Um dia em Brugge

Quando estávamos definindo nosso roteiro de férias, acabamos optando por fazer de Bruxelas nossa base e, de lá, fazer day trips para outras cidades da Bélgica que nos interessavam – como, por exemplo, Bruges. Você, que é leitor assíduo desse blog, já se ligou que a gente gosta bastante de uma day trip.

Eu perdi a conta de quantas pessoas me disseram que Bruges é uma cidade lindíssima, um destino imperdível na Bélgica. Realmente, a cidade é uma gracinha, cortada pelos seus canais, caracterizada pelas ruas de paralelepípedos, cheia de construções medievais.

Bruges é a capital da província de Flandres Ocidental, e é bastante fácil viajar entre Bruxelas e Bruges: partindo da Estação Central de Bruxelas, a agradável viagem de trem dura 1h. Mesmo quando estamos de carro, como era o caso dessa viagem, por vezes nós achamos mais vantajoso fazer day trips de trem, seja pela comodidade de ir descansando no percurso ou por não precisarmos nos preocupar com estacionamento, por exemplo.

A sensação que eu tive é que realmente dá pra conhecer Brugge inteira em um dia de passeio. Nós caminhamos bastante pela cidade e as paisagens realmente são encantadoras.

Entre os destinos que visitamos na Bélgica, creio que Brugge foi o mais caro: os cafés e restaurantes não tinham opções muito acessíveis para o almoço, e nós acabamos comendo no Burguer King mesmo.

Lembro que o bilhete de trem que compramos dava direito a parar em Gant, o que fizemos no trecho de volta para Bruxelas, mas talvez já estivéssemos cansados e acabamos não achando nada demais. Talvez um dia voltaremos pra explorar com mais cuidado!

Porque você não deve visitar o Beer Museum em Bruxelas

Com tanta coisa acontecendo, parece que faz um século que nós viajamos de férias e passamos uns dias na Bélgica. Eu perdi a conta de quantas vezes ensaiei escrever os posts sobre nossos passeios por lá e acabava desanimada por conta do contexto pandêmico no qual estamos inseridos. Mas hoje resolvi aproveitar que tô numa crise de sinusite danada e, consequentemente, não existe a menor possibilidade de estudar pra, finalmente, contar um pouco do que fizemos naquelas férias.

A bela e grandiosa Grand-Place de Bruxelas.

Isto posto, não é novidade pra ninguém que a Bélgica é muito conhecida pelas suas cervejas – que são, de fato, muito saborosas. E, localizado no centro de Bruxelas, mais precisamente na Grand-Place, está o Belgian Brewers Museum, também conhecido como Beer Museum ou, em bom português, Museu da Cerveja. Como este blog é comprometido com a realidade, eu sou obrigada a dizer: é uma cilada, Bino!

O prédio da Maison des Brasseurs, que abriga o Museu da Cerveja.

Talvez nossa expectativa fosse muito alta por já termos visitado a Guinness Storehouse na Irlanda, mas tanto eu quanto o marido achamos o Museu da Cerveja de Bruxelas bastante decepcionante: além de ser muito pequeno, a impressão que tivemos é que não há um verdadeiro esforço pra contar a história da tradição belga em fazer cerveja. Pra completar, as poucas informações disponíveis são coladas nas paredes numas folhas A4 amadoramente impressas.

Fato é que, depois de olhar o museu, está incluído no ingresso a degustação de uma cervejinha. Se eu fosse você, quando estivesse em Bruxelas, economizaria tempo e dinheiro, pulava esse museu fajuto e tomava uma cervejinha direto em algum bar ou restaurante mais legal na cidade.

O Bärenpark de Berna

A relação de Berna com os ursos é muito forte, já que Bärn (grafia do alemão bernense; lê-se “Bern”) significa “urso”.

Há várias versões sobre a origem desse nome mas, de acordo com a lenda local, Berchtold V von Zähringen, fundador de Berna, prometeu batizar a cidade com o nome do primeiro animal que encontrasse quando saiu pra caçar. Por ter encontrado um urso, a cidade ganhou o nome de Bärn, que também está representado no brasão da capital da Suíça e deste cantão.

A mais antiga referência à presença de ursos vivos na Bärengraben data de 1513! Até 1857, os ursos ficavam livres pela cidade, até serem colocados no poço dos ursos. A partir de 2009, houve uma expansão do Bärengraben, que se tornou o Bärenpark (ou “parque dos ursos”).

São 3 os ursos morando no Bärenpark: Finn (pai), Björk (mãe) e Ursina (filha). Durante o verão e o outono, os ursos se preocupam em buscar comida e encontrar o suficiente para sua alimentação. A vida dos ursos também inclui banhos regulares (no caso de Finn, Björk e Ursina, em uma faixa do rio Aare) e cochilos na parte da tarde, de preferência na sombra.

Os ursos que ficam no Bärenpark são alimentados de acordo com as estações, com muitos legumes e verduras, algumas frutas, e as vezes carnes ou peixes. Na medida em que o outono se aproxima, eles são alimentados com mais frutas e berres, que tem açúcar, bem como com castanhas que contém alto teor de gordura, para que os animais possam ficar bem nutridos para o inverno.

Os ursos não são alimentados em horários fixos; geralmente, a comida é distribuída e escondida no poço, sempre em lugares diferentes e horários diferentes. Desse modo, os animais podem procurar pelos alimentos e ficam constantemente ocupados por muitas horas, como é adequado para a espécie.

O Bärenpark fica bem próximo da cidade velha de Berna, onde o comércio da cidade se mistura à construções medievais, e o acesso é gratuito. É terminantemente proibido que os visitantes alimentem os ursos.

Segundo as minhas observações nas minhas idas a pé para o centro, a melhor época para ver os ursos é na primavera e no verão, principalmente na parte da manhã. Lembro de vê-los raramente no outono passado, que já foi bem fresquinho e chuvoso, e os ursos ficavam mais “escondidos”.

Você sabe o que é Disney bounding?

Nesta nossa última visita a Disneyland Paris, eu acabei fazendo um Disney bounding acidental do Woody. Mas você sabe o que é Disney bounding?

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O termo “Disney bounding” define uma maneira mais sutil e fashion dos #disneyfreaks mostrarem seu amor pela Disney. Ao invés de usar uma fantasia completa de algum personagem (como os cosplayers fazem), os Disneybounders se vestem no dia a dia de uma maneira estilosa inspiradas por um personagem em particular.

Essa é uma maneira bastante inteligente de homenagear seu personagem favorito inclusive numa visita a um dos parques da Disney pelo mundo, já que, exceto nas noites de festa de Halloween (a Mickey’s Not-So-Scary Halloween Party), é terminantemente proibido que qualquer pessoa com mais de 14 anos entre nos parques fantasiados.

Desse modo, os Disneybounders se inspiram em personagens do mundo Disney para criar seus #looksdodia de uma maneira fashion e criativa, porém pouco óbvia, porque não é de fato uma fantasia, e pode até passar despercebido pra quem não é tão ligado nos personagens da Disney assim.

O termo foi criado por Leslie Key em 2011, de uma maneira acidental. Ela criou o blog DisneyBoundcomo mais um blog de fãs da Disney, onde ela contava sobre sua alegria antecipando uma visita ao Walt Disney World – seria a sua primeira viagem para o complexo desde a infância. Ela estava se preparando pra ir pra Disney, ou seja, Disney bound.

Em um determinado final de semana, Leslie começou a criar looks inspirados nos seus personagens favoritos da Disney. A resposta dos leitores foi tamanha que ela transformou o foco do seu blog em criar looks Disneybounding.

Hoje em dia, o termo é adotado por fãs da Disney do mundo inteiro que se inspiram nos personagens para criar looks interessantes tanto no dia a dia quanto para ir aos parques.

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E aí que, acidentalmente, eu fui pra Disneyland Paris com um lookinho Disneybound, inspirado no Woody, o caubói de Toy Story! Eu tinha separado outro lookinho pra ir pro parque e acabei modificando poucos minutos antes de sair do hotel pra poder atender a previsão do tempo (temperaturas oscilantes e chuva)!

Eu acho que já falei algumas vezes por aqui que roupa de parque tem que ser prática e confortável, e é óbvio que eu sigo a risca esse meu próprio conselho. Geralmente eu gosto de ir pros parques com T-Shirt da Disney (na maioria das vezes, comprada em algum dos parques mesmo) e orelhinhas (óbvio), mas a previsão de temperatura não permitia deixar os bracinhos de fora, e meus casacos da Disney não eram quentes o suficiente pra enfrentar o dia de inverno. Aliás, os parques da Disneyland Paris costumam ser bem frescos, mesmo no verão (na minha última visita com meus pais, em setembro de 2018, tive até que comprar um moletom do Darth Vader pro meu pai!), então é preciso vestir-se adequadamente pra não passar perrengue.

Meu Disneybounding foi acidental mesmo: eu só percebi que tava a cara do Woody quando cheguei no parque e coloquei minha mochila (que também era estampada com os personagens de Toy Story!) na esteira do raio x (para entrar nos parques da Disney, é um procedimento comum).

Reparem só: os tons da minha camisa xadrez (Uniqlo) eram muito parecidos com a camisa do Woody! E a calça de veludo azul (COS) fez as vezes da calça do caubói. E aí, como bom Disneybounding, o colete de estampa de vaca do Woody foi substituído por esse casaco mostarda quentinho e impermeável (Esprit). Eu também estava de bota, porém minha bota ortopédica era preta, e não marrom como é a do Woody – a famosa licença poética. Ao longo do dia, comprei o gorro do Mickey pra proteger minhas orelhas do vento gelado, e o tom terroso lembra o chapéu do nosso caubói favorito.

Gostaram do meu primeiro Disneybound?

Tudo o que você precisa saber sobre o FastPass da Disneyland Paris

Nós estamos de férias e começamos (mais) essa nossa road trip pela Europa por Paris por um motivo muito especial: desfrutar do meu presente de aniversário! Não fosse a greve dos transportes (que continua) na França, nós teríamos ido pra Paris no dia 06/12 para comemorar meu aniversário com apenas 2 dias de atraso na Disneyland Paris. Mas Deus sabe o que faz, e a gente conseguiu remarcar tudo o que já estava pago para o primeiro final de semana de fevereiro, dando start nas nossas férias de um jeitinho bem mágico.

Nesta nossa visita ao complexo Disneyland Paris, nós decidimos testar uma das modalidades de Fastpass (eu já expliquei como funciona o Fastpass do Walt Disney World Resort aqui) que estão disponíveis na divisão européia do lugar mais feliz do mundo. Na Disneyland Paris, os visitantes podem optar por comprar uma das categorias do Super Fastpass ou do Ultimate Fastpass.

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pulseira do Ultimate Fastpass (os charms e a pulseira são Pandora, coleção exclusiva dos parques da Disney)

Como nada nos parques, o Fastpass não sai barato, mas ele ajuda a otimizar bastante o tempo, principalmente para quem não suporta filas e/ou está visitando ambos os parques em um único dia. Além dessas opções de Fastpass pago, as atrações da Disneyland Paris e do Walt Disney Studios oferecem Fastpasses normais, nas maquinas ao lado dos brinquedos, mas estes requerem um pouco de organização pra que você não se embole nos parques e acabe não desfrutando bem da sua visita.

Os Super e os Ultimate Fastpasses são oferecidos em quantidade limitada, e custam a partir de €30 por pessoa (adulto ou criança) até €120 por pessoa na baixa temporada. Por sua vez, na alta temporada, esse “fura filas autorizado” custa a partir de €45 por pessoa podendo chegar até €150. Lembrando que estes bilhetes Super & Ultimate Fastpass são adicionais aos ingressos normais dos parques, que custam a partir de €80 (preço do ingresso de criança de 3 a 11 anos para visitar 1 parque) até €107 (preço do ingresso individual para pessoa a partir dos 11 anos para visitar os 2 parques em um único dia).

Mas o que são, de fato, os Super e os Ultimate Fastpass? Eu te explico.

O Super Fastpass pode garantir um acesso rápido às atrações “para a família” e/ou um acesso rápido às atrações “grandes emoções”.

Já o Ultimate Fastpass garante um acesso rápido a todas as atrações Fastpass listadas (“para a família” e “grandes emoções”), ou acessos rápidos ilimitados a todas as atrações Fastapass listadas.

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tabela atual dos preços e atrações de Super Fastpass e Ultimate Fastpass na Disneyland Paris

Ou seja: há dois tipos diferentes de Super Fastpass e outros dois tipos diferentes de Ultimate Fastpass. Consequentemente, há quatro preços diferentes.

Nós optamos por comprar o Ultimate Fastpass ilimitado, porque meu plano era aproveitar beeem o meu presente de aniversário e eu queria repetir algumas das minhas atrações favoritas (tipo Tower of Terror, Space Mountain e Star Tours) sem filas. Compramos online, junto com o ingresso dos parques e, chegando ao complexo Disneyland Paris, fomos até um dos guichês para trocar o voucher pelo Fastpass propriamente dito.

A diferença da compra online do Fastpass para o ingresso é que o ingresso comprado online já é um ingresso válido, que deve ser obrigatoriamente impresso e apresentado na entrada dos parques (de acordo com as informações disponíveis no site da Disney). Por sua vez, o Fastpass comprado online gera um voucher, que deve ser trocado por um ticket Fastpass no guichê, acompanhado de uma pulseira indicativa da categoria de Fastpass comprada.

Nesse ticket Fastpass, são impressas as atrações com acesso rápido incluídas na sua experiência, bem como a data de uso e o tipo de Fastpass escolhido. No caso das opções Super Fastpass e Ultimate Fastpass de um acesso rápido, os funcionários dos parques (os famosos cast members) fazem uma anotação de que você já usou seu Fastpass naquele brinquedo, evitando assim o uso indevido. Na opção Ultimate Fastpass acesso ilimitado, os cast members apenas conferem a data impressa no ticket Fastpass e a pulseira individual.

E o que eu achei do Ultimate Fastpass ilimitado?

Bem, pra começar, é um serviço caro sim. Mas devo reconhecer que é uma opção bastante eficaz que a Disney implementou, garantindo que vamos otimizar o passeio nos parques, principalmente considerando que os parques Disneyland Paris e Walt Disney Studios não só podem facilmente ser conhecidos num único dia como a maioria das pessoas que os visitam fazem justamente isso. Diferente do complexo Walt Disney World, os parques da divisão européia costumam ser um destino “consequência” de uma viagem para Paris (a menos que você seja Disney freak assumido como eu) e os visitantes em geral dedicam mesmo um só dia para ambos os parques.

Montreux Noël

No último final de semana, pegamos o Bolinha e fomos até Montreux para conhecer um dos principais mercados de Natal da Suíça.

Pra quem nunca visitou um mercado de Natal europeu, a melhor definição possível é “festa junina só que com decoração de Natal”. Até as comidas e bebidas são parecidas (to falando de você, vin chaud).

Montreux Noël completa 25 anos de existência, comemorados com muita comida boa e atrações legais para todas as idades junto ao Lago Leman.

A entrada é gratuita, e a principal atração é, certamente, a enorme roda gigante. Mas a natureza não decepciona, e a vista do Lago Leman e dos Alpes é uma atração à parte.

O mercado funcionará até o dia 24 de dezembro, e todas as informações podem ser encontradas no site oficial.

De volta pra Milano!

No primeiro final de semana de novembro, demos um pulinho em Milão. O objetivo da viagem era abastecer o guarda roupa de inverno (mesmo contabilizando a passagem de trem e o hotel, saiu muito mais barato do que comprar roupa de inverno na Suíça!) e comer comida japonesa (é, eu sei, parece doideira, mas comida japonesa em Milão é absurdamente mais barato do que comida japonesa na Suíça).

Mesmo debaixo de chuva, é claro que também desfrutamos um pouquinho da cidade, inclusive revisitando lugares que já tínhamos conhecido na primeira vez que fomos pra lá. Passeamos pela Galeria Vittorio Emanuele, pela praça da Duomo, pelos jardins do Castello Sforzesco, pelo parque Indro Montanelli, entre outros.

Voltamos, também, nas Colunas de San Lorenzo. Interessante que, dessa vez, nós prestamos muito mais atenção na Basílica de San Lorenzo e na estátua do Imperador Constantino, que promulgou o Édito de Milão, determinando que o Império Romano seria neutro em relação às crenças religiosas, acabando com as perseguições. Em tempos de intolerância religiosa, voltar ao passado pode nos ensinar lições valiosas.

Pra não dizer que não dei dicas gastronômicas, a pizza do Nápiz é divina e o atendimento é nota mil.

Onde comer em Istambul?

Istambul tem uma oferta imensa de restaurantes incríveis para todos os gostos e bolsos. Enquanto Dubai se tornou a verdadeira Mecca do luxo e dos chefes estrelados no Oriente Médio, Istambul não quis ficar muito atrás, e alguns dos restaurantes da cidade figuram nas principais listas gastronômicas do mundo.

Em mais um post da série “Onde comer em…?”, quero registrar duas dicas preciosas para quem procura comida excelente em Istambul a preços que não vão quebrar o banco: os restaurantes Alancha e Mikla.

  • Alancha Restaurant

O Alancha entrou no nosso radar por acaso, nós quase desistimos da reserva, mas graças a Deus acabamos indo e ficamos impressionados com a qualidade e a apresentação dos deliciosos pratos.

O Alancha só abre para o jantar, e os pratos custam a partir de 40 Liras Turcas.

  • Mikla Restaurant

O Mikla foi eleito um dos 50 melhores restaurantes do mundo, e só este fato já nos deu vontade de conferir o que é que o Mikla tem. E, olha, a gente recomenda!

O Mikla também só abre para o jantar (a partir das 18h), e o esquema é de menu fechado por 385 Liras Turcas, com 3 pratos à escolha.

Yerebatan Sarnıcı

Localizadas a apenas 150m da Ayasofya, as Cisternas Subterrâneas (Yerebatan Sarnıcı) são o maior complexo entre as centenas de cisternas antigas que se encontram sob a cidade de Istambul (outrora Constantinopla).

Estas cisternas foram construídas durante o século VI, sob o reinado do Imperador Bizantino Justinian I. Hoje em dia, estas cisternas são esvaziadas para que o público possa caminhar por elas. Mas atenção: ainda há um pouco de água no local, e você pode se molhar com os pingos que caem sem aviso.

O ingresso individual custa 20 Liras Turcas (cerca de R$14), e crianças com menos de 8 anos não pagam. Atenção: não é aceito cartão de crédito para pagamento do ingresso!

Ayasofya Müzesi

Localizada em frente à Mesquita Azul, o Museu Ayasofya ocupa a antiga Catedral Patriarcal Grega Cristã Ortodoxa, que também foi Mesquita Imperial Otomana. Ayasofya, ou Hagia Sophia, ou ainda, em Latim, Sancta Sophia ou Sancta Sapientia, significa “Santa Sabedoria”.

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Construída em 537 AD, antes da Idade Média, se tornou famosa principalmente por sua enorme doma; era a maior construção do mundo, e uma maravilha da engenharia para o seu tempo. É considerada a principal obra da arquitetura Bizantina, e acredita-se que ela mudou a história da arquitetura.

Em 1453, com a Conquista de Constantinopla pelo Império Otomano, Mehmed o Conquistador ordenou que a principal igreja do Cristianismo Ortodoxo Oriental fosse convertida em mesquita. Embora algumas partes da cidade de Constantinopla tenham sido completamente destruídas por falta de investimento em manutenção, a catedral foi mantida com fundos especiais destinados exclusivamente a este fim, e a catedral cristã impressionou fortemente os novos governantes otomanos.

Os sinos, o altar, imagens e outras relíquias cristãs foram destruídos, e os mosaicos representando Jesus, Nossa Senhora, santos cristãos e anjos também foram destruídos ou cobertos. Símbolos e traços islâmicos, como o mihrab (um nicho na parede que indica a direção de Mecca) e 4 minarets, foram adicionados à Ayasofya, que permaneceu até 1931 como uma mesquita.

Em 1935, após 4 anos fechada ao público, Ayasofya foi reaberta como um museu pela República da Turquia e, de acordo com os dados do Ministério da Cutura e Turismo da Turquia, é a atração turística mais visitada do país.

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Desde a sua conversão até a construção da Mesquita do Sultan Ahmed (a Mesquita Azul de Istambul) em 1616, Ayasofya foi a principal mesquita de Istambul. A arquitetura Bizantina da Ayasofya serviu de inspiração para muitas outras mesquitas otomanas, incluindo a Mesquita Şehzade, a Mesquita Süleymaniye, a Mesquita Rüstem Pasha, o Complexo Kılıç Ali Pasha, e a própria Mesquita Azul.

Como eu contei no post sobre a nossa visita ao Palácio Topkapi, nós compramos por lá um ingresso que dava direito a visita também à Ayasofya, e isso nos economizou uma boa hora de fila para entrar nesse museu imperdível.

Sultanahmet Camii, a Mesquita Azul

A Mesquita do Sultão Ahmed (Sultanahmet Camii), ou Mesquita Azul, fica no centro histórico de Istambul, junto ao parque Sultanahmet, onde também está a Aya Sofia.

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Para visitar a Mesquita Azul, é necessário respeitar o código de vestimenta muçulmano: tanto homens quanto mulheres devem estar com os joelhos e pernas cobertos; as mulheres devem ter os braços e o colo cobertos, e também usar um véu sobre a cabeça, cobrindo os cabelos. Para aqueles que chegarem à Mesquita Azul despreparados, eles emprestam roupas adequadas.

Ao entrar na Mesquita, todos são obrigados a tirar os sapatos. Diferentemente da Mesquita do Sheik Zayed, em Abu Dhabi, onde há um local específico para se deixar os sapatos, na Mesquita Azul são disponibilizados saquinhos plásticos transparentes para colocarmos os calçados e carregá-los conosco.

A visita à Mesquita Azul é gratuita.

Topkapı Sarayi

O Palácio Topkapi (Topkapı Sarayı), ou Seraglio, é um enorme museu em Istambul, que outrora serviu de residência e sede administrativa dos sultões Otomanos no século XV.

As construções foram iniciadas em 1459 por ordem de Mehmed o Conquistador, 6 anos depois da conquista de Constantinopla. Para distingui-lo do Palácio Antigo, localizado na Praça Beyazit, o Palácio Topkapi foi originalmente chamado de “Novo Palácio” (Yeni Saray, ou Saray-i Cedîd-i Âmire), recebendo o nome de Topkapi (que significa Portão de Canhão) no século XIX. O complexo foi sendo expandido durante décadas, passando por grandes reformas depois do terremoto de 1509 e do incêndio de 1665.

O complexo do palácio consiste de 4 jardins principais e muitos prédios pequenos. As mulheres da família do Sultão viviam no harém, e os principais oficiais de Estado, incluindo o Grand Vizier (a mesma função do Jafar) tinham suas reuniões no prédio do Conselho Imperial.

Depois do século XVII, o palácio Topkapi perdeu gradualmente a sua importância, porque os sultões daquele período preferiam passar mais tempo nos seus novos palácios às margens do Bósforo. Em 1856, o Sultão Abdulmejid I decidiu transferir a corte para o recém construído Palácio Dolmabahçe.

Após o fim do Império Otomano em 1923, o palácio Topkapi foi transformado em museu por um decreto governamental emitido em 3 de abril de 1924, sendo administrado pelo Ministério da Cultura e do Turismo. O complexo do palácio tem centenas de câmaras e aposentos, mas apenas os mais importantes são abertos ao público, incluindo o Harém Imperial Otomano e o tesouro (hazine), que inclui o Kaşıkçı Elması (um diamante de 86 quilates em formato de pêra, considerado o quarto maior diamante do mundo) e a adaga de Topkapi. No museu, também podemos ver roupas, armas, armaduras, miniaturas, relíquias religiosas e manuscritos do período Otomano. O Palácio Topkapi faz parte das Áreas Históricas de Istambul, que reunidos principais lugares da capital turca que foram reconhecidos pela UNESCO como patrimônio mundial da humanidade em 1985.

O Palácio Topkapi é uma atração turística altamente popular, então é bom programar-se com antecedência para visitá-la e comprar ingressos. Para aqueles que desejarem visitar o Harém do Sultão, será preciso comprar um ingresso suplementar. Nós compramos o ingresso que dava direito a visitar o Palácio, a Hagia Sofia, e o Museu Arqueológico. Esse tipo de ingresso nos economizou um bom tempo de fila quando fomos visitar a Hagia Sofia.

Os Mercados de Istambul

Istambul tem dois mercados principais que atraem os locais e turistas de todo o mundo: o mercado de especiarias e o Grand Bazaar.

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Construído em 1461, o Grand Bazaar (Kapali Çarşi) abriga 5.000 lojas e é um dos maiores mercados cobertos do mundo. Se outrora o Grand Bazaar foi um local vibrante de comércio local e internacional, hoje os seus labirintos atraem as carteiras recheadas de turistas em buscado uma experiência de compra oriental autêntica. É possível encontrar têxteis, temperos, joias, lanternas e souvenires, que convidam à negociação de preços, ao mesmo tempo que há muitos objetos falsificados – então é sempre bom ter cautela. O destaque fica para os grandes arcos (são 22!) que marcam as entradas e saídas.

Próximo ao Grand Bazaar, está o mercado de especiarias egípcio Eminönü, que está aberto 7 dias por semana. Um verdadeiro paraíso gastronômico, que foi inaugurado em 1664, é lá onde se encontram os melhores temperos, azeites e azeitonas, frutas secas, doces turcos, óleos e essências.

Minatürk

No primeiro final de semana de julho, aproveitamos um feriadinho prolongado em Yerevan e cruzamos a fronteira com a Turquia! Bem, não exatamente cruzamos a fronteira, já que a fronteira terrestre é fechada pois Armênia e Turquia não tem relações diplomáticas, mas há vôos diretos entre Yerevan e Istambul, operados pela Atlas, e foi assim que “cruzamos a fronteira”.

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Chegamos bem cedinho e logo fomos explorar Istambul. Como ficaríamos 3 dias na cidade, decidimos comprar o passe do Big Bus válido por 72h. Como nós compramos on-line, com antecedência além do desconto, ganhamos ingressos para o Miniatürk, que é um parque dedicado à miniaturas dos principais prédios e pontos turísticos de toda a Turquia.

O Miniatürk ocupa uma área de cerca de 60.000 metros quadrados, incluindo restaurantes, cafeterias, lojas de souvenires, salas de exibição, e playground externo. As miniaturas criam uma espécie de labirinto por onde vamos passeando.

O passeio é interessante e deve agradar principalmente às crianças. Nós nos divertimos, as miniaturas são super detalhadas, mas a verdade é que talvez tivéssemos aproveitado melhor o tempo fazendo outra coisa.

Para aqueles que se interessarem pelo Miniatürk, vale a pena conferir se a promoção do Big Bus ainda tá rolando. O ingresso individual custa 15 liras turcas.

Visitamos o Dubai Frame

Na nossa última ida ao Brasil, nossa passagem fazia loooongas conexões em Dubai tanto na ida quanto na volta. Por isso, nós aproveitamos para passear pela cidade que está em constante movimento – e também ir ao cinema porque esse é o nosso jeitinho hihihi

A conexão da volta era a mais longa – mais de 27 horas! – então aproveitamos para ir ao Dubai Frame, uma das atrações mais recentes de Dubai.

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O Dubai Frame é exatamente isso: uma gigantesca moldura, com 150 metros de altura, que abriga um museu ultra tecnológico contando a história de Dubai desde o seu nascimento como uma vila de pescadores até a sua transição para icônica metrópole, que é uma das cidades mais ricas do mundo.

Dubai Frame é o maior porta-retrato do mundo, e lá de cima podemos observar, de um lado, a “Dubai velha” e, do outro, a “Dubai nova”, moderníssima e inovadora.

O ingresso de adulto para o Dubai Frame custa AED 53 (cerca de R$61), mas é possível encontrar ingressos que combinam outras atrações de Dubai, como o Burj Khalifa ou então o IMG Worlds of Adventure.