a dificuldade de encontrar boas roupas

Estou exausta. Há dias – ou melhor, há quase um mês, estou em uma busca incessante por boas roupas, e não encontro. Por conta do acompanhamento nutricional (tô devendo post! Eu sei!), emagreci 8kg e meu corpo mudou muito nos últimos meses, então o que me servia até pouco tempo atrás está dançando no meu corpo e todas a grande maioria das minhas roupas parecem que são emprestadas. Exemplo: uma calça jeans que minha mãe me deu no início de novembro já está IMENSA pra mim. E olha que já tentei fazer ela encolher lavando várias vezes.

Enfim. Por conta disso, eu preciso de roupas novas. É precisar mesmo, porque nada me serve bem. Diminuir roupas não é comigo, tenho horror até de dar bainha, sofria com cada calça jeans que tinha que dar bainha antes de adotar as skinnys pra minha vida (amor eterno!). Não gosto de costureira, não gosto de conserto. Gosto de roupa que sai da loja pronta pra usar. Saias e vestidos longos? Quase nunca uso. Comprei uma no Zimbábue que não dei bainha até hoje. Tá no armário. Souvenir.

Dezembro é um mês cheio de comemorações. Já começa com o meu aniversário, depois vem happy hour disso, encontrinho daquilo, aí já é Natal, ano novo, e verão, calor, inferno. Lembro que liguei lá de Brasília pra mamãe na semana do meu aniversário e falei “mãe, não tem roupa. Não tem roupa nas lojas que valha a pena comprar. Não sei o que vou usar no meu aniversário.” Se aniversário pra mim já é Ano Novo, e eu faço questão de usar a roupa toda nova, que dirá depois de perder tanto peso como perdi. A salvação do aniversário foi uma blusa de seda (100%! raridade!) que achei na Maria Filó, combinada com calça jeans da Zara (que já está grande).

Aí cheguei semana passada em Niterói e vi que não tinha roupa nem pra passar o Natal. A princípio, eu ia passar de pijama mesmo (que também tá grande, mas qualquer coisa vale pra ficar confortável em casa), mas acabou que vamos viajar. A solução: ir às compras. Ou tentar ir às compras.

Impressionante como as lojas estão com todas as roupas iguais. Todas. Uma ou outra com uma coisinha um pouquinho diferente, mas aí não tem tamanho, ou é de material sintético, ou veste mal, ou tudo isso junto. Tudo tem recortes, tudo tem transparência, tudo é cropped, tudo é com “rabo de peixe”, tudo tem renda. Tudo é feito de material sintético. É um festival de 100% poliéster e 100% viscose por tudo quanto é arara. E os preços todos lá no alto.

Quando encontrava alguma coisa que daria pra usar, nada veste bem. Nem mesmo em uma das lojas que mais comprei nos últimos tempos consigo encontrar roupas pra mim. Até considerei comprar um vestido longo (55% linho 45% viscose) e dar bainha pro ano novo; ficou imenso, quase cabia outra de mim ali dentro.

Onde estão as fibras naturais, meu Deus? Tô cansada de ler tanta etiqueta de roupa escrito 100% poliéster e 100% viscose. Rayon então… E onde está o preço justo pelas roupas? Tem roupa de 3 mil reais de material sintético. Juro. É coisa que não dá pra entender.

E os preços estão afastando os consumidores. A grande maioria das lojas está vazia. Os/as vendedores/as ficam ENLOUQUECIDOS quando entra um potencial comprador na loja. Querem te vender a roupa que não veste bem com preço abusivo, querem te vender tudo de qualquer jeito. Eu sei que não tá fácil pra ninguém, mas não sou eu que vou deixar o suado dinheirinho da minha mãe numa loja que não me vende uma coisa que vale o preço que tá na etiqueta.

Juro que nunca fui cri cri pra compras. Alguns diriam até que sou (ou já fui?!) shopaholic. Meu lado Carrie Bradshaw grita: gosto de ver meu dinheiro no meu guarda roupas. Gosto mesmo. Mas como comprar roupas quando eu não uso cropped, detesto transparências, rabo de peixe não me favorece? Saia midi? Pregueada? Não tenho altura e nem corpo pra isso.

Essa busca por roupas boas e boas roupas cansa. Cansa muito. Chegou um momento hoje que eu simplesmente desisti. Não quis ver mais nada. Desânimo total.

Desde quinta, entrando em todas as lojas, consegui achar um único vestido (100% poliéster, mas não tem muito pra onde correr) que me vestiu razoavelmente bem. Tô entrando em loja que comprei a vida inteira e em loja que nunca comprei, e até mesmo já torci o nariz. Ainda me resta um dia de peregrinação pra tentar achar mais um. Isso porque ainda não achei roupa pro ano novo. Mas essa busca vou deixar pra última semana do ano, em Brasília mesmo.

Quem me dera ter um armário todinho de roupas em fibras naturais, com peças de excelente caimento e que me façam me sentir sempre bem vestida. Um dia, se Deus quiser, eu realizo esse sonho.

email de pai para filha

de: Murilo Oliveira
para: Letícia Tostes F. de Oliveira
data: 30 de maio de 2014 17:44
assunto: Re: Fw: Divulgação de Defesa

       FILHA QUERIDA, ficamos sensíveis a tudo o que escreveu, principalmente o que nos dedicou, sentimentos que nos emocionaram e que demonstram tudo o que sente pelos  seus pais (não precisava fazer a gente chorar!), mas a VITÓRIA É SUA !!!

     É momento de lembrar o que escrevi – o “Pai Coragem” -; você, naquele momento, poderia não entender exatamente o que eu queria dizer, mas agora, “vai vencer na vida … o futuro é teu” é a expressão do seu prémio, não só de liberdade, mas de encontrar-se na realização de seus sonhos e navegando para o seu destino.

     Por coincidência hoje, limpando os meus armários/papéis, encontrei uma publicação no Jornal dos Advogados, de julho/11, do psicólogo Dr. Marcos Calmon, que trás umas coisas que é bom lembrar:

     ” … você já teve aquela sensação de ter feito uma coisa certa e … acabou colocando tudo a perder com um erro grosseiro? … convencionamos chamar este tipo de comportamento … patológico de “auto sabotagem”, espécie de vírus mental, que roda na mente e produz um estrago enorme, geralmente mudando a sua vida para a pior.

     Quantas vezes você já se preparou para conquistar um objetivo, …mas na hora “H” ocorreu um medo súbito e …  você acabou perdendo aquela oportunidade maravilhosa … deixando dentro de você  a velha sensação de vazio, culpa e fracasso” ?).

     Eu sei que é duro! Mas o Judas Iscariotes está dentro de você! É quando o homem trai a si mesmo de forma inconsciente e devastadora.  …. queremos respostas para este conflito silencioso que se assemelha a uma espécie de “auto terrorismo” psíquico … esses “homens bombas” que surgem do nada … a única coisa que percebemos são os estragos que eles fazem em nossas mentes

     Iludimo-nos o tempo todo com falsas respostas para os nossas questões de ordem pessoal, principalmente aquelas que nos afligem no âmago do ser. Não é o que fazemos negando realidades … , é “fase” … E dessa forma protelamos a conversa que nunca teremos conosco mesmo e com quem quer que seja, pois tudo é fase … Falta-nos implicação consigo mesmo (aqui corrijo:conosco mesmo) no confronto real, isto é, entre as suas realidades e os processos assertivos disponíveis para vencer a auto sabotagem. Como fazer para alcançar um vôo mais alto no crescimento pessoal? Precisamos elaborar melhor a nossa auto imagem. Quem sou eu ? O que estou fazendo comigo mesmo, todos os dias da minha vida? Não adianta ficar juntando os pedacinhos que sobrou de você mesmo nos acidentes da vida.      (……)

     … Curta a viagem da vida, que pode ser maravilhosa! Só depende de você e mais ninguém.”

     Depois das aspas, fala o papai: Você deve estar perguntando: porquê o meu pai veio com isto? Do que ele está falando?

     Respeitável Filha, estou falando da sua capacidade de ultrapassar o nervosismo, do “auto terrorismo” ou “auto sabotagem ” que poderá estar trazendo ansiedade e outras alterações, afligindo o seu íntimo e afetando a sua tranquilidade que é necessária na hora da apresentação do trabalho. É preciso subjugar o Judas Iscariotis (assim que é no latim!) e, com um bom exame de alter ego, verificar, acertadamente, que a sua capacidade e conhecimento deverão estar acima de qualquer “capetinha” que fica no seu ombro esquerdo   (até após a Idade Média, acreditava-se que o lado esquerdo (sinistra) – o canhoto – era dominado pelo Demo, por isto castigavam a criança e a forçavam ao uso da mão direita… Eu mesmo sofri com a luvinha na mão …). Ouça o anjinho que fica no seu ombro direito (“meu zeloso guardador …”), mandado por Deus para cuidar e proteger você.

      Chegada a hora, “Vá vencer na vida! O futuro é teu!” Lembra de “olhar acima das cabeças e o papel não vai fazer a sua mão tremer” (Já falou sobre como estar no palco, o grande ator Murilo!). Enfrenta e vença! Deus está contigo, sempre.

      Com o amor e admiração do Paaaaiiiiiiiiii.

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sobre morar em Niterói e morar em Brasília

quando moro em Niterói, meus pés são o principal meio de transporte. quando moro em Brasília, meus pés são as quatro rodas do meu carro.

quando moro em Brasília, o céu é azul todo dia. quando moro em Niterói, o céu muda de cor todo dia.

em Brasília ou em Niterói, o céu tem várias cores todos os dias.

quando moro em Niterói, a umidade me faz espirrar. quando moro em Brasília, o clima seco faz o nariz sangrar.

quando moro em Brasília, não preciso lavar o cabelo todo dia. quando moro em Niterói, é muita oleosidade, muita agonia.

quando moro em Niterói, quero aproveitar pra passear. quando moro em Brasília, a minha vida é só estudar.

quando moro em Brasília, OS X. quando moro em Niterói, Windows.

quando moro em Niterói, UFF. quando moro em Brasília, Clio.

quando moro em Brasília, as quatro estações do ano acontecem em um dia. quando moro em Niterói, as estações se confundem em vários dias.

quando moro em Niterói, TV. quando moro em Brasília, biblioteca.

quando moro em Brasília, me sinto livre em meio a tanto verde, mas sinto falta de praia. quando moro em Niterói, não dou bola pra praia.

quando moro em Niterói, banho. quando moro em Brasília, água.

quando moro em Brasília, não se fala em quarteirões – se fala em quadras. quando moro em Niterói, falo de ruas.

quando moro em Niterói, acordo cedo porque eu quero. quando moro em Brasília, acordo cedo porque preciso.

quando moro em Brasília, me falta tempo pra tudo. quando moro em Niterói, também.

quando moro em Niterói, vejo prédios altos demais. quando moro em Brasília, acho os prédios pequenos demais.

quando moro em Brasília, vejo uma cidade organizada demais. quando moro em Niterói, acho que a cidade precisava de mais organização.

quando moro em Niterói, os prédios são altos, fazem sombra, cortam o vento. quando moro em Brasília, os prédios são horizontais demais.

quando moro em Brasília, tudo é muito longe, e 3km é perto. quando moro em Niterói, 3km é longe, e tudo é muito mais perto.

quando moro em Niterói, tomo café fresco. quando moro em Brasília, tomo suco.

quando moro em Brasília, faço compra de mercado. quando moro em Niterói, já tem tudo no armário.

quando moro em Niterói, sou filha. quando moro em Brasília, sou mulher.

quando moro em Brasília, me dá saudade de Niterói. quando moro em Niterói, me dá saudade de Brasília.

vamos pular essa parte

“Letícia, você sumiu de novo!” é, eu sei, mas vamos pular essa parte.

ou não.

porque, se eu tô sumida, é porque estou consumida. pelo deslocamento no trânsito, pelas aulas no Clio, pela dissertação sem fim.

hoje é o segundo dia nesta semana que eu falto aula por causa da dissertação, e também porque tô pifando. sabe lâmpada quando quer queimar mas não queima de uma só vez? então.

falando em lâmpadas, comprei lâmpadas novas pra casa ontem, habemus luz!

a sensação de sobrecarga tá grande demais. mesmo! sinusite atacou, pressão baixou, cabeça doeu, corpo reclamou, e eu tô com torcicolo.

eu não sei onde eu tava com a cabeça quando achei que ia ser tranquilo dar conta de acabar a dissertação e o mestrado fazendo cursinho.

vamos pular essa parte.

quero força pra acabar logo de escrever! meu Deus, me dá força! meu Deus, me dá sabedoria pra que eu saiba que acabei! meu Deus, não me deixa ficar inventando novas coisas pra escrever numa dissertação que já tá enorme! aí depois o Senhor me ajuda pra continuar forte e estudando pro concurso!

vou comer uns tomates.

feeling good

Gente, já pode ser carnaval?!

Tô aqui na biblioteca do MRE tentando progredir na dissertação e acabar o penúltimo(!!!) capítulo mas tá difícil. Além de estar morrendo de fome (como sempre), a concentração tá afetada por motivos de: carnaval tá chegando!! Amanhã volto pra Niterói, e esse ano a folia começa na sexta no primeiro dia de desfiles da Série A do RJ na Sapucaí com a minha família do carnaval (Haddad Haus <3). No sábado, o Felipe chega pro almoço (amém!), e no domingo vamos ~sapucar~ no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Sim, estou sofrendo porque só vamos assistir ao primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, e porque eu não vou ver a Vila Isabel S2 cruzar a Avenida com Sabrina MUSA Sato à frente da bateria de sangue azul. 

Fazer o quê, não conseguimos fechar uma frisa pra segunda feira, e não dá pra arcar com gastos de uma frisa de 6 lugares só pra 2 pessoas né. Paciência! O jeito vai ser assistir a esse dia pela TV nova, que aliás já chegou lá na casa niteroiense, segundo a mamãe me informou hoje. Pois é, já que a gente não vai nos dois dias de desfile, a mamãe resolveu investir numa tv maior e melhor pra sala, e também comprou um ar condicionado novo pro cômodo, porque ninguém merece o calor que tá fazendo no Rio.

Se bem que eu até tô com saudade do calor, do verão, sabe?! Aqui em Brasília começou a fazer frio de repente há uns dias, e é um tal de chover toda hora, e o Felipe perdeu o meu guarda chuva que eu adorava, e eu só tenho uma capa de chuva aqui, e eu fico sofrendo porque não entendo essa saudade súbita que me dá do verão, da praia, do Rio e do meu ~lifestyle niteroiense~ quando tô aqui no cerrado. Logo eu, que sempre achei legal o frio e nunca fui chegada à praia.

Eu acho que eu simplesmente gosto de saber que a praia tá ali, a 3 quadras de distância de casa, sabe. Mas tô me acostumando, e tenho que me acostumar, com essa vidinha ~Brasiliense~, que parece que tá a cada dia mais perto de se tornar mais constante na minha vida. Só Jesus.

Enfim. Os outros dias de carnaval devem ser punks também, porque alguns amigos do Felipe vão daqui de Brasília pro Rio também, e eles adoram blocos carnavalescos, e eu já tô sentindo uma maratona se aproximando. Gosto de blocos e acho a folia divertida, aliás estou ansiosíssima pra chegar em Niterói e ver ao vivo a fantasia que a mamãe comprou pra mim e que eu já tô apaixonada só de ver por fotos ❤ mas eu trocava qualquer bloco por mais um dia (ou dois) de Sapucaí!

Nosso esquenta começou aqui em Brasília, porque eu desci com o disco dos sambas-enredos pro carro e só se ouve isso no José Dirceu. Falando em carro, acho que vou ter que trazer o meu carro pra cá em breve, não tô querendo ficar longe do Neville quando a mudança “definitiva” vier.

Eu escrevi tanto que já podia ser carnaval. Já é carnaval?!

desabafo

Cheguei em Brasília ontem, no vôo errado, mas na hora certa. E hoje já amanheci aqui no MRE, ansiosa por mexer nos arquivos que guardam tantas coisas preciosas pra minha dissertação.

Só que não consegui nada, até agora. Tô aqui há quase 4 horas, e nada. Aparentemente, o que eu preciso fica numa sessão diferente da qual eu tinha pensado – de acordo com as orientações recebidas – e eu ainda preciso de mais formulários e autorizações pra pesquisar.

Burocracia.

E isso só atrasa ainda mais a dissertação e a pesquisa. Falta pouco, mas o que falta é muito importante. E tá tudo aqui, no MRE, (quase) ao meu alcance.

Enquanto isso, a fome aumenta, a bateria do MacBook vai acabando, eu esqueci meu iPod em casa (na casa daqui, pelo menos), e deixei o cartãozinho da academia em Niterói.

Fevereiro, não seja tão cruel comigo assim.

PS:  Pra completar, sonhei que a Malévola tava atrás de mim. Sim, a Malévola da Bela Adormecida, essa mesma. Já é a segunda ou terceira vez que eu sonho que a Malévola tá querendo a minha cabeça. Vai entender.

vamos falar sobre liquidações

No post onde contei um tiquinho sobre as minhas mini férias de janeiro, eu “reclamei” sobre os preços das coisas lá pelas bandas dos EUA. Falei que podia ser impressão minha ou exagerado pela alta do dólar, e contei que não achei os preços tão convidativos quanto de outras vezes.

Pois bem, minha gente, isso não aconteceu só lá na América do Norte não. Nos meus passeios pelas lojas em liquidação, o susto foi constante.

Lembro de uma época em que descontos de 50% nas liquidações correspondiam a grandes descontos – grandes mesmo! A queda nos preços realmente fazia valer a pena montar o guarda-roupa com essas promoções, ou (quase sempre no meu caso) arrematar aquelas peças que faltaram ao longo da coleção.

Andando por aí, vejo várias lojas que anunciam descontos de ATÉ 50%, 60%, ou 70%. Entro nas lojas, com vontade de gastar dinheiro com achadinhos e novidadinhas que incrementem o meu guarda roupa e a minha vida, mas não encontro nada. E não é só porque eu tô achando as coisas meio esquisitas não: os preços não estão nada convidativos.

É, gente. Eu, que sou consumista de carteirinha, não estou conseguindo comprar nadinha nessa época de liquidação porque os preços estão absurdos até pra quem, como eu, ama comprar. Além do absurdo dos preços, as coleções que estão sendo liquidadas agora foram lançadas ainda no inverno, então tenho peças delas dentro do meu armário há, pelo menos, 6 ou 7 meses. Ou seja: eu já estou meio enjoada também da cara dessas roupas, e não acho que valha a pena desembolsar uma grana considerável em peças que já estão outdated.

E isso é outra coisa que fode com a minha cabeça. Cara, lançaram coleções de verão em pleno inverno. E, em pleno verão, as temperaturas lá em cima, e que assim ficarão por algum tempo ainda, as lojas liquidam suas peças da estação e algumas já lançam o seu outono/inverno em previews ou coleções completas mesmo. Isso é muito esquizofrênico!!!

As lojas tem jogado os preços das coleções lá em cima e, quando chega a liquidação, mesmo com descontos de 70%, tudo fica muito caro. E aí a gente fica se sentindo meio roubado, meio frustrado, meio feito de bobo, meio não-sei-o-que, enquanto eles continuam lucrando montes com descontos que não são feitos pra acabar com os estoques das lojas, mas sim pra ver quem ainda aguenta pagar um tanto por uma peça que já passou de 6 a 8 meses nas araras das lojas.

pousando no SDU

Eu sempre fico meio bipolar quando chega o dia de pegar o vôo SDU>BSB, e mais bipolar ainda quando tenho que pegar o vôo BSB>SDU. Parece que quando eu tô lá, sinto falta daqui; e, quando tô aqui, um pedaço meu ficou por lá. E, em meio à bipolaridade, a emoção fica em alta, e eu começo a filosofar.

Quando o piloto anunciou “tripulação: preparar para o pouso”, eu parei de ler, tirei os fones de ouvido, e me concentrei na paisagem que começaria a surgir na minha janela.

Avistei o Cristo Redentor, e agradeci por mais uma oportunidade de sair de uma casa (em Brasília) pra chegar em outra (em Niterói). Olhei pra baixo, e lá estava o Maracanã, que será palco de grandiosos espetáculos mundiais nesse ano. Contemplei o Cristo mais um pouco, até que ele e o Pão de Açúcar ocuparam a mesma paisagem dentro da minha janela. Logo depois, avistei a enseada de Botafogo, e o Pão de Açúcar de pertinho, majestoso, lindo – o meu lugar favorito no Rio.

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Dando a volta na Baía de Guanabara, contemplei Niterói. É engraçado ver do alto coisas que fazem parte do meu dia a dia, seja do jeito que for: o Plaza Shopping, o campus da UFF, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), a Praia de Icaraí, a minha rua. Logo depois, começa a aparecer, grande, magrinha, enorme, a Ponte Rio-Niterói, que logo depois eu deveria atravessar para, enfim, chegar na minha casa niteroiense.

Outra vez, vi o Cristo; e, outra vez, agradeci por estar ali, por estar viva, por ter saúde (mais ou menos), por ter família, por ter tanta coisa pra amar e pra me fazer feliz nessa vida. Agradeci a Cristo por tantas coisas bonitas, por tantas coisas simples, por tantas coisas maravilhosas que Ele criou. Agradeci a Deus pelas graças derramadas na minha vida.

Agradeci a Deus pela teimosia de sempre querer embarcar e desembarcar no Santos Dumont toda vez que pego um vôo nacional, e agradeci por ser recompensada por uma paisagem linda que se forma na minha janela toda vez que eu volto pra casa, aquecendo o meu coração e me fazendo me sentir mais feliz.

O avião, enfim, pousou.

prepara!

Janeiro tá voando, né, gente?! Que coisa. Quando eu penso que já estamos no dia 10/01/2014, chega me dar um susto. Ontem mesmo eu tava em 2013, tava no mês do meu aniversário, tava pensando no que ia fazer na noite de réveillon com o namô. E agora já tô aqui, no décimo dia do mês, e muitos livros estudados depois. Se eu pensar que, em 2014, eu já li/estudei 17 livros, e passei o olho em mais outros 18, eu vejo que já passei horas demais de 2014 estudando, e horas de menos de férias.

Com isso, a dissertação tá andando a passos largos. Ainda bem! #projetofoco tem que funcionar mesmo. Ao mesmo tempo, a coluna tá reclamando, a vista tá ardendo de tanto olhar pra tela do MacBook… essas coisas de velho quem estuda por horas a fio.

É por isso que eu declaro que hoje é o meu último dia de estudos desse mês – com uma passadinha no Arquivo do MRE e mais algumas horas na biblioteca, eu fecharei os meus primeiros 10 dias de estudos de 2014. Daí vou aproveitar meu final de semana com o Lipe por aqui, pra depois seguir pra Niterói no domingo e ganhar colinho dos meus pais.

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Hoje eu acordei e vi que a Veja Brasília postou essa minha foto no instagram/facebook deles. Bacana. Eu sou mesmo encantada pela arquitetura da capital do nosso Brasil, e não canso de tirar fotos desse céu azul.

Quando chegar em Niterói, terei muitas coisas pra fazer em pouco tempo. Isso porque eu vou ~tirar férias~ a partir de quinta feira, porque, né, eu mereço!

O destino? Advinha se puder! (x

notícias de um novo ano

Oi mundo! Quem me segue no instagram (@leticiatostes) já viu que eu vim pra Brasília ainda em dezembro de 2013 e continuo aqui, na saga pela dissertação (#pebvemquentequeeutofervendo) e também na arrumação da casinha. O cantinho aqui fica cada vez mais bacana, mas dá trabalho, viu.

Não tenho muitas novidades pra contar, não. O réveillon foi bem tranquilo, e tanto no dia 30/12/2013 quanto no dia 02/01/2014 eu fiquei na biblioteca (de onde escrevo neste exato momento) me divertindo estudando muito.

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#minhabolsaminhavida

E assim eu continuo, porque não tá fácil pra ninguém!

aniversariantes do dia

Hoje seria aniversário de uma das grandes mentes que já passaram por esse mundo: Walt Disney!

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Walter Elias Disney nasceu no dia 05 de dezembro de 1901 em Chicago. Walt passou a maior parte da sua infância numa fazenda em Marceline, no estado do Missouri. Aos 16 anos, Walt começou a estudar arte; e, por não ter atingido a maioridade, necessária para entrar no Exército durante a Primeira Guerra Mundial, juntou-se à Cruz Vermelha, tendo passado um ano na França dirigindo ambulâncias da organização. Quando voltou aos EUA, matriculou-se na Escola de Artes de Kansas City. Depois, trabalhou em algumas agências publicitárias, tendo entrado, a seguir, para uma companhia cinematográfica, onde ajudava a fazer os cartazes de propaganda dos filmes.

Junto do irmão Roy e do amigo Ub Iwerks, Walt criou a produtora “Laugh-O-Gram”, animando contos de fadas, e exibindo os desenhos animados em um cinema local antes da projeção dos filmes. Em 1923, mudaram-se para Hollywood, onde contratou a distribuidora de filmes M.J. Wrinkler.

Depois de conseguir juntar dinheiro suficiente, comprar material, e contratar uma equipe a contento, Walt começou a fazer planos de uma série onde uma moça chamada Alice conviveria com personagens em cenário animado. Neste período, Walt conheceu sua futura esposa, Lillian Bounds Disney. Depois de Alice, Walt criou Oswald, um coelho que foi um grande sucesso. Por conta desse sucesso, era preciso reavaliar os contratos, e Walt foi para Nova Iorque.

Em NY, Walt foi surpreendido: o patrão para quem Walt desenhara Alice e Oswald roubou os seus personagens, a sua equipe de desenhistas, e todas as encomendas. Walt não desanimou, e enviou um telegrama à Roy dizendo que tudo ficaria bem e que não se preocupasse, pois ele já tinha em mente um personagem espetacular: Mickey Mouse.

"I only hope that we don't lose sight of one thing - that it all started with a mouse." - Walt Disney

“I only hope that we don’t lose sight of one thing – that it all started with a mouse.” – Walt Disney

No final da década de 1940, em uma viagem de negócios para Chicago, Walt rabiscou as suas primeiras ideias de um parque de diversões, onde os seus empregados poderiam se divertir com as suas famílias. Originalmente, Walt pensou em construir o parque em frente aos Estúdios Disney, mas sua ideia acabou se desenvolvendo e crescendo, dando origem à Disneyland, localizada em Anaheim, na Califórnia. Walt Disney passou 5 anos desenvolvendo a Disneyland e criou uma companhia subsidiária, a WED Enterprises, que deveria cuidar da produção e construção do parque. Um pequeno grupo de empregados dos Estúdios Disney se juntou ao projeto de desenvolvimento da Disneyland como engenheiros e planejadores, sendo apelidados de Imagineers (“imaginadores”).

Walt queria que a Disneyland fosse diferente de todas as coisas já vistas no mundo, e também queria que o parque tivesse um trem. No dia 17 de julho de 1955, aconteceu um preview ao vivo na tevê do que seria a Disneyland. Walt fez um pronunciamento, e disse:

 To all who come to this happy place; welcome. Disneyland is your land. Here age relives fond memories of the past …. and here youth may savor the challenge and promise of the future. Disneyland is dedicated to the ideals, the dreams and the hard facts that have created America … with the hope that it will be a source of joy and inspiration to all the world.

Já no início da década de 1960, o império da Disney já era um enorme sucesso, e a Walt Disney Productions já era a maior produtora de entretenimento familiar do mundo. Depois de tentar por algumas décadas, Walt conseguiu os direitos para transformar em filmes os livros de P.L. Traver sobre uma babá mágica, lançando Mary Poppins em 1964, e alcançando um sucesso nunca antes visto pela Disney.

No final do ano de 1965, Walt Disney anunciou os seus planos de desenvolver outra área temática de entretenimento, chamada Disney World, próximo à cidade de Orlando, na Flórida. Na Disney World, seria construído o Magic Kingdom, um parque temático maior e mais elaborado do que a Disneyland. Além do Magic Kingdom (que seria inaugurado apenas em 1971), campos de golfe e hotéis tipo resorts seriam construídos. No entanto, o coração da Disney World seria o Protótipo Experimental da Comunidade do Amanhã (Experimental Prototype Community of Tomorrow), conhecido como EPCOT (inaugurado em 1982).

Walt Disney morreu vítima de câncer de pulmão em Los Angeles no dia 15 de dezembro de 1966, dez dias após o seu aniversário. Walt transformou-se numa lenda por ter criado, junto da sua equipe, um universo que é referência para sucessivas gerações. Walt Disney era um visionário que acreditava na força dos sonhos, e estimulava a curiosidade por ter certeza de que ela leva à novos caminhos.

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Walt, tudo fez mais sentido pra mim quando descobri, há anos atrás, que compartilhávamos essa data. Um dia eu ainda passo esse nosso dia em um dos parques que você criou, e vou honrar esse dia, comemorando por nós dois.

eu não entendo uma máquina de it bags

Outro dia tava fazendo a minha habitual ronda em busca de inutilidades pela ~internê~ quando achei a seguinte imagem:

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Trata-se de uma vending machine (ou em bom português: maquineta de vendas) recheada de it bags. Essa imagem foi veiculada no instagram da Interview Magazine. Nessa foto, reconheço, entre outros, alguns modelos da Dior, Fendi,  Hermès. Essa imagem me incomodou na mesma hora, e eu percebi que não conseguia entender o sentido por trás disso.

E eu explico o porquê: uma it bag não é uma it bag só porque é bonita ou porque é de uma grife conhecida e reconhecida internacionalmente. Uma it bag envolve um conceito de compra de luxo que, definitivamente, não é traduzido pela vending machine.

Eu adoro a praticidade das vending machines, e acho incrível que estejamos chegando a uma era em que podemos comprar muito mais do que comidinhas e bebidas em máquinas desse tipo. Me lembro com perfeição da primeira vez que vi uma máquina da Best Buy em um aeroporto nos EUA, e como achei a ideia de compra on-the-go de eletrônicos revolucionária. Isso deve fazer uns 3 anos. De lá pra cá, a Benefit Cosmetics, marca queridinha de cosméticos (eu, pelo menos, amo) também instalou vending machines recheadas dos seus produtos de beleza nos aeroportos.

Best Buy Express

Mas uma máquina de vendas de it bags me incomoda e muito. Veja bem, uma vending machine do Best Buy no aeroporto é muito conveniente: uma máquina desse tipo pode resolver problemas de pessoas que esquecem o carregador de smartphone/tablet, ou precisam de um adaptador universal de tomadas, ou esquecem o fone de ouvido, ou o fone de ouvido estragou no meio da espera da conexão (já aconteceu comigo), ou quem simplesmente quer arrematar um iPod shuffle nos últimos minutos de solo americano.

Do mesmo modo, uma máquina que vende itens de beleza no aeroporto pode ser um verdadeiro salva vidas. Quem nunca chegou no destino de uma viagem com uma cara tão esquisita que parece que tinha levado um susto que atire a primeira pedra. Eu tive que aprender muito nessa vida pra levar um ~kit de sobrevivência~ bem editado na bolsa, com itens que podem salvar a aparência depois de longas horas de vôo sem pesar muito a bagagem de mão. Não preciso nem dizer o quanto me faz feliz a ideia de, numa conexão, já comprar, entre outros, o meu primer favorito e o meu corretivo adorado numa maquininha fofa dessas.

A ideia de comprar uma it bag em uma máquina não me convence nem um pouco. Pelo menos por enquanto. Pode ser que, um dia, eu morda a minha língua, e o único jeito de comprar qualquer coisa seja em máquinas desse tipo. Mas, enquanto houver opção, eu prefiro a experiência da compra.

Eu me lembro direitinho da minha primeira it bag, que foi um presente da minha vó há mais de uma década. A Victor Hugo estava no auge aqui no Brasil, e o meu sonho de consumo era uma mochilinha da marca. O modelo icônico que despertava o desejo de uma menina de 10 anos era esse aqui:

o mesmo modelo que mora até hoje no meu armário

Em uma determinada tarde do ano 2000, a minha vó me levou no shopping e me disse que ia me dar de presente a bolsa que eu queria. Eu fiquei super emocionada, achei aquilo o máximo! Entrar na loja com ela, ver a decoração, obervar os diversos modelos expostos, ter um atendimento mega personalizado, ver todas as muitas possibilidades; tudo isso fazia parte de uma experiência de compra luxuosa. Naquele dia, eu ganhei a minha primeira it bag, que uso e guardo até hoje, junto das outras duas bolsas que a minha vó comprou naquele dia (uma pra ela e outra pra minha mãe).

A experiência se repetiu anos depois, em 2010, quando tive coragem suficiente de investir o meu próprio dinheiro em uma Louis Vuitton, aproveitando uma viagem aos EUA. Aos 20 anos, eu já entendia muito mais o conceito de uma compra de luxo do que quando eu tinha 10 anos e ganhei aquela mochila da Victor Hugo. A experiência de compra em torno de uma bolsa grifada é, realmente, diferente de qualquer outra experiência de compra. Naquela ocasião da compra na Louis Vuitton, eu testei diferentes tamanhos da Speedy, um dos modelos mais clássicos da marca, escolhendo com cuidado não só o tamanho mas também qual tipo de monograma eu preferia.

De lá pra cá, investi em outros modelos de bolsas grifadas, levando sempre em consideração a experiência de compra. Depois de decidir que quero investir em um modelo novo, eu passo meses estudando as opções que eu quero e observando as que cabem no meu orçamento; gasto mais um tempão pesquisando a história dos modelos e das marcas; quando já tô na loja, fico mais um bom tempo pesando a decisão. Eu acho que nunca vou esquecer – ou me cansar – da sensação de experimentar bolsas diferentes, em seus diferentes tamanhos, modelos, formas. Quando compro uma bolsa assim, eu considero um verdadeiro investimento, uma peça que eu usarei a vida inteira e que sempre será especial pra mim – e eu não me vejo investindo em uma peça que saia de uma máquina como se fosse um chocolate ou um pacote de biscoitos.

como eu me sinto quando compro um artigo de luxo

É por isso que eu não entendo e não consigo entender essa máquina recheada de it bags. Uma compra em uma máquina desse tipo descaracteriza completamente a experiência da compra de luxo. Eu imagino que, caso chegue o dia em que eu possa comprar uma bolsa da Hermès, por exemplo, eu nunca seria capaz de comprar uma Constance (modelo que chega a custar US$9 mil) através de uma máquina. É algo inconcebível pra mim. Ok, por enquanto é inconcebível que eu gaste essa quantia em uma bolsa, mas eu acredito num futuro melhor, e sonhar não custa nada. E eu sonho com o dia em que eu vou poder ter a experiência de comprar uma Hermès em uma das suas flagships maravilhosas, com tudo o que eu terei direito.

Carrie Bradshaw ❤

É por isso, também, que eu não entendo a compra de réplicas de marcas luxuosas. Do mesmo modo que as maquinetas, não faz o menor sentido pra mim. Eu acho preferível gastar o dinheiro em uma bolsa bacana de marcas como Schutz, Arezzo, Santa Lolla, e tantas outras, do que usar a mesma quantia pra comprar uma réplica. E ainda dá pra parcelar, gente. Uma vez eu li em algum lugar que, muito pior do que usar uma bolsa falsificada, é tentar ser uma imitação de você mesma.

réplicas

Pra mim, com a compra de uma bolsa de luxo, vem a história da marca junto. É como se eu agregasse valor trouxesse aquela história pro meu armário junto daquela bolsa sonhada, batalhada, planejada e, enfim, comprada. Todas as vezes foi assim, e eu quero que seja sempre assim. Pra mim, comprar uma bolsa de luxo não é a mesma coisa que comprar um Doritos.

tech: P$4 no Brasil

Nessa última semana, não se falou em outra coisa: o elevado preço do PlayStation 4 no Brasil causou furor entre potenciais consumidores, chocados por saberem que o novo console da Sony custará R$3.999,00.

Quando a Sony lançou o PlayStation 3, o console era visto como uma máquina quase revolucionária, oferecendo uma nova experiência para os usuários, que podiam não só jogar, mas também ver fotos, navegar na internet e assistir aos discos de Blu-Ray com alta definição.

PS4DivulgacaoSony

O PlayStation 4 consegue superar o seu antecessor em alguns aspectos que prometem mudar a experiência dos usuários: com um processador melhor e um chip adicional, a Sony promete resolver as questões de otimização do console e também diminuir o tempo de processamento de tarefas de background, que tomam muito tempo no PS3. O novo PS4 terá 8GB de GDDR5 RAM, o que equivale a dezesseis vezes mais memória do que o PS3, além de gráficos capazes de tornar a experiência de uso ainda melhor. A tudo isso, soma-se um drive de Blu-Ray com velocidade até seis vezes superior ao seu antecessor, além de mais algumas outras melhorias, e a Sony criou um PS4 incrivelmente mais potente do que o PS3.

A ansiedade pra ter um PS4 já bate forte. Mas quem será capaz de desembolsar R$3.999,00 em terras tupiniquins por um novo video game?

Em entrevista ao UOL Jogos, Mark Stanley, responsável pela divisão PlayStation na América Latina, explicou porque o console vai custar tão caro por aqui. Na entrevista, é apresentado um gráfico com os custos da produção e importação do PS4 para o Brasil, reproduzido aqui:

fonte: UOL Jogos

fonte: UOL Jogos

A Sony não descarta a possibilidade de produzir o console em breve no Brasil, o que reduziria significativamente os custos, refletidos no preço final. Na verdade, a empresa diz que o processo será facilitado pelo fato de que o PS3 já é produzido no Brasil. Ainda assim, os executivos da empresa explicam que só depois de algum tempo de fabricação internacional do console é que será possível fazê-lo no Brasil.

Além disso, a empresa já deixou claro que não pretende esgotar os estoques que serão disponibilizados para venda imediata no Brasil, por conta do preço, manifestando também a sua frustração com o elevado preço final. Ao mesmo tempo, não há uma previsão para redução do preço do console no Brasil.

Há de se considerar que o preço estabelecido para venda no lançamento do PS4 do Brasil é mesmo muito alto, porém é resultado de um esforço da empresa em tornar o produto disponível para o nosso mercado ao mesmo tempo em que será lançado em outros países. Não estou dizendo que isso justifica o preço elevado do console, mas há de se considerar o esforço de oferecer o produto. Quantas vezes já reclamamos do tempo defasado entre o lançamento de um gadget no mercado internacional e da sua chegada no Brasil? Eu já perdi a conta.

PlayStation 4, DualShock 4, e a câmera PlayStation 4 Eye

PlayStation 4, DualShock 4, e a câmera PlayStation 4 Eye

Também não estou dizendo que vou comprar o PS4 no seu lançamento no Brasil. Quem me dera ter essa grana pra gastar assim! #bolsistasofre Além disso, mesmo não me faltando vontade de ter um console novo, eu comprei o PlayStationMove pro PS3 nesse ano, fico até com dó de aposentar tão rápido.

O que vocês acham disso tudo? Estão muito ansiosos pelo lançamento? Pretendem comprar o PS4 no Brasil? Ou planejam uma viagem ao exterior pra comprar o console por um preço menor? Ou simplesmente vão ignorar o lançamento da Sony e vão se apegar ao XBox?