Mais uma crise de sinusite pra conta!

Vocês lembram que em abril eu tive uma crise de sinusite homérica? Pois é. Agora tô passando por outra crise! E essa tá durando, viu?!

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Dia 01 de outubro eu tive febre alta, de mais de 38ºC, o que pra mim é mais do que incomum. Eu nunca fui de ter febre, mesmo nas piores crises! Por conta disso, eu já iniciei logo o antibiótico que eu tava habituada a usar. Tive uma melhora ao longo dos 10 dias em que tomei, e já tava toda feliz e serelepe, dando andamento a várias coisas bacanas, quando, na última terça feira, eu acordei super mal de novo.

Fiquei chateadíssima porque percebi que só podia ser mesmo a continuação da crise de sinusite, e então procurei o consultório médico mais próximo pra ser orientada – afinal, eu já tinha usado 10 dias de antibiótico.

E não é que eu tava com febre de novo?! 37,8ºC!

A médica então me receitou mais 7 dias de um outro antibiótico, e mais 4 remedinhos entre sprays nasais e analgésicos.

Diminuí o ritmo das atividades o quanto pude, e pulei a exibição de um filme do Glauber Rocha na terça (esse mês tá rolando por aqui um festival de filmes do Glauber Rocha no The Club, sempre às terças feiras). Ontem teve jantar na Residência Oficial do Embaixador porque eles tão indo embora no final do mês devido à aposentadoria dele (sofrência! #ficadonagrace! #ficaembaixadoredson! #mredeixaelesficaremaquicomagente!), e hoje teremos concerto na Ópera em comemoração aos 25 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Armênia. Então lá vou eu de novo levando meu antibiótico na bolsa!

Graças a Deus estou me sentindo melhor, sinal de que estes novos remédios estão fazendo efeito. Ao mesmo tempo, estou me sentindo bem cansada – afinal, é muito remédio junto pra um organismo só!

O lado bom foi que eu finalmente experimentei em primeira mão os serviços médicos aqui de Ierevan! A consulta custou 7.000 AMDs (cerca de 15 dólares) e eu não só fui super bem atendida, como também a médica me deu o telefone dela pra que eu entre em contato diretamente com ela em caso de necessidade, além de ter deixado aberta a possibilidade de retorno, caso precise. Gastei 16.000 AMDs com todos os remédios, e fiquei felicíssima porque aqui existe antibiótico solúvel!

Esse foi o update sobre meu quadro respiratório nesse blog. Espero poder voltar com a programação normal em breve!

Mudanças de rotina que melhoraram minha vida

Eu sempre fui uma pessoa muito, muito, muito ansiosa. Isso sempre me atrapalhou muito nas minhas atividades, principalmente acadêmicas. Já perdi a conta de quantas noites passei em claro por sentir uma angústia intensa, por sofrer antecipadamente, por sofrer em consequência da falta de comprometimento de outras pessoas com quem eu convivia, por querer fazer mais do que as 24 horas de um dia me permitiam.

Na terapia desde os 10 anos, aumentei a frequência no período em que eu viajava semanalmente entre RJ e Brasília, fazendo até 2 sessões por semana quando a coisa estava muito tensa. Minha saúde estava tão prejudicada que, além das muitas crises de sinusite terríveis que eu tive, consegui a proeza de ter caxumba e pedras na vesícula em menos de 6 meses.

Mudar para a Armênia me forçou a mudar a minha rotina, pois me tirou do espaço que eu já conhecia e me levou para um lugar completamente novo, colocando a administração do meu tempo toda nas minhas mãos, e me permitindo, enfim, ter controle absoluto da minha vida.

Eu sabia que eu precisava reformular completamente a minha rotina, mas eu não imaginava que isso teria tantos efeitos positivos pra mim: eu não sinto mais uma ansiedade constante, e percebo que me tornei uma pessoa mais calma, e até minha saúde melhorou. Eu, que sempre tomei incontáveis remédios pra rinite, sinusite, asma, etc quase não tenho mais crises alérgicas – e olha que aqui todo mundo fuma muito em tudo quanto é lugar, o que sempre foi um gatilho pra sérias crises.

Resolvi, então, compartilhar aqui algumas das coisas que mudei na minha rotina desde que chegamos em Ierevan e que eu noto que fizeram muita diferença na minha qualidade de vida.

  • Escrever diariamente

Eu sempre gostei muito de escrever, mas há muito tempo que eu não conseguia fazer isso diariamente ou mesmo por prazer.

  • Movimentar o corpo diariamente

Eu nunca gostei de academia e continuo não gostando, mas eu sempre gostei de andar. Em Niterói, eu andava muito; em Brasília, é impossível não ficar refém do carro. Aqui em Ierevan, eu tento ir a academia pelo menos 3 vezes na semana, mas não me culpo quando não vou. Se eu não vou até a academia me exercitar, eu ando pela cidade pra resolver pendências, ou danço em casa, ou arrumo coisas em casa. Já gastei mais calorias organizando armários do que indo pra academia.

  • Me permitir ficar a toa

Eu nunca consegui ficar parada, sempre tive necessidade de ocupar minha cabeça com alguma coisa. Agora que o tempo é todo meu, eu me permito também ficar a toa: se eu não quiser fazer nada produtivo hoje, tudo bem, eu agora consigo lidar bem com o ócio. E, pra falar a verdade, é nos momentos em que eu fico a toa que surgem boas ideias pra colocar em prática.

  • Desconectar

Ao longo do dia, é importante tentar não ficar conectada o tempo todo. Pelo menos durante as refeições, e principalmente 1h antes de dormir, eu deixo de lado computadores e celulares, e qualquer outra coisa que possa tirar minha concentração na comida ou meu sono. Comer apreciando a refeição é muito melhor.

  • Tomar sol

Pra completar o pacote das doenças que me assolaram em 2015 e 2016, eu estava com insuficiência de vitamina D. Os exames mostravam resultados preocupantes, e as recomendações médicas iam além da suplementação: eu precisava tomar sol. Mas eu não tinha tempo pra tomar sol. Mesmo quando estava em Niterói, eu quase não tomava sol, nunca ia na praia, nunca tinha tempo pra cuidar disso. Agora faz parte da minha rotina tomar pelo menos 15 minutos de sol, ao menos enquanto o inverno não chega, nem que seja na varanda.

  • Beber muita água

Desde que tivemos acompanhamento nutricional em Brasília, eu percebi que nunca bebi água suficiente. Mesmo quando o clima tava muito seco, ou quando fazia muito calor, eu quase não bebia água. Essa mudança de hábito começou lá em 2014, e eu persisto até hoje pra não esquecer de beber, pelo menos, 2l de água por dia. Faz bem pra pele, faz bem pro corpo, faz bem pra tudo.

  • Diminuir a quantidade de coisas na minha bolsa

Eu sempre carreguei o mundo dentro da minha bolsa, e isso não é bom nem pra coluna nem pra rotina diária. Afinal, bolsa cheia geralmente significa bagunça. Graças a Deus eu consegui reduzir muito a quantidade de coisas que eu carregou e ainda assim me sentir tranquila para enfrentar qualquer adversidade do dia a dia, já que eu não abro mão do gel antisséptico e dos lenços umedecidos.

  • Evitar a reatividade e ceder mais

Sempre tive personalidade forte, mas ser assim não significa que eu preciso reagir veemente e imediatamente a qualquer situação. A gente não precisa responder a tudo e a todos. Evitar atrito deixa a vida mais leve, e simplesmente respirar antes de falar pode fazê-lo desaparecer. É preciso ter sabedoria para escolher nossas batalhas, e isso traz mais leveza pra nossa vida.

  • Buscar inspirações boas e editar o conteúdo que se consome

Tenho buscado cada vez mais me aprofundar na fé porque, pra mim, isto tem grande importância, e as coisas do alto me inspiram positivamente. Também tenho tentado editar o conteúdo que eu consumo: menos tragédia e mais coisas boas. A gente não precisa ser alienado, mas podemos focar no que de fato traz positividade pro dia a dia. O que não acrescenta, fica de fora.

  • Reeducação alimentar sem paranóias

Desde 2014 até o ano passado, fui acompanhada por uma nutricionista que traçou um plano alimentar pra mim que me reeducou. Eu sempre me alimentei bem, mas também sempre adorei uma porcaria. Eu já cheguei a ir 4 vezes ao Outback em uma única semana, sempre consumindo alimentos gordurosos. Depois da reeducação alimentar, eu aprendi a valorizar mais os alimentos que trazem benefícios pro meu corpo e me tornam uma pessoa mais saudável. Ao mesmo tempo, eu aprendi a não ficar paranóica e a desfrutar mais dos meus momentos em que eu escolho comer porcaria, que ficaram mais raros por conta da consciência que eu desenvolvi, e ainda mais raros depois que eu tirei a vesícula.

  • Ler mais

Desde muito criancinha, sempre fui ávida leitora (basta dizer que aprendi a ler e a escrever sozinha porque decorava os livros infantis que meus pais e Mivó liam pra mim). Infelizmente, durante alguns anos, eu me privei das leituras que me davam prazer porque eu já lia tantas coisas relacionadas à minha vida acadêmica que eu não tinha mais gás pra ler nenhuma outra coisa. Graças a Deus este período passou e eu retomei meu ritmo intenso de leitura, variando os títulos e assuntos.

  • Respeitar o meu EU

Quanto mais eu aprofundo meu autoconhecimento, mais eu entendo as vontades mais profundas do meu EU. E quanto mais eu entendo os meus desejos mais profundos, mais livre eu me sinto pra correr atrás dos meus sonhos, transformando-os em objetivos reais.

  • Transformar vontades em hábitos

Quando uma nova atividade vira hábito, a rotina fica muito mais leve, e é muito mais fácil de cumprir com todas as atividades. A gente pode criar tempo pra tudo no nosso dia a dia, basta ter um pouquinho de foco.

  • Respeitar meu horário de dormir

Isso não foi propriamente uma mudança de hábito, porque eu sempre prezei muito pela qualidade do meu sono, mas eu reforcei o meu respeito pelo meu horário de dormir. Meu organismo funciona muito melhor se eu tenho pelo menos 8h de sono, então eu dificilmente vou dormir depois das 22h. Quando acordo às 6 ou as 7 da manhã, estou bem disposta pra viver meu dia tranquila e feliz!

  • Aprender a cozinhar

Eu costumo brincar que estou treinando pro MasterChef dois mil e nunca! Eu não sabia fazer absolutamente nada na cozinha e, quando tentava, sempre fazia besteira. Ultimamente, tenho me arriscado cada vez mais no forno e no fogão, bem concentrada, e quase sempre dá certo. Cozinhar é tão bacana!

Aniversário do marido

Foi em 07 de julho de 1984 que nasceu o maior presente que eu ganhei na minha vida. Eu ainda nem sonhava em nascer, mas ele já existia. A gente nem sabia que tava demorando pra ficarmos juntos porque não nos procurávamos, mas foi só nos encontrarmos pra termos certeza de que éramos um só.

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Ele é meu melhor amigo, meu grande companheiro, meu confidente, meu parceiro e cúmplice de todas as horas. Ele é meu maior incentivador, que segura a minha mão em todos os momentos e que me faz ter certeza de que estou trilhando o caminho certo, indo sempre em frente. Ele é meu melhor abraço e aconchego, e só com ele eu poderia me aventurar pelo mundo tendo a certeza de que sempre estou em casa, porque estamos sempre um ao lado do outro.

Ele tem o coração mais puro que existe, e me ensina diariamente a ser uma pessoa melhor. Ele me faz mais forte, me ajuda a superar meus medos e a enfrentar todos os desafios que aparecem, e é porque ele está comigo que eu sei que sou capaz de vencer todos os obstáculos.

Ele é minha metade, e é só com ele que me sinto inteira. Ele é minha redefinição diária de felicidade, porque acordar do lado dele todos os dias é uma alegria sem fim. Ele é meu amor, meu marido, meu chaveirinho, minha risada mais gostosa e meu sorriso mais sincero.

Feliz aniversário, meu Felipe! É muita benção ter você na minha vida! Meu coração é todo seu!

A saga do fio dental

A Mivó era a pessoa que mais cuidava de dente nessa vida, e sempre dizia: dente é uma praga. E é verdade. Porque a gente tem que cuidar mesmo, e limpar muito, e fazer uma higiene muito boa todo dia.

Eu sempre detestei fio dental. Mesmo. Passei anos usando aparelho e não conseguia usar. Depois que tirei o aparelho, tinha muita dificuldade de usar porque meus dentes ficaram juntos demais e é muito difícil de passar o fio por entre os dentes. Mas aí ano passado eu tive uma crise de sinusite muito feia que eu fiquei com as vias aéreas tão inchadas que inchou até o siso, e eu acabei extraindo o siso pouco tempo depois pra evitar que isso acontecesse outra vez. Nessa história do inchaço, eu não conseguia escovar o dente direito, e foi preciso fazer uma boa limpeza na dentista pra voltar ao normal. Desde então, aprendi que, querendo ou não, tem que passar fio dental todo dia.


Mas aí tem o problema de qual fio dental usar. No Brasil, eu já sabia que só me dava bem com o fio dental do rótulo verde da Colgate. Não adiantava comprar outro porque eu simplesmente não conseguia usar: o fio não passava entre os dentes, ou passava e arrebentava, ou outro problema qualquer. Juro que não é frescura.

Saí do Brasil só com uma caixinha desse fio dental na necessaire. Na minha cabeça, seria fácil encontrá-lo (ou similar) em qualquer lugar do mundo.

Só que não!!

Em Londres já precisei comprar fio dental, porque esse meu Colgate de caixinha verde acabou. Comprei um na Boots que foi um fracasso. Então continuei usando (mais ou menos) um da Colgate com rótulo azul que também tinha vindo na necessarie.

Chegando aqui, comprei um da Sensodine. Achei que tava resolvendo meu problema. Só que não, de novo. Como o da Boots e esse Colgate do rótulo azul, não consegui usar de jeito nenhum. Uma luta pra passar qualquer um deles entre meus dentes.

Eis que hoje no mercado fiz mais uma busca e achei um fio dental da caixinha azul. Juro que não tava botando muita fé, mas resolvi comprar mesmo assim. E agora tô dando graças a Deus porque este foi o mais próximo do fio dental ideal que encontrei desde que saímos do Brasil!!


Então hoje consegui fazer uma higiene adequada nos dentes e estou feliz. Tão feliz que quis compartilhar com vocês a minha alegria!!!