Golestan Palace em Teerã

Outro local incrível que visitamos em Teerã foi o Golestan Palace, o antigo complexo real da dinastia do Qajar, que governou a Pérsia entre 1785 e 1925. O Palácio de Golestan é um dos monumentos históricos mais antigos de Teerã, e recebeu da UNESCO o status de patrimônio da humanidade.

O Golestan Palace faz parte de um conjunto de construções reais que, um dia, ficaram protegidos pelas muralhas da cidadela, e consiste de jardins, prédios reais, coleções de artesanatos iranianos e presentes europeus que datam dos séculos XVIII e XIX.

A obra-prima da era da dinastia Qajar incorpora a integração das antigas artes manuais persas com a arquitetura de influência ocidental. Guardado por seus muros, o Palácio de Golestan se tornou a sede do governo da família Qajar, que subiu ao poder em 1779 e elegeu Teerã como capital do país.

Construído em torno de um jardim que abriga piscinas além das áreas plantadas, os traços mais característicos e objetos de decoração do Golestan Palace datam do século XIX.

O luxuoso palácio tornou-se um centro das artes e arquitetura Qajari, tornando-se um exemplo estupendo do período, e permanecendo como fonte de inspiração para os artistas e arquitetos iranianos contemporâneos. O Palácio Golestan representa um novo estilo de incorporar as artes persas tradicionais e os elementos tecnológicos e arquitetônicos do século XVIII.

São 12 principais prédios/salas históricos: Takht e Marmar (Trono de Mármore), Karim Khani Nook (Khalvat e Karim Khani), Howz Khaneh, Talar e Brelian (salão brilhante), Talar e Zoruf, Talar e Adj (salão de marfim), Talar e Aineh (salão dos espelhos), Talar e Salam, Talar e Almas (salão dos diamantes), Emarat e Badgir, Shams ol Emareh (prédio do sol), Palácio de Abyaz. Um dos pontos mais impressionantes do complexo do Palácio de Golestan é, sem sombra de dúvidas, o Takht e Marmar – ou Trono de Mármore -, que precisa ficar coberto para impedir que os espelhos que decoram o terraço reflitam luminosidade na cidade inteira!

O espetacular terraço de Takht e Marmar foi construído em 1806 por ordem de Fato Ali Shah, da dinastia Qajar, que governou entre 1797 e 1834, e é uma das construções mais antigas do complexo histórico, tendo sido utilizado o famoso mármore amarelo da província de Yazd. Os detalhes arquitetônicos e os ornamentos desse terraço foram concluídos no governo de Nasser ed Din Shah (1848-1896). Coroações dos reis Qajaris e cerimônias formais da corte aconteciam neste terraço, e a última coroação a acontecer no Trono de Mármore foi de Reza Shah da dinastia Pahlavi, em 1925.

O ingresso individual para visitar o Golestan Palace custa 200.000 rials (aproximadamente R$17).

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O Grand Bazaar de Teerã

No primeiro final de semana de março, nós “demos um rasante” em Teerã! Foi rápido, mas conhecemos alguns lugares bem impressionantes, apresentados a nós pelos nossos amigos que moram lá. Entre os lugares impressionantes que visitamos, o histórico Grand Bazaar, com seus 10 quilômetros de extensão, merece destaque!

O gigantesco bazar histórico abriga muitos corredores, e cada um deles se dedica a um tipo específico de produto. São muitas as entradas para o Bazaar, mas a principal delas é a Sabze-Meydan. Além de lojas, o Grand Bazaar abriga mesquitas, hospedarias e bancos, com fácil acesso ao metrô de Teerã pelas estações Khayam e Khordad 15.

Tapetes persas, utensílios de cobre, temperos, roupas, objetos de decoração e muitas barraquinhas de comida fazem do Grand Bazaar uma das principais atrações da capital do Irã. A diversidade das cores enche os olhos e, de fato, emociona!

British Library: A History of Magic

Quem me segue no Instagram já viu que estamos em Londres! Já estava na hora de tirarmos férias de novo, e decidimos fazer um tour pelo Reino Unido, começando por essa cidade que eu amo!

Na verdade, nesta primeira semana, enquanto o marido passeia eu estou me dedicando intensivamente a uma nova formação profissional – mas vou falar mais sobre isso num próximo post!

Hoje quero contar pra vocês sobre a exposição Harry Potter: A History of Magic, que está acontecendo na British Library desde outubro e vai até fevereiro de 2018.

Os tickets precisam ser agendados com antecedência pelo site da British Library e custam £16 pra cada adulto. Nós agendamos a nossa visita pra ontem (terça) com entrada entre 17h30 e 18h00, e levamos cerca de 2h pra ver toda a exposição e comprar lembrancinhas. Não é permitido fotografar a exposição.

Harry Potter: A History of Magic comemora os 20 anos do lançamento do primeiro livro da série, “Pedra Filosofal”, trazendo ao conhecimento público desenhos nunca antes vistos feitos pela própria J. K. Rowling, bem como alguns manuscritos e também trechos inéditos que ficaram de fora das edições publicadas.

Além dos manuscritos e desenhos da autora da série que encanta bilhões pelo mundo, podemos apreciar algumas das artes de Jim Kay, o ilustrador que está dando cores à série de livros em novas edições. A primeira edição ilustrada foi publicada em 2015, seguida de “Câmara Secreta” em 2016, e acabou de ser publicada a versão ilustrada de “Prisioneiro de Azkaban”, o terceiro livro da série.

A exposição é dividida em seções que remetem às disciplinas ensinadas em Hogwarts, unindo os trabalhos de J. K. Rowling e Jim Kay à livros e manuscritos antigos e folclórico que explicam as origens de diversos elementos do mundo mágico, desde plantas e astros até as criaturas mágicas ou das trevas.

Ao final da exposição, ainda podemos apreciar uma das primeiras versões do roteiro do filme “Animais Fantásticos e Onde Habitam” com anotações de J. K. Rowling naquela que foi a sua primeira aventura como roteirista de cinema. A expectativa é de que esta nova série, que tem o mazizoologista Newt Scamandee como personagem principal, conte com 5 filmes ao todo. O próximo filme da série, “Os Crimes de Grindelwald”, tem estréia marcada para novembro de 2018.

É fácil chegar na British Library de metrô, já que as estações de Euston e King’s Cross/Sr. Pacras ficam bem próximas da enorme biblioteca.

Se você estiver com visita marcada pra Londres até fevereiro do ano que vem e for fã do mundo mágico criado por J. K. Rowling, você não pode perder essa exposição de jeito nenhum! E, se não for fã, mas estiver por Londres e tiver um tempinho livre, ainda assim recomendo fortemente a visita, pois é mágico ver como a autora da série de livros mais bem sucedida da história tinha tudo alinhado para seus 7 livros, fundamentando os argumentos e elementos do mundo mágico a partir do folclore encontrado em livros e manuscritos antigos e tradicionais.

Conexão de 11h em Paris

“Oh, but Paris isn’t for changing planes, it’s for changing your outlook!”

– do filme “Sabrina”, de 1954

Comecei a escrever este post no CDG, enquanto esperava meu voo pro RJ. Cheguei no Brasil anteontem (19/08) pra ver a família e cuidar da saúde, e isso me rendeu uma conexão de 11 horas em Paris!

E aí o que a gente faz? Vai pra cidade, é claro!

Considerando que o CDG fica à cerca de 1h do centro da cidade (tanto de trem quanto de carro), acho que, numa conexão longa, vale a pena dar um pulinho na cidade pra fazer algumas coisas bacanas e matar o tempo da melhor forma possível. Afinal, a rotina de aeroporto é muito muito chata, e fica pior ainda sozinha (já tô com saudade do marido, and I’m not even sorry).

Meu plano inicial era pegar o RER pra cidade, em direção a Saint-Germain, mas, logo quando estava chegando na estação aqui do aeroporto, fecharam o acesso à plataforma porque alguém deixou alguma bagagem desacompanhada!! Era um aglomerado tão grande de gente que não consegui nem chegar no guichê de guardar bagagem (queria deixar minha bagagem de mão pra não ficar andando com a malinha a tarde toda; a bagagem despachada em Ierevan eu só vou pegar no RJ). E aí eu tomei a decisão de chamar um uber: são 50 euros (ouch!) no uber x, mas me garantiu chegar na cidade.

Minha primeira parada foi a Capela da Medalha Milagrosa. Das outras 2 vezes em que estive em Paris, não tinha conseguido entrar lá e eu sofria muito com isso. Pra hoje, eu conferi mil vezes que estaria aberta, e finalmente consegui entrar naquele lugar santo! É claro que eu sou incapaz de descrever toda a emoção de estar diante da imagem de Nossa Senhora das Graças no local em que ela apareceu para Santa Catarina. Desde muito pequena eu sou muito devota de Nossa Senhora e sempre faço a novena da Medalha Milagrosa, então eu sonhava muito em ir até a Capela. Só posso agradecer a Deus por este dia ter finalmente chegado!! A Capela da Medalha Milagrosa fica na 140 Rue du Bac, em Saint-Germain.

Quando saí da Capela da Medalha Milagrosa, já passava das 15h e eu ainda não tinha almoçado. Estava chovendo, e eu carregando a bagagem de mão. Decidi entrar na La Grande Épicerie mesmo, que fica coladinha na Capela, e comi uma empanada (não foi um super almoço mas é que eu não tava mais com fome de almoço mesmo).

La Grande Épicerie é conectada ao Le Bon Marché, e foi pra lá que eu fui. Andei bastante pelos vários andares da loja de departamentos e acabei parando mesmo na seção da livraria! Comprei 2 livros novos que acho que serão úteis pra mim.

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Depois dessa comprinha, parei no café Primo Piano que fica coladinho na seção dos livros e pedi o café gourmand deles. Confesso que fiquei decepcionada: dos doces que foram servidos, só o bolinho de chocolate era gostoso. Das outras vezes que fui pra Paris, em todos os lugares onde pedi café gourmand, serviam creme brulée, macarons e um bolinho de chocolate. Mas lá eles serviram uns doces de berries que eu não gosto. Não dá pra acertar sempre na vida né!

Já passava das 16h quando os amigos Guilherme e Thomás foram me encontrar, e, como já tinha parado de chover, ficamos nas mesinhas do lado de fora do café Le Babylone, no melhor jeito parisiense. Pouco depois das 17h, minha querida amiga Rebecca juntou-se a nós. Tomamos café e batemos papinho até 18h30, quando chamei outro uber x pra voltar pro aeroporto (mais 50 euros… ouch de novo!).

Cheguei no aeroporto umas 19h30 e fui pegar o reembolso de imposto das compras que tinha feito na viagem de Portugal e que não tinha aquela agência de reembolso no aeroporto da Grécia. Tava uma fila imensa e só depois das 20h é que eu consegui finalmente passar pela imigração, mas que acabou sendo bem rápida, graças a Deus.

Aproveitei o lounge da Airfrance pra tomar um banho, trocar de roupa e jantar. Depois de um dia inteiro entre aeroportos, avião e passear na rua, poder tomar banho e me trocar antes de entrar no avião foi maravilhoso.

Acho que, numa conexão superior a 6h, em que não seja preciso pegar e despachar bagagem novamente, vale muito a pena dar um passeio pela cidade em que se está! Pode ser que não dê pra fazer muita coisa, mas só de sair do aeroporto já é muito bom! O importante é sempre ficar atento ao tempo de deslocamento entre o aeroporto e a cidade, e também se programar pra chegar de volta ao aeroporto com pelo menos 2h de antecedência, principalmente em voos internacionais.