Onde comer em Dublin?

Nossa passagem por Dublin foi muito divertida, e nós descobrimos alguns bons cantinhos para comer pela cidade, que vou dividir com vocês agora!

  • Flanagan’s

Em plena O’Connell Street, que é uma das principais ruas da cidade, o Flanagan’s é um restaurante muito tradicional de Dublin, comandado pela mesma família desde 1980. O ambiente do restaurante é mesmo de família, acolhedor e com uma comida deliciosa. Nós pedimos o pão de alho (garlic bread, €4,95), as asinhas de frango picantes da casa (flanagan’s chicken wings, €13,95) e meia costela de porco (baby back ribs half sheet, €6,50) no molho barbecue caseiro, com cerveja pra acompanhar, é claro. A decoração Art Déco merece a atenção.

  • Arthur’s Bar (Guinness Storehouse)

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Acho que vale a pena aqui deixar registrada a qualidade da comida do Arthur’s Bar, que fica na Guinness Storehouse. Como vocês já sabem, a Guinness Storehouse foi praticamente a nossa primeira parada em Dublin, e nós adoramos a experiência. Eu pedi o cachorro quente com linguiça artesanal, que estava de comer rezando de tão bom. O marido provou o guizado irlandês que, segundo ele, era espetacular.

  • Smokin Bones

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No coração de Temple Bar, está o Smokin Bones, com seus molhos artesanais e costelas cozidas lentamente. Nós dividimos um two meat combo (€14,95), que dá a opção ao cliente de escolher 2 carnes e 2 acompanhamentos. Nós escolhemos a costela defumada por 4h (baby back ribs) com asinhas de frango (chipotle wings), acompanhados de milho preparado com manteiga e sal (corn on cob) e batatas fritas caseiras (skin on fries). Estava divino.

  • Fujiyama

Subindo uma escadinha na O’Connell Street, está o Fujiyama, uma das boas surpresas de Dublin, já que passamos algumas vezes por ele e não estávamos botando muita fé, até que resolvemos subir e fomos agraciados com comida japonesa da melhor qualidade, preparada com cuidado e peixe fresco. Pra começar, nós pedimos a gyoza tradicional (€6,90), que o marido ama e eu não sou muito fã, mas esta estava incrivelmente boa e talvez agora eu dê uma chance para as gyozas do mundo. Depois, pedimos rolls de atum (€8,00) e salmão (€8,00), e sushis também de salmão (€8,00) e atum (€8,00).

  • Hard Rock Café

O clássico dos clássicos que de vez em quando a gente visita nas nossas viagens. O Hard Rock Café de Dublin também fica em Temple Bar, mas, no momento, está fechado para obras, reabrindo no começo de maio de 2018. Ficamos numa mesa coladinha na memorabília dos Foo Fighters, então imagina a minha alegria! Nós pedimos o jumbo combo, que é mesmo enorme, e matamos a nossa fome com asinhas de frango, onion rings, tiras de frango frito, rolinhos primavera e bruschetta, servidos com molho honey mustard, hickory barbecue e blue cheese. O atendimento nos Hard Rocks do mundo costuma ser muito bom, e em Dublin não foi diferente.

 

O que fazer em Dublin?

Dublin é uma cidade muito rica culturalmente e muito jovem. Além da Guinness Storehouse, há atividades para todos os gostos, bolsos e idades, e neste post vou fazer um super apanhado de coisas legais para se fazer em Dublin.

St. Patrick’s Cathedral

Pensar em Irlanda é pensar no São Patrício, que tem seu dia celebrado em 17 de março. St. Patrick é o padroeiro da Irlanda, e a catedral de St. Patrick passou a ser um lugar santo e de encontro espiritual por muitas gerações, desde que este Santo batizou cristãos convertidos há mais de 1500 anos. Esta catedral é a Catedral Nacional da Igreja da Irlanda. A catedral de St. Patrick está no coração de Dublin e da história e cultura da Irlanda por mais de 800 anos, e é a maior catedral da Irlanda, bem como um dos mais importantes lugares de peregrinação. A história dessa catedral é um microcosmo da história da Irlanda, e o ingresso para adultos custa €7.00. Maiores informações podem ser encontradas aqui.

Christ Church Cathedral 

A Catedral da Santíssima Trindade é uma catedral medieval, fundada em 1028, com uma arquitetura impressionante e uma cripta medieval fascinante. O ingresso que dá acesso às criptas medievais custa €7.00. A Christ Church Cathedral já foi um lugar de peregrinação, e abrigou importantes relíquias religiosas. Devo confessar que o que mais me impressionou e mexeu com o meu coração foi a imagem do Cristo rejeitado, deitado no banco em frente à igreja. Minha garganta dá um nó só de lembrar naquela imagem tão profunda.

Dublin Castle & The Chapel Royal

Aberto todos os dias da semana, é possível visitar o Castelo de Dublin entre 9h45 e 17h45. Os tours guiados duram aproximadamente 1h10 e custam €10 por adulto. Embora haja a opção de visitar os State Apartments sem a visita guiada (neste caso, o ingresso custa €7), somente o tour guiado oferece a oportunidade de ver as escavações vikings e a Capela Real. O Castelo de Dublin foi a sede do governo inglês/britânico na Irlanda entre 1204 e 1922, servindo como residência para o representante irlandês do monarca britânico, e centro administrativo e cerimonial. Em 16 de janeiro de 1922, o último Vice-rei da Irlanda entregou o Castelo de Dublin a Michael Collins e ao governo da Irlanda recém-independente. Desde então, é mantida a tradição de realizar cerimônias de Estado no Castelo, e os governos irlandeses usam estas instalações para eventos nacionais importantes. E, desde 1938, todos os presidentes da Irlanda tomaram posse no St. Patrick’s Hall, o maior dos State Apartments. No dia em que fomos visitar o Castelo de Dublin, o ingresso teve preço reduzido porque uma das alas do Castelo estava fechada para a realização de um evento nacional. Outras informações sobre o Dublin Castle podem ser encontradas aqui.

Temple Bar

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O famoso bairro de Temple Bar é o reduto boêmio da cidade de Dublin. É lá, perto da Trinity College e da Grafton Street, que há uma enorme concentração de pubs, cafés e restaurantes que são frequentados por locais e turistas. Naturalmente, a região fica ainda mais animada à noite, mas durante o dia também é possível desfrutar dos bons restaurantes que ficam na região.

Molly Malone statue

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A estátua de Molly Malone fica na Suffolk Street, inaugurada em 1988, durante as comemorações do milênio de Dublin. Molly Malone é uma música popular sobre uma história que se passa em Dublin, e que se tornou um hino não-oficial da cidade. Quando a estátua foi inaugurada, foi declarado que o dia 13 de junho seria o dia de Molly Malone.

Trinity College Dublin

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A Universidade de Dublin foi inaugurada em 1592, e abriga uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. A exibição The Book of Kells permite que os visitantes façam uma viagem de volta ao século XVIII ao caminhar pela Trinity College. O livro de Kells é um dos principais tesouros culturais da Irlanda, e manuscrito medieval mundialmente famoso. O livro do século IX é uma cópia muito decorada dos 4 Evangelhos que contam a vida de Jesus Cristo. Os preços dos ingressos variam entre €11 e €28, e maiores informações podem ser encontradas aqui.

 

Para fazer compras: Grafton Street, Henry Street & Mary Street, Liffey Street Upper, Jervis Street

Grafton Street é a rua que mais concentra lojas na cidade, para todos os gostos e bolsos. As ruas perpendiculares também são recheadas de boas lojas para fazer compras e também bons cafés para descansar. São muitas opções: Cath Kiddston, Waterstones, Boots, Starbucks, H&M, Zara, Disney Store, entre outras. Além das lojas da “high street”, a grande loja de departamentos Brown Thomas também abriga muitas importantes marcas de moda. Do outro lado do rio Liffey, nas ruas Henry e Mary, Liffey Street Upper e Jervis Street, outras muitas lojas se concentram, como Forever 21, Game Stop, River Island, entre outras. Nessa região há duas grandes lojas de departamento: a Debenhams, e a tradicional Arnott’s, inaugurada em 1843 e que mantém desde então uma arquitetura inconfundível. Como nós estávamos em Dublin poucos dias antes do Natal, as ruas estavam todas lotadas, e muitas lojas faziam eventos especiais para atrair ainda mais clientes!

Guinness Storehouse em Dublin

Dublin foi a última parada das nossas férias congeladas pelas ilhas. O primeiro lugar que fomos conhecer na capital da Irlanda foi a Guinness Storehouse que é bem mais do que um museu, e sim uma verdadeira experiência interativa e de aprendizado sobre a grande cervejaria – e, também, sobre cerveja!

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É possível comprar ingressos no local, e os preços variam de acordo com os horários de visitação. Todos os ingressos para maiores de idade incluem um pint de Guinness, uma lição de degustação de Guinness e também a oportunidade de aprender a tirar seu pint perfeito. Se comprados pela internet, os ingressos tem desconto e custam a partir de €17,50. Eu comprei na véspera e garanti o nosso desconto. Todas as informações podem ser encontradas aqui.

Ao entrarmos na Storehouse, o cheiro de Guinness já invade nossos sentidos: aquele inconfundível aroma achocolatado já aguça a vontade de aprender sobre esta tradicional cervejaria. Nos 7 andares, podemos aprender muito sobre a levedura especial usada pela Guinness que resulta na melhor cerveja stout do mundo e sobre a história de Arthur Guinness.

A Guinness não é só mestra em fazer cervejas stouts: a imaginação para campanhas publicitárias da cervejaria sempre foi além das expectativas, e a marca foi construída em cima de campanhas impressas, digitais e televisivas inteligentes e criativas, que marcam a história da cervejaria.

Na Guinness Academy, podemos aprender o jeito certo de obter o pint perfeito de Guinness. O ritual de 6 passos é lendário tanto quanto a própria cerveja, e, ao final, não só podemos beber este glorioso pint de Guinness como também recebemos um certificado atestando nossa eficiência! E, aqui, fica um pulo do gato: quem participa dessa experiência acaba tomando um pint extra de Guinness!

Degustamos nosso pint de Guinness, incluído no ingresso, no Gravity Bar, que oferece uma belíssima vista da cidade. Nós almoçamos por lá mesmo, e o Storehouse abriga 4 cafés e restaurantes: o Cooperage Cafe fica no 1º andar, e, no 5º andar, podemos escolher entre Brewers’ Dining Hall, 1837 Bar & Brasserie, e Arthur’s Bar. Nós optamos por testar os pratos do Arthur’s Bar, e estava tudo uma delícia!

A Guinness Storehouse fica um pouco afastada do centro mas, mesmo assim, preferimos ir caminhando até lá.

Looks de viagem no inverno europeu

É inverno no Hemisfério Norte, e as temperaturas nesta época do ano são bem mais baixas por aqui do que os brasileiros costumam estar acostumados. Nós passamos 1 mês viajando pelo Reino Unido e Irlanda e, embora ainda fosse outono, as temperaturas estavam muito baixas – principalmente no interior da Inglaterra e na Irlanda do Norte! – o que exigia roupas de inverno.

Eu já contei sobre a minha mala de verão e desmistifiquei o glamour que vemos nas redes sociais dos globetrotters: não tem nada de errado a gente querer ficar bonito durante as férias, mas a praticidade e o conforto são fundamentais pra quem caminha pela cidade inteira e/ou anda de metrô e ônibus, e não tem orçamento pra táxis, ubers e/ou motoristas particulares o tempo todo.

E, se já fomos econômicos naquela mala de verão, conseguimos nos superar pra essa viagem invernal: despachamos uma única mala grande, e cada um tinha uma bagagem de mão, além da minha bolsa pessoal Longchamp que acomoda todas as nossas coisas que poderíamos precisar acessar com facilidade durante o vôo.

Dessa vez eu não fiz post sobre a organização da mala por um motivo simples: eu só levei 6 peças de roupas minhas na mala, além do meu pijama, underwear, e a bolsa tiracolo e a mochila Prada. Como eu tinha planejado comprar mais roupas de inverno na Uniqlo (eu não sou ninguém sem a linha Heattech deles), eu não levei nem roupa térmica, só a que já foi no corpo. Pra viajar, eu usei uma tshirt de manga comprida, a calça cinza da GAP, o casaco preto da Zara, um suéter da Stradivarius (que eu usei um monte mas acabou não aparecendo em nenhuma foto aqui), e a bota marrom da UGG, que foi o único sapato que eu levei: depois comprei em Londres mais uma bota e um tênis. Então não seria justo mostrar uma mala arrumada sem nada né?

Numa viagem de 28 dias, nós pegamos trem 2 vezes, avião 1 vez, e viajamos 2 trechos de carro, e sabíamos que não ficaríamos só em perímetros urbanos, o que pedia roupas confortáveis de verdade. Nos organizamos para lavarmos nossas roupas 4 vezes, e nós nos viramos muito bem com uma única mala pra nós dois, que não excedeu 20kg até chegarmos à Irlanda do Norte. Foi só mesmo na Irlanda, nos últimos dias das nossas férias, que precisamos reorganizar a bagagem por conta dos meus livros ilustrados do Harry Potter, que são pesadíssimos!

Acreditem: em algumas dessas fotos, eu estou usando 3 calças, uma por baixo da outra! Consequentemente, a saia da Le Lis Blanc acabou virando peso morto (ainda bem que ela é leve, mas mesmo assim eu detesto carregar peso morto em viagens). E, em viagens de inverno, não tem jeito: o que vai aparecer mesmo é o casaco. A menos que você esteja disposto a ter uma bagagem imensa, é melhor não exagerar: eu fui com um casaco e levei mais um na mala, e acabei comprando mais um da Uniqlo (e acabei achando 3 casacos demais, podia ter me virado bem só com o da Zara e o da Uniqlo). Por mais que todo dia eu trocasse de blusa/camisa e suéter (à disposição, eu tinha 6 camisas, 8 blusas de gola alta, e 3 suéteres), nenhuma delas apareceu nestas fotos! E por quê?! Porque a gente acaba tirando mais fotos ao ar livre e, no frio, não dá pra tirar o casaco!

Os acessórios são, sem dúvida, os melhores amigos pra mudar a cara dos looks de inverno – no dia a dia e em viagens. Eu adoro cachecóis, e aproveitei pra comprar mais alguns de cashmere na Uniqlo (a cashmere deles é ótima!), além do cachecol enorme de lã que o marido me deu no dia do meu aniversário. Acabei comprando também o gorro vinho e as earmuffs da Accessorize, e antes do meio da viagem eu aposentei a boina da Stradivarius porque ela não protegia minhas orelhas.

 

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casaco Zara, cachecol e meia calça Heattech Uniqlo, saia Le Lis Blanc, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, calça de veludo Heattech Uniqlo, botas UGG
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casaco e cachecol Zara, bolsa Prada, calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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boina Stradivarius, casaco Zara, calça Heattech Uniqlo, botas UGG, bolsa Prada
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casaco e cachecol Zara, earmuffs Accessorize, calça GAP, botas UGG, bolsa Prada
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mochila Prada, earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Heattech Uniqlo, tênis Vans
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cachecol, luvas e calça Heattech Uniqlo, earmuffs Accessorize, óculos Ray Ban, casaco Zara, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol e casaco Uniqlo, calça John Lewis, bolsa Chanel, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woolen Mill, casaco Zara, calça John Lewis, mochila Prada
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gorro Aran Tradition, casaco e cachecol Zara, calça Uniqlo, botas UGG, mochila Prada
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earmuffs Accessorize, cachecol Edinburgh Woollen Mill, bolsa Prada, casaco Zara, luvas Uniqlo, calça GAP, botas UGG
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cachecol, blusa de gola alta e calça Heattech Uniqlo, casaco Zara, mochila Prada (embora não esteja na foto, eu estava com o tênis Vans nesse dia) – eu comprei várias cores dessa blusa de gola alta na Uniqlo e, embora não apareça nas outras fotos, foi praticamente o que eu usei durante a viagem!
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, mochila Prada, calça GAP, botas UGG
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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG

 

*esse post foi publicado originalmente no leticiatostes.com mas, como é um tema útil principalmente para viajantes, achei importante postar aqui também!