Lisboa: te vejo, Tejo!

Chegamos em Lisboa bem antes do que chegaríamos se tivéssemos usado o bilhete de trem que tínhamos comprado antes, como contei no post sobre Fátima. Fizemos check in no nosso hotel, o Ibis Styles Embaixador, e, depois de nos acomodarmos e tomarmos banho, fomos andando até a El Corte Inglés, a enorme loja de departamentos da capital portuguesa!

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Meu pai preferiu pular esta parte e ficou descansando no hotel. O nosso quarto era super espaçoso, com uma sala de estar onde ficava o sofá-cama em que eu dormi, e um bom banheiro. Eu gosto da rede Accor por conta disso: a gente sabe o que pode esperar e dificilmente fica decepcionado. E, no Ibis Styles, o café da manhã estava incluído!

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Eu e minha mãe, então, começamos a explorar Lisboa já neste primeiro passeio a pé. Do hotel até a El Corte Inglés, é uma caminhada de 15 minutos, que seria muito tranquila se não fosse cheia de subidas e sob um sol forte! Quando chegamos na loja e entramos no ar condicionado, a felicidade foi total.

Acho que vale a pena recomendar a El Corte Inglés pra quem quiser fazer compras em Lisboa porque, além de serem muitos andares que reúnem as mais diversas marcas de moda, beleza, eletrônicos, etc, eles oferecem um cartão para turistas que acumula 10% do valor das compras pra serem usados na loja – além do tax free. Este cartão é gratuito e basta apresentar o passaporte para obter um, com validade de 3 dias. E a gente ainda pegou a época da super liquidação! Vou descrever um pedacinho da minha experiência pra vocês entenderem como é bom: fiz a primeira compra, no valor de 90 euros, e registrei no cartão, acumulando 9 euros. Na segunda compra, a peça estava com desconto de 40% por conta da liquidação: o preço original era de 89 euros, mas, com 40% de desconto, saía por 53,40 euros. Usando o cartão turista, descontei mais 9 euros que eu já tinha acumulado antes, pagando 44,40 euros e acumulando mais 5,34 euros no cartão para a compra seguinte!

Nós também optamos por jantar por lá, já que o último andar da El Corte Inglés abriga o espaço de “Restauração” com vista para a cidade. Para o meu pai, levamos uma boa pizza de lá, já que ele estava cansado demais pra sair.

Tínhamos a terça feira para aproveitar Lisboa e assim fizemos: depois de desfrutarmos do café da manhã do Ibis Styles, que é bem satisfatório (e também tinha pastéis de nata), fomos até a Torre de Belém.

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Do lado da Torre de Belém, está o Memorial Aos Combatentes do Ultramar e o Museu do Combatente. O jardim que fica ali é tão agradável que me deu vontade de fazer um piquenique!

Ali pertinho também fica o Padrão dos Descobrimentos, que é um dos monumentos mais legais entre os que vi em Portugal. O Padrão dos Descobrimentos foi desenhado por Cottinelli Telmo, e esculpido por Leopoldo de Almeida, em homenagem ao Infante D. Henrique. O monumento fica na margem direita do Rio Tejo, e foi inaugurado em 1960.

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Estava tão agradável que ficamos por ali mesmo para o almoço, e escolhemos o Portugália, com vista para o Tejo. Pedimos uma carne picadinha com molho de mostarda, acompanhada de legumes e arroz branco, que estava uma delícia! Mesmo ficando bem ali num local super turístico, o restaurante tem um preço bem justo, e nossa refeição, incluindo as bebidas, saiu por menos de 60 euros pra nós três.

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Depois do nosso almoço calmo e farto, fomos para a Avenida da Liberdade, que é uma das principais avenidas da cidade e liga a Praça dos Restauradores à Praça do Marquês de Pombal. Nesta Avenida, há muitas estátuas e monumentos, inclusive uma estátua de Simón Bolívar e o monumento aos Mortos da Grande Guerra. A Avenida Liberdade também concentra as marcas de luxo. E é na Praça dos Restauradores que fica a Fábrica dos Pastéis de Nata, onde obviamente fizemos uma parada estratégica pra eu comer mais um pastelzinho de nata delicioso. Recomendo a visita à Fábrica porque, além do pastelzinho ser uma delícia divina, o ambiente é super bacana!

De lá, caminhamos mais um pouquinho pelas ruas ali próximas, mas estava calor demais pra ficarmos sob o sol. Decidimos, então, ir mais uma vez na El Corte Inglés pra fazermos as últimas comprinhas num ambiente com ar condicionado. Também acabamos jantando por lá – desta vez, os três juntos! Naquele dia, comi um bacalhau gratinado muito saboroso.

Na quarta feira, acordamos cedo pra tomarmos café da manhã com calma e arrumar as coisas para ir pro aeroporto! O aeroporto de Lisboa ficava bem pertinho do hotel, e levamos uns 15 minutos pra chegar lá. Despachamos nossas bagagens com a Aegean e fomos para a área de embarque. Lá, eu resolvi almoçar no McDonald’s, enquanto meus pais escolheram o Mercado – e a escolha deles foi, de fato, bem melhor do que a minha, já que lá eles servem boas opções de comida portuguesa.

Fizemos conexão em Atenas, na Grécia, e chegamos em Ierevan pouco antes das 4 da manhã do dia 6 de julho. Achei o aeroporto de Atenas bastante compacto, e, pra falar a verdade, não tinha muitas opções de alimentação no terminal em que estávamos – me alimentei praticamente das cavacas portuguesas que tínhamos comprado ainda no aeroporto de Lisboa. Mas o serviço de bordo da Aegean é muito bom: tanto no vôo entre Lisboa e Atenas quanto no vôo de Atenas pra Ierevan, as refeições estavam saborosas e adequadas pro percurso.

Fátima, uma experiência de fé

Chegamos em Fátima cansados da viagem de trem, como já contei no post sobre Porto. Mas nenhum cansaço foi maior do que a nossa vontade de ir logo até o Santuário!

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Fizemos nosso check in no hotel Cova da Iria, que, na sua simplicidade, é fantástico. O quarto era bastante confortável, o banheiro era muito bom, e o café da manhã era delicioso! E o que falar da equipe do hotel?! Só temos elogios! Todos muito simpáticos e prestativos, já na nossa chegada nos indicaram que, para seguirmos viagem no dia seguinte, a melhor opção seria comprar bilhetes de ônibus na rodoviária de Fátima. O hotel fica muito pertinho da rodoviária, e, mesmo perdendo os bilhetes de trem que já tínhamos comprado, gastaríamos menos comprando as passagens de ônibus.

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Depois de nos acomodarmos no quarto e nos refrescarmos da viagem super cansativa de trem, saímos em direção ao Santuário, e eu tava quase desmaiando de fome. No caminho, paramos pra comer no Apollo Café, que tem um ambiente simpático. Comi um cachorro quente excelente e, o melhor de tudo, Guaraná Antártica! Meu pai comeu uma francesinha (sanduíche tradicional português) que ele disse que tava muito bom.

Devidamente abastecidos, chegamos até o Santuário, e eu sou incapaz de descrever o que eu senti desde o primeiro momento em que lá chegamos. Foi mais do que uma experiência de fé, foi mais do que uma visita a um lugar santo. Eu me senti verdadeiramente encontrando Nossa Senhora de Fátima, sentindo a presença da Mãe do Senhor naquela imagem que representa as suas aparições naquela terra.

Neste ano, em 13 de maio, completaram-se 100 anos desde a aparição de Nossa Senhora, e houve grande festa com presença do Papa Francisco. Infelizmente não pudemos estar presentes nesta ocasião, mas fomos um pouquinho atrasados, quase 2 meses depois. Mas, ainda assim, foi emocionante poder celebrar este centenário naquele lugar santo. E qual foi a minha surpresa em encontrar também lá, em comemoração aos 300 anos da Sua aparição, Nossa Senhora Aparecida!

Desde o momento em que lá chegamos, eu andei muito vagarosamente, porque eu era incapaz de fazer qualquer movimento mais brusco ou rápido. Eu queria absorver cada segundo daquele lugar, sentir a presença de Nossa Senhora ali, me sentir na presença dela e do Filho dela.

Na Igreja, participamos da missa e rezei no túmulo de Francisco e Jacinta. Rezei, rezei, rezei, e rezei mais um pouco. Saindo da Igreja, nós voltamos para próximo da capela da aparição, primeiro acendendo velas no velário normal e no eletrônico, e depois esperando para participar da oração do terço.

Se eu achava que já estava vivendo um dos dias mais especiais da minha vida, eu ainda tinha uma surpresa por vir. Quando o terço começou, a noite começou a chegar também, e o céu foi tomado de lindas cores, como uma pintura. A oração do terço no Santuário é absolutamente incrível, já que há sempre muitas nacionalidades reunidas, e cada mistério é rezado em uma língua. Naquele dia, além de brasileiros e portugueses, estavam lá irmãos italianos, húngaros, russos, franceses, poloneses, chineses, entre outros. Nessas horas, a fé sem fronteiras se torna palpável.

Depois do terço, teve início a procissão das velas, que acontece todos os dias entre a Páscoa e o Natal às 21h30 (entre o Natal e a Páscoa, somente aos domingos). A procissão das velas está, sem a menor dúvida, entre as 10 coisas mais bonitas que eu já testemunhei na minha vida. E que alegria tão grande não só poder testemunhar mas também participar! Toda aquela gente rezando junto, cantando junto, louvando junto, caminhando pelo Santuário honrando Nossa Mãe do Céu. É impossível não ficar emocionada só de lembrar.

Saímos do Santuário bem tarde, cansados e felizes. Meu coração transbordava e ainda transborda só de pensar em tudo o que vivi naquele fim de tarde!

No dia seguinte, segunda feira, acordamos cedo, aproveitamos o delicioso café da manhã do hotel (quem comi um monte de pastel de nata levanta a mão!) e fomos pro Santuário mais uma vez. É claro que eu não ia perder a oportunidade de ir a mais uma missa!

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Depois da missa, fomos até a rodoviária e compramos nossos bilhetes de ônibus para irmos para Lisboa, que seria nosso último destino em Portugal. Os ônibus entre Lisboa e Fátima saem a cada 30 minutos. As três passagens custaram 31 euros, e nós agendamos pro horário das 14h30, tendo sido informados de que, caso chegássemos mais cedo na rodoviária e quiséssemos adiantar a viagem, poderíamos, desde que tivesse vaga no ônibus.

Com as passagens compradas, fui em busca das lembrancinhas e imagens de Nossa Senhora. Eu pensava que, como no Santuário de Aparecida do Norte, encontraria uma lojinha no Santuário de Fátima, mas não. No Santuário mesmo, não há souvenires à venda, mas há muitas, muitas, muitas lojinhas com imagens de todos os tamanhos e preços, terços de todos os tipos, etc. Comprei muitos tercinhos pra usar nas minhas bolsas, uma Nossa Senhora de Fátima pra ficar na sala aqui de casa, e uma outra com os três pastorinhos juntos e que tá aqui no meu escritório, me acompanhando em tudo o que eu escrevo.

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Voltamos pro hotel pra terminarmos de ajeitar as coisas, fizemos nosso check out e fomos almoçar no restaurante Polo Norte, que fica muito muito pertinho do hotel Cova da Iria. Gente, que bacalhau delicioso! Foi o melhor bacalhau que comemos em Portugal. Depois de me fartar no almoço, pegamos nossa bagagem no hotel e fomos andando pra rodoviária. Mesmo com as malas, não demoramos nem 10 minutos. Então, chegando na rodoviária, pedimos pra adiantar o ônibus. Tivemos muita sorte porque o ônibus de 13h15 ainda tinha exatamente 3 lugares vazios!

O ônibus que faz este percurso é bem confortável, e a viagem é super rápida: 1h30. A rodoviária de Lisboa fica pertinho do zoológico da cidade, e conseguimos ir rapidinho pro nosso hotel.

Eu quero MUITO voltar a Fátima, e de preferência em breve. Se eu puder escolher, vou querer ficar 2 noites na cidade, pra poder aproveitar com mais calma e passar um dia inteirinho lá no Santuário, louvando Nossa Senhora e agradecendo à minha Mãezinha do Céu por ela ser minha intercessora junto à Jesus!!

Porto, amor à primeira vista!

Se no dia 25 de junho eu estava voltando pra Ierevan com o marido, já no dia 29 eu embarquei em outro avião pra encontrar meus pais em Portugal! Fui pra Moscou na noite do dia 29, porque não tem vôo direto de Ierevan pra Portugal, e dia 30 cedinho eu peguei o vôo da TAP que sai do Domodedovo pra Lisboa. Em Lisboa, fiz uma conexão bem corrida pra pegar o vôo curtíssimo pra Porto, onde encontrei meus pais numa chegada bem sincronizada no aeroporto! Eles voaram também de TAP, mas direto do Rio pra Porto.

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Nós nos hospedamos em Vila Nova de Gaia, no Novotel. Vila Nova de Gaia nada mais é do que o outro lado do Rio Douro, onde ficam as principais caves de vinho. Como nós éramos 3 (marido não conseguiu ir comigo por causa do trabalho), optamos por hotéis que oferecessem acomodação em quarto triplo. O Novotel não só oferecia quarto triplo bastante espaçoso como, mesmo pagando pelo café da manhã, foi uma opção mais barata do que outros hotéis do mesmo nível em Porto.

Depois de nos instalarmos, nos arrumamos rapidamente e fomos para o Cais do Porto, mas do lado de Gaia mesmo, na Avenida Diogo Leite, em busca de alimento. Lá, paramos pra comer no restaurante Douro Velho, onde provamos deliciosos bolinhos de bacalhau e bacalhau à Brás acompanhados de vinho verde Casal Garcia, um dos meus vinhos preferidos da vida.

Aliás, se teve uma coisa que eu fiz em Portugal foi matar um pouquinho da saudade do Brasil: não só porque estava com meus pais depois de quase 6 meses sem vê-los, mas também porque o país guarda muito mais semelhanças com o Brasil do que eu pensava. Muito além do idioma, as comidinhas deliciosas que eu cresci comendo estavam todas lá, e eu confesso que me esbaldei!

Naturalmente, o cansaço imperava neste dia em que chegamos, então ficamos um pouquinho ali pelo cais mesmo, já compramos alguns souvenirs nas lojinhas dali, e logo logo voltamos pro hotel. Já fica a dica/spoiler: os souvenirs em Porto são bem mais baratos do que em Lisboa!

No sábado, acordamos com calma e desfrutamos muito do café da manhã super farto do Novotel. Por sinal, não há como tecer elogios suficientes para o hotel e para toda a equipe: o hotel é super bem estruturado e confortável, e conta com uma piscina excelente; a equipe é toda maravilhosa, super atenciosa e solícita. Saímos do hotel e fomos até o Cais do Porto, onde tomamos o ônibus turístico, que foi a nossa melhor escolha pra conhecer diversos pontos turísticos em um único dia já que nossa passagem por Porto era expressa. As opções de bilhete eram de 15 euros pra 24h e 17 euros pra 48h: nós só usaríamos mesmo no sábado, então compramos pra 24h mesmo. Nós demos uma volta completa com o ônibus, num passeio que leva cerca de 2h. Quando voltamos para a Sé do Porto, descemos para almoçar, escolhendo o Picota. No Picota, comemos peixe e frango deliciosos, acompanhados de sangria de verão.

Depois do almoço, subimos novamente no ônibus, desta vez para parar e descer nos lugares que mais despertaram o nosso interesse: a Igreja de São Nicolau, a Escola Superior Artística do Porto, e a Igreja do Carmo, que é uma das construções mais bonitas que eu já vi na minha vida.

A rota do ônibus terminava às 18h, e nós também já estávamos cansados e com fome. Descemos, então, no Cais do Porto e jantamos no Café do Cais, bem ali na beirinha do Rio Douro. O Café do Cais tem um ambiente bacana e o preço é bem justo. Eu e meu pai comemos carne acompanhada de batatas portuguesas, e minha mãe comeu um sanduíche leve de frango grelhado. Minha sobremesa foi pastel de nata, é claro.

Ali perto do Café do Cais também tem várias lojinhas de lembrancinhas, e nós aproveitamos pra arrematar mais algumas coisinhas – mas juro que não foi nem perto do suficiente!! Decidimos ir andando para Vila Nova de Gaia, atravessando a Ponte de D. Luís a pé. De lá, pedimos um Uber para nos levar até o hotel. Cada trecho desse entre o Cais e o hotel dava entre 7-10 euros. Foi quando entramos no Uber que descobrimos que, naquele dia, estava acontecendo a festa de São Pedro da Afurada, ali bem pertinho! Infelizmente não fomos lá conferir pois já estávamos bem cansados e o domingo prometia ser especial – precisávamos, então, descansar!

No domingo, acordamos cedo e fomos à missa na Igreja da Paróquia do Amial. Que gracinha de Igreja! E que missa maravilhosa! Foi minha primeira missa em português em meses e isso contribuiu pra que eu me emocionasse bastante. Depois da missa, voltamos pro hotel, terminamos de ajeitar as coisas, fizemos nosso check-out e almoçamos por lá mesmo. O almoço no Novotel era ótimo, com um farto buffet e 2 opções: buffet frio e de sobremesas a 12,50 euros por pessoa, e buffet completo (frio, quente e sobremesas) a 25 euros por pessoa. Não foi nosso almoço mais barato, mas foi uma excelente opção para economizar tempo, já que tínhamos hora pra ir pra estação de trem.

Pegamos o trem Alfa Pendular e descemos em Coimbra para tomar outro trem que nos levaria, enfim, ao nosso destino: Fátima! Confesso que essa viagem de trem entre Porto e Fátima não foi a melhor opção: além de termos que trocar de trem em Coimbra, a estação de trem em Fátima fica MUITO longe do Santuário. São mais de 40 minutos de táxi, que custa um pouco mais de 30 euros! E o trem de Coimbra pra Fátima ainda atrasou… realmente não recomendo. O melhor jeito de chegar e sair de Fátima é de ônibus – e vou dar mais detalhes sobre isso no post sobre este lugar santo que pudemos visitar.