Entre os muitos lugares que eu sonho conhecer, Berlim sempre esteve entre os primeiros. Sempre fui apaixonada pela história da Guerra Fria, e eu sempre achei que, quando fosse pra Berlim, ia sentir como se estivesse vivenciando este período tão significativo da história mundial. E Berlim não me decepcionou!

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Chegamos na cidade pelo aeroporto Schönefeld, e o acesso à parte central da cidade pode ser feito por meio dos trens expressos. Nós já compramos logo o passe do dia inteiro, que custa 7,70 euros por pessoa e é valido até as 03h da manhã do dia seguinte. É importante sempre validar o bilhete antes de começar a usá-lo!

O trem é eficiente, mas o processo de compra dos bilhetes lá no terminal do aeroporto estava muito confuso e demorado, porque nem todo mundo consegue mexer direitinho nas máquinas. Além disso, o embarque foi meio confuso, o trem ficou lotado, e eu e o marido tivemos que nos equilibrar em pé enquanto tentávamos manter as malas no lugar. Descemos na estação do Zoológico, e de lá fomos de taxi pro hotel porque achamos mais prático do que tentar entender o sistema de transporte público com fome e malas.

A fome estava mesmo tensa, e, somada ao cansaço de quem tinha acordado 05h da manhã, só nos permitiu mesmo comer no Burguer King mais próximo do hotel. Depois de matar a fome, voltamos pro hotel pra descansarmos um pouco e só saímos novamente para jantar. Foi aí que tomamos o S-Banh na estação Tiergarten rumo à Alexanderplatz. Lá, jantamos no Carambar onde pedimos a tradicional currywurst acompanhada de cerveja, é claro.

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No sábado, nós acordamos com disposição e logo cedo já saímos pra turistar! Depois de tomarmos café no Starbucks perto do Zoológico, tomamos o S-Bahn nesta estação em direção ao Palácio do Reichstag, de onde seguimos a pé para o Portão de Brandemburgo. Em seguida, passamos pelo Memorial do Holocausto, indo na direção da Potsdamer Platz, onde nos deparamos com os primeiros resquícios do Muro de Berlim.

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Seguimos andando até o Checkpoint Charlie e, no meio do caminho, também vimos mais resquícios do Muro. Isso foi certamente uma das coisas que eu mais gostei em Berlim: andar pela cidade e ver, literalmente, os pedaços da história. No Checkpoint Charlie, adorei a lojinha do Museu, enquanto me decepcionei com várias coisas, como a descaracterização total por conta dos enormes símbolos do McDonald’s e do KFC, os artistas de rua monopolizando a cabine do checkpoint, etc. Nada contra quem tá ganhando o seu dinheirinho tirando fotos com turistas, mas monopolizar a cabine não é legal: eu, por exemplo, queria uma foto ali sem os artistas, e simplesmente não consegui. E também nada contra o McDonald’s e o KFC, até porque eu adoro, mas eu confesso que queria uma imersão ainda maior na Guerra Fria.

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De lá, uma boa caminhada até a East Side Gallery, para enfim vermos uma considerável extensão do Muro ainda de pé. Lá, nós nos encontramos com os amigos Ana, Ricardo, Milena e Rodrigo e, antes de analisar e observar tudo com calma, comemos no East Side Blick, um pequeno bistrô que matou a fome adequadamente.

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Dizer que eu fiquei emocionada na East Side Gallery não chega nem perto do que eu senti. Ali, na minha frente, estava a personificação da Cortina de Ferro, o grande símbolo da Guerra Fria sobre o qual eu li – e escrevi! – tantas vezes. A decepção foi a grade em alguns trechos do muro, embora eu entenda a necessidade para poder conservar as pinturas. Eu idealizava tanto minha viagem pra Berlim que é inevitável ficar um pouquinho ~reclamativa~ sobre essas decepções, ainda que, no geral, não tenham estragado a experiência.

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Continuamos andando em direção à Ilha dos Museus e observamos a arquitetura impressionante de uma cidade que, segundo informações colhidas, está em constante mudança. No meio do caminho, ainda nos deparamos com um pedaço do muro original, que cercou Berlim muito antes da Alemanha ser o que hoje conhecemos como Alemanha. Em seguida fizemos uma pausa para café com sorvete no Spreeblick, que tem um ambiente bem agradável. Mais tarde, fomos para o Biergarten do Tiergarten (o Cafe am Neuen See). O ambiente é muito bacana, e ficar bebendo e comendo iguarias alemãs com os amigos na beira do laguinho só não foi mais memorável porque um milhão de formigas e mosquitos resolveram me atacar e eu fiquei toda mordida e empolada.

Pra que este post não fique ainda mais longo, contarei sobre nossos passeios de domingo e segunda feira (11 e 12 de junho) no próximo post!

 

*este post foi escrito ao som do álbum The Wall do Pink Floyd, que foi a trilha sonora da nossa visita a essa cidade.

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