Tivoli Park em Liubliana

O Parque Tivoli é o maior e mais bonito parque de Liubliana, que se estende até o centro da cidade e foi idealizado em 1813 pelo engenheiro francês Jean Blanchard. Blanchard uniu os parques que ficavam em torno das Mansões Podturn e Cekin, criando uma área de cerca de 5km².

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Cruzando o parque Tivoli, encontramos três largas vias de pedestres margeadas por muitas castanheiras e ornamentadas por flores, inúmeras árvores e numerosas estátuas e fontes, com a área do parque se misturando às colinas de Rožnik.

Jakopičevo sprehajališče (ou Passeio Jakopič, ou mesmo Jakopič Promenade), idealizado pelo arquiteto Jože Plečnik no centro do parque Tivoli, é uma área popular para a exibição de grandes fotografias e fica aberto o ano inteiro com exposições temporárias.

Desde a sua idealização em 1813, o Parque Tivoli passou por diversas expansões e projetos de re-paisagismo, incluindo a construção de um lago para peixes na margem oeste em 1880. Próximo ao lago, fica localizado um pequeno jardim botânico com uma estufa de vidro, cuja administração foi confiado ao Jardim Botânico de Liubliana em 2010, quando completou 200 anos. Dentro da estufa de vidro, há uma exibição permanente de plantas tropicais e carnívoras. Do outro lado do lago para peixes, há um playground infantil, que foi construído em 1942 e renovado em 1994.

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Entre 1921 e 1939, um extensivo projeto de atualização foi colocado em prática pelo arquiteto Jože Plečnik, que idealizou a ampla Jakopič Promenade, que termina aos pés da escadaria que conduz à Mansão Tivoli, e que homenageia o pintor impressionista esloveno Rihard Jakopič.

Em 1929, foi construída a piscina externa Letno Kopališče Ilirija em uma das pontas do parque Tivoli, com design de Stanko Bloudek. Quando foi construída, era a piscina mais moderna de todo o Reino da Iugoslávia. Em memória a Bloudek, um parque desportivo foi construído em frente à Mansão Cekin (Cekinov grad), incluindo quadras de tênis e basquete, um rink de patinação e skate, e um playground infantil idealizado pelo arquiteto Marjan Božič. Em 1965, Božič também criou o Dvorana Tivoli, um hall dedicado a eventos desportivos e concertos. Em 1973, foi construído um centro esportivo e recreativo com piscina interna e pistas de boliche, com design de Fedja Košir.

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Piran, o coração da Ístria na Eslovênia

Continuando nosso passeio pela Ístria, atravessamos a fronteira da Croácia com a Eslovênia rumo à Piran e Portorož. As duas cidades ficam coladinhas uma na outra; nosso hotel ficava em Portorož, mas as principais atrações turísticas estão em Piran. Por isso, passeamos bastante por lá.

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Piran é uma cidade portuária e, por conta disso, muitos dos visitantes passam apenas poucas horas por lá antes de voltarem para seus respectivos cruzeiros.

Muralhas de Piran

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As muralhas da cidade de Piran datam do século VII, quando foram construídas em torno do antigo centro da cidade em Punta. Desde então, a cidade cresceu na direção de Mandrac, incluindo cada vez mais quarteirões que iam se formando fora dos limites da muralha. Por conta do crescimento da cidade, e visando protegê-la dos ataques inimigos, duas novas partes da muralha foram construídas, incluindo diversas torres de defesa. A seção da muralha melhor preservada é conhecida como Mogoron, e tem um valor histórico inestimável para a região.

Catedral de São Jorge

A Catedral de São Jorge, localizada no topo da colina acima do centro da cidade, de onde podemos ver 3 países ao mesmo tempo, é a maior igreja da cidade e homenageia o patrono de Piran. No século XIV, a Igreja foi construída do mesmo tamanho que se mantém até hoje, enquanto a renovação barroca no século XVIII deu à Igreja sua aparência atual. Por sua vez, a torre do sino ficou pronta durante o período de influência veneziana em Piran (no século XVII), e é uma cópia em menor escala do San Marco Campanile de Veneza. Seus 146 degraus conduzem ao topo da torre do sino, que tem 47,2m de altura e abriga quatro sinos.

Praça Tartini

O lugar onde hoje fica a Praça Tartini foi outrora um pequeno porto para barcos de pesca. Entretanto, no começo do século XIX, a área foi preenchida por areia e a nova plataforma ficou rapidamente cercada pelas mais importantes instituições municipais, sendo transformada em um mercado aberto. A praça foi batizada em homenagem a um famoso violinista e compositor local, Giuseppe Tartini (1692 – 1770). A praça tem o formato de uma elipse porque, entre 1912 e 1953, havia uma linha de bonde ligando a cidade de Piran às cidades vizinhas de Portorož e Lucija, e a praça servia como ponto de reversão do bonde.

Na Praça Tartini, encontramos a casa de Giuseppe Tartini e um monumento erguido em sua homenagem. Na casa de Tartini, uma sala foi organizada como memorial, exibindo itens valiosos como o violino do músico, sua máscara de morte e cartas escritas de próprio punho. Em 1892, celebrando o 200º aniversário de nascimento do compositor, o povo de Piran se mobilizou para erguer um monumento para honrar sua memória mas, por conta de atrasos, foi preciso esperar até 1896 para que a estátua de bronze do virtuoso músico fosse colocada no pedestal no meio da praça.

Também nesta mesma praça está a sede da prefeitura de Piran. No final do século XIII, os venezianos construíram a sede da prefeitura fora dos limites da muralha existente naquele período, em estilo gótico-romano. Somente no final do século XIX foi construída a sede da prefeitura na Praça Tartini, onde está até hoje.

O que você precisa saber para alugar um carro e fazer uma road trip pela Europa

Quem me acompanha pelo instagram viu que nós fizemos uma viagem super bacana de carro pelo Leste Europeu em outubro! Nossa viagem começou e terminou em Viena, e fomos até a Polônia, passando pela República Tcheca, cruzando a Eslováquia, chegando até Hungria, Croácia e Eslovênia, passando por Salzburgo antes de devolver o carro em Viena. Antes de começar a contar sobre os passeios que fizemos em cada um destes países e os lugares incríveis que conhecemos, quero contar pra vocês os pormenores de alugar um carro e fazer uma road trip dessas!

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quando a viagem tem tantos trechos que não dá nem pra fechar a rota no Google Maps hihihi

 

Confira se a Carteira Nacional de Habilitação é aceita como documento internacional de condução de automóveis em todos os seus destino

É recomendável àqueles que pretendem alugar e/ou conduzir automóveis no exterior ter a Permissão Internacional para Dirigir (PID), emitida pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Embora o documento não seja obrigatório, ele é aceito em mais de 130 países e pode ajudar o motorista com a legislação local, com os agentes de trânsito, em casos de acidentes e infrações. Há alguns países, no entanto, que não exigem o PID para aluguel e condução de automóveis temporária por brasileiros, bastando a CNH e o passaporte. São eles:

  • Signatários da Convenção de Viena: África do Sul, Albânia, Alemanha, Angola, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Belarus (Bielo-Rússia), Bélgica, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cabo Verde, Cazaquistão, Chile, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Grécia, Guatemala, Guiana, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Marrocos, México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Namíbia, Nicarágua, Níger, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Centro – Africana, República Democrática do Congo, República Tcheca, República Dominicana, Romênia, San Marino, São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia e Montenegro, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Tunísia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela, Zimbábue.
  • Princípio de Reciprocidade: Angola, Argélia, Austrália, Canadá, Cabo Verde, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Gabão, Gana, Guatemala, Guiné-bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Indonésia, Líbia, México, Namíbia, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Dominicana, São Tomé e Príncipe, Venezuela.

 

Consulte a lista de países que cada locadora de automóveis permite visitar

Na época em que estávamos cotando preços para alugar automóveis, o melhor preço para o período que queríamos alugar carro era da Budget, mas esta locadora não permitia conduzir o carro alugado até a Polônia, que era um dos nossos destinos pretendidos. Por isso, acabamos alugando o carro com a Alamo, que era a única que permitia viajar com o carro até os países que estavam no nosso roteiro. Cada locadora costuma cobrar também uma taxa para levar o carro para além as fronteiras do país onde foi alugado, mesmo na União Européia/Espaço de Schengen. Na Alamo, a partir de 3 países o valor já não mudava mais. Como nós pegamos e devolvemos o carro em Viena, não precisamos pagar nenhuma taxa de devolução em outra cidade.

 

Verifique a cobertura do seguro

Eu sou do time que acha que é melhor prevenir do que remediar: sempre que nós alugamos carro, nos preocupamos com o seguro. Tem muita gente que se contenta com o seguro do cartão de crédito mas, depois que tivemos uma experiência bastante frustrante em Aracaju, preferimos também contratar alguma opção de seguro oferecida pela locadora de automóveis.

 

Esteja atento ao regime de pedágios de cada país que você vai visitar

As locadoras de automóveis deixam claro que os pedágios são sempre responsabilidade dos motoristas. Na Áustria, o sistema de pedágios é por vignette, e como alugamos o carro em Viena, já tínhamos a vignette austríaca paga pela locadora de automóveis. A vignette é um registro eletrônico do pagamento de pedágio, que, dependendo do país, pode ter validade de 3 dias até 1 ano. Na Polônia, os pagamentos de pedágios eram em cabines como estamos habituados no Brasil e era possível pagar em Euros e receber o troco em Złoty. Já na Croácia, pegávamos um ticket em cabines que ficavam nos pontos de entrada das rodovias, e o valor cobrado de acordo com o trecho percorrido era pago em outras cabines no ponto de saída da rodovia, já perto do nosso destino.

Nos outros países por onde passamos, a vignette podia ser adquirida em postos perto das fronteiras: embora não haja controle de fronteira na Área de Schengen, as fronteiras entre os países são sinalizadas e, no caso de exigirem vignettes, os pontos de venda também são sinalizados. E aí é preciso prestar bastante atenção para não passar batido por estes pontos de venda e correr risco de levar multas!

Na Eslovênia, o sistema vigente era de vignette mas não tinha nenhum ponto de venda na fronteira com a Croácia, porque, lá, a vignette é normalmente adquirida nos postos de gasolina.

É recomendável guardar todos os recibos de pagamentos de pedágios para não ser pego com calças curtas caso seu carro seja parado ou haja alguma cobrança indevida da locadora de automóveis!

 

É recomendável dividir a responsabilidade de condução

Nós percorremos cerca de 2.600km, e seria humanamente impossível deixar que apenas um de nós dirigíssemos o tempo todo. Portanto, pagamos a taxa extra da locadora para permitir um condutor adicional, e dividíamos a responsabilidade de condução. Como as estradas eram muito boas, decidimos que cada um seria responsável por um trecho, assim não precisaríamos revezar num único dia e dava tempo suficiente pro outro descansar.

As estradas são, de fato, muito boas, mas a maioria das autopistas é uma reta daquelas que dá sono. Por isso, nós nos programamos para que nenhum dos trechos fosse muito longo, e parávamos para comer e/ou tomar um café sempre que necessário. Nosso trecho mais longo foi do primeiro dia, de Viena para Cracóvia, com quase 5h de estrada, mas paramos para almoçar com calma em Brno, cidade da República Tcheca onde dormimos no caminho de Cracóvia para Budapeste – que, aliás, foi uma escolha de roteiro nossa porque vimos que as estradas que ligariam mais diretamente as duas cidades estavam em obras.

 

Procure planejar os trechos com antecedência, verificando a existência de obras e possíveis rotas alternativas! 

Isso é outra coisa importante do planejamento: nós também pegamos vários trechos com obras, que conservam as pistas em excelentes condições mas acabavam deixando as viagens de carro mais demoradas. O Google Maps é uma mão na roda pra esse planejamento. Sempre que podíamos, buscávamos rotas alternativas – como foi o caso de voltar para a República Tcheca, dormir por lá e então cortar a Eslováquia rumo à Budapeste.

 

Prepare-se para os gastos extras de estacionamento

Alugar carro garante uma liberdade que os horários de trens e vôos não te dão, e isso pode ser uma vantagem imensa, mas também implica numa série de gastos extras, como gasolina e estacionamentos. São pouquíssimos os hotéis que não cobram por estacionamento, e os valores podem variar entre 12 e 16 euros por dia. Nas cidades por onde passamos, para nossos passeios, nós preferíamos nos locomover a pé ou de transporte público quando era necessário, justamente para não nos preocuparmos em encontrar estacionamentos e pagar por eles.

Nós usamos carro dentro das cidades em Budapest, Zagreb, Pula, Portoroz, Liubliana e Salzburg. A maioria das vezes foi para ir ao cinema, que ficava em algum shopping e que tinha estacionamento gratuito. Em Pula e em Portoroz, usamos o carro para ir até os pontos turísticos das cidades, pagando pelo período de estacionamento.