Os hotéis das nossas férias

Eu confesso: sou muito chata pra escolher hotéis. Há muito tempo que eu acho que, se for pra ter menos conforto do que eu tenho em casa, é melhor nem viajar. Por isso eu sou bem exigente no processo de escolha, e, quando as expectativas não são correspondidas, é bastante frustrante.

Nestas nossas férias, passamos por 7 cidades, com 7 hotéis diferentes reservados via Booking e ainda uma experiência com o Airbnb em São Petersburgo. Quero, então, dividir com vocês nossa avaliação dos hotéis e também do apartamento!

  • Moscou: Ibis Paveletskaya

Eu gosto muito da rede Ibis porque o custo/benefício costuma ser muito justo e a gente sempre sabe o que pode esperar, a localização costuma ser sempre boa, eles tem uma política de solucionar qualquer problema em 15 minutos, os quarto são sempre bem limpos e com piso frio, a cama é muito confortável e o banheiro é sempre decente – e se tem uma coisa com que eu sou particularmente exigente é banheiro.

No Ibis Paveletskaya, não foi diferente: a localização era muito boa, num bairro residencial, com comércio 24h próximo, um Starbucks também bem próximo (e dentro de uma livraria!), perto do metrô e da estação do AeroExpress pro aeroporto Domodedovo.

  • Nice: Ibis Palais du Congres Vieux

Provavelmente o maior quarto de Ibis onde já nos hospedamos! Ficava um pouco distante da orla, mas ainda assim numa distância possível de se caminhar com tranquilidade. Tinha um banco na frente, comércio próximo, e também ficava perto das ruas da cidade velha (Vieux Ville). Também foi fácil ir e voltar andando da Catedral de Notre Dame, que fica na principal rua da cidade.

Nesse Ibis, provamos o café da manhã e gostamos bastante. O preço era justo (10 euros por pessoa) e o buffet era muito farto, com pães e queijos diversos (inclusive pain au chocolat), boa disponibilidade de frios, geléias, sucos, café, capuccino, etc.

O quarto era realmente espaçoso e confortável, embora faltasse cofre (acho que foi a primeira vez que vi um quarto de Ibis sem cofre). O banheiro tinha um tamanho muito bom, e tinha banheira(!) mas não tinha exaustor.

  • Milão: Best Western St George

Muito próximo da estação de trem Milano Centrale, também ficava bem perto de excelentes restaurantes (como já contei no post sobre Milão) e podíamos ir a pé para todas as principais atrações turísticas da cidade. A localização também era muito conveniente para compras: era fácil de ir e voltar do quadrilátero da moda a pé. Outra coisa importante da localização deste hotel pra gente foi a proximidade de uma lavanderia de serviço rápido e com preço bom (12 euros pra duas máquinas de roupas).

Este hotel é 4 estrelas, e o café da manhã estava incluído na diária. Embora o ambiente do restaurante fosse um pouco decadente, o buffet era farto e tinha diversas opções para nos manter devidamente nutridos na primeira refeição do dia, inclusive croissants saborosos e bolos diversos. Também estava incluído na diária um chá da tarde com bolo, servido entre 16h e 18h.

O quarto não era enorme, mas tinha um tamanho bom o suficiente para nos locomovermos tranquilamente mesmo com as malas no chão. O banheiro era ótimo, e tinha até lugar pra pendurar pequenas peças de roupa que lavei. A TV do quarto também era bem grande e tinha SKY. A cama foi provavelmente uma das melhores da viagem, e a cortina também era eficiente.

  • Berlim: Novotel Am Tiergarten

Este Novotel tem 2 principais pontos importantes: era colado na estacão de S-Bahn Tiergarten (só precisávamos literalmente atravessar a rua), e o quarto era IMENSO. O nosso quarto era da categoria mais simples e tinha sala de estar separada do quarto, e o quarto em si já era enorme (acho que dava até pra andar de bicicleta lá dentro). E olha que foi um dos hotéis mais baratos da viagem (pelo que vimos, os preços de hotéis em Berlim geralmente são muito bons!)!

A limpeza era também impecável. O hotel também disponibilizou pantufas e roupões para nosso conforto. Nós também testamos o serviço de quarto e foi ótimo: pedimos algo que não estava no menu (frango grelhado com purê de batata, porque eu não tava passando muito bem), e prontamente fizeram e entregaram em pouco tempo.

Mas nem tudo são flores e tivemos uma surpresa ruim quando chegamos no nosso quarto: o banheiro era dividido. Em vários lugares da Europa, eles fazem um toalete separado da casa de banho (em bom português: um cômodo pra privada com uma pequena pia, separado de onde fica o chuveiro com outra pia – e, no caso deste Novotel, tinha também banheira neste cômodo). Isso é uma coisa que eu detesto: pra mim é muito importante que esteja tudo no mesmo cômodo. Este não foi o primeiro hotel europeu onde vimos isso, mas vou lutar ainda mais nas próximas pesquisas das próximas viagens para que isso não se repita.

  • Praga: Green Garden Hotel

Achei este hotel super charmoso, e com uma localização interessante para quem precisa se distanciar um pouco da agitação de uma cidade que recebe turistas demais. Dá pra ir andando do Green Garden para a cidade velha (levamos cerca de 20 a 25 minutos, dependendo principalmente do calor), ou usar o transporte público (linha 22). Nós optamos por caminhar, então nem testamos o transporte público, mas nos pareceu eficiente.

O café da manhã também estava incluído neste hotel, e era excelente. O buffet tinha opções várias de frios, bons pães, geléias, sucos, etc. Além das opções do buffet, era possível pedir suco fresco e também drinks matinais.

O quarto não era imenso, mas era bastante espaçoso. O banheiro era realmente bom, e também tinha espaço pra secar alguma pecinha de roupa que lavamos. A lavanderia mais próxima ficava a uns 15 minutos de caminhada.

Uma outra coisa que achei super positiva deste hotel foi o ótimo restaurante com preços justíssimos: das nossas 3 noites em Praga, jantamos no hotel em 2 delas. O restaurante tem um menu extenso, e os preços estavam na média da maioria dos restaurantes a que fomos. Tem hotel que abusa nos preços dos seus restaurantes, o que pode ser um pesadelo se você tá cansado de andar o dia inteiro e só quer comer alguma coisa rápida antes de dormir – e este não foi o caso, graças a Deus. Em Praga, jantar no hotel foi para nós um alívio, pois não nos obrigava a ficar ainda mais tempo andando no calor e no meio da multidão.

O ponto negativo do Green Garden foi a ineficiência da cortina: o sol tá nascendo bem cedo por estas bandas, e eu acordava todo dia por volta das 6am com a luz toda na minha cara.

  • Viena: Leonardo Hotel Vienna

Este foi outro hotel com localização excelente: muito muito próximo a duas estações de metrô, e colado na principal rua comercial de Viena. Isso facilitava muito a locomoção e também nossos jantares, pois não precisávamos ir muito longe pra comer bem.

O quarto também não era imenso, porém confortável e muito limpo, e o banheiro era bem bom. Eu não me dei muito bem com o travesseiro deles, mas isso provavelmente se deve à minha coluna sofrida.

O café da manhã não estava incluído: custava 13 euros por pessoa e nós não testamos. Este hotel também cobra pelo Wi-Fi (7 euros por 24h de conexão), porém se você se cadastrar no programa de fidelidade deles, a internet é gratuita. Infelizmente nós só descobrimos isso depois de já termos pago por 48h de acesso, mas antes tarde do que nunca, né?!

A gente não conhecia a rede Leonardo, mas descobrimos que eles tem hotéis espalhados pela Europa e também em Israel; certamente consideraremos a possibilidade de nos hospedarmos novamente em outros hotéis da rede.

  • Moscou: Sukharevsky Design Hotel

Nós só dormimos uma noite neste hotel, e o escolhemos principalmente pela proximidade da estação de trem Leningradskaya, de onde sairíamos cedo para São Petersburgo. O hotel também fica próximo à estações de metrô, o que facilita o acesso à qualquer parte da cidade.

O quarto era bem espaçoso, embora tenham nos dado um quarto com 2 camas de solteiro ao invés da cama de casal. O banheiro era imenso, e ofereciam também roupões e chinelos. O café da manhã não estava incluído, mas também provavelmente não teríamos tempo de desfrutar, já que nosso trem pra Peter partia 07h40 da manhã.

O ar condicionado do quarto não estava funcionando, o que não foi realmente um problema porque estava bem fresco em Moscou (de noite fez 12C!). A cortina também seria um problema caso tivéssemos mais tempo para dormir, já que ao acordarmos as 5 da manhã já estava super claro.

Nosso trecho de São Petersburgo ficou pra ser decidido de última hora e, quando fomos procurar hotéis, os preços estavam surreais. A solução foi recorrer ao Airbnb! Eu nunca tinha usado o Airbnb e pesquisamos com cuidado o apartamento em que gostaríamos de ficar.

Nossa escolha foi um apartamento na rua Zhukovskogo, e ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, como a Catedral do Sangue Derramado, Igreja de Nossa Senhora de Kazan, Dom Knigi, etc. Também podíamos ir caminhando até o Forte, o Aurora ou o Hermitage, embora sejam caminhadas um pouco mais longas.

Na mesma rua do apartamento encontram-se farmácias, restaurantes diversos (hamburgueria, vietnamita, indiano, etc) e também mini-mercados 24h. No banheiro tinha máquina de lavar/secar, e foi disponibilizado também um varal. A cozinha é funcional e o apartamento é espaçoso o suficiente.

Os pontos negativos foram: as cortinas não escurecem o quarto nem a sala (e nós estávamos lá justamente nas noites brancas, então os cômodos ficam completamente iluminados 24 horas por dia); o apartamento fica no 4º andar de um prédio que tem só escadas (escada pra mim é a pior coisa da vida, porque eu tenho a dor crônica no tornozelo direito e demoro muito pra descer; subir também é difícil por conta da asma, mas descer é um verdadeiro martírio) e nós deixamos essa informação escapar quando estávamos reservando; a cama e os travesseiros não são muito confortáveis, e a roupa de cama parecia muito antiga, com algumas manchinhas.

No todo, a experiência com Airbnb foi positiva e não descartamos a possibilidade de usarmos novamente o site para encontrar acomodações em nossas próximas viagens – mas teremos que ser ainda mais cuidadosos com a escolha.

Fim de semana em Tsaghkadzor

No último final de semana, comemoramos 2 anos de casamento e 1 mês de Armênia. Por isso, subimos a montanha para conhecer a cidade de Tsaghkadzor, um resort de ski que fica a 58km de Erevã.


Como a nossa intenção era mesmo descansar e aproveitar a companhia um do outro, e não posso esquiar por conta do meu problema não-diagnosticado no tornozelo direito, Felipe decidiu não esquiar, optando por explorar a cidade e aproveitar o conforto do hotel.


O hotel que escolhemos foi o Ararat Resort, 5 estrelas recém inaugurado na cidade. O hotel tem 8 andares e suas dependências são excelentes, contando com sala de jogos para crianças, academia, SPA, saunas, piscina e jacuzzi, bar, restaurante, etc. O café da manhã é incluído na diária, enquanto os menus de almoço e jantar podem ser reservados por 5000 AMD (cerca de 10 dólares) por pessoa/refeição.



Nós não almoçamos no hotel, apenas jantamos, e pudemos desfrutar de uma refeição muito bem servida. Como queríamos conhecer a cidade, fomos para o centro e almoçamos no Kavkazskaya Plennica (Кавказская Пленница), que é uma rede de tavernas com comida caucasiana por aqui.


O almoço estava excelente: comemos Pelmeni da vovó (бабушка пельмени) acompanhado de pão fresco, e, de sobremesa, Paklava (пахлава).

Depois do almoço, caminhamos pelo centro, subindo até chegarmos ao belíssimo Mosteiro Kecharis, completamente restaurado entre 1998 e 2001, e que serve como principal Igreja Vicarial da Diocese de Kotayk da Igreja Apostólica Armênia. O Mosteiro foi fundado em 1033 por Gregory Magistros, descendente da família Kamsarakan, chefe do clã Pahlavuni. O templo é consagrado à São Gregório o Iluminador, padroeiro da Armênia.


De lá, seguimos para a praça central, cujo monumento acabou se tornando o símbolo da cidade desde a sua inauguração.

A escultura de David Bedjanyan, com dois falcões de mármore, foi inaugurada em 8 de maio de 2005, na noite do 60 aniversário da vitória da Grande Guerra Patriótica, perpetuando a memória das vítimas.


Depois dessas andanças, paramos no Cappuccino Lounge, onde eu tomei café e comi um doce chamado Napoleão, e o Felipe provou um tipo de sangria quente. Ao terminarmos, voltamos pro hotel para descansar e aproveitar suas dependências.


Como já falei acima, jantamos no hotel. O menu contava com 3 entradas (travessa de frios, salada grega e tartar de atum com romãs), 2 pratos principais  (espetos de frangos com legumes, e cordeiro ensopado com batatas cozidas) e uma cesta de pães, além de água com gás e sem gás, suco e chás. Foi tanta comida que nós nem pedimos sobremesa!!


No domingo, acordamos e desfrutamos do café da manhã com calma. Tem coisa melhor do que café da manhã de hotel? Eu acho que não!! E, antes de voltarmos pra Erevã, aproveitamos um pouquinho mais da piscina.


Como a viagem é curtinha e o check out era ao meio dia, optamos por almoçar aqui em Erevã mesmo. Foi um final de semana muito agradável! Certamente retornaremos a Tsaghkadzor!

#nossotrânsitocongelante: Londres

Continuando com as histórias do #nossotrânsitocongelante, hora de falar do meu caso de amor eterno e verdadeiro! E que alegria voltar pra Londres com o marido – mesmo que tenha tido uma intoxicação alimentar no meio pra atrapalhar nossos planos!

Eu acredito muito em Deus e que Ele controla tudo na nossa vida, então eu só posso crer que até essa intoxicação alimentar que eu tive em Londres foi pra nos livrar de algo pior que podia acontecer. Minha vida toda é pautada em dar graças a Deus por tudo, então eu agradeço por ter podido me tratar no Chelsea and Westminster Hospital, por ter um marido que cuida de mim super bem o tempo todo, e por ter me recuperado a tempo de conseguirmos aproveitar o restante da nossa viagem!

Nosso planejamento inicial era ficar em Londres do dia 11 ao dia 16 de janeiro, quando seguiríamos para Bruxelas. Por conta da intoxicação alimentar, nós alteramos estes planos e cortamos Bruxelas do #nossotrânsitocongelante, prorrogando nossa estadia na minha cidade querida até o dia 20. Essa mudança no planejamento fez com que nós nos hospedássemos em dois hotéis diferentes: ficamos no The Rockwell, que fica em Kensington, entre 11 e 16 de janeiro, e entre 16 e 20 de janeiro nos hospedamos no The Cleveland, que fica em Paddington. Toda a minha gratidão pra equipe do Rockwell, que nos deu todo o suporte durante os meus piores dias (arrumação do quarto em horários especiais, preparação de comidas diferentes pra atender às restrições alimentares, infinitas fatias de pão, etc).  O quarto em que nos hospedamos no Cleveland era maior do que o do Rockwell, e também tinha uma mini-cozinha, mas eu prefiro a localização do Rockwell do que a do Cleveland, embora o Cleveland também tenha boa localização, próximo a duas estações de metrô (Bayswater e Paddington). Essa frase ficou confusa mas é porque ambos são bons hotéis, e eu recomendo os dois!

Nós chegamos em Londres pelo aeroporto de Lutton, e tomamos o trem para a cidade, conectando até a estação de metrô Earls Court, que é a mais perto do Rockwell. Até chegarmos ao hotel, já era umas 14h ou 15h, então só nos refrescamos e já saímos rumo às nossas compras para sobrevivência no inverno, escolhendo a Uniqlo da Regent Street para abastecer-nos de roupas térmicas, casacos e calças de lã, e os melhores suéteres de caxemira que você respeita.

Como eu já contei brevemente aqui, dia 12 era pra ser um dia mágico do começo ao fim: tomamos o trem para Watford Junction e, de lá, o ônibus do WB Studio Tour: The Making of Harry Potter para chegarmos até Leavesden. O dia lá no Tour foi, de fato, mágico: adorei ver a expansão da Plataforma 9 3/4 e fiquei verdadeiramente emocionada em revisitar aquela fábrica de sonhos. Além disso, tomar Butterbeer de novo depois de mais de 2 anos de abstinência foi maravilhoso. Mas, acima de tudo, a melhor coisa de visitar Leavesden dessa vez foi aproveitar a companhia do marido em cada passo: do lado dele, tudo ficou ainda mais mágico do que na minha primeira visita, em julho de 2012. E é claro que eu já quero voltar porque anunciaram mais uma expansão: em breve, os visitantes poderão explorar a Floresta Proibida! Amor, me leva lá de novo, por favor, eu nunca te pedi nada, obrigada.

Aí é que a coisa degringolou: tínhamos nossos ingressos para ver Cursed Child dias 12 e 13 de janeiro, mas eu comecei a passar mal na volta do Tour e fomos parar no hospital. Vocês não imaginam o quanto eu sofri naquele dia, tanto física quanto emocionalmente – afinal, perder a chance de ver a peça era meu pior pesadelo. Os próximos dias foram de muito repouso, muita coca cola e muita água de côco, e pouquíssima comida. Marido, maravilhoso como sempre, ia na rua comer e comprar quanta água de côco pudesse carregar e voltava pro hotel pra cuidar de mim. Cheguei a voltar ao hospital no sábado, e comecei a melhorar mesmo no domingo de tarde, quando fomos almoçar na casa dos nossos amigos Leonardo e Tamara (e Pedrinho!), que prepararam um banquete georgiano incluindo arroz branco e batatas cozidas especialmente para mim.

Dia 16, segunda feira, tínhamos que mudar de hotel. Graças a Deus eu acordei um pouco melhor e mais disposta, então fizemos a mudança e passeamos levemente, porque eu ainda estava exausta e bastante fraca. Caminhamos um pouco pelo Hyde Park e, como estava chovendo, marido topou ir na Harrods (pra mim, o paraíso; pra ele, o inferno hihihi). Almoçamos mais tarde no Bella Italia de Bayswater, onde consegui comer um macarrãozinho.

O tempo melhorou na medida em que o dia anoitecia – tava anoitecendo muito cedo em Londres, meu Deus do céu. 17h o céu já tava um breu! Aproveitamos pra ver o Big Ben, andamos até a Trafalgar Square, subimos até a National Gallery, e caminhamos na Strand, matando a saudade que eu tinha desse pedacinho de Londres que significa tanto pra mim. Depois, fomos até Covent Garden e jantamos por lá no Jamie Oliver’s Union Jack: Felipe comeu pizza e eu comi pão. Mas o pão tava bom que vocês nem sabem!

No dia seguinte, Londres amanheceu azul. O céu parecia uma pintura de tão lindo, o sol brilhava, e o frio era intenso mas a gente quase ignorava o frio diante de tanta beleza. E nós aproveitamos pra continuar os nossos passeios, sempre com cautela porque eu ainda estava bem fraca. Fomos ao Natural History Museum e nos divertimos pra caramba. Eu ainda não conhecia esse museu e fiquei encantada! Depois fomos caminhando lentamente até High Street Kensington, passeando pelo Hyde Park, e almoçamos no Prezzo, onde também consegui comer um pouquinho de macarrão. Felipe, coitado, comeu tanta comida italiana nestes dias que quase vira um italiano hihihi mas é porque eu só conseguia comer mesmo pão e macarrão, já que a intoxicação alimentar foi muito braba e eu não tinha nem vontade de comer direito.

À tarde, passeamos por Notting Hill e, depois de descansar um pouquinho, fomos de noite ao Zenobia jantar com os amigos. Eu, claro, comi de novo só pão, mas todos disseram que a comida libanesa estava espetacular. Pelo menos eu variei do pão italiano pro pão árabe!!

Aí chegou o glorioso dia 18 de janeiro de 2017, e nós só saímos do hotel pra almoçar no Preto Steakhouse, um restaurante brasileiro ali em Bayswater mesmo, onde eu me entupi de arroz e – advinha! – pão, e o marido pôde variar um pouco da culinária italiana para a brasileira. E, de lá, o dia foi inesquecível, porque fomos enfim assistir à Harry Potter and the Cursed Child, sentados lado a lado, completamente absortos nas Partes I e II. Entre a Parte I e a Parte II, jantamos no Milano, que é bem pertinho do Palace Theatre, e tinha pão pra mim hihihi

Claro que eu vou #KeepTheSecrets porque, mesmo com o script publicado, a experiência de assistir à peça é completamente diferente da leitura. Foi a experiência mais incrível que eu tive na minha vida, sem a menor dúvida. Eu ri, chorei, fiquei preocupada, emocionada, tudo em um só dia. Nós saímos do Palace Theatre em êxtase. Dia inesquecível e indescritível. Só tenho a agradecer à Deus pela oportunidade, e à JK Rowling pela genialidade.

Quinta feira chegou e Londres continuava ensolarada e com céu azul. Fomos, então, até Tower Bridge, depois ao Buckingham Palace, passeando pelo Green Park.

Almoçamos no Bella Italia (de novo porque, né) e aproveitamos a última noite em Londres pra conferir o musical do Alladin no Prince Edward’s Theatre. Antes do espetáculo, jantamos no Il Cicciolo, que fica ali pertinho do teatro. Quanto ao musical, não preciso nem dizer que nós amamos, né? Eu fiquei emocionadíssima e até agora tô impressionada com a sequência de A Whole New World.

E, enfim, acordamos na sexta feira com Londres ainda azulzinha e ensolarada, e eu só pude agradecer a Deus por Ele ter nos dado dias maravilhosos na minha cidade querida antes de seguirmos para a última parte do trânsito em Paris. De Londres para Paris fomos de trem, numa viagem rápida e agradável. Mais sobre Paris em breve!!

#nossotrânsitocongelante: Amsterdã

O #nossotrânsitocongelante acabou mas temos muuuuitas fotos e muitas memórias super bacanas dos nossos passeios por Amsterdã, Londres e Paris – mesmo com o probleminha da intoxicação alimentar em Londres. Por isso, resolvi fazer pelo menos um post dedicado a cada uma destas cidades por onde passamos em janeiro, registrando aqui alguns dos nossos passeios e aventuras.

Chegamos em Amsterdã na noite do dia 08/01, saindo da Gare du Nord em Paris e chegando na Centraal Station de Amsterdã. Como o nosso trem chegou depois das 21h, e ainda era a continuação da viagem de saída do Brasil, pegamos um taxi e fomos direto pro hotel. Escolhemos o NH Hotels Amsterdam Museum Quarter pelas avaliações que lemos na internet, e provou ser uma ótima escolha, pois o quarto é super espaçoso e limpo, com cama super confortável e banheiro amplo, e a localização do hotel é excelente.

Após dormirmos o sono dos justos sem hora pra despertar, saímos em busca do café da manhã, pois não estava incluído na diária do hotel. Debaixo de muita chuva, acabamos subindo no Small Talk Corner Café, um café simpático no próprio Museum Quarter.

Em seguida, fomos conhecer o Van Gogh Museum e todos os seus 4 andares cheios de obras incríveis do artista. Foi uma experiência incrível, pois muitas das obras expostas por lá não são conhecidas pelo grande público, e esse é o tipo de coisa que emociona.

Para o almoço, escolhemos o L’Entrecôte et les Dames, que oferece a famosa fórmula de salada + entrecôte com fritas. A comida estava deliciosa, acompanhada do vinho tinto da casa, e ainda tomamos um cafezinho antes de seguirmos nossa jornada turística na cidade.

Nós adoramos caminhar pelas cidades que visitamos, então foi exatamente isso que fizemos: saímos caminhando por Amsterdã, sem pressa, aproveitando o ar da cidade, até chegarmos à Casa de Anne Frank. Eu li o diário dela quando estava na faculdade, e já tinha ficado muitíssimo impressionada com tudo aquilo – e quem não fica? – mas visitar o museu e passar por todos os cômodos e corredores e escadas é uma experiência indescritível. Lá dentro não é permitido fotografar ou filmar, mas as memórias são tão fortes que a gente nem precisa mesmo desse tipo de registro. Nem preciso dizer que saí de lá com os olhos inchados de tanto chorar.

De lá, voltamos pro hotel pra descansar um pouquinho antes do jantar. E, para esta refeição, escolhemos o Due Napoletani – um italiano sensacional na mesma rua do hotel.

Na terça feira, optamos por tomar café no Starbucks mais próximo, e saímos caminhando em direção ao moinho de vento que fica na cidade – eu disse que a gente gosta mesmo é de caminhar.

O dia estava muito agradável: apesar do frio, o céu tinha clareado, e não ter chuva ajuda muito nestas horas.

Antes de chegarmos ao moinho, passamos por uma feira de rua e observamos diversas coisas interessantes. O legal de caminhar sem pressa pelas cidades que visitamos é justamente isso: descobrir coisinhas bacanas que nem imaginávamos!

Caminhamos muito e sem pressa, tirando muitas fotos pelo caminho, até que chegou a hora de almoçar, e escolhemos o Café Wildschut, que tinha um ambiente super agradável e nos surpreendeu com uma comida sensacional e preços muito razoáveis.

À tarde, aproveitamos para visitar as exposições Bansky: Laugh Now e a realeza na visão de Andy Wahrol no MOCO Museum. As obras de ambos artistas me impressionaram muito ao vivo. Nestas horas a gente percebe mesmo que a arte é muito sensorial.

Nosso último jantar em Amsterdã foi no Balti House, um restaurante indiano incrível. Não poderíamos ter feito melhor escolha para fechar a visita rápida porém super bacana a esta cidade, que já nos deixou com gostinho de quero mais. De fato, faltou ver bastante coisa, mas o #nossotrânsitocongelante estava apenas começando e não queríamos fazer nada de modo acelerado.

Dia 11/01 tomamos café da manhã no próprio hotel e pudemos desfrutar de um delicioso buffet com calma, antes de seguirmos para o aeroporto. Mais tarde, voaríamos de EasyJet para Londres – nossa segunda experiência com a companhia low cost. Mas Londres fica pra um próximo post!

Chegamos, Erevã!

Chegamos em Erevã na quarta feira, perto das 22h, uma vez que nosso voo saindo do CDG atrasou uma hora pra sair.


Viemos direto pro hotel, ajeitei o mínimo necessário pro marido ir trabalhar cedinho no dia seguinte, e capotamos solenemente!!


Depois passei a quinta feira arrumando as coisas de um jeito que nossa estadia no hotel não pareça um período de férias mas já um começo da rotina normal – afinal, Felipe já tá trabalhando desde que chegou, nós já estamos procurando apartamento, e eu já me aventurei tanto no mercado quanto na lavanderia!!


Fato é que, desde que chegamos, fiz tanta coisa que não deu nem tempo de dar notícias aqui no blog. Agora acho que as coisas vão começar a tranquilizar, pois a rotina tá ficando real, então consigo me programar melhor pra cumprir minhas atividades – e também escrever direitinho aqui! 


Nos últimos três dias, teve muita neve. Aliás, nevou quase o tempo todo desde que chegamos – mas hoje fez um dia bonito com sol! Frio, muito frio, mas com sol!