Onde comer em Istambul?

Istambul tem uma oferta imensa de restaurantes incríveis para todos os gostos e bolsos. Enquanto Dubai se tornou a verdadeira Mecca do luxo e dos chefes estrelados no Oriente Médio, Istambul não quis ficar muito atrás, e alguns dos restaurantes da cidade figuram nas principais listas gastronômicas do mundo.

Em mais um post da série “Onde comer em…?”, quero registrar duas dicas preciosas para quem procura comida excelente em Istambul a preços que não vão quebrar o banco: os restaurantes Alancha e Mikla.

  • Alancha Restaurant

O Alancha entrou no nosso radar por acaso, nós quase desistimos da reserva, mas graças a Deus acabamos indo e ficamos impressionados com a qualidade e a apresentação dos deliciosos pratos.

O Alancha só abre para o jantar, e os pratos custam a partir de 40 Liras Turcas.

  • Mikla Restaurant

O Mikla foi eleito um dos 50 melhores restaurantes do mundo, e só este fato já nos deu vontade de conferir o que é que o Mikla tem. E, olha, a gente recomenda!

O Mikla também só abre para o jantar (a partir das 18h), e o esquema é de menu fechado por 385 Liras Turcas, com 3 pratos à escolha.

Passeio pelo Bósforo

Dizem que nenhuma viagem para Istambul é completa sem um passeio de barco pelo Bósforo. Há muitas maneiras de realizar esse passeio: diversas empresas organizam tours em grupo (com preços mais atrativos) até tours particulares em embarcações luxuosas.

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Como eu já tinha contado por aqui, nós usamos o Big Bus Tour para explorar a capital da Turquia no final de semana que passamos por lá, e compramos um ticket que incluía um passeio pelo Bósforo. Eu confesso que fiquei positivamente surpresa com o barco e com a organização do passeio, já que eles não lotaram o barco de gente e foi possível aproveitar com tranquilidade o percurso.

Estava um dia MUITO QUENTE quando fizemos esse passeio e, mesmo com o ventinho agradável que soprava, o calor era quase insuportável. Então é muito importante usar roupas leves, preferencialmente de tecidos respiráveis (= fibras naturais), e ter água à mão!

O passeio é interessantíssimo, e é muito legal ver a capital da Turquia de uma perspectiva “de dentro da água”, observando o lado “europeu” e o lado “asiático”, tentando notar todas as diferenças arquitetônicas que separam a cidade que está em dois continentes.

Yerebatan Sarnıcı

Localizadas a apenas 150m da Ayasofya, as Cisternas Subterrâneas (Yerebatan Sarnıcı) são o maior complexo entre as centenas de cisternas antigas que se encontram sob a cidade de Istambul (outrora Constantinopla).

Estas cisternas foram construídas durante o século VI, sob o reinado do Imperador Bizantino Justinian I. Hoje em dia, estas cisternas são esvaziadas para que o público possa caminhar por elas. Mas atenção: ainda há um pouco de água no local, e você pode se molhar com os pingos que caem sem aviso.

O ingresso individual custa 20 Liras Turcas (cerca de R$14), e crianças com menos de 8 anos não pagam. Atenção: não é aceito cartão de crédito para pagamento do ingresso!

Ayasofya Müzesi

Localizada em frente à Mesquita Azul, o Museu Ayasofya ocupa a antiga Catedral Patriarcal Grega Cristã Ortodoxa, que também foi Mesquita Imperial Otomana. Ayasofya, ou Hagia Sophia, ou ainda, em Latim, Sancta Sophia ou Sancta Sapientia, significa “Santa Sabedoria”.

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Construída em 537 AD, antes da Idade Média, se tornou famosa principalmente por sua enorme doma; era a maior construção do mundo, e uma maravilha da engenharia para o seu tempo. É considerada a principal obra da arquitetura Bizantina, e acredita-se que ela mudou a história da arquitetura.

Em 1453, com a Conquista de Constantinopla pelo Império Otomano, Mehmed o Conquistador ordenou que a principal igreja do Cristianismo Ortodoxo Oriental fosse convertida em mesquita. Embora algumas partes da cidade de Constantinopla tenham sido completamente destruídas por falta de investimento em manutenção, a catedral foi mantida com fundos especiais destinados exclusivamente a este fim, e a catedral cristã impressionou fortemente os novos governantes otomanos.

Os sinos, o altar, imagens e outras relíquias cristãs foram destruídos, e os mosaicos representando Jesus, Nossa Senhora, santos cristãos e anjos também foram destruídos ou cobertos. Símbolos e traços islâmicos, como o mihrab (um nicho na parede que indica a direção de Mecca) e 4 minarets, foram adicionados à Ayasofya, que permaneceu até 1931 como uma mesquita.

Em 1935, após 4 anos fechada ao público, Ayasofya foi reaberta como um museu pela República da Turquia e, de acordo com os dados do Ministério da Cutura e Turismo da Turquia, é a atração turística mais visitada do país.

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Desde a sua conversão até a construção da Mesquita do Sultan Ahmed (a Mesquita Azul de Istambul) em 1616, Ayasofya foi a principal mesquita de Istambul. A arquitetura Bizantina da Ayasofya serviu de inspiração para muitas outras mesquitas otomanas, incluindo a Mesquita Şehzade, a Mesquita Süleymaniye, a Mesquita Rüstem Pasha, o Complexo Kılıç Ali Pasha, e a própria Mesquita Azul.

Como eu contei no post sobre a nossa visita ao Palácio Topkapi, nós compramos por lá um ingresso que dava direito a visita também à Ayasofya, e isso nos economizou uma boa hora de fila para entrar nesse museu imperdível.

Sultanahmet Camii, a Mesquita Azul

A Mesquita do Sultão Ahmed (Sultanahmet Camii), ou Mesquita Azul, fica no centro histórico de Istambul, junto ao parque Sultanahmet, onde também está a Aya Sofia.

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Para visitar a Mesquita Azul, é necessário respeitar o código de vestimenta muçulmano: tanto homens quanto mulheres devem estar com os joelhos e pernas cobertos; as mulheres devem ter os braços e o colo cobertos, e também usar um véu sobre a cabeça, cobrindo os cabelos. Para aqueles que chegarem à Mesquita Azul despreparados, eles emprestam roupas adequadas.

Ao entrar na Mesquita, todos são obrigados a tirar os sapatos. Diferentemente da Mesquita do Sheik Zayed, em Abu Dhabi, onde há um local específico para se deixar os sapatos, na Mesquita Azul são disponibilizados saquinhos plásticos transparentes para colocarmos os calçados e carregá-los conosco.

A visita à Mesquita Azul é gratuita.

Topkapı Sarayi

O Palácio Topkapi (Topkapı Sarayı), ou Seraglio, é um enorme museu em Istambul, que outrora serviu de residência e sede administrativa dos sultões Otomanos no século XV.

As construções foram iniciadas em 1459 por ordem de Mehmed o Conquistador, 6 anos depois da conquista de Constantinopla. Para distingui-lo do Palácio Antigo, localizado na Praça Beyazit, o Palácio Topkapi foi originalmente chamado de “Novo Palácio” (Yeni Saray, ou Saray-i Cedîd-i Âmire), recebendo o nome de Topkapi (que significa Portão de Canhão) no século XIX. O complexo foi sendo expandido durante décadas, passando por grandes reformas depois do terremoto de 1509 e do incêndio de 1665.

O complexo do palácio consiste de 4 jardins principais e muitos prédios pequenos. As mulheres da família do Sultão viviam no harém, e os principais oficiais de Estado, incluindo o Grand Vizier (a mesma função do Jafar) tinham suas reuniões no prédio do Conselho Imperial.

Depois do século XVII, o palácio Topkapi perdeu gradualmente a sua importância, porque os sultões daquele período preferiam passar mais tempo nos seus novos palácios às margens do Bósforo. Em 1856, o Sultão Abdulmejid I decidiu transferir a corte para o recém construído Palácio Dolmabahçe.

Após o fim do Império Otomano em 1923, o palácio Topkapi foi transformado em museu por um decreto governamental emitido em 3 de abril de 1924, sendo administrado pelo Ministério da Cultura e do Turismo. O complexo do palácio tem centenas de câmaras e aposentos, mas apenas os mais importantes são abertos ao público, incluindo o Harém Imperial Otomano e o tesouro (hazine), que inclui o Kaşıkçı Elması (um diamante de 86 quilates em formato de pêra, considerado o quarto maior diamante do mundo) e a adaga de Topkapi. No museu, também podemos ver roupas, armas, armaduras, miniaturas, relíquias religiosas e manuscritos do período Otomano. O Palácio Topkapi faz parte das Áreas Históricas de Istambul, que reunidos principais lugares da capital turca que foram reconhecidos pela UNESCO como patrimônio mundial da humanidade em 1985.

O Palácio Topkapi é uma atração turística altamente popular, então é bom programar-se com antecedência para visitá-la e comprar ingressos. Para aqueles que desejarem visitar o Harém do Sultão, será preciso comprar um ingresso suplementar. Nós compramos o ingresso que dava direito a visitar o Palácio, a Hagia Sofia, e o Museu Arqueológico. Esse tipo de ingresso nos economizou um bom tempo de fila quando fomos visitar a Hagia Sofia.