Musée Yves Saint Laurent

Estava devendo este post faz tempo! Em março, visitei o Musée Yves Saint Laurent, inaugurado recentemente em Paris. Desde outubro de 2017, o endereço 5 avenue Marceau abriga um museu dedicado à vida e aos trabalhos desse verdadeiro artista da moda, no lugar onde, outrora, funcionava a maison de couture de Saint Laurent.

Yves Mathieu-Saint-Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia. Filho de Lucienne e Charles Mathieu-Saint-Laurent, que dirigia uma companhia de seguros e era dono de uma cadeia de cinemas. Yves e suas duas irmãs, Michèle e Brigitte, cresceram no coração da brilhante sociedade de Oran.

Yves Saint Laurent foi e permanece sendo um dos nomes mais importantes da moda mundial, tendo revolucionado o guarda-roupa feminino ao inspirar-se em peças masculinas para criar suas peças com silhuetas femininas, como no caso do trench coat, do caban, da saharienne e do smoking.

Saint Laurent também foi o primeiro couturier a abrir uma loja prêt-à-porter com seu próprio nome, a SAINT LAURENT rive gauche, em 1966, atendendo às demandas do pós-guerra numa sociedade em constante movimento.

Não se pode falar em Yves Saint Laurent e não lembrar da coleção escandalosa de 1971. Em 29 de janeiro daquele ano, Saint Laurent apresenta a coleção chamada “Libération” ou “Quarante”, inspirada pela moda dos anos 1940, marcada pela guerra. Paloma Picasso inspira o couturier, porque ela se vestia com roupas mais velhas e de brechó. Vestidos curtos, solas baixas, ombros quadrados, maquiagem borrada, referencias à Paris da época da ocupação: tudo isso foi um escândalo. Violentamente criticado pela imprensa, a coleção dá eco à corrente retrô que tomará rapidamente as ruas.

Em 1974, a maison de couture Yves Saint Laurent, situada desde a sua criação em 1961 na rue Spontini, se muda para um hôtel particulier no número 5 da avenue Marceau. Este endereço vivia de acordo com o ritmo das coleções. A maison abrigava o estúdio onde trabalhava Yves Saint Laurent com seis ou sete colaboradores, e os ateliês de couture onde as criações eram realizadas por cerca de 200 costureiros e costureiras. No piso térreo, nos salões, as clientes eram recebidas individualmente para encomendar os modelos que desejavam.

Em 7 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent anuncia, numa coletiva de imprensa, que ele encerrava ali a sua carreira e fecha a maison de couture. Dois anos mais tardes, depois de muitos trabalhos, a Fundation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent abre suas portas naquele mesmo endereço, abrigando o Musée Yves Saint Laurent Paris a partir de outubro de 2017.

O Musée Yves Saint Laurent fica aberto de terças a domingos, entre 11h e 18h, com horário estendido (até as 21h) nas quintas feiras. A exposição inaugural fica até o dia 09/09, quando o museu fechará para se preparar para a exposição “L’Asie rêvée d’Yves Saint Laurent”, que será aberta ao público em 02 de outubro. Os ingressos com hora marcada custam a partir de 7 euros.

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Petit Palais e as exposições temporárias

Localizado bem pertinho da Champs-Élysées, o Petit Palais (ou Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris) é uma atração por si só: a belíssima entrada do palácio já arranca suspiros dos visitantes. Como se não bastasse a beleza da construção, a entrada para as exposições permanentes é gratuita.

Mas a minha visita ao Petit Palais no último mês de março tinha como objetivo conferir as duas exposições temporárias que estavam concorridíssimas – as filas para comprar ingressos eram intermináveis! “Les Hollandais à Paris, 1789-1914” e “L’art du pastel de Degas à Redon” reuniam verdadeiras obras primas por tempo limitado, e o bilhete combinado para conferir as duas exposições custou €15.

Les Hollandais à Paris, 1789-1914

Da tradição da pintura das flores às rupturas estéticas da modernidade, a exposição coloca luz sobre as ricas trocas artísticas, estéticas e amigáveis entre os pintores holandeses e franceses, do reino de Napoleão ao alvorecer do século XX.

Desde o primeiro Império, e principalmente a partir de 1850, mais de um milhão de pintores holandeses deixaram seu país para renovar suas inspirações. Entre eles, quase todos escolheram se estabelecer em Paris, inexoravelmente atraídos pelo dinamismo da sua veia artística. Os pintores tinham a oportunidade de seguir uma escola rica, de encontrar lugares para exposição e venda das suas obras, ou simplesmente de fazer novos contatos. Nas suas estadias, menos ou mais longas, foram muitas vezes o primeiro passo para uma instalação definitiva na França. Isso passou a causar influência decisiva sobre o desenvolvimento da pintura holandesa, já que alguns artistas, como Jacob Maris ou Breitner, difundiam as novas ideias quando voltaram à Holanda.

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Do mesmo modo, artistas como Jongkind e Van Gogh influenciaram seus camaradas franceses com temas, cores, e caminhos próximos da sensibilidade holandesa, fundamentados na tradição do século de ouro holandês que o público francês redescobria naquela época. 115 obras emprestadas pelos grandes museus da Holanda, bem como algumas outras de outros museus europeus e americanos, marcam essa jornada, retratando um século de revoluções na pintura.

A jornada cronológica nos conta sobre os elos que foram forjados entre os artistas holandeses e seus camaradas franceses, as influências, as trocas e os enriquecimentos mútuos por meio das obras de 9 pintores holandeses: Gérard van Spaendonck, ao fim do século XVIII, e Ary Scheffer, da geração romãntica; Jacob Maris, Johan Jongkind e Frederik Kaemmerer, na metade do século XIX; e George Breitner, Vincent van Gogh, Kees van Dongen e Piet Mondrian, ao fim do século XIX e início do século XX. Suas obras são apresentadas lado a lado daquelas dos artistas franceses contemporâneos como Géricault, David, Corot, Millet, Boudin, Monet, Cézanne, Signac, Braque, Picasso, a fim de estabelecer correspondências e comparações.

L’art du pastel de Degas à Redon

Com uma coleção rica de mais de 200 pinturas, o Petit Palais apresentou, pela primeira vez, uma seleção de mais de 150 obras, oferecendo um panorama exaustivo das principais correntes artísticas da segunda metade do século XIX, do Impressionismo ao Simbolismo.

A exposição permitiu descobrir as nuances da coleção com as obras de Berthe Morisot, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Mary Cassatt e Edgar Degas, dos artistas do Simbolismo como Lucien Lévy-Dhurmer, Charles Léandre, Alphonse Osbert, Émile-René Ménard, e um conjunto particularmente importante das obras de Odilon Redon, bem como a arte mais mundana de James Tissot, Jacques-Émile Blanche, Victor Prouvé e Pierre Carrier-Belleuse.

A técnica do pastel seduz pela sua matéria e suas cores, permitindo uma grande rapidez de execução e traduz uma grande variedade estilística. De um simples traço colorido até as grandes obras super elaboradas, o pastel está no cruzamento entre o desenho e a pintura. A grande maioria das peças que foram expostas datavam de 1850 a 1914, ilustrando a renovação do pastel durante a segunda metade do século XIX.

A exposição também proporcionou aos visitantes a oportunidade de se familiarizarem com a técnica do pastel e com a questão da conservação das obras feitas em papéis, particularmente sensíveis aos efeitos da luz e que, portanto, não podem ficar em exposição permanente. Por conta disso, era proibido fotografar esta exposição.

Atual e próximas exposições no Petit Palais

Além do acervo permanente, que sempre merece aquela olhadinha, o Petit Palais tem muitas exposições temporárias. Entre 21 de junho e 14 de outubro de 2018, o Museu apresenta a exposição “Les Impressionnistes à Londres”. A partir do dia 15 de setembro até 14 de outubro, é possível conferir “Jakuchū (1716-1800 – Le Royaume coloré des êtres vivants”; entre 11 de dezembro e 17 de março de 2019, “Fernand Khnopff (1858-1921 – Le maître de l’énigme”; e entre 11 de dezembro e 31 de março de 2019, “Jean Jacques Lequeu (1757-1826) – Bâtisseur de fantasmes”.

Musée d’Orsay

Vocês acreditam que, até essa minha última ida a Paris, eu não tinha entrado no Musée d’Orsay?! Pois é! Finalmente corrigi esse erro e fui conhecer o acervo desse museu incrível, e também dar uma olhadinha nas exposições temporárias.

O Musée d’Orsay fica no coração de Paris, às margens do Sena, de frente para o Jardin des Tuileries. O museu ocupa o espaço que foi, um dia, a Gare d’Orsay, um edifício construído para a exposição universal de 1900, o que torna o prédio a primeira obra de arte do Museu, que tem uma coleção exposta de peças que datam de 1848 a 1914.

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Às vésperas da exposição universal de 1900, a França cedeu o terreno à Compagnie des Chemins de fer d’Orléans que, desfavorecidos pela posição excêntrica da estação de Austerlitz, projetavam construir, no lugar do Palais d’Orsay, uma estação mais central. Em 1887, a Compagnie consultou três arquitetos (Lucien Magne, Emile Bénard e Victor Laloux) sobre as restrições do espaço – a elegância do quarteirão, a vizinhança ao Palais du Louvre e da Légion d’Honneur – que apresentavam um desafio: integrar a Gare ao elegante espaço urbano em que estava inserida. Victor Laloux foi o escolhido em 1898.

Construída num período de 2 anos, a estação foi inaugurada para a exposição universal em 14 de julho de 1900. O exterior desenhado por Laloux mascarava as estruturas metálicas da estação com uma fachada de pedra de estilo eclético; no interior, o modernismo se impunha: planos inclinados e elevadores de carga para as bagagens, elevadores para os passageiros, 16 pistas no porão, os serviços de recepção no piso térreo, tração elética. O grande hall tinha 32m de altura, 40m de largura e 138m de profundidade.

Entre 1900 e 1939, a Gare d’Orsay desempenhou papel fundamental para a linha sudoeste da França. O Hôtel d’Orsay recebia, além dos viajantes, as associações e partidos políticos para conferências e banquetes. Porém, a partir de 1939, a estação servia apenas aos subúrbios, já que suas plataformas ficaram muito curtas por conta da eletrificação progressiva das linhas ferroviárias e do prolongamento dos trens.

A transformação de estação de trem em museu foi colocada a cargo dos arquitetos Bardon, Colboc e Philippon, do grupo ACT-Architecture. O projeto deles, selecionado entre 6 propostas em 1979, deveria respeitar a arquitetura de Victor Laloux em todo o tempo da reinterpretação da sua função para a nova vocação, o que permitia valorizar o grande salão, utilizando a nave como eixo principal do percurso, e transformando a marquise em entrada principal.

Três níveis desenham o percurso do museu: no térreo, as salas são distribuídas ao longo do corredor central; no nível intermediário, as esplanadas dominam o percurso, e introduzem as salas de exposição; no nível superior, localizado acima do pórtico ao longo do cais, se estende até a parte mais alta do Hôtel, na rue de Bellechasse. Os outros espaços são acessíveis a partir destes três níveis principais de exposição das obras: o pavilhão de subida, as passagens vitrais ao oeste da estação, o restaurante do museu (localizado na antiga sala de refeições do Hôtel), o café dos autores, a biblioteca e o auditório.

O interior original do museu foi projetado por uma equipe de cenógrafos e arquitetos, sob a direção de Gae Aulenti, que trabalho com Italo Rota, Piero Castiglioni (consultor de iluminação) e Richard Peduzzi (responsável pela apresentação arquitetônica) para criar uma disposição unificada a partir de uma grande diversidade de volumes, particularmente pela homogeneidade dos materiais utilizados (revestimento de pedra no chão e nas paredes). Tal desenvolvimento corresponde ao volume desproporcional da antiga estação. A sinalização foi projetada por B. Monguzzi e J. Widmer. Quanto à iluminação, alterna-se entre natural e artificial, o que permite variar as intensidades necessárias de acordo com a diversidade das obras expostas.

O Musée d’Orsay está aberto entre 9h30 e 18h todos os dias, exceto às segundas (quando o museu fecha) e quintas, quando o museu fica aberto até 21h45. O ingresso custa €12, mas há também a opção de comprar o “Passeport Musée d’Orsay + Musée Rodin”, que permite uma vista a cada um dos museus, por €18.

Musée de l’Armée – Invalides

Devo confessar que, até essa minha última ida a Paris, em março, eu não tinha um museu favorito na cidade – isso porque eu ainda não tinha visitado o Musée de l’Armée!!

O Musée de l’Armée fica no Hôtel des Invalides, um monumento de cunho militar, e a visita ao museu é indissociável a este monumento. Até o século XVII, não havia nenhuma fundação em particular para abrigar os soldados inválidos; foi em 1670 que Louis XIV decidiu criar o Hôtel des Invalides, destinado a acolher os veteranos de guerra. O trabalho foi confiado ao arquiteto Libéral Bruant, que desenhou um prédio de estilo clássico, grandioso, sóbrio e elegante.

Os primeiros residentes se instalaram em 1674; à época, o Hôtel funcionava como uma cidade, com hospício, quartel, convento, hospital e fábrica, sob um sistema militar e religioso. Ao fim do século XVII, eram cerca de 4000 residentes, dos quais, supervisionados pelos oficiais, se dividiam em companhias. Os que ainda podiam, prestavam um serviço de guarda, principalmente na Bastille, enquanto os outros trabalhavam em oficinas de sapataria, tapeçaria e iluminação. Sob o império de Napoleão Bonaparte, há uma reorganização da instituição, e o início da transformação da Igreja de Saint-Louis em panteão militar nacional. Esse movimento foi consagrado a partir de 1840 pela edificação, sob a cúpula, da tumba do Imperador, aberta à visitação.

Hoje em dia, o clássico monumento histórico do Hôtel National des Invalides é um lugar importante da memória nacional, com cerca de 50 organismos mantendo a sua atividade – entre eles, a Institution Nationale des Invalides, um hospital militar instalado ao sul do monumento, mantendo a vocação primeira da fundação, enquanto a ala norte do monumento abriga o Musée de l’Armée.

A coleção do Musée de l’Armée é impressionante, com armas que datam desde o século XIII, armas de artilharia, objetos representativos da música militar, entre outros artigos. O destaque fica para o incrível acervo das Grandes Guerras Mundiais, que conta com uniformes, armamentos, pôsteres e objetos diversos usados durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Nem preciso dizer que esta foi a minha seção favorita do museu, não é?!

O Musée de l’Armée fica aberto de 10h às 18h entre abril e outubro, e de 10h às 17h entre novembro e março. O ingresso custa €12, mas menores de 18 anos tem isenção de tarifa.

Musée des Arts Décoratifs: Margiela, les années Hermès

Localizado na Rue de Rivoli em Paris, o Musée des Arts Décoratifs exibe, até o dia 22 de setembro de 2018, a exposição “Margiela, les années Hermès” celebra os anos em que Martin Margiela esteve à frente de uma das principais maisons francesas.

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Entre 1997 e 2003, Margiela comandou a direção criativa da Hermès, e esta homenagem apresenta, pela primeira vez na França, as coleções femininas de prêt-à-porter que o estilista desenhou para a célebre maison parisiense, sem perder a identidade das criações da sua própria maison. É interessantíssimo comparar as peças expostas no Musée des Arts Décoratifs com aquelas que em exposição no Pallais Galliera (até 15 de julho!).

Entre a desconstrução inovadora e o luxo atemporal, 98 silhuetas dialogam entre si, expressando e dando voz à visão particular de Martin Margiela. Estes dois universos, muito próprios desse designer, constituem o ponto de partida da exposição, cuja direção artística é do próprio Margiela.

Considerado um dos criadores mais atípicos e misteriosos da sua geração, Martin Margiela faz parte do seleto grupo de estilistas que radicalizou e renovou bruscamente o universo da moda. Depois de fundar sua própria marca, a Maison Martin Margiela, em 1988, ele decidiu, desde o início, que faria do anonimato uma das suas características essenciais, recusando o aparecimento do seu nome nas suas criações, adotando a etiqueta branca costurada nos quatro cantos como sua marca registrada. O famoso “blanc de Meudon” é escolhido como assinatura dos seus desfiles. Desde o início, Margiela desenvolve um trabalho contra a corrente da época da logomania e da padronização, e se destaca em seu meio. Ele surpreende com seus cortes construídos-desconstruídos, suas silhuetas oversize, seus materiais reciclados, ou mesmo os tecidos monocromáticos, que destacam o aspecto artesanal das suas criações.

Foi em outubro de 1997 que Jean-Louis Dumas, então presidente e diretor artístico da Hermès, convidou Martin Margiela a desenhar as coleções de prêt-à-porter femininas, quando este já era considerado, depois de quase uma década, como uma das figuras vanguardistas mais influentes. Era uma escolha audaciosa, que rompia com as tendências do universo da moda de escolher estilistas estrelados. A maison Hermès tem, então, um fator surpresa ao convidar este criador iconoclasta que ninguém (ou quase ninguém) conhece o rosto, e que dispensa os holofotes e o mundo do entretenimento.

Entre 1997 e 2003, acompanhado da expertise do estúdio e dos ateliês da maison Hermès, da qual compartilhava seus valores, Martin Margiela instaura, por meio de 12 coleções consecutivas, uma visão coerente e profunda de um luxo contemporâneo. Conforto, atemporalidade, sensualidade e autenticidade são as palavras-chave para definir a visão de Margiela da mulher Hermès, associada a um estilo apurado. A nova paleta de cores sóbrias e monocromáticas que ele apresenta estão alinhadas ao universo colorido das estampas da Hermès, suscitando a surpresa da imprensa.

Desde a entrada da exposição, o visitante descobre dois estilos distintos que propõem um diálogo apaixonado entre as roupas que Margiela criou para a Hermès e aquelas que ele criou para sua própria Maison. O conjunto se desenvolve com uma sucessão de sequências temáticas de mais de 100 silhuetas, de fotos e de vídeos num percurso que alterna entre o laranja inconfundível da maison Hermès e o branco da Maison Martin Margiela.

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Desse modo, o visitante aprende um pouco do processo criativo que navega sem confusão entre as duas maisons e de cada um dos seus códigos. É a primeira vez que o Musée des Arts Décoratifs se dedica a destacar um ícone da história da moda, com um criador que se desdobra entre as colaborações para as outras Maisons e a sua própria.

Conceitual e subversivo, Martin Margiela revolucionou totalmente o sistema da moda no fim dos anos 1980, e suas criações continuam sendo importantes impressões no universo da moda contemporânea, com uma silhueta vanguardista pautada na desconstrução, a reciclagem e recuperação de materiais. Margiela introduz na Hermès um esboço de cortes e colores com base nos materiais excepcionais da selaria parisiense, e integra numerosas inovações.

A exposição no Musée des Arts Décoratifs homenageia esta figura única da moda, dentro do período “Saison Margiela 2018 à Paris“, que celebra o estilista em comunhão com a retrospectiva “Margiela/Galliera, 1989-2009” e, até o dia 15 de julho, é possível comprar o 2º bilhete com tarifa reduzida na apresentação do bilhete da outra exposição. O bilhete integral (plein tarif) para o Musée des Arts Décoratifs custa €11, e o museu está aberto de terças a domingos das 11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h15), e às quintas-feiras fica aberto até as 21h (a bilheteria fecha às 20h15).