Diário de Viagens: Las Vegas

Desde nossa viagem pela África do Sul (com post em breve nessa mesma categoria!), sabia que o Felipe gosta de uma jogatina. Ele também é chegado em pegar a estrada, e terminar a nossa viagem em Las Vegas tinha um quê de emoção, aventura e coisas inesperadas que só reforçava a ideia de que a sin city tinha que ser destino certo.

DSCN5352

De San Diego a Las Vegas, normalmente, gastaríamos cerca de 5 horas de viagem, sem contar o tempo que paramos pra almoçar num McDonald’s da estrada. Mas quando já estávamos quase chegando em Vegas, o trânsito simplesmente parou.

Pois é. Imaginem uma freeway de velocidade 70mph totalmente PARADA. Até hoje a gente não sabe  direito o que aconteceu, exceto pelas muitas viaturas de “highway patrol” que vimos passando e por um resquício de acidente mais na frente da estrada, mas sabemos que ficamos mais de 1 hora parados.

Chegando em Vegas, já deu pra ver o quanto a cidade é louca. Basicamente, tudo acontece em uma rua: a Las Vegas Strip. O nosso hotel era o The Signature by MGM Grand, no sul da Strip. Localização maravilhosa, atendimento incrível, e suítes super espaçosas. Como a gente não queria (e nem podia!) perder tempo, fomos logo jantar e aproveitar o que Vegas tem pra oferecer.

IMG_5566

Jantamos dentro do próprio MGM Grand, no japonês Shibuya – que é muito mais do que um sushi bar, oferecendo também opções sofisticadas da cozinha japonesa.

Depois fomos explorar, de fato, a Strip, andando do MGM até o Caesars Palace, parando pra ver as águas do Bellagio. Nesse dia, fomos pro PURE Nightclub.

133.JPG

No dia seguinte, fomos cumprir um dos must-do na nossa lista de Las Vegas: os brinquedos radicais na Stratosphere Tower, do hotel & casino Stratosphere, que não fica na Strip. A torre do Stratosphere tem mais de 100 andares (se não me engano, são 108) e o ticket de acesso de um dia inteiro à torre e aos 3 brinquedos custou US$34,00.

Mas o que a gente queria mesmo era andar nos brinquedos: X-Scream, Insanity, e Big Shot. A gente tava com a adrenalina tão em alta só de olhar que eu não fotografei nada ): mas catei no Google umas imagens pra mostrar pra vocês.

Fomos primeiro no Insanity, que tem nome muito apropriado. Imagina só: você senta numa cadeirinha num treco que parece uma garra daquelas de maquina de pegar bichinho, aí uma portinhola se abre, a garra vai pra fora do prédio, e começa a girar muito, muito rápido (velocidade média de 40mph), sem nada em baixo, a 270m de altura. A primeira sensação é de pânico total, é claro. Mas depois é absolutamente maravilhoso – parece que a gente tá voando. Tem vídeo aqui.

Depois fomos pro X-Scream, que também não é pra quem tem estômago fraco. A 264m do chão, a gente é lançado pra cima e pra baixo. É tipo uma catapulta muito alta, sabe? Tem vídeo aqui.

O Big Shot foi nosso terceiro e último brinquedo. Nada mais é do que um daqueles elevadores que sobem e descem muito rápido – e que eu amo. Só que ele é o brinquedo mais alto do mundo, com 329m. Tem vídeo aqui.

Eu confesso que pintou um cagaço feio em mim antes de andar, mas eu adorei! Me arrependi MUITO de não ter comprado as nossas fotos brincando, mas cada uma custava cerca de US$15,00 e eu tava muito mão de vaca nesse dia. Até hoje me arrependo dessa economia que fiz! Recomendando o passeio, eu provavelmente começaria pelo Big Shot, depois ia no X-Scream e aí pro Insanity. Tudo bem que o Big Shot é o mais alto, mas acho que ainda assim é o mais tranquilo.

Depois do Stratosphere, voltamos pra Strip. Era só primavera e o sol tava muito quente. Não dá pra andar por lá sem uma garrafa de água! Protetor solar também é importante.

De noite, a ideia era fazer noitadinha no Chateau Nightclub, que fica no Paris Las Vegas. Então foi pra lá que fomos!

Jantamos no Le Provencal, porque é claro que esquecemos de tentar uma reserva no Eiffel Tower Restaurant.

Dos casinos e restaurantes que visitamos, achei o Paris o mais sem gracinha /: ok, é super bonito lá dentro, tem todo jeitinho de Paris mesmo… mas não era nada demais. Gostei mais dos casinos do New York New York, do Mirage, e do próprio MGM Grand.

Sobre o New York New York Hotel & Casino: pra gente, era outra parada obrigatória. Como boa apaixonada por montanhas russas, não podia deixar de andar na The Roller Coaster. E foi lá que começamos o nosso último dia de passeios em Las Vegas.

A montanha russa é bem rápida – em velocidade e duração – mas é meio desconfortável. Bate muito a cabeça, sabe? Mas é bem bacana. Pra brincar uma vez, US$14,00 por pessoa. Claro que não comprei as nossas fotos de novo…

O melhor desse dia ainda estava mesmo por vir. Como bons fãs dos Beatles, não poderíamos deixar passar a oportunidade de ver The Beatles LOVE by Cirque du Soleil, um dos espetáculos fixos do Cirque du Soleil. Compramos os ingressos no concierge do nosso próprio hotel e seguimos pro Mirage, onde acontece o espetáculo.

Ainda fico buscando palavras pra descrever aquele verdadeiro espetáculo. Eu e o Felipe compartilhávamos um certo medinho de ficarmos desapontados, porque nossa expectativa era muito alta – mas nossas expectativas foram superadas.

Como nas outras apresentações do Cirque, também não é permitido filmar ou fotografar, mas no site oficial tem um vídeo com um preview do show (que tá no YouTube).

Na falta de mais palavras, apenas duas dicas. A primeira é: não economize (muito) nos ingressos. Quando não sabíamos de nada, queríamos ficar no setor E, o mais barato, mas acabamos indo pro C: a diferença de preço é relativamente pequena, e a visão é muito muito melhor. Também tive a impressão, ao longo do espetáculo, de que o setor A (o mais caro!) não tem a melhor das visões, porque é preciso olhar pra cima em alguns (vários) momentos. Só se for pra ver várias e várias vezes – o que, acredite, você vai ficar com vontade de fazer.

A outra dica é uma passadinha no REVOLUTION Lounge depois do espetáculo, que seduz com essas letras/puffs gigantes.

Claro que a gente não aproveitou nem metade do que Las Vegas tem pra oferecer, mas gostei bastante dos passeios que escolhemos. Passamos muito tempo dos nossos dias & noites nos casinos – mais ganhando do que perdendo dinheiro – e aproveitamos do nosso jeitinho. O bom de não fazer tudo é que sobram motivos pra voltar pra lá!

Diário de Viagens: Anaheim & San Diego

Anaheim está a cerca de meia hora de Los Angeles, e a verdade é que não é fundamental ficar em um hotel por lá se você quer conhecer a Disneyland; dá tranquilamente pra ir e voltar dos parques da Disney ficando hospedado em LA. Só que eu sou SUPER DISNEY FREAK (mais sobre isso em um post futuro nesta mesma categoria!) e queria aproveitar ao máximo o complexo onde toda a magia Disney começou a se tornar realidade, então foi comum acordo que ficássemos 2 dias por lá! Pra gente, isso foi vantajoso porque 1) não precisávamos enfrentar o trânsito caótico de LA depois de cansar o dia inteiro nos parques, e 2) quando o Felipe ficou cansado demais da maratona de parques temáticos deu pra voltar pro hotel rapidinho pra tirar uma sonequinha. Escolhemos o Hilton Anaheim Convention Center pra essa etapa da viagem, que tem um Starbucks dentro e shuttle pros parques!

63

A Disney da Califórnia se resume a 2 parques: a Disneyland – onde tudo começou – e o Disney California Adventure. Entre os dois parques, fica o acesso à área de Downtown Disney, com restaurantes diversos, muitas lojas (tem até Sephora!) e também cinemas. Nós demos sorte e fomos pra lá justo no dia em que os parques ficariam abertos por 24h seguidas, dando início ao Monstruous Summer (ação pra promover o Monsters University). Ok, até que ponto foi sorte é discutível, já que os parques ficaram bem mais cheios do que o esperado.

No primeiro dia, fomos pro Disney California Adventure, que tem uma área inteira temática do filme “Carros”, chamada Cars Land, e o Paradise Pier, com roda gigante e tudo mais o que um píer californiano tem direito. Meus brinquedos favoritos foram, certamente, a Torre do Terror (eu adoro, eu me amarro!), o Toy Story Mania! (amor eterno, amor verdadeiro!), e as montanhas russas California Screamin’ e Radiator Springs Racers!

IMG_5486

De noite, rola no Paradise Pier o show World of Color, mas a gente (aka eu) optou por assistir ao Magical, o show de fogos da Disneyland. Nosso ingresso era o Park Hopper de 2 dias, então estávamos tranquilos quanto ao horário e mudança de parques. Eu não sei descrever a emoção de ver a Disneyland de noite. É linda demais! Aliás, todos os parques temáticos que já visitei parecem ganhar uma magia a mais de noite…

Como a Disney tava aberta por 24 horas, ainda demos uma passadinha em Downtown Disney nesse dia antes de voltar pro hotel pra visitar a World of Disney, loja que reúne muita muita muita merchandise dos parques e que me enlouquece.

O segundo dia foi dedicado só à Disneyland, e eu fiquei (de novo) super emocionada nesse parque, porque foi nele que o Walt Disney deu início a tudo o que me encanta nesse mundo. Pra completar a emoção, em frente à estátua “Partners” do Walt Disney com o Mickey na frente do castelo da Bela Adormecida, foi colocada uma placa onde se registra o dia do centenário do Walt Disney, o mesmo dia em que eu completei 12 anos de vida. Pois é, eu e Walt nascemos no dia 05 de dezembro! E isso explica muita coisa!

O parque estava muito cheio (ai, sábados), e já tínhamos ido aos clássicos Piratas do Caribe, Splash Mountain, e Space Mountain. De fato, já tínhamos conhecido o parque todo (o que é muito diferente de ir a todos os brinquedos), passando por todas as “lands” que o Walt Disney planejou. Adorei Toontown, onde ficam as casas de Minnie e Mickey! E a Minnie tava por lá tomando chá! Uma fofa ❤ Enfim. Como o sol tava muito forte e já estávamos cansados, o Felipe me convenceu a descansar um pouco no hotel (eu ficaria mais no parque, mas já passei da fase de gostar de curtir os parques sozinha).

85.JPG

Depois do descanso, fomos jantar no Downtown Disney. Recomendo o Napolini, que oferece massas maravilhosas e uma carta de vinhos bacana.

Depois de jantar, voltamos pra Disneyland, para noooossa alegriiiia! E aí andamos nos brinquedos que faltavam: a Matterhorn e o simulador Star Tours. A gente ia também no brinquedo Indiana Jones Adventure, mas eu tenho fobia de um certo animal que aparece na decoração do brinquedo, e aí eu resolvi que não queria ir de jeito nenhum, porque já era tarde da noite e fiquei com medo de ter pesadelo (#soudessas). Daí aproveitamos e assistimos o Fantasmic!, que é igual ao que acontece no Disney’s Hollywood Studios em Orlando, e que eu amo de paixão. O Fantasmic! mistura pirotecnia e jogo de águas com projeção de imagens, e eu fico sorrindo e com vontade de dançar só de lembrar da musiquinha que embala o espetáculo.

91b

Eu não queria sair mais de Anaheim de jeito nenhum! Mas era hora de seguir viagem e aproveitar San Diego! Depois de cerca de 1h40 de viagem de carro – e uma parada esperta em um dos view points na Pacific Highway pra observar a imensidão do Oceano Pacífico – chegamos na cidade.

92.JPG

San Diego era o único lugar onde não tínhamos muita certeza do que faríamos. E foi ótimo! As surpresas começaram com o hotel: sem querer, escolhemos um hotel da rede Ramada que manteve todas as características de quando foi construído na década de 60! Ok, nem todas as características, já que as suas instalações atendem aos padrões mínimos de uma cadeia internacional – mas não ao ponto de perder o seu arzinho vintage.

95.JPG

Um dos lugares que tentamos visitar foi o San Diego Chargers Qualcomm Stadium, já que o Felipe é fã de futebol americano. Mas demos com a cara na porta, já que estava fechado por conta do feriado.

96.JPG

Pois é. Coincidentemente, chegamos em San Diego num final de semana de  feriado: o Memorial Day! Daí tinha muita coisa fechada e a gente não sabia direito o que fazer. Resolvemos ir pra San Diego Harbor e andar sem rumo.

Foi uma grata surpresa descobrirmos por lá um porta aviões  (o USS Midway) que serve de museu e fica aberto à visitação! Logo quis visitar, porque achei oportunidade única!

Nem vi direito o tempo passar enquanto estávamos lá. Tinha tantos aviões pra ver, veteranos de guerra pra conversar, informações pra obter… e o dia tava lindo demais!

121.JPG

Do lado do USS Midway, fica uma escultura ENORME reproduzindo aquele beijo que ficou famoso no mundo inteiro quando a Segunda Guerra Mundial teve fim. Chamada Unconditional Surrender, a escultura não é em p&b, mas nas cores que seriam os uniformes do marinheiro e da enfermeira que protagonizaram a cena. Perdi a conta de quantos casais vimos tentando reproduzir a cena pra tirar fotos!

Ali pertinho de San Diego Harbor, fica o centro histórico da cidade, cheio de bons restaurantes! E, falando em comida, essa foi provavelmente a etapa mais gorda da viagem: fomos ao Applebee’s, ao Cheesecake Factory, e até no IHOP (International House Of Pancakes)! E, é claro, descobrimos também uns cantinhos de comida japonesa muito gostosos (será que é assim por toda a Califórnia?).

Ah! E pra quem quiser fazer compras em San Diego, recomendo o Fashion Valley. É um shopping a céu aberto, com lojas pra todos os gostos e bolsos!

Diário de Viagens: Los Angeles

Chegamos por volta de meio dia na cidade, depois de muitas horas de vôo (eu fiz Rio-SP via SDU-CGH, depois peguei aquele ônibus de aeroporto pra Guarulhos, e de lá seguimos via Nova Iorque JFK pra Los Angeles LAX – ufa!). Depois de comprarmos um GPS na lojinha do aeroporto (achamos melhor comprar do que alugar! Assim levamos nas próximas viagens), pegamos o carro que estava reservado na Dollar/Thrifty e seguimos pro hotel.

24

O escolhido foi o Beverly Garland’s Holiday Inn Universal Studios Hollywood. Sim, o nome do hotel é enorme assim mesmo! Eu fui positivamente surpreendida pelo hotel, já que esperava apenas mais um Holiday Inn; o que encontramos foi um hotel com jeitinho de interior, bem arborizado, staff super atencioso e instalações super confortáveis! O café da manhã não estava incluído na diária, e o servido no Tula’s (o restaurante ma-ra-vi-lho-so do hotel) custava cerca de US$17,00 por pessoa. É no melhor estilo brunch, com direito a salmão e champagne, mas optamos pelo Starbucks mais próximo nos outros dias. O hotel conta com wi-fi gratuito, e o estacionamento pra hóspedes custa US$16,00 por dia. Eles também dispões de shuttle gratuito pro complexo da Universal Studios Hollywood, que é bem pertinho!

Um dos passeios que mais gostei foi a nossa visita aos estúdios da Warner Bros. É preciso agendar online com alguma antecedência, e custava cerca de US$55,00 por pessoa. Cada tour acomodava até 12 pessoas e durava cerca de 2h15, período no qual a gente vê um pouquinho da magia por trás das cenas do cinema e da TV. A gente deu muita sorte de ser guiado por um cara que era super bem humorado, e se esforçava de verdade pra fazer daquela nossa experiência algo inesquecível – inclusive fez com que o Felipe e eu encenássemos um diálogo de Casablanca em frente a um dos sets outrora usado para a gravação do filme.

Enquanto estávamos lá, tava rolando gravações de Pretty Little Liars (alguém acompanha a série? Eu não consegui me desapegar da tristeza do fim de Gossip Girl pra assistir a outra série desse tipo…). O grupo pôde escolher 3 sets de TV pra visitar, e eu escolhi 2 (porque eu sou apressada e quis logo garantir coisas bacanas hehehe): The Big Bang Theory e 2 Broke Girls! O terceiro set visitado foi de The Mentalist. Nessa parte do passeio, não é permitido tirar fotos – bem como no museu que eles mantém com figurinos e props de filmes e séries como The Hangover, Batman, Inglorious Bastards, Gossip Girl, etc – e o segundo andar INTEIRO de Harry Potter. Claro que foi o lugar onde eu mais surtei e mais queria tudo, e logo onde não podia tirar nem uma foto. Em compensação, fotografamos bastante no set de FRIENDS, mantido intacto por lá!

Outra ideia de passeio bacana – e clássico – é o combo Calçada da Fama + Teatro Chinês + Hollywood sign. Dá pra conhecer tudo isso em um só dia, e estacionar o carro por um preço ok no shopping Hollywood & Highland Center, que tem uma Sephora ótima e várias outras marcas que podem saciar os nossos desejos consumistas!

Nesse shopping também tem um viewpoint do Hollywood sign, e um Hard Rock Café! Ah, sim, eu adoro Hard Rock Café, e sempre que dá faço pelo menos uma refeição da viagem num restaurante da cadeia!

Como eu sou APAIXONADA por parques temáticos (post sobre isso em breve nessa mesma categoria!), foi impossível resistir ao parque Universal Studios Hollywood tão pertinho do nosso hotel. Não usamos o shuttle do hotel, o que foi meio idiota, já que o estacionamento custava US$15,00, mas foi bom pra conhecer com calma o City Walk (uma área de restaurantes e entretenimento diversificado) antes de entrarmos no parque. Gostei porque tinha um brinquedo diferente de todos os que já tinha ido – o Transformers: The Ride 3D – e pude repetir experiências como The Simpsons Ride, The Mummy Ride, e The Jurassic Park River Adventure! Agora já tem um Wizarding World of Harry Potter nesse parque e eu estou doida pra voltar!

Outro lugar bacana que visitamos foi o píer de Santa Monica. Me lembrou muito os episódios de The O.C. com toda aquela vibe de praia da Califórnia, do jeitinho que eu imaginava. Ok, talvez um pouco mais frio do que eu imaginava! Jantamos no Bubba Gump Shrimp Co. de lá, olhando o Pacífico e aproveitando o finzinho de tarde. No píer, fica o Pacific Park, com roda gigante, montanha russa e brinquedos de arcade, e também um aquário enorme! Pertinho da praia, fica a Third Street, com lojas de departamento e também lojas fast fashion tipo Forever 21 e Zara pra quem quiser fazer comprinhas.

Nosso último dia em LA foi dedicado à vida dos rychos e famosos, e decidimos conhecer Beverly Hills e a Rodeo Drive. Acho que meu coração nunca deu tantos pulos de emoção como naquela rua, mas resisti bravamente aos impulsos (#bolsistasofre).

IMG_5476.JPG

Nossa viagem também foi permeada por uma peregrinação por restaurantes japoneses, e a verdade é que qualquer restaurante japonês em LA parece uma boa opção! A gente via um e logo entrava. Recomendo o Mikado – mas chegue cedo se for jantar, porque eles fecham sem dó nem piedade na cara do cliente se der a hora de terminar o expediente!!

Mas temos a estranha tradição de tentar comer comidas diferentes nas nossas viagens. E a sortuda descoberta na Califórnia foi um restaurante de comida pan-asiática sen-sa-ci-o-nal chamado Rocksugar, e foi certamente uma das melhores refeições que fizemos na viagem! Eu fiquei babando muito pela decoração do lugar… tanto que esqueci de tirar foto dos pratos também. He he he! Pegamos também um cineminha no Westgate Mall mais próximo, que também oferece boas oportunidades de compras.

Diário de Viagens: Orlando, sempre!

Entre 2008 e 2012, toda vez que me perguntavam onde eu ia passar as férias e eu respondia “Disney! Vou pra Orlando!”, as pessoas sempre me olhavam com cara de reprovação, me perguntavam “de novo?” ou “você não tem vontade de ir pra outros lugares?”, ou simplesmente diziam “você é maluca”. Nada disso nunca me incomodou, porque, por mais que eu tenha vontade de ir a vários lugares no mundo (na verdade, se eu pudesse, eu dava a volta ao mundo), Orlando é uma cidade pela qual eu tenho muito amor, e tenho certeza de que, quantas vezes me forem dadas as oportunidades, vou querer voltar pra lá. E, de 2004 até 2014, eu tive ótimas oportunidades.

felicidade plena!
felicidade plena no Magic Kingdom!

Como são muitos anos de amor por Orlando, resolvi fazer esse post mais geral, e depois pretendo postar sobre cada parque individualmente.

julho de 2004, com 14 aninhos
julho de 2004, com 14 aninhos
julho 2004 0034
a única vez que encontrei os Flintstones na Universal! Por que, Universal? Por quê?

Minha primeira viagem pra Orlando foi em julho de 2004, como parte do meu presente de 15 anos. Embora eu tenha sido bastante influenciada pela Mivó (nome carinhoso pelo qual eu chamava a minha avó), eu nunca tive aquela vontade indescritível que muitas crianças e adolescentes tem de ir à Disney. Na verdade, principalmente naquela época, que eu me achava muito roqueira, queria mesmo ir pra Londres. Mas acabei aceitando o presente e fui pra Orlando. E me apaixonei. Os parques temáticos são lugares mágicos, onde a gente só sente felicidade. Enquanto estava lá, tinha certeza de que não seria minha única visita, mas não sabia quando voltaria. Tive a oportunidade de voltar em janeiro de 2006, numa dessas viagens não-planejadas (foi assim: viajei numa terça e meus pais negociaram com a agência na quinta feira anterior) que dão muito certo. E, naquele inverno delícia de Orlando, pude confirmar meu amor por aquele lugar, e conferir atrações novas que não estavam lá um ano e meio antes – além de ver o Castelo da Cinderella especialmente decorado para a Happiest Celebration on Earth, a comemoração dos 50 anos da abertura da primeira Disneyland.

Happiest Celebration on Earth (2006)
Happiest Celebration on Earth (2006)

Em 2007, não fui a Orlando, e senti saudade. Quis voltar em janeiro de 2008, e fui. Mesmo tendo ficado muito doente e não tendo curtido alguns parques (naquele ano, não fui ao Sea World nem ao Busch Gardens), foi uma viagem especial. Aqui começa a mudança crucial na história das viagens da minha vida: em julho do mesmo ano, fiz outra viagem pra lá sem muito planejamento (dessa vez, viajei numa quinta e meus pais fecharam com a agência na segunda a noite), e foi um verão indescritível. Mesmo entre janeiro e julho, pude ir a novas atrações e até a um parque aquático completamente novo – e isso só me fazia ficar mais e mais apaixonada pelos parques.

com o Gênio em janeiro de 2008
com o Gênio em janeiro de 2008
julho de 2008
julho de 2008

Por conta dessas duas viagens no mesmo ano, e por ter ido todas as 4 vezes com a mesma agência, fui convidada pra ser guia assistente no janeiro seguinte. Eu não receberia nenhuma remuneração, mas também não pagaria nem a minha passagem nem a hospedagem (os ingressos pros parques da Disney eu paguei, mas os parques da Universal e do grupo Sea World/Busch Gardens emitiam cortesias para guias). Pra uma universitária de Relações Internacionais, me pareceu um grande negócio: afinal, eu estava tendo a oportunidade de viajar para um lugar que eu adorava tendo que arcar somente com os meus gastos lá. Então, aceitei e fui.

de uniforme e bandeirinha com o Pluto no Magic Kingdom
de uniforme e bandeirinha com o Pluto no Magic Kingdom

O que eu pensava que seria só uma temporada, acabou se estendendo pra julho de 2009, e também janeiro de 2010, e também julho de 2010 (um mês depois da abertura do Wizarding World of Harry Potter no Islands of Adventure), e janeiro de 2011, e julho de 2011, e janeiro de 2012, e janeiro de 2013, e janeiro de 2014! Em dezembro de 2010, fui com meus primos passar o réveillon lá (um sonho que eu tinha, porque sempre via fotos e vídeos dos parques decorados especialmente para os Holidays) e acabei virando guia deles desde o primeiro parque – o que eles amaram, porque não se davam nem ao trabalho de abrir os mapas. Ano passado, em outubro, fui com o Felipe e um casal de amigos nossos, e também o filhinho deles. E, em todas as vezes, sem exceção, eu me diverti demais: além de toda a sorte de poder ir pra lá com frequência, eu era ajudante de uma guia que é uma das melhores pessoas que eu conheço no mundo, que tem amor por mim como se fosse minha mãe, e sempre deixou que eu brincasse e aproveitasse tudo ao máximo. Sim, eu tinha o melhor “trabalho” do mundo! Foram, sem dúvida, os invernos e verões mais divertidos que eu podia ter enquanto estava na faculdade e no mestrado.

com meus eternos chefinhos em julho de 2009
com meus eternos chefinhos em julho de 2009
julho de 2011, com a Tininha que eu amo pra sempre
julho de 2011, com a Tininha que eu amo pra sempre

A cidade de Orlando tem 8 parques temáticos principais: 4 da Disney (Magic Kingdom, EPCOT, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom), 2 da Universal (Universal Studios e Islands of Adventure), Sea World, e Busch Gardens. No complexo Disney, temos também 2 parques aquáticos (Disney’s Blizzard Beach e Typhoon Lagoon), um centro de entretenimento noturno chamado Downtown Disney (onde há um Cirque du Soleil permanente, com show exclusivo chamado La Nouba, restaurantes como Planet Hollywood, T-Rex e House of Blues, uma Lego Store imensa, e a World of Disney – porque, como se já não bastasse todas as mil lojinhas dentro dos parques, tem que ter mais uma, que é ENORME), campos de golfe e mini-golfe, e tudo mais quanto o gênio Walt Disney e seus imagineers (como são chamados os funcionários da Disney responsáveis pela criação e atualização dos parques e dependências dos complexos) puderam criar. Na Universal, ligando os parques, há o City Walk, recheado de lojas, boates e restaurantes (NBA City, Nascar, e o maior Hard Rock Café do mundo estão lá); eles também controlam o Wet n’ Wild de Orlando (que andava meio caído, mas que, segundo informações colhidas, está voltando à sua glória). O Sea World, desde que abriu a Manta (uma montanha russa em que os aventureiros ficam na horizontal) em 2009, atrai muito mais do que crianças em busca da Shamu; além da Manta, há uma outra montanha russa no parque – a Kraken – que conta com um percurso impecável pra qualquer amante de montanha russa; além disso, desde 2008 podemos desfrutar do Aquatica, um parque aquático (como o nome sugere) onde podemos nos refrescar em meio a brinquedos multicoloridos e até mesmo tobogãs de vidro que permitem vermos golfinhos enquanto nadamos. Embora não fique em Orlando, mas em Tampa Bay (cerca de 1h15 de carro), o Busch Gardens é um parque que não fica fora das excursões (ainda bem!), e costuma ser o mais atrativo para aqueles que curtem adrenalina: são 5 montanhas russas (Cheetah Hunt, Montu, Kumba, SheiKra, Gwazi), o que preenche um dia inteiro de visitas, intercaladas com 3 brinquedos aquáticos (do tipo botes) que molham MUITO.

janeiro, 2009
janeiro, 2009
julho, 2009
julho, 2009
janeiro, 2010
janeiro, 2010
julho, 2010
julho, 2010
com a família e os amigos em dezembro de 2010
com a família e os amigos em dezembro de 2010
janeiro de 2011
janeiro, 2011
julho de 2011
julho, 2011
janeiro, 2012
janeiro, 2012
janeiro, 2014
janeiro, 2014
janeiro, 2014
janeiro, 2014

Além dos parques temáticos, Orlando oferece excelentes opções de compras: são dois outlets da rede Premium (um na Vineland Ave. e o outro na International Drive) onde encontramos marcas de luxo e fast fashion, o enorme Florida Mall, e o não tão conhecido Mall at Millenia (com lojas de luxo como Chanel, Burberry e Gucci e também Zara, Macy’s, Bloomingdale’s, Victoria’s Secret). Eu, particularmente, gosto mais do Mall at Millenia que, por ser menor e menos conhecido pelos turistas, está sempre mais organizado (lembrem-se: eu sempre fui pra Orlando em alta temporada, e lojas como Abercrombie, Hollister e Victoria’s Secret ficam sempre lotadas e, consequentemente, sem o estoque que muitas vezes gostaríamos que tivessem), embora o Florida Mall disponha de uma variedade incomparável de lojas. Seja nos outlets ou nos malls, ou no Wal Mart ou no Target (dois mercados que tem tudo o que podemos imaginar e mais um pouco), as oportunidades de compras são de enlouquecer até o mais sovino dos seres humanos, e eu não vi até hoje quem voltasse de Orlando com menos do que as duas malas que as companhias aéreas permitem cheias.

outubro, 2014
outubro, 2014

Em Orlando, a única preocupação que qualquer pessoa deve ter é com a diversão, e não há um dia sequer enquanto estamos lá que, dormindo tarde e acordando cedo (porque, pra curtir mesmo, tem que ser assim), a gente não sinta uma alegria incomparável. Particularmente, eu sinto uma alegria plena. Felicidade em plenitude. Não paro de sorrir. Se você nunca foi, programe-se e vá. Vá pelo menos uma vez na vida ser feliz em Orlando. Dificilmente você vai se arrepender.