Você sabe o que é Disney bounding?

Nesta nossa última visita a Disneyland Paris, eu acabei fazendo um Disney bounding acidental do Woody. Mas você sabe o que é Disney bounding?

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O termo “Disney bounding” define uma maneira mais sutil e fashion dos #disneyfreaks mostrarem seu amor pela Disney. Ao invés de usar uma fantasia completa de algum personagem (como os cosplayers fazem), os Disneybounders se vestem no dia a dia de uma maneira estilosa inspiradas por um personagem em particular.

Essa é uma maneira bastante inteligente de homenagear seu personagem favorito inclusive numa visita a um dos parques da Disney pelo mundo, já que, exceto nas noites de festa de Halloween (a Mickey’s Not-So-Scary Halloween Party), é terminantemente proibido que qualquer pessoa com mais de 14 anos entre nos parques fantasiados.

Desse modo, os Disneybounders se inspiram em personagens do mundo Disney para criar seus #looksdodia de uma maneira fashion e criativa, porém pouco óbvia, porque não é de fato uma fantasia, e pode até passar despercebido pra quem não é tão ligado nos personagens da Disney assim.

O termo foi criado por Leslie Key em 2011, de uma maneira acidental. Ela criou o blog DisneyBoundcomo mais um blog de fãs da Disney, onde ela contava sobre sua alegria antecipando uma visita ao Walt Disney World – seria a sua primeira viagem para o complexo desde a infância. Ela estava se preparando pra ir pra Disney, ou seja, Disney bound.

Em um determinado final de semana, Leslie começou a criar looks inspirados nos seus personagens favoritos da Disney. A resposta dos leitores foi tamanha que ela transformou o foco do seu blog em criar looks Disneybounding.

Hoje em dia, o termo é adotado por fãs da Disney do mundo inteiro que se inspiram nos personagens para criar looks interessantes tanto no dia a dia quanto para ir aos parques.

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E aí que, acidentalmente, eu fui pra Disneyland Paris com um lookinho Disneybound, inspirado no Woody, o caubói de Toy Story! Eu tinha separado outro lookinho pra ir pro parque e acabei modificando poucos minutos antes de sair do hotel pra poder atender a previsão do tempo (temperaturas oscilantes e chuva)!

Eu acho que já falei algumas vezes por aqui que roupa de parque tem que ser prática e confortável, e é óbvio que eu sigo a risca esse meu próprio conselho. Geralmente eu gosto de ir pros parques com T-Shirt da Disney (na maioria das vezes, comprada em algum dos parques mesmo) e orelhinhas (óbvio), mas a previsão de temperatura não permitia deixar os bracinhos de fora, e meus casacos da Disney não eram quentes o suficiente pra enfrentar o dia de inverno. Aliás, os parques da Disneyland Paris costumam ser bem frescos, mesmo no verão (na minha última visita com meus pais, em setembro de 2018, tive até que comprar um moletom do Darth Vader pro meu pai!), então é preciso vestir-se adequadamente pra não passar perrengue.

Meu Disneybounding foi acidental mesmo: eu só percebi que tava a cara do Woody quando cheguei no parque e coloquei minha mochila (que também era estampada com os personagens de Toy Story!) na esteira do raio x (para entrar nos parques da Disney, é um procedimento comum).

Reparem só: os tons da minha camisa xadrez (Uniqlo) eram muito parecidos com a camisa do Woody! E a calça de veludo azul (COS) fez as vezes da calça do caubói. E aí, como bom Disneybounding, o colete de estampa de vaca do Woody foi substituído por esse casaco mostarda quentinho e impermeável (Esprit). Eu também estava de bota, porém minha bota ortopédica era preta, e não marrom como é a do Woody – a famosa licença poética. Ao longo do dia, comprei o gorro do Mickey pra proteger minhas orelhas do vento gelado, e o tom terroso lembra o chapéu do nosso caubói favorito.

Gostaram do meu primeiro Disneybound?

Tudo o que você precisa saber sobre o FastPass da Disneyland Paris

Nós estamos de férias e começamos (mais) essa nossa road trip pela Europa por Paris por um motivo muito especial: desfrutar do meu presente de aniversário! Não fosse a greve dos transportes (que continua) na França, nós teríamos ido pra Paris no dia 06/12 para comemorar meu aniversário com apenas 2 dias de atraso na Disneyland Paris. Mas Deus sabe o que faz, e a gente conseguiu remarcar tudo o que já estava pago para o primeiro final de semana de fevereiro, dando start nas nossas férias de um jeitinho bem mágico.

Nesta nossa visita ao complexo Disneyland Paris, nós decidimos testar uma das modalidades de Fastpass (eu já expliquei como funciona o Fastpass do Walt Disney World Resort aqui) que estão disponíveis na divisão européia do lugar mais feliz do mundo. Na Disneyland Paris, os visitantes podem optar por comprar uma das categorias do Super Fastpass ou do Ultimate Fastpass.

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pulseira do Ultimate Fastpass (os charms e a pulseira são Pandora, coleção exclusiva dos parques da Disney)

Como nada nos parques, o Fastpass não sai barato, mas ele ajuda a otimizar bastante o tempo, principalmente para quem não suporta filas e/ou está visitando ambos os parques em um único dia. Além dessas opções de Fastpass pago, as atrações da Disneyland Paris e do Walt Disney Studios oferecem Fastpasses normais, nas maquinas ao lado dos brinquedos, mas estes requerem um pouco de organização pra que você não se embole nos parques e acabe não desfrutando bem da sua visita.

Os Super e os Ultimate Fastpasses são oferecidos em quantidade limitada, e custam a partir de €30 por pessoa (adulto ou criança) até €120 por pessoa na baixa temporada. Por sua vez, na alta temporada, esse “fura filas autorizado” custa a partir de €45 por pessoa podendo chegar até €150. Lembrando que estes bilhetes Super & Ultimate Fastpass são adicionais aos ingressos normais dos parques, que custam a partir de €80 (preço do ingresso de criança de 3 a 11 anos para visitar 1 parque) até €107 (preço do ingresso individual para pessoa a partir dos 11 anos para visitar os 2 parques em um único dia).

Mas o que são, de fato, os Super e os Ultimate Fastpass? Eu te explico.

O Super Fastpass pode garantir um acesso rápido às atrações “para a família” e/ou um acesso rápido às atrações “grandes emoções”.

Já o Ultimate Fastpass garante um acesso rápido a todas as atrações Fastpass listadas (“para a família” e “grandes emoções”), ou acessos rápidos ilimitados a todas as atrações Fastapass listadas.

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tabela atual dos preços e atrações de Super Fastpass e Ultimate Fastpass na Disneyland Paris

Ou seja: há dois tipos diferentes de Super Fastpass e outros dois tipos diferentes de Ultimate Fastpass. Consequentemente, há quatro preços diferentes.

Nós optamos por comprar o Ultimate Fastpass ilimitado, porque meu plano era aproveitar beeem o meu presente de aniversário e eu queria repetir algumas das minhas atrações favoritas (tipo Tower of Terror, Space Mountain e Star Tours) sem filas. Compramos online, junto com o ingresso dos parques e, chegando ao complexo Disneyland Paris, fomos até um dos guichês para trocar o voucher pelo Fastpass propriamente dito.

A diferença da compra online do Fastpass para o ingresso é que o ingresso comprado online já é um ingresso válido, que deve ser obrigatoriamente impresso e apresentado na entrada dos parques (de acordo com as informações disponíveis no site da Disney). Por sua vez, o Fastpass comprado online gera um voucher, que deve ser trocado por um ticket Fastpass no guichê, acompanhado de uma pulseira indicativa da categoria de Fastpass comprada.

Nesse ticket Fastpass, são impressas as atrações com acesso rápido incluídas na sua experiência, bem como a data de uso e o tipo de Fastpass escolhido. No caso das opções Super Fastpass e Ultimate Fastpass de um acesso rápido, os funcionários dos parques (os famosos cast members) fazem uma anotação de que você já usou seu Fastpass naquele brinquedo, evitando assim o uso indevido. Na opção Ultimate Fastpass acesso ilimitado, os cast members apenas conferem a data impressa no ticket Fastpass e a pulseira individual.

E o que eu achei do Ultimate Fastpass ilimitado?

Bem, pra começar, é um serviço caro sim. Mas devo reconhecer que é uma opção bastante eficaz que a Disney implementou, garantindo que vamos otimizar o passeio nos parques, principalmente considerando que os parques Disneyland Paris e Walt Disney Studios não só podem facilmente ser conhecidos num único dia como a maioria das pessoas que os visitam fazem justamente isso. Diferente do complexo Walt Disney World, os parques da divisão européia costumam ser um destino “consequência” de uma viagem para Paris (a menos que você seja Disney freak assumido como eu) e os visitantes em geral dedicam mesmo um só dia para ambos os parques.

Onde comer em Paris?

Não é novidade pra ninguém que Paris é a capital mundial da gastronomia. Em Paris, há comida boa para todos os gostos e bolsos – e algumas furadas também. É por isso que venho humildemente dividir com vocês algumas dicas de lugares que eu gostei, e também outros que eu não gostei tanto assim, e como tentar evitar furadas gastronômicas na Cidade Luz!

Pra facilitar, vou falar dos restaurantes e cafés de acordo com os seus respectivos bairros (arrondissements) em Paris. Também vou criar uma legenda de faixa de preços médios pra vocês terem uma ideia melhor de quanto custa comer em cada um destes lugares.

faixas de preços médios (refeições com bebida para uma pessoa)
  • até 20€ = €
  • entre 25€ até 35€ = €€
  • entre 40€ até 50€ = €€€
  • mais de 50€ = €€€€

1er arrondissement

  • Café de la Régence (€€)

Pertinho do Musée du Louvre e do Musée des Arts Décoratifs, em plena Rue Saint Honoré, serviço muito simpático num ambiente super agradável. Eles tem serviço contínuo, o que é ótimo pra quem está de férias e não tem muito compromisso com horário para alimentar-se (o que nunca é o meu caso, mas não custa dividir a informação!).

4e arrondissement

  • Carette (€)

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Um pequeno café em plena Place des Voges, que é um charme e vale a visita, pertinho do Marais. A comida é boa, o ambiente é gostoso, os preços são justos com um serviço rápido. Eles tem uma oferta de pâtisserie de dar água na boca!

5e arrondissement

  • Chez René (€€)

Em pleno Boulevard Saint-Germain, esse charmoso café tem uma boa oferta de pratos onde os peixes são os protagonistas.

6e arrondissement

  • Le Hibou (€€ médio, mas tem pratos €)

Talvez a melhor sopa que já tomei na minha vida! Dei muita sorte de ir ao Le Hibou, que fica no Carrefour de l’Odéon, num dia em que a sopa do dia era de alho poró com batatas e estava UM SONHO! Eu estava passando mal, há dias sem comer nada direito, e poder me deleitar com essa sopinha foi praticamente um milagre. Estava tão boa que comi duas, porque sim.

  • Les Deux Magots (€)

Um clássico de Paris, daqueles que vale a pena ir porque não decepciona. Gosto de tomar um cafézinho a tarde e degustar algum dos deliciosos doces.

  • Huguette, Bistro de la mer (€€€)

Especializado em frutos do mar, é um bistrô super charmoso e bem localizado, e um menu recheado de coisas deliciosas.

  • Le Golfe de Naples (€)

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Simples e honesto, bem na frente da loja da Apple do Marché Saint-Germain. Gostei da pizza, verdadeiramente napolitana.

  • L’Avant comptoir du Marché (€€)

Meio estranho, porque há pouquíssimos lugares pra sentar, e algumas mesinhas pra se ficar mesmo em pé. Os petiscos são bem gostosos, então eu recomendaria como uma boa opção para um happy hour.

  • Le Relais de L’Entrecôte (€€)

Aquele clássico que está sempre na lista daqueles que visitam Paris pela primeira vez, bem como daqueles que são fãs da famosa formule.

7e arrondissement

  • Primo Piano (€€)

Dentro do Le Bon Marché, coladinho na seção de livros, o Primo Piano tem um ótimo cardápio pra quem está em meio às compras e quer comer sem perder muito tempo, mantendo a qualidade. Infelizmente, eu não gostei muito do café gourmand deles, mas tudo bem, acontece.

  • Maison de la Truffe – L’atelier (€€)

La Grande Épicerie é um paraíso para quem é apaixonado por comida e gastronomia, e é lá dentro que está uma pequena filial da Maison de la Truffe. Eu não gosto muito de fazer reservas em restaurantes (#preguiça), então aproveitei a chance de provar um prato deste famoso restaurante sem filas, no ambiente delicioso da Grande Épicerie. Comi um ravioli com trufas que estava bem gostoso, mas achei que economizaram um pouquinho na trufa pra quantidade de ravioli servido.

  • Le Café du Musée (€)

Não tive uma experiência muito boa, mas pode ter sido apenas azar. Fica bem pertinho do Musée de l’Armée, no Boulevard des Invalides.

8e arrondissement

  • Café Mademoiselle (€€€)

No limite entre o 8e e o 1er arrondissements, o café Mademoiselle é um charme e tem um dos melhores cafés gourmands (10€) que já provei em Paris.

  • Pedra Alta (€)

Especializados em frutos do mar, a unidade da rue Marbeuf tem uma localização super conveniente para quem está passeando pela Champs-Élysées, Arc de Triomphe e arredores. Eu amo comida portuguesa, e o atendimento impecável desse restaurante me faz voltar sempre. A maioria dos pratos é muito grande, então serve de 2 a 3 pessoas com fartura. O bacalhau grelhado é um troço do outro mundo, e o pastel de nata é divino, coisa dos céus.

  • Crêperie Framboise (€)

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Essa creperia é uma rede, com várias unidades em Paris. A que visitei foi no 8e arrondissement; uma vez tentei ir na unidade que fica perto do Louvre, no 1er arrondissement, mas estava lotada e preferi não esperar. Eles tem algumas formules interessantes, com bons preços. Os crepes são bem gostosos, e tem alguns sabores “pouco convencionais”, que vale a pena experimentar.

  • Café de L’Avenue Boulevard Haussmann (€)

Esse não é “O” L’Avenue, então não vamos nos confundir. Esse café fica praticamente na esquina do Boulevard Haussmann com a Rue de Monceau, e é uma opção honesta para refeições rápidas na cidade. Dos cafés mais simples (leia-se: com preços mais baixos e não tão famosos) que já visitei, é um dos que tem a comida mais gostosa.

  • Matsuri (Boëtie) (€)

Quer ir num japonês em Paris sem ter que deixar um rim pra pagar a sua refeição? A rede Matsuri entrega o que promete: comida de qualidade com preço justo, ambiente bacaninha, localizações convenientes (são 9 unidades espalhadas por Paris). A unidade de Boëtie tinha aquela esteira em que podíamos escolher os sushis e sashimis, que tinham seus preços sinalizados pela cor do prato. Coloquei na faixa de preço de até 20€ mas sua refeição pode sair um pouquinho mais cara dependendo da quantidade que você escolher comer (mas acho difícil de passar de 35€ por pessoa, mesmo tomando vinho ou saquê).

15e arrondissement

  • L’Oustal (€)

Um dos cafés mais bacanas do 15e, com um menu sucinto e honesto.

  • Le Royal Cambronne (€)

O meu preferido da minha área preferida de Paris! Eu adoro ficar no 15e, que é perto de tudo porém tem cara de bairro mesmo, com vida normal, farmácia, etc, e eu sempre vou no Royal Cambronne quando fico por lá porque, além de terem um serviço bem legal, os pratos são muito gostosos. Destaque para a sopa de legumes, que é um carinho no estômago nas noites frias. Os pratos do dia costumam ser muito bons também.

  • Le Bouquet de Grenelle (€)

Pedi uma sopa gratinée à l’oignon que estava uma delícia, mas achei a porção grande demais quando se trata de uma sopa tão pesada.

16e arrondissement

  • Le Coq (€€)

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A localização do Le Coq é perfeita para quem está passeando no Trocadéro ou no Palais Galliera, por exemplo. Curti o ambiente bem bonito e moderno, o serviço é rápido e os pratos tem bela apresentação.

  • Les Grands Verres (€€€€)

Um restaurante caro, porém maravilhoso, dentro do Palais de Tokyo. É daquelas refeições que valem a pena pela experiência como um todo: o restaurante é espetacular, o serviço é excelente, a comida é impecável, e a vista é incrível.

BÔNUS

  • Prêt-à-Manger

Já falei do Prêt-à-Manger no meu post sobre lugares para se comer em Londres, mas não custa deixar a dica aqui também, já que a rede tem algumas unidades espalhadas por Paris! Vale lembrar que é uma rede que oferece diversas comidas saudáveis, como sopas, sanduíches em baguettes e saladas, feitas com ingredientes orgânicos a preços amigos. O meu sanduíche preferido é o de atum com pepino, seguido de perto pelo de prosciutto com mozzarella e o de caprese. O café deles também é uma delícia, e vocês já sabem que eu sou fã da água de côco (em euros, custa 3,75€).

Musée Yves Saint Laurent

Estava devendo este post faz tempo! Em março, visitei o Musée Yves Saint Laurent, inaugurado recentemente em Paris. Desde outubro de 2017, o endereço 5 avenue Marceau abriga um museu dedicado à vida e aos trabalhos desse verdadeiro artista da moda, no lugar onde, outrora, funcionava a maison de couture de Saint Laurent.

Yves Mathieu-Saint-Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia. Filho de Lucienne e Charles Mathieu-Saint-Laurent, que dirigia uma companhia de seguros e era dono de uma cadeia de cinemas. Yves e suas duas irmãs, Michèle e Brigitte, cresceram no coração da brilhante sociedade de Oran.

Yves Saint Laurent foi e permanece sendo um dos nomes mais importantes da moda mundial, tendo revolucionado o guarda-roupa feminino ao inspirar-se em peças masculinas para criar suas peças com silhuetas femininas, como no caso do trench coat, do caban, da saharienne e do smoking.

Saint Laurent também foi o primeiro couturier a abrir uma loja prêt-à-porter com seu próprio nome, a SAINT LAURENT rive gauche, em 1966, atendendo às demandas do pós-guerra numa sociedade em constante movimento.

Não se pode falar em Yves Saint Laurent e não lembrar da coleção escandalosa de 1971. Em 29 de janeiro daquele ano, Saint Laurent apresenta a coleção chamada “Libération” ou “Quarante”, inspirada pela moda dos anos 1940, marcada pela guerra. Paloma Picasso inspira o couturier, porque ela se vestia com roupas mais velhas e de brechó. Vestidos curtos, solas baixas, ombros quadrados, maquiagem borrada, referencias à Paris da época da ocupação: tudo isso foi um escândalo. Violentamente criticado pela imprensa, a coleção dá eco à corrente retrô que tomará rapidamente as ruas.

Em 1974, a maison de couture Yves Saint Laurent, situada desde a sua criação em 1961 na rue Spontini, se muda para um hôtel particulier no número 5 da avenue Marceau. Este endereço vivia de acordo com o ritmo das coleções. A maison abrigava o estúdio onde trabalhava Yves Saint Laurent com seis ou sete colaboradores, e os ateliês de couture onde as criações eram realizadas por cerca de 200 costureiros e costureiras. No piso térreo, nos salões, as clientes eram recebidas individualmente para encomendar os modelos que desejavam.

Em 7 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent anuncia, numa coletiva de imprensa, que ele encerrava ali a sua carreira e fecha a maison de couture. Dois anos mais tardes, depois de muitos trabalhos, a Fundation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent abre suas portas naquele mesmo endereço, abrigando o Musée Yves Saint Laurent Paris a partir de outubro de 2017.

O Musée Yves Saint Laurent fica aberto de terças a domingos, entre 11h e 18h, com horário estendido (até as 21h) nas quintas feiras. A exposição inaugural fica até o dia 09/09, quando o museu fechará para se preparar para a exposição “L’Asie rêvée d’Yves Saint Laurent”, que será aberta ao público em 02 de outubro. Os ingressos com hora marcada custam a partir de 7 euros.

Petit Palais e as exposições temporárias

Localizado bem pertinho da Champs-Élysées, o Petit Palais (ou Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris) é uma atração por si só: a belíssima entrada do palácio já arranca suspiros dos visitantes. Como se não bastasse a beleza da construção, a entrada para as exposições permanentes é gratuita.

Mas a minha visita ao Petit Palais no último mês de março tinha como objetivo conferir as duas exposições temporárias que estavam concorridíssimas – as filas para comprar ingressos eram intermináveis! “Les Hollandais à Paris, 1789-1914” e “L’art du pastel de Degas à Redon” reuniam verdadeiras obras primas por tempo limitado, e o bilhete combinado para conferir as duas exposições custou €15.

Les Hollandais à Paris, 1789-1914

Da tradição da pintura das flores às rupturas estéticas da modernidade, a exposição coloca luz sobre as ricas trocas artísticas, estéticas e amigáveis entre os pintores holandeses e franceses, do reino de Napoleão ao alvorecer do século XX.

Desde o primeiro Império, e principalmente a partir de 1850, mais de um milhão de pintores holandeses deixaram seu país para renovar suas inspirações. Entre eles, quase todos escolheram se estabelecer em Paris, inexoravelmente atraídos pelo dinamismo da sua veia artística. Os pintores tinham a oportunidade de seguir uma escola rica, de encontrar lugares para exposição e venda das suas obras, ou simplesmente de fazer novos contatos. Nas suas estadias, menos ou mais longas, foram muitas vezes o primeiro passo para uma instalação definitiva na França. Isso passou a causar influência decisiva sobre o desenvolvimento da pintura holandesa, já que alguns artistas, como Jacob Maris ou Breitner, difundiam as novas ideias quando voltaram à Holanda.

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Do mesmo modo, artistas como Jongkind e Van Gogh influenciaram seus camaradas franceses com temas, cores, e caminhos próximos da sensibilidade holandesa, fundamentados na tradição do século de ouro holandês que o público francês redescobria naquela época. 115 obras emprestadas pelos grandes museus da Holanda, bem como algumas outras de outros museus europeus e americanos, marcam essa jornada, retratando um século de revoluções na pintura.

A jornada cronológica nos conta sobre os elos que foram forjados entre os artistas holandeses e seus camaradas franceses, as influências, as trocas e os enriquecimentos mútuos por meio das obras de 9 pintores holandeses: Gérard van Spaendonck, ao fim do século XVIII, e Ary Scheffer, da geração romãntica; Jacob Maris, Johan Jongkind e Frederik Kaemmerer, na metade do século XIX; e George Breitner, Vincent van Gogh, Kees van Dongen e Piet Mondrian, ao fim do século XIX e início do século XX. Suas obras são apresentadas lado a lado daquelas dos artistas franceses contemporâneos como Géricault, David, Corot, Millet, Boudin, Monet, Cézanne, Signac, Braque, Picasso, a fim de estabelecer correspondências e comparações.

L’art du pastel de Degas à Redon

Com uma coleção rica de mais de 200 pinturas, o Petit Palais apresentou, pela primeira vez, uma seleção de mais de 150 obras, oferecendo um panorama exaustivo das principais correntes artísticas da segunda metade do século XIX, do Impressionismo ao Simbolismo.

A exposição permitiu descobrir as nuances da coleção com as obras de Berthe Morisot, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Mary Cassatt e Edgar Degas, dos artistas do Simbolismo como Lucien Lévy-Dhurmer, Charles Léandre, Alphonse Osbert, Émile-René Ménard, e um conjunto particularmente importante das obras de Odilon Redon, bem como a arte mais mundana de James Tissot, Jacques-Émile Blanche, Victor Prouvé e Pierre Carrier-Belleuse.

A técnica do pastel seduz pela sua matéria e suas cores, permitindo uma grande rapidez de execução e traduz uma grande variedade estilística. De um simples traço colorido até as grandes obras super elaboradas, o pastel está no cruzamento entre o desenho e a pintura. A grande maioria das peças que foram expostas datavam de 1850 a 1914, ilustrando a renovação do pastel durante a segunda metade do século XIX.

A exposição também proporcionou aos visitantes a oportunidade de se familiarizarem com a técnica do pastel e com a questão da conservação das obras feitas em papéis, particularmente sensíveis aos efeitos da luz e que, portanto, não podem ficar em exposição permanente. Por conta disso, era proibido fotografar esta exposição.

Atual e próximas exposições no Petit Palais

Além do acervo permanente, que sempre merece aquela olhadinha, o Petit Palais tem muitas exposições temporárias. Entre 21 de junho e 14 de outubro de 2018, o Museu apresenta a exposição “Les Impressionnistes à Londres”. A partir do dia 15 de setembro até 14 de outubro, é possível conferir “Jakuchū (1716-1800 – Le Royaume coloré des êtres vivants”; entre 11 de dezembro e 17 de março de 2019, “Fernand Khnopff (1858-1921 – Le maître de l’énigme”; e entre 11 de dezembro e 31 de março de 2019, “Jean Jacques Lequeu (1757-1826) – Bâtisseur de fantasmes”.

Musée d’Orsay

Vocês acreditam que, até essa minha última ida a Paris, eu não tinha entrado no Musée d’Orsay?! Pois é! Finalmente corrigi esse erro e fui conhecer o acervo desse museu incrível, e também dar uma olhadinha nas exposições temporárias.

O Musée d’Orsay fica no coração de Paris, às margens do Sena, de frente para o Jardin des Tuileries. O museu ocupa o espaço que foi, um dia, a Gare d’Orsay, um edifício construído para a exposição universal de 1900, o que torna o prédio a primeira obra de arte do Museu, que tem uma coleção exposta de peças que datam de 1848 a 1914.

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Às vésperas da exposição universal de 1900, a França cedeu o terreno à Compagnie des Chemins de fer d’Orléans que, desfavorecidos pela posição excêntrica da estação de Austerlitz, projetavam construir, no lugar do Palais d’Orsay, uma estação mais central. Em 1887, a Compagnie consultou três arquitetos (Lucien Magne, Emile Bénard e Victor Laloux) sobre as restrições do espaço – a elegância do quarteirão, a vizinhança ao Palais du Louvre e da Légion d’Honneur – que apresentavam um desafio: integrar a Gare ao elegante espaço urbano em que estava inserida. Victor Laloux foi o escolhido em 1898.

Construída num período de 2 anos, a estação foi inaugurada para a exposição universal em 14 de julho de 1900. O exterior desenhado por Laloux mascarava as estruturas metálicas da estação com uma fachada de pedra de estilo eclético; no interior, o modernismo se impunha: planos inclinados e elevadores de carga para as bagagens, elevadores para os passageiros, 16 pistas no porão, os serviços de recepção no piso térreo, tração elética. O grande hall tinha 32m de altura, 40m de largura e 138m de profundidade.

Entre 1900 e 1939, a Gare d’Orsay desempenhou papel fundamental para a linha sudoeste da França. O Hôtel d’Orsay recebia, além dos viajantes, as associações e partidos políticos para conferências e banquetes. Porém, a partir de 1939, a estação servia apenas aos subúrbios, já que suas plataformas ficaram muito curtas por conta da eletrificação progressiva das linhas ferroviárias e do prolongamento dos trens.

A transformação de estação de trem em museu foi colocada a cargo dos arquitetos Bardon, Colboc e Philippon, do grupo ACT-Architecture. O projeto deles, selecionado entre 6 propostas em 1979, deveria respeitar a arquitetura de Victor Laloux em todo o tempo da reinterpretação da sua função para a nova vocação, o que permitia valorizar o grande salão, utilizando a nave como eixo principal do percurso, e transformando a marquise em entrada principal.

Três níveis desenham o percurso do museu: no térreo, as salas são distribuídas ao longo do corredor central; no nível intermediário, as esplanadas dominam o percurso, e introduzem as salas de exposição; no nível superior, localizado acima do pórtico ao longo do cais, se estende até a parte mais alta do Hôtel, na rue de Bellechasse. Os outros espaços são acessíveis a partir destes três níveis principais de exposição das obras: o pavilhão de subida, as passagens vitrais ao oeste da estação, o restaurante do museu (localizado na antiga sala de refeições do Hôtel), o café dos autores, a biblioteca e o auditório.

O interior original do museu foi projetado por uma equipe de cenógrafos e arquitetos, sob a direção de Gae Aulenti, que trabalho com Italo Rota, Piero Castiglioni (consultor de iluminação) e Richard Peduzzi (responsável pela apresentação arquitetônica) para criar uma disposição unificada a partir de uma grande diversidade de volumes, particularmente pela homogeneidade dos materiais utilizados (revestimento de pedra no chão e nas paredes). Tal desenvolvimento corresponde ao volume desproporcional da antiga estação. A sinalização foi projetada por B. Monguzzi e J. Widmer. Quanto à iluminação, alterna-se entre natural e artificial, o que permite variar as intensidades necessárias de acordo com a diversidade das obras expostas.

O Musée d’Orsay está aberto entre 9h30 e 18h todos os dias, exceto às segundas (quando o museu fecha) e quintas, quando o museu fica aberto até 21h45. O ingresso custa €12, mas há também a opção de comprar o “Passeport Musée d’Orsay + Musée Rodin”, que permite uma vista a cada um dos museus, por €18.

Musée de l’Armée – Invalides

Devo confessar que, até essa minha última ida a Paris, em março, eu não tinha um museu favorito na cidade – isso porque eu ainda não tinha visitado o Musée de l’Armée!!

O Musée de l’Armée fica no Hôtel des Invalides, um monumento de cunho militar, e a visita ao museu é indissociável a este monumento. Até o século XVII, não havia nenhuma fundação em particular para abrigar os soldados inválidos; foi em 1670 que Louis XIV decidiu criar o Hôtel des Invalides, destinado a acolher os veteranos de guerra. O trabalho foi confiado ao arquiteto Libéral Bruant, que desenhou um prédio de estilo clássico, grandioso, sóbrio e elegante.

Os primeiros residentes se instalaram em 1674; à época, o Hôtel funcionava como uma cidade, com hospício, quartel, convento, hospital e fábrica, sob um sistema militar e religioso. Ao fim do século XVII, eram cerca de 4000 residentes, dos quais, supervisionados pelos oficiais, se dividiam em companhias. Os que ainda podiam, prestavam um serviço de guarda, principalmente na Bastille, enquanto os outros trabalhavam em oficinas de sapataria, tapeçaria e iluminação. Sob o império de Napoleão Bonaparte, há uma reorganização da instituição, e o início da transformação da Igreja de Saint-Louis em panteão militar nacional. Esse movimento foi consagrado a partir de 1840 pela edificação, sob a cúpula, da tumba do Imperador, aberta à visitação.

Hoje em dia, o clássico monumento histórico do Hôtel National des Invalides é um lugar importante da memória nacional, com cerca de 50 organismos mantendo a sua atividade – entre eles, a Institution Nationale des Invalides, um hospital militar instalado ao sul do monumento, mantendo a vocação primeira da fundação, enquanto a ala norte do monumento abriga o Musée de l’Armée.

A coleção do Musée de l’Armée é impressionante, com armas que datam desde o século XIII, armas de artilharia, objetos representativos da música militar, entre outros artigos. O destaque fica para o incrível acervo das Grandes Guerras Mundiais, que conta com uniformes, armamentos, pôsteres e objetos diversos usados durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Nem preciso dizer que esta foi a minha seção favorita do museu, não é?!

O Musée de l’Armée fica aberto de 10h às 18h entre abril e outubro, e de 10h às 17h entre novembro e março. O ingresso custa €12, mas menores de 18 anos tem isenção de tarifa.

Musée des Arts Décoratifs: Margiela, les années Hermès

Localizado na Rue de Rivoli em Paris, o Musée des Arts Décoratifs exibe, até o dia 22 de setembro de 2018, a exposição “Margiela, les années Hermès” celebra os anos em que Martin Margiela esteve à frente de uma das principais maisons francesas.

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Entre 1997 e 2003, Margiela comandou a direção criativa da Hermès, e esta homenagem apresenta, pela primeira vez na França, as coleções femininas de prêt-à-porter que o estilista desenhou para a célebre maison parisiense, sem perder a identidade das criações da sua própria maison. É interessantíssimo comparar as peças expostas no Musée des Arts Décoratifs com aquelas que em exposição no Pallais Galliera (até 15 de julho!).

Entre a desconstrução inovadora e o luxo atemporal, 98 silhuetas dialogam entre si, expressando e dando voz à visão particular de Martin Margiela. Estes dois universos, muito próprios desse designer, constituem o ponto de partida da exposição, cuja direção artística é do próprio Margiela.

Considerado um dos criadores mais atípicos e misteriosos da sua geração, Martin Margiela faz parte do seleto grupo de estilistas que radicalizou e renovou bruscamente o universo da moda. Depois de fundar sua própria marca, a Maison Martin Margiela, em 1988, ele decidiu, desde o início, que faria do anonimato uma das suas características essenciais, recusando o aparecimento do seu nome nas suas criações, adotando a etiqueta branca costurada nos quatro cantos como sua marca registrada. O famoso “blanc de Meudon” é escolhido como assinatura dos seus desfiles. Desde o início, Margiela desenvolve um trabalho contra a corrente da época da logomania e da padronização, e se destaca em seu meio. Ele surpreende com seus cortes construídos-desconstruídos, suas silhuetas oversize, seus materiais reciclados, ou mesmo os tecidos monocromáticos, que destacam o aspecto artesanal das suas criações.

Foi em outubro de 1997 que Jean-Louis Dumas, então presidente e diretor artístico da Hermès, convidou Martin Margiela a desenhar as coleções de prêt-à-porter femininas, quando este já era considerado, depois de quase uma década, como uma das figuras vanguardistas mais influentes. Era uma escolha audaciosa, que rompia com as tendências do universo da moda de escolher estilistas estrelados. A maison Hermès tem, então, um fator surpresa ao convidar este criador iconoclasta que ninguém (ou quase ninguém) conhece o rosto, e que dispensa os holofotes e o mundo do entretenimento.

Entre 1997 e 2003, acompanhado da expertise do estúdio e dos ateliês da maison Hermès, da qual compartilhava seus valores, Martin Margiela instaura, por meio de 12 coleções consecutivas, uma visão coerente e profunda de um luxo contemporâneo. Conforto, atemporalidade, sensualidade e autenticidade são as palavras-chave para definir a visão de Margiela da mulher Hermès, associada a um estilo apurado. A nova paleta de cores sóbrias e monocromáticas que ele apresenta estão alinhadas ao universo colorido das estampas da Hermès, suscitando a surpresa da imprensa.

Desde a entrada da exposição, o visitante descobre dois estilos distintos que propõem um diálogo apaixonado entre as roupas que Margiela criou para a Hermès e aquelas que ele criou para sua própria Maison. O conjunto se desenvolve com uma sucessão de sequências temáticas de mais de 100 silhuetas, de fotos e de vídeos num percurso que alterna entre o laranja inconfundível da maison Hermès e o branco da Maison Martin Margiela.

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Desse modo, o visitante aprende um pouco do processo criativo que navega sem confusão entre as duas maisons e de cada um dos seus códigos. É a primeira vez que o Musée des Arts Décoratifs se dedica a destacar um ícone da história da moda, com um criador que se desdobra entre as colaborações para as outras Maisons e a sua própria.

Conceitual e subversivo, Martin Margiela revolucionou totalmente o sistema da moda no fim dos anos 1980, e suas criações continuam sendo importantes impressões no universo da moda contemporânea, com uma silhueta vanguardista pautada na desconstrução, a reciclagem e recuperação de materiais. Margiela introduz na Hermès um esboço de cortes e colores com base nos materiais excepcionais da selaria parisiense, e integra numerosas inovações.

A exposição no Musée des Arts Décoratifs homenageia esta figura única da moda, dentro do período “Saison Margiela 2018 à Paris“, que celebra o estilista em comunhão com a retrospectiva “Margiela/Galliera, 1989-2009” e, até o dia 15 de julho, é possível comprar o 2º bilhete com tarifa reduzida na apresentação do bilhete da outra exposição. O bilhete integral (plein tarif) para o Musée des Arts Décoratifs custa €11, e o museu está aberto de terças a domingos das 11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h15), e às quintas-feiras fica aberto até as 21h (a bilheteria fecha às 20h15).

 

Tudo o que você precisa saber sobre a Disneyland Paris

Se tem alguém que ainda não sabe disso, eu sou #disneyfreak, com muito orgulho, com muito amor, e eu não perco nenhuma chance de visitar e vivenciar o mundo mágico pelo mundo!

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Se meu destino certeiro de férias por muitos anos foi Orlando, pra aproveitar a Disney World ao máximo, nesses últimos tempos eu fui 2 vezes pra Disneyland Paris em pouco mais de um ano, em meio à tantos outros destinos que vocês tem acompanhado por aqui! Eu já tinha ido à Disneyland Paris em 2009, quando estive em Paris pela 1ª vez, e tinha gostado bastante dos parques mais “compactos”, que podem ser facilmente desfrutados em um único dia. Por isso, não deixei passar nenhuma das outras chances de voltar pra esse pequeno complexo mágico na Europa!

Se em 2017 eu já contei rapidamente por aqui sobre o dia que eu e marido passamos nos parques, hoje decidi fazer um post bem completo, explicando tudinho pra quem quiser aproveitar a Disneyland Paris e o Walt Disney Studios.

COMO CHEGAR

A Disneyland Paris fica em Marne la Vallée, a cerca de 40km do centro de Paris. Para quem estiver em Paris, o jeito mais simples de chegar é tomando o RER A (vermelho), descendo na estação final, Gare de Marne la Vallée Chéssy, que já é praticamente dentro da Disney. O bilhete de RER custa €7,60 por adulto/por trecho. Eu nunca usei o shuttle da Disney, mas sei que ele existe e que o transporte de ida e volta do centro de Paris custa cerca de €30. Também é possível ir de carro, mas eu também nunca tentei. O percurso em RER leva cerca de 45min, e sempre foi essa a minha opção escolhida.

INGRESSOS

Você pode optar por ingressos de 1 dia ou vários dias, e os preços variam de acordo com a sua opção. O ingresso de 1 dia para 2 parques, comprado no guichê, custa €99 para adultos e €83 para crianças. O pulo do gato na hora de comprar os ingressos é usar os guichês que ficam na entrada do Walt Disney Studios ao invés dos guichês principais da entrada da Disneyland, que estão sempre mais cheios!

PARQUES

O complexo europeu da Disney conta com dois parques: Disneyland Paris e Walt Disney Studios. Os horários de funcionamento de cada parque variam, então vale a pena conferir no site antes de planejar a sua visita, bem como conferir os horários atualizados do dia quando já estiver por lá. Eu costumo preferir começar o dia pelo Walt Disney Studios e depois seguir pra Disneyland Paris porque, em geral, o Walt Disney Studios fecha mais cedo do que a Disneyland. Como nas duas últimas vezes em que eu fui pra lá estava um frio congelante, eu não consegui ficar até tarde, então não fiquei pulando de um parque pro outro: aproveitei o Walt Disney Studios até umas 14h, e depois fui pra Disneyland, onde fiquei até umas 17h. Quando eu fui pra lá pela primeira vez, em 2009, era verão, então anoitecia mais tarde, estava calor, e era um quadro completamente diferente; naquele dia eu aproveitei até o último segundo!

BRINQUEDOS/RIDES

Eu falei ali em cima que esses parques são mais “compactos”, e agora é hora de explicar porquê: eles concentram, em um espaço menor, os principais brinquedos (inclusive “radicais”) que se encontram espalhados pela Disney World e pela Disneyland (a original, da Califórnia). É claro que não são todos os brinquedos, mas no Walt Disney World e na Disneyland Paris podemos brincar na Rock n Roller Coaster, na Tower of Terror, na Big Thunder Mountain e no Buzz Lightyear Laser Blast.

Pra quem já foi pra Disneyland ou pro Magic Kingdom, andar pela Disneyland Paris será muito fácil e familiar, porque a disposição do parque é praticamente idêntica àquela encontrada nos seus irmãos mais velhos. Mas não pense que os 3 parques são irmãos gêmeos: cada um tem as suas particularidades! O Castelo da Bela Adormecida de Paris tem várias surpresas para os visitantes, e vale a pena gastar alguns minutos do seu dia explorando cada cantinho dos 3 andares desse lindo Castelo. O Labirinto de Alice (Alice’s Curious Labyrinth) também merece a sua atenção. As atrações tradicionais como Piratas do Caribe, Mansão Mal Assombrada e It’s a Small World estão por lá para os fãs mais sedentos. E a montanha russa Indiana Jones and the Temple of Peril é uma das atrações exclusivas desse parque! Mas, pra mim, o melhor brinquedo do parque Disneyland Paris é a Star Wars Hyperspace Mountain, que é a versão mais nerd e super turbinada da Space Mountain!

Já o Walt Disney Studios seria a versão europeia do Hollywood Studios (que fica na Disney World, em Orlando), só que bem menor. Além disso, no Walt Disney Studios encontramos uma área inteirinha dedicada ao Ratatouille, enquanto apenas uma atração similar à existente em Paris será inaugurada no EPCOT de Orlando até 2021 (em tempo de comemorar os 50 anos de Walt Disney World). Outra área super legal do Walt Disney Studios é a Toy Story Playland, que já dá um gostinho da Toy Story Land que será inaugurada no final desse mês de junho de 2018 em Orlando.

PERSONAGENS

Mesmo em dias cheios (dessa última vez que eu fui, em março, os parques estavam bem cheios mesmo!), acho que os parques de Paris são menos alvoroçados do que os de Orlando, e vale a pena aproveitar a oportunidade para tirar fotos com seus personagens preferidos. Mickey, Minnie, Pluto, Darth Vader, princesas… todos estão por lá!

Pra não perder o seu personagem preferido, é importante pegar o timetable do parque assim que chegar (é também nesse folheto que você vai conferir os horários dos shows e atrações) e programar suas fotos especiais.

FASTPASS, SINGLE RIDER & WI-FI

O famoso “fura fila” da Disney está evoluindo muito rapidamente pelo mundo, e em Orlando o sistema já é todo digital, sendo possível agendar com antecedência pela internet. No complexo europeu, essa modernidade ainda não chegou, e o fastpass continua sendo o bom e velho papelzinho que a gente tem que ir na máquina buscar e planejar o dia de acordo. Estando sozinha, não usei nenhum dessas últimas vezes, até porque quase todas as rides tem fila de single rider. O wi-fi para guests foi instalado recentemente, e ainda não tava funcionando muito bem não.

MAGICAL MOMENT

Há uns anos atrás, a Walt Disney World lançou uma campanha que promovia “magical moments” para os guests: podia ser desde uma experiência com um personagem até mesmo passar uma noite na suíte do Castelo da Cinderella. Mesmo essa campanha tendo durado pouco tempo, eu adotei o termo pra vida, e não foram raras as vezes que vi “magical moments” acontecendo nos parques da Disney – fosse um fastpass ou uma foto especial capturada no momento perfeito. Dessa última vez, em março, meu magical moment foi uma situação inteira que se desenrolou na frente do Castelo da Bela Adormecida, proporcionada por uns cast members super atentos!

Como vocês já viram nas fotos, eu fui pro parque com o gorro mais legal do mundo, que é o Yoda usando orelinhas de Mickey. Naquele período, a Disneyland Paris estava celebrando a “Season of the Force“, e os parques estavam tomados por réplicas das naves de Star Wars. Não bastasse o sucesso que o meu gorro fez nos parques (sério: 1 em cada 3 pessoas me perguntava onde eu tinha achado aquele gorro, que eu comprei há uns 5 anos no Hollywood Studios), quando eu fui tirar aquela foto tradicional na frente do Castelo da Bela Adormecida, um cast member muito atento saiu correndo na minha direção, com um sabre de luz e gritando “YODA! YODA!”, me fazendo cair na risada. Isso originou uma sequência de fotos sensacional, que pode ser vista acima, na qual eu tentava equilibrar os risos com as poses remetentes ao universo de Star Wars.

A magia da Disney é contagiante, e eu amo esse universo! Se vocês tiverem alguma dúvida ou pergunta sobre o complexo da Disneyland Paris, deixem aí nos comentários que eu respondo com alegria!

Palais Galliera: Margiela 1989/2009

Como eu já tinha contado por aqui, e vocês puderam acompanhar em tempo real pelo instagram, nós estávamos de férias no Brasil! Agora que estamos de volta em Yerevan, a vida vai pouco a pouco retomando seu ritmo normal e, consequentemente, o ritmo de postagens por aqui também! E o primeiro post pós-férias é com uma dica de exposição imperdível que tá rolando em Paris e que eu conferi quando estive por lá em março!

A exposição “Margiela 1989/2009″ ficará aberta ao público até o dia 15 de julho de 2018 no Palais Galliera. Esta exibição, a primeira que faz uma retrospectiva em Paris em homenagem ao designer belga Martin Margiela, registra a carreira de um designer que não só questionou a estrutura das roupas mas também desafiou as estruturas do sistema fashion nas suas coleções. Com mais de 130 silhuetas, vídeos dos desfiles, arquivos da maison e instalações especiais, a exibição oferece um olhar sem precedentes sobre um dos mais influentes designers contemporâneos.

Martin Margiela se formou no departamento de moda da Royal Academy of Fine Arts da Antuérpia, em 1980. Depois de passar um tempo como assistente de Jean Paul Gaultier, entre 1984 e 1987, ele passou a ser uma das referências da chamada “Antwerp School” e se tornou o único designer belga da sua geração a fundar sua própria maison em Paris. A abordagem conceitual de Margiela desafiou a estética de moda da sua época. O seu jeito de construir as roupas envolvia a desconstrução, exposição dos interiores, dos forros, e das partes inacabadas, revelando diferentes estágios da manufatura, como pregas, ombreiras, estampas, entre outros.

Margiela desafiou ao extremo a escala das roupas, aumentando as proporções em 200% na sua “Oversize Collection” (Margiela pode ser considerado o pai do oversized como conhecemos hoje), ou adaptando roupas de bonecas para medidas humanas reais na “Barbie Collection“. Ele estampou fotos trompe-l’oeil (ilusão de imagem) em vestidos, suéteres e casacos, e criou um novo tipo de sapato inspirado nos tradicionais tabis japoneses, separando o dedão do pé dos outros dedos. O estilista questionou a obsolescência das roupas com sua “Artisanal Collection“, criando uma coleção artesanal a partir de roupas vintages e materiais recuperados que foram transformados em peças únicas, feitas à mão. Por sua vez, na coleção “Replica“, diversas roupas vintages recuperadas de todas as partes do mundo foram reproduzidas de maneira idêntica.

Margiela continua sendo um criador sem rosto, o homem que não dá entrevistas, e cujas roupas são vendidas com uma etiqueta branca e sem nome da marca. Esse homem que celebra o anonimato é famoso não só pelo uso do branco, uma cor que ele aproveita em diversos tons, mas também pelos seus desfiles em lugares pouco comuns, como estacionamentos, depósitos, estações de metrô, etc.

O ingresso para a exposição custa €10, que fica aberta de terça a domingo, entre 10h e 18h, e excepcionalmente até 21h às quintas. O Palais Galliera fica na 10 Avenue Pierre Ier de Serbie em Paris. A bilheteria fecha 45min antes do encerramento diário, e o museu fica fechado às segundas feiras.

Conexão de 11h em Paris

“Oh, but Paris isn’t for changing planes, it’s for changing your outlook!”

– do filme “Sabrina”, de 1954

Comecei a escrever este post no CDG, enquanto esperava meu voo pro RJ. Cheguei no Brasil anteontem (19/08) pra ver a família e cuidar da saúde, e isso me rendeu uma conexão de 11 horas em Paris!

E aí o que a gente faz? Vai pra cidade, é claro!

Considerando que o CDG fica à cerca de 1h do centro da cidade (tanto de trem quanto de carro), acho que, numa conexão longa, vale a pena dar um pulinho na cidade pra fazer algumas coisas bacanas e matar o tempo da melhor forma possível. Afinal, a rotina de aeroporto é muito muito chata, e fica pior ainda sozinha (já tô com saudade do marido, and I’m not even sorry).

Meu plano inicial era pegar o RER pra cidade, em direção a Saint-Germain, mas, logo quando estava chegando na estação aqui do aeroporto, fecharam o acesso à plataforma porque alguém deixou alguma bagagem desacompanhada!! Era um aglomerado tão grande de gente que não consegui nem chegar no guichê de guardar bagagem (queria deixar minha bagagem de mão pra não ficar andando com a malinha a tarde toda; a bagagem despachada em Ierevan eu só vou pegar no RJ). E aí eu tomei a decisão de chamar um uber: são 50 euros (ouch!) no uber x, mas me garantiu chegar na cidade.

Minha primeira parada foi a Capela da Medalha Milagrosa. Das outras 2 vezes em que estive em Paris, não tinha conseguido entrar lá e eu sofria muito com isso. Pra hoje, eu conferi mil vezes que estaria aberta, e finalmente consegui entrar naquele lugar santo! É claro que eu sou incapaz de descrever toda a emoção de estar diante da imagem de Nossa Senhora das Graças no local em que ela apareceu para Santa Catarina. Desde muito pequena eu sou muito devota de Nossa Senhora e sempre faço a novena da Medalha Milagrosa, então eu sonhava muito em ir até a Capela. Só posso agradecer a Deus por este dia ter finalmente chegado!! A Capela da Medalha Milagrosa fica na 140 Rue du Bac, em Saint-Germain.

Quando saí da Capela da Medalha Milagrosa, já passava das 15h e eu ainda não tinha almoçado. Estava chovendo, e eu carregando a bagagem de mão. Decidi entrar na La Grande Épicerie mesmo, que fica coladinha na Capela, e comi uma empanada (não foi um super almoço mas é que eu não tava mais com fome de almoço mesmo).

La Grande Épicerie é conectada ao Le Bon Marché, e foi pra lá que eu fui. Andei bastante pelos vários andares da loja de departamentos e acabei parando mesmo na seção da livraria! Comprei 2 livros novos que acho que serão úteis pra mim.

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Depois dessa comprinha, parei no café Primo Piano que fica coladinho na seção dos livros e pedi o café gourmand deles. Confesso que fiquei decepcionada: dos doces que foram servidos, só o bolinho de chocolate era gostoso. Das outras vezes que fui pra Paris, em todos os lugares onde pedi café gourmand, serviam creme brulée, macarons e um bolinho de chocolate. Mas lá eles serviram uns doces de berries que eu não gosto. Não dá pra acertar sempre na vida né!

Já passava das 16h quando os amigos Guilherme e Thomás foram me encontrar, e, como já tinha parado de chover, ficamos nas mesinhas do lado de fora do café Le Babylone, no melhor jeito parisiense. Pouco depois das 17h, minha querida amiga Rebecca juntou-se a nós. Tomamos café e batemos papinho até 18h30, quando chamei outro uber x pra voltar pro aeroporto (mais 50 euros… ouch de novo!).

Cheguei no aeroporto umas 19h30 e fui pegar o reembolso de imposto das compras que tinha feito na viagem de Portugal e que não tinha aquela agência de reembolso no aeroporto da Grécia. Tava uma fila imensa e só depois das 20h é que eu consegui finalmente passar pela imigração, mas que acabou sendo bem rápida, graças a Deus.

Aproveitei o lounge da Airfrance pra tomar um banho, trocar de roupa e jantar. Depois de um dia inteiro entre aeroportos, avião e passear na rua, poder tomar banho e me trocar antes de entrar no avião foi maravilhoso.

Acho que, numa conexão superior a 6h, em que não seja preciso pegar e despachar bagagem novamente, vale muito a pena dar um passeio pela cidade em que se está! Pode ser que não dê pra fazer muita coisa, mas só de sair do aeroporto já é muito bom! O importante é sempre ficar atento ao tempo de deslocamento entre o aeroporto e a cidade, e também se programar pra chegar de volta ao aeroporto com pelo menos 2h de antecedência, principalmente em voos internacionais.

#nossotrânsitocongelante

Toda remoção vem acompanhada de uma coisa muito boa: o chamado trânsito. O trânsito corresponde a um período de 15 dias que, antigamente, era concedido pra quem era removido chegar ao seu destino, pois as viagens podiam demorar muito. Hoje, usamos como umas mini-férias, e até adicionamos mais uns diazinhos pra aproveitar um pouquinho mais.

Hoje chegamos à Paris bem cedinho, depois de BSB-GIG e aí sim GIG-CDG. Passamos o dia com nossos amigos Quintão e Rebecca, já aproveitando um pouquinho dessa cidade que me encantou em 2009 e apreciando o friozinho agradável, e agora estamos no trem rumo à Amsterdã.

Até o dia 25 de janeiro, vamos passear bastante, na graça de Deus! Tô postando tudo no Instagram com a hashtag #nossotrânsitocongelante e pretendo dar notícias aqui sempre que possível – mas confesso que o foco destes dias será aproveitar cada minutinho ao lado do marido nesta viagem tão bacana que planejamos!