Arte de rua em Ierevan

Pra mim, uma das coisas mais legais de Ierevan é poder observar as cores pintadas nas paredes da cidade!

IMG_1823IMG_2384IMG_2390Erevã é uma cidade cheia de becos que conduzem à praças residenciais, e esses becos quase sempre são coloridos com artes belíssimas. Além da arte pelos becos, algumas paredes nas ruas também são coloridas assim, bem como as passagens subterrâneas para pedestres. É bom morar e passear numa cidade colorida por arte popular!

Yerevan Brandy Factory & Ararat Museum

O conhaque armênio é produzido desde 1887 a partir de uvas brancas de 5 variedades diferentes, e o cheiro delicioso já invade nossos sentidos no momento em que entramos na Fábrica do Ararat, um prédio monumental à beira do rio Hrazdan.

IMG_2579Para realizar a visita, é preciso agendar com antecedência, e são 2 opções de preços: 4500 AMDs (com degustação de 2 tipos de conhaque Ararat) ou 9000 AMDs (com degustação de 3 tipos de conhaque Ararat). É possível fazer os tours com explicações em arêmio, russo, inglês, francês, alemão e espanhol.

IMG_2530Além de todos os tipos de conhaque já produzidos pela fábrica, podemos ver no museu diversos barris autografados por dignatários que já fizeram a visita, bem como o “Peace Barrel” (ou “barril da paz”), que será aberto quando a Armênia e o Azerbaijão chegarem a um acordo de paz sobre Nagorno-Karabakh.

IMG_2532A sala do Peace Barrel é uma das partes mais interessantes do museu, onde podemos deixar nossas assinaturas e mensagens de paz.

IMG_2537Também podemos apreciar os dois primeiros barris onde foram fabricados os famosos conhaques armênios, com algumas relíquias que datam desde a abertura da fábrica.

IMG_2557Nessa parte do passeio, ouvimos a anedota que conta a principal jogada de marketing da fábrica no começo da produção: contratavam-se atores para ir aos principais restaurantes europeus pedir o conhaque Ararat. Quando os garçons respondiam que não tinham Ararat, os homens pediam desculpas às suas companheiras por as terem levado a um lugar tão ruim que não tinha Ararat! Com isso, o conhaque começou a se tornar famoso por toda a Europa, uma vez que os bares e restaurantes passaram a estocar algumas garrafas no caso de algum cliente pedir.

IMG_2560

Ao final do passeio pelo museu, vamos para a sala da degustação, aprender como se toma conhaque da maneira certa e como podemos reconhecer as diferenças de envelhecimento. Aprendi, por exemplo, que dá-se o nome de “lágrimas” àquela parte do conhaque que fica no copo depois de bebido, e que corresponde a um teste de qualidade: quanto mais tempo as lágrimas ficam no copo, maior a qualidade. Também aprendi que o conhaque deve ser tomado com a mão esquerda, para que ele fique mais perto do coração. Além disso, aprendi a distinguir as cores do conhaque e sentir seus diferentes aromas!

Eu, que provei o conhaque Ararat pela primeira vez em 2013, quando nem imaginava que ia acabar vindo morar na Armênia e ainda ia conhecer a fábrica, tô quase uma connoisseur de conhaque depois dessa visita!

A 1ª crise de sinusite na Armênia

E aí que ela me pegou!

IMG_20170327_092449_488.jpg

A crise começou dia 26 de março, depois que chegamos da partida de futebol entre Armênia e Casaquistão. Acontece que tinha muita gente fumando em volta de mim e, mesmo sendo um ambiente aberto, a fumaça dos cigarros ficava toda em volta de mim.

Comecei, então, com o Predsim, o famoso “soco na cara”. Esse apelido carinhoso corresponde exatamente à sensação que eu tenho quando tomo esse remédio: parece que eu tomei um soco na cara, porque eu fico nocauteada, quase incapaz. E o Léo ia chegar pra visitar a gente e eu queria ficar boa logo pra podermos passear com ele, e não ficar reclamando que tô com o nariz ruim, que meu nariz tá doendo, que meu ouvido tá doendo, que parece que eu tô dentro do avião, etc.

Pois bem, acho que meu organismo até foi bacana e deu uma reagida legal quando o Léo chegou e, como vocês acompanharam pelo instagram e estão vendo pelos posts aqui no blog, conseguimos aproveitar bastante a estadia dele aqui. Eu tomava o Predsim de noite, que aí não tinha problema ficar nocauteada, e passava os dias razoavelmente bem.

Foi só o Léo ir embora que meu organismo parece que falou assim: é agora! Deus, como eu caí. Em um dia, eu já tava toda ruim de novo, com o nariz horrível, falando esquisito, cheia das dores. Voltei, então, pro Predsim por mais 3 dias, totalizando 7 dias de soco na cara, somado ao Hidrocin, que é o antibiótico nasal, e aumentando a dose do Nasonex, meu spray nasal de uso contínuo, pra 2 vezes ao dia.

Mas é claro que o Predsim já não era suficiente. Eu fiquei ruim ruim ruim muito ruim mesmo. Ruim de não conseguir nem cozinhar. E aí no sábado comecei a tomar o antibiótico oral, Tamiram, que quase me faz vomitar a cada dose, mas que resolve meu problema. Tive, ainda, que recorrer ao Aerolin, pra dar aquela dilatada nos brônquios e conseguir respirar razoavelmente bem.

Eu tenho horror de usar remédio. Quem me vê, acha que eu sou hipocondríaca, porque tem sempre um remedinho por perto. Mas na verdade eu detesto. É que meu nariz é mesmo muito ruim. Muito muito ruim. E não tem jeito, tem mesmo que usar os remédios. E eu aprendi a aceitar isso desde criança.

Eu sempre reluto pra entrar no corticóide ou no antibiótico, mas, quando não tem jeito, é mesmo o jeito. Hoje será a 4ª dose do Tamiram, e então faltarão apenas 6 dias. Já melhorei um bocado, mas não o suficiente. O nariz e o ouvido ainda doem bastante, embora a respiração graças a Deus já tenha melhorado. A sensação de asma é uma das piores coisas: ficar buscando o ar e não conseguir, tentar respirar e ficar cansadíssima.

Pra completar, minhas mãos tinham recomeçado a sangrar pela 3ª vez desde que chegamos, então tive que encontrar soluções antialérgicas e sem cheiro pra tratar da pele sem incentivar mais a crise respiratória.

Tudo isso foi feito com acompanhamento médico (FaceTime é vida, gente), e muita preocupação do marido daqui e dos meus pais de lá. Eu acho que já nem me preocupo tanto mais, já sei que meu nariz é ruim mesmo… tomo os remédios, e rezo pra melhorar logo.

O lado positivo é que tô conseguindo manter o blog bem atualizadinho com os últimos passeios, e pensando em mais conteúdo pra dividir com vocês por aqui. Mas bem que eu queria ficar boa dessa sinusite logo!!! Rezem por mim!!

Haghtanak Zbosaygi (Victory Park)

Haghtanak Zbosaygi (Victory Park, ou, em bom português, Parque da Vitória) é um enorme parque localizado no topo do Cascade aqui em Erevã. O nome do parque teve origem na comemoração da participação da Armênia Soviética na Segunda Guerra Mundial.

IMG_2419

Eu e Felipe estávamos curiosíssimos pra ir conhecer o parque, que tem uma ampla área arborizada, um lago artificial, brinquedos, cafés, uma vista incrível do centro de Erevã, um monumento em homenagem aos filhos, e a estátua da Mãe Armênia (Mayr Hayastan) sobre o museu.

20170402_19095120170402_183916

O parque é inteiro muito interessante e nós ficamos encantados! Mas o principal ponto de interesse é a estátua da Mãe Armênia, que substituiu uma estátua monumental de Stalin, que foi criada como um memorial da vitória da Grande Guerra Patriótica. Durante o governo Stalinista da União Soviética, o primeiro secretário do Comitê do Partido Comunista Central da Armênia e membros do governo supervisionaram a construção do monumento, apresentada ao público em 29 de novembro de 1950. Em 1967, a estátua de Stalin foi removida e substituída pela Mãe Armênia, com design de Ara Harutyunyan.

IMG_2459

A Mãe Armênia é a personificação feminina da Armênia, que simboliza a paz por meio da força, e também relembra os importantes valores atribuídos às mulheres mais velhas das famílias armênias, e seu papel de relevância. A Mãe Armênia segura uma espada, e eu fiquei emocionada com essa obra majestosa, com significado tão profundo.

20170402_185152(0)

A posição estratégica da Mãe Armênia, olhando para a cidade de Erevã, faz com que ela pareça a guardiã da capital da Armênia. A cada 9 de maio, milhares de pessoas visitam a estátua para celebrar os armênios mortos em guerras.

IMG_2456

Próximo à estátua da Mãe Armênia, podemos observar de pertinho o lançador de foguetes soviético Katyusha e o míssil S-75. A luz do entardecer de um dia nublado contribuiu pra deixar o passeio ainda mais encantador, e a nossa primeira visita ao Victory Park foi mesmo inesquecível!

 

Khor Virap

No último domingo, tomamos um táxi rumo a Khor Virap (Монастырь Хор Вирап), o Monastério que é uma das principais atrações turísticas da Armênia. “Khor Virap” significa “masmorra profunda”, e fica muito muito próximo do monte Ararat.

20170402_143724img_2261.jpgFoi em Khor Virap que Grigor Luisavorich, ou São Gregório o Iluminador, ficou preso por 13 anos, antes de curar o Rei Tirídates III de uma doença. Isso causou a conversão do rei ao cristianismo, e tornou a Armênia, no ano de 301, o primeiro país oficialmente cristão.

IMG_2272IMG_2285IMG_2290É possível visitar a câmara subterrânea onde São Gregório ficou preso, localizada na capela de São Gevorg, que fica separada da igreja principal.

IMG_229320170402_14530120170402_150230A escada que dá acesso à câmara é um tanto quanto assustadora, e só o marido teve coragem e força pra descer! Esta câmara subterrânea tem um tamanho impressionante, e, por conta das velas e falta de circulação de ar, é um ambiente muito abafado.

20170402_144640A grande Igreja de São Astvatsatsin em Khor Virap foi construída no século XVII, e as mulheres que visitam a Igreja devem cobrir a cabeça. A colina de Khor Virap e suas adjacências correspondem ao local da importante primeira capital da Armênia – a antiga Artashat ou Artaxiasata, construída pelo Rei Artashes I, fundador da dinastia Artashesid, por volta de 180 A.C.

IMG_2317O dia estava um tanto quanto nublado, mas mesmo assim foi um passeio muito agradável!!20170402_143910Khor Virap fica a cerca de 1h de carro do centro de Erevã, e ida e volta num táxi do tipo conforto, já contabilizando o tempo de espera do motorista, nos custaram 15000 AMDs (cerca de US$30,00).

Chegamos, Erevã!

Chegamos em Erevã na quarta feira, perto das 22h, uma vez que nosso voo saindo do CDG atrasou uma hora pra sair.


Viemos direto pro hotel, ajeitei o mínimo necessário pro marido ir trabalhar cedinho no dia seguinte, e capotamos solenemente!!


Depois passei a quinta feira arrumando as coisas de um jeito que nossa estadia no hotel não pareça um período de férias mas já um começo da rotina normal – afinal, Felipe já tá trabalhando desde que chegou, nós já estamos procurando apartamento, e eu já me aventurei tanto no mercado quanto na lavanderia!!


Fato é que, desde que chegamos, fiz tanta coisa que não deu nem tempo de dar notícias aqui no blog. Agora acho que as coisas vão começar a tranquilizar, pois a rotina tá ficando real, então consigo me programar melhor pra cumprir minhas atividades – e também escrever direitinho aqui! 


Nos últimos três dias, teve muita neve. Aliás, nevou quase o tempo todo desde que chegamos – mas hoje fez um dia bonito com sol! Frio, muito frio, mas com sol! 

Primeiro dia do último mês do ano

2016 demorou pra passar, mas agora parece correr na velocidade da luz. Há pouco menos de um mês descobrimos que nossa nova casa pelos próximos 2 anos (ou mais) será na cidade de Ierevan, na Armênia e, além de todos os trâmites e questões que precisamos organizar, além das aulas intensivas e diárias de russo, tive que ser submetida a uma cirurgia para retirar a vesícula na última segunda feira. Isso colocou uma pausa no ritmo intenso da mudança, mas não diminuiu a ansiedade.

Hoje recebemos a passagem emitida e, após a mudança pra desfrutarmos o trânsito (porque somos filhos de Deus), a previsão é de que cheguemos em Ierevan no dia 25 de janeiro. Já reservamos um hotel para os nossos 15 primeiros dias por lá pois estamos otimistas, acreditando que encontraremos logo a nossa casa ideal.

A nossa casa em Brasília já não tem mesa, nem cadeiras, nem sofá grande, nem rack. Nas últimas semanas, nos habituamos a fazer as refeições no pequeno sofá de dois lugares que herdei da Mivó e que decidimos levar conosco pelo mundo. Nosso quarto já não tem mesinhas de cabeceira nem TV. Nossas coisas já começaram a ser encaixotadas ou acomodadas em malas, e só vamos voltar a vê-las na nossa futura casa.

Eu já tive mais blogs do que gostaria de admitir, mas esse aqui tem a função específica de me ajudar – ou melhor, nos ajudar – a lidar com a ansiedade que vem com a mudança, e também de tornar o espaço ideal pra compartilharmos as nossas aventuras pelo mundo, que é a nossa casa.

Pra completar, minha CNH vai vencer em 03/01 e eu preciso renová-la antes de voltar do RJ pra Brasília.