Comprando carro em Berna

Nessa vida diplomática itinerante, comprar carro pode ser o céu ou o inferno. Há lugares em que é impossível não ter carro, enquanto há outros em que é impossível tê-lo. Há lugares em que não tê-lo pode ser razão de arrependimento. Há lugares em que os custos altíssimos de ter um carro são tão altos que não compensam as vantagens. Estas questões representam um pouco do que passa na nossa cabeça antes de considerar comprar um carro que durará um período curto de tempo conosco.

Na Armênia, nós optamos por não ter carro como resultado de diversos fatores: quando nós chegamos, as ruas estavam cobertas de neve, o que já nos assustou de cara; táxi lá era muito barato (já contei aqui que custava 4 dólares ir pro aeroporto, que ficava a 15km do nosso apartamento lá); a gente conseguia fazer muita coisa a pé; e assim por diante. Mas, na medida em que o tempo foi passando, nós começamos a nos arrepender um pouco dessa decisão: o carro nos fazia falta na hora de fazer mercado, por exemplo, bem como para viajar pelo país (teria sido muito mais fácil encarar as estradas ruins da Armênia com um carro que fosse nosso e, consequentemente, teríamos conseguido viajar bem mais pelo país).

Desde o momento em que ficou decidido que viríamos pra Suíça, nós definimos que queríamos comprar um carro aqui. Já sabendo que a cidade é razoavelmente pequena e que o transporte público é eficaz, 01 carro seria o suficiente para nós dois, com o propósito de facilitar as compras de mercado, bem como para explorar o país e arredores no nosso tempo livre. Estávamos tão certos disso que, no primeiro sábado que passamos em Berna, visitamos diversas concessionárias para ver carros novos e usados.

No post sobre o nosso cantinho suíço, eu falei que visitamos um outro apartamento, do qual também gostamos, mas que ficava mais afastado do centro e da Embaixada. Um deslocamento diário de 1h20 seria muito custoso para a nossa qualidade de vida, então caso resolvêssemos alugar aquele apartamento, a solução seria comprar 2 carros, ainda que um deles fosse mais simples, porque o trajeto de carro se resumiria a 30min diários de deslocamento.

Como tudo aqui na Suíça, carro é coisa cara. Para além do valor do carro, há o seguro, que é obrigatório por lei e bastante caro. Claramente isso pesou na hora de escolhermos onde queríamos morar, porque não queríamos aumentar tanto a nossa despesa.

Pelo mundo, muitas montadoras oferecem descontos para compras diplomáticas de carros 0km, além da isenção do imposto, mas ainda assim a brincadeira sai muito cara. Aqui na Suíça, especificamente, os carros 0km sofrem uma desvalorização tremenda no momento em que saem da concessionária. É coisa de sair da concessionária e perder CHF10mil de valor de tabela. Chegamos à conclusão de que, mesmo com os descontos, carro 0km aqui na Suíça só valeria a pena se fôssemos passar muitos mais anos aqui – o que não é o caso.

Isto posto, passamos a considerar mais seriamente a possibilidade de comprar um carro usado. Procuramos bastante até encontrar um que nos agradasse e que tivesse um bom custo X benefício. Até que encontramos o Bolinha numa revendedora de carros usados.

Bolinha foi amor a primeira vista pra nós dois. Nascido em 2012, com quase 70mil km rodados, confortável o suficiente para nossas aventuras e, o melhor de tudo, bem dentro do orçamento que tínhamos definido, nós decidimos trazer esse Peugeot 3008 pra nossa vida e planejamos viver muitas aventuras com ele nos próximos anos.

Uma vez decididos a adotar o Bolinha, o processo de compra foi bem simples: em uma semana, a documentação do Bolinha estava toda pronta e pudemos buscá-lo. Uma coisa interessante da Suíça é que, quando você compra uma placa de carro, você fica com ela para o resto da vida – exceto diplomatas, é claro, porque a placa é especial e aí teremos que devolvê-la quando formos embora.

Habemus casa!

E eis que temos, enfim, nossa casinha suíça. Depois de 43 dias em hotéis, muita procura e alguma incerteza, nos instalamos no nosso apê na última semana. Embora tudo ainda esteja bem vazio (e um tanto mais bagunçado do que eu gostaria por conta das caixas que não podemos simplesmente jogar fora, pois reciclagem aqui é coisa séria), já estamos começando a ter aquela sensação boa de estarmos instalados “definitivamente” (as aspas existem porque, como vocês que me acompanham já sabem, nada nessa nossa vida itinerante é definitivo e nós já chegamos aqui com data certa pra deixar a Suíça).

Alugar um imóvel na Suíça (ou, pelo menos, em Berna) não é coisa muito simples. Primeiro, há pouca disponibilidade de imóveis com mais de 1 banheiro para alugar, o que já limita muito a busca. Nós chegamos a ver anunciados apartamentos com 5 quartos e apenas um único banheiro!

Depois de encontrarmos alguns pouquíssimos imóveis com 2 banheiros, vem a luta para conseguir marcar uma visita. Ao dizer que estamos em missão diplomática, muitas imobiliárias nem respondem; pelo que soubemos, parece que há um pouquinho de preconceito em alugar imóveis para diplomatas e suas famílias. Das imobiliárias que nos responderam, várias indicaram que os apartamentos só ficariam disponíveis a partir de outubro, novembro, e até mesmo fevereiro do próximo ano; só aí já tivemos que eliminar mais alguns apartamentos que tinham despertado nosso interesse, pois tínhamos reservado o apart hotel por pouco mais de 2 semanas e estávamos doidos para ter um cantinho para chamar de nosso.

Conseguimos, enfim, visitar 2 apartamentos: este que no fim alugamos, e mais um outro, bastante parecido, só que bem mais longe do centro da cidade e da Embaixada. Berna stricto sensu é bem pequena, com uma população de 140 mil habitantes; lato sensu, a aglomeração de Berna inclui 36 municipalidades, e a população total está acima dos 400 mil habitantes. Todas estas municipalidades estão conectadas à cidade de Berna pelo transporte público, que funciona como um reloginho, mas que pode exigir várias horas de descolamento diário. Numa cidade pequena assim, e tendo encontrado outra opção também dentro da RF bem mais perto, não fazia sentido alugarmos um apartamento que exigiria um deslocamento diário de 1h20 no transporte público (40min pra ir e 40min pra voltar) para que Felipe chegasse ao trabalho, ou então a compra de 2 carros (em outro post eu conto a história automobilística).

Depois de escolhido o apartamento que gostaríamos de alugar, submetemos o pedido à imobiliária, que deveria aprovar o nosso perfil junto do proprietário do apartamento. Uma vez que nós fomos aprovados pela imobiliária e pelo dono do imóvel, nos foi enviado (pelo correio!!!) o contrato de locação, junto dos boletos referentes ao depósito caução e primeiro pagamento de aluguel.

Uma vez que fizemos estes primeiros pagamentos, recebemos as chaves do imóvel e pudemos correr nas lojas de móveis para comprar o básico que precisávamos para mudarmos. Salve a IKEA, que tinha sofá, mesa, rack e cama disponíveis para pronta entrega: fizemos a compra no sábado e os móveis foram entregues na terça feira (03/09). Por “móveis foram entregues”, entendam que caixas com móveis desmontados foram entregues, e nós dois passamos o dia inteiro montando-os, já que a taxa de montagem da IKEA estava beirando os mil francos. Já posso adicionar ao meu curriculum vitae a habilidade “montadora de móveis” hihihihi

Na véspera dessa entrega dos móveis, nós pegamos um carro pelo Mobility (serviço de car sharing) e voltamos na IKEA para comprar as mesas do escritório e coisas básicas como panelas, pratos, canecas, varal, etc. As mesas do escritório nós deixamos para montar no último final de semana, até porque ainda não tínhamos cadeiras. Nós optamos por comprar as cadeiras para a mesa de jantar em outra loja (Pfister) que só poderia entregar nossa compra no dia 09 de setembro. Pelo menos, quando entregaram estas cadeiras, eles mesmos montaram.

Quase diariamente tenho que ir comprar alguma coisinha na rua para nos dar mais conforto em casa, o que é normal nesse comecinho, bem como é normal ainda não ter uma noção certinha do planejamento de compras de alimentos (nossa geladeira aqui é bem menor do que a do apartamento na Armênia, então é mais uma coisa com a qual temos que nos acostumar). Ainda falta muita coisa, até porque ainda não fazemos ideia de quando nossos pertences vindos da Armênia serão entregues. E faltam também coisas básicas como internet e tv por assinatura, porque é claro que isso não é coisa simples por aqui. Até que tenhamos internet em casa, estamos usando os celulares de roteadores para a TV e computadores. Graças a Deus nós conseguimos contratar planos de internet móvel ilimitada, então pelo menos está dando pra assistir Netflix e GloboPlay, e trabalhar com alguma normalidade.

Aos poucos, a vida vai entrando nos eixos e já estamos muito felizes de estarmos instalados no apartamento. Soubemos de colegas da Embaixada que demoraram 4 meses para encontrar um lugar para morar aqui em Berna, bem como colegas das missões em Genebra e Zurique que também demoraram bastante, então nós nos sentimos muito privilegiados e abençoados por já termos um cantinho nosso.

Grüße, Bern!

Chegamos na Suíça, nossa nova morada, no último dia 15. No final de semana, começamos a explorar Berna pra nos situarmos ao mesmo tempo que procuramos um lugar definitivo para morarmos. Marido já está em regime normal de trabalho, e eu tô me desdobrando nas minhas diversas funções. Por enquanto, estamos num hotel residencial bastante confortável, graças a Deus, mas é claro que já estamos doidos pra ter um cantinho pra chamar de nosso. Daqui, temos uma bela vista da capital da Suíça e para os Alpes, já que é um dos prédios mais altos da cidade.

Como eu já contei antes, passamos nossos últimos dias de Yerevan em um hotel. Saímos da Armênia no dia 01 de agosto, dormimos uma noite em Zurique, perto do aeroporto mesmo, e seguimos para Frankfurt, onde passamos nossos dias de trânsito, com direito a day trip para Luxemburgo e uma noite em Basel a caminho de Berna. Depois vou escrever com calma sobre coisas legais que fizemos neste período, embora o nosso foco tenha sido mais no descanso e na compra de coisinhas que o marido estava precisando.

Embora eu já tivesse vindo pra Suíça 2x, não conhecia Berna, e tô encantada com essa cidade. A capital da Suíça tem um feeling de cidade pequena, com construções não muito altas e muitas casinhas que parecem coisa de boneca. Tô conseguindo me virar razoavelmente bem em alemão, e quando necessário me comunico em francês ou mesmo italiano. Surpreendentemente, a galera não fala muito inglês por aqui não, e quando fala é uma coisa meio macarrônica.

Como esperado, o transporte público funciona muito bem, e a cidade é surpreendentemente limpa. Mas nem tudo são flores e a Suíça é caríssima. Muito cara mesmo. Assustadoramente cara, principalmente pra quem acabou de sair de um país tão barato como a Armênia (aliás, aquela região toda é uma pechincha). Já tô com saudade de Yerevan? Sim. Um prato num restaurante/café por aqui dificilmente custa menos do que 15 CHF (algo em torno de R$63 no câmbio de hoje). Há uma tradição de servirem, no almoço, menus que incluem uma saladinha de folhas (já tô ligada que os suíços amam salada e que uma refeição jamais é completa sem um pratinho de alface pra abrir os trabalhos) e provavelmente sopa e pão, além do prato principal, tudo por preços em torno de 20 CHF.

Os preços nos supermercados também vão nas alturas. Embora ainda não tenhamos feito nenhuma compra “de mês”, compramos algumas coisas para comer no hotel, e também já pesquisamos os preços de coisas que passaremos a comprar normalmente; o que mais chama a atenção são os preços das carnes, peixes e frangos que são caríssimos, passando de 34 CHF o quilo. Já tô me preparando psicologicamente pra primeira compra de mercado, que com certeza será um susto. Pra compensar, é fácil de encontrar nos mercados refeições semi-prontas sem aditivos e também refeições prontas (principalmente muitas opções de saladas e também rolls e nigiris) por preços um pouco mais amigos (ainda no padrão Suíça, claro).

Foi bom chegar em Berna e encontrar dias de sol e calorzinho. Aliás, no domingo, fez calor de verdade, com muito sol e passando dos 30˚C. Domingo foi um dia agradabilíssimo, que começou com uma missa ótima e terminou com cineminha ao lado do marido. Ontem e hoje a temperatura caiu e a chuva também veio, fazendo jus a fama da cidade. Marido já perdeu um guarda chuva, como era de se esperar, e eu preciso urgentemente comprar uma galocha porque eu detesto ficar com o pé molhado.

A hora da mudança

O ritmo dos posts andou bem lento por aqui por um motivo que vocês já devem suspeitar qual é desde que postei esse texto em janeiro deste ano: estamos de mudança da Armênia para o nosso próximo posto.

Desde abril, antes mesmo de sair o resultado do plano de remoções, nós começamos a organizar a vida em preparação para a mudança. A primeira coisa que fizemos foi fechar uma mala com todos os casacos de inverno hard, pois em abril as temperaturas já estavam mais amenas em Yerevan, todos os casacos já estavam devidamente limpos, e adiantava o processo deixá-los prontos para a mudança, que já sabíamos que seria no verão. As roupas térmicas também foram logo guardadas dentro de malas e, na medida em que a temperatura ia subindo, as “roupas de frio” iam encontrando espaço dentro de malas que iriam pro container.

A partir de então, começamos a adiantar tudo quanto fosse possível relacionado a estes procedimentos de mudança, já que sabíamos que, inevitavelmente, muita coisa ficaria pra última hora – como, por exemplo, fechar conta em banco. Compramos várias caixas organizadoras, e passamos a guardar roupa de cama e banho nelas, além de caixas organizadoras plásticas para guardar material de escritório e pastas documentos.

No meio de todo esse processo, ainda passamos 15 dias no Brasil em maio, com direito a escalas de 1 dia em Dubai na ida e na volta. Pra completar, viajamos no primeiro e no terceiro finais de semana de julho, o que me deixou um pouquinho ansiosa além da conta (confesso), já que o empacotamento da mudança estava marcado para os dias 25 e 26 de julho.

Quando saiu o resultado do plano de remoção, demos início à parte burocrática da mudança, que eu já relatei mais ou menos como se dá em outro post. Reforço aqui que, a partir da publicação do resultado no Diário Oficial da União, tínhamos 60 dias para deixar Yerevan. O primeiro passo concreto é a licitação e contratação da empresa de mudança; após o resultado da licitação, o contrato precisa ser autorizado pelo MRE. Somente após esta autorização de contrato é que pudemos pedir a passagem que nos levará para o próximo posto.

O dia que me bateu de verdade que faltava muito pouco para deixarmos a Armênia foi quando embalei e guardei todos os nossos ímãs de geladeira. Depois de 2 anos e meio de Armênia, colecionamos viagens e histórias inesquecíveis (como vocês puderam acompanhar por aqui, mesmo que com um pouquinho de atraso), e cada cantinho por onde passamos estava representado por um ímã. Pra mim, foi um choque esvaziar a geladeira, tirar dela todos os ímãs que a coloriam e vê-la tão branquinha.

Na última semana, nos mudamos para um hotel em Yerevan, compramos os últimos souvenires que queríamos levar da Armênia, e recebemos a empresa contratada para embalar nossas coisas e transportá-las até nossa próxima cidade. Foram 2 dias intensos de “empacotamento da nossa vida”, como eu gosto de dizer, em 113 caixas (o que é um número considerado baixo; demorou 2 dias porque o povo era lento mesmo, risos). Desde então, tudo o que temos a nossa disposição pelos próximos meses está em 4 malas.

É bastante esquisito ver todos os nossos pertences empacotados. Dentro de mim, é como se eu também empacotasse todos os sentimentos e experiências destes últimos 2 anos e meio, embalando-os com cuidado para que fiquem sempre dentro de mim.

Sair de um lugar que a gente gosta para um outro que a gente não conhece e recomeçar a vida tem um gosto bittersweet; eu amei morar na Armênia e vou sentir muita saudade daqui, mas também estou muito feliz com as possibilidades que o próximo posto abre pra gente. A ansiedade que me deixava agoniada já passou, e agora só ficou a ansiedade boa, que me deixa animada para as próximas aventuras ao lado do amor da minha vida.

Enquanto vocês leem este post, nós estamos começando o nosso trânsito e escrevendo mais páginas no nosso livro de aventuras. Que Deus nos acompanhe todo o tempo, amém.

Por que “O MUNDO É A MINHA CASA”?

Na última sexta feira (25 de janeiro), eu e o marido completamos 2 anos de Armênia. Foram 2 anos que passaram muito rápido; parece que foi ontem que pousamos em Yerevan e encontramos uma cidade toda branquinha, coberta pela neve, com temperaturas que chegavam a -20ºC. Os invernos ficaram mais amenos desde então, os verões foram muito quentes e quase insuportáveis, e o outono e a primavera se tornaram minhas estações preferidas. Nestes 2 anos, graças a Deus nós viajamos bastante, não só pela Armênia (embora ainda falte muita coisa para conhecer) mas também pela região (Irã, Geórgia, Rússia e Emirados Árabes estão na lista de países que conhecemos nesse nosso período aqui), além das viagens de afastamento + férias para destinos um pouco mais distantes porém nem tanto.

No dia 25 de janeiro, eu fiz um post no instagram pra marcar este nosso “aniversário de Armênia” e, porque eu escrevi que a contagem regressiva se tornava mais real a partir de então, eu recebi algumas mensagens perguntando se nós estávamos pretendendo mudar daqui. Ao longo destes 2 anos por aqui, também recebi muitas perguntas que tangenciaram este assunto como, por exemplo, porquê estamos na Armênia, o que fazemos aqui, etc. Eu não sou muito de abrir a minha vida pessoal (principalmente “nas internets”), nem de falar muito sobre a carreira do Felipe e como isso determina a nossa vida, mas acho que chegou a hora de fazer um post explicando exatamente porquê “o mundo é a minha casa“.

O Felipe é diplomata desde 2010, e nós começamos a namorar em 2012, poucos dias antes dele ir para o Zimbábue para sua primeira missão transitória. É, eu sei, se é considerado doideira namorar à distância, imagina começar um namoro com alguém que ia se mudar pra África daí poucos dias? Porém Deus sabe todas as coisas e nosso amor estava escrito nas estrelas. O Zimbábue é um posto D na classificação do Itamaraty, o que significa que ele teria direito a afastamentos de 10 dias a cada 3 ou de 15 dias a cada 4 meses (este regime é determinado pelo chefe de cada posto e autorizado pelo Itamaraty); no caso do Zimbábue, os afastamentos aconteciam segundo o regime quadrimestral, e nós passamos os primeiros 1 ano e 3 meses de namoro driblando a distância e matando a saudade sempre que possível.

Em julho de 2012, eu estava em Londres fazendo um curso de extensão na King’s College e ele foi passar o aniversário dele comigo por lá – mas foi literalmente só o aniversário, porque não era época de afastamento ainda, então ele chegou no sábado de manhãzinha e voltou pra Harare no domingo depois do almoço; em dezembro do mesmo ano, eu embarquei pra Harare, e fiquei por lá 1 mês com ele, aproveitando para conhecer Gaborone e Joanesburgo numa road trip de uma semana que fizemos pela África do Sul e Botsuana. Em maio de 2013, ele tirou férias e, além de passar 15 dias no Brasil, nós fomos juntos para os EUA por 15 dias, passeando pela Califórnia e esticando até Las Vegas. Em julho de 2013, ele voltou ao Brasil, já que sua missão em Harare tinha chegado ao fim. De Harare, o (agora) marido poderia ter pedido remoção para outro posto no mundo, mas ele optou por voltar para a Secretaria de Estado (SERE) em Brasília para podermos ter um namoro um pouco mais normal, já que eu ainda estava no Mestrado na UFF.

Foram, então, mais 1 ano e 7 meses de namoro, lidando apenas com a distância entre RJ e Brasília – o que era infinitamente mais fácil. Nos casamos em fevereiro de 2015, ligando nossas vidas numa só, nos tornando os grandes companheiros que poderiam, juntos, desbravar o mundo e torná-lo a nossa casa a cada remoção.

O processo para realocação dos servidores do Ministério das Relações Exteriores é chamado de “mecanismo de remoções” ou “plano de remoção”; geralmente, o MRE abre dois planos de remoção por ano (um por semestre). A 1ª etapa do plano é a sua abertura, que é feita por portaria publicada no boletim de serviço, restrito à intranet do MRE. Esta portaria declara aberto o plano de remoções, listando suas regras e condições, e podem se inscrever no plano os servidores (há basicamente três carreiras distintas no MRE: diplomatas, oficiais de chancelaria e assistentes de chancelaria) que já tenham completado, pelo menos, 2 anos no posto em que estão lotados. Estas inscrições ficam abertas por alguns dias e, ao final do período de inscrições, é publicada a lista dos servidores que tiveram suas inscrições aceitas e efetivadas. É aí que podemos saber quais serão as vagas livres nos postos, e alguns servidores recebem convites de postos que precisam de pessoal.

A rede de postos, hoje, abrange 139 Embaixadas, 52 Consulados-Gerais, 11 Consulados, 8 Vice-Consulados, 12 Missões ou Delegações e 3 Escritórios, além da SERE. Os postos são classificados em A, B, C e D. São postos A, por exemplo, aqueles localizados nos EUA, Reino Unido, França, Espanha, Argentina, entre outros; alguns exemplos de postos B são México, Chile, Singapura; Armênia, Geórgia, Rússia, Egito e África do Sul são postos C, entre tantos outros; já os postos D são, por exemplo, Zimbábue, Botsuana, Haiti, Filipinas e Palestina. Esta classificação leva em consideração muitos fatores como, por exemplo, as relações com o Brasil, a condição de vida nos postos, a proporção de brasileiros no país, etc. E, como eu falei ali em cima, os postos C e D são contemplados com os afastamentos, que podem ser 10 dias a cada 3 meses ou 15 dias a cada 4 meses; isso acontece porque o MRE reconhece que a vida nestes postos é mais difícil, com mais restrições impostas no dia a dia aos servidores e seus dependentes. Na prática, são 30 dias de férias a mais no ano, além dos 30 dias previstos em lei. Além disso, a classificação dos postos determina o período mínimo e máximo de permanência dos servidores em cada posto; por isso, em todos os lugares do mundo onde morarmos, a contagem regressiva para partir já começa no mesmo dia em que chegarmos.

Alguns dias depois do fim das inscrições no plano de remoções, os servidores recebem, por e-mail, uma lista de oferta de postos, em geral com 1 posto A, 1 posto B, 1 posto C e 1 posto D. O servidor deve responder a esse e-mail ordenando os postos pelo seu interesse e, se quiser, pode adicionar mais dois destinos que não constem nesta lista original. Passados alguns dias (de muita ansiedade, é claro, afinal a gente ainda não sabe pra onde vai e o processo todo é bastante agônico), é publicado o resultado do plano, que não corresponde à remoção oficial, mas que indica aos servidores seus destinos para que, assim, possam decidir se aceitam o posto designado, ou se desistem e voltam para Brasília. A oficialização da remoção se dá pela publicação da portaria de remoção no Diário Oficial da União (DOU), e é a partir desta data que temos 60 dias para partir. Sim, são apenas 60 dias para tomar providências de mudança! A partir da publicação da remoção no DOU, são 60 dias para fazer orçamentos com empresas de mudança e fechar contrato, finalizar os contratos de aluguel, vender e comprar coisas, fechar contas em banco, e tantas outras coisas que pelo menos 2 anos na cidade nos renderam.

Se o servidor estiver com férias marcadas e previamente autorizadas no período compreendido nestes 60 dias, a contagem é suspensa pelos dias correspondentes. Também pode acontecer, por necessidade no posto de origem, uma prorrogação do prazo, que deve ser autorizada pela SERE. Mas, em geral, são 60 dias para partir, 10 dias de desligamento do posto (período dedicado à organização da mudança de facto com a empresa que venceu a licitação), e mais 15 dias de trânsito (uma tradição herdada de tempos mais antigos quando podia-se demorar muitos e muitos dias para se chegar ao destino), que podemos passar em qualquer lugar do mundo que não seja o posto de origem e o novo posto.

Neste sentido, os verbos passam a ser conjugados no plural a partir do momento em que o servidor recebe a lista por e-mail e deve ordená-la de acordo com suas preferências. Afinal de contas, a mudança para um novo país influencia a vida de todos da família. São vários fatores que devem ser levados em consideração (pelo menos, eu e Felipe pensamos juntos em vários fatores), como qualidade e custo de vida no posto, idioma e facilidade de comunicação, mobilidade, liberdade para a mulher, acordo de trabalho para o cônjuge, etc. Nós tentamos pesquisar todos os fatores mais importantes antes de definirmos a resposta ao e-mail, levando em consideração nossas preferências pessoais, mas fato é que só saberemos de fato como será tudo ao chegarmos no novo posto e (re)começarmos a vida.

O MRE custeia a mudança dos seus servidores, mas, para isso, é preciso abrir um processo de licitações, apresentando vários orçamentos para o governo, que escolherá sempre o menos oneroso aos cofres públicos. As empresas devem apresentar um orçamento que incluam o cálculo de cubagem, embalamento e seguro dos itens a serem transportados. Depois que tivermos o vencedor da licitação, marcamos os dias de embalagem, e eles podem embalar absolutamente tudo se assim quisermos. Mas, como eu sou ultra organizada, prefiro deixar alguns itens previamente embalados ou dentro de malas, o que facilita muito a vida dos funcionários da empresa e diminui consideravelmente o número de dias necessários para empacotar tudo. Na nossa mudança de Brasília pra Armênia, por exemplo, a empresa que ficou responsável pela nossa mudança tinha reservado 2 dias para embalar tudo, mas foi preciso pouco mais de 8 horas de um único dia, uma vez que eu (com a ajuda do marido e dos meus pais, que ficaram em Brasília nos dando todo apoio nesta hora) já tinha adiantado muita coisa. Nas próximas mudanças, pretendo fazer o mesmo. No destino, outra empresa (ou a mesma empresa, caso tenha uma filial por lá também) recebe a mudança e faz o trabalho inverso – ou seja, entregar e desembalar tudo – enquanto nós conferimos se tudo chegou em ordem, ou se teremos que acionar o seguro para cobrir itens danificados ou perdidos.

Também neste período de 60 dias são emitidas as nossas passagens para a nossa nova casa, e essa passagem também é paga pelo MRE para os servidores e seus dependentes legais. Por conta disso, as passagens deverão sempre obedecer a alguns critérios: sempre a mais barata, sempre classe econômica, e em geral a mais rápida. Quando se trata de dinheiro público, tudo é sempre bastante burocrático e é preciso gastar o menos possível, sempre apresentando minuciosamente o relato de cada centavo empregado. No geral, quem cuida disso é uma divisão do MRE junto à agências de viagens. O servidor pode, se quiser, alterar a passagem para usar o período de trânsito, sempre respeitando os prazos; neste caso, todos os custos de alteração das passagens ficam por conta do servidor. Quando nós viemos de Brasília pra Armênia, nós alteramos as nossas passagens para passarmos o trânsito na Europa, já que a nossa passagem tinha sido emitida com a Air France e faríamos conexão em Paris; todas as despesas com os trechos internos que fizemos naquele trânsito, bem como os custos com hotel, também foram nossa responsabilidade.

Uma outra coisa com a qual é preciso lidar nestes 60 dias é o visto para o novo posto. Alguns países não exigem visto prévio, outros emitem um visto provisório que deverá ser substituído após a chegada, e outros já emitem logo os vistos correspondentes para o corpo diplomático acreditado e seus dependentes legais. Em caso de necessidade de solicitar os vistos, os procedimentos são um pouco diferentes de quando solicitamos vistos de turismo, pois é preciso apresentar, além de todos os documentos regulares, uma nota diplomática informando sobre a remoção e listando os dependentes legais. Por sua vez, estes procedimentos de vistos diplomáticos costumam ser mais rápidos na prática – pelo menos isso pra facilitar a vida neste período já tão conturbado!

Quando o servidor está saindo da SERE para outro posto no mundo, outro procedimento que é preciso cumprir é o registro de toda e qualquer obra de arte junto ao IPHAN, que emite uma liberação de cada item.

Muita gente tem uma ideia muito glamourosa da vida diplomática, mas a verdade é que nossa vida é 0 glamour, muito trabalho, enormes imprevistos na vida pessoal e profissional, e pouquíssima margem para planejamento. À exemplo do que vivemos até aqui, nossa vida certamente será sempre pautada por muitas mudanças, exigindo muita flexibilidade, muita renúncia e muita organização, bem como muita inteligência emocional, as prioridades bem estabelecidas, numa comunhão íntima com meu parceiro de vida, que nos dá segurança mútua. A gente costuma dizer que o MRE é uma caixinha de surpresas, e os processos de remoção nos fazem ter uma única certeza: nós sempre chegamos num lugar com data pra sair, mas sem saber pra onde.

Graças a Deus, eu e Felipe somos muito parceiros e costumamos tirar de letra os imprevistos diários, lidando muito bem com todos os processos que a carreira dele prevê. Como cônjuge, a minha vida acaba se definindo em grande parte pelas atividades dele, não só porque nós fazemos do mundo a nossa casa mas também por outros fatores variados. Por exemplo, uma vez no posto, a vida do cônjuge se mistura em diversas esferas com as responsabilidades do servidor: embora eu não esteja na Embaixada com o Felipe, há vários eventos (nem sempre em dias convenientes ou atividades estimulantes) nos quais eu devo ir com ele, e eu consequentemente me torno uma representante do Brasil “por tabela”.

Outro exemplo de como a vida do cônjuge se define pela carreira do servidor está diretamente ligado à existência ou não do acordo de trabalho: aqui na Armênia ainda não há acordo de trabalho, e isso significou que eu não posso exercer atividade remunerada durante nossa permanência aqui. Quando decidimos aceitar essa remoção, eu estava ciente disso, e desde que aqui chegamos eu não recebi um centavo por nada que fiz, me dedicando quase exclusivamente à escrita (nos blogs e também dos meus livros, já tendo publicado um deles) e muitas horas de home office; naquele momento, eu não me incomodei com a perspectiva de não poder trabalhar, porque estava saindo de um período muito conturbado no Brasil e precisava desacelerar pra colocar minha cabeça no lugar. No fim das contas, este período de Armênia foi muito terapêutico para mim, possibilitando que eu me dedicasse à atividades que, de outro modo, não poderia ter realizado (como, por exemplo, os cursos de consultoria de estilo e história da moda que fiz em Londres e Paris) e me preparando para os desafios futuros.

Fazer do mundo a minha casa é uma luta diária, que eu só consigo vencer porque tenho uma fé inabalável e o Felipe ao meu lado. Além de enfrentar todas as questões e incertezas da carreira que já listei aqui, lidar com a saudade de tudo e de todos diariamente é sempre muito difícil, quando a distância e o fuso horário existem só pra complicar ainda mais a nossa vida.

2 ou 3 anos é um período muito curto de tempo para adaptar-se a uma rotina completamente nova num país estranho, a acostumar-se com novos sabores, novos idiomas e códigos sociais, e tantas outras coisas novas. Quando nós começamos a nos habituar com um lugar, é hora de empacotar tudo novamente e partir para um novo destino, e começar tudo do zero outra vez. No fim de cada dia, eu e o Felipe só temos a certeza de que temos um ao outro pro que der e vier, e eu dou graças a Deus por tê-lo como meu companheiro de vida, meu par e meu cúmplice em qualquer canto desse mundo.

1 ano na Armênia!

Na noite de 25 de janeiro de 2017, chegamos em Yerevan com as malas cheias das nossas coisas e expectativas. 365 dias se passaram, mas parece que foi ontem!

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a 1ª foto que eu tirei de Yerevan, na manhã do dia 26/01/2017

Honestamente, não tínhamos muita ideia do que iríamos encontrar por aqui. Tínhamos expectativas, mas não fazíamos ideia de como tudo o que esperávamos seria superado! Se eu sabia muito pouco sobre a Armênia quando chegamos, hoje já me sinto um pouco mais íntima de tanta cultura e história que este país guarda.

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“1” bem comemorativo!

Esse tempo morando na Armênia me possibilitou reencontrar uma paz interior que há muito eu tinha perdido. Uma calma me invadiu, talvez porque o ritmo da cidade seja menos acelerado, talvez porque eu tenha me permitido um ritmo menos acelerado pra minha rotina. Graças a Deus, as minhas crises de ansiedade ficaram no passado. Consegui redirecionar meu foco para as coisas realmente importantes, e me dedicar à atividades que eu amo realizar. Descobri talentos nunca antes desenvolvidos, e me vi colocando em prática projetos com os quais eu nem nunca sonhei ou que eu jamais imaginei possíveis. Viajamos muito, e já temos muitas boas histórias, mas ainda temos muita Armênia pra desvendar. Ainda bem que temos tempo pra isso!

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Armênia na mão e pra sempre no coração!

Me apaixonei – e continuo me apaixonando – diariamente por Yerevan, pela culinária armênia e pelo povo simpático e sorridente. Por mais que seja difícil construir laços duradouros quando temos um limite de tempo estabelecido pra morar em cada país, contado a partir do primeiro momento, fiz algumas amizades que me ensinaram muitas coisas – entre elas, algumas palavras em armênio, esse idioma dificílimo!

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por onde for, quero ser seu par!

E, se é difícil construir laços duradouros em países que são a nossa casa temporariamente, os nossos laços ficam cada vez mais profundos. Marido, obrigada por ser o melhor companheiro de vida e de aventuras que eu poderia ter. Desde o primeiro dia, muito mais do que me incentivar, você me dá coragem para seguir sempre em frente. Compartilhar sonhos e ideais com o meu melhor amigo, numa relação de cumplicidade que transcende o que palavras poderiam descrever, faz o meu coração transbordar de alegria. De mãos dadas com você, vou até o fim do mundo, ao infinito e além. O mundo é a nossa casa e todo o meu amor é seu.

Agradecer, agradecer, agradecer. Senhor Deus, receba toda a minha gratidão por ter providenciado coisas tão maravilhosas para nós neste tempo em que estamos morando por aqui. Acordo e vou dormir feliz e tranquila todos os dias, e é graças às muitas bençãos que o Pai do Céu tem derramado sobre nós, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria. Que o próximo ano seja tão maravilhoso quanto este que passou!

#nossotrânsitocongelante: Paris

No dia 20 de janeiro, chegamos à última cidade que visitamos no #nossotrânsitocongelante : Paris, a cidade luz!

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Eu já tinha ido a Paris em 2009, e voltar com o marido foi incrível. Como eu contei brevemente por aqui, nosso ponto de chegada e partida da Europa foi Paris, e acabamos passando algumas horas em Paris no dia 8 de janeiro. Nesse dia, almoçamos com nossos amigos Rebecca e Guilherme no charmoso Huguette, e tomamos café da tarde no Les Deux Magots. Nesse primeiro dia em Paris, nós também aproveitamos para passear pelo Jardin du Luxembourg, pelas charmosas ruas de Saint German e na beira do Sena.

Corta pro dia 20 de janeiro, pra última fase do #nossotrânsitocongelante , quando ficamos, de fato, em Paris. Escolhemos nos hospedar no Hotel Champs-Elysées Friedland, que na verdade fica na esquina da Rue du Faubourg Saint-Honoré com Av de Friedland, colado no Boulevard Haussmann e muito pertinho do Arc du Triomphe. Estávamos bem servidos de metrô: podíamos escolher entre as estações Charles de Gaulle Étoile, George V ou Franklin D. Roosevelt. Além disso, conseguíamos passear bastante a pé, do jeitinho que a gente gosta. No hotel, tínhamos café da manhã e um delicioso chá da tarde incluídos, além de café e chá disponíveis todo o tempo no lobby. Nesse hotel, precisamos trocar de quarto no domingo: o primeiro quarto tinha um banheiro imenso e o quarto em si não era muito espaçoso; o segundo quarto, por sua vez, tinha um banheiro bem menor porém super ok, e o quarto tinha um pouquinho mais de espaço pra gente se movimentar.

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Nós chegamos bem tarde no hotel, porque, justo naquele dia, tava com pouco táxi na Gare du Nord, e pedir Uber por ali não tava muito fácil. Foi preciso, então, esperar pacientemente. Ao chegarmos no hotel, deixamos as coisas no quarto e descemos em busca de alimento. Ali mesmo, bem pertinho, no Boulevard Haussmann, paramos no Café de L’Avenue e matamos a fome.

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Acordamos no sábado muito animados pra começar nossos passeios e fizemos o que mais gostamos de fazer quando estamos viajando: caminhamos muito, é claro! Começamos o dia ali pertinho mesmo, no Arc du Triomphe, e depois fomos até Saint Germain pra almoçar no L’Entrecôte de Paris. Claro que tava uma fila imensa pra entrar no restaurante e demoramos uma eternidade pra conseguirmos mesa, mas eu sou muito apaixonada por entrecôte pra perder a chance de ir lá. Acabamos passando a tarde lá por Saint Germain mesmo, e lanchamos no Le Boul Mich.

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No domingo, eu fui à missa na Notre Dame, agradecer mais uma vez por tanta coisa maravilhosa que tá acontecendo na nossa vida. Em 2009, eu também participei da missa na Notre Dame, e, pra mim, visitar igreja só faz sentido se for assim, pra participar da missa e louvar o Senhor. Dessa vez, a missa de que participei foi com cantos gregorianos. Me faltam palavras pra descrever como a missa foi maravilhosa.

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Como o domingo era preguiçoso, fomos até o Trocadéro e o Champ de Mars, pra ver a Tour Eiffel de pertinho. Fiquei triste de ver Champ de Mars cheio de grades… senti que Paris tá muito presa no medo. Jantamos na Crêperie Framboise, que tem um cardápio de crepes bastante diferente.

IMG_0857E aí chegou a segunda feira, também conhecida como o melhor dia da semana! Bom, pelo menos, naquela semana, a segunda feira era o melhor dia da semana! Acordamos cedinho e pegamos o RER em direção à Disneyland Paris! Foi um dia tão frio, mas tão frio, que até nevou em Paris e lá no Marne de la Vallée.

IMG_0741Eu, que tinha planejado um look todo adequado pra visitar o Mickey, acabei ficando presa dentro do casacão da Uniqlo, e tive que comprar gorro do Goofy, luvas do Mickey e cachecol pra me esquentar – além de uma segunda meia, porque ninguém merece pé frio. Passamos o dia aproveitando Walt Disney Studios e Disneyland, mesmo com o frio congelante que tava fazendo.

IMG_0770Quando a Elsa e a Anna passaram por nós, tive certeza de que a Elsa que era culpada de tanto frio! Hihihi

IMG_0815Pra mim, que sou Disney Freak assumida, foi uma alegria imensa, e até mesmo um alívio, voltar na Disneyland Paris. Abracei o Mickey e o Pluto, andamos de montanha russa e na Torre do Terror, e fiquei emocionada de ver tanta beleza de novo. Infelizmente algumas rides estavam fechadas para refurbishment, mas tudo bem. Naturalmente estava frio demais para esperarmos o espetáculo de fogos, então deixamos pra outra vez. Já de volta à Paris, jantamos no Matsuri, na unidade de Boëtie: japonês honesto, daqueles que tem esteira e as comidinhas ficam passando na nossa frente pra que a gente escolha o que quer comer.

IMG_0909A terça feira começou em Montmartre, quando subimos as escadarias da Basilique du Sacré Coeur. Este era um lugar que eu ainda não conhecia de Paris, e foi muito, muito emocionante entrar na Basílica e rezar no Sagrado Coração de Jesus. De lá, seguimos para o Louvre.

IMG_0916Nós decidimos não entrar no Museu do Louvre por vários motivos, mas o principal deles é: o Louvre é tão grande que a gente jamais conseguiria ver tudo, e se não for pra ver tudo a gente nem entra.

IMG_0936Da outra vez que fui à Paris, eu me aventurei sozinha dentro do Louvre: fiquei lá umas 3 horas e não conheci nem 1/3 das obras. Almoçamos no Pedra Alta, restaurante português que fica perto da Champs-Elysées, onde comemos demais.

IMG_0952À tarde, caminhamos bastante, chegando até a Opéra, tentando, na verdade, comprar mais algumas coisas pro nosso guarda-roupa invernal. Infelizmente, não tivemos sucesso: as lojas em Paris estavam com baixíssimo estoque de roupas e sapatos, e, quando achávamos algo interessante, os preços não estavam convidativos.

Aliás, eu me lembrava que Paris era uma cidade cara, mas dessa vez tava tudo muito muito caro mesmo! Tava difícil de fazer compras, e até de comer. Todas as refeições que não foram mencionadas aqui foram realizadas no McDonald’s da Champs-Elysées, porque era o que dava. E também porque eu tava doida pra comer porcaria depois de tantos dias de restrição alimentar por conta da intoxicação hihihihi na verdade eu ainda tinha que ter passado bem mais tempo sem comer porcaria mas é a vida.

Chegava ao fim, então, o #nossotrânsitocongelante ! Na quarta feira, 25 de janeiro, saímos cedo do hotel para ir pro aeroporto com calma, fazer o détaxe com calma, despachar as nossas malas com calma… e enfim embarcamos rumo à Erevã, essa cidade que é agora a nossa casa.

Nossas coisas chegaram!


Já conseguimos abrir algumas caixas, mas ainda tem MUITAS pra abrir, e depois muito o que organizar…

Estamos dando graças a Deus porque tudo chegou antes da nossa expectativa. Agora pausamos para o almoço, e depois mais trabalho!!

#nossotrânsitocongelante: Londres

Continuando com as histórias do #nossotrânsitocongelante, hora de falar do meu caso de amor eterno e verdadeiro! E que alegria voltar pra Londres com o marido – mesmo que tenha tido uma intoxicação alimentar no meio pra atrapalhar nossos planos!

Eu acredito muito em Deus e que Ele controla tudo na nossa vida, então eu só posso crer que até essa intoxicação alimentar que eu tive em Londres foi pra nos livrar de algo pior que podia acontecer. Minha vida toda é pautada em dar graças a Deus por tudo, então eu agradeço por ter podido me tratar no Chelsea and Westminster Hospital, por ter um marido que cuida de mim super bem o tempo todo, e por ter me recuperado a tempo de conseguirmos aproveitar o restante da nossa viagem!

Nosso planejamento inicial era ficar em Londres do dia 11 ao dia 16 de janeiro, quando seguiríamos para Bruxelas. Por conta da intoxicação alimentar, nós alteramos estes planos e cortamos Bruxelas do #nossotrânsitocongelante, prorrogando nossa estadia na minha cidade querida até o dia 20. Essa mudança no planejamento fez com que nós nos hospedássemos em dois hotéis diferentes: ficamos no The Rockwell, que fica em Kensington, entre 11 e 16 de janeiro, e entre 16 e 20 de janeiro nos hospedamos no The Cleveland, que fica em Paddington. Toda a minha gratidão pra equipe do Rockwell, que nos deu todo o suporte durante os meus piores dias (arrumação do quarto em horários especiais, preparação de comidas diferentes pra atender às restrições alimentares, infinitas fatias de pão, etc).  O quarto em que nos hospedamos no Cleveland era maior do que o do Rockwell, e também tinha uma mini-cozinha, mas eu prefiro a localização do Rockwell do que a do Cleveland, embora o Cleveland também tenha boa localização, próximo a duas estações de metrô (Bayswater e Paddington). Essa frase ficou confusa mas é porque ambos são bons hotéis, e eu recomendo os dois!

Nós chegamos em Londres pelo aeroporto de Lutton, e tomamos o trem para a cidade, conectando até a estação de metrô Earls Court, que é a mais perto do Rockwell. Até chegarmos ao hotel, já era umas 14h ou 15h, então só nos refrescamos e já saímos rumo às nossas compras para sobrevivência no inverno, escolhendo a Uniqlo da Regent Street para abastecer-nos de roupas térmicas, casacos e calças de lã, e os melhores suéteres de caxemira que você respeita.

Como eu já contei brevemente aqui, dia 12 era pra ser um dia mágico do começo ao fim: tomamos o trem para Watford Junction e, de lá, o ônibus do WB Studio Tour: The Making of Harry Potter para chegarmos até Leavesden. O dia lá no Tour foi, de fato, mágico: adorei ver a expansão da Plataforma 9 3/4 e fiquei verdadeiramente emocionada em revisitar aquela fábrica de sonhos. Além disso, tomar Butterbeer de novo depois de mais de 2 anos de abstinência foi maravilhoso. Mas, acima de tudo, a melhor coisa de visitar Leavesden dessa vez foi aproveitar a companhia do marido em cada passo: do lado dele, tudo ficou ainda mais mágico do que na minha primeira visita, em julho de 2012. E é claro que eu já quero voltar porque anunciaram mais uma expansão: em breve, os visitantes poderão explorar a Floresta Proibida! Amor, me leva lá de novo, por favor, eu nunca te pedi nada, obrigada.

Aí é que a coisa degringolou: tínhamos nossos ingressos para ver Cursed Child dias 12 e 13 de janeiro, mas eu comecei a passar mal na volta do Tour e fomos parar no hospital. Vocês não imaginam o quanto eu sofri naquele dia, tanto física quanto emocionalmente – afinal, perder a chance de ver a peça era meu pior pesadelo. Os próximos dias foram de muito repouso, muita coca cola e muita água de côco, e pouquíssima comida. Marido, maravilhoso como sempre, ia na rua comer e comprar quanta água de côco pudesse carregar e voltava pro hotel pra cuidar de mim. Cheguei a voltar ao hospital no sábado, e comecei a melhorar mesmo no domingo de tarde, quando fomos almoçar na casa dos nossos amigos Leonardo e Tamara (e Pedrinho!), que prepararam um banquete georgiano incluindo arroz branco e batatas cozidas especialmente para mim.

Dia 16, segunda feira, tínhamos que mudar de hotel. Graças a Deus eu acordei um pouco melhor e mais disposta, então fizemos a mudança e passeamos levemente, porque eu ainda estava exausta e bastante fraca. Caminhamos um pouco pelo Hyde Park e, como estava chovendo, marido topou ir na Harrods (pra mim, o paraíso; pra ele, o inferno hihihi). Almoçamos mais tarde no Bella Italia de Bayswater, onde consegui comer um macarrãozinho.

O tempo melhorou na medida em que o dia anoitecia – tava anoitecendo muito cedo em Londres, meu Deus do céu. 17h o céu já tava um breu! Aproveitamos pra ver o Big Ben, andamos até a Trafalgar Square, subimos até a National Gallery, e caminhamos na Strand, matando a saudade que eu tinha desse pedacinho de Londres que significa tanto pra mim. Depois, fomos até Covent Garden e jantamos por lá no Jamie Oliver’s Union Jack: Felipe comeu pizza e eu comi pão. Mas o pão tava bom que vocês nem sabem!

No dia seguinte, Londres amanheceu azul. O céu parecia uma pintura de tão lindo, o sol brilhava, e o frio era intenso mas a gente quase ignorava o frio diante de tanta beleza. E nós aproveitamos pra continuar os nossos passeios, sempre com cautela porque eu ainda estava bem fraca. Fomos ao Natural History Museum e nos divertimos pra caramba. Eu ainda não conhecia esse museu e fiquei encantada! Depois fomos caminhando lentamente até High Street Kensington, passeando pelo Hyde Park, e almoçamos no Prezzo, onde também consegui comer um pouquinho de macarrão. Felipe, coitado, comeu tanta comida italiana nestes dias que quase vira um italiano hihihi mas é porque eu só conseguia comer mesmo pão e macarrão, já que a intoxicação alimentar foi muito braba e eu não tinha nem vontade de comer direito.

À tarde, passeamos por Notting Hill e, depois de descansar um pouquinho, fomos de noite ao Zenobia jantar com os amigos. Eu, claro, comi de novo só pão, mas todos disseram que a comida libanesa estava espetacular. Pelo menos eu variei do pão italiano pro pão árabe!!

Aí chegou o glorioso dia 18 de janeiro de 2017, e nós só saímos do hotel pra almoçar no Preto Steakhouse, um restaurante brasileiro ali em Bayswater mesmo, onde eu me entupi de arroz e – advinha! – pão, e o marido pôde variar um pouco da culinária italiana para a brasileira. E, de lá, o dia foi inesquecível, porque fomos enfim assistir à Harry Potter and the Cursed Child, sentados lado a lado, completamente absortos nas Partes I e II. Entre a Parte I e a Parte II, jantamos no Milano, que é bem pertinho do Palace Theatre, e tinha pão pra mim hihihi

Claro que eu vou #KeepTheSecrets porque, mesmo com o script publicado, a experiência de assistir à peça é completamente diferente da leitura. Foi a experiência mais incrível que eu tive na minha vida, sem a menor dúvida. Eu ri, chorei, fiquei preocupada, emocionada, tudo em um só dia. Nós saímos do Palace Theatre em êxtase. Dia inesquecível e indescritível. Só tenho a agradecer à Deus pela oportunidade, e à JK Rowling pela genialidade.

Quinta feira chegou e Londres continuava ensolarada e com céu azul. Fomos, então, até Tower Bridge, depois ao Buckingham Palace, passeando pelo Green Park.

Almoçamos no Bella Italia (de novo porque, né) e aproveitamos a última noite em Londres pra conferir o musical do Alladin no Prince Edward’s Theatre. Antes do espetáculo, jantamos no Il Cicciolo, que fica ali pertinho do teatro. Quanto ao musical, não preciso nem dizer que nós amamos, né? Eu fiquei emocionadíssima e até agora tô impressionada com a sequência de A Whole New World.

E, enfim, acordamos na sexta feira com Londres ainda azulzinha e ensolarada, e eu só pude agradecer a Deus por Ele ter nos dado dias maravilhosos na minha cidade querida antes de seguirmos para a última parte do trânsito em Paris. De Londres para Paris fomos de trem, numa viagem rápida e agradável. Mais sobre Paris em breve!!

#nossotrânsitocongelante: Amsterdã

O #nossotrânsitocongelante acabou mas temos muuuuitas fotos e muitas memórias super bacanas dos nossos passeios por Amsterdã, Londres e Paris – mesmo com o probleminha da intoxicação alimentar em Londres. Por isso, resolvi fazer pelo menos um post dedicado a cada uma destas cidades por onde passamos em janeiro, registrando aqui alguns dos nossos passeios e aventuras.

Chegamos em Amsterdã na noite do dia 08/01, saindo da Gare du Nord em Paris e chegando na Centraal Station de Amsterdã. Como o nosso trem chegou depois das 21h, e ainda era a continuação da viagem de saída do Brasil, pegamos um taxi e fomos direto pro hotel. Escolhemos o NH Hotels Amsterdam Museum Quarter pelas avaliações que lemos na internet, e provou ser uma ótima escolha, pois o quarto é super espaçoso e limpo, com cama super confortável e banheiro amplo, e a localização do hotel é excelente.

Após dormirmos o sono dos justos sem hora pra despertar, saímos em busca do café da manhã, pois não estava incluído na diária do hotel. Debaixo de muita chuva, acabamos subindo no Small Talk Corner Café, um café simpático no próprio Museum Quarter.

Em seguida, fomos conhecer o Van Gogh Museum e todos os seus 4 andares cheios de obras incríveis do artista. Foi uma experiência incrível, pois muitas das obras expostas por lá não são conhecidas pelo grande público, e esse é o tipo de coisa que emociona.

Para o almoço, escolhemos o L’Entrecôte et les Dames, que oferece a famosa fórmula de salada + entrecôte com fritas. A comida estava deliciosa, acompanhada do vinho tinto da casa, e ainda tomamos um cafezinho antes de seguirmos nossa jornada turística na cidade.

Nós adoramos caminhar pelas cidades que visitamos, então foi exatamente isso que fizemos: saímos caminhando por Amsterdã, sem pressa, aproveitando o ar da cidade, até chegarmos à Casa de Anne Frank. Eu li o diário dela quando estava na faculdade, e já tinha ficado muitíssimo impressionada com tudo aquilo – e quem não fica? – mas visitar o museu e passar por todos os cômodos e corredores e escadas é uma experiência indescritível. Lá dentro não é permitido fotografar ou filmar, mas as memórias são tão fortes que a gente nem precisa mesmo desse tipo de registro. Nem preciso dizer que saí de lá com os olhos inchados de tanto chorar.

De lá, voltamos pro hotel pra descansar um pouquinho antes do jantar. E, para esta refeição, escolhemos o Due Napoletani – um italiano sensacional na mesma rua do hotel.

Na terça feira, optamos por tomar café no Starbucks mais próximo, e saímos caminhando em direção ao moinho de vento que fica na cidade – eu disse que a gente gosta mesmo é de caminhar.

O dia estava muito agradável: apesar do frio, o céu tinha clareado, e não ter chuva ajuda muito nestas horas.

Antes de chegarmos ao moinho, passamos por uma feira de rua e observamos diversas coisas interessantes. O legal de caminhar sem pressa pelas cidades que visitamos é justamente isso: descobrir coisinhas bacanas que nem imaginávamos!

Caminhamos muito e sem pressa, tirando muitas fotos pelo caminho, até que chegou a hora de almoçar, e escolhemos o Café Wildschut, que tinha um ambiente super agradável e nos surpreendeu com uma comida sensacional e preços muito razoáveis.

À tarde, aproveitamos para visitar as exposições Bansky: Laugh Now e a realeza na visão de Andy Wahrol no MOCO Museum. As obras de ambos artistas me impressionaram muito ao vivo. Nestas horas a gente percebe mesmo que a arte é muito sensorial.

Nosso último jantar em Amsterdã foi no Balti House, um restaurante indiano incrível. Não poderíamos ter feito melhor escolha para fechar a visita rápida porém super bacana a esta cidade, que já nos deixou com gostinho de quero mais. De fato, faltou ver bastante coisa, mas o #nossotrânsitocongelante estava apenas começando e não queríamos fazer nada de modo acelerado.

Dia 11/01 tomamos café da manhã no próprio hotel e pudemos desfrutar de um delicioso buffet com calma, antes de seguirmos para o aeroporto. Mais tarde, voaríamos de EasyJet para Londres – nossa segunda experiência com a companhia low cost. Mas Londres fica pra um próximo post!

Habemus casa!

Bom dia pra você que acordou no apê novo, depois de 38 dias em hotéis!!

A 1ª foto que tirei no nosso novo lar: de pijama e Crocs!

Já tomamos café da manhã – e com fartura!!


Ainda há muito o que arrumar por aqui, a máquina de lavar não pára de trabalhar, aprendi na marra a usar o fogão (que é de uma modernidade que só!), e estamos muito felizes! Graças a Deus!

1 mês!

Hoje completamos 1 mês fora do Brasil – o primeiro de muitos.

Claro que nem todos serão como este, em que passeamos muito antes de chegarmos a Erevã, e que também dedicamos muito tempo à procura da nossa nova casa.

#letíciacongelada

Esse primeiro mês fora do Brasil tá todo assim: congelado! Mas, por dentro, o coração tá quentinho, cheio de alegria porque estamos juntos vivendo a vida que escolhemos, cheios de sonhos, expectativas e amor!

Primeira tentativa de fazer o pé em Erevã

Ainda não consegui cumprir a meta de postar direitinho aqui no blog, mas acho que assim que definirmos direitinho nossa nova casa em Erevã isso normaliza!!

Enquanto isso, vou contar da minha primeira tentativa de fazer os pés em Erevã.

Muita gente já sabe, mas vale contar aqui que meu pé não é pra principiantes. Além de ter o probleminha não diagnosticado que causa dor incessante no tornozelo direito, as unhas dos meus pés exigem cuidado especial: por quase 15 anos, eu fui religiosamente à podóloga a cada 3 semanas. Era quase um rito médico, que me curava de dores incríveis.

E aí veio a mudança pra Erevã. Aqui ou em qualquer lugar do mundo, eu preciso encontrar alguém que saiba mexer nos meus pés, tirar os encravamentos e calosidades que tanto me incomodam.

Lá fui eu ontem pedir ajuda aqui no hotel pra marcar uma podóloga. A mocinha da recepção foi super simpática, querendo me ajudar, mas eu acho que ela não entendeu muito bem o que eu precisava, porque ela acabou agendando pra mim uma pedicure normal numa esmalteria hihihi

Chegando no CMYK nail bar, eu já fiquei desconfiada que não ia dar muito certo, mas resolvi dar uma chance. A recepcionista falava um pouquinho de inglês, e claro que a pedicure não falava inglês, e o meu russo não chegou nesse nível de explicar ainda minhas dores e problemas com minhas unhas dos pés.

Quando ela começou a mexer no meu pé, eu pedi pra ela cortar a unha, mas ela só lixou. E não cutucou quase nada, então não resolveu muita coisa. Valeu só mesmo pela massagem no pé! Hihihi

Essa foto tirei quando saí da esmalteria e tava voltando pro hotel:

Fato é que, chegando no hotel, eu mesma peguei minhas ferramentas de salvação em último caso e tasquei futucar as unhas pra ver se me aliviava. Agora é rezar pra não inflamar enquanto eu procuro por uma podóloga de verdade!!

Encontrar uma podóloga de primeira aqui seria muita sorte. Continuarei procurando!!!

Chegamos, Erevã!

Chegamos em Erevã na quarta feira, perto das 22h, uma vez que nosso voo saindo do CDG atrasou uma hora pra sair.


Viemos direto pro hotel, ajeitei o mínimo necessário pro marido ir trabalhar cedinho no dia seguinte, e capotamos solenemente!!


Depois passei a quinta feira arrumando as coisas de um jeito que nossa estadia no hotel não pareça um período de férias mas já um começo da rotina normal – afinal, Felipe já tá trabalhando desde que chegou, nós já estamos procurando apartamento, e eu já me aventurei tanto no mercado quanto na lavanderia!!


Fato é que, desde que chegamos, fiz tanta coisa que não deu nem tempo de dar notícias aqui no blog. Agora acho que as coisas vão começar a tranquilizar, pois a rotina tá ficando real, então consigo me programar melhor pra cumprir minhas atividades – e também escrever direitinho aqui! 


Nos últimos três dias, teve muita neve. Aliás, nevou quase o tempo todo desde que chegamos – mas hoje fez um dia bonito com sol! Frio, muito frio, mas com sol! 

Notícias de Paris!

Nossa terceira e última fase do trânsito tá sendo aqui em Paris – chegamos na sexta à noite e vamos embora amanhã de manhã.

Por conta da infecção alimentar, acabamos ficando mais dias em Londres, cancelando nossos planejados dias na Bélgica. Faz parte, né?! Com isso, conseguimos aproveitar um pouquinho de Londres entre a última segunda e sexta feiras.

Os dias aqui em Paris tem sido tão cheios que não deu tempo de dar notícias por aqui!! Graças a Deus melhorei muito da infecção alimentar e já estou conseguindo me alimentar razoavelmente direito.

Passeamos muito nos últimos dias aqui e ontem fomos à Disneyland Paris, o que garantiu um dia mágico, é claro. Imagina a minha felicidade?!

Todos os dias tem sido muito frios, mas ontem esfriou muito, e até nevou um pouquinho. Tô só esperando pra ver como vai ser quando chegarmos à nossa nova cidade, que só vê temperaturas negativas há semanas.

Hoje ainda temos alguns passeios pra fazer e algumas últimas compras, e depois terminar de arrumar as malas, organizando o que compramos pro nosso guarda roupa invernal. Haja disposição e dinheiro!!