O que você precisa saber para alugar um carro e fazer uma road trip pela Europa

Quem me acompanha pelo instagram viu que nós fizemos uma viagem super bacana de carro pelo Leste Europeu em outubro! Nossa viagem começou e terminou em Viena, e fomos até a Polônia, passando pela República Tcheca, cruzando a Eslováquia, chegando até Hungria, Croácia e Eslovênia, passando por Salzburgo antes de devolver o carro em Viena. Antes de começar a contar sobre os passeios que fizemos em cada um destes países e os lugares incríveis que conhecemos, quero contar pra vocês os pormenores de alugar um carro e fazer uma road trip dessas!

mapa outubro

quando a viagem tem tantos trechos que não dá nem pra fechar a rota no Google Maps hihihi

 

Confira se a Carteira Nacional de Habilitação é aceita como documento internacional de condução de automóveis em todos os seus destino

É recomendável àqueles que pretendem alugar e/ou conduzir automóveis no exterior ter a Permissão Internacional para Dirigir (PID), emitida pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Embora o documento não seja obrigatório, ele é aceito em mais de 130 países e pode ajudar o motorista com a legislação local, com os agentes de trânsito, em casos de acidentes e infrações. Há alguns países, no entanto, que não exigem o PID para aluguel e condução de automóveis temporária por brasileiros, bastando a CNH e o passaporte. São eles:

  • Signatários da Convenção de Viena: África do Sul, Albânia, Alemanha, Angola, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Belarus (Bielo-Rússia), Bélgica, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cabo Verde, Cazaquistão, Chile, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Grécia, Guatemala, Guiana, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Marrocos, México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Namíbia, Nicarágua, Níger, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Centro – Africana, República Democrática do Congo, República Tcheca, República Dominicana, Romênia, San Marino, São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia e Montenegro, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Tunísia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela, Zimbábue.
  • Princípio de Reciprocidade: Angola, Argélia, Austrália, Canadá, Cabo Verde, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Gabão, Gana, Guatemala, Guiné-bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Indonésia, Líbia, México, Namíbia, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Dominicana, São Tomé e Príncipe, Venezuela.

 

Consulte a lista de países que cada locadora de automóveis permite visitar

Na época em que estávamos cotando preços para alugar automóveis, o melhor preço para o período que queríamos alugar carro era da Budget, mas esta locadora não permitia conduzir o carro alugado até a Polônia, que era um dos nossos destinos pretendidos. Por isso, acabamos alugando o carro com a Alamo, que era a única que permitia viajar com o carro até os países que estavam no nosso roteiro. Cada locadora costuma cobrar também uma taxa para levar o carro para além as fronteiras do país onde foi alugado, mesmo na União Européia/Espaço de Schengen. Na Alamo, a partir de 3 países o valor já não mudava mais. Como nós pegamos e devolvemos o carro em Viena, não precisamos pagar nenhuma taxa de devolução em outra cidade.

 

Verifique a cobertura do seguro

Eu sou do time que acha que é melhor prevenir do que remediar: sempre que nós alugamos carro, nos preocupamos com o seguro. Tem muita gente que se contenta com o seguro do cartão de crédito mas, depois que tivemos uma experiência bastante frustrante em Aracaju, preferimos também contratar alguma opção de seguro oferecida pela locadora de automóveis.

 

Esteja atento ao regime de pedágios de cada país que você vai visitar

As locadoras de automóveis deixam claro que os pedágios são sempre responsabilidade dos motoristas. Na Áustria, o sistema de pedágios é por vignette, e como alugamos o carro em Viena, já tínhamos a vignette austríaca paga pela locadora de automóveis. A vignette é um registro eletrônico do pagamento de pedágio, que, dependendo do país, pode ter validade de 3 dias até 1 ano. Na Polônia, os pagamentos de pedágios eram em cabines como estamos habituados no Brasil e era possível pagar em Euros e receber o troco em Złoty. Já na Croácia, pegávamos um ticket em cabines que ficavam nos pontos de entrada das rodovias, e o valor cobrado de acordo com o trecho percorrido era pago em outras cabines no ponto de saída da rodovia, já perto do nosso destino.

Nos outros países por onde passamos, a vignette podia ser adquirida em postos perto das fronteiras: embora não haja controle de fronteira na Área de Schengen, as fronteiras entre os países são sinalizadas e, no caso de exigirem vignettes, os pontos de venda também são sinalizados. E aí é preciso prestar bastante atenção para não passar batido por estes pontos de venda e correr risco de levar multas!

Na Eslovênia, o sistema vigente era de vignette mas não tinha nenhum ponto de venda na fronteira com a Croácia, porque, lá, a vignette é normalmente adquirida nos postos de gasolina.

É recomendável guardar todos os recibos de pagamentos de pedágios para não ser pego com calças curtas caso seu carro seja parado ou haja alguma cobrança indevida da locadora de automóveis!

 

É recomendável dividir a responsabilidade de condução

Nós percorremos cerca de 2.600km, e seria humanamente impossível deixar que apenas um de nós dirigíssemos o tempo todo. Portanto, pagamos a taxa extra da locadora para permitir um condutor adicional, e dividíamos a responsabilidade de condução. Como as estradas eram muito boas, decidimos que cada um seria responsável por um trecho, assim não precisaríamos revezar num único dia e dava tempo suficiente pro outro descansar.

As estradas são, de fato, muito boas, mas a maioria das autopistas é uma reta daquelas que dá sono. Por isso, nós nos programamos para que nenhum dos trechos fosse muito longo, e parávamos para comer e/ou tomar um café sempre que necessário. Nosso trecho mais longo foi do primeiro dia, de Viena para Cracóvia, com quase 5h de estrada, mas paramos para almoçar com calma em Brno, cidade da República Tcheca onde dormimos no caminho de Cracóvia para Budapeste – que, aliás, foi uma escolha de roteiro nossa porque vimos que as estradas que ligariam mais diretamente as duas cidades estavam em obras.

 

Procure planejar os trechos com antecedência, verificando a existência de obras e possíveis rotas alternativas! 

Isso é outra coisa importante do planejamento: nós também pegamos vários trechos com obras, que conservam as pistas em excelentes condições mas acabavam deixando as viagens de carro mais demoradas. O Google Maps é uma mão na roda pra esse planejamento. Sempre que podíamos, buscávamos rotas alternativas – como foi o caso de voltar para a República Tcheca, dormir por lá e então cortar a Eslováquia rumo à Budapeste.

 

Prepare-se para os gastos extras de estacionamento

Alugar carro garante uma liberdade que os horários de trens e vôos não te dão, e isso pode ser uma vantagem imensa, mas também implica numa série de gastos extras, como gasolina e estacionamentos. São pouquíssimos os hotéis que não cobram por estacionamento, e os valores podem variar entre 12 e 16 euros por dia. Nas cidades por onde passamos, para nossos passeios, nós preferíamos nos locomover a pé ou de transporte público quando era necessário, justamente para não nos preocuparmos em encontrar estacionamentos e pagar por eles.

Nós usamos carro dentro das cidades em Budapest, Zagreb, Pula, Portoroz, Liubliana e Salzburg. A maioria das vezes foi para ir ao cinema, que ficava em algum shopping e que tinha estacionamento gratuito. Em Pula e em Portoroz, usamos o carro para ir até os pontos turísticos das cidades, pagando pelo período de estacionamento.

11 coisas para fazer 1 semana antes de viajar

Quando estamos preparando uma viagem, a lista de coisas a resolver parece interminável, não é?  É por isso que um pouquinho de organização, nessas horas, pode garantir muita tranquilidade e paz de espírito. Pautada nas minhas experiências de viagens, resolvi dividir aqui 10 coisas que considero importantes fazer em até, no máximo, 1 semana antes de viajar. Estas dicas foram pensadas pra facilitar, principalmente, a vida de quem vai viajar para o exterior, mas algumas delas também são válidas para viagens nacionais!

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1- Contratar o seguro de viagem

Viajar sem um bom seguro de saúde é a maior furada: sabe Deus o que pode acontecer, e a última coisa que queremos quando estamos viajando é dor de cabeça. Se o seguro tiver uma franquia que também proteja a sua bagagem, melhor ainda.

2- Solucionar as finanças

Nesta etapa, você já sabe se vai trocar o dinheiro, habilitar o cartão de crédito para uso no exterior e/ou fazer um cartão de débito – ou todas as opções anteriores. Quando eu morava no Brasil, sempre negociava o câmbio com antecedência e trocava o dinheiro. Aqui em Ierevan, é muito fácil fazer câmbio: além dos bancos, é possível trocar dinheiro nos supermercados, lojas e shoppings em pequenas casas de câmbio oficiais. Por conta dessa facilidade, e porque a taxa cambial oscila muito pouco, às vezes eu faço câmbio até mesmo na véspera de viajar.

3-  Criar um documento online com todas as informações da viagem

Usar o Google Drive para guardar todas as informações da viagem pode ser uma boa: além de poder acessar de qualquer lugar todos os seus documentos (cópia do passaporte, reservas dos hotéis, e-tickets e passagens, cópia do seguro de viagem, etc), você pode compartilhar com sua família para que eles saibam da sua programação.

4- Imprimir cópias dos documentos da viagem

Mesmo tendo as cópias eletrônicas de todas as suas reservas e da apólice do seguro, é importante ter cópias impressas de toda a documentação, já que alguns países exigem que estes documentos sejam apresentados na imigração e, neste momento, não se pode usar o celular. O ideal é fazer uma pastinha com cópias impressas do seu bilhete eletrônico (comprovando a passagem de volta), do seguro de viagem, da comprovação da hospedagem e, em alguns casos, dos acordos de isenção de vistos. Com a documentação em mãos, ficará mais fácil preencher os formulários de imigração (se houver).

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5- Fazer backup do celular e da câmera, e esvaziar os cartões de memória

Aquele item auto-explicativo.

6- Preparar o seu entretenimento de bordo

Longas horas dentro de um avião são ideais para botar a leitura em dia, ou mesmo se atualizar naquele seriado do qual tá todo mundo falando. Desde que eu ganhei o Kindle, ele é meu grande companheiro nos meus vôos, e eu sempre deixo uns 3 ou 4 livros já prontos para serem lidos. E, como eu sou meio old school quando se trata de música, eu ainda viajo com meu iPod clássico recheado de todas as possíveis trilhas sonoras da viagem. Eu tenho muita dificuldade de dormir nos vôos, então eu gosto de estar bem preparada pra me distrair e tornar a experiência mais agradável!

7- Comprar comidinhas para o vôo

Meu organismo fica MUITO DOIDO em dias de viajar. Do mesmo jeito que eu posso ter um apetite feroz, eu posso simplesmente perder completamente a fome. Isso sem contar quando a comida do avião é simplesmente intragável… é por isso que eu não entro no avião sem umas comidinhas de jeito nenhum! Barrinhas de cereal, mix de nuts, pacotinhos de biscoito, ou mesmo um chocolatinho (M&M’s costumam ser a minha escolha) podem ser a salvação da pátria.

8- Organizar a “farmacinha”

O termo “farmacinha” nasceu lá nos idos de 2004 e desde então é o meu termo para definir minha bolsinha de remédios e outros itens “de farmácia”, como band-aids, esparadrapos, spray antisséptico, etc. Eu não viajo sem levar os remédios com os quais já estou habituada, principalmente porque em muitos países é impossível comprar remédios sem receita. Inclusive, quando nos mudamos pra Armênia, eu trouxe um estoque dos remédios que eu mais uso, renovei na minha viagem ao Brasil em agosto do ano passado, e já listei o que preciso repor na próxima ida para terras tupiniquins. É sempre bom conferir se os princípios ativos dos seus remédios são permitidos no seu país de destino, e alguns países exigem a apresentação da receita de medicamentos, principalmente no caso de substâncias controladas; neste caso, é bom providenciar também uma tradução para a língua oficial do país ou, no mínimo, uma tradução para o inglês.

9- Deixar a mala tomar ar

Seja você um viajante frequente ou não, você deve ter seu lugar de deixar a mala guardada entre um vôo e outro: por isso, é importante deixar a mala tomar ar e, se possível, um pouco de sol pra tirar qualquer cheirinho indesejado. E, se for a sua primeira viagem, e você tiver acabado de comprar uma mala, também é bom deixar que a mala tome ar e um pouco de sol pra tirar o cheiro intenso dos materiais usados na fabricação.

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10- Monitorar o clima do seu destino

Pra ajudar na hora de organizar a sua mala inteligente, e pra ter a certeza de que você vai viajar bem preparado pra encarar qualquer clima, comece a monitorar o clima do seu destino pelo menos uma semana antes. Assim, você consegue planejar bem a organização da sua mala e dificilmente será pego de surpresa.

11- Habilitar o roaming no celular ou providenciar SIM card internacional

Nem todo mundo habilita o roaming do celular pra viajar, principalmente em tempos de tanta facilidade de adquirir SIM cards que oferecem planos bem mais vantajosos do que os das operadoras nacionais. Ainda assim, eu acho que desde 2008 eu não viajo sem estar com o roaming habilitado, nem que seja só pra mandar um SMS quando o avião pousa avisando que tá tudo bem. A minha operadora aqui na Armênia oferece uns planos decentes de roaming de internet, então, dependendo do país de destino ou da duração da viagem, eu simplesmente habilito um desses planos e nem me preocupo com a compra de um SIM card novo. Mas já falei um pouco por aqui sobre SIM cards que compramos nas nossas últimas viagens (tenho que atualizar com a última operadora que usamos no Reino Unido!).

Onde comer em Belfast?

Como vocês já sabem, Belfast foi a cidade que ganhou o nosso coração nas últimas férias! Nós adoramos Belfast e a Irlanda do Norte, e agora é hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá. Não são muitos, já que fizemos 2 day trips e acabamos comendo naqueles destinos, mas são 4 bons lugares que tem o selo Letícia de aprovação gastronômica!

  • Town Square

Nós gostamos tanto desse restaurante/café/bar que fomos 2 vezes! O Town Square fica na Botanic Avenue, uma das ruas que mais concentra bons restaurantes e bares da cidade, e nós demos a sorte de ficar num hotel ali pertinho – então não estranhem quando virem os 3 primeiros dos 4 restaurantes dessa listinha sejam nessa rua! O ambiente do Town Square é muito agradável, porque parece um pub mas tem um toque de modernidade, e essa estante de livros no meio do restaurante ganhou meu coração.  A seleção de cervejas deles é ótima: são sempre 8 rótulos disponíveis, mas que mudam a cada mês de acordo com a curadoria. Eu fui fiel e comi o mesmo prato nas 2 vezes em que paramos por lá: o hambúrguer de carne com onion rings acompanhado de batatas fritas (£8,50). Nem preciso dizer que amei e recomendo, né.

  • Sakura

Localizado também na Botanic Avenue, o Sakura é avaliado como um dos melhores restaurantes japoneses de Belfast. Nós comemos sashimi de atum (£6,80) e salmão (£5,80), sushis de salmão (£3,50) e atum (£3,80), e alguns rolls (preços variam entre £2,50 e £6,80). O atendimento não foi uma maravilha, mas a qualidade dos peixes é excelente.

  • Scalini

Também fomos 2 vezes a este excelente restaurante italiano, que também fica na Botanic Avenue. O Scalini é ENORME e, nas 2 vezes em que lá estivemos, estava lotado. No nosso primeiro jantar por lá, tínhamos chegado da nossa day trip temática de Game of Thrones, já era tarde, eu estava cansada e meu estômago não estava pedindo nada com grande consistência, então pedi só a sopa do dia (£4,45). Já no dia em que voltamos, aproveitamos para provar uma das muitas pizzas disponíveis, feitas no forno à lenha. A nossa escolhida foi a campagnola (£10,65): tomate, queijo mozzarella, frango, bacon e milho. Estava boa DEMAIS e eu salivei aqui só de lembrar dessa pizza!

  • Tony Roma’s

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A rede mundial de restaurante Tony Roma’s tem uma filial em Belfast, na University Road, pertinho do Ulster Museum. Eu sou bem viciadinha em costelas de porco, então é claro que eu tinha que provar uma das famosas ribs dessa cadeia de restaurantes. Nós escolhemos dividir o prato fillet medallions and half rack baby backs (£24,99), um prato enorme com 2 medalhões de filé mignon e meia costela de porco, acompanhados de purê de batata e vegetais da época (que, naquele caso, eram os brócolis). Tudo estava MUITO bom e suculento!

DICA BÔNUS: PUB

  • The Points

Vocês realmente acharam que não ia ter uma dica de pub de Belfast por aqui? Claro que tem que ter! Localizado na Dublin Road, bem no coração do centro de Belfast, o The Points foi O PUB recomendado por TODOS os locais com quem conversamos. Lá, há música ao vivo todos os dias da semana com bandas irlandesas que vem de todo o país, e uma variedade de mais de 80 whiskeys e cervejas locais e internacionais. O ambiente é muito confortável e aconchegante, mas eles não servem comida – só o Irish stew (um dos pratos nacionais caseiros da Irlanda, o guisado irlandês é elaborado com carne de cabrito, batatas, couve branca, alho poró, cenoura e aipo), que pode acabar mais rápido do que a gente pensa (infelizmente, nós não conseguimos provar).

Onde comer em Liverpool?

Liverpool foi uma das cidades que mais amei conhecer no ano passado! Não foram poucos os posts sobre a cidade dos Beatles que oferece muito mais do que apenas as histórias dos 4 rapazes. Agora chegou a hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá!

  • Turtle Bay Caribbean Social

Num ambiente que teletransporta a gente para a Jamaica, o Turtle Bay Caribbean Social da Victoria St tem um cardápio recheado de delícias. Essa também é uma rede de restaurantes com diversas unidades espalhadas pela Inglaterra. Vale a pena prestar atenção na promoção de cutters (3 por £14 ou 4 por £18), que são pratos inspirados pela culinária dos vendedores de quiosques de praia e de rua das ilhas do Caribe, ideais para serem divididos.

  • Revolution 

Um bar delicioso, que também faz parte de uma uma rede cheia de unidades espalhadas pelo Reino Unido: só em Liverpool são 4 unidades, e nós fomos conhecer a que fica no Cavern Quarter (2 Temple Court). A comida é muito boa, e o serviço é bom, com uma equipe atenciosa e rápida. Nós pedimos o Street Food Crate (mini hambúrgueres, frango frito, pizza de pepperoni, batata frita e molhos) pra dividir, e tudo estava muito gostoso. O ambiente é muito legal, com sofás aconchegantes e uma decoração interessante.

  • Revolución de Cuba

De revolution para revolución! Em Liverpool, o Revolución de Cuba fica no Albert Dock, e oferece uma comida excelente, embora o serviço tenha sido um pouco lento. Essa unidade restaurante, que também faz parte de uma rede, tem 2 andares e conta com um terraço junto ao dockside, que eu recomendo fortemente se não estiver um frio de rachar. No 2º andar, um bar de rum super exclusivo. De terça a domingo, pode-se pedir 3 tapas por £14.

  • Gusto

De todas as filiais de redes de restaurante que visitamos, acho que o Gusto era o mais chiquezinho de todos – embora os preços não fossem nada astronômicos. A unidade de Liverpool também fica no Albert Dock, com vista para a Tate Gallery. Nós pedimos o garlic pizza bread de tomate e manjericão (£5,75) de entrada, eu comi o garganelli arrabiata (£10,75) como prato principal, e ainda dividimos um calzone de nutella e mascarpone (£6,75) de sobremesa.

  • La Viña

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Talvez nós tenhamos feito um pedido errado, mas o La Viña foi o restaurante do qual menos gostamos em Liverpool (11-15 North John Street). O restaurante, que tem uma unidade em Liverpool e uma outra em Manchester, tem a proposta de enaltecer a comida ibérica. Nós pedimos o pan tumaca (£3,50), que é uma bruschetta na versão espanhola, e a tabla la viña (£15), mas fiquei bem frustrada porque achei que a tabla la viña teria uma quantidade maior de presuntos e queijos.

  • Las Iguanas 

Pra falar a verdade, nós fomos no Las Iguanas de Manchester! Mas, como vocês já sabem, fizemos uma day trip pra lá enquanto estávamos em Liverpool, e há uma filial do restaurante em Liverpool, então achei que faria sentido incluí-lo nesta lista aqui. A rede Las Iguanas também tem unidades espalhadas por todo o Reino Unido para celebrar a culinária latino-americana. É claro que nós pedimos pão de queijo (cheese dough balls, £3,25), que não sobreviveram nem pra foto! Também provamos os dadinhos de tapioca (£5,50), que estavam bem gostosos. O marido quis comer chili con carne (£11,95), enquanto eu fui de fajitas com camarões (£16,75). De sobremesa, churros (£4,95 a porção com 3) com doce de leite. A decoração do restaurante é uma atração a parte, recriando paisagens famosas do Rio, Buenos Aires e Ciudad de México.

  • Etsu

A melhor surpresa de Liverpool, e também a nossa grande sorte: o restaurante oriental Etsu que reproduz pratos clássicos da cozinha japonesa. E digo grande sorte porque esse restaurante é pequenininho e vive cheio, e nós conseguimos a última mesa disponível sem termos feito reserva! Se você for passar por Liverpool e gostar de comida japonesa, eu recomendo fortemente esse restaurante e, principalmente, recomendo que faça reserva pra não correr o risco de ficar de fora! Nós pedimos sake maki (£3,95), tekka maki (£4,25), maguro nigiri (£3,85), sake nigiri (£3,65), suzuki nigiri (£3,55) e unagi nigiri (£3,75).

  • Bill’s

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Outra rede de restaurantes que merece a atenção. Eu já tinha tomado um café em uma das filiais do Bill’s em Londres, mas deixei pra escrever sobre o restaurante nesse post porque foi em Liverpool que provamos a comida. Localizado no ONE, o menu recheado de delícias é servido num ambiente muito aconchegante e descontraído. Eu pedi o Bill’s Hamburguer (£10,95), que vem com um “molho secreto” bem delicioso, e adicionei queijo cheddar (+£1,35) e bacon (+£1,55). O marido comeu gnocchi bolognese (£10,95) que, segundo ele, estava muito bom. Destaque para o fato de que o restaurante usa as facas Tramontina!

Onde comer em Londres?

Os ingleses não são famosos pela sua culinária (ou talvez sejam famosos pela sua culinária pouco desenvolvida), mas há muitos lugares bons para se comer pelo Reino Unido, atendendo à todos os gostos e bolsos. Aqui, registrarei algumas das minhas dicas gastronômicas de Londres, sejam elas descobertas recentes ou lugares aos quais eu faço questão de voltar todas as vezes em que estou na cidade!

  • Jack’s

No meio de Chelsea, esse restaurante fica num imenso subsolo da Lots Road. O ambiente é muito legal, decorado com bandeiras e objetos antigos, mesas largas e cadeiras difertentes. O menu é amplo, pois permite combinar diferentes tipos de carnes, peixes e frangos a muitos acompanhamentos. Os preços dos pratos variam de acordo com as escolhas, mas ficam em torno de £20.

  • Comptoir Libanais

Essa rede de cantinas tem um cardápio amplo e muito apetitoso, recheado das delícias da culinária libanesa com preços que não vão deixar ninguém no vermelho. Kibe (£5,50), falafel (£4,75), baba ganoush (£5,50), fattets (£9,95)… são incontáveis as gostosuras para matar a fome.

  • Caffé Concerto

Entre uma comprinha e outra, um cantinho aconchegante para tomar um café na King’s Road. Eles tem uns doces incríveis, que a gente começa a comer com os olhos no momento em que entramos no café.

  • Manicômio

Na Duke of York Square, o Manicômio é um café, restaurante e bar com ambiente super agradável e charmoso. O menu fechado de almoço com entrada e prato principal custa £24,50, enquanto o menu que compreende entrada, prato principal e sobremesa custa £28,50. No menu do café, que tem um ambiente mais descontraído, opções para o café da manhã (servido até as 11h20), refeições rápidas (entre meio dia e 18h30), e deliciosas sobremesas para serem harmonizadas com os cafés.

  • Moo Cantina Argentina

Com 2 unidades em Londres (Bricklane e Pimlico), esse restaurante celebra a culinária argentina em toda a sua glória. Além das carnes com os cortes tradicionais, a Moo Cantina destaca alguns clássicos da comida de rua argentina, como os lomitos e as empanadas. Os pratos podem ser degustados acompanhados de vinhos argentinos ou de uma boa Quilmes. No cardápio de sobremesas, panqueca com dulce de leche. Nós jantamos na unidade de Pimlico, onde fomos muito bem atendidos.

  • Jamie’s Italian

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No coração de Covent Garden (um dos meus lugares preferidos de Londres), está uma das filiais do restaurante Jamie’s Italian. Quando fomos lá dessa vez, um menu especial de fim de ano estava disponível, e eu optei por provar o risotto de frutos do mar. Essa rede está sempre lotada (então é bom fazer reserva), mas a comida é muito gostosa e os preços são bem amigos: a maioria dos pratos custa menos de £20. De segunda à sexta, entre meio-dia e 19h, é possível degustar o set menu com entrada e prato principal por £12,95, ou entrada, prato principal e sobremesa por £17,95.

  • Prêt à Manger

Provavelmente a minha rede favorita de comidas rápidas! Em Londres, é fácil encontrar um Prêt à Manger a cada esquina, obedecendo ao conceito de “pronto pra comer” (que é, literalmente, o nome da rede). Essa rede oferece uma gama de comidas saudáveis, como sopas, sanduíches em baguettes e saladas, feitas com ingredientes orgânicos. O meu sanduíche preferido é o de atum com pepino, seguido de perto pelo de prosciutto com mozzarella e o de caprese. O café deles também é uma delícia. Mas o que eu mais amo do Prêt à Manger é a água de côco (£3): é a única água de côco engarrafada de toda a Europa que tem gosto de água de côco de verdade!

  • Rosso Pomodoro

Falou em pizza napolitana, eu tô dentro. Eu amo a massa mais grossinha das pizzas napolitanas, e a rede Rosso Pomodoro prepara suas pizzas com perfeição. Há algumas unidades em Londres, mas é claro que a minha preferida é a de Covent Garden (eu já falei que amo esse bairro? Pois é). As pizzas custam entre £7 e £15, e eles tem até opções sem glútem. As bruschettas também são deliciosas.

  • Yo! Sushi

Essa é outra rede com muitas unidades espalhadas não só por Londres mas também por outras cidades da Europa e da Ásia, onde sempre poderemos encontrar comida japonesa fresca e de boa qualidade. Os preços também variam entre £7 e £15.

  • Jamie Oliver’s Union Jack
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o dia em que eu vi Jamie Oliver no Jamie’s Union Jack

Advinha onde fica esse restaurante? Isso mesmo, Covent Garden! O Jamie Oliver’s Union Jack fica dentro do Covent Garden Market, e a proposta é diferente da rede Jamie’s Italian, embora os preços sejam parecidos. Neste restaurante descontraído, bons hambúrgueres e pizzas podem ser apreciados.

  • Bella Italia

Mais uma rede italiana que vale a atenção pela boa culinária e pelos bons preços. Há muitas unidades espalhadas pela cidade.

  • Prezzo

Do mesmo modo que Bella Italia e Rosso Pomodoro, a rede Prezzo tem ótimos preços e pratos muito bem servidos e saborosos nas suas unidades espalhadas por Londres.

  • Lots Road Pub

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Se não tivesse um pub nessa lista, não seria a minha lista. Eu amo pubs e pub food, que costumam ser sempre bem feitas e não custam os olhos da cara. Falem o que quiser, eu acho fish & chips uma das coisas mais deliciosas que já inventaram! O pub da Lots Road, que fica em Chelsea, tem um cardápio cheio de delícias pra serem servidas num ambiente agradável e com ótimo serviço.

Em Moscou com meus pais

A primeira viagem internacional dos meus pais foi cheia de aventuras: primeiro, nos aventuramos por Portugal, conhecendo o Porto, Fátima e Lisboa. Depois, viemos pra Ierevan, e aqui eles ficaram conosco por 3 semanas. Por fim, fomos passar o último final de semana da viagem deles em Moscou, de onde eles embarcariam de volta pro Brasil!

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Voamos de Ierevan para Moscou com a Ural Airlines, desembarcando em Domodedovo perto das 18h. De lá, tomamos um Uber até o nosso hotel, o Hilton Garden Inn Moscow Krasnoselskaya. Vale a pena notar que há um preço fixo de transporte de/para os aeroportos de Moscou, embora muita gente infelizmente seja enganada e acabe pagando muito mais pelo serviço de transporte. O preço determinado é de 1000 Rublos (cerca de 20 dólares), e nós geralmente temos optado por usar o Uber, que já debita no nosso cartão de crédito, mas também recomendamos os serviços do Yandex.

Localizado no Terceiro Anel de Moscou, este hotel Hilton fica pertinho da estação de metrô Krasnoselskaya (Красносельская), que atende à linha 1 (vermelha), e bem em frente ao shopping Troika (Тройка), o que foi super conveniente pra gente. Como o marido não pôde ir conosco, optamos por um quarto triplo, que era a opção mais barata pra hospedar nós 3, e o café da manhã incluído na diária. Chegamos no hotel mortos de fome e decidimos comer por lá mesmo, e pedimos frango na brasa acompanhado de batatas fritas. Pra um restaurante de hotel, o Garden Grille & Bar Restaurant tem preços bastante interessantes, e foi bom poder matar a fome por lá mesmo.

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Acordamos no sábado sem pressa e aproveitamos o farto café da manhã, oferecido como buffet. Saímos do hotel rumo à Praça Vermelha, e optamos ir de táxi, usando o serviço do aplicativo Yandex. Acontece que, em um grupo de 3 pessoas, a maioria dos trajetos sai mais barato de táxi do que de metrô e, como era final de semana, não havia muito trânsito na cidade, então realmente valia mais a pena tomarmos táxi.

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Chegamos na Praça Vermelha e estava um calor escaldante! A fila pra visitar o Mausoléu do Lênin estava imensa, e meus pais preferiram não encarar. Passeamos, então, pelos jardins do Kremlin, e aproveitamos para admirar calmamente a arquitetura da Praça, da Catedral de São Basílio e do Kremlin. Cada vez que eu vou lá, eu me emociono, porque é realmente um lugar belíssimo!

Passeamos um pouco também pela GUM e, quando chegou a hora de almoçarmos, eles preferiram comer no Bosco Fresh & Bar do que na Stolovaya 57 porque eles gostaram mais do ambiente e da vista da Praça Vermelha que o Bosco Fresh & Bar proporciona, mesmo do salão climatizado. Já falei um pouco da nossa experiência neste restaurante neste post aqui.

Meus pais ficaram muito encantados com a Praça Vermelha e adoraram a experiência. Minha ideia inicial era sairmos de lá rumo ao VDNKh para passearmos pelo parque e também visitarmos o Museu dos Cosmonautas, que fica lá perto, mas o calor era tão intenso que nenhum de nós 3 estava aguentando. Em qualquer viagem, eu acho que é primordial respeitar o ritmo e não forçar a barra. Então fizemos o caminho de volta pro hotel: meu pai ficou por lá descansando, e eu e a mamãe fomos passear no shopping Troika!

O shopping Troika é bem grande: tem 3 andares, uma Leroy Merlin imensa e um supermercado Auchan gigantesco. Nele, encontramos lojas como Zara, Decathlon, Nike, Adidas, Pull & Bear, entre outras, e uma boa praça de alimentação.

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No domingo, nosso primeiro destino foi a Igreja da Imaculada Conceição para participarmos da missa. A Igreja da Imaculada Conceição é imensa e belíssima, e foi muito emocionante pra mim poder participar da missa em russo pela primeira vez.

Saímos da missa renovados, e seguimos para meu lugarzinho favorito de Moscou: a Dom Knigi da Avenida Nova Arbat! Eu queria muito aproveitar essa viagem pra comprar minha coleção em russo de Harry Potter, mas eu queria uma edição específica – afinal, já que é pra colecionar livros de Harry Potter, que eles sejam especiais e diferentes, né? Já tinha olhado a Respublica (РЕСПУБЛИКА) da GUM, mas lá não tinha a edição que eu queria, e graças a Deus eu encontrei na minha Dom Knigi preferida!

Depois de passearmos pela enorme livraria, saímos em busca de alimento na Nova Arbat. Como já comentei no post sobre restaurantes em Moscou, nosso escolhido foi o Steak it Easy, restaurante ao qual só posso tecer elogios: eles não só atenderam a todas as nossas restrições alimentares, como também foram super acolhedores quando começou a chover e nós ficamos fazendo hora por lá. E, é claro, reforço minha dica da tortinha de chocolate com caramelo e flor de sal.

Eu falei que começou a chover? Gente, aquilo não foi chuva. Foi um dilúvio! A gente acabou ficando horas e horas no restaurante, e não conseguimos seguir pro Museu dos Cosmonautas. Sim, eu queria muito ter levado meus pais lá e fiquei de fato frustrada por não ter conseguido! Mas fé em Deus de que teremos outras oportunidades!!

A princípio, nós íamos trocar de hotel no domingo de noite, e iríamos pro Ramada que fica do lado do aeroporto, já que o vôo deles pra Lisboa sairia bem cedinho do Domodedovo, e o meu vôo pra Ierevan logo em seguida. Mas acabamos optando por ficar lá no Hilton mesmo, e sairmos mais cedo do hotel pro aeroporto na segunda feira. Assim, aproveitamos o finzinho do domingo pra voltarmos no shopping e comprarmos algumas coisinhas para comermos antes de sair do hotel rumo ao aeroporto, além das minhas caixinhas de biscoito Barni (que ainda não chegaram na Armênia #chateada). Jantamos de novo no restaurante do hotel pela comodidade e para podermos arrumar as malas com calma.

Saímos do hotel 04h15 da manhã (eu sei, cruel!) e chegamos no aeroporto 45min depois. O Domodedovo é bem longe mesmo de tudo, e há que se planejar bem pra chegar cedo e não correr risco de perder o vôo. Já tínhamos feito check in online, então só precisamos despachar as bagagens deles na TAP e seguimos pro embarque. Depois dos procedimentos de segurança e imigração, que demoram MUITO no Domodedovo, sentamos pra tomar um último cafézinho juntos até a hora em que eles embarcaram.

Eu fiquei muito feliz de ter podido passear um pouquinho em Moscou com meus pais, mesmo que não tenhamos feito tudo o que tínhamos planejado! Foi um final de semana especial com eles e pra eles!

Porto, amor à primeira vista!

Se no dia 25 de junho eu estava voltando pra Ierevan com o marido, já no dia 29 eu embarquei em outro avião pra encontrar meus pais em Portugal! Fui pra Moscou na noite do dia 29, porque não tem vôo direto de Ierevan pra Portugal, e dia 30 cedinho eu peguei o vôo da TAP que sai do Domodedovo pra Lisboa. Em Lisboa, fiz uma conexão bem corrida pra pegar o vôo curtíssimo pra Porto, onde encontrei meus pais numa chegada bem sincronizada no aeroporto! Eles voaram também de TAP, mas direto do Rio pra Porto.

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Nós nos hospedamos em Vila Nova de Gaia, no Novotel. Vila Nova de Gaia nada mais é do que o outro lado do Rio Douro, onde ficam as principais caves de vinho. Como nós éramos 3 (marido não conseguiu ir comigo por causa do trabalho), optamos por hotéis que oferecessem acomodação em quarto triplo. O Novotel não só oferecia quarto triplo bastante espaçoso como, mesmo pagando pelo café da manhã, foi uma opção mais barata do que outros hotéis do mesmo nível em Porto.

Depois de nos instalarmos, nos arrumamos rapidamente e fomos para o Cais do Porto, mas do lado de Gaia mesmo, na Avenida Diogo Leite, em busca de alimento. Lá, paramos pra comer no restaurante Douro Velho, onde provamos deliciosos bolinhos de bacalhau e bacalhau à Brás acompanhados de vinho verde Casal Garcia, um dos meus vinhos preferidos da vida.

Aliás, se teve uma coisa que eu fiz em Portugal foi matar um pouquinho da saudade do Brasil: não só porque estava com meus pais depois de quase 6 meses sem vê-los, mas também porque o país guarda muito mais semelhanças com o Brasil do que eu pensava. Muito além do idioma, as comidinhas deliciosas que eu cresci comendo estavam todas lá, e eu confesso que me esbaldei!

Naturalmente, o cansaço imperava neste dia em que chegamos, então ficamos um pouquinho ali pelo cais mesmo, já compramos alguns souvenirs nas lojinhas dali, e logo logo voltamos pro hotel. Já fica a dica/spoiler: os souvenirs em Porto são bem mais baratos do que em Lisboa!

No sábado, acordamos com calma e desfrutamos muito do café da manhã super farto do Novotel. Por sinal, não há como tecer elogios suficientes para o hotel e para toda a equipe: o hotel é super bem estruturado e confortável, e conta com uma piscina excelente; a equipe é toda maravilhosa, super atenciosa e solícita. Saímos do hotel e fomos até o Cais do Porto, onde tomamos o ônibus turístico, que foi a nossa melhor escolha pra conhecer diversos pontos turísticos em um único dia já que nossa passagem por Porto era expressa. As opções de bilhete eram de 15 euros pra 24h e 17 euros pra 48h: nós só usaríamos mesmo no sábado, então compramos pra 24h mesmo. Nós demos uma volta completa com o ônibus, num passeio que leva cerca de 2h. Quando voltamos para a Sé do Porto, descemos para almoçar, escolhendo o Picota. No Picota, comemos peixe e frango deliciosos, acompanhados de sangria de verão.

Depois do almoço, subimos novamente no ônibus, desta vez para parar e descer nos lugares que mais despertaram o nosso interesse: a Igreja de São Nicolau, a Escola Superior Artística do Porto, e a Igreja do Carmo, que é uma das construções mais bonitas que eu já vi na minha vida.

A rota do ônibus terminava às 18h, e nós também já estávamos cansados e com fome. Descemos, então, no Cais do Porto e jantamos no Café do Cais, bem ali na beirinha do Rio Douro. O Café do Cais tem um ambiente bacana e o preço é bem justo. Eu e meu pai comemos carne acompanhada de batatas portuguesas, e minha mãe comeu um sanduíche leve de frango grelhado. Minha sobremesa foi pastel de nata, é claro.

Ali perto do Café do Cais também tem várias lojinhas de lembrancinhas, e nós aproveitamos pra arrematar mais algumas coisinhas – mas juro que não foi nem perto do suficiente!! Decidimos ir andando para Vila Nova de Gaia, atravessando a Ponte de D. Luís a pé. De lá, pedimos um Uber para nos levar até o hotel. Cada trecho desse entre o Cais e o hotel dava entre 7-10 euros. Foi quando entramos no Uber que descobrimos que, naquele dia, estava acontecendo a festa de São Pedro da Afurada, ali bem pertinho! Infelizmente não fomos lá conferir pois já estávamos bem cansados e o domingo prometia ser especial – precisávamos, então, descansar!

No domingo, acordamos cedo e fomos à missa na Igreja da Paróquia do Amial. Que gracinha de Igreja! E que missa maravilhosa! Foi minha primeira missa em português em meses e isso contribuiu pra que eu me emocionasse bastante. Depois da missa, voltamos pro hotel, terminamos de ajeitar as coisas, fizemos nosso check-out e almoçamos por lá mesmo. O almoço no Novotel era ótimo, com um farto buffet e 2 opções: buffet frio e de sobremesas a 12,50 euros por pessoa, e buffet completo (frio, quente e sobremesas) a 25 euros por pessoa. Não foi nosso almoço mais barato, mas foi uma excelente opção para economizar tempo, já que tínhamos hora pra ir pra estação de trem.

Pegamos o trem Alfa Pendular e descemos em Coimbra para tomar outro trem que nos levaria, enfim, ao nosso destino: Fátima! Confesso que essa viagem de trem entre Porto e Fátima não foi a melhor opção: além de termos que trocar de trem em Coimbra, a estação de trem em Fátima fica MUITO longe do Santuário. São mais de 40 minutos de táxi, que custa um pouco mais de 30 euros! E o trem de Coimbra pra Fátima ainda atrasou… realmente não recomendo. O melhor jeito de chegar e sair de Fátima é de ônibus – e vou dar mais detalhes sobre isso no post sobre este lugar santo que pudemos visitar.

 

De Moscou pra São Petersburgo no trem

Nossa última parada das férias foi a cidade de São Petersburgo, e tivemos a sorte de ir pra lá justo no período das noites brancas!

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Mas, antes de falar sobre nossos dias em São Petersburgo, quero contar pra vocês sobre a viagem de trem expresso entre Moscou e São Petersburgo. Nós voamos entre Vienna e Moscou no dia 20 de junho, e dia 21 de junho pegamos o trem cedinho pra São Petersburgo. Já tínhamos comprado o bilhete na nossa passagem por Moscou no comecinho das férias, e recomenda-se comprar estes bilhetes com antecedência; pode-se usar as máquinas disponíveis na estação de Leningradsky.

Como nosso trem saía bem cedinho, reservamos o Sukharevsky Design Hotel, que tem localização ideal pra quem precisar chegar rápido na Leningradsky. Este hotel também fica próximo de estações de metrô, então considero uma boa opção pra quem vai passear em Moscou!

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Ali perto, jantamos no Burguer & Fries do Miratorg na Avenida Acadêmico Sakharov. A região do hotel está em obras (como quase toda a cidade de Moscou), mas não é tão difícil de se locomover a pé na região. Esse Burguer & Fries fica dentro do supermercado, e eu acho que não daria nada por ele se não fosse a fome que estávamos sentindo! Ainda bem que testamos e ficamos satisfeitos, pois os hambúrgueres são bem gostosos e o preço é muito justo. E ainda aproveitamos pra comprar uns biscoitinhos pra beliscar no trem no dia seguinte!

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A estação de Leningradsky é bem grande, e tem algumas opções de cafés e restaurantes, além de lojinhas dos mais diversos produtos.

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A viagem de trem pra São Petersburgo foi super agradável, e dura 4h no trem expresso. O ticket do trem expresso custa mais caro do que o ticket do trem normal, mas a viagem leva 8h! Por isso nós optamos por ganhar tempo, mesmo gastando um pouquinho mais, pra podermos aproveitar melhor a tarde em São Petersburgo. Mas vou contar sobre o que fizemos em São Petersburgo em outro post!

Os hotéis das nossas férias

Eu confesso: sou muito chata pra escolher hotéis. Há muito tempo que eu acho que, se for pra ter menos conforto do que eu tenho em casa, é melhor nem viajar. Por isso eu sou bem exigente no processo de escolha, e, quando as expectativas não são correspondidas, é bastante frustrante.

Nestas nossas férias, passamos por 7 cidades, com 7 hotéis diferentes reservados via Booking e ainda uma experiência com o Airbnb em São Petersburgo. Quero, então, dividir com vocês nossa avaliação dos hotéis e também do apartamento!

  • Moscou: Ibis Paveletskaya

Eu gosto muito da rede Ibis porque o custo/benefício costuma ser muito justo e a gente sempre sabe o que pode esperar, a localização costuma ser sempre boa, eles tem uma política de solucionar qualquer problema em 15 minutos, os quarto são sempre bem limpos e com piso frio, a cama é muito confortável e o banheiro é sempre decente – e se tem uma coisa com que eu sou particularmente exigente é banheiro.

No Ibis Paveletskaya, não foi diferente: a localização era muito boa, num bairro residencial, com comércio 24h próximo, um Starbucks também bem próximo (e dentro de uma livraria!), perto do metrô e da estação do AeroExpress pro aeroporto Domodedovo.

  • Nice: Ibis Palais du Congres Vieux

Provavelmente o maior quarto de Ibis onde já nos hospedamos! Ficava um pouco distante da orla, mas ainda assim numa distância possível de se caminhar com tranquilidade. Tinha um banco na frente, comércio próximo, e também ficava perto das ruas da cidade velha (Vieux Ville). Também foi fácil ir e voltar andando da Catedral de Notre Dame, que fica na principal rua da cidade.

Nesse Ibis, provamos o café da manhã e gostamos bastante. O preço era justo (10 euros por pessoa) e o buffet era muito farto, com pães e queijos diversos (inclusive pain au chocolat), boa disponibilidade de frios, geléias, sucos, café, capuccino, etc.

O quarto era realmente espaçoso e confortável, embora faltasse cofre (acho que foi a primeira vez que vi um quarto de Ibis sem cofre). O banheiro tinha um tamanho muito bom, e tinha banheira(!) mas não tinha exaustor.

  • Milão: Best Western St George

Muito próximo da estação de trem Milano Centrale, também ficava bem perto de excelentes restaurantes (como já contei no post sobre Milão) e podíamos ir a pé para todas as principais atrações turísticas da cidade. A localização também era muito conveniente para compras: era fácil de ir e voltar do quadrilátero da moda a pé. Outra coisa importante da localização deste hotel pra gente foi a proximidade de uma lavanderia de serviço rápido e com preço bom (12 euros pra duas máquinas de roupas).

Este hotel é 4 estrelas, e o café da manhã estava incluído na diária. Embora o ambiente do restaurante fosse um pouco decadente, o buffet era farto e tinha diversas opções para nos manter devidamente nutridos na primeira refeição do dia, inclusive croissants saborosos e bolos diversos. Também estava incluído na diária um chá da tarde com bolo, servido entre 16h e 18h.

O quarto não era enorme, mas tinha um tamanho bom o suficiente para nos locomovermos tranquilamente mesmo com as malas no chão. O banheiro era ótimo, e tinha até lugar pra pendurar pequenas peças de roupa que lavei. A TV do quarto também era bem grande e tinha SKY. A cama foi provavelmente uma das melhores da viagem, e a cortina também era eficiente.

  • Berlim: Novotel Am Tiergarten

Este Novotel tem 2 principais pontos importantes: era colado na estacão de S-Bahn Tiergarten (só precisávamos literalmente atravessar a rua), e o quarto era IMENSO. O nosso quarto era da categoria mais simples e tinha sala de estar separada do quarto, e o quarto em si já era enorme (acho que dava até pra andar de bicicleta lá dentro). E olha que foi um dos hotéis mais baratos da viagem (pelo que vimos, os preços de hotéis em Berlim geralmente são muito bons!)!

A limpeza era também impecável. O hotel também disponibilizou pantufas e roupões para nosso conforto. Nós também testamos o serviço de quarto e foi ótimo: pedimos algo que não estava no menu (frango grelhado com purê de batata, porque eu não tava passando muito bem), e prontamente fizeram e entregaram em pouco tempo.

Mas nem tudo são flores e tivemos uma surpresa ruim quando chegamos no nosso quarto: o banheiro era dividido. Em vários lugares da Europa, eles fazem um toalete separado da casa de banho (em bom português: um cômodo pra privada com uma pequena pia, separado de onde fica o chuveiro com outra pia – e, no caso deste Novotel, tinha também banheira neste cômodo). Isso é uma coisa que eu detesto: pra mim é muito importante que esteja tudo no mesmo cômodo. Este não foi o primeiro hotel europeu onde vimos isso, mas vou lutar ainda mais nas próximas pesquisas das próximas viagens para que isso não se repita.

  • Praga: Green Garden Hotel

Achei este hotel super charmoso, e com uma localização interessante para quem precisa se distanciar um pouco da agitação de uma cidade que recebe turistas demais. Dá pra ir andando do Green Garden para a cidade velha (levamos cerca de 20 a 25 minutos, dependendo principalmente do calor), ou usar o transporte público (linha 22). Nós optamos por caminhar, então nem testamos o transporte público, mas nos pareceu eficiente.

O café da manhã também estava incluído neste hotel, e era excelente. O buffet tinha opções várias de frios, bons pães, geléias, sucos, etc. Além das opções do buffet, era possível pedir suco fresco e também drinks matinais.

O quarto não era imenso, mas era bastante espaçoso. O banheiro era realmente bom, e também tinha espaço pra secar alguma pecinha de roupa que lavamos. A lavanderia mais próxima ficava a uns 15 minutos de caminhada.

Uma outra coisa que achei super positiva deste hotel foi o ótimo restaurante com preços justíssimos: das nossas 3 noites em Praga, jantamos no hotel em 2 delas. O restaurante tem um menu extenso, e os preços estavam na média da maioria dos restaurantes a que fomos. Tem hotel que abusa nos preços dos seus restaurantes, o que pode ser um pesadelo se você tá cansado de andar o dia inteiro e só quer comer alguma coisa rápida antes de dormir – e este não foi o caso, graças a Deus. Em Praga, jantar no hotel foi para nós um alívio, pois não nos obrigava a ficar ainda mais tempo andando no calor e no meio da multidão.

O ponto negativo do Green Garden foi a ineficiência da cortina: o sol tá nascendo bem cedo por estas bandas, e eu acordava todo dia por volta das 6am com a luz toda na minha cara.

  • Viena: Leonardo Hotel Vienna

Este foi outro hotel com localização excelente: muito muito próximo a duas estações de metrô, e colado na principal rua comercial de Viena. Isso facilitava muito a locomoção e também nossos jantares, pois não precisávamos ir muito longe pra comer bem.

O quarto também não era imenso, porém confortável e muito limpo, e o banheiro era bem bom. Eu não me dei muito bem com o travesseiro deles, mas isso provavelmente se deve à minha coluna sofrida.

O café da manhã não estava incluído: custava 13 euros por pessoa e nós não testamos. Este hotel também cobra pelo Wi-Fi (7 euros por 24h de conexão), porém se você se cadastrar no programa de fidelidade deles, a internet é gratuita. Infelizmente nós só descobrimos isso depois de já termos pago por 48h de acesso, mas antes tarde do que nunca, né?!

A gente não conhecia a rede Leonardo, mas descobrimos que eles tem hotéis espalhados pela Europa e também em Israel; certamente consideraremos a possibilidade de nos hospedarmos novamente em outros hotéis da rede.

  • Moscou: Sukharevsky Design Hotel

Nós só dormimos uma noite neste hotel, e o escolhemos principalmente pela proximidade da estação de trem Leningradskaya, de onde sairíamos cedo para São Petersburgo. O hotel também fica próximo à estações de metrô, o que facilita o acesso à qualquer parte da cidade.

O quarto era bem espaçoso, embora tenham nos dado um quarto com 2 camas de solteiro ao invés da cama de casal. O banheiro era imenso, e ofereciam também roupões e chinelos. O café da manhã não estava incluído, mas também provavelmente não teríamos tempo de desfrutar, já que nosso trem pra Peter partia 07h40 da manhã.

O ar condicionado do quarto não estava funcionando, o que não foi realmente um problema porque estava bem fresco em Moscou (de noite fez 12C!). A cortina também seria um problema caso tivéssemos mais tempo para dormir, já que ao acordarmos as 5 da manhã já estava super claro.

Nosso trecho de São Petersburgo ficou pra ser decidido de última hora e, quando fomos procurar hotéis, os preços estavam surreais. A solução foi recorrer ao Airbnb! Eu nunca tinha usado o Airbnb e pesquisamos com cuidado o apartamento em que gostaríamos de ficar.

Nossa escolha foi um apartamento na rua Zhukovskogo, e ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, como a Catedral do Sangue Derramado, Igreja de Nossa Senhora de Kazan, Dom Knigi, etc. Também podíamos ir caminhando até o Forte, o Aurora ou o Hermitage, embora sejam caminhadas um pouco mais longas.

Na mesma rua do apartamento encontram-se farmácias, restaurantes diversos (hamburgueria, vietnamita, indiano, etc) e também mini-mercados 24h. No banheiro tinha máquina de lavar/secar, e foi disponibilizado também um varal. A cozinha é funcional e o apartamento é espaçoso o suficiente.

Os pontos negativos foram: as cortinas não escurecem o quarto nem a sala (e nós estávamos lá justamente nas noites brancas, então os cômodos ficam completamente iluminados 24 horas por dia); o apartamento fica no 4º andar de um prédio que tem só escadas (escada pra mim é a pior coisa da vida, porque eu tenho a dor crônica no tornozelo direito e demoro muito pra descer; subir também é difícil por conta da asma, mas descer é um verdadeiro martírio) e nós deixamos essa informação escapar quando estávamos reservando; a cama e os travesseiros não são muito confortáveis, e a roupa de cama parecia muito antiga, com algumas manchinhas.

No todo, a experiência com Airbnb foi positiva e não descartamos a possibilidade de usarmos novamente o site para encontrar acomodações em nossas próximas viagens – mas teremos que ser ainda mais cuidadosos com a escolha.

28 dias viajando

Hoje começa nosso primeiro afastamento e passaremos 28 dias viajando e aproveitando as férias, se Deus quiser! Serão 6 países diferentes e, embora já seja primavera por estas bandas, há previsão de temperaturas variando entre 10ºC e 30ºC.

Além do limite de bagagem despachada ser de uma mala de 23kg por pessoa, não queríamos ficar carregando muito peso de um lugar pro outro, porque, como se pode prever, faremos diversos deslocamentos. Adicione-se à mala despachada uma mala de mão pra cada um, que vocês já conhecem daquele post sobre as malas pro fim de semana em Moscou. A organização das malas fica por conta dos packing cubes da Carpisa e também da Sestini, comprados na Le Postiche.

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Pro marido, a mala é sempre mais fácil de se fazer. Pra mim, confesso que comecei a pensar com bastante antecedência nos looks que levaria nessa viagem, escolhendo uma paleta de cores que me permitisse as mais variadas combinações entre todas as peças. Esse foi o critério principal pra montar uma mala que eu considero compacta: a escolha de peças que combinem entre si; eu posso usar todas as peças umas com as outras, resultando em muitas, muitas combinações.

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Incluindo as peças que usarei para voar, eis as eleitas para os próximos 28 dias: 1 trench coat, 1 saia, 1 salopete jeans, 3 camisas, 4 blusas de manga comprida, 4 camisetas de alça, 4 tshirts, 1 cardigan de cashmere, 1 jaqueta impermeável/corta vento, 1 calça preta, 1 calça jeans, 1 short jeans, 1 legging, 2 cachecóis leves, 1 biquíni e 1 vestido, além de 2 pijamas e as roupas de baixo. Somem-se a estas peças de roupa 2 cintos, 1 mochila, 1 bolsa tiracolo, 2 sandálias, 2 tênis, 1 sapatilha e 1 chinelo, além da bolsa Longchamp que exerce o papel de item pessoal no avião. Na foto acima, aparece 1 saia e 1 macacão jeans a mais do que eu resolvi levar na viagem: tinha separado essas 2 peças pra irem na bagagem, porém eu decidi por deixá-las em casa porque acho que poderia acabar não usando e eu detesto peso morto na mala. Além disso, substituí o short de linho que aparece na foto pelo vestido supracitado.  

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Muita gente argumenta que não se deve levar mais de 4 pares de sapatos em uma viagem, e eu concordo que é o tipo de coisa que pesa e ocupa bastante espaço, mas, por conta da minha dor crônica no tornozelo direito, eu me permito exceder esse “número mágico”, principalmente por se tratar de viagem tão longa.

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A seleção dos itens de higiene pessoal também foi criteriosa: repeti a fórmula da viagem do fim de semana em Moscou e escolhi miniaturas de escovas e pasta de dentes, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on, lenços umedecidos, absorventes e protetores diários. Também escolhi alguns poucos itens de cuidados com as unhas pra tentar manter alguma dignidade.

Na Longchamp, os mesmos itens de todos os vôos: álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Furla, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

Se nós não tivéssemos obrigatoriamente que despachar malas por conta dos remédios líquidos cujas embalagens excedem os 100ml permitidos a bordo, viajaríamos só com as malas de mão mesmo, ainda que fosse necessário cortar alguns (poucos) itens, já que fiz o teste e todos os packing cubes caberiam nas malas de mão. Mas já ficamos super satisfeitos com o limitado número de itens que escolhemos para passar quase 1 mês viajando. Em outras épocas, eu certamente teria muito mais dificuldade de despachar uma mala compacta assim!

Nesse período de férias, pretendo manter o blog atualizado tanto quanto possível, e vocês também podem acompanhar nossas aventuras pelo instagram e pelo twitter!

Organizando uma viagem

Eu sou e sempre fui uma pessoa que prezo pela organização em tudo na vida, e não seria diferente o meu comportamento com relação à viagens. Pra mim, o planejamento de uma viagem tem grande importância: acredito firmemente que organizar tudo com antecedência garante tranquilidade!

A preparação mesmo já começa quando definimos o destino e emitimos as passagens (entre 4 e 2 meses antes de viajarmos), mas este post é dedicado à rotina dos dias imediatamente anteriores à viagem.

Minha rotina de preparação para uma viagem começa mais ou menos 2 semanas antes, quando eu já começo a pensar e listar os itens que nos acompanharão. Se possível, começo a organizar em um dos cômodos da casa tudo o que precisa ir na viagem, pra não correr o risco de esquecer nada de última hora. Também confiro se será necessário fazer câmbio de moedas.

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Uma semana antes, eu imprimo e guardo numa pastinha todos os documentos da viagem, como tickets eletrônicos, tickets de trem (se for o caso), reservas de hotéis; além disso, faço cópias impressas dos passaportes. Também tomo nota de todas as informações de reservas e vôos na minha agenda, e faço backup de todas as informações referentes nos nossos emails. Outra coisa importantíssima para se fazer é conferir o seguro da viagem.

Sobre os passaportes, é sempre importante verificar se eles estão dentro da validade (no mínimo, 6 meses) e se dispõem de páginas em branco (alguns países exigem pelo menos 6 páginas em branco).

Começo a organizar as coisas nas malas com pelo menos 4 ou 5 dias de antecedência, para verificar qual o tamanho da bagagem que deverá nos acompanhar, os pesos da bagagem de mão e da bagagem despachada, e se é preciso comprar algum item de última hora, bem como confiro os cadeados ou se as malas já tem cadeado TSA embutido. Também organizo os itens de higiene pessoal, preferencialmente em suas versões em miniaturas, ou colocando os conteúdos em embalagens pequenas. Além disso, verifico todos os medicamentos (se temos quantidade suficiente pro período de férias ou se é necessário comprar alguma coisa), e separo aqueles que irão na bagagem de mão daqueles que serão despachados (xaropes em embalagens que excedem 100ml).

Na bagagem de mão, eu priorizo a acomodação dos itens de valor, sempre incluindo uma muda de roupa caso seja necessário. Lembrando que na bagagem de mão não é permitido transportar sprays e nem embalagens líquidas com mais de 100ml. Sobre a organização das malas, já tem post aqui sobre o final de semana em Moscou só com mala de mão, e em breve vou subir o post com as nossas malas para as próximas férias, e aí atualizo o link aqui.

A maioria das companhias aéreas permite o check in online com 72h de antecedência ao vôo, e eu procuro fazê-lo com antecedência, indo pro aeroporto já com o cartão de embarque impresso. Chegando ao aeroporto, é só embalar as malas no plástico e despachá-las.

Importante também é ficar sempre atento aos emails que podem eventualmente serem enviados pelos hotéis ou pelas companhias aéreas informando alterações de vôos! É preciso ter bastante atenção quanto a isso, pois as companhias aéreas podem cancelar vôos agendados, realocando os passageiros no próximo vôo, mas este pode não atender às suas necessidades. Nesse caso, é preciso tempo hábil para reclamar e requisitar outra solução – nem mesmo que seja o cancelamento da compra, agendando em outra companhia.

Também com 3 ou 2 dias de antecedência da viagem, confiro se todos os cartões de fidelidade de redes de hotéis e companhias aéreas estão na carteira, caso sejam necessários.

Conferir se tem alguma conta a ser paga no período da viagem é importantíssimo. No Brasil, deixávamos nossas contas em débito automático, mas aqui na Armênia é um pouquinho diferente, então nos planejamos de acordo. Hoje, por exemplo, preciso ir pagar antecipadamente as contas de TV/Internet e telefones celulares. Acho que o ideal é pagar tudo com antecedência pra não ter que se preocupar com essas questões durante a viagem.

Na véspera ou mesmo no dia de viajar, eu faço o backup de tudo o que estava no celular e nos cartões de memória, deixando espaço livre pras fotos e vídeos da viagem. Ao mesmo tempo, atualizo o iPod pra ter várias músicas bacanas pra ouvir durante as férias, e confiro o conteúdo do Kindle pra ver se é preciso comprar livros novos. No dia de viajar, também vou na podóloga pra preparar meus pézinhos pras férias.

Os itens de última hora são sempre os óculos de grau e de sol, as lentes de contato e os carregadores dos eletrônicos e, pra não esquecer deles, coloco um alerta no celular para 30min antes do horário planejado para sairmos de casa. Gosto, também, de olhar com antecedência o tempo de deslocamento até e para os aeroportos/estações de trem da viagem, ainda que seja fácil conferir isso durante a viagem via internet.