too weak to give in, too strong to lose

por todas as vezes em que nos sentimos pequenos demais; por todas as vezes em que não nos sentimos fortes o suficiente; por todas as vezes em que o medo parece ser maior do que nós mesmos; por todas as vezes em que temos vontade de desistir; por todas as vezes em que não confiamos em nós mesmos; por todas as vezes em que a fraqueza toma conta de nós.

I’ve got another confession to make
I’m your fool
Everyone’s got their chains to break
Holding you
Were you born to resist?
Or be abused?

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Or are you gone and on to someone new?

I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn’t have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I’ll break loose
My head is giving me life or death
But I can’t choose
I swear I’ll never give in
I refuse

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
Your trust?
You must confess
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
The life, the love you’d die to heal
The hope that starts
The broken heart
Your trust, you must confess

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

I’ve got a another confession, my friend
I’m no fool
I’m getting tired of starting again
Somewhere new
Were you born to resist or be abused?
I swear I’ll never give in
I refuse

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
Your trust?
You must confess

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

por todas as vezes em que somos fortes! por todas as vezes em que brilhamos! por todas as vezes em que resistimos! por todas as vezes em que nos superamos! por todas as vezes em que encaramos e desafiamos os nossos medos! por todas as vezes em que fazemos o nosso melhor!

pelo amadurecimento, pelo crescimento, pela luta, pela resistência, pela vitória, pela força!

coisas que me fazem muita falta

(in no particular order)
– Mivó
– Chaveirinho
– parques temáticos de Orlando
– Butterbeer
– Castelo de Hogwarts em Orlando
– Castelo de Hogwarts em Londres
– Disneyland Paris
– teatro e musicais
– metrô
– livrarias enormes com grandes estoques de livros de política internacional e história militar
– samba e carnaval
– festivais
– espera de novos livros e filmes de Harry Potter
– Butterbeer (porque me faz mesmo muita falta)

E com certeza tá faltando coisa nessa lista. Mas a verdade mesmo é que tá faltando muita coisa em mim…

o dia em que eu recebi uma carta da JK Rowling

desde que eu me lembre, eu sempre tive vontade de escrever uma carta para a JK Rowling. ao mesmo tempo em que tinha essa vontade de compartilhar com a minha autora preferida um bocadinho dos meus pensamentos e da alegria que ela trouxe pra minha vida, eu me repreendia, porque achava que ela nunca leria a minha carta.

até que eu pensei que jan/2012 seria a última vez em um longo tempo que eu iria ao Wizarding World, e eu resolvi aproveitar a oportunidade pra mandar uma cartinha de lá de Hogsmeade pra ela, com direito a papel de carta de coruja, carimbos de Hogsmeade, e tudo o que tinha direito. a minha esperança de que ela lesse a minha carta era muito pequena, porque eu sei que ela recebe milhões de cartas, e, enfim, filhos, marido, casa, etc, ser tia Jo Rowling não deve ser nada fácil.

só que ela leu.

e respondeu.

!!!

hoje, eu recebi uma carta da JK Rowling.

e pouco me importa que seja uma carta padrão: se eu recebi essa carta, é porque a tia Jo tirou um tempinho da vida dela pra ler o que eu escrevi, e me mandou, by owl post (!!!), uma resposta carinhosa, com meu nome e tudo! e assinada por ela!

eu não consigo nem descrever o que estou sentindo nesse momento. quando o envelope chegou às minhas mãos, achei que fosse alguma carta da King’s College. ao abrir, a surpresa de receber uma carta da tia Jo me fez gritar, chorar, pular, sorrir, tudo ao mesmo tempo.

o dia 18 de outubro de 2012 será para sempre lembrado como O Dia em que Eu Recebi uma Carta da JK Rowling. e isso não é nada pequeno!

chuva

depois de muitos dias muito secos e quentes, que inclusive causaram uma queda de pressão brusca nesta que vos(?) escreve, hoje está finalmente chovendo! e chovendo razoavelmente bem.

eu adoro cheiro de chuva. adoro essa sensação de limpeza e de pureza que a chuva traz. pelo menos, a chuva sempre me faz me sentir assim.

a chuva me faz sorrir. enquanto me dá uma preguicinha de fazer as coisas que tenho que fazer, a chuva parece ressaltar no mundo a beleza de todo dia. as folhas ficam mais verdinhas, e tudo parece brilhar um pouco mais.

embora eu tenha muito a estudar, principalmente porque tive uma enxaqueca terrível essa semana, junto da pressão bem baixa, que acabou me atrasando um pouco nos planos do mestrado, a minha vontade é calçar as minhas galochas e sair por aí cantando na chuva.

deixa acumular texto, deixa acumular trabalho, deixa acumular tudo… eu quero é sentir a chuva caindo no meu rosto e molhando o meu cabelo!

the countdown: 10 days

dreams

pra começar setembro bem:

…And just like that, after a long wait, a day like any else, I decide to triumph…

I decided to look for the opportunities, not to wait.

I decided to see every problem as the opportunity to find a solution.

I decided to see every desert as the opportunity to find an oasis.

I decided to see every night as a mystery to solve.

I decided to see every day as a new opportunity to be happy.

That day I found that my only rival was my own weaknesses, and in them, is the only way and better way of surpassed us.

That day I lost the fear of losing and I started to fear of no winning; I discovered that I was not the best and maybe never was. I stop caring about who was the winner or the looser.

Now I care just knowing more than yesterday.

I learned that the hard thing is never stop climbing to the top, not to reach it.

I learned that the better triumph that I can have is to have the right of calling someone “my friend”.

I discovered that the love is more than a feeling of being in love, that love is a philosophy of life.

That day I stopped being a reflect of my few triumphs of the past and I started to be my own tenuous light of this present; I learned that it do not matter if you are a being light if you are not going to illuminate the others road.

That day I decided to change so many things…

That day I learned that the dreams only are to make come true.

Since that day I don’t sleep to rest.

Now, I dream just for dreams.

pra que eu nunca me esqueça de que “if you can dream it, you can do it“.

pra que, quem quer que leia isso aqui, nunca deixe de acreditar.

o dito pelo não dito, e o que ficou por dizer

eu não consigo descrever a alegria de estar em casa! comer comida fresca e quentinha, tomar café da manhã sentada, tomar banho no meu banheiro e dormir na minha cama. tantas coisas simples, coisas simples que nem damos tanta importância no dia a dia, mas que são fundamentais para aproveitarmos o melhor da vida.

desde que cheguei, estou às voltas com os meus trabalhos de final de semestre do mestrado. eu preciso de férias das férias, e não sei quando vou tê-las. mas, mesmo em meio aos trabalhos e muitas responsabilidades, refleti um pouco sobre o que faltou dizer sobre a minha experiência de vida em Londres, e no Reino Unido.

Londres é uma cidade do mundo. eu sempre sonhei em ir a Londres, e a realização do sonho acabou rompendo com muitos paradigmas. a cidade não é muito limpa, e os britânicos, na sua maioria, tem dentes muito feios. a prestação de serviços não é nada boa, e eu costumava dar gorjeta mais por educação do que porque tinha sido realmente bem servida. o serviço de metrô é, de fato, muito eficaz, mas nem mesmo lá não se escapa da confusão das horas de rush. a segurança é um outro problema: eu não conseguia me sentir segura em momento algum, estava sempre apreensiva, sempre pensando que qualquer pessoa perto de mim poderia ser um pickpocket. eu nunca senti essa insegurança toda no Brasil. lógico que aqui os índices de criminalidade são altos, mas os relatos que li antes de ir pra Londres, e o que eu via ou sabia que acontecendo enquanto estava lá me deixava em estado de alerta constante. aliás, alerta era uma palavra que não saía do meu vocabulário: alarmes de incêndio que tocavam e me deixavam surda, trânsito esquisito, e tantas outras coisas. pra não dizer que nunca me sentia em segurança, eu poderia dizer que, enquanto estava em aula na King’s, ficava mais tranquila – mas a tranquilidade passou a ser mais inquieta depois do acidente na cozinha que acabou acionando o alarme de incêndio e fazendo com que todos saíssemos do prédio.

e as pessoas. é lógico que eu sempre soube que o povo brasileiro é um dos mais calorosos do mundo, e que não se deve esperar o mesmo comportamento em outros lugares do mundo, mas eu fiquei surpresa com a frieza dos europeus em geral. eu não consigo entender como uma pessoa consegue ver a outra triste, ou até chorando, e não faz nada, não oferece um abraço, ou um sorriso sequer. a dificuldade deles em expressar as suas emoções me incomodou muito. talvez eu que esteja errada, talvez eu seja transparente demais, honesta demais. em Londres, todos tem um propósito, e parece ser sempre cada um por si.

eu não consegui verdadeiramente “turistar” em Londres, e eu tenho certeza de que isso foi em parte influenciado pela rotina gelada que todo mundo com quem eu convivia vivia por lá, pela rotina gelada que todos vivem por lá.

confesso que fiquei um pouco (ou seja: bastante) deprimida enquanto estava lá, naquele quarto minúsculo, vivendo aquela rotina gelada (e, quando eu digo rotina gelada, é em tantos sentidos, já que em pleno verão era preciso usar scarfs e trench coat, e o sol mal brilhava). foi bom? foi. mas, toda vez que eu tinha que me fechar naquela solidão do cupboard, eu me sentia uma formiga prestes a ser esmagada.

uma vez eu ouvi que if you don’t own the city, the city is gonna eat you. e isso é verdade. num dia em que eu esqueci disso, e saí meio desarmada, eu sentia como se eu estivesse sendo sugada por aquela cidade tão majestosa, cheia de construções tão antigas e bonitas, e outras mais novas e nem sempre tão bonitas assim; parecia que até andar era uma coisa difícil. foi aí que eu percebi que tinha que crescer e sair mesmo do meu casulo: eu tinha que dominar a cidade antes que ela me engolisse, antes que todas as coisas boas que eu podia aproveitar acabassem sendo afetadas por essa dificuldade em lidar com uma realidade tão diferente da minha. a primeira coisa que eu fiz com essa motivação “revolucionária” foi comer enquanto cruzava a Waterloo Bridge, enquanto olhares curiosos me julgavam.

seja aqui, ali, ou em qualquer lugar, você não pode deixar de ser você mesmo. e eu sei muito bem quem eu sou, e é por isso que, sozinha em Londres, eu me sentia uma formiga prestes a ser esmagada: para sobreviver lá, eu tenho que ter alguém por perto que me entenda, que me abrace quando eu quiser chorar, e que aceite as minhas maluquices. acho que isso potencializou a minha alegria no final de semana em que eu visitei o WB Studio Tour e o chaveirinho foi pra lá: enquanto estava sozinha no Studio Tour, eu podia ser a criança que eu sou quem eu sou sem ninguém me julgar, num ambiente que me fazia me sentir em casa; e, quando o Felipe chegou lá, no dia seguinte, eu tinha do meu lado uma das pessoas que eu mais amo na vida, e que me entende do começo ao fim, e que me aceita exatamente do jeito que eu sou, e que me encoraja a seguir em frente, a perseguir os meus sonhos, e a usar meu vestido com meu All Star.

eu não sei nem se o que eu estou escrevendo está fazendo algum sentido – a eterna sina de tentar organizar meus pensamentos em linhas quase uniformes – e eu tenho absoluta certeza de que eu nunca vou de fato conseguir explicar todas as emoções e todo o crescimento que me foi imposto por conta dessa viagem, mas eu precisava dizer algumas coisas que ainda não tinham sido ditas por aqui, pra lembrar sempre delas, e também das coisas que ficarão sempre por dizer.

já coloquei as varinhas do Fred e do George na parede, que ficou completa; já preguei meu novo poster Keep Calm and Carry On no meu quarto, pra não esquecer nunca da importância de manter a calma e seguir em frente. mas a verdade é que foi exatamente em Londres, no seu berço, que esse lema fez mais sentido na minha vida.

e a gente segue em frente.

eu sigo em frente tendo um ataque de ansiedade de cada vez. eu sigo em frente dizendo o que quero dizer, sendo quem sou e quem eu quero e gosto de ser. eu sigo em frente.

vestir-se: exercício diário

tenho feito um exercício nos últimos tempos: todos os dias tenho fotografado meus looks do dia, postando-os (ou não) no instagram, esse vício delicioso, as vezes postando-os no lookbook.nu, ou simplesmente arquivando-os logo depois no computador. esse exercício tem sido importante pra mim por vários motivos, e é por isso que eu estou refletindo sobre isso nessas linhas tortas. eu acho que nem vou conseguir registrar direito tudo o que tenho aprendido, mas vou tentar, que é pra não esquecer de continuar a fazer esse exercício.

Fashion Rio: clique gwsmag.com

acontece que, desde que comecei a fazer esses registros, tenho tentado sair um pouco mais da minha zona de conforto (leia-se: jeans), e tentar criar, a partir do meu armário, looks divertidos e que reflitam, muito mais do que tendências ou modismos, o meu verdadeiro estilo.

mix estampas: flores

e aí eu percebi que eu não conseguiria definir o meu estilo de uma maneira simples. não pela falta dele, mas porque meu armário é tão abençoado por Deus recheado de peças fantásticas acumuladas durante os anos (consumista, eu? imagina) que se misturam de tantas formas pra atender a tantas situações diferentes, que eu não sei se existe um estilo definido pra mim.

mix estampas: xadrez + praça

eu acho que eu tenho sempre me aproximado de algo mais preppy, geek, com um pezinho no grunge. desde que entrei no mestrado, tenho buscado me vestir de uma maneira “adequada”, sem deixar de incluir nos looks mais conservadores essas pitadas de humor que acabam demonstrando qual é o nosso próprio estilo. esse imediato look aqui em cima eu fui pra aula há uns dias atrás, e depois fui jantar com meus amigos. acho que, se não fosse o padrão prezando pelo preto e verde, e a meia calça, ele seria quase impróprio pra ir a aula; mas, com as devidas precauções tomadas, foi uma roupa adequada e confortável, que, bem humorada, mostrou exatamente como eu estava me sentindo naquele dia. e como eu estava me sentindo naquele dia? meio grunge (xadrez + All Star de spikes), meio fofinha (saia de estampa delicada e babados).

red & blue: xadrez e caveirinhas

smurf

red & blue: keep calm and carry on

teve uma semana em que eu usei muito azul. e eu tenho certeza de que só notei isso porque estava registrando os looks. aliás, foi uma semana em que reinou o combo jeans + azul nas minhas roupas. porque a verdade é que eu não deixei de usar jeans (praticidade é amor, minha gente), mas eu tenho buscado diversificar ao máximo esse uso, pra não ficar com cara de uniforme da época do colégio, mas refletir a nova fase da minha vida (olha só isso, gente, eu achando que tô all grown up e arrasando na vida, enquanto uso uma blusa dos Smurfs).

e aí veio o desafio de ter que sair de óculos porque a lente de contato ficou velha demais e começou a irritar meus olhos e eu já não aguentava passar muito mais do que 30min com elas. desde o ano passado muito de vez em quando eu saio de óculos, mas sempre combinando com um batom bem escuro pra ficar uma misturinha de geek com glamour. só que não dá pra ir pra aula com um batom bem escuro nem às 10 da manhã ou às 2 da tarde. como eu ia lidar?

I belong to the blank generation

preppy: cardigan + pólo + xadrez

simples: encarando a verdade como ela é. já que não dá pra fugir dos óculos, agucei meu lado geek e tenho saído por aí usando camisas estampadas, ou fazendo combinações que me fazem parecer totalmente preppy. só que nem o preppy foge das misturinhas de estampas e padrões (listras + xadrez + flores) que, provavelmente em outra época, eu não teria coragem de usar.

preguicinha matutina: plush pants

é lógico que as tendências e os modismos interferem na nossa maneira de pensar sobre as roupas que vestimos. eu certamente tenho olhado meu armário de uma forma mais crítica, me exigindo esse exercício diário de, até quando estou com preguicinha, me vestir de uma maneira que reflita o que eu sou, como estou me sentindo, e qual o meu estilo. porque estilo, na verdade, não é somente o que você veste, mas o que demonstra as suas vivências da maneira mais adequada possível. porque até uma calça de plush bem confortável pode ser adequada pra ir pra aula se as peças forem usadas de forma que não pareça que eu acordei e me vesti em 5 minutos, ou que estava com preguiça de pensar em qualquer outra coisa pra vestir. mais importante do que usar uma tendência, é saber se ela combina com você ou não, e se ela pode ser incorporada ao seu estilo de vida sem que você se torne uma caricatura do que “está na moda”.

uma coisa que me incomoda profundamente e que está na moda é a tal transparência. eu simplesmente não consigo usar, acho que sou conservadora demais pra isso. não é que eu ache transparência coisa de puta vulgar, porque tem muita gente que consegue usar com dignidade. só que a transparência tem um apelo sexy evidente demais pra ser negado. e eu simplesmente não sou sexy – e nem tenho pretensão de ser. outro dia fui comprar um vestido para uma ocasião especial. acompanhada pela mamãe, fui pra uma das minhas lojas favoritas em busca de um vestido que eu amasse do fundo do meu coração e que fosse adequado pra ocasião. escolhi alguns e levei pra cabine. enquanto experimentava, mamãe trouxe um lindo vestido rendado de manga comprida, cujo comprimento da saia ficava acima do joelho, pra que eu visse – e vestisse. até aí, tudo bem. o problema era que o vestido era todo transparente – não tinha forro nenhum naquela renda toda, só um macaquinho do mesmo tom de azul pra usar por baixo. na hora em que vi aquele vestido, tive certeza de que ele ficaria lindo em qualquer pessoa, menos em mim. não queria nem vesti-lo, mas a mamãe insistiu tanto, que cedi. arranquei suspiros de metade da loja, e mamãe queria porque queria que eu comprasse o tal vestido. só que eu não me sentia nem um pouco eu nele. era qualquer pessoa, menos eu. na mesma hora em que tirei, as outras clientes da loja se digladiaram pra ver quem teria a oportunidade de experimentá-lo e eventualmente comprá-lo, enquanto eu experimentava feliz um modelo que combinava muito mais comigo – sem transparências, é claro. talvez em alguns anos eu consiga usar uma roupa similar; mas, hoje, transparência não combina comigo. outra coisa que eu não curto muito é decote. sei lá. talvez seja só uma fase, mas essas minhas convicções já duram uns 22 anos.

t-shirt + trench coat + jeans + sneakers

vestir-se é um exercício diário (seja uma ou três vezes ao dia, dependendo de quantas vezes for necessário adequar-se às ocasiões), que exige uma certa paciência e uma dose de bom humor. o processo de escolha de uma roupa muda se sabemos que um cinto pode transformar o combo jeans + t-shirt numa roupa mais interessante, se entendemos que um óculos escuros pode ser mais do que uma proteção contra os raios UV, se percebemos que podemos nos expressar através do que vestimos. vestir-se é termos menos medo de ousar e nos permitirmos deixar que o mundo veja o que somos.

tenho percebido que, ao me vestir, me pergunto: quem eu sou? essa roupa mostra o que eu sou? essa roupa fala de mim? como estou me sentindo hoje? e eu tenho aprendido duas coisas muito importantes nesse exercício: não se trata de tentar ficar linda todo dia, mas sim de sentir-se bem; e não podemos ter medo de arriscar, porque as possibilidades são muitas!

descobri que escolher o que vou vestir é muito bacana. sabe aquela sensação gostosa de comprar roupa nova, sapato novo, acessórios novos? eu descobri que sinto a mesma alegria em escolher peças do meu armário. é quase como brincar de Barbie – só que a boneca que tem que ser vestida sou eu.

porque Everlong tem que ser sempre a última música nos shows do Foo Fighters

Na última segunda feira eu fiz a maluca e comprei de uma vez só todos os quatro DVDs do Foo Fighters disponíveis na Saraiva (digo isso porque na Amazon tem o show que eles fizeram há anos no Hyde Park e eu tenho esperança de conseguir comprar também esse registro em DVD em breve): Everywhere but Home, Skin and Bones, Live at Wembley Stadium e Back and Forth.

Nesse exato momento, estou terminando de assistir ao Live at Wembley Stadium. Foi um puta show, com a presença de nada mais nada menos do que 86 mil pessoas, e a participação especial de ninguém mais do que Jimmy Page e John Paul Jones (fuckin’ Led Zeppelin members/legends). Ou seja: it’s no ordinary concert.

Só que nesse show “Everlong” (que é só uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos) não é a última música. No DVD Everywhere But Home, no show de Toronto, o próprio Dave Grohl (aka o cara mais irado do mundo) diz, quando a platéia clama por “Everlong”: “we’re gonna play ‘Everlong’, but ‘Everlong’ is usually our last song. Do you want us to play ‘Everlong’?” e a platéia responde com um sonoro “NOOOOOO!” Mas, é claro, eles eventualmente tocam “Everlong” e o show acaba – e eu ponho outro DVD que é pro sofrimento não começar ou não acabar (depende do ponto de vista).

Mas, como eu ia dizendo, no Live at Wembley Stadium, “Everlong” não é a última música. A última música é “Best of You”. E, por mais que seja uma música incrível, simbólica, e que eu também amo de paixão, não tem o mesmo efeito que “Everlong”.

A verdade é que, depois de “Everlong”, qualquer música parece pointless. E é por isso que ela é usually their last song.

Tudo bem que tem uma forte carga emocional nisso tudo que eu tô dizendo – mas eu avisei, eu enunciei ali em cima que “Everlong” é uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Mas é que é inevitável lembrar como foi perfeito o final do show do Foo Fighters no Lollapalooza. “Everlong” parecia que duraria pra sempre, que seria everlong aquele show. E, ao fim dela, eu chorava, chorava, e abracei tanto o meu chaveirinho, e parecia que aquele dia seria o dia da marmota, e não teria fim. Não consigo nem dizer o quanto o dia 07 de abril de 2012 é importante pra mim.

E eu acabei de me dar conta de que ainda não tinha escrito absolutamente nada aqui sobre a minha ida ao Lollapalooza e sobre o show indescritivelmente foda do Foo Fighters.

Mas então. É lógico que “Everlong” tem que ser sempre a última música nos shows do Foo Fighters. Nenhuma outra música deles – nem “Best of You”, nem “Walk”, nem qualquer outra – tem a carga emotiva de “Everlong”. Nenhuma outra música do Foo Fighters consegue começar com acordes tão simples, e tão bonitos e fazer todo o povo cantar por longos minutos acompanhados somente pela guitarra sem muitas distorções.  Nenhuma outra música do Foo Fighters pode ser a última, porque nenhuma outra música é remotamente tão maravilhosa quanto “Everlong”.

E olha que foram momentos incríveis em “Walk” e “Best of You” no Lollapalooza. Aliás, o show foi todo incrível, com participação da Joan Jett e nada mais nada menos do que “Bad Reputation” e “I love Rock and Roll” numa sequência foda e ensurdecedora e enlouquecedora, e todas as músicas mais amadas da banda, e um cover puro amor de “In the Flesh”. Mas “Walk” foi linda demais, e eu chorei com essa música que é quase uma oração, e “Best of You” foi incrível, porque a gente simplesmente não parava de cantar, e a música que já é enorme ficou maior ainda, e vários fãs levaram papéis escritos “OH” e levantaram e foi aquele mar de papéis levantados enquanto cantávamos “OOOOOH OOOOOOOOH!” e foi lindo demais. Mas não tem jeito, “Everlong” foi a mais linda, precedida da promessa de que eles voltariam logo ao Brasil. “Everlong” é, foi, e sempre será a música mais linda e mais adequada pra fechar os shows do Foo Fighters.

Eu sonho com o dia em que vou poder vê-los outra vez ao vivo. Tenho certeza de que farei sempre o possível para vê-los quando houver oportunidade. E quero cantar e chorar de novo quando o fim do show chegar, e os caras começarem tocar “Everlong”. E vou cantar junto de novo, e chorar de novo quando “Everlong” acabar. De preferência, quero ver Foo Fighters sempre com meu chaveirinho do lado, pra que ele me abrace antes, durante e depois de “Everlong”, como se fosse a primeira vez, naquele 07 de abril de 2012.

UPDATE: só pra dar mais força ao meu ponto, “Everlong” é uma música tão foda que é a única com 2 versões no álbum Greatest Hits, a original e acústica, sendo que a versão acústica fecha o álbum. Puro amor sim ou com certeza?

agonizando com alegria

a gente percebe que o final do semestre está chegando quando a lista de atividades por fazer vai aumentando.  juntam-se às responsabilidades cotidianas os muitos seminários e ensaios que é preciso entregar, no meu caso, no mestrado. entre o muito que tenho por escrever, figura o meu pré-projeto de pesquisa. aí aparecem muitos desafios, todos lembrados pela página branca na minha frente.

meu Deus, falta pouco mais de 1 mês pro semestre acabar! it just hit me

foi nessa semana, desafiada por essas atividades que devo entregar em breve, que eu me dei conta de como é bonito o processo criativo, ainda que agonizante. quando começamos a escrever uma coisa, não existe nada na nossa frente além de uma folha em branco – ou, melhor dizendo, uma página do Word em branco. e, ao fim, podemos sentir aquela alegria ao percebermos que enchemos todo aquele espaço em branco com tantas palavras que, juntas, criam algum sentido.

eu devo admitir que, muitas vezes, vejo a página em branco como um monstro. parece que as palavras não querem se organizar na minha cabeça de forma que as minhas mãos consigam escrevê-las. começar é sempre um desafio; começar a escrever coisas que estão sendo avaliadas é apavorante.

lembro-me de uma vez em que escrevi um ensaio e que o recebi de volta do professor com a palavra REESCREVER escrita na capa. eu acho que nunca me senti tão estúpida na vida quanto ao tentar reescrever aquelas linhas tortas. eu tenho mesmo uma dificuldade enorme em aceitar que eu não preciso fazer as coisas de maneira perfeita, e que é um direito natural errar, e errar. o meu perfeccionismo é um grande inimigo, que anda de mãos dadas com a minha ansiedade. e ter que reescrever aquele ensaio me exigiu um exercício grande pra perceber que não há problema em ter que fazer algo de novo porque não saiu perfeito da primeira vez. o desafio, ali, já não era uma página branca, mas encontrar, em meio a tantas linhas escritas naquelas páginas, uma maneira de expressar melhor o que eu estava pensando. e o resultado foi tão bom que valeu a pena ter que passar por aquela frustração inicial.

o processo de escrever não é nada mais do que uma sequência de etapas em que agonizamos com alegria. seja aqui nesse espaço torto, ou nas minhas atividades acadêmicas, cada página em branco é, pra mim, um desafio que deve ser superado. e é por isso que eu insisto em escrever.

refletindo sobre isso, me veio uma pergunta: não seria a vida também uma página em branco onde devemos escrever nossos erros, medos e alegrias, superando desafios e comemorando vitórias?

vinagre

eu sempre fui meio viciada em vinagre. e agora eu entrei numa de beber vinagre com sal e água antes de dormir, porque mata os micróbios e tal (eu e minhas manias de higiene). além disso, como eu ando com a garganta meio ruim, o vinagre é uma alternativa boa à adição de mais remédios à já extensa lista que figura diariamente na minha vida.

e aí que, com a memória boa que eu tenho, de vez em quando eu esqueço de tomar o tal combo copo de água + vinagre + sal. anteontem foi um desses dias em que eu esqueci. ontem eu lembrei.

e aí que hoje eu reparei que, quando eu bebo o tal copo, eu acordo com uma sede danada, que não passa enquanto eu bebo quase 2lt de água, enquanto que quando eu esqueço de tomar meu vinagre, isso não acontece (porque ontem eu não acordei nessa ~vibe~ de quase acabar com a água do Planeta Terra).

uma outra constatação decorrente dessa experiência é que eu não tenho mais crise de gastrite, nem com esse ataque direto ao meu estômago, nem com os outros constantes ataques através de derivados de cafeína. vitória?

verdades

*este post não fala de uma só pessoa ou de uma só situação. talvez este post nem seja sobre tantas verdades assim. não me leve tão a sério.

vejo a sua foto, e já não sinto mais saudade. não sinto saudade do que éramos. não sinto saudade do que poderíamos ter sido e não fomos. vejo a sua foto, e já não sinto mais a sua falta.

olho pra você, te vejo imaturo; te sinto distante, aquela distância que a gente não explica, mas sente. sinto saudade de te ver e de te escutar, mas já não sei o que mais vou ouvir, ou se vou conseguir acreditar em você outra vez.

te entendo, mas não tenho paciência. já não sei mais lidar com suas variações de humor, sua incompreensão, suas vontades. sua predominância, sempre a sua predominância. se você quer, eu quero, todos querem, todos devemos querer. sua amizade ainda é importante pra mim, mas assim não dá.

sinto saudade das nossas conversas demoradas, das suas mensagens inesperadas, do som da sua voz.

não sei viver sem você na minha vida. já não me lembro mais de como as coisas aconteciam antes de te conhecer. parece que foi a vida de outra pessoa, e que sem você eu não sou ninguém. te amo e não quero nunca ficar longe de você.

entendo suas loucuras, suas dores, seus desejos, seus medos. só não te quero triste, nem longe de mim.

não minta pra mim. não me iluda. não me faça sofrer. não me diga que vai fazer, e depois não faça. se for pra me machucar, nem entre na minha vida. ou não volte mais.

você foi embora e me deixou numa saudade que eu não sabia nem ser possível sentir. esse vazio que nunca poderá ser preenchido, essa dor incomparável, essa vontade de ganhar colo de novo e saber que eu não vou poder nunca mais ter o afago certo das suas mãos tão amigas. eu não sei como as coisas acontecem depois que a gente morre, mas sinto sua presença ainda por perto. sei que você não me deixou, porque carrego você dentro de mim.

não quero ver você na minha frente nunca mais, nem pintado de ouro e cravejado em diamantes. pra mim, você morreu. 1 vez, 2 vezes, 3 vezes é demais. acabou.

me diga a verdade, não me esconda nada. apague a luz, não tenha medo. veja o dia nascer, veja o sol raiar, sinta o calor do verão acabar e a brisa do outono chegar. me abraça forte, me diz que vai ficar tudo bem.

me diz as coisas que eu gosto de ouvir, me diz as coisas que eu preciso ouvir. seja quem eu preciso e quero ter por perto. vem pra cá, e encurta essa distância, e diminui essa saudade.

me diz que a gente vai se ver de novo um dia.

promessa

se algum dia eu me casar… e se algum dia, resolvendo me casar, decidir por dar uma festa de casamento, eu prometo: só será servido Veuve Clicquot, e vodka russa – de preferência, Russian Standard; no mínimo, Stolichnaya.

porque, se for pra casar, e se for pra festejar o casamento, que seja direito.

claro, outras bebidas também farāo parte do menu. dert.

e vodka russa não é nada pequeno; nāo é nada além de glorioso.

a dama de ferro

Margaret Hilda Thatcher, uma das mulheres mais inteligentes da História.

tem jeito não. the “Iron Lady” is an idol.

e esse registro foi um oferecimento do trabalho de Economia Política Internacional. ê lerê.

vivir sin aire

a verdade é que o Rock in Rio me fez voltar às minhas origens – melhor dizendo, às minhas origens do rock, bebê. afinal, ver bandas como Maná, Guns n Roses, Angra, Frejat (Barão Vermelho represent), e até mesmo Skank – a minha primeira referência de guitarras distorcidas, porque foi o primeiro disco de rock, bebê que eu ganhei na minha vida.

e, voltando às origens, não tem como não lembrar de algumas pessoas responsáveis por essa “formação musical” minha. porque, diferente de muita gente que eu conheço, eu não tive essa educação do rock dentro de casa. meus pais e – lógico, a maior responsável pelo meu gosto pela música – a mivó nunca me apresentaram ao rock and roll, mas sim a todos os artistas da MPB. e eu faço questão de não abandonar essas raízes, por mais que as guitarras e baterias e baixos tenham ganhado tom mais pesado since 2002.

pasmem: eu comecei pelo metal. pois é. foi com Iron Maiden, Shaman, e Angra que eu entrei nessa vida sem escapatória. os responsáveis foram uns colegas (gêmeos) do Ensino Fundamental, que me fizeram ver que a vida podia ir além de Sandy & Junior. daí por diante, me aventurei pela terra do Metal e suas variáveis (heavy a melódico), e fui descobrindo outras coisas, tipo Pink Floyd, Beatles, AC DC, Rolling Stones, Aerosmith, Nirvana, Foo Fighters, etc. é bastante engraçado pensar nesses termos, em termos de descobrimento, como se todas essas bandas estivessem lá, feito tesouros, escondidas numa ilha, só esperando a minha chegada num barco pirata e um aparelho de som para ouvi-las.

Barão Vermelho, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Titãs, essas coisas, eu nem classifico como descobertas, porque isso entrava na ideia de MPB da minha família, e eu acho que aprendi a cantar Bete Balanço antes mesmo de saber o que era rock, bebê.

mas foi com a minha mudança de colégio, no Ensino Médio, que eu me aventurei mesmo pelas terras do rock. foi aí que eu virei filha do rock and roll, com direito a banda (que nunca deixou a sala de casa) e tudo. foram meus amiguinhos do Ensino Médio que me ensinaram que havia continuidade; por trás de Pink Floyd, ficava Roger Waters, e por trás de Beatles, ficava Paul McCartney, e ainda tinha Eric Clapton, Judas Priest, G3, e tantos outros.

mas o que motivou esse devaneio tão longo que tá virando esta entrada neste espaço cibernético chamado meu blog foi o desenterro do Maná. porque certamente o Maná foi uma das descobertas mais importantes do ano de 2004, que me trouxe um namorado e canções que embalaram uma história, e até mesmo o pós-história, e tanta coisa que eu já passei nessa vida.

graças a Deus, a mocinha aqui fica cada dia mais forte, e menos insegura e sensível a esses assuntos. e foi hoje, escutando Maná, que eu fiquei grata pelas descobertas musicais, todas elas, que tanta gente me proporcionou nessa vida. isso é sinal de que tudo o que eu passei na minha vida tá deixando de ser uma sucessão de eventos emotivos pra se tornar a minha história, da qual eu tenho orgulho, e não tenho motivos para me arrepender. e aqui, naturalmente, vai caber uma intervenção cirúrgica com uma canção do Rei: em paz com a vida, e com o que ela me traz; a fé que me faz otimista demais; se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!

antes de dar cabo deste post, vale uma nota: sim, o título se refere à canção do Maná, provavelmente a mais conhecida entre os brasileños, mas que não é nem de longe a minha favorita. poderia ter sido substituída por En El Muelle de San Blas, Falta Amor, Labios Compartidos, Oye Mi Amor, Clavado en un Bar, e tantas outras. mas, Vivir sin Aire se trata de amor perdido, amor que dói perder, e lógico que não dá pra me referir a Maná sem sentir dor do amor perdido – ainda que este sentimento esteja amadurecendo.

outra nota importante: desde a última vez que registrei qualquer coisa aqui, eu cortei o cabelo. pois é. um belo dia resolvi mudar. semana passada eu deixei de ser Maria Arrependida com aquele cabelo esquisito e enorme que tava, e agora tá direito, alguns dedos abaixo do ombro, do jeito que eu mais gosto.

última nota do dia: esse post não se classificou entre as menores coisas porque trata de música e amores, então, né. valeu o registro, só pra que eu nunca me esqueça.