Viena, você é jóia!

Neste último mês, o ritmo dos posts aqui no blog foi meio lento, mas por uma boa causa: meus pais estavam aqui em Ierevan com a gente, e também recebemos a visita de 3 amigos muito queridos! Ainda há muito conteúdo pra postar e quero retomar o ritmo das postagens! Espero que vocês gostem do conteúdo que é preparado com muito carinho!

Chegamos em Viena no fim da tarde do dia 16 de junho, na estação de trem Wien Westbahnhof. Decidimos ir para o hotel de metrô, e lá mesmo adquirimos o ticket válido por 72h e que custava EUR7,20 por pessoa. Como já contei aqui, nosso hotel em Viena foi o Leonardo, que ficava super bem localizado, do ladinho da Mariahilfer Straße, a maior rua comercial da cidade.

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Como chegamos cansadinhos da viagem de trem, nada melhor do que aproveitar a localização do nosso hotel para jantarmos ali pertinho mesmo. Na rua Barnabitengasse, (uma rua perpendicular à Mariahilfer Straße, do lado da igreja Mariahilferkirche), encontramos 2 restaurantes que nos chamaram a atenção: o Lokal 1060 e o Der Grieche. Para esta primeira refeição, optamos pelo Lokal 1060, que se revelou ótima escolha: Felipe comeu um bom chili, que ele ama, e eu comi um ótimo schnitzel!

No nosso hotel, o café da manhã não estava incluído e custava EUR13 por pessoa. Nós achamos melhor aproveitar a proximidade de um McDonald’s pra tomarmos nosso café da manhã no McCafé, e gastamos menos de 8 euros pra nós dois.

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Nosso primeiro passeio foi tomar o metrô até o Vienna International Centre, porque eu sempre sonhei em ver de perto a sede da Agência Internacional de Energia Atômica. Fiquei emocionadíssima e já quero voltar pra Vienna pra poder fazer a visita guiada por todos os prédios da ONU que ficam lá!

 

De lá, voltamos para o centro da cidade e fomos até o Museu Albertina, que fica bem próximo do palácio de Hofburg, da Biblioteca Nacional Austríaca, e do Tesouro Imperial de Vienna. Ali pertinho também está o Museumsquartier, que abriga os museus de História Natural (Naturhistorisches), o Kunsthistorisches, o Zoom Kindermuseum (dedicado às crianças), entre outros.

 

Seguimos caminhando até o Rathausmann Kopie, o majestoso prédio do Parlamento austríaco. Ali pertinho decidimos tomar o metrô na estação Schottentor até a estação de Praterstern para conhecer o parque Prater, o mais antigo parque de diversões do mundo!

 

A entrada no parque é gratuita, enquanto cada atração tem um preço por pessoa, variando entre E1,50 e E5,00. A principal atração do parque é a famosa Wiener Riesenrad, uma enorme roda gigante construída em 1897. Além disso, para quem curte museus de cera, o parque Prater abriga um Madame Tussauds. Nós decidimos almoçar lá no Prater mesmo, no restaurante ao lado da roda gigante (que também chama Wiener Riesenrad Restaurant).

 

Nossos passeios continuaram, nos levando até o Schloß Schönbrunn, o palácio dos Habsburgo com seus belos jardins. A estação de metrô Schönbrunn (linha verde) oferece fácil acesso ao palácio. Estão disponíveis dois tipos de tours pelo palácio: o Imperial Tour e o Grand Tour. Infelizmente, quando chegamos ao palácio, todos os tickets do dia estavam esgotados, então fica a dica importante de reservar os ingressos com antecedência pelo site oficial! Esta impossibilidade de visitarmos o palácio não nos desanimou e aproveitamos para explorar com calma os enormes e belíssimos jardins que circundam o palácio. Aproveitei o fim da tarde para fazer algumas comprinhas na Mariahilfer Straße, inclusive a minha mochila FjällRaven Kanken amarela que já fez sucesso no instagram desde a primeira vez que apareceu. À noite, fomos jantar no Der Grieche, restaurante grego que ganhou nosso coração com uma comida deliciosa e farta.

 

No domingo, acordei cedo e fui à missa na Catedral de São Estéfano (Domkirche St. Stephan), que fica ao lado da estação de metrô Stephansplatz. É impossível não se impressionar com a majestosa construção com a qual nos deparamos ao subir as escadas do metrô! Por dentro, a Catedral também é belíssima, e tudo emociona. Decidimos aproveitar o dia para ir até Bratislava, mas este passeio merece um post exclusivo! Ao voltarmos pra Vienna, fomos encontrar os amigos Helena e Gustavo no agradável Palmenhaus, café/brasserie/bar que fica no Parque Burggarten, ao lado do Museu Albertina.

 

Se no sábado e no domingo Viena estava sob forte ventania, o que deixava o clima ameno e agradável, a segunda feira nos ofereceu um dia muito, muito, muito quente. Começamos o dia com um café da manhã no Starbucks mais próximo do hotel e fomos caminhando até o palácio Belvedere, parando pelo caminho para conhecer a Catedral em Karlsplatz (Vorplatz der Karlskirche) e o monumento aos heróis soviéticos na Schwarzenbergplatz. Dali, seguimos para o Museu da Guerra. Almoçamos no Café Salut, que fica no próprio Museu, e só aí desbravamos o acervo das guerras desde o século XIX.

 

Mais tarde, tomamos o caminho de volta pro hotel, aproveitando a tarde para fazer nossas últimas comprinhas na Mariahilfer Straße. Para o nosso último jantar em Vienna, o restaurante Mini foi uma excelente escolha: o menu oferecia opções incríveis, e eu comi um bacalhau suculento, tão delicioso que consigo até sentir o gosto dele só de pensar!

 

Na terça, acordamos cedo e tomamos o rumo do aeroporto usando o Uber. O aeroporto de Vienna fica a cerca de 40min do centro da cidade, então é importante programar-se para sair com antecedência. O Uber custou cerca de 40 euros; não é barato, mas considerando o conforto, eu sempre acho que vale a pena planejar este gasto. Este foi um dos bons aeroportos que conhecemos, oferecendo serviço completamente informatizado de check in e despacho de bagagem. Também foi fácil cumprir com os procedimentos de Tax Free, uma vez que estão disponíveis guichês de alfândega antes (para as bagagens despachadas) e depois (bagagem de mão) do controle de passaporte.

Os hotéis das nossas férias

Eu confesso: sou muito chata pra escolher hotéis. Há muito tempo que eu acho que, se for pra ter menos conforto do que eu tenho em casa, é melhor nem viajar. Por isso eu sou bem exigente no processo de escolha, e, quando as expectativas não são correspondidas, é bastante frustrante.

Nestas nossas férias, passamos por 7 cidades, com 7 hotéis diferentes reservados via Booking e ainda uma experiência com o Airbnb em São Petersburgo. Quero, então, dividir com vocês nossa avaliação dos hotéis e também do apartamento!

  • Moscou: Ibis Paveletskaya

Eu gosto muito da rede Ibis porque o custo/benefício costuma ser muito justo e a gente sempre sabe o que pode esperar, a localização costuma ser sempre boa, eles tem uma política de solucionar qualquer problema em 15 minutos, os quarto são sempre bem limpos e com piso frio, a cama é muito confortável e o banheiro é sempre decente – e se tem uma coisa com que eu sou particularmente exigente é banheiro.

No Ibis Paveletskaya, não foi diferente: a localização era muito boa, num bairro residencial, com comércio 24h próximo, um Starbucks também bem próximo (e dentro de uma livraria!), perto do metrô e da estação do AeroExpress pro aeroporto Domodedovo.

  • Nice: Ibis Palais du Congres Vieux

Provavelmente o maior quarto de Ibis onde já nos hospedamos! Ficava um pouco distante da orla, mas ainda assim numa distância possível de se caminhar com tranquilidade. Tinha um banco na frente, comércio próximo, e também ficava perto das ruas da cidade velha (Vieux Ville). Também foi fácil ir e voltar andando da Catedral de Notre Dame, que fica na principal rua da cidade.

Nesse Ibis, provamos o café da manhã e gostamos bastante. O preço era justo (10 euros por pessoa) e o buffet era muito farto, com pães e queijos diversos (inclusive pain au chocolat), boa disponibilidade de frios, geléias, sucos, café, capuccino, etc.

O quarto era realmente espaçoso e confortável, embora faltasse cofre (acho que foi a primeira vez que vi um quarto de Ibis sem cofre). O banheiro tinha um tamanho muito bom, e tinha banheira(!) mas não tinha exaustor.

  • Milão: Best Western St George

Muito próximo da estação de trem Milano Centrale, também ficava bem perto de excelentes restaurantes (como já contei no post sobre Milão) e podíamos ir a pé para todas as principais atrações turísticas da cidade. A localização também era muito conveniente para compras: era fácil de ir e voltar do quadrilátero da moda a pé. Outra coisa importante da localização deste hotel pra gente foi a proximidade de uma lavanderia de serviço rápido e com preço bom (12 euros pra duas máquinas de roupas).

Este hotel é 4 estrelas, e o café da manhã estava incluído na diária. Embora o ambiente do restaurante fosse um pouco decadente, o buffet era farto e tinha diversas opções para nos manter devidamente nutridos na primeira refeição do dia, inclusive croissants saborosos e bolos diversos. Também estava incluído na diária um chá da tarde com bolo, servido entre 16h e 18h.

O quarto não era enorme, mas tinha um tamanho bom o suficiente para nos locomovermos tranquilamente mesmo com as malas no chão. O banheiro era ótimo, e tinha até lugar pra pendurar pequenas peças de roupa que lavei. A TV do quarto também era bem grande e tinha SKY. A cama foi provavelmente uma das melhores da viagem, e a cortina também era eficiente.

  • Berlim: Novotel Am Tiergarten

Este Novotel tem 2 principais pontos importantes: era colado na estacão de S-Bahn Tiergarten (só precisávamos literalmente atravessar a rua), e o quarto era IMENSO. O nosso quarto era da categoria mais simples e tinha sala de estar separada do quarto, e o quarto em si já era enorme (acho que dava até pra andar de bicicleta lá dentro). E olha que foi um dos hotéis mais baratos da viagem (pelo que vimos, os preços de hotéis em Berlim geralmente são muito bons!)!

A limpeza era também impecável. O hotel também disponibilizou pantufas e roupões para nosso conforto. Nós também testamos o serviço de quarto e foi ótimo: pedimos algo que não estava no menu (frango grelhado com purê de batata, porque eu não tava passando muito bem), e prontamente fizeram e entregaram em pouco tempo.

Mas nem tudo são flores e tivemos uma surpresa ruim quando chegamos no nosso quarto: o banheiro era dividido. Em vários lugares da Europa, eles fazem um toalete separado da casa de banho (em bom português: um cômodo pra privada com uma pequena pia, separado de onde fica o chuveiro com outra pia – e, no caso deste Novotel, tinha também banheira neste cômodo). Isso é uma coisa que eu detesto: pra mim é muito importante que esteja tudo no mesmo cômodo. Este não foi o primeiro hotel europeu onde vimos isso, mas vou lutar ainda mais nas próximas pesquisas das próximas viagens para que isso não se repita.

  • Praga: Green Garden Hotel

Achei este hotel super charmoso, e com uma localização interessante para quem precisa se distanciar um pouco da agitação de uma cidade que recebe turistas demais. Dá pra ir andando do Green Garden para a cidade velha (levamos cerca de 20 a 25 minutos, dependendo principalmente do calor), ou usar o transporte público (linha 22). Nós optamos por caminhar, então nem testamos o transporte público, mas nos pareceu eficiente.

O café da manhã também estava incluído neste hotel, e era excelente. O buffet tinha opções várias de frios, bons pães, geléias, sucos, etc. Além das opções do buffet, era possível pedir suco fresco e também drinks matinais.

O quarto não era imenso, mas era bastante espaçoso. O banheiro era realmente bom, e também tinha espaço pra secar alguma pecinha de roupa que lavamos. A lavanderia mais próxima ficava a uns 15 minutos de caminhada.

Uma outra coisa que achei super positiva deste hotel foi o ótimo restaurante com preços justíssimos: das nossas 3 noites em Praga, jantamos no hotel em 2 delas. O restaurante tem um menu extenso, e os preços estavam na média da maioria dos restaurantes a que fomos. Tem hotel que abusa nos preços dos seus restaurantes, o que pode ser um pesadelo se você tá cansado de andar o dia inteiro e só quer comer alguma coisa rápida antes de dormir – e este não foi o caso, graças a Deus. Em Praga, jantar no hotel foi para nós um alívio, pois não nos obrigava a ficar ainda mais tempo andando no calor e no meio da multidão.

O ponto negativo do Green Garden foi a ineficiência da cortina: o sol tá nascendo bem cedo por estas bandas, e eu acordava todo dia por volta das 6am com a luz toda na minha cara.

  • Viena: Leonardo Hotel Vienna

Este foi outro hotel com localização excelente: muito muito próximo a duas estações de metrô, e colado na principal rua comercial de Viena. Isso facilitava muito a locomoção e também nossos jantares, pois não precisávamos ir muito longe pra comer bem.

O quarto também não era imenso, porém confortável e muito limpo, e o banheiro era bem bom. Eu não me dei muito bem com o travesseiro deles, mas isso provavelmente se deve à minha coluna sofrida.

O café da manhã não estava incluído: custava 13 euros por pessoa e nós não testamos. Este hotel também cobra pelo Wi-Fi (7 euros por 24h de conexão), porém se você se cadastrar no programa de fidelidade deles, a internet é gratuita. Infelizmente nós só descobrimos isso depois de já termos pago por 48h de acesso, mas antes tarde do que nunca, né?!

A gente não conhecia a rede Leonardo, mas descobrimos que eles tem hotéis espalhados pela Europa e também em Israel; certamente consideraremos a possibilidade de nos hospedarmos novamente em outros hotéis da rede.

  • Moscou: Sukharevsky Design Hotel

Nós só dormimos uma noite neste hotel, e o escolhemos principalmente pela proximidade da estação de trem Leningradskaya, de onde sairíamos cedo para São Petersburgo. O hotel também fica próximo à estações de metrô, o que facilita o acesso à qualquer parte da cidade.

O quarto era bem espaçoso, embora tenham nos dado um quarto com 2 camas de solteiro ao invés da cama de casal. O banheiro era imenso, e ofereciam também roupões e chinelos. O café da manhã não estava incluído, mas também provavelmente não teríamos tempo de desfrutar, já que nosso trem pra Peter partia 07h40 da manhã.

O ar condicionado do quarto não estava funcionando, o que não foi realmente um problema porque estava bem fresco em Moscou (de noite fez 12C!). A cortina também seria um problema caso tivéssemos mais tempo para dormir, já que ao acordarmos as 5 da manhã já estava super claro.

Nosso trecho de São Petersburgo ficou pra ser decidido de última hora e, quando fomos procurar hotéis, os preços estavam surreais. A solução foi recorrer ao Airbnb! Eu nunca tinha usado o Airbnb e pesquisamos com cuidado o apartamento em que gostaríamos de ficar.

Nossa escolha foi um apartamento na rua Zhukovskogo, e ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, como a Catedral do Sangue Derramado, Igreja de Nossa Senhora de Kazan, Dom Knigi, etc. Também podíamos ir caminhando até o Forte, o Aurora ou o Hermitage, embora sejam caminhadas um pouco mais longas.

Na mesma rua do apartamento encontram-se farmácias, restaurantes diversos (hamburgueria, vietnamita, indiano, etc) e também mini-mercados 24h. No banheiro tinha máquina de lavar/secar, e foi disponibilizado também um varal. A cozinha é funcional e o apartamento é espaçoso o suficiente.

Os pontos negativos foram: as cortinas não escurecem o quarto nem a sala (e nós estávamos lá justamente nas noites brancas, então os cômodos ficam completamente iluminados 24 horas por dia); o apartamento fica no 4º andar de um prédio que tem só escadas (escada pra mim é a pior coisa da vida, porque eu tenho a dor crônica no tornozelo direito e demoro muito pra descer; subir também é difícil por conta da asma, mas descer é um verdadeiro martírio) e nós deixamos essa informação escapar quando estávamos reservando; a cama e os travesseiros não são muito confortáveis, e a roupa de cama parecia muito antiga, com algumas manchinhas.

No todo, a experiência com Airbnb foi positiva e não descartamos a possibilidade de usarmos novamente o site para encontrar acomodações em nossas próximas viagens – mas teremos que ser ainda mais cuidadosos com a escolha.