no Petit Palais

Além do acervo permanente, que sempre merece aquela olhadinha, o Petit Palais tem muitas exposições temporárias. Entre 21 de junho e 14 de outubro de 2018, o Museu apresenta a exposição “Les Impressionnistes à Londres”. A partir do dia 15 de setembro até 14 de outubro, é possível conferir “Jakuchū (1716-1800 – Le Royaume coloré des êtres vivants”; entre 11 de dezembro e 17 de março de 2019, “Fernand Khnopff (1858-1921 – Le maître de l’énigme”; e entre 11 de dezembro e 31 de março de 2019, “Jean Jacques Lequeu (1757-1826) – Bâtisseur de fantasmes”.

A Armênia e o Futebol, e o Futebol na Armênia

Estamos em plena Copa do Mundo e, embora a seleção da Armênia não tenha se classificado para a competição, o país está tomado pelo espírito futebolístico! A proximidade com a Rússia, país sede do campeonato mundial de 2018, impulsionou o turismo na Armênia, já que muitos dos torcedores que visitam a Rússia nesse período estão aproveitando a oportunidade para conhecer outros países da região.

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Enquanto a bola rola na Rússia, Yerevan está em ritmo de Copa do Mundo, com muitos dos bares, cafés e restaurantes decorados com as bandeiras dos países que estão no campeonato, e muitos deles também estão transmitindo os jogos. Aqui, estamos 1 hora na frente do horário da Rússia, então a última partida do dia (que, no Brasil, acontece às 15h) começa às 22h, terminando pertinho da meia-noite. Se em outros lugares do mundo isso talvez fosse motivo para que a rua estivesse vazia, principalmente se tratando de um país que não está competindo no campeonato mundial, em Yerevan a cidade vibra e pulsa!

A seleção masculina da Armênia está em 100ª posição no ranking da FIFA. Nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018, a Armênia fez parte do Grupo E – o mesmo grupo da Dinamarca e da Polônia, que se classificaram para o mundial. Nos seus 10 jogos das eliminatórias, a Armênia somou (apenas) 7 pontos, e ficou em 5º lugar no grupo, na frente apenas do Cazaquistão. Dos 10 jogos, 5 aconteceram no Estádio Republicano (Republican Stadium) de Yerevan, e a Armênia venceu 2 destes jogos: em 11 de novembro de 2016, na partida contra Montenegro, e em 26 de março de 2017, na partida contra o Cazaquistão, que presenciei ao vivo e a cores!

Ver a seleção da Armênia jogando no Republican Stadium de Yerevan foi mais uma das experiências inesquecíveis entre as tantas que tenho vivido aqui! O jogo foi muito animado; os armênios demonstraram muita paixão pelo esporte vestindo as cores nacionais, carregando bandeiras, cantando muito durante o jogo, gritando HAYASTAN (o nome armênio da Armênia) diversas vezes e, é claro, fumando muito o tempo todo.

Henrikh Mkhitaryan, o craque que é o orgulho nacional

Durante as eliminatórias da Copa, Henrikh Mkhitaryan liderou o time, carregando a braçadeira de capitão. Ele é o grande craque armênio, e é o orgulho nacional: TODAS as camisas da seleção da Armênia que a gente encontra tem o nome dele, além dos bonecos uniformizados que homenageiam o jogador de futebol, que fazem enorme sucesso entre as crianças.

Henrikh Mkhitaryan foi para o Manchester United no meio do ano de 2016 e, em dezembro do mesmo ano, tornou-se o primeiro armênio a marcar um gol na Premier League, quando o Manchester United venceu o Tottenham por 1×0. Em janeiro de 2018, Mkhitaryan assinou com o Arsenal. O curioso é que Mkhitaryan também se tornou o primeiro jogador de futebol a marcar pelo Manchester United e contra o Manchester United numa mesma temporada!

Nascido em Yerevan em 21 de janeiro de 1989, Henrikh Mkhitaryan fez 6 gols com a camisa da seleção da Armênia durante as eliminatórias para a Copa do Mundo, mas infelizmente não conseguiu conduzir o time nacional à Copa do Mundo. A seleção da Armênia nunca jogou uma fase final de Copa do Mundo.

Salvem o futebol armênio!

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Desde 2015, quando a Armênia terminou em último lugar na fase classificatória para o Campeonato Europeu, há um movimento que luta para resgatar o futebol armênio, numa tentativa de impulsionar tanto o time nacional quanto as ligas locais. Naquela época, o First Armenian Front (a maior das torcidas organizadas do país) submeteu à Football Federation of Armenia (a instituição futebolística do país) três demandas: primeiro, que um técnico internacional de alta qualidade fosse contratado para treinar a seleção armênia; segundo, que todos os candidatos ao time nacional tivessem oportunidade de jogar, sem discriminações; e, terceiro, que os preços para os jogos da seleção nacional fossem reduzidos.

O First Armenian Front, fundado em 2007, não só apoia a seleção quando joga em casa, mas também organiza viagens para que os torcedores locais tenham a oportunidade de acompanhar as partidas do time nacional, e também para reunir torcedores armênios de todo o mundo.

O então presidente da Football Federation of Armenia, Ruben Hayrapetyan, respondeu que o First Armenian Front representa um grupo pequeno de torcedores e que as suas demandas não poderiam ser consideradas como a voz de todos os torcedores do time nacional. A reação de Hayrapetyan é característica das lideranças tradicionais armênias; só agora, após a Velvet Revolution, é que começamos a ver algumas mudanças nas respostas às demandas diversas dos cidadãos (mais sobre a Velvet Revolution em breve!).

Os armênios são apaixonados por futebol, e é fácil notar que a vontade da população é de que o time nacional seja impulsionado para participar dos grandes campeonatos internacionais. Os 9 clubes armênios disputam a Copa da Armênia anualmente e, nesse ano, o clube “FC Pyunik” passará a ser chamado “FC Yerevan”, em homenagem à capital da Armênia, que é sua sede, no ano em que a cidade completa 2800 anos. Os outros clubes armênios são: FC Shirak, com sede em Gyumri; FC Lori, com sede em Vanadzor; FC Gandzasar-Kapan, com sede em Kapan; FC Banants, FC Ararat City, FC Alashkert, FC Artsakh, e FC Erebuni, todos estes com sede em Yerevan.

Muito ligados ao futebol e na história futebolística mundial, não é raro que muitos falem sobre os jogadores brasileiros com grande admiração – e não só de Neymar, Ronaldo ou Pelé, mas também Mané Garrincha, Rivaldo, Roberto Carlos, Taffarel, Romário, Bebeto e tantos outros que fizeram história no futebol brasileiro. A campanha “SAVE ARMENIAN FOOTBALL” é um manifesto real da vontade dos torcedores armênios em valorizar o esporte no país e projetar seus jogadores para o mundo, e a admiração que eles tem pelo futebol brasileiro está intimamente ligada a este anseio.

*texto publicado originalmente no Brasileiras pelo Mundo

Musée d’Orsay

Vocês acreditam que, até essa minha última ida a Paris, eu não tinha entrado no Musée d’Orsay?! Pois é! Finalmente corrigi esse erro e fui conhecer o acervo desse museu incrível, e também dar uma olhadinha nas exposições temporárias.

O Musée d’Orsay fica no coração de Paris, às margens do Sena, de frente para o Jardin des Tuileries. O museu ocupa o espaço que foi, um dia, a Gare d’Orsay, um edifício construído para a exposição universal de 1900, o que torna o prédio a primeira obra de arte do Museu, que tem uma coleção exposta de peças que datam de 1848 a 1914.

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Às vésperas da exposição universal de 1900, a França cedeu o terreno à Compagnie des Chemins de fer d’Orléans que, desfavorecidos pela posição excêntrica da estação de Austerlitz, projetavam construir, no lugar do Palais d’Orsay, uma estação mais central. Em 1887, a Compagnie consultou três arquitetos (Lucien Magne, Emile Bénard e Victor Laloux) sobre as restrições do espaço – a elegância do quarteirão, a vizinhança ao Palais du Louvre e da Légion d’Honneur – que apresentavam um desafio: integrar a Gare ao elegante espaço urbano em que estava inserida. Victor Laloux foi o escolhido em 1898.

Construída num período de 2 anos, a estação foi inaugurada para a exposição universal em 14 de julho de 1900. O exterior desenhado por Laloux mascarava as estruturas metálicas da estação com uma fachada de pedra de estilo eclético; no interior, o modernismo se impunha: planos inclinados e elevadores de carga para as bagagens, elevadores para os passageiros, 16 pistas no porão, os serviços de recepção no piso térreo, tração elética. O grande hall tinha 32m de altura, 40m de largura e 138m de profundidade.

Entre 1900 e 1939, a Gare d’Orsay desempenhou papel fundamental para a linha sudoeste da França. O Hôtel d’Orsay recebia, além dos viajantes, as associações e partidos políticos para conferências e banquetes. Porém, a partir de 1939, a estação servia apenas aos subúrbios, já que suas plataformas ficaram muito curtas por conta da eletrificação progressiva das linhas ferroviárias e do prolongamento dos trens.

A transformação de estação de trem em museu foi colocada a cargo dos arquitetos Bardon, Colboc e Philippon, do grupo ACT-Architecture. O projeto deles, selecionado entre 6 propostas em 1979, deveria respeitar a arquitetura de Victor Laloux em todo o tempo da reinterpretação da sua função para a nova vocação, o que permitia valorizar o grande salão, utilizando a nave como eixo principal do percurso, e transformando a marquise em entrada principal.

Três níveis desenham o percurso do museu: no térreo, as salas são distribuídas ao longo do corredor central; no nível intermediário, as esplanadas dominam o percurso, e introduzem as salas de exposição; no nível superior, localizado acima do pórtico ao longo do cais, se estende até a parte mais alta do Hôtel, na rue de Bellechasse. Os outros espaços são acessíveis a partir destes três níveis principais de exposição das obras: o pavilhão de subida, as passagens vitrais ao oeste da estação, o restaurante do museu (localizado na antiga sala de refeições do Hôtel), o café dos autores, a biblioteca e o auditório.

O interior original do museu foi projetado por uma equipe de cenógrafos e arquitetos, sob a direção de Gae Aulenti, que trabalho com Italo Rota, Piero Castiglioni (consultor de iluminação) e Richard Peduzzi (responsável pela apresentação arquitetônica) para criar uma disposição unificada a partir de uma grande diversidade de volumes, particularmente pela homogeneidade dos materiais utilizados (revestimento de pedra no chão e nas paredes). Tal desenvolvimento corresponde ao volume desproporcional da antiga estação. A sinalização foi projetada por B. Monguzzi e J. Widmer. Quanto à iluminação, alterna-se entre natural e artificial, o que permite variar as intensidades necessárias de acordo com a diversidade das obras expostas.

O Musée d’Orsay está aberto entre 9h30 e 18h todos os dias, exceto às segundas (quando o museu fecha) e quintas, quando o museu fica aberto até 21h45. O ingresso custa €12, mas há também a opção de comprar o “Passeport Musée d’Orsay + Musée Rodin”, que permite uma vista a cada um dos museus, por €18.