Pode chegar, 2023!

Faz uns minutos que eu tô olhando pra essa página de post em branco, tentando começar a escrever, tentando organizar os pensamentos em palavras que serão parágrafos que você, aí do outro lado, vai ler. E, dessa vez, eu já quero começar agradecendo pela paciência, companhia, pensamento positivo. Cada vez que eu olho as estatísticas do O Mundo é a Minha Casa e vejo que não tô falando sozinha, eu me sinto incentivada por você a continuar mantendo o blog. É por você e por mim também que isso aqui existe. Então, muito obrigada pela companhia!

Já virou tradição aqui do blog fazer um post no finalzinho do ano, e eu não queria deixar de fazê-lo. Na verdade, há muitos e muitos anos que eu gosto mesmo de fazer um balanço da vida nas horas finais de cada ano – ou, talvez, dezembro inteiro, por conta do meu aniversário, que eu entendo como meu ano novo particular. Mas, por mais esquisito que seja, é até difícil pensar numa retrospectiva de um ano em que aconteceu tanta coisa, em que eu quase fui engolida por uma série de fatos, acontecimentos e sentimentos, e em que eu quase nem tive tempo de dedicar quaisquer minutos pra esse espacinho que eu gosto tanto, que me permite exercer livremente essa escrita que não tem amarras de forma ou conteúdo.

Talvez essa estranheza esteja potencializada pela falta de decorações festivas, ou pela falta de um espírito generalizado pela espera de um novo ano. Achei muito estranho, por exemplo, dia 25 de dezembro ser dia útil, e ir pra missa de Natal num tram lotado de gentes indo trabalhar. Também me causa estranheza a falta de árvores de Natal nos shoppings, que deram lugar a Menorahs para o Hannukah – que nem é um feriado tão feriado assim, já que nada parou como no ano novo judaico ou no Yom Kippur, por exemplo. E me parece que 31 de dezembro e 01 de janeiro são apenas dias como outros quaisquer por aqui – pelo menos a julgar pelo encanador que queria vir aqui em casa nessas datas.

Um ano de mudança internacional já é, por si só, um ano cheio de alterações, adaptações, revisões, confusões. E 2022 foi cheio de tudo isso, talvez até demais, fazendo com que a gente se sentisse totalmente sobrecarregado, às vezes quase desesperado. E, nessas horas, é que a gente realmente percebe o quão importante é ter relações sólidas, com gente que segura a nossa mão, dá um abraço apertado, e caminha com a gente, de perto ou de longe. Eu não sei se teria sobrevivido a todos os desafios desse ano se não fosse pelo Felipe, pelos meus pais, e pelos meus best friends – as presenças diárias na minha vida, seja fisicamente ou graças à tecnologia. A gente segurou a barra um do outro – ou melhor, as muitas barras -, e com certeza chegamos a esse dezembro fortificados pra seguirmos em frente. Principalmente o Felipe, meu marido, meu amor, que diariamente não poupa esforços pra tornar a minha vida melhor. Ah! E minha psicóloga também! Ela, que me acompanha há muito mais do que muitos anos, é peça fundamental do meu quebra-cabeça de suporte e rede de apoio.

Por mais que a nossa chegada a Jerusalém tenha sido um verdadeiro caos e cheia de erros (a vida é assim!), e que as coisas estejam se demorando a entrar nos eixos, eu só tenho a agradecer a Deus por estarmos aqui – e, principalmente, por Ele ter preparado umas gentes maravilhosa pra encontrarmos. As novas amizades desses últimos meses também tem sido essenciais pra tornar o dia a dia mais leve, e me lembrar de que há muito mais pontos positivos do que negativos nessa vida nômade maluca e de tanta renúncia que a gente leva.

Eu chego à 2023 com a certeza de que um coração grato é a melhor coisa que existe, e que não há melhor maneira de começar meus dias buscando o aprofundamento da minha espiritualidade. É a minha fé, acima de tudo, que me mantém firme, mesmo quando meus pés parecem perder o chão. É a busca pela serenidade que me faz vencer, diariamente, a ansiedade.

E, nessa busca pela serenidade, vou reaprendendo a reorganizar meu tempo e, principalmente, a priorizar a tese que não vai se escrever sozinha. Tenho fé em Deus de que, nos próximos meses, vou avançar nessa missão. Capítulo a capítulo, em breve eu vou encerrar esse capítulo da minha vida.

Também chego a 2023 com muitas contagens regressivas. Agora que a pandemia está, finalmente, arrefecendo, temos grandes planos e sonhos pro ano que vem. E, como a minha mãe sempre diz: só realiza quem sonha!

Minha mãe também sempre fala que “o esforço gera recompensa”. E é por isso que, em 2023, eu quero realmente ser uma pessoa esforçada, pra colher as recompensas. Quero me esforçar pra me dedicar ao que (e a quem!) realmente importa. Vou me esforçar pra continuar controlando minha ansiedade. Quero me esforçar pra ser uma esposa melhor, uma amiga melhor, uma filha melhor. Vou me esforçar pra fazer sempre o possível, porque querer o impossível só gera frustração. Vou me esforçar pra terminar de escrever a tese do melhor jeito que eu conseguir. Quero me esforçar pra tirar mais fotos, e transformá-las em álbuns pra rever daqui muitos anos, retomando a tradição que Mivó me ensinou. Vou me esforçar pra vencer todos os obstáculos que aparecerem no caminho, pra reclamar menos, pra ver a beleza no que há em torno de mim, pra focar menos no que me coloca pra baixo e mais no que me deixa feliz. Vou me esforçar pra escrever mais, ler mais, dançar mais, cantar mais, sambar mais, sonhar mais, sorrir mais.

Em 2023, eu espero que também você encontre a alegria em cada pequeno momento. Pode chegar, novo ano! Tô pronta pra descobrir todas as 365 surpresas que você tem pra mim.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: