Disney World: o que é e como agendar o FastPass+

Quem tá em dia com os posts aqui do blog sabe que eu sou Disney freak assumida, e também que eu já fui guia pra Orlando entre 2009 e 2014. Ao todo, já fui 15 vezes pra lá, e depois de 4 anos e meio de muita saudade (e umas escapadas pra Disneyland Paris no meio), finalmente chegou a hora de curtir toda a magia dos parques da Disney World de novo!

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Neste post, quero fazer um passo a passo pra ajudar quem nunca foi pra Disney World e quer usar o My Disney Experience para agendar seus FastPasses.

Mas, pera aí, Letícia, o que é um FastPass+?

Calma que eu te explico. Desde a primeira vez que fui pra Disney, lá nos idos de 2004, já existia o sistema chamado FastPass, que nada mais é do que um “fura fila autorizado”. Nos parques da Disney, esse serviço sempre foi gratuito (nos parques da Universal existe o Express, e no Sea World e no Busch Gardens há o QuickQueue, porém ambos serviços são pagos e os preços variam de acordo com a época do ano e a demanda). As atrações da Disney tem, em geral, dois tipos de filas: stand-by e FastPass. A fila do FastPass anda mais rápido do que a stand-by (que, como o nome já diz, é uma espera), porque é distribuído um número limitado de passes para cada período do dia.

Até dezembro de 2013, pra conseguir um FastPass, você ia até máquinas localizadas ao lado de cada atração, colocava o seu ingresso, e a máquina devolvia o ingresso e mais um papel (equivalente ao FastPass) com um horário pra você voltar para aquela atração na fila do FastPass, sem a necessidade de ficar na fila do stand-by. Nessas horas, ir com um grupo guiado (alô Point Travel!) era uma vantagem imensa, porque enquanto um dos guias acompanhava o grupo em uma atração, o outro guia ia buscar FastPass, sempre buscando criar o melhor roteiro dentro de cada parque. Era mais complicado do que se pensa, principalmente se levarmos em consideração a lógica dos parques (sim! Cada parque tem uma lógica e tudo fica muito mais divertido quando a gente entende isso!) e também o fato de que só se podia agendar outro FastPass um determinado tempo depois de usá-lo. A Tininha, guia da Point Travel de quem eu era assistente, era muito expert nos FastPasses, e graças a ela já chegamos a usar 7 FastPasses num único dia de Magic Kingdom (que é o parque com maior número de atrações)!

Quando levamos o grupo de 2014, a Disney já tinha modernizado todo o sistema, com a implementação do My Disney Experience, das Magic Bands e do FastPass+. O que mudou, de fato, foi que a experiência passou a ser controlável também virtualmente, já que os ingressos ficam ligados a uma conta no My Disney Experience; ainda há totens de autoatendimento nos parques, próximos a determinadas atrações, onde os desavisados podem agendar seus FastPasses daquele dia, ou mesmo novos FastPasses de acordo com a disponibilidade. A partir de então, os ingressos de papel foram substituídos por cartões que tem um QR Code e que são, além de ingresso, os próprios FastPasses; se você comprar uma MagicBand, o seu ingresso será associado à MagicBand bem como os seus FastPasses agendados.

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minha MagicBand de 2014: edição especial da Mickey’s Not-so-scary Halloween Party

Com o FastPass+, é possível agendar até 3 atrações pelo My Disney Experience, com até 30 dias de antecedência a partir das 07h00 do horário local de Orlando. Para os hóspedes dos hotéis da Disney, a antecedência aumenta para 60 dias do dia do seu check in, podendo marcar os FastPasses+ de todos os dias da sua estadia de uma só vez. Isso é, de fato, uma vantagem interessante, já que as atrações mais novas, que costumam atrair mais visitantes (por exemplo, Flight of Passage no Animal Kingdom, Slinky Dog Dash no Hollywood Studios, e até a Seven Dwarfs Mine no Magic Kingdom que já tem 5 anos desde a sua inauguração mas continua ultra popular) costumam ter seus FastPasses esgotados antes dos 30 dias que os reles mortais dispõem. Faz tempo, mas eu já me hospedei em um hotel da Disney, e embora eu reconheça as vantagens (que aumentaram significativamente quando consideramos o FastPass+) eu tenho também muitas ressalvas, porém isso é assunto pra outro post. Fato é que, mesmo com os 30 dias de antecedência, dá pra agendar uns FastPasses+ bem interessantes e economizar bastante tempo nos parques, se você tiver uma boa estratégia – ou então guias muito sábios e espertos que vão te ajudar a aproveitar ao máximo (alô Point Travel de novo!). Se você nunca foi pra Disney World e/ou vai encarar sozinho os parques e a tarefa de marcar os FastPasses+, é fundamental estudar os mapas dos parques antes para se familiarizar com as opções e a disposição das atrações, porque você definitivamente não quer perder tempo “ziguezagueando” dentro do parque!

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MagicBand de 2019!

Dessa vez, comprei o ingresso de 5 dias, com 1 parque por dia (ou seja, sem a opção Park Hopper, que permite ir a mais de um parque por dia). Como eu tô indo sozinha pros parques da Disney, e graças a Deus eu conheço a Disney World como a palma da minha mão (obrigada Point Travel), eu não só já sabia exatamente o que eu queria fazer em cada parque mas também qual deles eu achava necessário repetir, bem como qual a estratégia de FastPasses eu usaria (e cenários alternativos para o caso de adotar estratégias diferentes!).

Eu estava ansiosíssima pra agendar meus FastPasses, e marquei cada dia de parque no minuto que ficava disponível (Disney freak, né, mores). Então aqui está como exemplo o meu primeiro dia de parque.

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Ao abrir a página do My Disney Experience, você verá as seguintes opções: “família e amigos”, “hotel no resort”, “ingressos dos parques”, “refeições”, e “FastPass+”. Como em 2014 este sistema já estava em vigor e o Felipe foi comigo em 3 dos 4 parques, o nome dele já aparece no meu cadastro; na época, reservei os FastPasses+ pra nós dois, enquanto, dessa vez, as reservas que o incluem são apenas para restaurantes do complexo Disney World mas que ficam fora dos parques (ou seja, não precisam de ingresso).

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Na opção FastPass+, você poderá adicionar novos FastPasses+ ou mesmo atualizar os horários dos FastPasses+ que você já tiver agendado. Ao clicar em “adicionar novo FastPass+”, aparecerá a opção “criar grupo de FastPass+”. Por isso, é importante que, antes que se inicie o prazo para começar a agendar seus FastPasses+, os perfis de todos os integrantes do seu grupo já estejam criados e associados à conta do responsável pelo agendamento dos FastPasses+ (é bom demais se você tem um agente de viagem pra fazer isso por você).

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No meu caso, eu era a única integrante do meu “FastPass+ Party”, então lá fui eu clicar “next”. O próximo passo era escolher a data:

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E, em seguida, o parque que eu visitaria naquele dia:

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No meu caso, eu quis ir neste primeiro dia no Hollywood Studios, e mas sabia que só queria chegar por lá mais tarde, então eu minha estratégia era agendar meus FastPasses+ pra depois das 15h30.

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Meu plano pra esse dia era ir pra Toy Story Land, fazer as atrações desta área nova, depois ir pra área da Sunset Boulevard pra aproveitar a Rock n Roller Coaster e a Tower of Terror antes do Fantasmic!. Nos parques Hollywood Studios, Animal Kingdom e EPCOT, a Disney criou 2 categorias de FastPasses (Tier 1 & Tier 2); no Magic Kingdom, não há esta distinção. No Tier 1 do Hollywood Studios, por exemplo, estão as 3 atrações da Toy Story Land (Toy Story Mania!, Slinky Dog Dash, Alien Swirling Saucers) e você só pode escolher 1 destas 3 atrações pra agendar seu FastPass+; todas as outras atrações (como Rock ‘n’ Roller Coaster, Tower of Terror, Star Tours: The Adventure Continues, entre outras) estão no Tier 2 deste parque, e você pode agendar FastPasses+ antecipados para 2 atrações do Tier 2. Eu, então, escolhi o Toy Story Mania! do Tier 1, já que Slinky Dog Dash estava esgotado, e escolhi os outros 2 FastPasses+ (correspondentes ao Tier 2) para um horário mais próximo do Fantasmic!, que começaria às 20h e fica ali coladinho na Tower of Terror.

Se fosse um dia normal de parque, em que eu me planejo pra ficar o dia inteiro, eu teria tentado marcar os FastPasses+ pra parte da manhã, idealmente terminando ao meio-dia. Por quê? Porque, quando você usa os seus 3 FastPass+ previamente agendados, você destrava um novo FastPass+! Então, considerando que o seu último FastPass+ estava marcado para a janela de 11h-12h, ao meio-dia você pode entrar no aplicativo My Disney Experience ou procurar um totem no parque pra marcar um novo FastPass+. Cada FastPass+ tem uma janela de 1 hora: então o ideal é marcar esses 3 para 9h-10h, 10h-11h e 11h-12h pois, assim, ao meio-dia você já pode ir lá marcar um novo FastPass, e você ainda tem muitas horas de parque pra curtir! Claro que nem sempre isso vai ser possível, mas não se desespere, porque mesmo assim vai dar tudo certo!

Até porque tudo isso pode mudar de acordo com a disponibilidade ou mesmo a estratégia do parque – e é aí que o conhecimento faz toda a diferença (de novo, obrigada, Point Travel). Por exemplo: o Animal Kingdom, que completa 20 anos neste ano, agora vive lotado por causa de Pandora – The World of Avatar, que tem 2 atrações super concorridas (Flight of Passage e Na’vi River Journey) no Tier 1 de FastPass+. Mesmo entrando no My Disney Experience no primeiro segundo pra marcar os meus FastPasses+ do Animal Kingdom, eu não consegui o FastPass+ pro Flight of Passage, que costuma ter filas consideravelmente maiores do que o Na’vi River Journey. Fiquei triste? Claro que não!

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Eu simplesmente ajustei a minha estratégia pra aproveitar ao máximo este parque do qual eu gosto tanto: ao invés de marcar o primeiro FastPass+ pra janela entre 09h-10h, eu optei por marcar o Everest para 10h-11h e Dinosaur para 11h-12h, parando para almoçar antes de ir para Pandora e usar meu FastPass+ pra depois esperar na fila do Flight of Passage. O que acontece é que, geralmente, as pessoas que vão para os parques se direcionam em massa para estas atrações mais novas/mais concorridas nos primeiros minutos em que o parque abre (tinha gente literalmente correndo), deixando as outras atrações livres ou com pouquíssimo tempo de espera na fila stand-by!

Então, ao chegar no Animal Kingdom, ao invés de seguir o fluxo e correr pra Pandora, eu me programei pra ir direto pro Kilimanjaro Safari (bem cedinho é a melhor hora do dia pra ver os animais!) e em seguida para o Festival of the Lion King (uma das minhas atrações preferidas de toda a Disney World), ambos na área da África, partindo pra Ásia e entrando no Everest nos meus minutos finais de FastPass+ já com 2 atrações que eu adoro feitas e sem filas! De lá, segui pro Dinossaur e, enfim, fui almoçar no Tusker House (depois vou escrever em detalhes aqui). Depois do almoço, segui pra Pandora com todas as outras atrações que eu mais gosto feitas! Por conta do Fastpass+, fiz o Na’vi River Journey super rápido. E, mesmo esperando 2h30 na fila do Flight of Passage (que é absolutamente incrível, não consigo nem descrever), a minha estratégia deu tão certo que eu ainda consegui tirar fotos com Mickey e Minnie (peguei fila de 30min) e assistir de novo o Festival of the Lion King (que eu amo de paixão) antes do Rivers of Light!

Se você tiver alguma dúvida sobre o Fastpass+, comenta aqui que eu farei o possível pra esclarecer tudo!

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A região de Kaptol de Zagrebe

Zagrebe foi um dos destinos da nossa road trip, e passamos alguns dias conhecendo a cidade. A principal região turística é o Kaptol, que fica na parte mais alta da cidade. A partir do centro, o limite do Kaptol começa na Catedral de Zagrebe, que, por sua vez, fica a poucos metros do Mercado Dolac, que é o principal mercado de fazendeiros da cidade, onde também podemos encontrar alguns souvenires.

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O Kaptol foi confirmado em 1094, quando o Rei Ladislaus fundou a diocese de Zagrebe. O bispo, residente na Catedral, tinha sua residência na parte sudoeste da colina do Kaptol. A Catedral foi consagrada em 1217, mas foi muito danificada durante a invasão mongol de 1242. Depois de 1263, foi reconstruída e restaurada. Na Idade Média, o Kaptol não tinha fortificações para protegê-lo, dependendo das cercas de madeira para protegê-lo; as muralhas e torres defensivas em torno do Kaptol foram construídas entre 1469 e 1473, e a Torre Prislin (perto da Escola Kaptol) é uma das melhores preservadas daquele período. Em 1493, os turcos chegaram a Sisak, mas foram derrotados; portanto, com medo da invasão turca, o Bispo de Zagreb construiu fortificações em torno da Catedral e da sua residência. A muralha e as torres defensivas foram construídas entre 1512 e 1520, sendo preservadas até os dias de hoje, exceto por aquelas que ficavam na frente da Catedral, situada na Praça Kaptol: esta seção da muralha foi demolida em 1907. No século XII, duas igrejas góticas foram construídas no Kaptol: a Igreja de São Francisco, abrigando o mosteiro franciscano, e a Igreja de Santa Maria, que passou por trabalhos de reconstrução nos séculos XVII e XVIII. Em Opatovina, pequenas casas dos habitantes de Kaptol ainda estão preservadas, mas em Dolac diversas ruelas foram destruídas em 1926, no espaço hoje ocupado pelo mercado.

Catedral de Zagrebe

A Catedral de Zagrebe é uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana, e não é apenas a construção mais alta na Croácia mas também a mais monumental das construções em estilo gótico a sudoeste dos Alpes. A Catedral de Zagrebe é dedicada à Assunção de Nossa Senhora, e aos Reis São Estéfano e São Ladislau. A catedral é tipicamente gótica, bem como sua sacristia, e isto tem um grande valor arquitetônico. Suas torres proeminentes são consideradas marcos históricos, que podem ser vistas da maior parte da cidade.

Praça & Igreja de São Marcos 

A praça de São Marcos (Trg svetog Marka) fica em Gornji grad (ou “cidade alta”). No centro da praça, está a Igreja de São Marcos. A principal evidência de que a Igreja de São Marcos foi construída no século XIII é a sua janela romanesca, bem como o plano semicircular da Capela de Santa Maria, posteriormente alterada. Na segunda metade do século XIV esta igreja foi radicalmente reconstruída, sendo reformada para um estilo gótico com três naves. A característica mais distinta desta igreja são os azulejos no seu teto, que formam o brasão de armas de Zagrebe.

A praça de São Marcos também abriga alguns importantes prédios governamentais: a sede do governo da Croácia (Banski dvori), o Parlamento Croata (Hrvatski sabor), e a Corte Constitucional da Croácia. Na esquina da praça de São Marcos com as ruas de Ćiril e Metod está a antiga sede da prefeitura, onde o Conselho da Cidade de Zagrebe realiza suas sessões.

Igreja de Santa Catarina

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Crkva sv. Katarine é uma igreja do estilo barroco. Antes da construção da Igreja de Santa Catarina, uma igreja dominicana do século XIV ocupava a área. Quando os jesuítas chegaram a Zagrebe no início do século XVII, eles pensavam que a igreja original era muito tradicional e inadequada para seu trabalho missionário, trabalhando na construção de uma nova igreja a partir de 1620, terminando-a em 1632. Um mosteiro foi construído em adjacência à igreja, mas hoje o espaço é ocupado pela galeria de arte Klovićevi dvori. A Igreja de Santa Catarina já passou por 2 incêndios (o primeiro em 1645, e o segundo em 1674) que devastaram seu interior. A Igreja foi reformada e decorada com a ajuda dos nobres ricos da Croácia e, em troca, poderiam expor os brasões de suas famílias ou ter a honra de serem enterrados na igreja. Em 1793, a Igreja de Santa Catarina se tornou parte da paróquia de São Marcos. Em 1880, a igreja sofreu severos danos e, depois de 6 meses de reformas, foi novamente consagrada em novembro de 1881.

Croatian Museum of Naïve Art

O Hrvatski muzej naivne umjetnosti é um museu de arte dedicado aos artistas do movimento naïve (artistas auto-didatas) do século XX. Reunindo quase 2 mil trabalhos de arte (entre pinturas, esculturas, desenhos e impressões), o destaque fica para os artistas croatas, embora outros artistas internacionais do gênero também tenham suas obras expostas neste museu. O museu fica no primeiro andar do Palácio Raffay, do século XVIII.

Museu da Cidade de Zagrebe

Muzej grada Zagreba foi fundado em 1907 pela associação Braća hrvatskoga zmaja e está localizado num complexo monumental reformado, onde outrora ficava um convento. O museu apresenta os tópicos históricos culturais, artísticos, econômicos e políticos da cidade em expansão desde a pré-história, passando pelas descobertas romanas e o período moderno. São cerca de 75 mil itens organizados sistematicamente de maneira cronológica e temática, abordando coleções artísticas e objetos mundanos característicos da cidade e da sua história. O ingresso custa 30 Kuna, e o museu está aberto de terças a sábados entre 10h e 19h, e aos domingos entre 10h e 14h.

Muzej prekinutih veza

O Museu dos Relacionamentos Fracassados é dedicado aos relacionamentos amorosos fracassados, exibindo objetos pessoais deixados por ex-amantes, com respectivas descrições. O museu começou a partir de uma coleção viajante de itens doados e, desde então, encontrou sua localização permanente em Zagreb. Em 2011, o Museu dos Relacionamentos Fracassados recebeu o prêmio Kenneth Hudson que o reconheceu como museu mais inovador da Europa.

Siófok e o lago de Balaton

Na nossa road trip, seguimos da Hungria para a Croácia. Embora o trajeto fosse de cerca de 4h apenas, decidimos passar uma noite em Siófok para conhecer o Lago Balaton.

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Siófok é o segundo destino de férias mais popular na Hungria, atrás apenas de Budapeste, graças a sua costa com 17km de extensão, mais de mil hotéis/pousadas e muitos bares, restaurantes e boates.

Por conta do intenso turismo, Siófok é uma das cidades mais ricas da Hungria, e é conhecida como “a capital do Lago Balaton” por ser a maior cidade em torno do lago, e atuando como hub turístico, comercial, cultural, financeiro e midiático da parte norte do Condado de Somogy e da margem sul do Lago Balaton.

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O lago é realmente belíssimo, e nós demos muita sorte de chegarmos lá num dia lindo, em que as águas cristalinas se confundiam com a imensidão do céu limpo. Mas, como já era o meio de outubro, a agitação do destino de verão já tinha acabado, e o que nos restou foi a calmaria da pousada onde nos hospedamos e dos bares e restaurantes nas proximidades.

No fim das contas, pra nós, Siófok rendeu horas de paz e sossego entre Budapeste e Zagrebe, o que é sempre um saldo positivo quando as férias são longas e intensas.

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A dica gastronômica em Siófok é o Matróz al Ramirez Gyros és Etterem. Comi um bife com batatas fritas e cebolas empanadas e caramelizadas que estava do céu. O Matróz al Ramirez Gyros és Etterem fica próximo da marina de Siófok, e eles oferecem um amplo cardápio com pizzas deliciosas e outros pratos de dar água na boca.

Outros passeios em Budapeste

Budapeste tem incontáveis pontos de interesse turístico, e pode ser difícil explorar tudo o que a cidade oferece em apenas poucos dias – principalmente se, como eu e o marido gostamos de fazer, o seu meio de transporte preferido sejam suas próprias pernas. Passear com tranquilidade pela cidade é muito agradável, e ir descobrindo os belos pontos turísticos ao longo das caminhadas é sempre a nossa maneira preferida de viajar.

Gellért Hill

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A Colina de Gellért recebeu este nome em homenagem a São Geraldo, que foi lançado à morte do topo da colina. O famoso Hotel Gellért e as Gellért gyógyfürdő (ou banheiras de Gellért) ficam na Praça de Gellért, ao pé da colina, próximo à Ponte da Liberdade. A Caverna da Colina de Gellért fica dentro da colina, de frente para o Hotel Gellért e o rio Danúbio. No topo da colina está a Citadella, de onde pode-se observar amplamente o Danúbio.

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No topo de Gellért Hill, encontramos Szabadság-szobor ou, em bom português, Estátua da Liberdade. Erguida primeiramente em 1947, celebrando a libertação soviética da Hungria durante a Segunda Guerra Mundial (que livrou o país da ocupação nazista alemã), a estátua soviética que lá estava fica, hoje, no Memento Park como parte da memória histórica daquela arte. A estátua de bronze de 14m de altura fica no topo de um pedestal de 26m, e tem uma folha de palmeira nas mãos, com duas outras estátuas menores em torno da base. Na época da construção do monumento, a derrota das forças do Eixo pelo Exército Vermelho foi proclamada oficialmente como libertação, o que originou a seguinte inscrição no memorial: “A FELSZABADÍTÓ SZOVJET HŐSÖK EMLÉKÉRE A HÁLÁS MAGYAR NÉP 1945”, que pode ser traduzida como “em memória aos heróis de libertação soviética, erguida com gratidão pelo povo da Hungria em 1945. Nos anos seguintes, o sentimento público em relação aos sovietes deixou de ser de gratidão e passou a fomentar revoluções, com sucesso temporário em 1956, e subsequentemente danificando algumas porções do monumento. Depois da transição em 1989 do comunismo para a democracia de mercado, a inscrição foi modificada para “MINDAZOK EMLÉKÉRE AKIK ÉLETÜKET ÁLDOZTÁK MAGYARORSZÁG FÜGGETLENSÉGÉÉRT, SZABADSÁGÁÉRT ÉS BOLDOGULÁSÁÉRT”, que pode ser traduzida como “em memória a todos aqueles que sacrificaram suas vidas pela independência, liberdade e prosperidade da Hungria”.

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A Basílica de Santo Estêvão homenageia Estêvão, o primeiro rei da Hungria, e era a sexta maior igreja da Hungria antes de 1920, mas hoje é a terceira maior igreja do país, e co-catedral da Arquidiocese Católica Romana em Budapeste. Nesta Basílica acontecem muitos concertos musicais de prestígio. Aqueles que desejarem visitá-la de modo turístico, deverão agendar por telefone e pagar uma taxa de HUF 1.600 por adulto. As missas são celebradas aos domingos (08h30, 10h, 12h e 18h) e nos dias de semana (07h e 08h na Capela, e 18h na Basílica).

Hősök tere (Heroes Square)

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A Hősök tere, ou Praça dos Heróis, é uma das maiores praças de Budapeste, e tornou-se notável por conta do seu complexo de estátuas que celebram os sete chefes dos Magiares (líderes das sete tribos húngaras na época da chegada de Carpathian Basin in 895AD) e outros importantes líderes nacionais húngaros, bem como a Pedra Memorial dos Heróis. A praça fica ao final da Avenida Andrássy, próxima ao Városlieget (parque da cidade), numa área muito agradável de Budapeste. A Praça dos Heróis foi palco de importantes eventos da história contemporânea da Hungria, e foi um dos lugares que mais gostamos de visitar em Budapeste.

House of Terror Museum

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O Museu do Terror em Budapeste conta a história das ocupações nazistas e soviética na Hungria, destacando as características negativas de cada uma destas ocupações e prestando homenagem às vítimas que foram capturadas, torturadas e mortas naquele mesmo prédio. Alguns historiadores, jornalistas e cientistas políticos já indicaram que este museu retrata a Hungria de uma maneira muito vitimada, sem reconhecer as contribuições que os próprios húngaros fizeram para perpetuar os regimes nazista e comunista; muitas críticas também já foram feitas ao fato de que o museu dá muito mais destaque ao terror perpetrado pelo regime comunista do que pela ocupação nazista, sem reconhecer as benfeitorias da libertação durante a Segunda Guerra Mundial. Eu concordo em gênero, número e grau com estas colocações, embora ainda considere uma visita válida. Os ingressos individuais para adultos custam HUF 3.000, a bilheteria fecha às 17h30, e o museu fica aberto de terças-feiras a domingos entre 10h e 18h. Não é permitido fotografar ou filmar o museu, e nem entrar com mochilas (que devem ser deixadas em lockers pagos à parte).

Margitsziget

Talvez o lugar mais agradável para passear sem pressa em Budapeste seja a Margitsziget, ou Ilha Margarida! No meio do Danúbio, com alguns interessantes monumentos e muitas flores e árvores, o passeio pela Margitsziget torna-se uma experiência memorável.

Mas, Letícia, cadê o Parlamento nessa lista?

Pois é, minha gente, nós não visitamos o Parlamento de Budapeste! Não conseguimos agendar a visita, então só admiramos o prédio por fora. Ficou pra próxima!!

Memento Park em Budapeste

O Szoborpark, ou Parque Memento, reúne em Budapeste as maiores estátuas da Guerra Fria, que enfeitavam a Hungria ao longo da ocupação soviética. Ao todo, são 42 peças de arte da era comunista, compreendida entre 1945 e 1989, incluindo os monumentos “Amizade Húngara-Soviética” e a “Libertação”, bem como estátuas de famosas personalidades do movimento trabalhista, soldados do Exército Vermelho e outras peças gigantes de Lenin, Marx, Engels, Dimitrov, Capitão Ostapenko, Béla Kun e outros heróis comunistas.

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O arquiteto Ákos Eleőd idealizou o Memento Park e, na época da sua inauguração, declarou que o parque era uma memória à ditadura e, ao mesmo tempo, porque pode ser discutida, descrita e estudada, o parque também é uma ode à democracia.

Uma das principais estátuas é a do Soldado do Exército da Libertação, com uma bandeira contendo a imagem da foice e do martelo na sua mão, e uma pistola automática pendendo do seu pescoço. Esta estátua, com 6 metros de altura, ficou outrora no topo da Colina de Gellért, no centro de Budapeste, e podia ser vista de qualquer ponto da cidade.

Os ingressos individuais para adultos custam HUF 1.500, e o Memento Park fica aberto todos os dias das 10h até o pôr do sol. Embora o Memento Park fique um pouco distante das outras atrações turísticas de Budapeste, é fácil chegar até lá usando o transporte público: primeiro, é preciso ir até a estação Kelenföld vasutallomas, atendida pela linha 4 do Metrô; lá, basta tomar um dos seguintes ônibus na direção Budateteny vasutallomas (Campona): 101B, 101E ou 150. Um mapa mostrando a linha 4 do metrô pode ser consultado aqui.