Diário de Viagens: Punta Cana

Em outubro de 2014, fizemos uma viagem muito bacana, que acabou institucionalizando o meu jeito favorito de viajar: primeiro, fomos pra Orlando, onde ficamos 11 dias aproveitando tudo o que minha cidade favorita tem pra oferecer; de lá, seguimos pra República Dominicana, onde passaríamos 5 dias apenas relaxando no sol caribenho! Já tínhamos feito isso em Cuba, quando passamos 3 dias explorando Havana e depois mais 3 dias descansando em Varadero e, ao repetir a fórmula, confirmamos nossa preferência por esse tipo de viagem.

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Pegamos um vôo da Gol de Orlando para Santo Domingo, capital da República Dominicana, que emitimos com Smiles. Na chegada, pagamos o visto na própria imigração (cerca de US$30 por pessoa). Tínhamos agendado o transfer que nos levaria para o nosso resort em Punta Cana: o percurso levou em torno de 1h30, e custou cerca de US$100.

clique dos nossos cartões de embarque "temáticos" no aeroporto de Orlando (MCO <3)
clique dos nossos cartões de embarque “temáticos” no aeroporto de Orlando (MCO <3)

Chegamos de noite ao Meliá Caribe Tropical Resort, e estávamos mortos de cansaço, só queríamos dormir! Deixamos para conhecer o hotel no dia seguinte, mas logo percebemos que fizemos bem em reservar um quarto na área The Level Adults Only (no site do hotel, referem-se a este quarto como Romance Suite), pois o quarto era maravilhoso e o serviço era personalizado. Como escolhemos quarto térreo, além de jacuzzi e todas as amenidades, tínhamos uma varanda privativa com cama balinesa. Os quartos nos andares superiores dispõem de varanda com sofá. O banheiro também é super espaçoso e bem equipado, com 2 pias e 2 chuveiros.

cama balinesa na nossa varanda privativa
cama balinesa na nossa varanda privativa

Este Meliá dispõe de três tipos de hospedagem: a comum, The Level Family (no site do hotel, referem-se a este quarto como Family Deluxe Junior Suite), e The Level Adults Only. Os hóspedes The Leve podem acessar qualquer uma das áreas, mas aqueles que ficam na área comum tem algumas limitações. Ah, sim: hóspedes da área The Level Family podem acessar as áreas Adults Only se não estiverem acompanhados de suas crianças. A identificação dos hóspedes é feita através de uma pulseirinha artesanal super fofa.

café da manhã no quarto pra completar o climinha de preguiça
café da manhã no quarto pra completar o climinha de preguiça

Ao despertarmos, tomamos café na área reservada, e nos deparamos com um bufê muito farto, de frente pra praia. Aproveitamos a manhã na praia com nossos amigos, e depois fomos para a piscina da área The Level Family, pois eles tem um filho pequeno e estavam hospedados nessa área. Os hóspedes The Level também tem acesso a uma faixa privativa na praia, com cabaninhas, chaises longues e serviço de bebidas.

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Por ser do tipo all inclusive, podíamos comer e beber o dia inteiro, à vontade. O serviço de quarto também está incluído e, em um dos dias, pedimos assim o nosso café da manhã. Um quiosque à beira da piscina Family dispunha de sorvete, frango e batata frita o dia inteiro, além de outras guloseimas. O bar, acessível de dentro da piscina, servia bebidas e bons drinks. E logo ali ao lado o restaurante The Gabi Club servia o café da manhã para os hóspedes da área, bem como almoço e jantar. Confesso que lá tinha o meu cardápio favorito hihihi

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área do hotel no entardecer

Dos 10 restaurantes à la carte, visitamos o Capri (frutos do mar), o The American Grill (cozinha americana), o Ma Maison (cozinha francesa), e o La Gondola (cozinha italiana). É importante saber que todos os restaurantes à la carte do Meliá precisam de reserva.

O resort dispõe de muitas atividades incluídas, mas nós só queríamos mesmo tomar sol e relaxar na praia e na piscina. Visitamos o cassino em uma das noites, e achamos divertido. Anexo ao hotel está também o principal shopping da cidade, que dispõe de um cinema, além de abrigar um Hard Rock Café. Neste shopping, é possível encontrar bons souvenires, além de algumas grifes famosas, e o hotel oferece um shuttle gratuito (embora seja muito perto, é recomendável pegar o shuttle, pois aquele sol não perdoa!).

chuva caribenha
chuva caribenha

Foi o segundo hotel da rede Meliá onde nos hospedamos, e gostamos bastante da experiência. Recomendo a todos que querem um serviço de qualidade para relaxar ao sol!

Pra voltarmos pra Brasília, pegamos um vôo Delta saindo de Punta Cana com conexão em Atlanta. O aeroporto de Punta Cana estava em obras quando visitamos.

Diário de Viagens: Cuba, 2013

Já que esse blog é sobre o mundo ser a nossa casa, resolvi resgatar por aqui algumas das viagens que fizemos em anos passados, registrando, aqui, nossos passeios e descobertas pelo mundo!

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Em dezembro de 2013, eu realizei um dos meus sonhos de viagem junto do marido (que, na época, ainda não era marido hihihihi): passamos uma semana em Cuba! Exploramos La Habana e Varadero, e conheci a ilha que guarda tanta história e tem tanto para se descobrir. É até difícil descrever a experiência que eu tive em Cuba; ao mesmo tempo em que guarda diferenças absurdas de todos os lugares por onde já passei, é incrivelmente familiar. No primeiro dia em Havana, já me sentia muito em casa, como se estivesse andando pelas ruas de Niterói ou do Rio. Sim, é diferente; mas, ao mesmo tempo, é muito igual.

Na época, a vantagem na conversão de Euros para CUC em relação aos dólares era muito grande: na nossa conversão, 1 Euro comprava 1,31 CUC (1 CUC +- R$2,33, parecido com o dólar), ao passo que 1 dólar comprava 0,60 CUC.

Quando chegamos ao Hotel Havana Libre, onde ficaríamos hospedados, almoçamos em um dos restaurantes de lá mesmo. Acontece que, além de mortos de fome, o quarto ainda não estava liberado quando chegamos, então a solução foi esperar o check in comendo. O restaurante escolhido foi o El Bodegón, que tem um menu executivo (uma entrada, um prato principal, a sobremesa, e uma bebida) por 15 CUC. Comida gostosa e atendimento cordial. Depois de feito o check in, tomado banho e roupa trocada, saímos para explorar Havana e a primeira parada foi La Casa del Habano – porque, né, charutos. Eles tem uma seleção excelente de todas as melhores marcas de charutos, e ainda contam com alguns funcionários que ~enrolam~ na hora. Esses eram os melhores, porque atendiam precisamente ao que o cliente queria.

Aliás, sobre charutos: fomos abordados diversas vezes nos mais diversos lugares para comprarmos “charutos mais baratos” do que os vendidos nas fábricas. Cuidado com isso! Esses charutos são todos ~falsificados~. É preferível comprar um artesanal em uma casa de charutos do que um Cohiba ou um Romeo y Julieta falsificado.

Depois fomos para o El Floridita, restaurante-bar famoso pelo favoritismo de Ernest Hemingway. Tinha um grupo tocando ao vivo, e tomamos bons drinks cubanos ouvindo bons boleros.

O segundo dia em Havana – o primeiro inteiro – começou com um passeio a pé até o Malecón, que é tipo o calçadão de Copacabana deles, só que sem os quiosques, mas com muitos cubanos abordando os turistas, tentando levá-los para “diversões” e tentar, com isso, arrancar alguns trocados de CUC (na época, 1 CUC = +- 23 moeda nacional).

No Malecón, estão erguidos vários monumentos a heróis cubanos: General Máximo Gomes, Antonio Maceo, General Calixto García, e também José Martí. É também por ali que fica o Castillo de la Real Fuerza, o Castillo de San Salvador de la Punta, o Torreón de San Lázaro, e o Hotel Nacional.

Dali, seguimos, ainda a pé, por Vedado até Habana Vieja, onde escolhemos almoçar no Hotel Inglaterra – que fica em frente a uma agradável praça.

Logo depois, fomos para a Plaza de la Revolución, um dos principais pontos turísticos de Havana. É lá que ficam os enormes rostos de Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em frente ao Memorial José Martí. O Memorial José Martí estava fechado, e decidimos voltar no dia seguinte para conhecer por dentro.

Mas o dia ainda não havia terminado: ainda fomos até La Bodeguida del Medio, e depois jantamos no La Moneda Cubana, um paladar (nome dado aos restaurantes particulares, geralmente administrados por famílias) localizado no terraço de uma casa em uma pequena rua próxima à Plaza de la Catedral.

No dia seguinte, começamos o dia no Memorial José Martí, que é um pequeno museu, com uma vista sensacional da Plaza de la Revolución, e também da cidade de Havana.

De lá, seguimos para o Museo de la Revolución/Memorial Gramma. E, no trajeto, tivemos a alegria de circular em um autêntico taxi Lada! Uma gloriosa experiência.

Nosso almoço nesse dia foi em um mais um paladar, chamado Cabaña. Foi uma das melhores refeições que fizemos, não só porque a comida estava ótima, mas porque o ambiente é bem agradável. É pertinho da Plaza de las Armas, e tem comida boa com preço bem justo. Porque, gente, comida nos restaurantes cubanos é razoavelmente cara!!

E, lá pertinho, fica o Palacio de Artesanias, um lugarzinho recluso muito muito fofo, cheio de lojinhas para comprar camisetas e artesanatos cubanos. Dei muito mole de não ter comprado coisinhas nesse dia, porque depois me faltou oportunidade! kuén (#letíciafail)

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E, como o nosso grupinho era formado por nerds de carteirinha, passamos boa parte da tarde em uma livraria do povo! Compramos 7394890304 livros por, sei lá, R$20,00. A livraria escolhida chama El Ateneo, mas não se parece em nada com a famosa livraria argentina de mesmo nome. Essa El Ateneo que visitamos é uma autêntica livraria cubana para o povo, e os preços dos livros estavam em moeda nacional – quando fizemos a conversão, pagamos uma pechincha!

Passamos tanto tempo escolhendo os livros na El Ateneo que, quando vimos, já era hora de voltarmos ao hotel para nos prepararmos para o show dos integrantes do Buena Vista Social Club.

Foi um jeito excelente de fechar nossos dias em Havana. Tanta gente fofinha cantando e dançando e aproveitando a vida e fazendo a gente feliz! Não tem nem como descrever. Ficamos em uma mesa privilegiada, bem em frente ao palco, e jantamos comida gostosa ouvindo músicas maravilhosas. Foi divertidíssimo!

No dia seguinte, seguimos viagem para Varadero. Fomos de ônibus turístico, que buscava os hóspedes nos hotéis de Havana e nos deixava em nossos respectivos hotéis em Varadero. Essa opção de viagem era um pouco mais barata do que um carro particular, mas acabou demorando muito. E, ao chegarmos no Meliá Marina Varadero, encontramos um resort novinho s-e-n-s-a-c-i-o-n-al com tudo incluído (sim, isso mesmo, sistema all inclusive), e na beira da praia. Basta dizer que eu engordei 1kg nesse resort pra vocês imaginarem o tanto que eu comi.

Em Varadero, nossa rotina era acordar, toma café, tomar sol, lanchar, tomar mais sol, almoçar, brincar na piscina, beber mojitos e piña colada na beira da piscina, lanchar, dormir, jantar, beber mais um pouco, dormir de novo, e repetir todas as etapas anteriores.

O Meliá Marina Varadero conta com alguns restaurantes a la carte, para os quais era preciso fazer reserva, e provamos a comida de dois: Don Peperoni (comida italiana, bom) e Bana (cozinha oriental, razoável). Honestamente, eu preferia a comida do buffet El Pilar (abundância!) e também do bar da piscina (o Habana). Não me levem a mal, tanto o Don Peperoni quanto o Bana são bons restaurantes, mas é que vinha muito pouca comida, e a gorda aqui logo ficava com fome (hihihi).

Depois de dias agradáveis em Varadero, voltamos pra Habana, pois nosso vôo rumo ao Brasil sairia de lá. Ao invés de usarmos novamente o ônibus turístico, optamos por um carro particular. Ambos os meios podiam ser contratados nos próprios hotéis.

Dormimos mais uma noite no Havana Libre, e embarcamos rumo ao Brasil cheios de memórias incríveis!