Rumo às Canadian Rockies: no trem de Vancouver para Jasper

Um dos trechos para o qual estávamos mais animados na nossa viagem pro Canadá começou com uma viagem de trem entre Vancouver e Jasper. O percurso, que teoricamente demoraria 14h, acabou levando quase 20h por conta das condições climáticas. Era muita neve, minha gente!

Mas vamos começar do começo.

Essa viagem de trem faz parte de um pacote que fechamos com a Canada by Design. É claro que é possível comprar a passagem de trem de maneira independente mas nós optamos pelo intermédio da agência por um motivo determinante: quando nós decidimos que queríamos ir pras Canadian Rockies, os trens das datas possíveis já estavam lotados; foi graças ao auxílio da Point Travel que nós soubemos que poderíamos comprar pacotes que incluiam o trecho de trem por intermédio dessa agência, que tem bloqueio de cabines do trem.

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Nós optamos pelo pacote “superior grade”, que nos dava direito a uma cabine privativa no trem e acesso ao lounge (com bebidas, snacks e jornais) na estação de trem de Vancouver. A cabine privativa era pequena, mas razoavelmente confortável, principalmente porque seguimos a recomendação de despachar as bagagens maiores e levar somente as mochilas conosco pra dentro da cabine. Nela, tínhamos uma pequena pia e um toalete, mas não chuveiro; nesta classe de viagem, havia um chuveiro compartilhado para cada 5 cabines. Somente os passageiros da primeira classe dispunham de banheiros privativos em suas respectivas cabines. Quando nós estávamos planejando a viagem e vimos as opções de pacotes, não achamos que compensava a diferença de preço para ter um banheiro completo privativo e, de fato, não fez falta pra uma única noite de viagem. Eram fornecidos kit de amenidades e toalhas.

Embora tivesse tomadas suficientes na cabine, o trem tinha um problema substancial: nada de Wi-Fi. Além de não ter Wi-Fi, a conexão móvel parou no meio da noite e nós só fomos recuperar o sinal já chegando em Jasper. Quando embarcamos no trem, encontramos a cabine com 2 poltronas. À noite, quando voltamos do jantar, as poltronas deram lugar à 2 camas, do tipo beliche, com direito à luz de cabeceira. As camas eram surpreendentemente confortáveis: marido dormiu super bem; eu sou chata pra dormir, e o balanço e barulho do trem me atrapalharam muito.

Estavam incluídas três refeições: almoço (que foi servido logo após o embarque) jantar e café da manhã. Para almoço e jantar, era preciso escolher entre 2 horários disponíveis, e nós escolhemos a 2a chamada; o café da manhã era servido de acordo com ordem de chegada, das 06:30 até 08:30. A falta de sinal no trem QUASE nos fez perder o café da manhã.

Mas Letícia, você não disse que quase não dormiu? 

Pois é, minha gente. Acontece que eu fui conseguir dormir JUSTAMENTE quase de manhã, porque o trem ficou empacado na neve (hihihi). Ao ficar empacado na neve, o que mais me atrapalhava a dormir (movimento/barulho do trem) acabou, e eu finalmente consegui dormir um tiquinho. Eu tinha colocado o despertador pras 08h, só que Jasper estava num fuso horário diferente do de Vancouver!!!! Com a falta de sinal, o celular não atualizou o horário e eu já tava achando que tínhamos perdido o café da manhã!! Logo eu, que sou faminta/alucinada por café da manhã.

Pra nossa sorte (obrigada, Deus), por conta do trem ter ficado empacado na neve, o serviço de café da manhã teve seu horário prorrogado, e nós conseguimos comer. Depois de terminarmos, ainda demorou mais umas 2 horas pra conseguirmos chegar até Jasper – tudo por conta da neve. Gentes, era muita neve mesmo.

Além das janelas de cada cabine, o trem tinha algumas cabines panorâmicas no segundo andar, e durante o percurso pudemos admirar o Canyon Fraser, as montanhas costeiras, o Rio Fraser, e até o Hell’s Gate. Também passamos pelo Mt. Robson e pelo Lago Moose pouco antes de chegarmos em Jasper – a esta altura, a vista não era muito clara por conta da quantidade de neve.

Esse percurso de trem foi inesquecível. Foi muito interessante, embora devo confessar que também tenha sido cansativo. Ao chegarmos em Jasper, fomos levados para o nosso lodge, onde passaríamos 2 noites – mas esta história eu deixo pro próximo post!

Capilano Suspension Bridge Park: aventura nas alturas

Se teve uma coisa que me encantou de verdade na nossa passagem pelo Canadá, e mais especificamente por Vancouver neste caso, foi a relação dos locais com a natureza: eles valorizam muito estar ao ar livre, seja correndo, fazendo trilhas ou simplesmente curtindo um sol na grama!

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Localizado a cerca de 10min do centro de Vancouver, o Capilano Suspension Bridge Park é um destes lugares para aproveitar a natureza e se aventurar um pouquinho cruzando as pontes suspensas entre árvores e sobre rios.

Nem preciso dizer que é um lugar lindíssimo. É um passeio muito legal pra fazer com a família, acho que crianças devem curtir demais a ideia de cruzar pontes suspensas por entre árvores em um ambiente altamente controlado.

O acesso ao Capilano Suspension Bridge Park é mais fácil de carro, mas eles disponibilizam um ônibus que faz shuttle entre o centro de Vancouver e o parque em alguns horários ao longo do dia. É importante conferir estes horários para que você não passe muito tempo esperando.

O ingresso eu confesso que achei meio caro: $53,95 dólares canadenses por adulto. Por sua vez, crianças de até 6 anos não pagam. Todas as informações sobre ingressos, shuttle e horário de funcionamento podem ser encontrados aqui.

Granville Island, uma ilha no meio de Vancouver

Um dos passeios mais agradáeis que fizemos em Vancouver foi, certamente, para a Granville Island. Com fácil acesso de balsas que partem de diversos pontos da terra firme, Granville Island é um verdadeiro refúgio no meio da cidade grande.

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Contando com diversas lojinhas que oferecem os mais diversos produtos, desde pequenos souvenires até jogos de tabuleiro, um grande mercado municipal e vários restaurantes e quiosques cheios de delícias, Granville Island ainda tem um charme a mais por conta dos pelicanos que voam livres por ali.

Os restaurantes de Granville Island tem preços muito bons e a qualidade da comida é excelente. Um ticket de ida e volta de balsa custa cerca de 4 dólares canadenses por adulto, e partem em vários horários.

Fomos a um jogo de futebol em Vancouver

Vocês que me acompanham por aqui já devem ter compreendido que eu e o marido somos adeptos de rolês não muito convencionais nas nossas viagens, o que acaba rendendo boas aventuras e memórias únicas. Na nossa passagem por Vancouver não foi diferente: nós acabamos indo a um jogo de futebol do Vancouver Whitecaps FC!

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futebol? eu entendi quadribol! hihihihi

O jogo aconteceu num sábado a tarde no grandioso e moderno estádio BC Place, que fica no centro da cidade e tem fácil acesso para os torcedores. O BC Place é o maior estádio com teto inflável do mundo, sendo um estádio multiesportivo, e o primeiro estádio completamente fechado do Canadá, tornando possível a realização dos mais diversos eventos mesmo sob condições climáticas adversas.

Uma das coisas que eu achei mais impressionantes no BC Place foi o serviço disponível para compra de snacks e bebidas: em algumas seções do estádio, é possível fazer o pedido direto do celular! Eles disponibilizam um aplicativo e, a partir da leitura do QR Code disponível no assento de cada espectador, pode-se fazer o pedido e pagar tudo pelo celular, com a comida/bebida sendo entregues no assento! Eu achei um troço de outro mundo, parabéns aos envolvidos.