Milão a pé em 3 dias

Ciao, ragazze! Estamos em Praga, mas já tem tanto tempo que não escrevo aqui que tenho que “voltar” pra Itália pra contar pra vocês sobre os nossos dias em Milão! Nossas férias tem sido muito agitadas e só agora consegui parar pra escrever com calma – e se não é pra escrever com calma, é melhor nem escrever, né?!

Fomos de Nice pra Milão de trem no dia 05/junho e descemos na estação central (Milano Centrale), que ficava bem próxima do nosso hotel e o taxi custou menos de 7 euros. Como nós chegamos no hotel próximo das 18h, simplesmente deixamos as malas no quarto e saímos em busca de alimento. Fomos surpreendidos por uma chuva forte, então decidimos ficar ali por perto mesmo, caminhando até o Platina, onde provei a deliciosa combinação de salmão, tomate, manjericão e gengibre. Jamais pensei que ia amar tanto o gengibre no macarrão!!

Na terça, depois de deixarmos nossas roupas na lavanderia, passeamos pelo parque Giardini Publico Indo Montanelli, também conhecido como Giardini Pubblici di Porta Venezia. Este parque foi o primeiro parque público de Milano e fica na Corso Venezia, e abriga um Museu e o Planetário.

De lá, seguimos em direção ao Castello Sforzesco, numa caminhada de aproximadamente 25min. O Castello Sforzesco foi construído no século XV pelo Duque de Milão Francesco Sforza, e chegou a ser uma das maiores citadelas da Europa nos séculos XVI e XVII. Hoje, o Castello Sforzesco abriga 9 museus.

Aproveitamos pra passear no Parco Sempione, que é adjacente aos jardins do Castello, e também ver o Arco della Pace, que data do século XIX, embora sua construção tenha começado no século XV como parte da muralha romana que cercava a cidade.

Voltamos caminhando calmamente em direção à lavanderia, pois já era hora de buscar nossas roupas, e, depois de deixá-las no hotel, almoçamos no ótimo japonês Igiban, que oferece rodízio (ou, como eles chamam, all you can eat) por 12,80 euros por pessoa. A gente gostou tanto da comida e do ambiente que voltamos nos outros dias pra almoçar por lá também, já que estava calor demais durante o dia pra comer massa.

Depois de comermos bastante, fomos caminhando para a Duomo di Milano – outra caminhadinha de mais ou menos 25min. Foi só a gente chegar lá na piazza que começou a cair uma chuva fortíssima! A fila para entrar na Duomo era enorme, e confesso que nós não tivemos disposição de encarar. A catedral é imensa e, ao vivo, é absolutamente impressionante mesmo! Quando voltarmos a Milão, certamente vamos nos programar pra fazer a visita à gigantesca catedral, cuja construção começou em 1386 e só terminou em 1813. Nos refugiamos da chuva na Galleria Vittorio Emanuele II, já aproveitando para admirar os belíssimos mosaicos que decoram o lugar, e também demos uma passadinha na boa livraria que fica lá dentro. No centro da galeria, há 4 mosaicos que retratam os brasões de armas de Turin, Florença, Roma e Milão, e a tradição diz que terá boa sorte a pessoa que girar três vezes com o calcanhar sobre os testículos do touro que está no brasão de armas de Turim. Eu não quis fazer isso porque já sabia que esta prática danifica o mosaico, e achei meio absurdo. Mas é a tradição, né?!

Atravessando a galeria, passamos pelo Palazzo Marino e chegamos ao Teatro alla Scalla. A esta altura, já tinha parado de chover de novo. O Teatro alla Scalla foi inaugurado em 1778, e é considerado um dos principais palcos da ópera e do ballet no mundo. De lá, voltamos caminhando pro hotel, passando pelo Quadrilatero della Moda, um passeio que nos tomou mais 30min.

Optamos por voltar pro hotel pra descansar antes de sairmos pra jantar, e o restaurante escolhido para este dia foi o L’antro della Sibilla. Lá, comi o Risotto del Dio Apollo, que é um dos pratos mais interessantes que já provei na vida, misturando vinho tinto, salame, provolone e pimenta branca. Uma delícia!!

Acordamos na quarta feira ainda cansados e com vontade de dormir o dia todo, mas Milão nos esperava! Então reunimos todas as nossas forças e fomos caminhar, porque acreditamos que é caminhando que se conhece verdadeiramente um lugar!

Fomos direto para a Igreja Santa Maria Delle Grazie, na esperança de conseguirmos ingresso para ver A Última Ceia de Leonardo Da Vinci. Quanta inocência! Após uma caminhada de cerca de 45min, demos com a cara na porta. Aparentemente, os ingressos para o museu se esgotam com alguma antecedência, e podem ser reservados neste site. É outra visita que vai ficar pra nossa próxima ida a Milão (tô firme na ideia de que voltaremos!)!

Como essa visita foi frustrada, nós aproveitamos pra passear um pouco mais pelo centro histórico de Milão, admirando as belas igrejas de tijolinhos que encontramos pelo caminho até chegarmos na Basilica San Lorenzo Maggiore, que é a igreja mais antiga de Milão, tendo sido construída entre os séculos IV e V. De uma igreja a outra, levamos cerca de 20min.

Já era hora de almoçar e, como já contei, nós voltamos ao Igiban, o que rendeu uma caminhada intensa de quase 45min. Fazia um calor surreal em Milão, e o marido resolveu ficar descansando no hotel depois do almoço enquanto eu me aventurava pelo Quadrilatero della Moda pra fazer umas comprinhas. Do hotel até o Quadrilatero, a caminhada durava mais ou menos 20min, mas sob o sol forte eu confesso que parecia mais!

De noite, jantamos no Limone, e fomos e voltamos a pé, é claro, num passeio de 12min pra cada trecho. Neste jantar, pedimos prosciutto parma de entrada, pizza como prato principal, e provamos as sobremesas mil folhas e bolo de chocolate recheado. As sobremesas decepcionaram um pouco, mas a entrada, a pizza e o vinho estavam muito bons.

Nosso terceiro e último dia em Milão também foi muito muito muito quente. Fomos de manhã até a Piazza degli Affari, onde chegamos após caminhada de quase 35min. É lá que está a escultura “L.O.V.E.” do artista Maurizio Cattelan, no meio do centro financeiro de Milão. Achei hilário!

Depois do almoço (sim, também no Igiban!), tentamos ir ao cinema, mas não deu muito certo porque os filmes estavam todos dublados em italiano e só uma metade do casal estudou italiano. Isto posto, fomos em busca de um bom sorvete, e o eleito foi o Gelato Giusto. O cone mais simples era de 2 bolas, e eu escolhi amêndoas e amendoim. Deus do céu, que delícia!

Mais tarde, fomos jantar no Eataly, que ficava a 20min caminhando do nosso hotel. Eu tinha muita curiosidade de ir no Eataly e fui incapaz de convencer o marido a ir comigo no de SP, mas em Milão nós concordamos que seria um passeio bacana, e realmente foi!

Como iríamos bem cedinho pro aeroporto no dia seguinte, este último dia em Milão precisou ser menos acelerado e com um pouquinho do tempo dedicado pra ajeitar as coisas nas malas antes de partirmos pro nosso próximo destino: Berlim!

É claro que seria mentira dizer que conhecemos a cidade inteira em 3 dias, mas certamente conhecemos muito mais da cidade porque fizemos todos os nossos trajetos a pé!

Passeando em Cannes

Domingo nós aproveitamos mais um dia de sol na Côte d’Azur para conhecer Cannes! 


Pegamos o trem 13h na estação de Nice e chegamos em Cannes 47min depois – mas estes 47min passam rapidinho porque o caminho é todo por praias belíssimas, e a gente fica tão encantado que nem vê o tempo passar! O bilhete de trem (ida e volta) custou 15€ por pessoa. 


Chegando em Cannes, fomos direto ver o Palácio do Festival e a calçada da fama deles. As estruturas do festival ainda estão sendo desmontadas, e foi inevitável não sentir um pouquinho de vontade de ter ido pra lá durante o festival! 


Em seguida, andamos um pouquinho pela orla, até irmos para a cidade velha, onde escolhemos almoçar pizzas!


Depois do almoço, andamos mais um pouquinho pela cidade velha, caminhamos até o porto, tomamos sorvete à beira mar, e aproveitamos o belo dia de sol. 

Como estávamos exaustos do passeio por Montecarlo, não nos forçamos muito e já voltamos pra Nice pouco antes das 18h. Foi um passeio rapidinho, porém deu pra ver in loco o charme vintage da cidade que recebe o grande festival de cinema! 

Uma tarde em Mônaco

No nosso segundo dia na Côte d’Azur, fomos à praia de manhã em Nice, almoçamos na Vieux Ville e tomamos o trem rumo ao Principado de Mônaco!


A viagem de trem dura menos de 30min e cada bilhete custa €4. A Gare de Monaco fica no centro do Principado, já bem próximo ao Casino Monte Carlo e aos trechos da pista do Grande Prêmio de Mônaco. 

Nós fomos primeiro para a praça do Casino Monte Carlo e, em seguida, já nos dirigimos para a curva mais lenta da fórmula 1! 

Depois, atravessamos o famoso túnel, e chegamos ao ponto da largada das corridas. 


De lá, subimos (e como subimos!) até chegarmos ao Museu Oceanográfico. 

Próximo ao Museu, ficam a Catedral de Monaco e também o Palácio. 


Passeamos pelos jardins reais, e, como eu estava faminta, aproveitei pra tomar um sorvetinho em frente ao palácio hihihihi 


No caminho de volta para a estação de trem, terminamos de percorrer a pista do Grande Prêmio. Mesmo não sendo fã de corridas como o Felipe, confesso que fiquei emocionada com o passeio!


Caminhamos muito pelo Principado, o passeio foi muito agradável e já podemos riscar mais um país do mapa! Hihihi! 

Um dia caminhando por Nice

Nosso segundo destino das férias é a Côte d’Azur! Viemos pra Nice encontrar os mais do que amados Gabriel e Leonardo e estamos aproveitando muito os dias de sol, calor e céu azul! Isso aqui parece um sonho!


Ontem passamos o dia inteiro caminhando por Nice, e conhecemos os principais pontos turísticos da cidade.  


Começamos o dia tomando café da manhã no Le grand café de Lyon à Nice, já aproveitando o sol e matando a saudade. A formule do café da manhã custava €11, com direito a suco, bebida quente, geleia, manteiga, croissant ou pain au chocolat, e baguette ou torradas. Depois, saímos caminhando em direção à Promenade des Anglais.

A “Sapucaí” de Nice! É nessa rua onde acontece o carnaval de Nice, inclusive a tradicional batalha das flores. 


Almoçamos na Vielle Ville, no restaurante La claire fontaine, que tem um menu apetitoso com preços justos (o prato mais caro foi €14). 

A Vielle Ville é cheia de restaurantes, bares e lojinhas charmosas nas suas pequenas ruas! 


Depois do almoço, continuamos explorando a Vielle Ville, e subimos até o Château de Nice para ver as ruínas. De lá de cima, vários mirantes proporcionam vistas (e fotos!) incríveis da cidade. 


No fim da tarde, aproveitamos o happy hour no Lou Pastrouil, e jantamos bem mais tarde no Le café des chineurs, optando por uma tábua de frios pra acompanhar o Aperol Spritz. 


Aqui em Nice tá anoitecendo bem tarde mesmo e, com o calor, a gente perde completamente a noção da hora. É ótimo pra aproveitarmos bastante o dia!! 

Moscou: МГУ

A Московский государственный университет имени М. В. Ломоносова, a МГУ, ou, em bom português, Universidade Estatal de Moscou em nome de M. V. Lomonosov, é uma das mais antigas e renomadas da Rússia, tem o maior edifício educacional do mundo! 

O campus é imenso e, depois de descermos no metrô, ainda tomamos um ônibus para chegar mais perto do prédio principal.


Para entrar no prédio principal, é necessário ser aluno da universidade. Lá dentro, as instalações incluem serviços como cabeleireiro, barbearia, restaurantes, etc, tudo com preços adequados aos bolsos estudantis! Neste enorme prédio, também moram estudantes e professores dos diversos cursos oferecidos pela МГУ. 


Quem nos levou lá pra conhecer o campus na última terça feira (30/05) foi o nosso amigo Rodrigo, que mora em Moscou há 6 anos e estuda História na МГУ.  


A Universidade tem um belíssimo mirante para a cidade, e certamente vale a visita!