Os hotéis das nossas férias

Eu confesso: sou muito chata pra escolher hotéis. Há muito tempo que eu acho que, se for pra ter menos conforto do que eu tenho em casa, é melhor nem viajar. Por isso eu sou bem exigente no processo de escolha, e, quando as expectativas não são correspondidas, é bastante frustrante.

Nestas nossas férias, passamos por 7 cidades, com 7 hotéis diferentes reservados via Booking e ainda uma experiência com o Airbnb em São Petersburgo. Quero, então, dividir com vocês nossa avaliação dos hotéis e também do apartamento!

  • Moscou: Ibis Paveletskaya

Eu gosto muito da rede Ibis porque o custo/benefício costuma ser muito justo e a gente sempre sabe o que pode esperar, a localização costuma ser sempre boa, eles tem uma política de solucionar qualquer problema em 15 minutos, os quarto são sempre bem limpos e com piso frio, a cama é muito confortável e o banheiro é sempre decente – e se tem uma coisa com que eu sou particularmente exigente é banheiro.

No Ibis Paveletskaya, não foi diferente: a localização era muito boa, num bairro residencial, com comércio 24h próximo, um Starbucks também bem próximo (e dentro de uma livraria!), perto do metrô e da estação do AeroExpress pro aeroporto Domodedovo.

  • Nice: Ibis Palais du Congres Vieux

Provavelmente o maior quarto de Ibis onde já nos hospedamos! Ficava um pouco distante da orla, mas ainda assim numa distância possível de se caminhar com tranquilidade. Tinha um banco na frente, comércio próximo, e também ficava perto das ruas da cidade velha (Vieux Ville). Também foi fácil ir e voltar andando da Catedral de Notre Dame, que fica na principal rua da cidade.

Nesse Ibis, provamos o café da manhã e gostamos bastante. O preço era justo (10 euros por pessoa) e o buffet era muito farto, com pães e queijos diversos (inclusive pain au chocolat), boa disponibilidade de frios, geléias, sucos, café, capuccino, etc.

O quarto era realmente espaçoso e confortável, embora faltasse cofre (acho que foi a primeira vez que vi um quarto de Ibis sem cofre). O banheiro tinha um tamanho muito bom, e tinha banheira(!) mas não tinha exaustor.

  • Milão: Best Western St George

Muito próximo da estação de trem Milano Centrale, também ficava bem perto de excelentes restaurantes (como já contei no post sobre Milão) e podíamos ir a pé para todas as principais atrações turísticas da cidade. A localização também era muito conveniente para compras: era fácil de ir e voltar do quadrilátero da moda a pé. Outra coisa importante da localização deste hotel pra gente foi a proximidade de uma lavanderia de serviço rápido e com preço bom (12 euros pra duas máquinas de roupas).

Este hotel é 4 estrelas, e o café da manhã estava incluído na diária. Embora o ambiente do restaurante fosse um pouco decadente, o buffet era farto e tinha diversas opções para nos manter devidamente nutridos na primeira refeição do dia, inclusive croissants saborosos e bolos diversos. Também estava incluído na diária um chá da tarde com bolo, servido entre 16h e 18h.

O quarto não era enorme, mas tinha um tamanho bom o suficiente para nos locomovermos tranquilamente mesmo com as malas no chão. O banheiro era ótimo, e tinha até lugar pra pendurar pequenas peças de roupa que lavei. A TV do quarto também era bem grande e tinha SKY. A cama foi provavelmente uma das melhores da viagem, e a cortina também era eficiente.

  • Berlim: Novotel Am Tiergarten

Este Novotel tem 2 principais pontos importantes: era colado na estacão de S-Bahn Tiergarten (só precisávamos literalmente atravessar a rua), e o quarto era IMENSO. O nosso quarto era da categoria mais simples e tinha sala de estar separada do quarto, e o quarto em si já era enorme (acho que dava até pra andar de bicicleta lá dentro). E olha que foi um dos hotéis mais baratos da viagem (pelo que vimos, os preços de hotéis em Berlim geralmente são muito bons!)!

A limpeza era também impecável. O hotel também disponibilizou pantufas e roupões para nosso conforto. Nós também testamos o serviço de quarto e foi ótimo: pedimos algo que não estava no menu (frango grelhado com purê de batata, porque eu não tava passando muito bem), e prontamente fizeram e entregaram em pouco tempo.

Mas nem tudo são flores e tivemos uma surpresa ruim quando chegamos no nosso quarto: o banheiro era dividido. Em vários lugares da Europa, eles fazem um toalete separado da casa de banho (em bom português: um cômodo pra privada com uma pequena pia, separado de onde fica o chuveiro com outra pia – e, no caso deste Novotel, tinha também banheira neste cômodo). Isso é uma coisa que eu detesto: pra mim é muito importante que esteja tudo no mesmo cômodo. Este não foi o primeiro hotel europeu onde vimos isso, mas vou lutar ainda mais nas próximas pesquisas das próximas viagens para que isso não se repita.

  • Praga: Green Garden Hotel

Achei este hotel super charmoso, e com uma localização interessante para quem precisa se distanciar um pouco da agitação de uma cidade que recebe turistas demais. Dá pra ir andando do Green Garden para a cidade velha (levamos cerca de 20 a 25 minutos, dependendo principalmente do calor), ou usar o transporte público (linha 22). Nós optamos por caminhar, então nem testamos o transporte público, mas nos pareceu eficiente.

O café da manhã também estava incluído neste hotel, e era excelente. O buffet tinha opções várias de frios, bons pães, geléias, sucos, etc. Além das opções do buffet, era possível pedir suco fresco e também drinks matinais.

O quarto não era imenso, mas era bastante espaçoso. O banheiro era realmente bom, e também tinha espaço pra secar alguma pecinha de roupa que lavamos. A lavanderia mais próxima ficava a uns 15 minutos de caminhada.

Uma outra coisa que achei super positiva deste hotel foi o ótimo restaurante com preços justíssimos: das nossas 3 noites em Praga, jantamos no hotel em 2 delas. O restaurante tem um menu extenso, e os preços estavam na média da maioria dos restaurantes a que fomos. Tem hotel que abusa nos preços dos seus restaurantes, o que pode ser um pesadelo se você tá cansado de andar o dia inteiro e só quer comer alguma coisa rápida antes de dormir – e este não foi o caso, graças a Deus. Em Praga, jantar no hotel foi para nós um alívio, pois não nos obrigava a ficar ainda mais tempo andando no calor e no meio da multidão.

O ponto negativo do Green Garden foi a ineficiência da cortina: o sol tá nascendo bem cedo por estas bandas, e eu acordava todo dia por volta das 6am com a luz toda na minha cara.

  • Viena: Leonardo Hotel Vienna

Este foi outro hotel com localização excelente: muito muito próximo a duas estações de metrô, e colado na principal rua comercial de Viena. Isso facilitava muito a locomoção e também nossos jantares, pois não precisávamos ir muito longe pra comer bem.

O quarto também não era imenso, porém confortável e muito limpo, e o banheiro era bem bom. Eu não me dei muito bem com o travesseiro deles, mas isso provavelmente se deve à minha coluna sofrida.

O café da manhã não estava incluído: custava 13 euros por pessoa e nós não testamos. Este hotel também cobra pelo Wi-Fi (7 euros por 24h de conexão), porém se você se cadastrar no programa de fidelidade deles, a internet é gratuita. Infelizmente nós só descobrimos isso depois de já termos pago por 48h de acesso, mas antes tarde do que nunca, né?!

A gente não conhecia a rede Leonardo, mas descobrimos que eles tem hotéis espalhados pela Europa e também em Israel; certamente consideraremos a possibilidade de nos hospedarmos novamente em outros hotéis da rede.

  • Moscou: Sukharevsky Design Hotel

Nós só dormimos uma noite neste hotel, e o escolhemos principalmente pela proximidade da estação de trem Leningradskaya, de onde sairíamos cedo para São Petersburgo. O hotel também fica próximo à estações de metrô, o que facilita o acesso à qualquer parte da cidade.

O quarto era bem espaçoso, embora tenham nos dado um quarto com 2 camas de solteiro ao invés da cama de casal. O banheiro era imenso, e ofereciam também roupões e chinelos. O café da manhã não estava incluído, mas também provavelmente não teríamos tempo de desfrutar, já que nosso trem pra Peter partia 07h40 da manhã.

O ar condicionado do quarto não estava funcionando, o que não foi realmente um problema porque estava bem fresco em Moscou (de noite fez 12C!). A cortina também seria um problema caso tivéssemos mais tempo para dormir, já que ao acordarmos as 5 da manhã já estava super claro.

Nosso trecho de São Petersburgo ficou pra ser decidido de última hora e, quando fomos procurar hotéis, os preços estavam surreais. A solução foi recorrer ao Airbnb! Eu nunca tinha usado o Airbnb e pesquisamos com cuidado o apartamento em que gostaríamos de ficar.

Nossa escolha foi um apartamento na rua Zhukovskogo, e ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, como a Catedral do Sangue Derramado, Igreja de Nossa Senhora de Kazan, Dom Knigi, etc. Também podíamos ir caminhando até o Forte, o Aurora ou o Hermitage, embora sejam caminhadas um pouco mais longas.

Na mesma rua do apartamento encontram-se farmácias, restaurantes diversos (hamburgueria, vietnamita, indiano, etc) e também mini-mercados 24h. No banheiro tinha máquina de lavar/secar, e foi disponibilizado também um varal. A cozinha é funcional e o apartamento é espaçoso o suficiente.

Os pontos negativos foram: as cortinas não escurecem o quarto nem a sala (e nós estávamos lá justamente nas noites brancas, então os cômodos ficam completamente iluminados 24 horas por dia); o apartamento fica no 4º andar de um prédio que tem só escadas (escada pra mim é a pior coisa da vida, porque eu tenho a dor crônica no tornozelo direito e demoro muito pra descer; subir também é difícil por conta da asma, mas descer é um verdadeiro martírio) e nós deixamos essa informação escapar quando estávamos reservando; a cama e os travesseiros não são muito confortáveis, e a roupa de cama parecia muito antiga, com algumas manchinhas.

No todo, a experiência com Airbnb foi positiva e não descartamos a possibilidade de usarmos novamente o site para encontrar acomodações em nossas próximas viagens – mas teremos que ser ainda mais cuidadosos com a escolha.

Potsdam e mais Berlim!

No domingo, acordamos cedo e tomamos café da manhã no Steinecke’s Heidebrot Backs, uma padaria cheia de delícias que ficava perto do nosso hotel. De lá, fui pra missa na Catedral de Santa Hedwiges, que é belíssima.

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Quando a missa acabou, voltei pro hotel, troquei de roupa pois estava um calor surreal, e tomamos o S-Bahn em direção a Potsdam! Depois de cerca de 40min, chegamos até a cidade, e fomos caminhando até os jardins do Palácio de Sanssouci. Encontramos nossos amigos no Café & Restaurant Fredersdorf e, depois de devidamente abastecidos, passeamos pelos belíssimos jardins e admiramos os palácios.

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Mas eu estava ansiosa mesmo era pra ir ao Palácio de Cecilienhof, o local que sediou a Conferência de Potsdam, a terceira, a mais longa e a última das três grandes conferências que definiram a nova ordem mundial pós-Segunda Guerra entre 17 de julho e 2 de agosto de 1945.

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Embora a fachada estivesse em reforma, fiquei emocionadíssima ao visitar os cômodos do palácio, e, principalmente, ao ver o grande salão com a enorme mesa redonda onde se sentaram Churchill, Truman e o Camarada Stalin.

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À noite, já de volta em Berlim, jantamos no ótimo restaurante indiano Amrit da Potsdamer Platz.

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Uma das coisas que eu mais gostei em Berlim foi ver, pela cidade, estas marcas que delimitam por onde passava o Muro. Era difícil não me emocionar cada vez que passava por elas, cada vez que passava sobre elas, cada vez que eu as cruzava.

Já na segunda feira, continuamos nossas caminhadas e passeios depois de tomar café da manhã no Starbucks da Alexanderplatz, começando pela Karl Marx Allee, a enorme avenida que guarda a arquitetura socialista.

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Seguimos para o museu a céu aberto Topography of Terror, que, por trás de uma outra parte do muro de Berlim, conta a história da ascensão de Hitler e do seu governo, bem como das atrocidades cometidas no período e suas consequências.

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Foi lá na Topografia do Terror que eu vi o pedaço de muro com mais cara de muro – pelo menos, a cara que eu tinha no meu imaginário! -, principalmente com as inscrições da palavra “madness” (loucura) e do questionamento “why?” (por quê?).

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Estava um calor de matar e nós optamos por almoçar no shopping Mall of Berlin e desfrutar um pouquinho do ar condicionado. Acabamos esticando o passeio pelo shopping que é bem grande, com 4 andares e dois lados (o lado east e o lado west) e fica ali na Leipziger Platz. Lá, lojas como Zara, H&M, Pandora, Zara Home, entre outras, expõem suas coleções, e achei o lugar bem conveniente para quem quiser fazer compras na cidade.

Nossa última parada neste dia em Berlim foi a Dussmann das KulturKaufhaus na Friedrichstraße, uma imensa livraria, recheada de coisas maravilhosas e onde eu seria capaz de ficar o dia inteiro. O motivo de irmos lá? Comprar a coleção de Harry Potter em alemão, é claro!

Na terça feira, dia 13 de junho, repetimos o café da manhã na padaria Steinecke’s Heidebrot Backs e seguimos para a estação de trem para continuarmos a nossa viagem.

 

*este post também foi escrito ao som do álbum The Wall do Pink Floyd, que foi a trilha sonora da nossa visita a essa cidade.

Berlim, que bom te conhecer!

Entre os muitos lugares que eu sonho conhecer, Berlim sempre esteve entre os primeiros. Sempre fui apaixonada pela história da Guerra Fria, e eu sempre achei que, quando fosse pra Berlim, ia sentir como se estivesse vivenciando este período tão significativo da história mundial. E Berlim não me decepcionou!

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Chegamos na cidade pelo aeroporto Schönefeld, e o acesso à parte central da cidade pode ser feito por meio dos trens expressos. Nós já compramos logo o passe do dia inteiro, que custa 7,70 euros por pessoa e é valido até as 03h da manhã do dia seguinte. É importante sempre validar o bilhete antes de começar a usá-lo!

O trem é eficiente, mas o processo de compra dos bilhetes lá no terminal do aeroporto estava muito confuso e demorado, porque nem todo mundo consegue mexer direitinho nas máquinas. Além disso, o embarque foi meio confuso, o trem ficou lotado, e eu e o marido tivemos que nos equilibrar em pé enquanto tentávamos manter as malas no lugar. Descemos na estação do Zoológico, e de lá fomos de taxi pro hotel porque achamos mais prático do que tentar entender o sistema de transporte público com fome e malas.

A fome estava mesmo tensa, e, somada ao cansaço de quem tinha acordado 05h da manhã, só nos permitiu mesmo comer no Burguer King mais próximo do hotel. Depois de matar a fome, voltamos pro hotel pra descansarmos um pouco e só saímos novamente para jantar. Foi aí que tomamos o S-Banh na estação Tiergarten rumo à Alexanderplatz. Lá, jantamos no Carambar onde pedimos a tradicional currywurst acompanhada de cerveja, é claro.

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No sábado, nós acordamos com disposição e logo cedo já saímos pra turistar! Depois de tomarmos café no Starbucks perto do Zoológico, tomamos o S-Bahn nesta estação em direção ao Palácio do Reichstag, de onde seguimos a pé para o Portão de Brandemburgo. Em seguida, passamos pelo Memorial do Holocausto, indo na direção da Potsdamer Platz, onde nos deparamos com os primeiros resquícios do Muro de Berlim.

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Seguimos andando até o Checkpoint Charlie e, no meio do caminho, também vimos mais resquícios do Muro. Isso foi certamente uma das coisas que eu mais gostei em Berlim: andar pela cidade e ver, literalmente, os pedaços da história. No Checkpoint Charlie, adorei a lojinha do Museu, enquanto me decepcionei com várias coisas, como a descaracterização total por conta dos enormes símbolos do McDonald’s e do KFC, os artistas de rua monopolizando a cabine do checkpoint, etc. Nada contra quem tá ganhando o seu dinheirinho tirando fotos com turistas, mas monopolizar a cabine não é legal: eu, por exemplo, queria uma foto ali sem os artistas, e simplesmente não consegui. E também nada contra o McDonald’s e o KFC, até porque eu adoro, mas eu confesso que queria uma imersão ainda maior na Guerra Fria.

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De lá, uma boa caminhada até a East Side Gallery, para enfim vermos uma considerável extensão do Muro ainda de pé. Lá, nós nos encontramos com os amigos Ana, Ricardo, Milena e Rodrigo e, antes de analisar e observar tudo com calma, comemos no East Side Blick, um pequeno bistrô que matou a fome adequadamente.

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Dizer que eu fiquei emocionada na East Side Gallery não chega nem perto do que eu senti. Ali, na minha frente, estava a personificação da Cortina de Ferro, o grande símbolo da Guerra Fria sobre o qual eu li – e escrevi! – tantas vezes. A decepção foi a grade em alguns trechos do muro, embora eu entenda a necessidade para poder conservar as pinturas. Eu idealizava tanto minha viagem pra Berlim que é inevitável ficar um pouquinho ~reclamativa~ sobre essas decepções, ainda que, no geral, não tenham estragado a experiência.

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Continuamos andando em direção à Ilha dos Museus e observamos a arquitetura impressionante de uma cidade que, segundo informações colhidas, está em constante mudança. No meio do caminho, ainda nos deparamos com um pedaço do muro original, que cercou Berlim muito antes da Alemanha ser o que hoje conhecemos como Alemanha. Em seguida fizemos uma pausa para café com sorvete no Spreeblick, que tem um ambiente bem agradável. Mais tarde, fomos para o Biergarten do Tiergarten (o Cafe am Neuen See). O ambiente é muito bacana, e ficar bebendo e comendo iguarias alemãs com os amigos na beira do laguinho só não foi mais memorável porque um milhão de formigas e mosquitos resolveram me atacar e eu fiquei toda mordida e empolada.

Pra que este post não fique ainda mais longo, contarei sobre nossos passeios de domingo e segunda feira (11 e 12 de junho) no próximo post!

 

*este post foi escrito ao som do álbum The Wall do Pink Floyd, que foi a trilha sonora da nossa visita a essa cidade.

Milão a pé em 3 dias

Ciao, ragazze! Estamos em Praga, mas já tem tanto tempo que não escrevo aqui que tenho que “voltar” pra Itália pra contar pra vocês sobre os nossos dias em Milão! Nossas férias tem sido muito agitadas e só agora consegui parar pra escrever com calma – e se não é pra escrever com calma, é melhor nem escrever, né?!

Fomos de Nice pra Milão de trem no dia 05/junho e descemos na estação central (Milano Centrale), que ficava bem próxima do nosso hotel e o taxi custou menos de 7 euros. Como nós chegamos no hotel próximo das 18h, simplesmente deixamos as malas no quarto e saímos em busca de alimento. Fomos surpreendidos por uma chuva forte, então decidimos ficar ali por perto mesmo, caminhando até o Platina, onde provei a deliciosa combinação de salmão, tomate, manjericão e gengibre. Jamais pensei que ia amar tanto o gengibre no macarrão!!

Na terça, depois de deixarmos nossas roupas na lavanderia, passeamos pelo parque Giardini Publico Indo Montanelli, também conhecido como Giardini Pubblici di Porta Venezia. Este parque foi o primeiro parque público de Milano e fica na Corso Venezia, e abriga um Museu e o Planetário.

De lá, seguimos em direção ao Castello Sforzesco, numa caminhada de aproximadamente 25min. O Castello Sforzesco foi construído no século XV pelo Duque de Milão Francesco Sforza, e chegou a ser uma das maiores citadelas da Europa nos séculos XVI e XVII. Hoje, o Castello Sforzesco abriga 9 museus.

Aproveitamos pra passear no Parco Sempione, que é adjacente aos jardins do Castello, e também ver o Arco della Pace, que data do século XIX, embora sua construção tenha começado no século XV como parte da muralha romana que cercava a cidade.

Voltamos caminhando calmamente em direção à lavanderia, pois já era hora de buscar nossas roupas, e, depois de deixá-las no hotel, almoçamos no ótimo japonês Igiban, que oferece rodízio (ou, como eles chamam, all you can eat) por 12,80 euros por pessoa. A gente gostou tanto da comida e do ambiente que voltamos nos outros dias pra almoçar por lá também, já que estava calor demais durante o dia pra comer massa.

Depois de comermos bastante, fomos caminhando para a Duomo di Milano – outra caminhadinha de mais ou menos 25min. Foi só a gente chegar lá na piazza que começou a cair uma chuva fortíssima! A fila para entrar na Duomo era enorme, e confesso que nós não tivemos disposição de encarar. A catedral é imensa e, ao vivo, é absolutamente impressionante mesmo! Quando voltarmos a Milão, certamente vamos nos programar pra fazer a visita à gigantesca catedral, cuja construção começou em 1386 e só terminou em 1813. Nos refugiamos da chuva na Galleria Vittorio Emanuele II, já aproveitando para admirar os belíssimos mosaicos que decoram o lugar, e também demos uma passadinha na boa livraria que fica lá dentro. No centro da galeria, há 4 mosaicos que retratam os brasões de armas de Turin, Florença, Roma e Milão, e a tradição diz que terá boa sorte a pessoa que girar três vezes com o calcanhar sobre os testículos do touro que está no brasão de armas de Turim. Eu não quis fazer isso porque já sabia que esta prática danifica o mosaico, e achei meio absurdo. Mas é a tradição, né?!

Atravessando a galeria, passamos pelo Palazzo Marino e chegamos ao Teatro alla Scalla. A esta altura, já tinha parado de chover de novo. O Teatro alla Scalla foi inaugurado em 1778, e é considerado um dos principais palcos da ópera e do ballet no mundo. De lá, voltamos caminhando pro hotel, passando pelo Quadrilatero della Moda, um passeio que nos tomou mais 30min.

Optamos por voltar pro hotel pra descansar antes de sairmos pra jantar, e o restaurante escolhido para este dia foi o L’antro della Sibilla. Lá, comi o Risotto del Dio Apollo, que é um dos pratos mais interessantes que já provei na vida, misturando vinho tinto, salame, provolone e pimenta branca. Uma delícia!!

Acordamos na quarta feira ainda cansados e com vontade de dormir o dia todo, mas Milão nos esperava! Então reunimos todas as nossas forças e fomos caminhar, porque acreditamos que é caminhando que se conhece verdadeiramente um lugar!

Fomos direto para a Igreja Santa Maria Delle Grazie, na esperança de conseguirmos ingresso para ver A Última Ceia de Leonardo Da Vinci. Quanta inocência! Após uma caminhada de cerca de 45min, demos com a cara na porta. Aparentemente, os ingressos para o museu se esgotam com alguma antecedência, e podem ser reservados neste site. É outra visita que vai ficar pra nossa próxima ida a Milão (tô firme na ideia de que voltaremos!)!

Como essa visita foi frustrada, nós aproveitamos pra passear um pouco mais pelo centro histórico de Milão, admirando as belas igrejas de tijolinhos que encontramos pelo caminho até chegarmos na Basilica San Lorenzo Maggiore, que é a igreja mais antiga de Milão, tendo sido construída entre os séculos IV e V. De uma igreja a outra, levamos cerca de 20min.

Já era hora de almoçar e, como já contei, nós voltamos ao Igiban, o que rendeu uma caminhada intensa de quase 45min. Fazia um calor surreal em Milão, e o marido resolveu ficar descansando no hotel depois do almoço enquanto eu me aventurava pelo Quadrilatero della Moda pra fazer umas comprinhas. Do hotel até o Quadrilatero, a caminhada durava mais ou menos 20min, mas sob o sol forte eu confesso que parecia mais!

De noite, jantamos no Limone, e fomos e voltamos a pé, é claro, num passeio de 12min pra cada trecho. Neste jantar, pedimos prosciutto parma de entrada, pizza como prato principal, e provamos as sobremesas mil folhas e bolo de chocolate recheado. As sobremesas decepcionaram um pouco, mas a entrada, a pizza e o vinho estavam muito bons.

Nosso terceiro e último dia em Milão também foi muito muito muito quente. Fomos de manhã até a Piazza degli Affari, onde chegamos após caminhada de quase 35min. É lá que está a escultura “L.O.V.E.” do artista Maurizio Cattelan, no meio do centro financeiro de Milão. Achei hilário!

Depois do almoço (sim, também no Igiban!), tentamos ir ao cinema, mas não deu muito certo porque os filmes estavam todos dublados em italiano e só uma metade do casal estudou italiano. Isto posto, fomos em busca de um bom sorvete, e o eleito foi o Gelato Giusto. O cone mais simples era de 2 bolas, e eu escolhi amêndoas e amendoim. Deus do céu, que delícia!

Mais tarde, fomos jantar no Eataly, que ficava a 20min caminhando do nosso hotel. Eu tinha muita curiosidade de ir no Eataly e fui incapaz de convencer o marido a ir comigo no de SP, mas em Milão nós concordamos que seria um passeio bacana, e realmente foi!

Como iríamos bem cedinho pro aeroporto no dia seguinte, este último dia em Milão precisou ser menos acelerado e com um pouquinho do tempo dedicado pra ajeitar as coisas nas malas antes de partirmos pro nosso próximo destino: Berlim!

É claro que seria mentira dizer que conhecemos a cidade inteira em 3 dias, mas certamente conhecemos muito mais da cidade porque fizemos todos os nossos trajetos a pé!

Passeando em Cannes

Domingo nós aproveitamos mais um dia de sol na Côte d’Azur para conhecer Cannes! 


Pegamos o trem 13h na estação de Nice e chegamos em Cannes 47min depois – mas estes 47min passam rapidinho porque o caminho é todo por praias belíssimas, e a gente fica tão encantado que nem vê o tempo passar! O bilhete de trem (ida e volta) custou 15€ por pessoa. 


Chegando em Cannes, fomos direto ver o Palácio do Festival e a calçada da fama deles. As estruturas do festival ainda estão sendo desmontadas, e foi inevitável não sentir um pouquinho de vontade de ter ido pra lá durante o festival! 


Em seguida, andamos um pouquinho pela orla, até irmos para a cidade velha, onde escolhemos almoçar pizzas!


Depois do almoço, andamos mais um pouquinho pela cidade velha, caminhamos até o porto, tomamos sorvete à beira mar, e aproveitamos o belo dia de sol. 

Como estávamos exaustos do passeio por Montecarlo, não nos forçamos muito e já voltamos pra Nice pouco antes das 18h. Foi um passeio rapidinho, porém deu pra ver in loco o charme vintage da cidade que recebe o grande festival de cinema!