Maison Cailler

Desde 1898, na região de Gruyère, encontramos uma das mais tradicionais fábricas suíças de chocolates: a Maison Cailler. Fundada por François-Louis Cailler, a Maison Cailler é a marca de chocolates mais antiga da Suíça.

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A sede da Maison Cailler é uma das poucas fábricas de chocolate na Suíça que abrem suas portas aos visitantes. É possível fazer um tour pelas instalações, e o ingresso individual custa 15 CHF por adulto (12 CHF para estudantes e idosos, e também para grupos de 10 a 20 adultos), e a visita é gratuita para crianças acompanhadas por adultos pagantes.

Mas você também pode visitar a loja da Maison Cailler e tomar um cafezinho na cafeteria, pagando só o que consumir por lá – foi isso que nós fizemos. Além dos chocolates que cobrem diversas paredes, a loja oferece diversos souvenires interessantes para todos os gostos e bolsos.

Um domingo em Interlaken

Uma das coisas que estamos tentando fazer semanalmente (ou quase) aqui na Suíça é aproveitar os domingos para dar passeios mais longos de carro, indo almoçar em alguma cidade fora de Berna. No domingo passado, fomos até Interlaken.

“Interlaken” significa, literalmente, “entre lagos”. A cidade recebe este nome porque fica entre os dois lagos de Brienz a leste e Thun a oeste. Interlaken é uma cidade conhecida e importante destino turístico da região montanhosa do cantão de Berna nos Alpes, e o principal hub de transporte para as montanhas e lagos da região.

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Interlaken é muito charmosa, com seu centro antigo preservado, e diversos restaurantes.  Vale notar que, aos domingos, tudo na Suíça está fechado, exceto restaurantes (embora alguns fechem também!) e o comércio dos aeroportos e estações de trem.

Rumo às Canadian Rockies: no trem de Vancouver para Jasper

Um dos trechos para o qual estávamos mais animados na nossa viagem pro Canadá começou com uma viagem de trem entre Vancouver e Jasper. O percurso, que teoricamente demoraria 14h, acabou levando quase 20h por conta das condições climáticas. Era muita neve, minha gente!

Mas vamos começar do começo.

Essa viagem de trem faz parte de um pacote que fechamos com a Canada by Design. É claro que é possível comprar a passagem de trem de maneira independente mas nós optamos pelo intermédio da agência por um motivo determinante: quando nós decidimos que queríamos ir pras Canadian Rockies, os trens das datas possíveis já estavam lotados; foi graças ao auxílio da Point Travel que nós soubemos que poderíamos comprar pacotes que incluiam o trecho de trem por intermédio dessa agência, que tem bloqueio de cabines do trem.

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Nós optamos pelo pacote “superior grade”, que nos dava direito a uma cabine privativa no trem e acesso ao lounge (com bebidas, snacks e jornais) na estação de trem de Vancouver. A cabine privativa era pequena, mas razoavelmente confortável, principalmente porque seguimos a recomendação de despachar as bagagens maiores e levar somente as mochilas conosco pra dentro da cabine. Nela, tínhamos uma pequena pia e um toalete, mas não chuveiro; nesta classe de viagem, havia um chuveiro compartilhado para cada 5 cabines. Somente os passageiros da primeira classe dispunham de banheiros privativos em suas respectivas cabines. Quando nós estávamos planejando a viagem e vimos as opções de pacotes, não achamos que compensava a diferença de preço para ter um banheiro completo privativo e, de fato, não fez falta pra uma única noite de viagem. Eram fornecidos kit de amenidades e toalhas.

Embora tivesse tomadas suficientes na cabine, o trem tinha um problema substancial: nada de Wi-Fi. Além de não ter Wi-Fi, a conexão móvel parou no meio da noite e nós só fomos recuperar o sinal já chegando em Jasper. Quando embarcamos no trem, encontramos a cabine com 2 poltronas. À noite, quando voltamos do jantar, as poltronas deram lugar à 2 camas, do tipo beliche, com direito à luz de cabeceira. As camas eram surpreendentemente confortáveis: marido dormiu super bem; eu sou chata pra dormir, e o balanço e barulho do trem me atrapalharam muito.

Estavam incluídas três refeições: almoço (que foi servido logo após o embarque) jantar e café da manhã. Para almoço e jantar, era preciso escolher entre 2 horários disponíveis, e nós escolhemos a 2a chamada; o café da manhã era servido de acordo com ordem de chegada, das 06:30 até 08:30. A falta de sinal no trem QUASE nos fez perder o café da manhã.

Mas Letícia, você não disse que quase não dormiu? 

Pois é, minha gente. Acontece que eu fui conseguir dormir JUSTAMENTE quase de manhã, porque o trem ficou empacado na neve (hihihi). Ao ficar empacado na neve, o que mais me atrapalhava a dormir (movimento/barulho do trem) acabou, e eu finalmente consegui dormir um tiquinho. Eu tinha colocado o despertador pras 08h, só que Jasper estava num fuso horário diferente do de Vancouver!!!! Com a falta de sinal, o celular não atualizou o horário e eu já tava achando que tínhamos perdido o café da manhã!! Logo eu, que sou faminta/alucinada por café da manhã.

Pra nossa sorte (obrigada, Deus), por conta do trem ter ficado empacado na neve, o serviço de café da manhã teve seu horário prorrogado, e nós conseguimos comer. Depois de terminarmos, ainda demorou mais umas 2 horas pra conseguirmos chegar até Jasper – tudo por conta da neve. Gentes, era muita neve mesmo.

Além das janelas de cada cabine, o trem tinha algumas cabines panorâmicas no segundo andar, e durante o percurso pudemos admirar o Canyon Fraser, as montanhas costeiras, o Rio Fraser, e até o Hell’s Gate. Também passamos pelo Mt. Robson e pelo Lago Moose pouco antes de chegarmos em Jasper – a esta altura, a vista não era muito clara por conta da quantidade de neve.

Esse percurso de trem foi inesquecível. Foi muito interessante, embora devo confessar que também tenha sido cansativo. Ao chegarmos em Jasper, fomos levados para o nosso lodge, onde passaríamos 2 noites – mas esta história eu deixo pro próximo post!

Praça da República em Liubliana

A Praça da República (TRG Republike) é o centro político da Eslovênia, uma vez que fica localizado nesta praça o edifício que abriga o Parlamento Esloveno.

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Esta praça foi erguida em 1960, com design do arquiteto Edvard Ravnikar, no local outrora ocupado pelos enormes jardins do Mosteiro Ursuline.

No centro da praça, foi construída uma grande plataforma para facilitar grandes reuniões públicas, e esta mesma plataforma serviu de palco para o anúncio da independência da Eslovênia em 25 de junho de 1991.

Ao seu redor, além do edifício do Parlamento Esloveno, encontra-se o edifício TR3 e os escritórios do Ljubljanska banka, o centro cultural Cankarjev dom, e a loja de departamento Maximarket.

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O principal monumento da praça é o Monumento à Revolução (Spomenik Revolucije), inaugurado em 1975 e idealizado por Drago Tršar.

O centro histórico de Pula

Nossas aventuras da road trip continuaram na região da Ístria, que é dividida entre Itália, Croácia e Eslovênia. Por lá, nossa primeira parada foi Pula, a charmosa cidade do lado croata da região. A península da Ístria é a maior península no mar Adriático, com cerca de 3600 km², localizada entre o Golfo de Trieste, os Alpes Dináricos e o Golfo de Carnaro. A península já pertenceu aos impérios Romano, Bizantino e Austro-Húngaro, depois fez parte do território italiano no pós-Primeira Guerra Mundial, e mais tarde foi incorporada à antiga Iugoslávia no pós-Segunda Guerra. A maior parte da Ístria pertence à Croácia, e uma pequena área – que corresponde às cidades costeiras de Izola (Isola), Portorož (Portorose), Piran (Pirano) e Koper (Capodistria) – fica no território da Eslovênia, enquanto uma parte minúscula da península (as comunas de Muggia e San Dorligo della Valle) está em território Italiano.

Titov Park

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No Parque Tito em Pula, muitas estátuas e bustos prestam homenagem aos heróis nacionais que faziam parte do Movimento de Libertação Nacional, e que lutaram contra o fascismo na região de Istria. A peça central do Parque Tito é um impressionante monumento do escultor Vanja Radauš em homenagem aos soldados mortos. Além das homenagens aos partigiani, encontramos ali uma grande maquete da cidade.

Templo de Augustus e o Forum

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Além do templo dedicado à Tríade Capitoline no Fórum Romano de Pula, havia outros dois templos, mas o único visível hoje em dia é o Templo de Augustus, dedicado ao imperador romano de mesmo nome. Este templo foi construído em algum momento da vida de Augustus, o primeiro imperador romano, entre 27 a.C. e 14 d.C. O Forum, uma praça central da antiga e medieval Pula, está localizado na parte ocidental da cidade e foi construído durante o século I a.C. e seguia as estruturas de qualquer outro fórum romano dedicado à Tríade de Júpiter, Juno e Minerva. Além do templo centra, havia outros dois templos laterais no Fórum de Pula: o Templo de Augustos é o único que se mantém integralmente preservado, enquanto do outro só podemos ver a parede do fundo. Tal parede foi usada durante a construção da nova sede da prefeitura. O segundo templo, idêntico ao preservado Templo de Augusto, foi construído no mesmo estilo e era chamado Templo de Diana; originalmente dedicado à deusa Roma e ao Imperador Augustus, o templo foi erguido entre os anos 2 a.C. e 14 a.C. Ao longo da história, o templo teve suas funções modificadas:  primeiro, foi usado como uma Igreja Cristã; depois, como depósito de grãos; no século XIX, foi transformado em um museu de monumentos de pedra, até que foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial e, então, completamente destruído. O Templo foi reconstruído entre 1945 e 1947, sendo restaurada sua função de lapidário.

Arco Triunfal dos Sergii

O Arco dos Sergii, um antigo arco do triunfo romano em Pula, conhecido também como Portão Dourado, foi erguido em comemoração aos três irmãos da família Sergii, uma poderosa família Romana que tinha mantido seu poder e glória por muitos séculos. Foi chamada Porta Aurea (ou Portão Dourado) por conta da decoração no topo do arco, que dava apoio às muralhas da cidade. O portão e as muralhas foram destruídas no século XIX quando foi adotado um novo plano urbanístico para a expansão da cidade. O Arco Triunfal é um exemplo maravilhoso das conquistas arquitetônicas da engenharia romano-helênica, com 8 metros de altura, erguido em algum momento entre os anos 29 e 27 a.C. Hoje, o Arco dos Sergii fica no centro da Praça Portarata.

Basílica Santa Maria Formosa

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Localizada ao sul do centro histórico, a Basílica Santa Maria Formosa é um dos mais significativos monumentos Cristãos da arte e arquitetura Bizantina na região da Istria, e também em toda a Croácia. A Basílica foi construída no século VI. A Basílica Santa Maria Formosa ficou destruída depois do incêndio de 1242, quando os venezianos conquistaram Pula. Ao final do século XVI, a Basília estava em ruínas.

Porta Gemina

 

Pula era cercada por muralhas, com cerca de 10 portões para a entrada na cidade, e um dos poucos portões ainda preservados é a Porta Gemina, bem como parte da muralha no entorno. A Porta Gemina fica na Praça Giardin, e ganhou este nome por conta de suas duas aberturas semi-circulares que conduziam à cidade. Estes arcos/portões foram construídos entre os séculos II e III. Hoje, ao atravessar a Porta Gemina, encontramos o Museu Arqueológico, o Castelo e o pequeno Teatro Romano.

Pequeno Teatro Romano

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A arquitetura e as ruínas de Pula atestam para o excepcional desenvolvimento cultural da cidade nos tempos antigos, confirmados pelo coliseu de Pula e dois teatros. O Grande Teatro Romano ficava fora das muralhas da cidade, e infelizmente não foi preservado. Por sua vez, o chamado Pequeno Teatro Romano, localizado na colina abaixo do Castelo, ainda está razoavelmente preservado; na Antiguidade, o teatro ocupava uma área maior, e estima-se que sua capacidade era de 4 a 5 mil espectadores, correspondendo à população de Pula naquela época.

Portão de Hércules

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O Portão de Hércules em Pula fica entre duas torres (provavelmente medievais). Com uma arquitetura modesta, foi erguido com blocos de pedra acima dos quais, embora seja difícil de notar, está cravada a cabeça de Hércules com sua barba e cabelo encaracolado. É possível que tenha sido uma marca da cidade, como atesta o nome completo da Pula Romana: Colonia Iulia Pollentia Herculanea. Hoje, este portão marca a entrada da área onde se concentra a Comunidade Italiana em Pula.

Centro de Zagreb

Zagrebe nos encantou por muitos motivos, e há muita coisa interessante para se fazer na cidade. Para além da região de Kaptol, o centro tem várias atrações bacanas, e vou destacar algumas delas neste post.

Teatro Nacional da Croácia

O Hrvatsko narodno kazalište u Zagrebu (comumente conhecido como HNK Zagreb) é o principal palco de espetáculos de ópera, balé e teatro da Croácia. Este teatro foi uma evolução do primeiro teatro da cidade, construído em 1836 e que, hoje, é a antiga sede da prefeitura. O teatro foi criado em 1860, e no ano seguinte ganhou o apoio do governo para que fosse igualado a outros teatros nacionais da Europa. Em 1870, uma companhia de ópera foi criada no teatro, e em 1895 finalmente mudou-se para o prédio que conhecemos hoje como Teatro Nacional da Croácia. O Imperador Austro-Húngaro Francisco José I participou da inauguração desta construção quando visitou Zagrebe em 1895. A arquitetura foi projetada pelos vienenses Ferdinand Fellner e Herman Helmer, cuja firma tinha construído muitos dos teatros de Viena. Na entrada do teatro, está localizada a fonte Zdenac života (ou “fonte da vida”), idealizada pelo artista e escultor croata Ivan Meštrović em 1905.

Museu Mimara

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O Muzej Mimara é um museu de arte localizado na Praça Roosevelt, abrigando a coleção de Wiltrud e e Ante Topić Mimara (por conta disso, seu nome oficial e completo é Art Collection of Ante and Wiltrud Topić Mimara). Ao todo, são 3.700 obras de arte, das quais 1.500 compõem a exibição permanente do museu, que foi inaugurado em 1987 numa instalação original do século XIX.

Jardim Botânico

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O Botanički vrt PMF-a u Zagrebu é um jardim botânico fundado em 1889 por Antun Heinz, professor da Universidade de Zagrebe. Aberto ao público em 1891, é parte da Faculdade de Ciências da Universidade de Zagrebe. Com uma área de 5 hectares, o jardim é situado numa altitude de 120 metros acima do nível do mar, e abriga mais de 10 mil espécies de plantas de todo o mundo – das quais 1.800 são exóticas -, com direito a grandes lagos para as plantas aquáticas.

Parque Zrinjevac

O parque Zrinjevac foi o primeiro parque da Donji grad (parte baixa, ou centro), trazendo um frescor dos tempos modernos para Zagrebe. Antes de 1886, era conhecido como Novi terg (ou “nova praça”), porque estava localizado fora dos limites da cidade. Hoje, este nome soa irônico, pois Zrinjevac é a praça planejada mais antiga de Zagrebe. Hoje em dia, Zrinjevac é uma das partes favoritas da cidade tanto dos locais quanto dos turistas. Por conta dos prédios que o circundam, o parque é, hoje, como uma porta de entrada para a história e arte da Croácia: a Suprema Corte, o Museu Arqueológico de Zagrebe, a Academia de Artes e Ciências da Croácia, o Ministério das Relações Exteriores e Integração Européia, e a Corte Regional de Zagrebe estão localizados em torno deste parque.

Siófok e o lago de Balaton

Na nossa road trip, seguimos da Hungria para a Croácia. Embora o trajeto fosse de cerca de 4h apenas, decidimos passar uma noite em Siófok para conhecer o Lago Balaton.

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Siófok é o segundo destino de férias mais popular na Hungria, atrás apenas de Budapeste, graças a sua costa com 17km de extensão, mais de mil hotéis/pousadas e muitos bares, restaurantes e boates.

Por conta do intenso turismo, Siófok é uma das cidades mais ricas da Hungria, e é conhecida como “a capital do Lago Balaton” por ser a maior cidade em torno do lago, e atuando como hub turístico, comercial, cultural, financeiro e midiático da parte norte do Condado de Somogy e da margem sul do Lago Balaton.

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O lago é realmente belíssimo, e nós demos muita sorte de chegarmos lá num dia lindo, em que as águas cristalinas se confundiam com a imensidão do céu limpo. Mas, como já era o meio de outubro, a agitação do destino de verão já tinha acabado, e o que nos restou foi a calmaria da pousada onde nos hospedamos e dos bares e restaurantes nas proximidades.

No fim das contas, pra nós, Siófok rendeu horas de paz e sossego entre Budapeste e Zagrebe, o que é sempre um saldo positivo quando as férias são longas e intensas.

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A dica gastronômica em Siófok é o Matróz al Ramirez Gyros és Etterem. Comi um bife com batatas fritas e cebolas empanadas e caramelizadas que estava do céu. O Matróz al Ramirez Gyros és Etterem fica próximo da marina de Siófok, e eles oferecem um amplo cardápio com pizzas deliciosas e outros pratos de dar água na boca.

Visita ao Hrad Špilberk em Brno

Quando saímos de Cracóvia em direção a Budapeste, optamos por cruzar a República Tcheca e só um pedacinho da Eslováquia pois, de acordo com o Google Maps, este era o caminho com estradas em melhores condições (o caminho que percorremos vocês conferem aqui). Ao optarmos por esse caminho, decidimos passar uma noite em Brno, a segunda maior cidade da República Tcheca.

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centro histórico de Brno

Brno é a sede da autoridade judicial da República Tcheca, onde ficam a Corte Constitucional, a Suprema Corte, a Suprema Corte Administrativa, e o Escritório do Supremo Promotor Público. Brno também é um centro administrativo importante, além de sediar 33 faculdades pertencentes a 13 institutos de ensino superior, recebendo cerca de 90 mil estudantes.

Como nós tínhamos poucas horas para desfrutar da cidade, decidimos ir direto ao ponto: caminhamos pelo centro em direção ao Hrad Špilberk, que fica no topo de uma colina, o que garante uma bela vista da cidade.

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A construção de Špilberk começou na primeira metade do século XII pelos reis Přemyslid, sendo finalizado pelo Rei Ottokar II da Boêmia. De um enorme castelo real na metade do século XII e sede dos Morávios no século XIV, foi gradualmente convertido numa enorme fortaleza barroca, considerada a prisão mais sombria do Império Austro-Húngaro.

Infelizmente, ao chegarmos ao castelo no final da tarde, as instalações do museu já estavam fechadas ao público, e só pudemos desfrutar das áreas externas. O horário de funcionamento é o seguinte: de abril à setembro, entre 10h e 18h; de outubro a março entre 9h e 17h, sendo fechado às segundas-feiras neste período. Os ingressos individuais  para adultos custam 90Kč.

O que você precisa saber para alugar um carro e fazer uma road trip pela Europa

Quem me acompanha pelo instagram viu que nós fizemos uma viagem super bacana de carro pelo Leste Europeu em outubro! Nossa viagem começou e terminou em Viena, e fomos até a Polônia, passando pela República Tcheca, cruzando a Eslováquia, chegando até Hungria, Croácia e Eslovênia, passando por Salzburgo antes de devolver o carro em Viena. Antes de começar a contar sobre os passeios que fizemos em cada um destes países e os lugares incríveis que conhecemos, quero contar pra vocês os pormenores de alugar um carro e fazer uma road trip dessas!

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quando a viagem tem tantos trechos que não dá nem pra fechar a rota no Google Maps hihihi

 

Confira se a Carteira Nacional de Habilitação é aceita como documento internacional de condução de automóveis em todos os seus destino

É recomendável àqueles que pretendem alugar e/ou conduzir automóveis no exterior ter a Permissão Internacional para Dirigir (PID), emitida pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Embora o documento não seja obrigatório, ele é aceito em mais de 130 países e pode ajudar o motorista com a legislação local, com os agentes de trânsito, em casos de acidentes e infrações. Há alguns países, no entanto, que não exigem o PID para aluguel e condução de automóveis temporária por brasileiros, bastando a CNH e o passaporte. São eles:

  • Signatários da Convenção de Viena: África do Sul, Albânia, Alemanha, Angola, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Belarus (Bielo-Rússia), Bélgica, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cabo Verde, Cazaquistão, Chile, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Grécia, Guatemala, Guiana, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Marrocos, México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Namíbia, Nicarágua, Níger, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Centro – Africana, República Democrática do Congo, República Tcheca, República Dominicana, Romênia, San Marino, São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia e Montenegro, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Tunísia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela, Zimbábue.
  • Princípio de Reciprocidade: Angola, Argélia, Austrália, Canadá, Cabo Verde, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Gabão, Gana, Guatemala, Guiné-bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Indonésia, Líbia, México, Namíbia, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Dominicana, São Tomé e Príncipe, Venezuela.

 

Consulte a lista de países que cada locadora de automóveis permite visitar

Na época em que estávamos cotando preços para alugar automóveis, o melhor preço para o período que queríamos alugar carro era da Budget, mas esta locadora não permitia conduzir o carro alugado até a Polônia, que era um dos nossos destinos pretendidos. Por isso, acabamos alugando o carro com a Alamo, que era a única que permitia viajar com o carro até os países que estavam no nosso roteiro. Cada locadora costuma cobrar também uma taxa para levar o carro para além as fronteiras do país onde foi alugado, mesmo na União Européia/Espaço de Schengen. Na Alamo, a partir de 3 países o valor já não mudava mais. Como nós pegamos e devolvemos o carro em Viena, não precisamos pagar nenhuma taxa de devolução em outra cidade.

 

Verifique a cobertura do seguro

Eu sou do time que acha que é melhor prevenir do que remediar: sempre que nós alugamos carro, nos preocupamos com o seguro. Tem muita gente que se contenta com o seguro do cartão de crédito mas, depois que tivemos uma experiência bastante frustrante em Aracaju, preferimos também contratar alguma opção de seguro oferecida pela locadora de automóveis.

 

Esteja atento ao regime de pedágios de cada país que você vai visitar

As locadoras de automóveis deixam claro que os pedágios são sempre responsabilidade dos motoristas. Na Áustria, o sistema de pedágios é por vignette, e como alugamos o carro em Viena, já tínhamos a vignette austríaca paga pela locadora de automóveis. A vignette é um registro eletrônico do pagamento de pedágio, que, dependendo do país, pode ter validade de 3 dias até 1 ano. Na Polônia, os pagamentos de pedágios eram em cabines como estamos habituados no Brasil e era possível pagar em Euros e receber o troco em Złoty. Já na Croácia, pegávamos um ticket em cabines que ficavam nos pontos de entrada das rodovias, e o valor cobrado de acordo com o trecho percorrido era pago em outras cabines no ponto de saída da rodovia, já perto do nosso destino.

Nos outros países por onde passamos, a vignette podia ser adquirida em postos perto das fronteiras: embora não haja controle de fronteira na Área de Schengen, as fronteiras entre os países são sinalizadas e, no caso de exigirem vignettes, os pontos de venda também são sinalizados. E aí é preciso prestar bastante atenção para não passar batido por estes pontos de venda e correr risco de levar multas!

Na Eslovênia, o sistema vigente era de vignette mas não tinha nenhum ponto de venda na fronteira com a Croácia, porque, lá, a vignette é normalmente adquirida nos postos de gasolina.

É recomendável guardar todos os recibos de pagamentos de pedágios para não ser pego com calças curtas caso seu carro seja parado ou haja alguma cobrança indevida da locadora de automóveis!

 

É recomendável dividir a responsabilidade de condução

Nós percorremos cerca de 2.600km, e seria humanamente impossível deixar que apenas um de nós dirigíssemos o tempo todo. Portanto, pagamos a taxa extra da locadora para permitir um condutor adicional, e dividíamos a responsabilidade de condução. Como as estradas eram muito boas, decidimos que cada um seria responsável por um trecho, assim não precisaríamos revezar num único dia e dava tempo suficiente pro outro descansar.

As estradas são, de fato, muito boas, mas a maioria das autopistas é uma reta daquelas que dá sono. Por isso, nós nos programamos para que nenhum dos trechos fosse muito longo, e parávamos para comer e/ou tomar um café sempre que necessário. Nosso trecho mais longo foi do primeiro dia, de Viena para Cracóvia, com quase 5h de estrada, mas paramos para almoçar com calma em Brno, cidade da República Tcheca onde dormimos no caminho de Cracóvia para Budapeste – que, aliás, foi uma escolha de roteiro nossa porque vimos que as estradas que ligariam mais diretamente as duas cidades estavam em obras.

 

Procure planejar os trechos com antecedência, verificando a existência de obras e possíveis rotas alternativas! 

Isso é outra coisa importante do planejamento: nós também pegamos vários trechos com obras, que conservam as pistas em excelentes condições mas acabavam deixando as viagens de carro mais demoradas. O Google Maps é uma mão na roda pra esse planejamento. Sempre que podíamos, buscávamos rotas alternativas – como foi o caso de voltar para a República Tcheca, dormir por lá e então cortar a Eslováquia rumo à Budapeste.

 

Prepare-se para os gastos extras de estacionamento

Alugar carro garante uma liberdade que os horários de trens e vôos não te dão, e isso pode ser uma vantagem imensa, mas também implica numa série de gastos extras, como gasolina e estacionamentos. São pouquíssimos os hotéis que não cobram por estacionamento, e os valores podem variar entre 12 e 16 euros por dia. Nas cidades por onde passamos, para nossos passeios, nós preferíamos nos locomover a pé ou de transporte público quando era necessário, justamente para não nos preocuparmos em encontrar estacionamentos e pagar por eles.

Nós usamos carro dentro das cidades em Budapest, Zagreb, Pula, Portoroz, Liubliana e Salzburg. A maioria das vezes foi para ir ao cinema, que ficava em algum shopping e que tinha estacionamento gratuito. Em Pula e em Portoroz, usamos o carro para ir até os pontos turísticos das cidades, pagando pelo período de estacionamento.

Uma tarde em Carlisle

No mesmo dia em que visitamos alguns dos lugares históricos da Muralha de Adriano, fomos almoçar e conhecer o centro de Carlisle, cidade que é o principal centro comercial, cultural e industrial do norte do condado de Cumbria. Almoçamos no Old Bank, restaurante bem aconchegante que fica bem pertinho do Castelo de Carlisle.

A história antiga de Carlisle é marcada pela sua condição como assentamento Romano, fundado para servir aos fortes da Muralha de Adriano. Durante a Idade Média, por conta da sua proximidade ao Reino da Escócia, Carlisle se tornou uma importante fortaleza militar.

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Carlisle Castle

O Castelo de Carlisle foi construído em 1092 por William Rufus e serviu de prisão para Maria, Rainha dos Escoceses. Hoje, o Castelo abriga o Regimento do Duque de Lancaster e o Museu do Regimento de Fronteira (Border Regiment Museum). No começo do século XII, o Rei Henrique I permitiu a fundação de um monastério (priory) em Carlisle. A vila passou a ser cidade quando a diocese foi formada em 1133, e o monastério passou a ser a Catedral de Carlisle.

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Catedral de Carlisle

Quando estávamos voltando para nossa pousada em Lanercost, paramos para lanchar no Lanercost Priory Tea Room, um lugarzinho super fofo com uma seleção de delícias.

No dia seguinte, seguiríamos viagem para a Escócia!

Hadrian’s Wall: a fronteira norte do Império Romano

Fizemos uma road trip muito bacana pelo Reino Unido, quando alugamos um carro em Liverpool e seguimos até Edimburgo, parando no distrito de Lannercost (perto de Carlisle) por 2 noites para explorar a região entre Newcastle upon Tyne e Carlisle: nós queríamos ver de perto a fronteira norte do Império Romano!

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A Muralha de Adriano (Hadrian’s Wall) era um forte defensivo na província romana de Britânia, desde 122aC no reino do imperador Adriano. A muralha se estendia desde as margens do rio Tyne, perto do Mar Norte, até o Solway Firth no Mar Irlandês, e era a fronteira norte do Império Romano, imediatamente ao norte de onde ficavam as terras dos Britânicos Antigos do Norte, inclusive os Picts. A muralha de Adriano tinha uma base de pedra e uma muralha de pedra, com castelos e 2 torres de observação ao longo de sua extensão. Havia um forte a cada 5 milhas romanas. De norte a sul, a muralha compreendia uma trincheira, uma passagem militar, uma outra trincheira com montanhas adjacentes, além da própria muralha. Além do papel defensivo da muralha, há estudos que indicam que seus portões eram também usados como postos de alfândega.

Em 1987, a UNESCO declarou a Muralha de Adriano como Patrimônio Cultural da Humanidade, além de ser considerada um ícone cultural britânico. Algumas pessoas pensam que a Muralha de Adriano marca a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, mas isso não é verdade: a Muralha de Adriano está completamente localizada na Inglaterra, e jamais constituiu fronteira anglo-escocesa. O caminho da Muralha de Adriano permite que os viajantes percorram o trajeto a pé: é a maior ruína Romana do mundo, com quase 118km.

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Como nós não somos tão aventureiros assim, optamos por conhecer só um pouquinho da Muralha, percorrendo os trechos de carro. Nossa primeira parada foi Vindolanda, e o ingresso para adultos custa £7.90; há uma opção de ingresso que dá acesso tanto à Vindolanda quanto ao Roman Army Museum, por £11.60, e nós optamos por este ingresso.

Vindolanda fica no sul da cortina formada pela Muralha de Adriano, e fica na primeira fronteira Romana ao norte (Stanegate Road). Vindolanda foi construída pelo Império Romano antes mesmo da Muralha de Adriano, e se tornou uma importante base para a Muralha, uma fortaleza por natureza. Ao longo daquele período, Vindolanda foi demolida e completamente reconstruída por 9 vezes: a cada reconstrução, cada comunidade que lá viveu deixou suas próprias marcas na paisagem e arqueologia. Depois que a Muralha de Adriano e a ocupação romana foi abandonada pelos exércitos imperiais, Vindolanda continuou em uso por mais de 400 anos antes de finalmente ser abandonada no século IX. No museu de Vindolanda, é possível ver muitos dos artefatos encontrados no local ao longo das escavações arqueológicas.

Já no Roman Army Museum, que fica ao lado de um dos mais altos resquícios da Muralha de Adriano (Walltown Crags), a experiência é mais tecnológica e interativa, onde podemos assistir à exibição do curta-metragem 3D Edge of Empire e também explorar a história. É neste museu que aprendemos um pouco mais sobre o papel do exército no Império Romano, vemos as expansões e perdas territoriais do Império, aprendemos sobre os papéis dos soldados, além de descobrirmos detalhes sobre a vida de Adriano desde que era um menino até tornar-se Imperador. Neste museu, também são exibidos alguns artefatos encontrados em Vindolanda.

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Nossa terceira parada ao longo da Muralha de Adriano foi em Birdoswald, outro forte remanescente do Império Romano. O ingresso para adulto custa £7.20, mas nós não fizemos a visita à galeria, pois estava fechada para reformas.

 

Gyumri: restaurante Cherkezi Dzor

No dia 13 de janeiro, fomos conhecer a cidade de Gyumri, que é a 2ª maior cidade da Armênia e fica a cerca de 130km do centro de Yerevan. A viagem entre as duas cidades leva cerca de 2h30. E, se em Yerevan apenas começou a nevar, Gyumri já está bem mais branquinha!

Depois de visitarmos o centro da cidade e conhecermos a linda catedral, fomos para o restaurante Cherkezi Dzor, que é uma fazenda de peixes onde podemos escolher na hora qual peixe comeremos!

Na hora em que escolhemos o peixe, um dos funcionários do restaurante pesca o eleito, pesa e leva pra cozinha. Pouco tempo depois, o peixe chega lindíssimo e inteiro à mesa, para nosso deleite em uma refeição maravilhosa. Como acompanhamento, escolhemos batatas típicas, arroz pilaf de cogumelos, picles, iogurte (matsoun) e muito pão fresco. De sobremesa, comemos gatah acompanhada de café armênio.

Em Gyumri, a neve já deixou a paisagem bem branquinha!

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Na volta para Yerevan, paramos na estrada pra registrar a paisagem bem branquinha da região montanhosa da Armênia.

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Ano passado, Yerevan estava coberta de neve nesta época mas, neste inverno, o frio está menos intenso e a neve também. Se no inverno do ano passado as temperaturas chegaram a -20ºC, este inverno tem sido bem mais ameno, com as mínimas em torno de -4ºC. Só ontem é que tivemos um pouco mais de neve na cidade, que acabou derretendo ao longo do dia!