Feliz ano todo!

2017 foi um ano de muitas mudanças, descobertas e novidades. No dia 2 de janeiro, empacotamos tudo o que tínhamos e colocamos em um container rumo à Armênia, sem grandes certezas do que iríamos encontrar, mas certos de que poderíamos fazer de qualquer lugar do mundo a nossa casa desde que estejamos juntos.

Neste ano, visitei 11 novos países, 10 ao lado do marido, e 1 com os meus pais. Realizamos muitos sonhos pelo mundo: tomamos cervejas locais em Berlim, Belfast e Dublin; comi pastéis de Nata em Porto, Fátima e Lisboa; encontrei Nossa Senhora de Aparecida em Praga, Fátima e no Brasil, e finalmente encontrei Nossa Senhora das Graças na Capela da Medalha Milagrosa em Paris; meus pais vieram nos visitar na Armênia, na primeira viagem internacional deles; fui a Moscou muito mais vezes do que eu poderia imaginar, e também conhecemos São Petersburgo num verão fajuto porque tava bem frio; conheci a sede da Agência Internacional de Energia Atômica em Viena; voltei à Disneyland Paris e fui 2 vezes ao WB Studio Tour – The Making of Harry Potter; estudei na London College of Style e me tornei personal stylist; passamos o Natal em Dubai e finalmente conheci uma cidade que povoava meu imaginário desde que eu era criança.

Descobrimos – e continuamos a descobrir – a Armênia, cheia de encantamentos, história e histórias. Aprendemos que a comida do Cáucaso é algo de maravilhoso nesse mundo, ainda que a gente continue sentindo falta da comida do Brasil.

Confirmei que minha maior saudade do Brasil fica mesmo por conta da água de côco, da goiabada, do Guaraná Antártica, do doce de leite e do jiló, porque o FaceTime é o meu melhor amigo pra matar a saudade da minha mãe e do meu pai, e a gente quase nem sente que estamos separados por meio mundo. E, quando se tem amigos richesse como os meus, não há distância que possa nos separar.

Redescobri minha fé mais uma vez, reforçando minhas crenças diariamente a partir da minha necessidade de buscar Deus pelos meus próprios meios em um país onde há muita fé mas a dificuldade do idioma me impede de participar das celebrações da Igreja Apostólica Armênia. Escolher Deus todos os dias, escolher a Liturgia, entregar tudo nas mãos do Pai: tudo isso me dá a certeza diária de que tudo é do Pai, tudo o que eu tenho vem de Deus, toda a minha vida é abençoada por Ele. Redescobri que agradecer nunca é demais e que, quanto mais eu agradeço, mais motivos eu tenho para agradecer.

E foi por causa dessa luz divina que me ilumina que eu descobri uma nova habilidade: a dublagem. Sim, 2017 foi um ano tão maravilhoso que eu até traduzi e dublei um desenho para o português. “A Turma do Téo” é um projeto que despertou em mim uma alegria tão grande, que eu fiz com tanto carinho, e que eu fico muito feliz de poder dividir com o mundo. Foi daquelas coisas que parece que surgem do nada mas que, porque eu creio em Deus, eu tenho certeza de que Ele tava preparando isso pra mim. Valeu, Deus!

Fui pro Brasil e fiquei 40 dias longe do marido, e compreendi que meu lugar é do ladinho dele, onde quer que seja. De nada adianta ter água de côco pra tomar se eu não tiver o amor da minha vida do meu lado.

Andei na rua com -20ºC e +42ºC, só pra descobrir que prefiro -20ºC. Bem, na verdade, eu prefiro mesmo é que a temperatura fique entre +15ºC e +25ºC, mas, com as roupas adequadas, até que dá pra viver bem no frio.

Pude me dedicar à coisas que eu amo e que passei tanto tempo sem tempo pra aproveitar: escrever mais, ler mais, admirar mais a beleza dos dias, dançar. Aprendi a conviver com minhas cicatrizes, internas e externas. Aprendi a me aceitar, psicológica e fisicamente. Aprendi a cozinhar. Aprendi a relativizar o tempo e a distância. Aprendi a valorizar ainda mais o que eu tenho e as oportunidades que eu tenho. Aprendi que eu não preciso de muito pra ser feliz. Aprendi a agradecer ainda mais por tanto, a agradecer ainda mais por tudo. Aprendi. Aprendi muito.

Por mais que 2017 tenha sido um ano difícil pra todo mundo, eu chego a esse dia 31 de dezembro com um sentimento profundo de gratidão. Pra mim, 2017 foi um ano sensacional. E, pra 2018, eu só peço a Deus que Ele continue tomando conta da minha vida, porque, enquanto eu estou entregue nas mãos Dele, eu sei que está tudo bem.

Em 2017, eu fui feliz o ano todo. E é isso que eu desejo pra 2018: continuar sendo feliz o ano todo ao lado do amor da minha vida!

A partir de amanhã, começa mais um ano inteirinho pra muitas viagens e descobertas, com infinitas bençãos!

Notícias

E aí que eu fiz exatamente o que eu tinha me prometido que não ia fazer: fiquei vários dias sem postar aqui no blog. Que vergonha!

Acontece que os últimos dias foram tão corridos que, quando eu lembrava de alguma coisa que queria registrar aqui, não podia escrever, e depois não dava mais tempo.

Enfim, vamos às notícias!

Estou em Brasília desde a última sexta. Meus pais vieram comigo e já nos ajudaram muito na organização da mudança. Todos os livros e dvds já estão encaixotados, e até algumas malas já estão prontas. Meus pais voltaram pra Niterói na terça de manhã, e eu vou pra lá de novo na segunda feira, se Deus quiser.

Ontem vendi meu carro. Mais do que meu carro, o Neville era um filho pra mim. Meu coração tá apertadinho com essa separação. Infelizmente, não tinha outro jeito; não poderíamos levar o Neville com a gente.

O processo foi todo tão rápido que mal dá pra acreditar: Felipe anunciou na terça a tarde, na quarta o comprador quis ver e ontem fechamos a venda no cartório. Essa rapidez pra vender o Neville só prova que ele é mesmo o melhor carro do mundo.

Vou sentir saudade pra sempre do Neville, que nunca vai deixar de ser meu filhote. Essa separação tá sendo muito difícil pra mim, porque eu e Neville passamos por muita coisa juntos. E todo ano, quando ele fazia aniversário(!!), minha mãe me perguntava se eu queria um carro novo e eu chorava copiosamente porque não queria ficar sem o Neville. Ai gente, que difícil. E é difícil de explicar também. Tô sofrendo.

Além de tudo isso, ainda tem Natal e reveillon antes da mudança. Isso significa comprar presentes e pensar no que fazer na noite de 31/12. Eu achei que tivesse terminado de comprar todos os presentes hoje, mas há pouco me dei conta de que falta um presentinho de um bebê que vai nascer quando já estivermos na nossa nova vida. E, quanto ao 31/12, continuamos vivendo perigosamente, sem a menor idéia do que iremos fazer.