Por que “O MUNDO É A MINHA CASA”?

Na última sexta feira (25 de janeiro), eu e o marido completamos 2 anos de Armênia. Foram 2 anos que passaram muito rápido; parece que foi ontem que pousamos em Yerevan e encontramos uma cidade toda branquinha, coberta pela neve, com temperaturas que chegavam a -20ºC. Os invernos ficaram mais amenos desde então, os verões foram muito quentes e quase insuportáveis, e o outono e a primavera se tornaram minhas estações preferidas. Nestes 2 anos, graças a Deus nós viajamos bastante, não só pela Armênia (embora ainda falte muita coisa para conhecer) mas também pela região (Irã, Geórgia, Rússia e Emirados Árabes estão na lista de países que conhecemos nesse nosso período aqui), além das viagens de afastamento + férias para destinos um pouco mais distantes porém nem tanto.

No dia 25 de janeiro, eu fiz um post no instagram pra marcar este nosso “aniversário de Armênia” e, porque eu escrevi que a contagem regressiva se tornava mais real a partir de então, eu recebi algumas mensagens perguntando se nós estávamos pretendendo mudar daqui. Ao longo destes 2 anos por aqui, também recebi muitas perguntas que tangenciaram este assunto como, por exemplo, porquê estamos na Armênia, o que fazemos aqui, etc. Eu não sou muito de abrir a minha vida pessoal (principalmente “nas internets”), nem de falar muito sobre a carreira do Felipe e como isso determina a nossa vida, mas acho que chegou a hora de fazer um post explicando exatamente porquê “o mundo é a minha casa“.

O Felipe é diplomata desde 2010, e nós começamos a namorar em 2012, poucos dias antes dele ir para o Zimbábue para sua primeira missão transitória. É, eu sei, se é considerado doideira namorar à distância, imagina começar um namoro com alguém que ia se mudar pra África daí poucos dias? Porém Deus sabe todas as coisas e nosso amor estava escrito nas estrelas. O Zimbábue é um posto D na classificação do Itamaraty, o que significa que ele teria direito a afastamentos de 10 dias a cada 3 ou de 15 dias a cada 4 meses (este regime é determinado pelo chefe de cada posto e autorizado pelo Itamaraty); no caso do Zimbábue, os afastamentos aconteciam segundo o regime quadrimestral, e nós passamos os primeiros 1 ano e 3 meses de namoro driblando a distância e matando a saudade sempre que possível.

Em julho de 2012, eu estava em Londres fazendo um curso de extensão na King’s College e ele foi passar o aniversário dele comigo por lá – mas foi literalmente só o aniversário, porque não era época de afastamento ainda, então ele chegou no sábado de manhãzinha e voltou pra Harare no domingo depois do almoço; em dezembro do mesmo ano, eu embarquei pra Harare, e fiquei por lá 1 mês com ele, aproveitando para conhecer Gaborone e Joanesburgo numa road trip de uma semana que fizemos pela África do Sul e Botsuana. Em maio de 2013, ele tirou férias e, além de passar 15 dias no Brasil, nós fomos juntos para os EUA por 15 dias, passeando pela Califórnia e esticando até Las Vegas. Em julho de 2013, ele voltou ao Brasil, já que sua missão em Harare tinha chegado ao fim. De Harare, o (agora) marido poderia ter pedido remoção para outro posto no mundo, mas ele optou por voltar para a Secretaria de Estado (SERE) em Brasília para podermos ter um namoro um pouco mais normal, já que eu ainda estava no Mestrado na UFF.

Foram, então, mais 1 ano e 7 meses de namoro, lidando apenas com a distância entre RJ e Brasília – o que era infinitamente mais fácil. Nos casamos em fevereiro de 2015, ligando nossas vidas numa só, nos tornando os grandes companheiros que poderiam, juntos, desbravar o mundo e torná-lo a nossa casa a cada remoção.

O processo para realocação dos servidores do Ministério das Relações Exteriores é chamado de “mecanismo de remoções” ou “plano de remoção”; geralmente, o MRE abre dois planos de remoção por ano (um por semestre). A 1ª etapa do plano é a sua abertura, que é feita por portaria publicada no boletim de serviço, restrito à intranet do MRE. Esta portaria declara aberto o plano de remoções, listando suas regras e condições, e podem se inscrever no plano os servidores (há basicamente três carreiras distintas no MRE: diplomatas, oficiais de chancelaria e assistentes de chancelaria) que já tenham completado, pelo menos, 2 anos no posto em que estão lotados. Estas inscrições ficam abertas por alguns dias e, ao final do período de inscrições, é publicada a lista dos servidores que tiveram suas inscrições aceitas e efetivadas. É aí que podemos saber quais serão as vagas livres nos postos, e alguns servidores recebem convites de postos que precisam de pessoal.

A rede de postos, hoje, abrange 139 Embaixadas, 52 Consulados-Gerais, 11 Consulados, 8 Vice-Consulados, 12 Missões ou Delegações e 3 Escritórios, além da SERE. Os postos são classificados em A, B, C e D. São postos A, por exemplo, aqueles localizados nos EUA, Reino Unido, França, Espanha, Argentina, entre outros; alguns exemplos de postos B são México, Chile, Singapura; Armênia, Geórgia, Rússia, Egito e África do Sul são postos C, entre tantos outros; já os postos D são, por exemplo, Zimbábue, Botsuana, Haiti, Filipinas e Palestina. Esta classificação leva em consideração muitos fatores como, por exemplo, as relações com o Brasil, a condição de vida nos postos, a proporção de brasileiros no país, etc. E, como eu falei ali em cima, os postos C e D são contemplados com os afastamentos, que podem ser 10 dias a cada 3 meses ou 15 dias a cada 4 meses; isso acontece porque o MRE reconhece que a vida nestes postos é mais difícil, com mais restrições impostas no dia a dia aos servidores e seus dependentes. Na prática, são 30 dias de férias a mais no ano, além dos 30 dias previstos em lei. Além disso, a classificação dos postos determina o período mínimo e máximo de permanência dos servidores em cada posto; por isso, em todos os lugares do mundo onde morarmos, a contagem regressiva para partir já começa no mesmo dia em que chegarmos.

Alguns dias depois do fim das inscrições no plano de remoções, os servidores recebem, por e-mail, uma lista de oferta de postos, em geral com 1 posto A, 1 posto B, 1 posto C e 1 posto D. O servidor deve responder a esse e-mail ordenando os postos pelo seu interesse e, se quiser, pode adicionar mais dois destinos que não constem nesta lista original. Passados alguns dias (de muita ansiedade, é claro, afinal a gente ainda não sabe pra onde vai e o processo todo é bastante agônico), é publicado o resultado do plano, que não corresponde à remoção oficial, mas que indica aos servidores seus destinos para que, assim, possam decidir se aceitam o posto designado, ou se desistem e voltam para Brasília. A oficialização da remoção se dá pela publicação da portaria de remoção no Diário Oficial da União (DOU), e é a partir desta data que temos 60 dias para partir. Sim, são apenas 60 dias para tomar providências de mudança! A partir da publicação da remoção no DOU, são 60 dias para fazer orçamentos com empresas de mudança e fechar contrato, finalizar os contratos de aluguel, vender e comprar coisas, fechar contas em banco, e tantas outras coisas que pelo menos 2 anos na cidade nos renderam.

Se o servidor estiver com férias marcadas e previamente autorizadas no período compreendido nestes 60 dias, a contagem é suspensa pelos dias correspondentes. Também pode acontecer, por necessidade no posto de origem, uma prorrogação do prazo, que deve ser autorizada pela SERE. Mas, em geral, são 60 dias para partir, 10 dias de desligamento do posto (período dedicado à organização da mudança de facto com a empresa que venceu a licitação), e mais 15 dias de trânsito (uma tradição herdada de tempos mais antigos quando podia-se demorar muitos e muitos dias para se chegar ao destino), que podemos passar em qualquer lugar do mundo que não seja o posto de origem e o novo posto.

Neste sentido, os verbos passam a ser conjugados no plural a partir do momento em que o servidor recebe a lista por e-mail e deve ordená-la de acordo com suas preferências. Afinal de contas, a mudança para um novo país influencia a vida de todos da família. São vários fatores que devem ser levados em consideração (pelo menos, eu e Felipe pensamos juntos em vários fatores), como qualidade e custo de vida no posto, idioma e facilidade de comunicação, mobilidade, liberdade para a mulher, acordo de trabalho para o cônjuge, etc. Nós tentamos pesquisar todos os fatores mais importantes antes de definirmos a resposta ao e-mail, levando em consideração nossas preferências pessoais, mas fato é que só saberemos de fato como será tudo ao chegarmos no novo posto e (re)começarmos a vida.

O MRE custeia a mudança dos seus servidores, mas, para isso, é preciso abrir um processo de licitações, apresentando vários orçamentos para o governo, que escolherá sempre o menos oneroso aos cofres públicos. As empresas devem apresentar um orçamento que incluam o cálculo de cubagem, embalamento e seguro dos itens a serem transportados. Depois que tivermos o vencedor da licitação, marcamos os dias de embalagem, e eles podem embalar absolutamente tudo se assim quisermos. Mas, como eu sou ultra organizada, prefiro deixar alguns itens previamente embalados ou dentro de malas, o que facilita muito a vida dos funcionários da empresa e diminui consideravelmente o número de dias necessários para empacotar tudo. Na nossa mudança de Brasília pra Armênia, por exemplo, a empresa que ficou responsável pela nossa mudança tinha reservado 2 dias para embalar tudo, mas foi preciso pouco mais de 8 horas de um único dia, uma vez que eu (com a ajuda do marido e dos meus pais, que ficaram em Brasília nos dando todo apoio nesta hora) já tinha adiantado muita coisa. Nas próximas mudanças, pretendo fazer o mesmo. No destino, outra empresa (ou a mesma empresa, caso tenha uma filial por lá também) recebe a mudança e faz o trabalho inverso – ou seja, entregar e desembalar tudo – enquanto nós conferimos se tudo chegou em ordem, ou se teremos que acionar o seguro para cobrir itens danificados ou perdidos.

Também neste período de 60 dias são emitidas as nossas passagens para a nossa nova casa, e essa passagem também é paga pelo MRE para os servidores e seus dependentes legais. Por conta disso, as passagens deverão sempre obedecer a alguns critérios: sempre a mais barata, sempre classe econômica, e em geral a mais rápida. Quando se trata de dinheiro público, tudo é sempre bastante burocrático e é preciso gastar o menos possível, sempre apresentando minuciosamente o relato de cada centavo empregado. No geral, quem cuida disso é uma divisão do MRE junto à agências de viagens. O servidor pode, se quiser, alterar a passagem para usar o período de trânsito, sempre respeitando os prazos; neste caso, todos os custos de alteração das passagens ficam por conta do servidor. Quando nós viemos de Brasília pra Armênia, nós alteramos as nossas passagens para passarmos o trânsito na Europa, já que a nossa passagem tinha sido emitida com a Air France e faríamos conexão em Paris; todas as despesas com os trechos internos que fizemos naquele trânsito, bem como os custos com hotel, também foram nossa responsabilidade.

Uma outra coisa com a qual é preciso lidar nestes 60 dias é o visto para o novo posto. Alguns países não exigem visto prévio, outros emitem um visto provisório que deverá ser substituído após a chegada, e outros já emitem logo os vistos correspondentes para o corpo diplomático acreditado e seus dependentes legais. Em caso de necessidade de solicitar os vistos, os procedimentos são um pouco diferentes de quando solicitamos vistos de turismo, pois é preciso apresentar, além de todos os documentos regulares, uma nota diplomática informando sobre a remoção e listando os dependentes legais. Por sua vez, estes procedimentos de vistos diplomáticos costumam ser mais rápidos na prática – pelo menos isso pra facilitar a vida neste período já tão conturbado!

Quando o servidor está saindo da SERE para outro posto no mundo, outro procedimento que é preciso cumprir é o registro de toda e qualquer obra de arte junto ao IPHAN, que emite uma liberação de cada item.

Muita gente tem uma ideia muito glamourosa da vida diplomática, mas a verdade é que nossa vida é 0 glamour, muito trabalho, enormes imprevistos na vida pessoal e profissional, e pouquíssima margem para planejamento. À exemplo do que vivemos até aqui, nossa vida certamente será sempre pautada por muitas mudanças, exigindo muita flexibilidade, muita renúncia e muita organização, bem como muita inteligência emocional, as prioridades bem estabelecidas, numa comunhão íntima com meu parceiro de vida, que nos dá segurança mútua. A gente costuma dizer que o MRE é uma caixinha de surpresas, e os processos de remoção nos fazem ter uma única certeza: nós sempre chegamos num lugar com data pra sair, mas sem saber pra onde.

Graças a Deus, eu e Felipe somos muito parceiros e costumamos tirar de letra os imprevistos diários, lidando muito bem com todos os processos que a carreira dele prevê. Como cônjuge, a minha vida acaba se definindo em grande parte pelas atividades dele, não só porque nós fazemos do mundo a nossa casa mas também por outros fatores variados. Por exemplo, uma vez no posto, a vida do cônjuge se mistura em diversas esferas com as responsabilidades do servidor: embora eu não esteja na Embaixada com o Felipe, há vários eventos (nem sempre em dias convenientes ou atividades estimulantes) nos quais eu devo ir com ele, e eu consequentemente me torno uma representante do Brasil “por tabela”.

Outro exemplo de como a vida do cônjuge se define pela carreira do servidor está diretamente ligado à existência ou não do acordo de trabalho: aqui na Armênia ainda não há acordo de trabalho, e isso significou que eu não posso exercer atividade remunerada durante nossa permanência aqui. Quando decidimos aceitar essa remoção, eu estava ciente disso, e desde que aqui chegamos eu não recebi um centavo por nada que fiz, me dedicando quase exclusivamente à escrita (nos blogs e também dos meus livros, já tendo publicado um deles) e muitas horas de home office; naquele momento, eu não me incomodei com a perspectiva de não poder trabalhar, porque estava saindo de um período muito conturbado no Brasil e precisava desacelerar pra colocar minha cabeça no lugar. No fim das contas, este período de Armênia foi muito terapêutico para mim, possibilitando que eu me dedicasse à atividades que, de outro modo, não poderia ter realizado (como, por exemplo, os cursos de consultoria de estilo e história da moda que fiz em Londres e Paris) e me preparando para os desafios futuros.

Fazer do mundo a minha casa é uma luta diária, que eu só consigo vencer porque tenho uma fé inabalável e o Felipe ao meu lado. Além de enfrentar todas as questões e incertezas da carreira que já listei aqui, lidar com a saudade de tudo e de todos diariamente é sempre muito difícil, quando a distância e o fuso horário existem só pra complicar ainda mais a nossa vida.

2 ou 3 anos é um período muito curto de tempo para adaptar-se a uma rotina completamente nova num país estranho, a acostumar-se com novos sabores, novos idiomas e códigos sociais, e tantas outras coisas novas. Quando nós começamos a nos habituar com um lugar, é hora de empacotar tudo novamente e partir para um novo destino, e começar tudo do zero outra vez. No fim de cada dia, eu e o Felipe só temos a certeza de que temos um ao outro pro que der e vier, e eu dou graças a Deus por tê-lo como meu companheiro de vida, meu par e meu cúmplice em qualquer canto desse mundo.

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21 coisas que podem facilitar suas viagens

Já conversamos por aqui sobre algumas coisas que devemos preparar com antecedência antes de viajar, evitando complicações na hora do embarque e antecedendo possíveis problemas. Hoje quero refletir sobre alguns objetos que eu acho muito úteis e que  facilitam as minhas viagens, e que podem ajudar você também!

ELETRÔNICOS

1- Carregador de celular portátil

Não é novidade pra ninguém que foi-se o tempo em que celular era usado só pra falar no telefone, né?! Hoje em dia, usamos nossos celulares para tirar fotos, gravar vídeos, orientar nossos caminhos com GPS, manter as redes sociais atualizadas… enfim, uma lista interminável de funções! Poderíamos dizer que, hoje, o celular é o canivete suíço de qualquer viagem! Então não dá pra ficar sem bateria no meio do dia de passeio. Ter em mãos um carregador de celular portátil e um cabo carregador extra pode garantir que você estará sempre conectado. A Mophie é uma das melhores marcas do mercado, com opções bem leves e finas de 6000 mAh (até 3 cargas extras) até 15000 mAh (até 8 cargas extras), e duas entradas USB.

2- Fones de ouvido

Um item comumente esquecido pelos viajantes e que pode transformar completamente a sua experiência de viagem. Os fones fornecidos (ou vendidos) pelas companhias aéreas nem sempre são da melhor qualidade, então eu recomendaria não sair de casa sem o seu para que possa ouvir músicas, podcasts, audiobooks, ou mesmo assistir suas séries e filmes preferidos. Embora os grandes headphones estejam na moda, eu não recomendaria usá-los nas suas viagens, pois eles ocupam muito espaço: melhor optar por fones compactos confortáveis e com bom isolamento sonoro.

3- Phone handle (PopSocket)

Não fiquei satisfeita com “suporte de dedo para celular” então preferi usar o nome em inglês mesmo. Com os smartphones cada vez maiores, mãozinhas pequenas podem ter muita dificuldade em lidar com eles. Por isso eu digo e afirmo que os PopSockets foram das melhores compras que fiz desde que adotei um celular maior pra minha vida! Esses pequenos acessórios ajudam a segurar o seu celular com mais firmeza, além de serem úteis como base para assistir um vídeo enquanto está viajando e apoiar o telefone na mesa numa posição confortável.

4- Adaptador universal de tomadas

Chegar em um país novo e ser incapaz de recarregar seus eletrônicos é um dos piores pesadelos de um viajante! Acho que é sempre útil ter em mãos um adaptador universal de tomadas, de preferência com entradas USB. Assim, você terá sempre certeza de que seus devices estarão carregados, e ainda pode driblar lugares que tenham poucas tomadas.

ORGANIZANDO A MALA

5- Embalagens pequenas para líquidos

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Além de economizar espaço na bagagem, você não vai ter que se preocupar com o “peso morto” dos líquidos que não usou na viagem para voltar pra casa. Pequenas garrafinhas líquidas que comportam entre 80ml e 100ml podem ser colocadas na sua bagagem de mão, e essa quantidade provavelmente será o suficiente para 7 a 10 dias de viagem. As embalagens de silicone são as melhores, pois elas se expandem e contraem de acordo com as mudanças de pressurização das cabines dos aviões, diminuindo a probabilidade de vazamento. Dica extra: não encha suas embalagens até o topo, mas deixe um pouquinho de espaço para a expansão natural causada pela pressurização.

6- Garrafa de água flexível

Uma maneira simples de economizar uma graninha em viagens é carregar consigo uma garrafa de água flexível, que não causará problemas na hora de passar pelos controles de segurança e raio x, como é o caso da Hydrapak Stash. Manter-se hidratado durante as viagens, principalmente em vôos longos, é fundamental, e nos aeroportos uma garrafinha de água pode custar uma pequena fortuna.

7- Jaqueta compacta

Conhecida como “down jacket” e carinhosamente apelidada por mim como “casaco do boneco da Michelin”, esse tipo de jaqueta costuma ser um verdadeiro salva-vidas nas viagens. Elas são resistentes à água, ultra leves, e super compactas. Quando estão guardadas em seus saquinhos, podem ser usadas até como travesseiro. Eu e o marido temos os modelos da Uniqlo e não viajamos mais sem as nossas, mas a Amazon também tem a sua versão.

8- Mala compacta extra

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Viajar leve é um objetivo constante, mas é difícil evitar as comprinhas durante as viagens! Uma mala compacta extra pode ser útil para acomodar esses souvenires, ou até mesmo a roupa suja na volta pra casa.

9- Sachês de lavanda

Poucas coisas nessa vida são melhores do que roupa com cheiro de limpa, e esse cheirinho reconfortante pode ser ainda mais agradável nas viagens. Os meus preferidos são os sachês de lavanda porque o cheiro é bem suave (e não me causa alergia!), e deixá-los no meio da mala vai garantir que as roupas estejam sempre com cheirinho de limpas.

10- Organizadores de malas (packing cubes)

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Acho que tá pra nascer uma pessoa mais fã de packing cubes do que eu! Mala organizada é sinônimo de viagem feliz, principalmente quando eu e o marido estamos dividido uma única mala com 23kg para quase 1 mês de aventuras. Os organizadores de malas tornam muito mais fácil a rotina de viagem, deixando tudo no seu lugar e economizando tempo na hora de reorganizar tudo numa troca de hotéis.

11 – Saquinhos extras do tipo “zip lock”

Além dos organizadores de mala, sempre gosto de colocar uns saquinhos do tipo zip lock na mala, que podem desempenhar mil e uma funções como, por exemplo, guardar roupas de banho molhadas.

CONFORTO PESSOAL

12- Chapéu

Quem me segue no meu instagram pessoal sabe que eu sou fundadora da hashtag #maischapéuporfavor. Eu amo usar chapéu desde que eu me entendo por gente! E desconheço acessório mais prático: no verão, garante aquela sombrinha no rosto; no inverno, ajuda a esquentar a cabeça. De quebra, o look fica mais estiloso!

13- Guarda-chuva

E, falando em sombrinha, é sempre conveniente ter um guarda-chuva em mãos durante as viagens. Comprar guarda-chuvas em viagens sempre é um gasto extra, e geralmente só encontramos sombrinhas pesadas e não muito compactas. Escolher com antecedência pode economizar dinheiro e espaço na sua mala! Eu já tive alguns guarda-chuvas compactos, e o próximo que quero testar é esse aqui.

14- Bolsa/mochila para o dia

É importante ter uma bolsa prática para carregar câmera, carteira, cópia dos documentos, bateria extra, garrafa de água e outros itens essenciais para um dia de passeio. De preferência, impermeável e que dificulte a vida dos pick pockets. O marido usa uma mochila da Timberland há alguns anos, e ela é super resistente, espaçosa e leve. As minhas favoritas são definitivamente da Longchamp, embora o meu duo de mochila + bolsa carteiro da Prada em nylon também sejam queridinhas para minhas viagens. Outra que eu acho bem prática é a Fjallraven Kanken. Ainda quero escrever um post falando especificamente sobre as minhas bolsas preferidas para viajar!

15- “Farmacinha”

Também conhecido como kit de sobrevivência ou primeiros socorros, o apelido “farmacinha” vem da época em que eu fazia parte da equipe de guias dos grupos da Point Travel pra Orlando. Esse é o tipo de coisa que não dá pra palpitar muito, já que tem que atender às necessidades individuais, mas o importante é nunca viajar sem levar os remédios que já tem costume de usar! Em alguns lugares do mundo, comprar um simples remédio pode causar uma dor de cabeça incrível. Curativos, antiinflamatório, antialérgicos, pomadas, remédios de estômago, vitaminas, e até mesmo um antibiótico podem garantir sua saúde e paz de espírito numa viagem.

PARA O VÔO

16- Lanchinhos

Comida de aeroporto é sempre cara, e geralmente nada saudável. Com um pouquinho de planejamento, é possível preparar pequenos lanchinhos que podem salvar você da fome durante o vôo ou numa conexão. Além de ter gastrite, pressão baixa e hipoglicemia, eu saio do sério quando estou com fome. Biscoitinhos, barrinhas de cereal e chocolates são alguns dos meus snacks preferidos e que garantem a minha felicidade durante uma viagem.

17- Material de entretenimento

Tablet, leitor digital, livros e computador portátil são excelentes passatempos para viagens. Eu gosto de ler e ouvir música ao mesmo tempo, então minha dupla favorita costuma ser o Kindle Paperwhite + iPod (muito old school).

18- Lenços umedecidos

Uma vez li uma pesquisa que revelava que as mesinhas dos aviões costumam ser muito mais sujas do que os banheiros das aeronaves. Eca! Desde então, a primeira coisa que eu faço ao entrar no avião é justamente limpar minha mesinha com lenços umedecidos antibacterianos. Meus vizinhos de vôo podem me achar exagerada, mas eu viajo com muito mais paz de espírito depois de higienizar as superfícies de contato do avião. Lenços umedecidos também podem ser muito úteis para limpar as mãos antes e/ou depois das refeições, para refrescar-se ao longo do dia ou nas mais inesperadas necessidades.

19- Spray de água termal

Isso pode parecer muito supérfluo pra muita gente, mas eu não vivo sem água termal. Durante um vôo longo, ajuda a refrescar e manter a pele hidratada, além de particularmente me ajudar a respirar melhor. Em um dia longo de passeios, ajuda a revigorar a pele.

20- Máscara para os olhos

Eu não viajo sem uma máscara para os olhos à mão! Ultimamente não tenho levado comigo nenhum travesseiro de pescoço porque perdi tantos nos últimos anos que achei que ia falir para fazer a reposição constante desses itens. Mas a máscara para os olhos me ajuda a relaxar durante o vôo, ainda que eu tenha certa dificuldade pra dormir, e é, pra mim, item indispensável.

21- Meias de compressão

É normal que nossos pés e pernas fiquem muito inchados durante os vôos, e as meias de compressão ajudam a diminuir a sensação de desconforto que esse inchaço pode causar, além de prevenir a trombose. Se você puder comprar uma meia de compressão com indicação médica correta de qual modelo e grau de compressão é o ideal pra você, melhor ainda!

11 coisas para fazer 1 semana antes de viajar

Quando estamos preparando uma viagem, a lista de coisas a resolver parece interminável, não é?  É por isso que um pouquinho de organização, nessas horas, pode garantir muita tranquilidade e paz de espírito. Pautada nas minhas experiências de viagens, resolvi dividir aqui 10 coisas que considero importantes fazer em até, no máximo, 1 semana antes de viajar. Estas dicas foram pensadas pra facilitar, principalmente, a vida de quem vai viajar para o exterior, mas algumas delas também são válidas para viagens nacionais!

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1- Contratar o seguro de viagem

Viajar sem um bom seguro de saúde é a maior furada: sabe Deus o que pode acontecer, e a última coisa que queremos quando estamos viajando é dor de cabeça. Se o seguro tiver uma franquia que também proteja a sua bagagem, melhor ainda.

2- Solucionar as finanças

Nesta etapa, você já sabe se vai trocar o dinheiro, habilitar o cartão de crédito para uso no exterior e/ou fazer um cartão de débito – ou todas as opções anteriores. Quando eu morava no Brasil, sempre negociava o câmbio com antecedência e trocava o dinheiro. Aqui em Ierevan, é muito fácil fazer câmbio: além dos bancos, é possível trocar dinheiro nos supermercados, lojas e shoppings em pequenas casas de câmbio oficiais. Por conta dessa facilidade, e porque a taxa cambial oscila muito pouco, às vezes eu faço câmbio até mesmo na véspera de viajar.

3-  Criar um documento online com todas as informações da viagem

Usar o Google Drive para guardar todas as informações da viagem pode ser uma boa: além de poder acessar de qualquer lugar todos os seus documentos (cópia do passaporte, reservas dos hotéis, e-tickets e passagens, cópia do seguro de viagem, etc), você pode compartilhar com sua família para que eles saibam da sua programação.

4- Imprimir cópias dos documentos da viagem

Mesmo tendo as cópias eletrônicas de todas as suas reservas e da apólice do seguro, é importante ter cópias impressas de toda a documentação, já que alguns países exigem que estes documentos sejam apresentados na imigração e, neste momento, não se pode usar o celular. O ideal é fazer uma pastinha com cópias impressas do seu bilhete eletrônico (comprovando a passagem de volta), do seguro de viagem, da comprovação da hospedagem e, em alguns casos, dos acordos de isenção de vistos. Com a documentação em mãos, ficará mais fácil preencher os formulários de imigração (se houver).

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5- Fazer backup do celular e da câmera, e esvaziar os cartões de memória

Aquele item auto-explicativo.

6- Preparar o seu entretenimento de bordo

Longas horas dentro de um avião são ideais para botar a leitura em dia, ou mesmo se atualizar naquele seriado do qual tá todo mundo falando. Desde que eu ganhei o Kindle, ele é meu grande companheiro nos meus vôos, e eu sempre deixo uns 3 ou 4 livros já prontos para serem lidos. E, como eu sou meio old school quando se trata de música, eu ainda viajo com meu iPod clássico recheado de todas as possíveis trilhas sonoras da viagem. Eu tenho muita dificuldade de dormir nos vôos, então eu gosto de estar bem preparada pra me distrair e tornar a experiência mais agradável!

7- Comprar comidinhas para o vôo

Meu organismo fica MUITO DOIDO em dias de viajar. Do mesmo jeito que eu posso ter um apetite feroz, eu posso simplesmente perder completamente a fome. Isso sem contar quando a comida do avião é simplesmente intragável… é por isso que eu não entro no avião sem umas comidinhas de jeito nenhum! Barrinhas de cereal, mix de nuts, pacotinhos de biscoito, ou mesmo um chocolatinho (M&M’s costumam ser a minha escolha) podem ser a salvação da pátria.

8- Organizar a “farmacinha”

O termo “farmacinha” nasceu lá nos idos de 2004 e desde então é o meu termo para definir minha bolsinha de remédios e outros itens “de farmácia”, como band-aids, esparadrapos, spray antisséptico, etc. Eu não viajo sem levar os remédios com os quais já estou habituada, principalmente porque em muitos países é impossível comprar remédios sem receita. Inclusive, quando nos mudamos pra Armênia, eu trouxe um estoque dos remédios que eu mais uso, renovei na minha viagem ao Brasil em agosto do ano passado, e já listei o que preciso repor na próxima ida para terras tupiniquins. É sempre bom conferir se os princípios ativos dos seus remédios são permitidos no seu país de destino, e alguns países exigem a apresentação da receita de medicamentos, principalmente no caso de substâncias controladas; neste caso, é bom providenciar também uma tradução para a língua oficial do país ou, no mínimo, uma tradução para o inglês.

9- Deixar a mala tomar ar

Seja você um viajante frequente ou não, você deve ter seu lugar de deixar a mala guardada entre um vôo e outro: por isso, é importante deixar a mala tomar ar e, se possível, um pouco de sol pra tirar qualquer cheirinho indesejado. E, se for a sua primeira viagem, e você tiver acabado de comprar uma mala, também é bom deixar que a mala tome ar e um pouco de sol pra tirar o cheiro intenso dos materiais usados na fabricação.

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10- Monitorar o clima do seu destino

Pra ajudar na hora de organizar a sua mala inteligente, e pra ter a certeza de que você vai viajar bem preparado pra encarar qualquer clima, comece a monitorar o clima do seu destino pelo menos uma semana antes. Assim, você consegue planejar bem a organização da sua mala e dificilmente será pego de surpresa.

11- Habilitar o roaming no celular ou providenciar SIM card internacional

Nem todo mundo habilita o roaming do celular pra viajar, principalmente em tempos de tanta facilidade de adquirir SIM cards que oferecem planos bem mais vantajosos do que os das operadoras nacionais. Ainda assim, eu acho que desde 2008 eu não viajo sem estar com o roaming habilitado, nem que seja só pra mandar um SMS quando o avião pousa avisando que tá tudo bem. A minha operadora aqui na Armênia oferece uns planos decentes de roaming de internet, então, dependendo do país de destino ou da duração da viagem, eu simplesmente habilito um desses planos e nem me preocupo com a compra de um SIM card novo. Mas já falei um pouco por aqui sobre SIM cards que compramos nas nossas últimas viagens (tenho que atualizar com a última operadora que usamos no Reino Unido!).

28 dias viajando

Hoje começa nosso primeiro afastamento e passaremos 28 dias viajando e aproveitando as férias, se Deus quiser! Serão 6 países diferentes e, embora já seja primavera por estas bandas, há previsão de temperaturas variando entre 10ºC e 30ºC.

Além do limite de bagagem despachada ser de uma mala de 23kg por pessoa, não queríamos ficar carregando muito peso de um lugar pro outro, porque, como se pode prever, faremos diversos deslocamentos. Adicione-se à mala despachada uma mala de mão pra cada um, que vocês já conhecem daquele post sobre as malas pro fim de semana em Moscou. A organização das malas fica por conta dos packing cubes da Carpisa e também da Sestini, comprados na Le Postiche.

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Pro marido, a mala é sempre mais fácil de se fazer. Pra mim, confesso que comecei a pensar com bastante antecedência nos looks que levaria nessa viagem, escolhendo uma paleta de cores que me permitisse as mais variadas combinações entre todas as peças. Esse foi o critério principal pra montar uma mala que eu considero compacta: a escolha de peças que combinem entre si; eu posso usar todas as peças umas com as outras, resultando em muitas, muitas combinações.

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Incluindo as peças que usarei para voar, eis as eleitas para os próximos 28 dias: 1 trench coat, 1 saia, 1 salopete jeans, 3 camisas, 4 blusas de manga comprida, 4 camisetas de alça, 4 tshirts, 1 cardigan de cashmere, 1 jaqueta impermeável/corta vento, 1 calça preta, 1 calça jeans, 1 short jeans, 1 legging, 2 cachecóis leves, 1 biquíni e 1 vestido, além de 2 pijamas e as roupas de baixo. Somem-se a estas peças de roupa 2 cintos, 1 mochila, 1 bolsa tiracolo, 2 sandálias, 2 tênis, 1 sapatilha e 1 chinelo, além da bolsa Longchamp que exerce o papel de item pessoal no avião. Na foto acima, aparece 1 saia e 1 macacão jeans a mais do que eu resolvi levar na viagem: tinha separado essas 2 peças pra irem na bagagem, porém eu decidi por deixá-las em casa porque acho que poderia acabar não usando e eu detesto peso morto na mala. Além disso, substituí o short de linho que aparece na foto pelo vestido supracitado.  

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Muita gente argumenta que não se deve levar mais de 4 pares de sapatos em uma viagem, e eu concordo que é o tipo de coisa que pesa e ocupa bastante espaço, mas, por conta da minha dor crônica no tornozelo direito, eu me permito exceder esse “número mágico”, principalmente por se tratar de viagem tão longa.

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A seleção dos itens de higiene pessoal também foi criteriosa: repeti a fórmula da viagem do fim de semana em Moscou e escolhi miniaturas de escovas e pasta de dentes, enxaguante bucal, shampoo e condicionador, hidratante, sabonetes, e um pouquinho de creme antisséptico. Em tamanho normal, só os desodorantes roll on, lenços umedecidos, absorventes e protetores diários. Também escolhi alguns poucos itens de cuidados com as unhas pra tentar manter alguma dignidade.

Na Longchamp, os mesmos itens de todos os vôos: álcool gel, organizador de bolsa da Mango, bolsinha Via Mia com os passaportes, guarda chuva, caixas de óculos, bolsinha Uncle K pra guardar os celulares, carteira Furla, Kindle, bolsinha Victoria’s Secret com minhas pulseiras e terço, chave de casa, bala Tic Tac, iPod, pasta com documentos, e bolsinhas Mango com cabos carregadores e itens para conforto no avião.

Se nós não tivéssemos obrigatoriamente que despachar malas por conta dos remédios líquidos cujas embalagens excedem os 100ml permitidos a bordo, viajaríamos só com as malas de mão mesmo, ainda que fosse necessário cortar alguns (poucos) itens, já que fiz o teste e todos os packing cubes caberiam nas malas de mão. Mas já ficamos super satisfeitos com o limitado número de itens que escolhemos para passar quase 1 mês viajando. Em outras épocas, eu certamente teria muito mais dificuldade de despachar uma mala compacta assim!

Nesse período de férias, pretendo manter o blog atualizado tanto quanto possível, e vocês também podem acompanhar nossas aventuras pelo instagram e pelo twitter!

Organizando uma viagem

Eu sou e sempre fui uma pessoa que prezo pela organização em tudo na vida, e não seria diferente o meu comportamento com relação à viagens. Pra mim, o planejamento de uma viagem tem grande importância: acredito firmemente que organizar tudo com antecedência garante tranquilidade!

A preparação mesmo já começa quando definimos o destino e emitimos as passagens (entre 4 e 2 meses antes de viajarmos), mas este post é dedicado à rotina dos dias imediatamente anteriores à viagem.

Minha rotina de preparação para uma viagem começa mais ou menos 2 semanas antes, quando eu já começo a pensar e listar os itens que nos acompanharão. Se possível, começo a organizar em um dos cômodos da casa tudo o que precisa ir na viagem, pra não correr o risco de esquecer nada de última hora. Também confiro se será necessário fazer câmbio de moedas.

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Uma semana antes, eu imprimo e guardo numa pastinha todos os documentos da viagem, como tickets eletrônicos, tickets de trem (se for o caso), reservas de hotéis; além disso, faço cópias impressas dos passaportes. Também tomo nota de todas as informações de reservas e vôos na minha agenda, e faço backup de todas as informações referentes nos nossos emails. Outra coisa importantíssima para se fazer é conferir o seguro da viagem.

Sobre os passaportes, é sempre importante verificar se eles estão dentro da validade (no mínimo, 6 meses) e se dispõem de páginas em branco (alguns países exigem pelo menos 6 páginas em branco).

Começo a organizar as coisas nas malas com pelo menos 4 ou 5 dias de antecedência, para verificar qual o tamanho da bagagem que deverá nos acompanhar, os pesos da bagagem de mão e da bagagem despachada, e se é preciso comprar algum item de última hora, bem como confiro os cadeados ou se as malas já tem cadeado TSA embutido. Também organizo os itens de higiene pessoal, preferencialmente em suas versões em miniaturas, ou colocando os conteúdos em embalagens pequenas. Além disso, verifico todos os medicamentos (se temos quantidade suficiente pro período de férias ou se é necessário comprar alguma coisa), e separo aqueles que irão na bagagem de mão daqueles que serão despachados (xaropes em embalagens que excedem 100ml).

Na bagagem de mão, eu priorizo a acomodação dos itens de valor, sempre incluindo uma muda de roupa caso seja necessário. Lembrando que na bagagem de mão não é permitido transportar sprays e nem embalagens líquidas com mais de 100ml. Sobre a organização das malas, já tem post aqui sobre o final de semana em Moscou só com mala de mão, e em breve vou subir o post com as nossas malas para as próximas férias, e aí atualizo o link aqui.

A maioria das companhias aéreas permite o check in online com 72h de antecedência ao vôo, e eu procuro fazê-lo com antecedência, indo pro aeroporto já com o cartão de embarque impresso. Chegando ao aeroporto, é só embalar as malas no plástico e despachá-las.

Importante também é ficar sempre atento aos emails que podem eventualmente serem enviados pelos hotéis ou pelas companhias aéreas informando alterações de vôos! É preciso ter bastante atenção quanto a isso, pois as companhias aéreas podem cancelar vôos agendados, realocando os passageiros no próximo vôo, mas este pode não atender às suas necessidades. Nesse caso, é preciso tempo hábil para reclamar e requisitar outra solução – nem mesmo que seja o cancelamento da compra, agendando em outra companhia.

Também com 3 ou 2 dias de antecedência da viagem, confiro se todos os cartões de fidelidade de redes de hotéis e companhias aéreas estão na carteira, caso sejam necessários.

Conferir se tem alguma conta a ser paga no período da viagem é importantíssimo. No Brasil, deixávamos nossas contas em débito automático, mas aqui na Armênia é um pouquinho diferente, então nos planejamos de acordo. Hoje, por exemplo, preciso ir pagar antecipadamente as contas de TV/Internet e telefones celulares. Acho que o ideal é pagar tudo com antecedência pra não ter que se preocupar com essas questões durante a viagem.

Na véspera ou mesmo no dia de viajar, eu faço o backup de tudo o que estava no celular e nos cartões de memória, deixando espaço livre pras fotos e vídeos da viagem. Ao mesmo tempo, atualizo o iPod pra ter várias músicas bacanas pra ouvir durante as férias, e confiro o conteúdo do Kindle pra ver se é preciso comprar livros novos. No dia de viajar, também vou na podóloga pra preparar meus pézinhos pras férias.

Os itens de última hora são sempre os óculos de grau e de sol, as lentes de contato e os carregadores dos eletrônicos e, pra não esquecer deles, coloco um alerta no celular para 30min antes do horário planejado para sairmos de casa. Gosto, também, de olhar com antecedência o tempo de deslocamento até e para os aeroportos/estações de trem da viagem, ainda que seja fácil conferir isso durante a viagem via internet.