Looks de viagem no inverno europeu

É inverno no Hemisfério Norte, e as temperaturas nesta época do ano são bem mais baixas por aqui do que os brasileiros costumam estar acostumados. Nós passamos 1 mês viajando pelo Reino Unido e Irlanda e, embora ainda fosse outono, as temperaturas estavam muito baixas – principalmente no interior da Inglaterra e na Irlanda do Norte! – o que exigia roupas de inverno.

Eu já contei sobre a minha mala de verão e desmistifiquei o glamour que vemos nas redes sociais dos globetrotters: não tem nada de errado a gente querer ficar bonito durante as férias, mas a praticidade e o conforto são fundamentais pra quem caminha pela cidade inteira e/ou anda de metrô e ônibus, e não tem orçamento pra táxis, ubers e/ou motoristas particulares o tempo todo.

E, se já fomos econômicos naquela mala de verão, conseguimos nos superar pra essa viagem invernal: despachamos uma única mala grande, e cada um tinha uma bagagem de mão, além da minha bolsa pessoal Longchamp que acomoda todas as nossas coisas que poderíamos precisar acessar com facilidade durante o vôo.

Dessa vez eu não fiz post sobre a organização da mala por um motivo simples: eu só levei 6 peças de roupas minhas na mala, além do meu pijama, underwear, e a bolsa tiracolo e a mochila Prada. Como eu tinha planejado comprar mais roupas de inverno na Uniqlo (eu não sou ninguém sem a linha Heattech deles), eu não levei nem roupa térmica, só a que já foi no corpo. Pra viajar, eu usei uma tshirt de manga comprida, a calça cinza da GAP, o casaco preto da Zara, um suéter da Stradivarius (que eu usei um monte mas acabou não aparecendo em nenhuma foto aqui), e a bota marrom da UGG, que foi o único sapato que eu levei: depois comprei em Londres mais uma bota e um tênis. Então não seria justo mostrar uma mala arrumada sem nada né?

Numa viagem de 28 dias, nós pegamos trem 2 vezes, avião 1 vez, e viajamos 2 trechos de carro, e sabíamos que não ficaríamos só em perímetros urbanos, o que pedia roupas confortáveis de verdade. Nos organizamos para lavarmos nossas roupas 4 vezes, e nós nos viramos muito bem com uma única mala pra nós dois, que não excedeu 20kg até chegarmos à Irlanda do Norte. Foi só mesmo na Irlanda, nos últimos dias das nossas férias, que precisamos reorganizar a bagagem por conta dos meus livros ilustrados do Harry Potter, que são pesadíssimos!

Acreditem: em algumas dessas fotos, eu estou usando 3 calças, uma por baixo da outra! Consequentemente, a saia da Le Lis Blanc acabou virando peso morto (ainda bem que ela é leve, mas mesmo assim eu detesto carregar peso morto em viagens). E, em viagens de inverno, não tem jeito: o que vai aparecer mesmo é o casaco. A menos que você esteja disposto a ter uma bagagem imensa, é melhor não exagerar: eu fui com um casaco e levei mais um na mala, e acabei comprando mais um da Uniqlo (e acabei achando 3 casacos demais, podia ter me virado bem só com o da Zara e o da Uniqlo). Por mais que todo dia eu trocasse de blusa/camisa e suéter (à disposição, eu tinha 6 camisas, 8 blusas de gola alta, e 3 suéteres), nenhuma delas apareceu nestas fotos! E por quê?! Porque a gente acaba tirando mais fotos ao ar livre e, no frio, não dá pra tirar o casaco!

Os acessórios são, sem dúvida, os melhores amigos pra mudar a cara dos looks de inverno – no dia a dia e em viagens. Eu adoro cachecóis, e aproveitei pra comprar mais alguns de cashmere na Uniqlo (a cashmere deles é ótima!), além do cachecol enorme de lã que o marido me deu no dia do meu aniversário. Acabei comprando também o gorro vinho e as earmuffs da Accessorize, e antes do meio da viagem eu aposentei a boina da Stradivarius porque ela não protegia minhas orelhas.

 

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casaco Zara, cachecol e meia calça Heattech Uniqlo, saia Le Lis Blanc, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, calça de veludo Heattech Uniqlo, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, bolsa Prada, calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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boina Stradivarius, casaco Zara, calça Heattech Uniqlo, botas UGG, bolsa Prada
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casaco e cachecol Zara, earmuffs Accessorize, calça GAP, botas UGG, bolsa Prada
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mochila Prada, earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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cachecol, luvas e calça Heattech Uniqlo, earmuffs Accessorize, óculos Ray Ban, casaco Zara, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol e casaco Uniqlo, calça John Lewis, bolsa Chanel, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woolen Mill, casaco Zara, calça John Lewis, mochila Prada
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gorro Aran Tradition, casaco e cachecol Zara, calça Uniqlo, botas UGG, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, cachecol Edinburgh Woollen Mill, bolsa Prada, casaco Zara, luvas Uniqlo, calça GAP, botas UGG
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cachecol, blusa de gola alta e calça Heattech Uniqlo, casaco Zara, mochila Prada (embora não esteja na foto, eu estava com o tênis Vans nesse dia) – eu comprei várias cores dessa blusa de gola alta na Uniqlo e, embora não apareça nas outras fotos, foi praticamente o que eu usei durante a viagem!
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, mochila Prada, calça GAP, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG

 

*esse post foi publicado originalmente no leticiatostes.com mas, como é um tema útil principalmente para viajantes, achei importante postar aqui também!

Moda tradicional Georgiana

A Geórgia, país vizinho da Armênia, também tem uma cultura riquíssima (e uma culinária deliciosa!). Embora ainda não tenhamos visitado o país, a proximidade entre eles nos permite conhecer bastante da cultura georgiana mesmo do lado de cá da fronteira. E foi um pouquinho disso que aconteceu dia desses, quando fomos a uma exibição de roupas tradicionais georgianas, organizado pela Embaixada da Geórgia na Armênia.

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Na exibição, pude aprender um pouquinho mais sobre os trajes tradicionais georgianos, de acordo com as regiões históricas do país.

Mtskheta-Mitianeti

As roupas femininas eram relativamente lisas, com predominância da cor preta, e o tecido tingido naturalmente. O padrão de costura dos vestidos era em formato de túnica, com a frente decorada com longas peças prateadas, e o conjunto das roupas femininas era inimaginável sem acessórios prateados. Na cabeça, um lenço duplo de lã; para sobreposição, uma capa quente com mangas falsas; nos pés, meias listradas de lã.

As roupas masculinas, por sua vez, consistiam de uma blusa (juba) e um casaco, que parece uma túnica do Cáucaso. A vestimenta é decorada com bordados. Tecidos coloridos, com apliques, listras e cruzes. No inverno, os pachiches eram usados para aquecer e proteger os joelhos, costurados com lã e decorados com bordados. Na cabeça, um chapéu de pele de ovelhas, típico dos pastores.

Os criadores deste tipo de roupa tentaram fazê-las de uma maneira prática, bonita e que refletisse o seu espírito de mundo e a natureza que os cercava.

Kakheti

As roupas da região de Kakheti, tradicionalmente de viticultura e vinícolas, é caracterizada principalmente pelas saias masculinas relativamente curtas, ajustada logo abaixo da cintura, e presas por um cinto. Na cabeça, um pequeno chapéu preto. Era a roupa dos habitantes de uma região fazendeira, adequada para os trabalhos na vinícola.

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As roupas tradicionais são inspiradas nos retratos seculares preservados nas pinturas medievais Georgianas, com pedaços característicos de plásticos, e as roupas da corte real da Geórgia, principalmente da Rainha Tamar, registrada em afrescos.

Achara

A silhueta dos vestidos femininos é simples, ajustada ao corpo, marcando a cintura, com uma ampla saia, e frente triangular. A estampa do vestido é tipicamente Georgiana, mas abaixo da cintura é enrolado decorativamente de modo efetivo, amarrado na cintura com uma longa corda multicolorida. Na cabeça, o bashlyk (qabalakhi) é usado amarrado em torno da cabeça. Este tipo de adereço é usado pelos homens nas regiões de Achara e Guria.

Guria

Os homens usavam, em geral, a chakura, uma túnica curta, e calças com um amplo gancho, e peças especiais para os joelhos costurados nesta altura. A estampa tradicional é parecida com as roupas tradicionais dos homens na região de Achara. As roupas eram costuradas a partir de lã, linho ou veludo. Estas roupas eram sempre usadas com um bakhlyk, decorado com outro e prata.

Samegrelo-Zemo Svaneti

As roupas das mulheres de Megrelian consistiam de duas partes: um colete curto de veludo, com longas mangas falsas e fechos prateados (chaprastes) eram usados com uma longa saia, com mais tecido na parte de trás. Nas cabeças, em geral usavam apenas um véu, livremente colocado sobre a cabeça.

Kvemo Kartli

A chokha também era muito usada nessa região, e pode ser considerada a sucessora dos vestidos masculinos. Na Geórgia, existem variedades de chokhas, diferenciadas de acordo com as regiões, seus comprimentos, número de lapelas, formato das mangas, bolsos de pólvora decorativos, etc. O material das chokhas é a lã, geralmente nas cores preta, terra, azul, ou outros tons escuros. Em Kartli, a chokha era costurada com uma estampa mais festiva. Era usada com o cinto de couro, decorado com prata, e atributos necessários como espada ou adaga.

Os vestidos femininos tinham uma frente lisa que, para ocasiões festivas ou casamentos, eram ajustados na cintura e decorados com bordados ou pedras preciosas. A principal decoração do vestido é o cinto. Uma jaqueta curta, feita basicamente de veludo, com mangas falsas, era por vezes usada sobre o vestido. Um dos principais elementos dos vestidos femininos era a chikhiti-kopi, uma peça usada na cabeça como uma faixa, geralmente feita de veludo e brocados. Acima desta feita, usava-se um lenço ou véu, comumente feito de seda ou outro tecido fino.

Imereti

Um grande casaco chokha era o tipo de roupa mais comumente usado em todo o Cáucaso. Tornou-se uma roupa secular no século 17. Na Geórgia Ocidental, as chokhas eram mais compridas, usadas com um cinto prateado ou de couro para ajustada-las. Alguns acessórios necessários para o casaco eram bolsos para cartuchos, que, antigamente, eram usados para armazenar pólvora e, posteriormente, se tornaram apenas adereço decorativo das chokhas. Por baixo das chokhas, usava-se uma túnica com botões e ajustada ao corpo.

Shida Kartli 

Diversas peças compunham os trajes femininos. Uma saia e uma jaqueta longa e com mangas falsas; as mãos eram cobertas com um fino tecido transparente; nas cabeças, um chapéu alto, decorado com bordados, e um véu ou um longo pedaço de seda ou cetim, decorado com pedras aplicadas ou bordados. Acessórios de prata eram sempre usados com esse tipo de roupa na região.

 

 

 

 

Looks da vida real em viagens

Quando a gente viaja, é claro que a gente quer ficar bonitinha nas fotos: afinal, são estes registros aos quais vamos recorrer quando sentirmos saudade daquela viagem, além de mostrar pra nossa família e nossos amigos.

Mas manter a dignidade nos looks de uma viagem nem sempre é fácil, principalmente quando a ideia é carregar pouca coisa. Some-se a isso as longas horas andando pelas cidades, tomando transporte público, e ainda prestando atenção pra não sofrer um furto (os pick pockets estão por toda parte!) que pode transformar a alegria de uma viagem num transtorno sem fim.

Com o advento das redes sociais, o que a gente mais vê são pessoas lindas e glamurosas passeando por Paris, Berlim, Londres, Nova Iorque, etc etc, com seus saltos altíssimos e suas peças de luxo, porque tem carro à disposição e pode ser até que só desçam do carro pra fazer o #lookdodia ou pra entrar em algum restaurante caríssimo. Na vida real, não é assim que funciona: a gente entra no metrô e no ônibus, caminha pela cidade inteira, torce o pé nas calçadas nem sempre muito bem conservadas, entre outros.

Nessas nossas últimas férias, a gente quis carregar a menor quantidade de coisas possível, o que naturalmente limitava os meus looks. Mas acho que consegui manter alguma dignidade, mesmo com o calor surreal que estava fazendo em Nice, Cannes, Mônaco, Milão, Berlim, Potsdam e Praga, combinando todas as peças que carreguei, e adicionando uns vestidinhos que comprei ao longo da viagem. Em Vienna, 2 dos 3 dias foram mais frescos; o dia em que fomos à Bratislava também estava um pouco mais fresco. Em Moscou e São Petersburgo estava frio – principalmente em São Petersburgo, onde as temperaturas não passaram dos 12ºC!

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casaco Uniqlo, t-shirt de manga comprida Zara, calça Zara, tênis Converse All Star, mochila Longchamp
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trench coat Burberry, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, t-shirt de manga comprida Zara, mochila Longchamp
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Camiseta de algodão e short jeans Animale, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci e cinto herdado da Mivó
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t-shirt Stradivarius, salopete Mango, bolsa Gucci, sandália Usaflex
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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex
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salopete Mango, t-shirt Zara, mochila Longchamp, sandália Usaflex
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camiseta de algodão e short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex, jaqueta impermeável Zara
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Salopete Mango, camisa de tricoline Zara, mochila Longchamp, tênis Converse All Star
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macaquinho H&M, bolsa Gucci, sandália Usaflex
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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, tênis Converse All Star
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vestido H&M, cardigan Tommy Hilfiger, bolsa Chloé, sandália Usaflex
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camiseta de algodão Animale, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, mochila Longchamp
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vestido H&M, mochila Longchamp, sandália Usaflex
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jaqueta impermeável e t-shirt Zara, calça jeans Cantão, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci
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t-shirt de manga comprida Zara, calça Cantão, mochila Fjällräven, tênis Usaflex
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camisa de tricoline Zara, short jeans Animale, mochila Fjällräven

E quem me acompanha no instagram viu que eu estive uns dias em Portugal com meus pais! Foi uma continuação das férias, mas os looks foram outros, já que a maioria das peças que usei veio do Brasil nas malas deles.

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t-shirt Bershka, calça Animale, cinto ABrand, mochila Fjällräven
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suéter Cantão, calça Animale, tênis Converse All Star, mochila Fjällräven, colar Monte Carlo


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t-shirt Bershka, short jeans Animale, mochila Fjällräven, tênis Converse All Star, meia do Mickey comprada na Disney

28 dias viajando

Hoje começa nosso primeiro afastamento e passaremos 28 dias viajando e aproveitando as férias, se Deus quiser! Serão 6 países diferentes e, embora já seja primavera por estas bandas, há previsão de temperaturas variando entre 10ºC e 30ºC.

Além do limite de bagagem despachada ser de uma mala de 23kg por pessoa, não queríamos ficar carregando muito peso de um lugar pro outro, porque, como se pode prever, faremos diversos deslocamentos. Adicione-se à mala despachada uma mala de mão pra cada um, que vocês já conhecem daquele post sobre as malas pro fim de semana em Moscou. A organização das malas fica por conta dos packing cubes da Carpisa e também da Sestini, comprados na Le Postiche.

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Pro marido, a mala é sempre mais fácil de se fazer. Pra mim, confesso que comecei a pensar com bastante antecedência nos looks que levaria nessa viagem, escolhendo uma paleta de cores que me permitisse as mais variadas combinações entre todas as peças. Esse foi o critério principal pra montar uma mala que eu considero compacta: a escolha de peças que combinem entre si; eu posso usar todas as peças umas com as outras, resultando em muitas, muitas combinações.

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Incluindo as peças que usarei para voar, eis as eleitas para os próximos 28 dias: 1 trench coat, 1 saia, 1 salopete jeans, 3 camisas, 4 blusas de manga comprida, 4 camisetas de alça, 4 tshirts, 1 cardigan de cashmere, 1 jaqueta impermeável/corta vento, 1 calça preta, 1 calça jeans, 1 short jeans, 1 legging, 2 cachecóis leves, 1 biquíni e 1 vestido, além de 2 pijamas e as roupas de baixo. Somem-se a estas peças de roupa 2 cintos, 1 mochila, 1 bolsa tiracolo, 2 sandálias, 2 tênis, 1 sapatilha e 1 chinelo, além da bolsa Longchamp que exerce o papel de item pessoal no avião. Na foto acima, aparece 1 saia e 1 macacão jeans a mais do que eu resolvi levar na viagem: tinha separado essas 2 peças pra irem na bagagem, porém eu decidi por deixá-las em casa porque acho que poderia acabar não usando e eu detesto peso morto na mala. Além disso, substituí o short de linho que aparece na foto pelo vestido supracitado.  

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Muita gente argumenta que não se deve levar mais de 4 pares de sapatos em uma viagem, e eu concordo que é o tipo de coisa que pesa e ocupa bastante espaço, mas, por conta da minha dor crônica no tornozelo direito, eu me permito exceder esse “número mágico”, principalmente por se tratar de viagem tão longa.

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A seleção dos itens de higiene pessoal também foi criteriosa: repeti a fórmula da viagem do fim de semana em Moscou e escolhi miniaturas de escovas e pasta de dentes, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on, lenços umedecidos, absorventes e protetores diários. Também escolhi alguns poucos itens de cuidados com as unhas pra tentar manter alguma dignidade.

Na Longchamp, os mesmos itens de todos os vôos: álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Furla, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

Se nós não tivéssemos obrigatoriamente que despachar malas por conta dos remédios líquidos cujas embalagens excedem os 100ml permitidos a bordo, viajaríamos só com as malas de mão mesmo, ainda que fosse necessário cortar alguns (poucos) itens, já que fiz o teste e todos os packing cubes caberiam nas malas de mão. Mas já ficamos super satisfeitos com o limitado número de itens que escolhemos para passar quase 1 mês viajando. Em outras épocas, eu certamente teria muito mais dificuldade de despachar uma mala compacta assim!

Nesse período de férias, pretendo manter o blog atualizado tanto quanto possível, e vocês também podem acompanhar nossas aventuras pelo instagram e pelo twitter!

Malas de bordo pro feriado em Moscou

Eu gostaria de poder dizer que ao longo dos anos me tornei uma expert em fazer malas, mas a verdade é que eu aprendo a cada viagem que não existe fórmula perfeita. É, eu sei, a internet tá cheia de ideias e dicas infinitas de como organizar uma mala, mas eu aprendi que só dá pra descobrir mesmo o que dá certo com a prática.

Isto posto, quero dividir com vocês como eu arrumei nossas malas pra passar o feriado em Moscou. Nós embarcamos na sexta 21/04 e voltamos 24/04, e a expectativa era de passear muito com os amigos na capital da Rússia que sempre sonhei conhecer!

O número pequeno de dias destinado a essa viagem já indicava que deveríamos levar somente malas de mão. As nossas malas de mão são da Roncato, modelo MODO Mercury, com 4 rodinhas e 2 bolsos externos, tamanho 50x35x23cm e capacidade de 39 litros. Além disso, eu levei uma bolsa Longchamp com documentos, outras coisinhas importantes, e coisinhas que poderia querer usar durante o vôo.

Embora já seja oficialmente primavera, Moscou ainda está bem gelada: poucos dias antes de irmos, nossos amigos ainda passavam por temperaturas negativas. Com isso, era preciso levar roupas mais quentes. Eu sinto frio demais, e tava acabando de sair de uma crise de sinusite feia, então não podia dar sopa pro azar. Aqui em Ierevan já estamos vivendo sob temperaturas bem primaveris, chegando aos 20ºC.

O look do avião foi escolhido pensando na praticidade: o casaco, a calça jeans e o suéter que eu também usaria nos passeios, um cachecol bem grande e quentinho, e botinhas ortopédicas fáceis de tirar e calçar. As luvas foram no bolso externo pequeno da mala de mão, com fácil acesso caso fosse preciso na chegada em Moscou. Pro Felipe, a mesma coisa: casaco, suéter e calça jeans pra usar todo dia, e tênis. Nós dois passaríamos o final de semana trocando apenas as roupas térmicas, e usamos as mesmas roupas “externas”, porque frio é assim mesmo e exige praticidade, senão a mala ia ficar enorme – e não era isso que queríamos!!

Usei os organizadores de mala da Carpisa, que considerei bons packing cubes.

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Levei apenas miniaturas dos itens básicos de make, só pra sair com alguma dignidade: perfume CK One, demaquilante Sephora, batom e lápis de olho Marc Jacobs, batom MAC Russian Red, lápis de sobrancelha Benefit. Além disso, grampinhos e elásticos para o cabelo, touca de banho, discos de algodão e cotonetes.

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Bolsinha de remédio com os básicos e emergenciais, e outra igual com os itens de higiene pessoal. Essas bolsinhas nós ganhamos no hotel que ficamos em Varadero, e elas tem o tamanho ideal pra ir na mala carry on com esses itens.

De novo, quase tudo em sua versão mini: escovas e pasta de dente em miniatura, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on.

Também levei dentro de um zip lock um pacote de lenços umedecidos, absorventes e protetores diários.

Dentro do packing cube do Felipe, pijama, 3 blusas térmicas (uma pra cada dia, né), cachecol e luvas.

No meu packing cube, o equivalente: pijama com meia pra dormir, 3 blusas térmicas, e luva.

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Pra nós dois, chinelo que ganhamos no hotel em que ficamos em Farellones, super levinhos e que ocupam zero espaço na mala.

Pra mim, ainda levei minha Versace vintage pra usar nos passeios, que é super prática e cabe tudo o que é necessário pra passar um dia turistando.

Na Longchamp, álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Gucci, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

No fim, percebo que as malas “econômicas” deram certo, e, mesmo com nossas comprinhas de livros, sobrou espaço – utilizado, no aeroporto, pra guardar os casacos, já que em Ierevan a temperatura está bem mais agradável!