A volta dos que foram!

Meu Deus, faz um século que eu não escrevo por aqui.

Aconteceu TANTA coisa nos últimos 3 meses que, na verdade, parece ter passado mais tempo do que realmente passou. 3 meses pode ser pouco ou muito tempo, dependendo do referencial; pra mim, os últimos 3 meses foram super intensos e passaram rápido demais.

Mas vamos começar do começo, aproveitando que minhas férias de verão ainda não chegaram ao fim.

Logo depois de ter completado 2 semanas que marido tinha sido vacinado, eu fui à Zurique de trem; além de ter enrolado tempo demais pra levar alguns eletrônicos pra reciclagem na Apple e precisar deixar um sapato pra consertar numa loja que não tem mais em Berna, essa day trip foi um exercício pra me preparar pra viagem que viria em seguida, já que eu estava ligeiramente em pânico de entrar em aeroporto e pegar avião pra ir pro Brasil. Logo eu, sempre tão desenvolta pra viajar, tão acostumada a voar por aí sozinha, tava com um cagaço danado de viajar no meio da pandemia!

Graças a Deus, meses de terapia me ajudaram a me preparar pra enfrentar esse desafio, e agora posso dizer: sim, nós fomos ao Brasil! Depois de 19 meses sem ver meus pais, eu enfrentei todo o medo que eu tava de viajar em plena pandemia para poder, finalmente, revê-los, e também cuidar de umas questões de saúde que eu vinha adiando há algum tempo não só por conta da pandemia, mas porque eu precisava poder ficar mais tempo no Brasil pra resolver.

Foram 47 dias por lá, com direito à uma cirurgia no ouvido. Graças a Deus correu tudo bem na timpanotomia, e já faz 1 mês que eu não sei mais o que é dor no ouvido, que era uma coisa que me deixava absolutamente LOUCA pelos últimos 3 anos. Meu nariz é tão ruim que tava fazendo uma pressão absurda nos meus ouvidos, e eu sentia dor 24h por dia, então meu otorrino achou por bem fazermos a timpanotomia para colocar os tubos de ventilação pra tentar solucionar esse problema. Por enquanto, tá dando ótimo resultado; eu não senti nenhuma pressão no ouvido nem enquanto tava nos aviões dos voos de volta!

Além da cirurgia, fiz tooooodas as consultas e exames de rotina, e ainda consegui começar meu tratamento com o Invisalign. Já fazia um tempo que eu queria MUITO acertar os meus dentes, principalmente o apinhamento na arcada inferior, mas com a vida nômade ficava bem difícil fazer esse tratamento – dificultado, ainda, pela pandemia. Aí eu conversei com a minha ortodontista e ela me disse que daria pra fazer o tratamento à distância com o Invisalign, já que os alinhadores são todos entregues no início do tratamento, e o negócio é tão tecnológico que ela consegue acompanhar o meu progresso pelo aplicativo e pelas fotos. O treco é realmente um avanço gigantesco pra tratamentos ortodônticos, mas não vou negar que é bastante incômodo.

Eu gostaria de dizer que conseguir passear bastante, que fui à praia, e que me diverti muito nesse período que fiquei em Nikity city, mas a verdade é que eu só “passeava” entre um médico e outro exame, e só vi as praias passando de carro mesmo. Nos raros momentos que não tava correndo de um compromisso pra outro, eu aproveitei pra arrumar um bocado os armários lá de casa – não só os do meu quarto, mas também de outros cômodos – pra dar uma força pra mamãe, que tá investigando umas questões de saúde, enquanto meu pai faz fisioterapia diariamente pra tentar se recuperar do acidente que sofreu em março. É difícil demais acompanhar, à distância, essas pequenas coisinhas que vão mostrando o quanto a vida é frágil e que nossos pais não são eternos, e que a gente tem mesmo que valorizar cada segundo junto.

Marido só teve 3 semanas de férias, das quais ele só passou 2 dias em Niterói, então nós articulamos tudo para conseguirmos voltar no mesmo dia; voamos juntos de Lisboa pra Zurique. Voltamos pra Berna dia 28/08 e, desde que chegamos, eu tô tentando colocar a vida em ordem; tinha TANTA coisa pra ajeitar em casa (e ainda tem), e as férias de verão já estão quase no fim. Anteontem, dia da Independência do Brasil (o único feriado brasileiro no qual marido tem folga), nós fomos pra Lausanne, e depois eu vou escrever em detalhes os highlights desse passeio. Nós nos demos conta de que nosso tempo na Suíça tá quase se esgotando e nós ainda não conhecemos nem metade das coisas que gostaríamos, já que ficamos praticamente trancados dentro de casa nos primeiros 15 meses de pandemia. Agora que, além de vacinados, já fomos ao Brasil, decidimos tentar aproveitar o máximo que pudermos, ainda que com muita prudência.

Eu quero MUITO conseguir me organizar melhor a partir de agora pra conseguir escrever com mais frequência aqui e no leticiatostes.com. O doutorado ainda tem que ser a minha prioridade, e urge que eu comece a escrever a tese com afinco, mas tá me parecendo que esse semestre na Universidade será “um pouquinho mais light” (com bastante aspas), então eu vou realmente me esforçar pra não deixar de fazer meus registros aqui – já que, além de tudo, escrever me faz muito bem.

O Museu dos Instrumentos Musicais em Bruxelas

Conhecido como “MIM”, o Museu dos Instrumentos Musicais em Bruxelas (Musical Instruments Museum) reúne uma impressionante coleção dos mais variados instrumentos musicais de diferentes épocas e lugares do mundo.

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Criado em 01 de Fevereiro de 1877, o MIM era ligado ao Conservatório Real de Música de Bruxelas. Desde 11 de janeiro de 1992, o MIM faz parte dos Museus Reais de Arte e História, tendo sido reconhecido, por decreto real, o caráter científico das atividades do museu.

O Museu dispõe de 4 galerias, e cada uma delas ocupa um dos seus andares. A primeira galeria, “Musicus mechanicus”, corresponde a coleção de instrumentos mecânicos, elétricos e eletrônicos. O principal objeto desta exposição é o componium do século XIX, um grande instrumento musical que imita o som de uma orquestra inteira e automaticamente compõe diferentes músicas.

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A segunda galeria é a sala dedicada aos instrumentos musicais tradicionais, começando pela Bélgica, passando por uma série de tradições culturais europeias e chegando as diferentes manifestações culturais pelo mundo todo. Nesta galeria, podemos ver de perto gaitas de fole da Escócia e também de outros lugares do mundo, além de instrumentos musicais feitos por monges do Tibet com ossos, e também tambores africanos dos mais variados.

A terceira galeria conta com uma exibição temática, cronologicamente organizada da música clássica ocidental, explorando desde os anos medievais, passando pela renascença e chegando ao século XIX.

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A quarta e útlima galeria é uma sala inteiramente dedicada a contar a história dos pianos e teclados no mundo ocidental, com peças bastante impressionantes.

Particularmente, eu achei o MIM bastante interessante. Acho que é o tipo de museu que encanta principalmente quem tem algum tipo de conexão com a música, seja profissional ou afetiva (que é o meu caso). De todo modo, acho que vale a visita.

O ingresso para adulto custa €10, e a entrada é gratuita para crianças e adolescentes até os 18 anos de idade.

Você sabe o que é Disney bounding?

Nesta nossa última visita a Disneyland Paris, eu acabei fazendo um Disney bounding acidental do Woody. Mas você sabe o que é Disney bounding?

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O termo “Disney bounding” define uma maneira mais sutil e fashion dos #disneyfreaks mostrarem seu amor pela Disney. Ao invés de usar uma fantasia completa de algum personagem (como os cosplayers fazem), os Disneybounders se vestem no dia a dia de uma maneira estilosa inspiradas por um personagem em particular.

Essa é uma maneira bastante inteligente de homenagear seu personagem favorito inclusive numa visita a um dos parques da Disney pelo mundo, já que, exceto nas noites de festa de Halloween (a Mickey’s Not-So-Scary Halloween Party), é terminantemente proibido que qualquer pessoa com mais de 14 anos entre nos parques fantasiados.

Desse modo, os Disneybounders se inspiram em personagens do mundo Disney para criar seus #looksdodia de uma maneira fashion e criativa, porém pouco óbvia, porque não é de fato uma fantasia, e pode até passar despercebido pra quem não é tão ligado nos personagens da Disney assim.

O termo foi criado por Leslie Key em 2011, de uma maneira acidental. Ela criou o blog DisneyBoundcomo mais um blog de fãs da Disney, onde ela contava sobre sua alegria antecipando uma visita ao Walt Disney World – seria a sua primeira viagem para o complexo desde a infância. Ela estava se preparando pra ir pra Disney, ou seja, Disney bound.

Em um determinado final de semana, Leslie começou a criar looks inspirados nos seus personagens favoritos da Disney. A resposta dos leitores foi tamanha que ela transformou o foco do seu blog em criar looks Disneybounding.

Hoje em dia, o termo é adotado por fãs da Disney do mundo inteiro que se inspiram nos personagens para criar looks interessantes tanto no dia a dia quanto para ir aos parques.

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E aí que, acidentalmente, eu fui pra Disneyland Paris com um lookinho Disneybound, inspirado no Woody, o caubói de Toy Story! Eu tinha separado outro lookinho pra ir pro parque e acabei modificando poucos minutos antes de sair do hotel pra poder atender a previsão do tempo (temperaturas oscilantes e chuva)!

Eu acho que já falei algumas vezes por aqui que roupa de parque tem que ser prática e confortável, e é óbvio que eu sigo a risca esse meu próprio conselho. Geralmente eu gosto de ir pros parques com T-Shirt da Disney (na maioria das vezes, comprada em algum dos parques mesmo) e orelhinhas (óbvio), mas a previsão de temperatura não permitia deixar os bracinhos de fora, e meus casacos da Disney não eram quentes o suficiente pra enfrentar o dia de inverno. Aliás, os parques da Disneyland Paris costumam ser bem frescos, mesmo no verão (na minha última visita com meus pais, em setembro de 2018, tive até que comprar um moletom do Darth Vader pro meu pai!), então é preciso vestir-se adequadamente pra não passar perrengue.

Meu Disneybounding foi acidental mesmo: eu só percebi que tava a cara do Woody quando cheguei no parque e coloquei minha mochila (que também era estampada com os personagens de Toy Story!) na esteira do raio x (para entrar nos parques da Disney, é um procedimento comum).

Reparem só: os tons da minha camisa xadrez (Uniqlo) eram muito parecidos com a camisa do Woody! E a calça de veludo azul (COS) fez as vezes da calça do caubói. E aí, como bom Disneybounding, o colete de estampa de vaca do Woody foi substituído por esse casaco mostarda quentinho e impermeável (Esprit). Eu também estava de bota, porém minha bota ortopédica era preta, e não marrom como é a do Woody – a famosa licença poética. Ao longo do dia, comprei o gorro do Mickey pra proteger minhas orelhas do vento gelado, e o tom terroso lembra o chapéu do nosso caubói favorito.

Gostaram do meu primeiro Disneybound?

Tudo o que você precisa saber sobre o FastPass da Disneyland Paris

Nós estamos de férias e começamos (mais) essa nossa road trip pela Europa por Paris por um motivo muito especial: desfrutar do meu presente de aniversário! Não fosse a greve dos transportes (que continua) na França, nós teríamos ido pra Paris no dia 06/12 para comemorar meu aniversário com apenas 2 dias de atraso na Disneyland Paris. Mas Deus sabe o que faz, e a gente conseguiu remarcar tudo o que já estava pago para o primeiro final de semana de fevereiro, dando start nas nossas férias de um jeitinho bem mágico.

Nesta nossa visita ao complexo Disneyland Paris, nós decidimos testar uma das modalidades de Fastpass (eu já expliquei como funciona o Fastpass do Walt Disney World Resort aqui) que estão disponíveis na divisão européia do lugar mais feliz do mundo. Na Disneyland Paris, os visitantes podem optar por comprar uma das categorias do Super Fastpass ou do Ultimate Fastpass.

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pulseira do Ultimate Fastpass (os charms e a pulseira são Pandora, coleção exclusiva dos parques da Disney)

Como nada nos parques, o Fastpass não sai barato, mas ele ajuda a otimizar bastante o tempo, principalmente para quem não suporta filas e/ou está visitando ambos os parques em um único dia. Além dessas opções de Fastpass pago, as atrações da Disneyland Paris e do Walt Disney Studios oferecem Fastpasses normais, nas maquinas ao lado dos brinquedos, mas estes requerem um pouco de organização pra que você não se embole nos parques e acabe não desfrutando bem da sua visita.

Os Super e os Ultimate Fastpasses são oferecidos em quantidade limitada, e custam a partir de €30 por pessoa (adulto ou criança) até €120 por pessoa na baixa temporada. Por sua vez, na alta temporada, esse “fura filas autorizado” custa a partir de €45 por pessoa podendo chegar até €150. Lembrando que estes bilhetes Super & Ultimate Fastpass são adicionais aos ingressos normais dos parques, que custam a partir de €80 (preço do ingresso de criança de 3 a 11 anos para visitar 1 parque) até €107 (preço do ingresso individual para pessoa a partir dos 11 anos para visitar os 2 parques em um único dia).

Mas o que são, de fato, os Super e os Ultimate Fastpass? Eu te explico.

O Super Fastpass pode garantir um acesso rápido às atrações “para a família” e/ou um acesso rápido às atrações “grandes emoções”.

Já o Ultimate Fastpass garante um acesso rápido a todas as atrações Fastpass listadas (“para a família” e “grandes emoções”), ou acessos rápidos ilimitados a todas as atrações Fastapass listadas.

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tabela atual dos preços e atrações de Super Fastpass e Ultimate Fastpass na Disneyland Paris

Ou seja: há dois tipos diferentes de Super Fastpass e outros dois tipos diferentes de Ultimate Fastpass. Consequentemente, há quatro preços diferentes.

Nós optamos por comprar o Ultimate Fastpass ilimitado, porque meu plano era aproveitar beeem o meu presente de aniversário e eu queria repetir algumas das minhas atrações favoritas (tipo Tower of Terror, Space Mountain e Star Tours) sem filas. Compramos online, junto com o ingresso dos parques e, chegando ao complexo Disneyland Paris, fomos até um dos guichês para trocar o voucher pelo Fastpass propriamente dito.

A diferença da compra online do Fastpass para o ingresso é que o ingresso comprado online já é um ingresso válido, que deve ser obrigatoriamente impresso e apresentado na entrada dos parques (de acordo com as informações disponíveis no site da Disney). Por sua vez, o Fastpass comprado online gera um voucher, que deve ser trocado por um ticket Fastpass no guichê, acompanhado de uma pulseira indicativa da categoria de Fastpass comprada.

Nesse ticket Fastpass, são impressas as atrações com acesso rápido incluídas na sua experiência, bem como a data de uso e o tipo de Fastpass escolhido. No caso das opções Super Fastpass e Ultimate Fastpass de um acesso rápido, os funcionários dos parques (os famosos cast members) fazem uma anotação de que você já usou seu Fastpass naquele brinquedo, evitando assim o uso indevido. Na opção Ultimate Fastpass acesso ilimitado, os cast members apenas conferem a data impressa no ticket Fastpass e a pulseira individual.

E o que eu achei do Ultimate Fastpass ilimitado?

Bem, pra começar, é um serviço caro sim. Mas devo reconhecer que é uma opção bastante eficaz que a Disney implementou, garantindo que vamos otimizar o passeio nos parques, principalmente considerando que os parques Disneyland Paris e Walt Disney Studios não só podem facilmente ser conhecidos num único dia como a maioria das pessoas que os visitam fazem justamente isso. Diferente do complexo Walt Disney World, os parques da divisão européia costumam ser um destino “consequência” de uma viagem para Paris (a menos que você seja Disney freak assumido como eu) e os visitantes em geral dedicam mesmo um só dia para ambos os parques.

#daytrip de Berna para Zurique

Embora Berna seja a capital da Suíça (e é por isso que as embaixadas ficam aqui), Zurique é a maior cidade do país, além de ser um importantíssimo centro financeiro internacional. Desde que chegamos aqui, fui 2 vezes para Zurique de trem – coincidentemente, duas segundas feiras.

O percurso entre as bahnhofs de Berna e Zurique dura 01h02 (as vezes uns minutinhos menos), e o passe diário, que permite pegar qualquer horário de trem para ir e voltar custa 51 francos. Há trens a cada meia hora ligando as duas cidades.

Enquanto Berna é pequenininha e tem até um clima de interior, Zurique tem mais jeito de cidade grande mesmo, com prédios mais altos que se confundem na paisagem da Altstadt, um comércio mais diversificado (inclusive com flagships das principais marcas de luxo mundiais) e uma vida mais agitada mesmo.

Pra quem vai conhecer Zurique, passear pela cidade velha é uma das principais atividades. O rio Limmat torna a paisagem da cidade velha (Altstadt) de Zurique algo bem lindo de se ver, principalmente em dias claros de sol. Eu dei sorte porque, em ambas days trips que fiz até o momento, os dias foram bem bonitos e agradáveis!

Falando a bem da verdade, ainda não fui pra Zurique com objetivos turísticos, e se Deus quiser não há de faltar oportunidades para visitar a cidade com este fim e, enfim, dividir com vocês as minhas dicas!

Montreux Noël

No último final de semana, pegamos o Bolinha e fomos até Montreux para conhecer um dos principais mercados de Natal da Suíça.

Pra quem nunca visitou um mercado de Natal europeu, a melhor definição possível é “festa junina só que com decoração de Natal”. Até as comidas e bebidas são parecidas (to falando de você, vin chaud).

Montreux Noël completa 25 anos de existência, comemorados com muita comida boa e atrações legais para todas as idades junto ao Lago Leman.

A entrada é gratuita, e a principal atração é, certamente, a enorme roda gigante. Mas a natureza não decepciona, e a vista do Lago Leman e dos Alpes é uma atração à parte.

O mercado funcionará até o dia 24 de dezembro, e todas as informações podem ser encontradas no site oficial.

De volta pra Milano!

No primeiro final de semana de novembro, demos um pulinho em Milão. O objetivo da viagem era abastecer o guarda roupa de inverno (mesmo contabilizando a passagem de trem e o hotel, saiu muito mais barato do que comprar roupa de inverno na Suíça!) e comer comida japonesa (é, eu sei, parece doideira, mas comida japonesa em Milão é absurdamente mais barato do que comida japonesa na Suíça).

Mesmo debaixo de chuva, é claro que também desfrutamos um pouquinho da cidade, inclusive revisitando lugares que já tínhamos conhecido na primeira vez que fomos pra lá. Passeamos pela Galeria Vittorio Emanuele, pela praça da Duomo, pelos jardins do Castello Sforzesco, pelo parque Indro Montanelli, entre outros.

Voltamos, também, nas Colunas de San Lorenzo. Interessante que, dessa vez, nós prestamos muito mais atenção na Basílica de San Lorenzo e na estátua do Imperador Constantino, que promulgou o Édito de Milão, determinando que o Império Romano seria neutro em relação às crenças religiosas, acabando com as perseguições. Em tempos de intolerância religiosa, voltar ao passado pode nos ensinar lições valiosas.

Pra não dizer que não dei dicas gastronômicas, a pizza do Nápiz é divina e o atendimento é nota mil.

Maison Cailler

Desde 1898, na região de Gruyère, encontramos uma das mais tradicionais fábricas suíças de chocolates: a Maison Cailler. Fundada por François-Louis Cailler, a Maison Cailler é a marca de chocolates mais antiga da Suíça.

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A sede da Maison Cailler é uma das poucas fábricas de chocolate na Suíça que abrem suas portas aos visitantes. É possível fazer um tour pelas instalações, e o ingresso individual custa 15 CHF por adulto (12 CHF para estudantes e idosos, e também para grupos de 10 a 20 adultos), e a visita é gratuita para crianças acompanhadas por adultos pagantes.

Mas você também pode visitar a loja da Maison Cailler e tomar um cafezinho na cafeteria, pagando só o que consumir por lá – foi isso que nós fizemos. Além dos chocolates que cobrem diversas paredes, a loja oferece diversos souvenires interessantes para todos os gostos e bolsos.

O que fazer em Frankfurt am Main?

Nós passamos o nosso trânsito (um período de 15 dias – uma tradição herdada de tempos mais antigos quando podia-se demorar muitos e muitos dias para se chegar ao destino – que podemos passar em qualquer lugar do mundo que não seja o posto de origem e o novo posto) na Alemanha. Tem post sobre o nosso trânsito na ida pra Armênia aqui.

Nós viajamos de Zurique até Frankfurt de carro, e o percurso durou quase 6 horas por conta das obras nas estradas alemãs. Dessa vez, nós decidimos fazer a cidade natal de Anne Frank de base, e sair apenas para day trips, porque o objetivo era ficar mais tranquilo e relaxar um pouco.

Frankfurt é o centro financeiro da Alemanha, e o maior centro financeiro da Europa continental. Nesta cidade, que tem o custo de vida mais elevado da Alemanha e é a 10ª cidade mais cara do mundo, encontramos as sedes do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt.

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Um dos pontos turísticos de Frankfurt é a Goetheplatz, em homenagem a Johann Wolfgang von Goethe, nascido em Frankfurt no dia 28 de agosto de 1749. Até hoje, Goethe é considerado o mais importante escritor alemão.

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Outra atração turística de Frankfurt é a ponte de ferro (Eiserner Steg), que foi erguida em 1869 para ligar o centro antigo ao bairro de Sachsenhausen. Essa ponte exclusiva para pedestres tem cerca de 174 metros de extensão, e é tomada por “cadeados do amor”, que estão pendurados praticamente nela toda.

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A região de Römerberg atrai muitos turistas. Nesta área, provavelmente no século I, foram estabelecidos assentamentos romanos, e é possível até hoje encontrar alguns objetos daquela época. O complexo de prédios Römer, sede da administração da cidade de Frankfurt desde o século XV, fica nesta praça. Neste local, inúmeras coroações imperais aconteceram, além de várias feiras de comércio e um tradicional mercado de Natal que acontece até os dias de hoje. Por conta disso, essa praça é o coração histórico da cidade antiga (Altstadt) medieval. Nesta mesma região, se encontra o Museu Histórico de Frankfurt (Historisches Museum Frankfurt), que nós visitamos. O ingresso de adulto para a exibição permanente do Museu Histórico de Frankfurt custa €8, e demais informações (como, por exemplo, horário de funcionamento) podem ser encontradas no site oficial.

Mesmo considerando as outras atrações turísticas que nós não visitamos (como, por exemplo, a Catedral de Frankfurt), eu acredito que 2 dias em Frankfurt são mais do que suficientes para fazer todos os passeios turísticos – 3 se você pretender ir um pouco mais devagar e/ou tiver planos de fazer compras.

Um domingo em Interlaken

Uma das coisas que estamos tentando fazer semanalmente (ou quase) aqui na Suíça é aproveitar os domingos para dar passeios mais longos de carro, indo almoçar em alguma cidade fora de Berna. No domingo passado, fomos até Interlaken.

“Interlaken” significa, literalmente, “entre lagos”. A cidade recebe este nome porque fica entre os dois lagos de Brienz a leste e Thun a oeste. Interlaken é uma cidade conhecida e importante destino turístico da região montanhosa do cantão de Berna nos Alpes, e o principal hub de transporte para as montanhas e lagos da região.

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Interlaken é muito charmosa, com seu centro antigo preservado, e diversos restaurantes.  Vale notar que, aos domingos, tudo na Suíça está fechado, exceto restaurantes (embora alguns fechem também!) e o comércio dos aeroportos e estações de trem.

Um domingo em Barcelona

Era dia 22 de setembro, um belo domingo de sol, e nós estávamos em Barcelona para encontrar minha cunhada e minha sogra. Infelizmente, por conta da agenda apertada de trabalho, nós só tivemos o domingo pra conhecer a capital cosmopolita da região da Catalunha, mas nós tentamos aproveitar ao máximo em família!

Começamos o dia na Sagrada Família, passamos pela Casa Gaudí e pelo Monumento a Cristóvão Colombo, andamos pela orla e também por ruas desconhecidas, terminando nossos passeios no Arco do Triunfo.

Este nosso dia de caminhada nos revelou que Barcelona é uma cidade bem fácil de explorar a pé, e nós queremos voltar em breve com mais calma pra, por exemplo, poder ver a Sagrada Família por dentro, bem como a Casa Gaudí, e conhecer melhor a cidade e poder dividir as dicas aqui com vocês!

Um domingo em Sochii

Aos 48 do segundo tempo, pouquíssimos dias antes de empacotarem nossa mudança na Armênia, nós demos um “pulinho” na Rússia pra conhecer a cidade litorânea de Sochii.

Sochii fica localizada junto ao Mar Negro, e foi cidade sede dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno e os XI Jogos Paralímpicos de Inverno de 2014, bem como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2018.

Em Sochi, pudemos visitar uma das mais famosas Dachas de Josef Stalin, onde o líder soviético costumava passar alguns dias cuidando da sua frágil saúde longe dos olhares curiosos.

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Mas uma das coisas que eu mais gostei de ver em Sochi foi o enorme e belíssimo mosaico em homenagem a Lenin! Se Deus quiser, um dia voltaremos nesta bela cidade para aproveitá-la por mais tempo!

 

Onde comer em Istambul?

Istambul tem uma oferta imensa de restaurantes incríveis para todos os gostos e bolsos. Enquanto Dubai se tornou a verdadeira Mecca do luxo e dos chefes estrelados no Oriente Médio, Istambul não quis ficar muito atrás, e alguns dos restaurantes da cidade figuram nas principais listas gastronômicas do mundo.

Em mais um post da série “Onde comer em…?”, quero registrar duas dicas preciosas para quem procura comida excelente em Istambul a preços que não vão quebrar o banco: os restaurantes Alancha e Mikla.

  • Alancha Restaurant

O Alancha entrou no nosso radar por acaso, nós quase desistimos da reserva, mas graças a Deus acabamos indo e ficamos impressionados com a qualidade e a apresentação dos deliciosos pratos.

O Alancha só abre para o jantar, e os pratos custam a partir de 40 Liras Turcas.

  • Mikla Restaurant

O Mikla foi eleito um dos 50 melhores restaurantes do mundo, e só este fato já nos deu vontade de conferir o que é que o Mikla tem. E, olha, a gente recomenda!

O Mikla também só abre para o jantar (a partir das 18h), e o esquema é de menu fechado por 385 Liras Turcas, com 3 pratos à escolha.

Passeio pelo Bósforo

Dizem que nenhuma viagem para Istambul é completa sem um passeio de barco pelo Bósforo. Há muitas maneiras de realizar esse passeio: diversas empresas organizam tours em grupo (com preços mais atrativos) até tours particulares em embarcações luxuosas.

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Como eu já tinha contado por aqui, nós usamos o Big Bus Tour para explorar a capital da Turquia no final de semana que passamos por lá, e compramos um ticket que incluía um passeio pelo Bósforo. Eu confesso que fiquei positivamente surpresa com o barco e com a organização do passeio, já que eles não lotaram o barco de gente e foi possível aproveitar com tranquilidade o percurso.

Estava um dia MUITO QUENTE quando fizemos esse passeio e, mesmo com o ventinho agradável que soprava, o calor era quase insuportável. Então é muito importante usar roupas leves, preferencialmente de tecidos respiráveis (= fibras naturais), e ter água à mão!

O passeio é interessantíssimo, e é muito legal ver a capital da Turquia de uma perspectiva “de dentro da água”, observando o lado “europeu” e o lado “asiático”, tentando notar todas as diferenças arquitetônicas que separam a cidade que está em dois continentes.

Yerebatan Sarnıcı

Localizadas a apenas 150m da Ayasofya, as Cisternas Subterrâneas (Yerebatan Sarnıcı) são o maior complexo entre as centenas de cisternas antigas que se encontram sob a cidade de Istambul (outrora Constantinopla).

Estas cisternas foram construídas durante o século VI, sob o reinado do Imperador Bizantino Justinian I. Hoje em dia, estas cisternas são esvaziadas para que o público possa caminhar por elas. Mas atenção: ainda há um pouco de água no local, e você pode se molhar com os pingos que caem sem aviso.

O ingresso individual custa 20 Liras Turcas (cerca de R$14), e crianças com menos de 8 anos não pagam. Atenção: não é aceito cartão de crédito para pagamento do ingresso!