Metelkova e arte em Liubliana

Os 7 prédios de Metelkova, outrora sede militar do exército do Império Austro-Húngaro e, posteriormente, sede eslovena do Exército Nacional da Iugoslávia, estão ocupados por arte desde o começo da década de 1990.

IMG_5353

O Centro Cultural Autônomo de Metelkova (em eslovênio, Avtonomni kulturni center Metelkova mesto), também conhecido pela sigla AKC, fica no centro da cidade de Liubliana com uma área total de 12.500m² ocupada desde setembro de 1993. A área recebeu esse nome por conta da rua Metelko (em eslovênio, Metelkova ulica) que, por sua vez, homenageia o padre da Igreja Católica Romana Fran Metelko.

A história de Metelkova como um centro de arte começa em 25 de junho de 1991, com a declaração da independência da Croácia e da Eslovênia. Esse data é considerada uma das muitas que marcam o fim da República Socialista Federativa da Iugoslávia. Depois da dissolução da Iugoslávia naquele ano, o Exército Iugoslavo deixou Metelkova, que rapidamente se tornou um brownfield militar com seus quartéis abandonados. (Browfield é um termo usado para definir áreas com potencial de desenvolvimento e que antes eram usadas para fins militares.)

 

Em 1991, a Rede de Metelkova, formada por 200 organizações jovens e alternativas, pediu à prefeitura de Ljubljana que permitisse o uso daqueles quartéis para fins pacíficos e criativos. A prefeitura, então, cedeu à Rede de Metelkova a permissão formal de usar a área; entretanto, tais promessas não foram de fato cumpridas, e a prefeitura não queria que a área fosse efetivamente ocupada. Esse papel ambíguo se manteve por muitos anos, até que em 1993 Metelkova passou a ocupar ilegalmente a região, sendo redefinida como uma zona autônoma e auto-organizada em 1995. Desde então, o centro se tornou um lugar de aceitação para as minorias, embora ainda existam ameaças por parte das autoridades municipais e do Estado.

Outro exemplo da ambiguidade das ações do Estado Esloveno e da prefeitura com relação à Rede de Metelkova e à região são os subsídios da administração municipal para a construção de um pequeno abrigo de verão, conhecido como Mala Šola (ou Pequena Escola). Este abrigo, planejado e construído em 2001 por voluntários, foi imediatamente classificado como abusivo. À construção, seguiu-se o pedido de demolição, imediatamente depois de outro escritório municipal denunciá-lo para um órgão governamental. Depois de muitas tentativas frustradas, o prédio foi enfim demolido em 2 de agosto de 2006. Embora haja planos para reconstruí-lo, o projeto não saiu do papel.

Nos anos 2000, novos atores se envolveram na zona autônoma de Metelkova como, por exemplo, a comunidade LGBT, outras organizações não-governamentais e até mesmo a UNESCO. Embora não tenha ajudado Metelkova a receber seu status legal, a área foi reconhecida como Patrimônio Cultural Nacional em 2005.

Advertisements

Tivoli Park em Liubliana

O Parque Tivoli é o maior e mais bonito parque de Liubliana, que se estende até o centro da cidade e foi idealizado em 1813 pelo engenheiro francês Jean Blanchard. Blanchard uniu os parques que ficavam em torno das Mansões Podturn e Cekin, criando uma área de cerca de 5km².

IMG_5123

Cruzando o parque Tivoli, encontramos três largas vias de pedestres margeadas por muitas castanheiras e ornamentadas por flores, inúmeras árvores e numerosas estátuas e fontes, com a área do parque se misturando às colinas de Rožnik.

Jakopičevo sprehajališče (ou Passeio Jakopič, ou mesmo Jakopič Promenade), idealizado pelo arquiteto Jože Plečnik no centro do parque Tivoli, é uma área popular para a exibição de grandes fotografias e fica aberto o ano inteiro com exposições temporárias.

Desde a sua idealização em 1813, o Parque Tivoli passou por diversas expansões e projetos de re-paisagismo, incluindo a construção de um lago para peixes na margem oeste em 1880. Próximo ao lago, fica localizado um pequeno jardim botânico com uma estufa de vidro, cuja administração foi confiado ao Jardim Botânico de Liubliana em 2010, quando completou 200 anos. Dentro da estufa de vidro, há uma exibição permanente de plantas tropicais e carnívoras. Do outro lado do lago para peixes, há um playground infantil, que foi construído em 1942 e renovado em 1994.

IMG_5125

Entre 1921 e 1939, um extensivo projeto de atualização foi colocado em prática pelo arquiteto Jože Plečnik, que idealizou a ampla Jakopič Promenade, que termina aos pés da escadaria que conduz à Mansão Tivoli, e que homenageia o pintor impressionista esloveno Rihard Jakopič.

Em 1929, foi construída a piscina externa Letno Kopališče Ilirija em uma das pontas do parque Tivoli, com design de Stanko Bloudek. Quando foi construída, era a piscina mais moderna de todo o Reino da Iugoslávia. Em memória a Bloudek, um parque desportivo foi construído em frente à Mansão Cekin (Cekinov grad), incluindo quadras de tênis e basquete, um rink de patinação e skate, e um playground infantil idealizado pelo arquiteto Marjan Božič. Em 1965, Božič também criou o Dvorana Tivoli, um hall dedicado a eventos desportivos e concertos. Em 1973, foi construído um centro esportivo e recreativo com piscina interna e pistas de boliche, com design de Fedja Košir.

Piran, o coração da Ístria na Eslovênia

Continuando nosso passeio pela Ístria, atravessamos a fronteira da Croácia com a Eslovênia rumo à Piran e Portorož. As duas cidades ficam coladinhas uma na outra; nosso hotel ficava em Portorož, mas as principais atrações turísticas estão em Piran. Por isso, passeamos bastante por lá.

DSC01130

Piran é uma cidade portuária e, por conta disso, muitos dos visitantes passam apenas poucas horas por lá antes de voltarem para seus respectivos cruzeiros.

Muralhas de Piran

DSC01120

As muralhas da cidade de Piran datam do século VII, quando foram construídas em torno do antigo centro da cidade em Punta. Desde então, a cidade cresceu na direção de Mandrac, incluindo cada vez mais quarteirões que iam se formando fora dos limites da muralha. Por conta do crescimento da cidade, e visando protegê-la dos ataques inimigos, duas novas partes da muralha foram construídas, incluindo diversas torres de defesa. A seção da muralha melhor preservada é conhecida como Mogoron, e tem um valor histórico inestimável para a região.

Catedral de São Jorge

A Catedral de São Jorge, localizada no topo da colina acima do centro da cidade, de onde podemos ver 3 países ao mesmo tempo, é a maior igreja da cidade e homenageia o patrono de Piran. No século XIV, a Igreja foi construída do mesmo tamanho que se mantém até hoje, enquanto a renovação barroca no século XVIII deu à Igreja sua aparência atual. Por sua vez, a torre do sino ficou pronta durante o período de influência veneziana em Piran (no século XVII), e é uma cópia em menor escala do San Marco Campanile de Veneza. Seus 146 degraus conduzem ao topo da torre do sino, que tem 47,2m de altura e abriga quatro sinos.

Praça Tartini

O lugar onde hoje fica a Praça Tartini foi outrora um pequeno porto para barcos de pesca. Entretanto, no começo do século XIX, a área foi preenchida por areia e a nova plataforma ficou rapidamente cercada pelas mais importantes instituições municipais, sendo transformada em um mercado aberto. A praça foi batizada em homenagem a um famoso violinista e compositor local, Giuseppe Tartini (1692 – 1770). A praça tem o formato de uma elipse porque, entre 1912 e 1953, havia uma linha de bonde ligando a cidade de Piran às cidades vizinhas de Portorož e Lucija, e a praça servia como ponto de reversão do bonde.

Na Praça Tartini, encontramos a casa de Giuseppe Tartini e um monumento erguido em sua homenagem. Na casa de Tartini, uma sala foi organizada como memorial, exibindo itens valiosos como o violino do músico, sua máscara de morte e cartas escritas de próprio punho. Em 1892, celebrando o 200º aniversário de nascimento do compositor, o povo de Piran se mobilizou para erguer um monumento para honrar sua memória mas, por conta de atrasos, foi preciso esperar até 1896 para que a estátua de bronze do virtuoso músico fosse colocada no pedestal no meio da praça.

Também nesta mesma praça está a sede da prefeitura de Piran. No final do século XIII, os venezianos construíram a sede da prefeitura fora dos limites da muralha existente naquele período, em estilo gótico-romano. Somente no final do século XIX foi construída a sede da prefeitura na Praça Tartini, onde está até hoje.

Museu Histórico e Naval da Istria em Pula

O Museu histórico e marítimo de Istria (em croata, Povijesni i pomorski muzej Istre; em italiano, Museo storico e navale dell’ Istria) fica localizado na fortaleza veneziana Castelo de Pula, que fica na colina mais alta de Pula, com uma altitude de 32,4m. Devo confessar que foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Pula!

IMG_4981

Entre o mar e as colinas da Arena, Zaro e Sv. Mihovil, a fortificação veneziana foi adaptada para abrigar, desde 1961, o Museu Histórico da Ístria, fundado em 31 de dezembro de 1955 como Museu da Revolução.

O Museo storico e navale dell’ Istria conduz suas atividades como uma instituição pública e, atualmente, guarda partes da herança nacional e universal. O Museu tem vários departamentos, que cuidam dos arquivos com mais de 40 mil artefatos relacionados aos anos de dominação fascista na região de Ístria, bem como os registros da resistência e luta pela libertação do regime autoritário. Entre eles, muitos cartões postais, mapas, e uma coleção ampla de armamentos, uniformes e equipamentos militares e navais.

O ingresso para visitar a fortaleza e o Museu custa 20 kuna para adultos.

Disney World: o que é e como agendar o FastPass+

Quem tá em dia com os posts aqui do blog sabe que eu sou Disney freak assumida, e também que eu já fui guia pra Orlando entre 2009 e 2014. Ao todo, foram 15 viagens pra Orlando, e depois de 4 anos e meio de muita saudade (e umas escapadas pra Disneyland Paris no meio), finalmente chegou a hora de curtir toda a magia dos parques da Disney World de novo! Ou seja, atualizamos esse número para 16 hihihihi

captura de tela 2019-01-22 às 17.11.47

Neste post, quero fazer um passo a passo pra ajudar quem nunca foi pra Disney World e quer usar o My Disney Experience para agendar seus FastPasses.

Mas, pera aí, Letícia, o que é um FastPass+?

Calma que eu te explico. Desde a primeira vez que fui pra Disney, lá nos idos de 2004, já existia o sistema chamado FastPass, que nada mais é do que um “fura fila autorizado”. Nos parques da Disney, esse serviço sempre foi gratuito (nos parques da Universal existe o Express, e no Sea World e no Busch Gardens há o QuickQueue, porém ambos serviços são pagos e os preços variam de acordo com a época do ano e a demanda). As atrações da Disney tem, em geral, dois tipos de filas: stand-by e FastPass. A fila do FastPass anda mais rápido do que a stand-by (que, como o nome já diz, é uma espera), porque é distribuído um número limitado de passes para cada período do dia.

Até dezembro de 2013, pra conseguir um FastPass, você ia até máquinas localizadas ao lado de cada atração, colocava o seu ingresso, e a máquina devolvia o ingresso e mais um papel (equivalente ao FastPass) com um horário pra você voltar para aquela atração na fila do FastPass, sem a necessidade de ficar na fila do stand-by. Nessas horas, ir com um grupo guiado (alô Point Travel!) era uma vantagem imensa, porque enquanto um dos guias acompanhava o grupo em uma atração, o outro guia ia buscar FastPass, sempre buscando criar o melhor roteiro dentro de cada parque. Era mais complicado do que se pensa, principalmente se levarmos em consideração a lógica dos parques (sim! Cada parque tem uma lógica e tudo fica muito mais divertido quando a gente entende isso!) e também o fato de que só se podia agendar outro FastPass um determinado tempo depois de usá-lo. A Tininha, guia da Point Travel de quem eu era assistente, era muito expert nos FastPasses, e graças a ela já chegamos a usar 7 FastPasses num único dia de Magic Kingdom (que é o parque com maior número de atrações)!

Quando levamos o grupo de 2014, a Disney já tinha modernizado todo o sistema, com a implementação do My Disney Experience, das Magic Bands e do FastPass+. O que mudou, de fato, foi que a experiência passou a ser controlável também virtualmente, já que os ingressos ficam ligados a uma conta no My Disney Experience; ainda há totens de autoatendimento nos parques, próximos a determinadas atrações, onde os desavisados podem agendar seus FastPasses daquele dia, ou mesmo novos FastPasses de acordo com a disponibilidade. A partir de então, os ingressos de papel foram substituídos por cartões que tem um QR Code e que são, além de ingresso, os próprios FastPasses; se você comprar uma MagicBand, o seu ingresso será associado à MagicBand bem como os seus FastPasses agendados.

img_0888
minha MagicBand de 2014: edição especial da Mickey’s Not-so-scary Halloween Party

Com o FastPass+, é possível agendar até 3 atrações pelo My Disney Experience, com até 30 dias de antecedência a partir das 07h00 do horário local de Orlando. Para os hóspedes dos hotéis da Disney, a antecedência aumenta para 60 dias do dia do seu check in, podendo marcar os FastPasses+ de todos os dias da sua estadia de uma só vez. Isso é, de fato, uma vantagem interessante, já que as atrações mais novas, que costumam atrair mais visitantes (por exemplo, Flight of Passage no Animal Kingdom, Slinky Dog Dash no Hollywood Studios, e até a Seven Dwarfs Mine no Magic Kingdom que já tem 5 anos desde a sua inauguração mas continua ultra popular) costumam ter seus FastPasses esgotados antes dos 30 dias que os reles mortais dispõem. Faz tempo, mas eu já me hospedei em um hotel da Disney, e embora eu reconheça as vantagens (que aumentaram significativamente quando consideramos o FastPass+) eu tenho também muitas ressalvas, porém isso é assunto pra outro post. Fato é que, mesmo com os 30 dias de antecedência, dá pra agendar uns FastPasses+ bem interessantes e economizar bastante tempo nos parques, se você tiver uma boa estratégia – ou então guias muito sábios e espertos que vão te ajudar a aproveitar ao máximo (alô Point Travel de novo!). Se você nunca foi pra Disney World e/ou vai encarar sozinho os parques e a tarefa de marcar os FastPasses+, é fundamental estudar os mapas dos parques antes para se familiarizar com as opções e a disposição das atrações, porque você definitivamente não quer perder tempo “ziguezagueando” dentro do parque!

img_6650
MagicBand de 2019!

Dessa vez, comprei o ingresso de 5 dias, com 1 parque por dia (ou seja, sem a opção Park Hopper, que permite ir a mais de um parque por dia). Como eu tô indo sozinha pros parques da Disney, e graças a Deus eu conheço a Disney World como a palma da minha mão (obrigada Point Travel), eu não só já sabia exatamente o que eu queria fazer em cada parque mas também qual deles eu achava necessário repetir, bem como qual a estratégia de FastPasses eu usaria (e cenários alternativos para o caso de adotar estratégias diferentes!).

Eu estava ansiosíssima pra agendar meus FastPasses, e marquei cada dia de parque no minuto que ficava disponível (Disney freak, né, mores). Então aqui está como exemplo o meu primeiro dia de parque.

captura de tela 2019-01-22 às 17.11.59

Ao abrir a página do My Disney Experience, você verá as seguintes opções: “família e amigos”, “hotel no resort”, “ingressos dos parques”, “refeições”, e “FastPass+”. Como em 2014 este sistema já estava em vigor e o Felipe foi comigo em 3 dos 4 parques, o nome dele já aparece no meu cadastro; na época, reservei os FastPasses+ pra nós dois, enquanto, dessa vez, as reservas que o incluem são apenas para restaurantes do complexo Disney World mas que ficam fora dos parques (ou seja, não precisam de ingresso).

captura de tela 2019-01-27 às 11.08.31

Na opção FastPass+, você poderá adicionar novos FastPasses+ ou mesmo atualizar os horários dos FastPasses+ que você já tiver agendado. Ao clicar em “adicionar novo FastPass+”, aparecerá a opção “criar grupo de FastPass+”. Por isso, é importante que, antes que se inicie o prazo para começar a agendar seus FastPasses+, os perfis de todos os integrantes do seu grupo já estejam criados e associados à conta do responsável pelo agendamento dos FastPasses+ (é bom demais se você tem um agente de viagem pra fazer isso por você).

captura de tela 2019-01-27 às 11.09.20

No meu caso, eu era a única integrante do meu “FastPass+ Party”, então lá fui eu clicar “next”. O próximo passo era escolher a data:

captura de tela 2019-01-22 às 17.55.21

E, em seguida, o parque que eu visitaria naquele dia:

captura de tela 2019-01-27 às 11.09.20

No meu caso, eu quis ir neste primeiro dia no Hollywood Studios, e mas sabia que só queria chegar por lá mais tarde, então eu minha estratégia era agendar meus FastPasses+ pra depois das 15h30.

captura de tela 2019-01-22 às 17.54.52

Meu plano pra esse dia era ir pra Toy Story Land, fazer as atrações desta área nova, depois ir pra área da Sunset Boulevard pra aproveitar a Rock n Roller Coaster e a Tower of Terror antes do Fantasmic!. Nos parques Hollywood Studios, Animal Kingdom e EPCOT, a Disney criou 2 categorias de FastPasses (Tier 1 & Tier 2); no Magic Kingdom, não há esta distinção. No Tier 1 do Hollywood Studios, por exemplo, estão as 3 atrações da Toy Story Land (Toy Story Mania!, Slinky Dog Dash, Alien Swirling Saucers) e você só pode escolher 1 destas 3 atrações pra agendar seu FastPass+; todas as outras atrações (como Rock ‘n’ Roller Coaster, Tower of Terror, Star Tours: The Adventure Continues, entre outras) estão no Tier 2 deste parque, e você pode agendar FastPasses+ antecipados para 2 atrações do Tier 2. Eu, então, escolhi o Toy Story Mania! do Tier 1, já que Slinky Dog Dash estava esgotado, e escolhi os outros 2 FastPasses+ (correspondentes ao Tier 2) para um horário mais próximo do Fantasmic!, que começaria às 20h e fica ali coladinho na Tower of Terror.

Se fosse um dia normal de parque, em que eu me planejo pra ficar o dia inteiro, eu teria tentado marcar os FastPasses+ pra parte da manhã, idealmente terminando ao meio-dia. Por quê? Porque, quando você usa os seus 3 FastPass+ previamente agendados, você destrava um novo FastPass+! Então, considerando que o seu último FastPass+ estava marcado para a janela de 11h-12h, ao meio-dia você pode entrar no aplicativo My Disney Experience ou procurar um totem no parque pra marcar um novo FastPass+. Cada FastPass+ tem uma janela de 1 hora: então o ideal é marcar esses 3 para 9h-10h, 10h-11h e 11h-12h pois, assim, ao meio-dia você já pode ir lá marcar um novo FastPass, e você ainda tem muitas horas de parque pra curtir! Claro que nem sempre isso vai ser possível, mas não se desespere, porque mesmo assim vai dar tudo certo!

Até porque tudo isso pode mudar de acordo com a disponibilidade ou mesmo a estratégia do parque – e é aí que o conhecimento faz toda a diferença (de novo, obrigada, Point Travel). Por exemplo: o Animal Kingdom, que completa 20 anos neste ano, agora vive lotado por causa de Pandora – The World of Avatar, que tem 2 atrações super concorridas (Flight of Passage e Na’vi River Journey) no Tier 1 de FastPass+. Mesmo entrando no My Disney Experience no primeiro segundo pra marcar os meus FastPasses+ do Animal Kingdom, eu não consegui o FastPass+ pro Flight of Passage, que costuma ter filas consideravelmente maiores do que o Na’vi River Journey. Fiquei triste? Claro que não!

captura de tela 2019-01-27 às 11.23.11

Eu simplesmente ajustei a minha estratégia pra aproveitar ao máximo este parque do qual eu gosto tanto: ao invés de marcar o primeiro FastPass+ pra janela entre 09h-10h, eu optei por marcar o Everest para 10h-11h e Dinosaur para 11h-12h, parando para almoçar antes de ir para Pandora e usar meu FastPass+ pra depois esperar na fila do Flight of Passage. O que acontece é que, geralmente, as pessoas que vão para os parques se direcionam em massa para estas atrações mais novas/mais concorridas nos primeiros minutos em que o parque abre (tinha gente literalmente correndo), deixando as outras atrações livres ou com pouquíssimo tempo de espera na fila stand-by!

Então, ao chegar no Animal Kingdom, ao invés de seguir o fluxo e correr pra Pandora, eu me programei pra ir direto pro Kilimanjaro Safari (bem cedinho é a melhor hora do dia pra ver os animais!) e em seguida para o Festival of the Lion King (uma das minhas atrações preferidas de toda a Disney World), ambos na área da África, partindo pra Ásia e entrando no Everest nos meus minutos finais de FastPass+ já com 2 atrações que eu adoro feitas e sem filas! De lá, segui pro Dinossaur e, enfim, fui almoçar no Tusker House (depois vou escrever em detalhes aqui). Depois do almoço, segui pra Pandora com todas as outras atrações que eu mais gosto feitas! Por conta do Fastpass+, fiz o Na’vi River Journey super rápido. E, mesmo esperando 2h30 na fila do Flight of Passage (que é absolutamente incrível, não consigo nem descrever), a minha estratégia deu tão certo que eu ainda consegui tirar fotos com Mickey e Minnie (peguei fila de 30min) e assistir de novo o Festival of the Lion King (que eu amo de paixão) antes do Rivers of Light!

Se você tiver alguma dúvida sobre o Fastpass+, comenta aqui que eu farei o possível pra esclarecer tudo!