Notícias do lado de cá

Desde o meu último post, ensaiei várias vezes escrever alguma coisa por aqui, mas qualquer linha torta simplesmente parecia não fazer sentido.

Primeiro, pensei em contar sobre a sensação de sair de casa pela primeira vez depois de 102 dias, quando meu coração batia tão rápido por uma simples ida na farmácia pra buscar um remédio. Pensei em contar como me preparei toda, com uma roupa que fosse fácil de lavar e cheia de bolsos, porque eu não queria sair de bolsa. Pensei em contar sobre como saí sem mesmo levar carteira, colocando apenas cartão do banco e identidade em um pequeno plástico de documentos, que poderia ser facilmente higienizado quando chegasse em casa. Poderia contar sobre como prendi o cabelo bem preso, pra evitar mexer nele, e que coloquei as lentes de contato, que há tanto tempo não eram usadas, pra evitar ficar botando a mão no rosto toda hora pra acertar ou mesmo trocar os óculos escuros pelo de lentes claras. Pensei em escrever sobre a sensação de caminhar na rua sob o sol das vésperas do verão que logo ia chegar, de ver o céu azul sem a moldura das janelas, de passar pelo parque dos ursos e vê-los aproveitando o dia sem saber que há coronavírus modificando a vida de tanta gente pelo mundo. Pensei em registrar as milhares de sensações ao ver tanta gente andando na rua, entrando nas lojas e supermercados, andando de transporte público, retomando suas vidas. Pensei em escrever sobre ter visto tão pouca gente de máscara na rua – e, pior, tão pouca gente de máscara nos transportes públicos.

Aqui na Suíça nunca foi obrigatório o uso de máscara, e pouquíssimas pessoas optam por usá-las nas ruas. Parece que é uma tendência geral na Europa. Foi há poucos dias que entrou em vigor aqui a obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte público, que eu evito pegar quando vou na rua.

Desde aquela primeira vez que saí, no dia 12 de junho, eu fui na rua algumas vezes – sempre com um propósito muito específico, sempre de máscara, sempre neurótica. Fui ao hospital fazer alguns exames de rotina, já que não há previsão de podermos ir ao Brasil. Naquele dia, fiquei em jejum por quase 17 horas, já que eu teria que fazer exame de sangue as 9 da manhã. Mesmo tendo levado um lanchinho, eu só consegui comer quando voltei pra casa porque eu simplesmente não podia tirar a máscara dentro do hospital. Poder, talvez até pudesse, mas cadê que eu tinha coragem? Preferi ficar com fome.

Daqui de casa até o centro é uma agradável caminhada de pouco mais de 1km, descendo com uma bela paisagem, passando pelo parque dos ursos. A volta é pelo mesmo caminho, mas a então subida torna-se um desafio caso eu esteja com alguma compra – o que, quase sempre, é o caso, já que eu só saio de casa com um objetivo claro, com uma rota estratégica traçada.

Pensei, também, em escrever sobre como eu precisei me reorganizar internamente para voltar a ficar em casa sozinha, depois de tanto tempo com o marido dividindo o home office. Foi só ele voltar ao trabalho presencial que eu percebi que desaprendi completamente de ficar em casa sozinha e, pra falar a verdade, acho que ainda não consegui reaprender. Não se trata de ter medo de ficar sozinha ou algo do tipo; é, por exemplo, falar comigo mesma e não ter ele perto de mim pra perguntar se na verdade eu tô falando com ele.

Também pensei em riscar algumas linhas sobre como esse período todo nos fez olhar mais pra dentro da nossa casa e investir no nosso conforto, mudando desde a cor e textura do tecido que revestia o sofá da sala de TV por termos achado uma loja que vende capas feitas sob medida para as peças dos sofás da Ikea, até a aquisição de novas louças e objetos decorativos, passando pela compra de confortáveis almofadas, roupa de cama de qualidade e jogos de mesa que combinam com a gente. Sempre gostamos de ficar em casa, mas a cada dia entendemos mais a importância de termos conforto e vermos beleza no lugar onde passamos a maior parte do nosso tempo curtindo a companhia um do outro.

Pensei em escrever sobre as duas vezes que resolvemos sair pra tomar ar puro em finais de semana, aproveitando pra lavar o Bolinha e abastecê-lo, e conhecemos dois belos lagos daqui, sem saber muito bem se ia dar certo, já que usamos o critério onde-será-que-vai-ter-menos-gente. Também poderia escrever sobre o aniversário do marido, quando eu fiz um estrogonofe gostoso e também o meu primeiro bolo que, na verdade, foi uma torta de maçã que ficou bem deliciosa. Naquele dia, montei uma mesa bem bonita, com muito carinho e cuidado pro meu amor, e de noite também preparei um sashimi de salmão que não ficou aquém de alguns restaurantes japoneses.

Também pensei em escrever sobre a alegria de poder ver o documentário “Sandy & Junior – A História” na Globoplay e relembrar tantas coisas que eu vivi, identificando diversos momentos em que as histórias deles se entrelaçam com a minha. Poderia tentar explicar a alegria ainda maior de finalmente poder assistir ao show “Nossa História”, ainda que seja só pela TV. Pensei até mesmo em escrever sobre como eu não tenho a menor estrutura pra lidar com os vídeos do Junior bem criancinha, quando ele explodia todos os termômetros de fofura. Nesses últimos dias, poder resgatar essa parte da minha história tem sido importantíssimo pra mim; é um alento, um reencontro com a Letícia criança e adolescente, dando um novo fôlego para minha criança interior que é ainda tão viva mas que, por conta da pandemia, tem ficado muito mais calada do que de costume.

Eu poderia também escrever que hoje estou um pouquinho triste porque, se mantidas as CNTPs, meus pais pegariam o avião hoje pra cá, amanhã eu iria buscá-los no aeroporto em Zurique, e eles passariam um mês aqui conosco. Poderia escrever sobre a saudade que eu sinto deles, sobre a vontade de abraçá-los, sobre a dor da incerteza de quando vamos poder nos reencontrar. Poderia escrever sobre como é difícil estar longe de tudo e de todos sempre, e como fica ainda mais difícil num momento tão delicado como esse.

Eu poderia ter escrito sobre todas essas coisas, mas todas as vezes que eu tentava rabiscar qualquer coisa por aqui, os absurdos e crescentes números de casos de covid-19 no Brasil e, pior, as absurdas e crescentes mortes em decorrência do covid-19 vinham na minha cabeça, e parecia que nada do que eu pudesse escrever fazia sentido. Um primo da minha mãe, a quem eu chamava de tio, morreu por complicações causadas pelo coronavírus depois de ficar internado por quase 2 meses. E, mesmo que ninguém da minha família tivesse sido vítima do coronavírus, a dor de todas as quase 80 mil mortes dói profundamente em mim.

100 dias em casa

E, enfim, cheguei ao 100º dia sem sair de casa.

Nos últimos dias, eu andei sem muita vontade de escrever, sem muita vontade de redes sociais, sem muita vontade de nada na verdade. Acho que todos os acontecimentos mundiais e, principalmente, as coisas que vem acontecendo no Brasil, me desanimaram bastante e eu achei melhor respeitar essa minha vontade de reclusão. Os números de casos confirmados e, pior, os números de pessoas mortas não param de crescer. Isso mexe demais comigo. Mas eu não podia deixar de fazer um registro para a posteridade neste centésimo dia sem sair.

A Suíça já entrou na última fase de flexibilização da quarentena. Ainda assim, o “Ministério da Saúde Suíço” continua recomendando que as pessoas que fazem parte de algum grupo de risco evitem sair de casa, usar transporte público, ir em lojas e supermercados movimentados, etc.

De acordo com o calendário da Universidade, as férias de verão já começaram, e graças a Deus temos conseguido fazer on-line todas as compras de que precisamos (e até de que não precisamos), então não vejo razão pra sair e me colocar em risco a toa. Na verdade, quanto mais eu fico em casa, mais eu gosto de ficar em casa.

Meu nariz tem sofrido nos últimos dias porque tinha começado a esquentar, fez calor vários dias seguidos (a ponto de eu precisar comprar uns shorts online porque eu não aguentava mais ficar de calça comprida e sentindo calor), e de repente o tempo virou e ficou frio de novo (a máxima hoje é de 13ºC). Sem contar a umidade nas alturas.

Falando em umidade, ontem eu descobri que um dos desumidificadores estava quebrado  justo na base do recipiente de coleta e, consequentemente, vazando. Aí fui conferir se tinha mais algum na mesma situação (tem que ter um desumidificador em cada cômodo pra tentar dar conta de tanta umidade) e não só todos estavam perfeitos como eu deixei um cair no chão e quebrar.

Continuo tentando manter minha rotina o mais normal possível, me concentrando o máximo que eu posso nos meus estudos (mesmo de férias, porque a pesquisa não vai se realizar sozinha não é mesmo) e tomando meu chazinho pra me esquentar no frio que insistiu em voltar.

A crônica dos 45 dias

No dia em que confirmaram o primeiro caso de Coronavírus na Suíça, eu pensei em pegar um avião e me refugiar no Brasil, certa de que o vírus demoraria a chegar por lá. No dia seguinte, foi confirmado o primeiro caso de Coronavírus no Brasil. O vírus se espalhou com muito mais rapidez pela Suíça do que no Brasil mas, hoje, a curva na Suíça já está começando a achatar, enquanto a curva no Brasil ainda está crescendo francamente. O Brasil tem uma população infinitamente maior do que a Suíça. E, hoje, o Brasil já tem mais mortos por covid-19 do que a Suíça.

Os primeiros 4 dias dentro de casa já seriam assim de qualquer jeito, porque eu estava atarefada com as coisas do doutorado. A decisão de ficar em casa aconteceu no 5o dia, quando eu deveria ir ao supermercado e optei por não sair. Naquele dia, eu estava decidindo cuidar da minha saúde, evitar colocar minha asma à prova. E, segundo meu otorrino, foi a decisão mais sábia que eu poderia ter tomado.

As primeiras duas semanas dentro de casa foram estranhas. Os números de casos confirmados diariamente não paravam de aumentar, mas ainda de modo razoavelmente lento – naqueles dias, os testes ainda eram muito restritivos. Parecia que tudo ia ficar sob controle, e que logo eu ia poder sair de casa. Mas não. Depois que os testes passaram a ser mais amplos, confirmou-se que o vírus estava muito mais espalhado.

Foi neste período em que eu e marido tomamos a decisão difícil de dormirmos em quartos separados, porque ele ainda estava trabalhando normalmente e, consequentemente, bem mais exposto ao vírus do que eu, que já estava sem sair há vários dias. Esse foi, certamente, o período mais difícil até aqui: naquelas noites, era difícil dormir; a insônia me perseguia e eu passava os dias cansada, produzindo pouco e, ao mesmo tempo, não conseguia dormir quando a noite chegava.

Depois que ele entrou em regime de home office/plantão, ainda ficamos mais alguns dias com o distanciamento social vigorando dentro de casa – tudo por medo de que ele estivesse assintomático e pudesse transmitir o vírus pra mim. Foi só depois de voltarmos a nossa rotina normal que as noites voltaram a ser mais tranquilas pra mim.

Ainda não durmo super bem todos os dias. São várias as noites em que acordo, pensando em tudo o que está acontecendo. Penso nos que tem muito pouco. Penso nos que nada tem. Penso na minha impotência e insignificância diante disso tudo. Penso em alternativas que me tornem menos impotente, e tento implementá-las durante o dia. Penso nos meus pais, idosos e sozinhos lá em casa, sem ter quem faça qualquer coisa por eles.

Ontem, fiz compra no mercado pela internet para que seja entregue hoje lá em casa. Foram quase 2h no FaceTime com meus pais, definindo com eles o que eles queriam que eu comprasse. Foi uma maneira de eu me sentir mais útil e também mais tranquila por saber que, pelo menos por enquanto, eles não precisarão sair de casa.

Nos dias em que a ansiedade bate mais forte – porque, mesmo já tendo passado da pior fase, tem dias que a ansiedade não me deixa esquecer que ela está ainda dentro de mim -, eu olho pro tanto de natureza que está em volta de mim – ou melhor, em volta do prédio onde estamos morando. Tenho testemunhado a chegada da primavera em 180º, graças ao posicionamento das janelas do apartamento. Reconheço que somos muito privilegiados, e agradeço a Deus. Tenho observado a mudança da cor da luz que entra em casa, graças as folhas verdes novas das árvores. As cores lá de fora me pintam aqui dentro.

Um mês e meio sem ir na rua, 45 dias de que a minha casa é o meu mundo. E foi por isso que eu decidi começar a escrever algumas crônicas aqui, porque não vejo sentido em continuar escrevendo sobre viagens nesse momento, mas também quero manter esse nosso cantinho vivo, nem que seja pra servir de distração nesses tempos tão absurdamente difíceis.

Coronavírus e home office: a minha casa é o meu mundo

Eu tô cheia de coisa pra contar sobre a nossa última viagem de férias, mas é impossível não falar, antes, sobre o coronavírus, como isso afetou a minha rotina e também dividir algumas dicas para quem nunca trabalhou em home office e está se vendo nessa situação.

O mundo é a minha casa, mas, desde o dia 01/03, a minha casa é o meu mundo. Eu faço parte de um dos grupos de risco, porque tenho problemas respiratórios. Muito antes de ser recomendado pela OMS ou pelas autoridades, eu optei por ficar em casa, me concentrando o máximo possível nos meus estudos.

Há muito anos eu trabalho de casa e, graças a Deus, tenho conseguido me manter produtiva todo esse tempo. No doutorado, o processo de pesquisa e escrita ainda é bem solitário, e passo a maior parte do meu tempo estudando em casa.

Já na infância, meus pais me ensinaram sobre a importância de ter um cantinho separado pro estudo, de preferência fora do meu próprio quarto, com um cronograma a ser seguido. Eles sempre se esforçaram pra que isso fosse possível ao longo da minha vida e, depois dos meus 9 anos, o único período que tive uma estação de trabalho no meu quarto foi quando a Mivó ficou doente e morou com a gente.

Desde que casamos, sempre expliquei pro Felipe que era importante demais pra mim ter um canto separado em casa pra estudar/trabalhar. Pra mim, faz toda diferença me arrumar um pouco e ir pra um espaço dedicado ao estudo/trabalho. Ao entrar no home office, é como se ligasse uma chave dentro da minha cabeça que me diz que é hora de concentrar.

Sei que sou muito privilegiada pois nem todo mundo pode dedicar um cômodo da casa para o trabalho/estudo. Nesse caso, minha dica é encontrar um cantinho na sua casa que você possa se concentrar e, se for o caso, deixar claro pras pessoas que moram com você que aquele é seu horário de estudo/trabalho.

Eu admito que a pandemia covid-19 atrapalhou um pouco a minha capacidade de concentração, afinal são muitas notícias e muita coisa acontecendo muito rápido, sem contar a preocupação com nossos pais, familiares e amigos que estão tão longe de nós nesse momento. No entanto, tentei não alterar muito o meu cronograma diário, que é mais ou menos assim:

  1. Acordo cedo e rezo, lavo meu rosto, tomo um bom café da manhã, faço exercício físico por 30min (em casa mesmo!), tomo um banho tranquilo, cumpro a rotina de skincare (nada mirabolante), visto meu combo T-shirt + calça de moletom (tão confortável quanto um pijama, mas não é pijama, então meu cérebro entende que não to em casa pra descansar), medito a Palavra de Deus com calma, escrevo minha to-do list e vejo meus e-mails.
  2. Entre 10h e 10h30 faço minha 1ª pausa para comer, que é chamada “colação”. Em geral, tomo um café com leite e como um mix de castanhas com frutas secas + queijo ou algum embutido (proteína).
  3. Terminada a pausa pra colação, volto pro escritório pra trabalhar. Quando não estou conseguindo me concentrar direito, coloco um relógio de pulso, que é o tipo de coisa que a gente só usa quando vai pra rua. Em tempos de covid-19, se você quiser usar um relógio ou algum outro acessório em casa, é recomendável que esteja adequadamente higienizado.
  4. Pra me manter bem hidratada, deixo uma garrafa de água de 500ml do meu lado e, na 1ª pausa, faço também um chá de limão com gengibre (que coloco num copo de 500ml do Starbucks). Se não fizer isso, as chances de me esquecer de beber água são muito grandes. Quando acabo o 1º copo de chá, faço outro. Pra mim, chá é reconfortante, que me mantém hidratada e evita que me entupa de cafeína.
  5. Entre 12:30 e 12:50 toca o alarme que me lembra de fazer o almoço. Durante a semana, os almoços aqui em casa são super práticos, coisas que posso colocar no forno por +-20min ou 40min, e deixo os legumes cozinhando no vapor. Enquanto o almoço praticamente se faz sozinho, volto pro escritório e estudo mais um pouco (as vezes uso esse tempo pra organizar alguma coisa em casa).
  6. Depois do almoço, volto a trabalhar por volta de 15h. Entre 15h e 16h, tento produzir o máximo possível, porque sei que, nesse horário, a minha produtividade já começa a cair.
  7. Entre 16h e 16h30 faço a minha pausa para o lanche, graças ao alarme já pré-marcado no celular. Essa pausa é crucial: eu PRECISO de um bom café da tarde. Tomo café e como 2 biscoitos de arroz (substituto de pão) com geleia de morango + queijo ou algum embutido.
  8. Das 16h30 até 18h, sei que minha produtividade já está bem mais baixa do que o ideal, embora haja dias em que esteja tão focada que eu continuo produzindo bem (AMO quando isso acontece). Costumo planejar, pra esse horário, coisas mais leves, tipo estudar alemão ou russo, ler os jornais, imprimir os artigos que preciso ler pra tese, etc.
  9. 18h pontualmente toca o alarme me avisando que é hora de parar e começar a pensar no jantar (sopa no frio, salada no calor).
  10. Assisto TV com o marido, tomamos chá e dormimos cedo. Procuro largar o celular as 21h, planejando dormir as 22h. Essa 1h sem celular antes de dormir é fundamental pra mim. Acredito que disciplina é liberdade, e uma boa noite de sono é necessária pra que eu encare a rotina de forma leve e tranquila.

No mais, sigo em oração, e espero que o mundo inteiro consiga superar logo esse momento tão indescritivelmente difícil. Enquanto isso, ficamos em casa, fazendo a nossa parte pra achatar a curva de contaminação e, assim, dar uma melhor chance aos profissionais de saúde que estão na linha de frente de atendimento.

Fiquem em casa, cuidem-se, cuidem das pessoas ao seu redor praticando o distanciamento social, mas também mandem mensagens/telefone pras pessoas queridas, marquem um café virtual, não deixem de conversar uns com os outros.

Como disse Albus Dumbledore, nós somos tão fortes quanto a nossa união, e tão fracos quanto a nossa desunião.