sobre morar em Niterói e morar em Brasília

quando moro em Niterói, meus pés são o principal meio de transporte. quando moro em Brasília, meus pés são as quatro rodas do meu carro.

quando moro em Brasília, o céu é azul todo dia. quando moro em Niterói, o céu muda de cor todo dia.

em Brasília ou em Niterói, o céu tem várias cores todos os dias.

quando moro em Niterói, a umidade me faz espirrar. quando moro em Brasília, o clima seco faz o nariz sangrar.

quando moro em Brasília, não preciso lavar o cabelo todo dia. quando moro em Niterói, é muita oleosidade, muita agonia.

quando moro em Niterói, quero aproveitar pra passear. quando moro em Brasília, a minha vida é só estudar.

quando moro em Brasília, OS X. quando moro em Niterói, Windows.

quando moro em Niterói, UFF. quando moro em Brasília, Clio.

quando moro em Brasília, as quatro estações do ano acontecem em um dia. quando moro em Niterói, as estações se confundem em vários dias.

quando moro em Niterói, TV. quando moro em Brasília, biblioteca.

quando moro em Brasília, me sinto livre em meio a tanto verde, mas sinto falta de praia. quando moro em Niterói, não dou bola pra praia.

quando moro em Niterói, banho. quando moro em Brasília, água.

quando moro em Brasília, não se fala em quarteirões – se fala em quadras. quando moro em Niterói, falo de ruas.

quando moro em Niterói, acordo cedo porque eu quero. quando moro em Brasília, acordo cedo porque preciso.

quando moro em Brasília, me falta tempo pra tudo. quando moro em Niterói, também.

quando moro em Niterói, vejo prédios altos demais. quando moro em Brasília, acho os prédios pequenos demais.

quando moro em Brasília, vejo uma cidade organizada demais. quando moro em Niterói, acho que a cidade precisava de mais organização.

quando moro em Niterói, os prédios são altos, fazem sombra, cortam o vento. quando moro em Brasília, os prédios são horizontais demais.

quando moro em Brasília, tudo é muito longe, e 3km é perto. quando moro em Niterói, 3km é longe, e tudo é muito mais perto.

quando moro em Niterói, tomo café fresco. quando moro em Brasília, tomo suco.

quando moro em Brasília, faço compra de mercado. quando moro em Niterói, já tem tudo no armário.

quando moro em Niterói, sou filha. quando moro em Brasília, sou mulher.

quando moro em Brasília, me dá saudade de Niterói. quando moro em Niterói, me dá saudade de Brasília.

quando as coisas começam a melhorar

E aí que segunda feira a gente pensa “poxa, mas já? Cadê meu final de semana que tava aqui?”, acreditando que esse dia não vai ter nada de bom. Por sorte, a minha segunda feira foi bem melhor do que eu esperava.

Comecei a semana enfurnada nos arquivos do MRE e estou com as mãos e o nariz cheios de poeira – mesmo usando luvas e máscara de proteção. Vou ter que me entupir de remédios mas – who cares? – tô feliz da vida. Finalmente tô começando a achar as pecinhas que faltam ao meu quebra cabeça chamado dissertação. E, ó, eu acho que vai ficar bacana, viu.

To empolgada – ainda bem. Imagina se eu estivesse frustrada, ou desanimada com a minha pesquisa?!

E eu continuo viciada em Let it Go — gente, será que eu nunca vou me cansar dessa música? Resposta: não.

desabafo

Cheguei em Brasília ontem, no vôo errado, mas na hora certa. E hoje já amanheci aqui no MRE, ansiosa por mexer nos arquivos que guardam tantas coisas preciosas pra minha dissertação.

Só que não consegui nada, até agora. Tô aqui há quase 4 horas, e nada. Aparentemente, o que eu preciso fica numa sessão diferente da qual eu tinha pensado – de acordo com as orientações recebidas – e eu ainda preciso de mais formulários e autorizações pra pesquisar.

Burocracia.

E isso só atrasa ainda mais a dissertação e a pesquisa. Falta pouco, mas o que falta é muito importante. E tá tudo aqui, no MRE, (quase) ao meu alcance.

Enquanto isso, a fome aumenta, a bateria do MacBook vai acabando, eu esqueci meu iPod em casa (na casa daqui, pelo menos), e deixei o cartãozinho da academia em Niterói.

Fevereiro, não seja tão cruel comigo assim.

PS:  Pra completar, sonhei que a Malévola tava atrás de mim. Sim, a Malévola da Bela Adormecida, essa mesma. Já é a segunda ou terceira vez que eu sonho que a Malévola tá querendo a minha cabeça. Vai entender.

vamos falar sobre liquidações

No post onde contei um tiquinho sobre as minhas mini férias de janeiro, eu “reclamei” sobre os preços das coisas lá pelas bandas dos EUA. Falei que podia ser impressão minha ou exagerado pela alta do dólar, e contei que não achei os preços tão convidativos quanto de outras vezes.

Pois bem, minha gente, isso não aconteceu só lá na América do Norte não. Nos meus passeios pelas lojas em liquidação, o susto foi constante.

Lembro de uma época em que descontos de 50% nas liquidações correspondiam a grandes descontos – grandes mesmo! A queda nos preços realmente fazia valer a pena montar o guarda-roupa com essas promoções, ou (quase sempre no meu caso) arrematar aquelas peças que faltaram ao longo da coleção.

Andando por aí, vejo várias lojas que anunciam descontos de ATÉ 50%, 60%, ou 70%. Entro nas lojas, com vontade de gastar dinheiro com achadinhos e novidadinhas que incrementem o meu guarda roupa e a minha vida, mas não encontro nada. E não é só porque eu tô achando as coisas meio esquisitas não: os preços não estão nada convidativos.

É, gente. Eu, que sou consumista de carteirinha, não estou conseguindo comprar nadinha nessa época de liquidação porque os preços estão absurdos até pra quem, como eu, ama comprar. Além do absurdo dos preços, as coleções que estão sendo liquidadas agora foram lançadas ainda no inverno, então tenho peças delas dentro do meu armário há, pelo menos, 6 ou 7 meses. Ou seja: eu já estou meio enjoada também da cara dessas roupas, e não acho que valha a pena desembolsar uma grana considerável em peças que já estão outdated.

E isso é outra coisa que fode com a minha cabeça. Cara, lançaram coleções de verão em pleno inverno. E, em pleno verão, as temperaturas lá em cima, e que assim ficarão por algum tempo ainda, as lojas liquidam suas peças da estação e algumas já lançam o seu outono/inverno em previews ou coleções completas mesmo. Isso é muito esquizofrênico!!!

As lojas tem jogado os preços das coleções lá em cima e, quando chega a liquidação, mesmo com descontos de 70%, tudo fica muito caro. E aí a gente fica se sentindo meio roubado, meio frustrado, meio feito de bobo, meio não-sei-o-que, enquanto eles continuam lucrando montes com descontos que não são feitos pra acabar com os estoques das lojas, mas sim pra ver quem ainda aguenta pagar um tanto por uma peça que já passou de 6 a 8 meses nas araras das lojas.

flocos de neve de uma aventura congelante

Comentei no post passado que fui assistir FROZEN com a mamãe nos cinemas assim que cheguei da viagem, e que eu tinha ficado apaixonada pela história – e pelas músicas, pelos personagens, etc.

Aí eu estava hoje fazendo a minha habitual ronda pela internê quando encontrei essas imagens de flocos de neve recortados à mão com inspiração na história congelante:

Anna, Elsa & Olaf ❤

esse é pra brincar de “encontre o Olaf” (x

o meu favorito, com o perfil da Elsa ❤

E, ainda no assunto #frozenfandom, esses desenhos de Arendelle congelaram aqueceram o meu coração!

Quem acha que eu tô muito apaixonada por essa história levanta a mão o/

PS: quem assistir FROZEN nos cinemas pode ver o curta Get a Horse! com Mickey e Minnie antes do começo do filme! É fofo demais, começa em P&B e depois…

(;

eu não entendo as pessoas nos aeroportos

Hoje é segunda feira, tá um bom dia pra reclamar da vida. Afinal, é a primeira segunda feira do horário de verão, eu estou em Brasília, está um calor infernal, e várias coisas já deram errado hoje.

Pra vocês terem uma ideia, nos primeiros minutos do meu dia eu causei um curto circuito feio em casa, porque não vi que o fio tinha ficado dentro da grelha, e ele consequentemente fritou junto com o meu pão, e aí fez um barulho enorme e queimou e a casa toda apagou. Na mesma cozinha, horas depois, eu deixei a panela elétrica de arroz cair no chão não apenas uma, mas duas vezes, e, na segunda vez, ela quebrou. Dois prejuízos em um dia só. Bem assim.

Mas não é disso que eu quero reclamar agora. Eu quero compartilhar com vocês a minha agonia quanto ao comportamento de determinadas pessoas em aeroportos. Veja bem, eu não quero dizer que sou expert na rotina de aeroportos, mas, sim, tenho algum conhecimento de causa. São alguns anos viajando de avião pra lá e pra cá, de dentro do Brasil pra fora, de fora pra dentro, etc; são anos observando os comportamentos alheios em aeroportos, sem entender muito bem o porquê de determinadas atitudes/escolhas.

no aeroporto

Sem mais delongas, aqui vai uma lista explicada das coisas que eu não entendo no comportamento das pessoas em aeroportos.

1- Figurino

Aeroportos não são os lugares mais confortáveis do mundo. Além disso, nunca podemos contar com a pontualidade dos vôos/conexões; a gente nunca sabe quando aquele vôo Rio-SP (ou, como acontece frequentemente na minha vida nos últimos tempos, Rio-BSB/BSB-Rio) que não deveria tomar mais de 2h do meu tempo (considerando chegar uma hora antes do vôo, mais os 45min de vôo Rio-SP, mais uma eventual espera de malas) pode se tornar uma experiência de muitas horas. Diante de situações assim, que podem causar transtorno, a gente não vai querer se preocupar com a roupa, né? É fundamental estar confortável.

oi?

oi?

Eu simplesmente não entendo quem vai pro aeroporto com roupa colada (calça ou vestido/saia), salto alto, decotão, toda maquiada como se estivesse indo pra noitada. E, acreditem, é mais comum do que se pensa. Não quer dizer que a pessoa deva ir zoada pro aeroporto, mas acho que, na escolha do look o conforto tem que estar sempre em primeiro lugar. Um decote enorme no aeroporto pode revelar mais do que se quer, quando menos se espera. Uma roupa colada pode subir enquanto você tá puxando as suas malas, e não conseguiria ajeitar o que foi pro lugar onde Minha dica é achar um sapato que não aperte, uma calça que te dê mobilidade suficiente, e também ter sempre a mão algo que possa te proteger do ar condicionado gelado dos aviões.

2- Mala de mão oversized

As companhias aéreas estabelecem um limite de tamanho e peso para bagagens de mão. Aqui no Brasil tá ficando cada vez mais difícil embarcar com malas de mão, por conta das restrições – mas quem vai direto pro portão não faz nem ideia disso. E tem gente que simplesmente não respeita o tamanho máximo das malas de mão. Isso é um problema pra quem carrega e pros outros passageiros por motivos de: além de ser difícil de encaixar a mala no bagageiro, a tal mala pode ocupar muito mais do que o espaço destinado inicialmente pra uma só bagagem, restringindo o espaço que outros passageiros poderiam usar.

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3- Mais malas de mão do que o permitido

Isso é outra coisa que me incomoda muito. Eu entendo – e acho mais do que justo – que as companhias aéreas restrinjam a bagagem de bordo a uma mala de mão e um item pessoal. A verdade é que isso é mesmo o suficiente pra que você faça uma viagem curta, ou mesmo acomode seus objetos de valor e uma (ou duas) muda(s) de roupa pro caso de extravio de bagagem. Mas eu vejo muita gente em aeroporto que abusa. Outro dia, numa das minhas idas e vindas de Rio-BSB, uma moça entrou no avião com 5 itens de mão. Veja bem, CINCO ITENS DE MÃO. Ela tinha uma bolsa pessoal, uma mala de rodinhas, uma mochila, e duas sacolas de compras.

Gente, isso é o cúmulo do exagero/falta de consideração com os outros passageiros. Pra essa pessoa guardar todos os seus itens de mão, obrigatoriamente vai ocupar o lugar que seria destinado às bagagens de bordo de outro passageiro. E nenhum funcionário da companhia aérea falou nada – o que eu achei ainda mais absurdo.

4- Embalar malas nos plásticos

Eu me senti obrigada a abrir um tópico só pra falar nisso. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que mala foi feita pra ser destruída. Não adianta quanto cuidado a gente tenha, ela não vai durar linda e limpinha e inteira por muito tempo. Já tive mala que durou 10 anos, já tive mala destruída na primeira viagem. E embalar em plástico é apenas um gasto desnecessário (a menos que o seu destino seja algum lugar na África, aí realmente eu recomendo – um dia eu conto o porquê, num post do viajante geek). Já vi muita gente embalando mala, gastando uns 50 reais (ou até mais, dependendo do aeroporto gringo), pra proteger algo que foi feito para ser destruído. Apenas aceite que sua mala foi feita para ser destruída, compre uma mala barata (ou invista numa com garantia) e liberte-se dessa neura.

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5- Salto alto

Eu sempre fico muito muito incomodada quando vejo alguém em aeroporto de salto alto. Não sei se é porque eu abomino esse tipo de sapato, mas a simples ideia de usar salto pra viajar é inconcebível pra mim. Gente, já é ruim de carregar bagagem de sapato sem salto, imagina de salto? Se o vôo atrasa, já é ruim ficar esperando, imagina de salto?

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Ok, tem gente que sai do aeroporto direto pra uma reunião, e não pode se dar o luxo de chegar de tênis num ambiente de trabalho, mas acho que rola substituir o salto por uma sapatilha – pelo menos nas horas de aeroporto. É só guardar o salto na mala de mão e trocar quando chegar no destino – elas existem pra isso.

6- Fotógrafos

Eu não consigo me lembrar de nenhuma viagem saindo ou chegando no Santos Dumont em que eu não tenha visto alguém famoso (ou alguma sub celebridade). E sempre tem um paparazzo atrás, tentando um bom clique do dito cujo. Eu entendo que é o trabalho deles, e que tem gente que gosta de ver fotos dos artistas na vida real, na rotina de aeroporto, mas tem uns fotógrafos que perdem a noção. Aconteceu comigo: na busca de uma foto perfeita de uma artista, um paparazzo simplesmente bloqueou o portão de acesso à sala de embarque. Não dá pra entender.

7- Fila no gate 

Isso é outra coisa que não faz o menor sentido. Por que raios as pessoas formam filas nos portões de embarque muito tempo antes do mesmo ser anunciado? É esquisito demais. Cada um tem o seu lugar marcado, e o avião não vai sair dali sem ninguém – ou melhor, o avião não vai decolar sem que seja anunciada a última chamada para embarque. Não é mais fácil ficar sentado, aguardando a chamada do seu grupo de embarque? Eu acho.

caos

caos

8- Guardar a mochila no bagageiro

De volta à bagagem e ao bagageiro, eu não consigo entender quem viaja com uma mochila e/ou uma bolsa pessoal como bagagem de mão e não coloca embaixo da poltrona na sua frente. É tão mais prático e mais rápido, e ainda deixa mais espaço livre pra quem leva uma mala de rodinhas, ou uma mala de mão que não cabe em baixo da poltrona.

9- Gente que perde a paciência

Tem gente que simplesmente não aceita o fato de que shit happens. Se acontece na vida, acontece no aeroporto. Num aeroporto, o mais importante é não perder a calma. Se você vai fazer isso lendo um livro, ou lendo uma revista, ou ouvindo música, ou mexendo no seu tablet/notebook, não importa. Mas, por favor, não perca a paciência, e não faça escândalo. É feio, e incomoda a todos a sua volta. Pense que o avião não atrasou só pra você, e que tem mais gente na mesma situação. Não adianta reclamar com o funcionário se o painel mostrar que o seu vôo tá atrasado, ou mesmo sem previsão de embarque.

Eu já vi casos em aeroportos em que foi preciso chamar a polícia federal para acalmar um sujeito exaltado que gritava com funcionários da companhia aérea. O negócio foi tão feio que o cara quase foi impedido de embarcar. Além disso, a confusão ainda fez com que o vôo atrasasse ainda mais, depois de um atraso de mais de 3 horas.

pessoas em Aeroporto

Tem aqueles que perdem a paciência esperando a bagagem na esteira. Gente, não adianta: é muita mala pra pouco funcionário e pra pouca esteira. Alguma mala vai ter que demorar. Ao invés de reclamar que tá demorando, concentre em desejar que a mala chegue. Melhor ficar esperando a mala por um tempo e ela chegar, do que simplesmente ter a bagagem extraviada.

10- Malas sem rodinhas 360º

Não dá pra entender quem ainda vive sem uma dessas. Além de serem um milhão de vezes mais fáceis de empurrar, elas costumam ser infinitamente mais leves. É tão fácil de carregar que muitas vezes não é nem preciso pegar um daqueles carrinhos de aeroporto pra empurrar.

quando eu vi Mayer pela primeira vez

é claro que eu não ia me dar por satisfeita com o post que fiz sobre o Rock in Rio quando o assunto é John Mayer. afinal, eu esperei quase 13 anos pra ver o meu muso em um show ao vivo, e as emoções são grandes demais pra não dissertar sobre elas por aqui.

o show foi reprisado há uns dias pelo Multishow, e eu assisti, é claro. e me emocionei de novo. e chorei de novo. e me arrepiei de novo. gente, aquele homem toca fundo na minha alma com as músicas dele. sempre foi assim. a música dele parece que vem do fundo do coração dele e toca direto no meu. não é a toa que teve uma época que eu dedicava uma categoria aqui do blog só pra ele, com o nome dele. aliás, de onde foi que surgiu a ideia de tirar essa categoria do ar? eu hein.

enfim. John Mayer no Rock in Rio. a primeira vez que eu vi John num palco na minha frente. uau.

quando ele entrou no palco, eu fiquei sem ar. eu tinha acabado de dizer pro Felipe o quanto eu queria que ele tocasse “No Such Thing”, e ele vai lá e começa o show com essa música, com a música que eu escolhi pra marcar o momento de receber o meu diploma, de encarar o real world. depois, “Wildfire”, que já é uma das minhas favoritas do disco novo. meu Deus, como pode alguém fazer uma música de amor tão fofinha e que dá tanta vontade de dançar como o John fez “Wildfire”? aí veio “Queen of California”, com uma das minhas frases favoritas de canções de todos os tempos (I’m headin’ out west with my headphones on, boarding a flight with a song in the back of my soul that no one knows). como se não bastasse, eis que o John resolveu tocar “I Don’t Trust Myself (With Loving You)”, que eu nunca imaginei ouvir ao vivo nem nos meus sonhos mais lindos. daí veio “Half of my Heart”, que, eu confesso, eu tinha implicância por causa da participação da Taylor Swift, mas que, quando ouço as versões ao vivo, eu sempre gosto. daí depois foi aquela porrada na cabeça com “Slow Dancing in a Burning Room”, que me faz chorar simplesmente todas as vezes que eu ouço. gente, dói o coração ouvir essa música, e agora eu tenho lembranças ao vivo pra reforçar essa dor. quando veio “Your Body is a Wonderland”, eu já tava completamente entregue, e o interlúdio (meio improvisado?) de “Neon” me deixou ainda mais emocionada. sim, eu queria ter ouvido “Neon” inteira ao vivo, e não só um pedacinho, mas prefiro um petisco do que simplesmente morrer de fome. “Daughters” foi aquele ~momento ownti~, e eu não pude deixar de pensar quantas mil pessoas ali presentes não tinham conhecido o meu John por causa dessa música quando ela fez parte da trilha sonora de uma novela das 8 há uns anos atrás. acho que é por isso que eu tenho um tico de remorso dessa música hehehe mas, ok, eu gosto dela (porque né não tem nenhuma música do John que eu não goste). depois o John tocou “Waitin’ on the World to Change”, que eu também adoro, e sempre penso nos meus amigos quando ouço essa música – e lá no show não foi diferente. aí vem o John tocar fundo o meu coração com “Dear Marie”, que desde a primeira vez que eu ouvi o Paradise Valley eu adorei porque tocou o meu coração, e ele ainda disse que essa música significava muito pra ele ❤ gente, como não amar muito?! como se não bastasse, veio outro momento ownti da noite: ouvindo os clamores da platéia, e ciente de que não tinha muito tempo, meu John pediu pra gente decidir se queria ouvir “Vultures” (prevista no setlist) ou “Stop this Train”, e a segunda ganhou. eu queria ter ouvido as duas né xD mas o John é tão bonzinho que não quis desrespeitar o Bruce que vinha depois dele e não alongou o show além do previsto. pena. “Why Georgia”, essa fofa, sempre mexe comigo, sempre me faz pensar if I’m living it right. e, pra fechar o show, “Gravity”. na falta do que dizer sobre esse momento maravilhoso na minha vida, eu deixo aqui o vídeo:

o setlist foi perfeito, é claro. foi pequeno pro show que eu queria ver, mas foi perfeito. e acho que foi perfeito porque o John encaixou muitos e muitos solos de guitarra inspiradíssimos nas músicas. e fechar com esse solo de “Gravity” com a guitarra no chão, meu Deus do céu, eu fico sem ar só de pensar.

eu nunca vou esquecer a noite em que vi John Mayer na minha frente, ainda que de longe. e eu nunca vou sossegar enquanto não for a um show dele com duração mínima de 3 horas e que eu assista da primeira fileira.

John, meu muso, meu amor, me aguarde. se Deus quiser, ainda vamos nos ver muito pelos palcos dessa vida.

não há limites para a gordice

eu vou fazer um post muito rápido e muito pequeno (até porque a bateria do MacBook tá acabando e eu tô com preguiça de ir buscar a fonte), porém necessário.

eis que, buscando fotos do meu amor ❤ criança, eu descobri essa foto em um dos álbuns da minha cunhada:

gordice

gordice

poderia ser ~apenas~ mais uma foto minha fazendo gordice – acho que é o que mais existe por aí nessa vida – mas, infelizmente, essa não é uma foto qualquer.

veja bem, eu estava no Palácio do Itamaraty, na formatura da turma de 2010 do Instituto Rio Branco (aka turma do meu amor), e este momento foi eternizado pra sempre com esta foto:

repetindo: gordice

é meio foda pensar que para sempre existirá um registro meu fazendo gordice em pleno Palácio do Itamaraty. é quase um atestado da minha gordice. vamos reparar bem na minha concentração no que quer que seja que eu estava comendo, e nas minhas bochechas infladas de comida que já estava na boca, e na minha preparação para já colocar mais comida na boca.

quer dizer. foda.

se bobear, podem até usar essa foto contra mim na cerimônia de posse quando eu passar pro IRBr. já pensou? a Dilma tá lá, linda, e de repente projetam essa imagem na parede. e na formatura? tipo, sei lá, o Lula me entregando a medalha por ter sido a melhor aluna da turma (cês tão vendo que eu tô sonhando pacas nesse parágrafo né?) e aí PÁ tá lá essa foto projetada na parede.

ou seja: vergonha.

eu devia pensar mais nessa vergonha posterior que eu posso acabar sentindo quando eu fico comendo sem parar por essa vida.

e vamos pro “rock”, bebê

todo mundo sabe da birra que eu tenho com o Rock in Rio (se não sabe, clica aqui e lê o que eu já escrevi sobre o festival em 2011). mas, esse ano, eu resolvi deixar a birra de lado, como eu anunciei em 2011 que poderia eventualmente fazer, e vou curtir os dois sábados de festival. acontece que, nesse ano, eu fui positivamente surpreendida por um line-up que, de fato, privilegia o rock. dos 7 dias de festival, 5 são dedicados ao rock n roll nas suas muitas variações.

pra falar a verdade, eu gostei do line up num grau que gostaria de ir, além dos dois sábados, nas noites de Metallica, Bon Jovi e Iron Maiden. mas, além de não ter grana, já foi difícil conseguir ingresso pra dois dias, que dirá cinco. e, vamos combinar, cada ingresso tava caro pra caramba,

falando em caro, já fiquei sabendo que um copo de Heineken tá custando R$10,00. DEZ REAIS. DEZ FUCKING REAIS PRA UM COPO DE CERVEJA. tá foda a vida. #bolsistasofre

ah, já fiquei sabendo também que tem fila de 6h pra brincar na tirolesa (que eu não tenho vontade de ir), e uma média de 2h de espera pra brincar nos outros brinquedos (pretendo ir pelo menos na roda gigante, veremos).

é claro que pretendo registrar aqui minhas impressões e experiências no festival, mas eu quis registrar antes da farra começar que eu vou pro Rock in Rio ver rock n roll, esperando ser surpreendida de forma tal que as minhas birras acabem.

e vamos pro rock, bebê!

eu não gosto de falar no telefone

eu acho que não existe no mundo quem deteste mais falar no telefone do que eu. o que eu tenho de tagarela no cara a cara, ou no whatsapp, eu emudeço quando o telefone toca e eu preciso atender.

eu não sei quando isso surgiu, nem porquê, mas eu detesto falar no telefone há muito tempo. pelo menos há tempo suficiente pra render pauta pra um post.

quando é inevitável, eu pareço um macaco falando: porque eu simplesmente não sei o que dizer. ao invés de ser eu, como sempre sou, ao telefone eu viro uma criança imbecil de, sei lá, 1 ano. parece que eu não sei nem falar.

se eu pudesse, resolvia a minha vida toda por escrito: sms, whatsapp e email estão aí pra isso, gente.

ah, sei lá, cara. eu odeio tanto falar no telefone que só de ter que dizer que eu não gosto de falar no telefone eu já perco a vontade de falar de todo jeito.

ps: que porra de iPhone 5c feio foi esse, meu Deus? ontem eu fiquei muito muito muito revoltada com essa porra. iPhone colorido é uma das coisas mais escrotas que podiam inventar na vida! ainda bem que mantiveram o 5s na linha do 5 e ainda resta a opção de ter um black slate. mas, olha, que revolta com esse treco colorido, viu.

tempo que escorre pelas mãos

quando eu vi, já era segunda feira, dia 09 de setembro. essa temporada em Brasília passou rápido demais.

em meio à muitos livros, muito trabalho, e o Felipe muito doente, essas duas semanas voaram, como se o tempo escorresse pelas minhas mãos, sem que eu tivesse o menor controle sobre ele, sem que eu pudesse pedir pra ele que esperasse um pouquinho.

tempo, por favor, me dê mais tempo.

não tenho muito mais tempo para terminar a dissertação; março tá aí, batendo à minha porta, sem mesmo pedir licença, querendo chegar correndo.

ainda falta muito pra acabar a dissertação. e cada vez mais parece que vou demorar mais.

tempo.

cadê o tempo?

muitas horas na biblioteca, que não são tempo perdido, mas tempo produtivo. algumas horas dedicadas aos devaneios, necessários, em meio à energia nuclear e à política externa.

amanhã eu volto pra Niterói, pra encontrar meus pais. amanhã eu volto pra Niterói, pra voltar a ser filha – dessa vez por um mês! – e deixar a pseudo-dona-de-casa descansar um pouquinho. amanhã eu volto pra Niterói, pra deixar de escrever 4689423942 páginas por dia e escrever, sei lá, meia página. amanhã eu volto pra Niterói pra aproveitar(?) um Rock in Rio em dois sábados, pra respirar melhor fora dessa seca, e até sentir um friozin mais intenso. amanhã eu volto pra Niterói pra ficar longe do Felipe um pouquinho ): mas só um pouquin, porque ele vai a um sábado do Rock in Rio comigo o/ amanhã eu volto pra Niterói pra curtir os meus pais, a comida da Lu, os confortos de estar em casa e ser filha – filha quase mimada, filha que ama, filha que tá dividida entre continuar criança e crescer.

tô crescendo muito em pouco tempo, e querendo ficar criança, indo na direção contrária ao tempo. é por isso que eu peço ao tempo que ele me dê mais tempo – de novo, e sempre.

reflexões na biblioteca

pois é, estou em Brasília, de novo. na última sexta fui pra SP ver os amigos que por lá estavam, Felipe me encontrou lá, e no domingo cedo viemos juntos pra cá. bem assim, desse jeito de quem começa a construir uma vida junto, de quem tenta conjugar duas vidas separadas por alguns quilômetros em uma casa no meio do cerrado.

já é o terceiro dia que venho pra biblioteca do MRE e fico estudando, escrevendo, estudando, escrevendo, e estudando mais um pouco. agora que acho que acabei um artigo, cujo deadline é na sexta, Ave Maria, resolvi rabiscar algumas linhas aqui, influenciada por uns textos que li, encontrados numa escapadela sem vergonha ao news feed do facebook. romantismo, sensibilidade, tá tudo junto aflorando por aqui. e dissertação que é bom, ó, nada. mentira, já tá adiantadinho já.

Felipe tá ruinzin desde que chegamos de SP, e tá achando que a amigdalite atacou. finalmente concordou em procurar um médico hoje, mas só depois de cumprir todas as atividades antes previstas. homem teimoso. meu amor teimoso.

vem, senta na minha cama, me acorda de surpresa, com seus roncos, com seus medos, com seus sustos, com você levantando de repente e puxando a coberta porque tá na hora de tomar um remédio. deixa eu tirar cada vez mais esse seu medo de aproximação. deixa eu cuidar de você, deixa eu te fazer um cafuné. entende que eu quero te dar carinho, que eu quero cuidar de você. deixa eu mudar as suas coisas de lugar, deixa eu deixar tudo do jeito que eu quero, que é pra você pedir desculpas depois que eu disser que você bagunçou tudo e só me deu mais trabalho. deixa eu te mostrar que, quando você vivia sozinho, você não tinha que aguentar essa incerteza toda, mas que, agora, tudo pode ficar muito mais divertido nessa casa meio dividida pra dois. deixa eu te perguntar se você acha que eu devo usar as calças azuis com um cinto ou sem um cinto, a blusa pra dentro das calças ou pra fora. deixa eu demorar me arrumando, atrapalhar seu cronograma, só pra ouvir “já, amor?” toda vez que eu digo que tô pronta depois de mais de meia hora. deixa eu acordar mais cedo pra me arrumar e sair no horário, mas não sem antes fazer o seu café e lavar a louça que você insiste em deixar pra depois. deixa eu te fazer companhia naquele sofá de três lugares que acomoda nós dois tão bem. deixa eu puxar o cobertor pequenininho que cobre nós dois quando esfria um pouquinho. deixa eu pegar água ou cerveja pra você, comprar um vinho pra gente beber junto enquanto vê tevê. deixa eu fazer um sanduíche pra você, enquanto eu reclamo que você tinha que comer mais, que precisa se alimentar direito, que tem yakisoba suficiente pra nós dois. deixa eu te sujar de gordura, de coca cola, de molho, só pra te mostrar que, a dois, a gente se completa muito mais do que quando tá sozinho. afinal, ninguém fica bem sozinho, isso é um auto-engano. lembra?

tô ouvindo sem parar o novo disco do John Mayer, meu Deus do céu, que disco maravilindo. mal posso esperar dia 21/09 pra ver meu muso Mayer cantando no Rio ❤ finalmente! realizar um sonho de vida — mesmo que dessa forma torta/escrota que é o Rock in Rio. se eu tivesse com grana sobrando, ia pra SP ver ele dia 19 por lá também, mas, né, #bolsistasofre.

já tô com fome, mas não sei se lancho sozinha na bichonete lanchonete ou se espero mais 1h10 até que o Felipe possa parar de trabalhar pra almoçar comigo. oh, dúvida cruel.

ps: ainda na vibe das reflexões do dia, esse texto aqui me tocou profundamente. ainda tenho 2 anos 1 ano e 4 meses até os 25, e espero que, até lá, eu consiga saber direitinho pelo menos essas 25 coisas listadas pela Mary. força!

o talismã do meu país?

eu acho que prometi aqui que ia falar um pouquinho da viagem pra Belém que fiz no início do mês, e, passada a frustração absurda do final de semana, combinada à diminuição de drogas remédios no meu organismo (hoje são só 7! yey!), resolvi riscar aqui umas linhas sobre a minha experiência semi-acadêmica semi-turística na capital do Pará.

cara, inevitável: toda vez que eu pensava que ia pra Belém, que eu ia pro Pará, eu começava a cantarolar – nem que fosse só na minha cabeça – o samba da Imperatriz Leopoldinense de 2013.

eu admito que eu fui pra Belém obrigada. eu não tinha a menor vontade de me deslocar pro Pará tão cedo nessa vida, quando tantos outros destinos brasileiros me enchem os olhos e me despertam curiosidade. mas o ENABED 2013 foi lá, então lá fomos todos rumo a um pedacinho da Amazônia pra alguns dias de calor, suor e discussões acadêmicas.

a saga começou na busca por hotel: todos os hotéis que eu procurava vinham acompanhados de críticas negativas dos hóspedes. eu já tava pirando com aquilo, porque eu prezo por um bom hotel nas minhas viagens. se guerra sem conforto é extermínio, imagina numa viagem que eu nem queria fazer?

acabou que, quando já tava em Brasília, cancelei a terceira(!!!) reserva de hotel em Belém e, no chute, na sorte, decidi ficar no mesmo hotel que os meus amiguinhos do mestrado iam se hospedar: o Belém Soft Hotel. bonzinho, simples, limpinho, mas também um pouquinho caro pra o que (não) oferece. pelo menos ele não foi na linha das críticas que eu tinha lido sobre outros hotéis – desde proliferação de formigas a cheiros horrorosos impregnados.

tá. chegando a Belém, um aeroporto longe, porém ajeitadinho. ponto pro Pará. mas era domingo de noite, e tinha trânsito. era domingo a noite, e a única opção de comida perto do hotel era o conjugado Domino’s/Spoletto. comemos lá – e depois outras vezes também, já que era bem perto, e, bem, pizza ❤

o lugar que mais gostei foi, é claro, a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. o que eu senti lá não tem explicação, eu não consigo descrever. fé.

mas, em Belém, senti uma insegurança nas ruas que coloca qualquer carioca mais ligado do que nem sei o quê. todo mundo mandava a gente ter muito muito cuidado. e sentimos na pele: no caminho do Mercado Ver-o-Peso até a Estação das Docas (uma caminhada de, sei lá, 5min no máximo), eu e meus amiguinhos fomos seguidos e por muito pouco não fomos assaltados.

não fomos assaltados porque entramos na Estação das Docas, o lugar-pra-turista de Belém. lá, sim, tudo limpo e seguro, com ar condicionado, policiamento, lojinhas bacanas, restaurantes maravilhosos, e sorvete Cairu ❤

a Estação das Docas logo virou nosso ~point~, e a gente foi lá todo dia. destaque pra Amazon Beer e seu delicioso happy hour com choppes artesanais e muita muita muita comida boa ❤

visitamos também o complexo onde fica a Casa das Onze Janelas, mas lá tinha um restaurante caro demais, e tava muito calor e estávamos com muita fome, então nem ficamos muito por lá.

no mais, teve a parte acadêmica mesmo da viagem, de comparecer no ENABED, apresentar trabalho, ser elogiada(!!!!!), e fazer aquele networking acadêmico que é necessário.

na minha listinha, faltou entrar no Teatro da Paz (porque passar por ele nós passamos umas 80 vezes), ir numa festa de aparelhagem pra ver a galera dançando treme, e também o passeio de barco no rio, que sai da Estação das Docas, e que tem umas moças dançando carimbó. mas eu tava pão dura e não quis pagar 30 Dilmas pra isso, preferi tomar muito sorvete. o treme, bem, eu não descobri se tinha uma festa de aparelhagem enquanto a gente tava lá.

disso tudo, dessa experiência, me resta dizer: tô ainda tentando descobrir onde é que é que o Pará é o “exemplo pro mundo” como diz no samba da Imperatriz. uma cidade onde o transporte público não tem ar condicionado, onde você pode ser assaltado a qualquer segundo, onde o povo joga lixo na rua a torto e a direito, onde as calçadas até dos bairros mais “nobres” são super esburacadas, não tem muito exemplo pra dar não.

no todo, foi bacana. amei a Basílica e também o sorvete de Castanha do Pará. aliás, eu sonho com esse sorvete todas as noites desde que voltei de lá. mas, se Belém é “o talismã do meu país”… xiiii…

a house becomes a home

a ideia de ter uma casa sempre foi muito distante pra mim. nunca pensei que sairia rápido da casa dos meus pais, e nem tenho necessidade disso. viver com eles é uma bênção e eu ainda quero aproveitar bastante essa convivência.

mas, com a volta do Felipe pro Brasil, mais precisamente pra Brasília, como contei no post anterior, foi preciso assumir uma maturidade que eu não sabia que tinha, e desenvolver habilidades que não imaginava ter em mim. os horários dele de trabalho exigiam que eu o ajudasse – e muito – no processo de ter um lugar para morar.

anteontem ele conseguiu uma folga e nós arrumamos juntos a casa, enquanto os móveis e eletrodomésticos começavam a chegar. ontem, esperei a manhã inteira pela instalação do combo tv a cabo + internet + telefone. hoje, tô o dia inteiro trancafiada em casa, esperando por uma equipe que não vem, que deveria montar o rack.

nem tudo está dando certo de primeira, é claro. a inexperiência acaba nos pregando algumas peças: falta uma peça pra poder instalar a máquina de lavar roupas, o telefone ainda não pode funcionar porque o aparelho comprado é pra uso em ramal e não como telefone central, hoje o dia ficou meio perdido (ok, foi bom pra colocar os estudos em dia e preparar apresentações pra conferência da próxima semana) porque a equipe de montagem (ainda) não chegou, e ainda não descobri um método eficiente de organizar o banheiro – que não tem um gabinete embaixo da pia. tudo isso, é claro, há de se resolver com o tempo, e sem muita demora, mas damos algumas risadas com essas situações.

ontem de tarde fiquei hoooooras escolhendo e comprando itens de casa, desde piso anti-derrapante pro banheiro até mesa de canto pra sala. pouco a pouco, esse apê vai tomando forma de casa, forma de lar.

uma frase do U2 sempre ecoou nos meus ouvidos quando pensava numa vida pós-casa-dos-meus-pais: a house doesn’t make a home. é preciso muito mais do que 4 paredes e um teto pra se ter um lar. e eu sempre tive certeza de que faria o máximo pra ter um lar.

um lar é feito dessas pequenas coisas, dessas pequenas doses de amor que ficam em cada objeto de decoração ou móvel escolhido; são pequenas doses de amor que definem qual será o sofá que abrigará corpos cansados que querem ver um filme na tv, ou qual o pano de prato vai enxugar a louça usada numa refeição simples.

é mais ou menos isso que tô tentando fazer aqui: tô tentando fazer dessa casa um verdadeiro lar pro Felipe, um lugar onde ele possa ficar feliz. um lugar pra onde ele queira voltar, porque se sente bem aqui.

é claro que é cedo pra dizer se esse aqui também será o meu lar – só Deus sabe o dia de amanhã – mas eu tô adorando essa experiência de escolher cada detalhe que transforma esse apto num refúgio aconchegante no meio do cerrado, que transforma esse apto num verdadeiro lar.

falta só mais uma horinha pro meu amor chegar do trabalho… cada carro que estaciona aqui na quadra acelera o meu coração, pensando que pode ser ele, que poderia ser ele. essa espera que aquece o coração é a espera de quem ama.