Uma das coisas mais difíceis da mudança pra um país novo é saber que não vamos mais encontrar com frequência pessoas muito queridas, independentemente de ser familiares ou amigos. Com isso, cada encontro desde que a portaria da remoção foi publicada se torna uma despedida. Contabilizamos e acho que ainda contabilizaremos muitas até depois de amanhã. Isso sem contar todas as pessoas que não pudemos encontrar por conta dos imprevistos (alô, cirurgia pra tirar a vesícula, eu tô falando de você também).

Tem gente que vai ser vizinho de mundo. Tem gente que só vamos poder ver uma vez no ano. Tem gente que só vamos encontrar se e quando forem nos visitar. Tem gente que só vamos encontrar se e quando nós formos visitar.

São tantos abraços apertados que ganhamos e oferecemos nos últimos tempos que não dá nem pra contar. Eu tinha me prometido que ia registrar fotograficamente todos os encontros que tivéssemos até embarcarmos rumo a nova vida, mas algumas vezes o papo foi tão bom que o celular ficou esquecido dentro da bolsa – por exemplo, o dia em que comemoramos meu aniversário, o jantar no Due Tratoria, os encontros com meus tios, o Natal em SP, etc.

Quando o papo é bom, o telefone pode até estar por perto, mas qualquer registro perde a importância diante de tanto amor. E, se a gente lembra da foto, já tá tarde, a cara já tá cansada, os olhos já estão cheios de lágrimas

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