Onde comer em Belfast?

Como vocês já sabem, Belfast foi a cidade que ganhou o nosso coração nas últimas férias! Nós adoramos Belfast e a Irlanda do Norte, e agora é hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá. Não são muitos, já que fizemos 2 day trips e acabamos comendo naqueles destinos, mas são 4 bons lugares que tem o selo Letícia de aprovação gastronômica!

  • Town Square

Nós gostamos tanto desse restaurante/café/bar que fomos 2 vezes! O Town Square fica na Botanic Avenue, uma das ruas que mais concentra bons restaurantes e bares da cidade, e nós demos a sorte de ficar num hotel ali pertinho – então não estranhem quando virem os 3 primeiros dos 4 restaurantes dessa listinha sejam nessa rua! O ambiente do Town Square é muito agradável, porque parece um pub mas tem um toque de modernidade, e essa estante de livros no meio do restaurante ganhou meu coração.  A seleção de cervejas deles é ótima: são sempre 8 rótulos disponíveis, mas que mudam a cada mês de acordo com a curadoria. Eu fui fiel e comi o mesmo prato nas 2 vezes em que paramos por lá: o hambúrguer de carne com onion rings acompanhado de batatas fritas (£8,50). Nem preciso dizer que amei e recomendo, né.

  • Sakura

Localizado também na Botanic Avenue, o Sakura é avaliado como um dos melhores restaurantes japoneses de Belfast. Nós comemos sashimi de atum (£6,80) e salmão (£5,80), sushis de salmão (£3,50) e atum (£3,80), e alguns rolls (preços variam entre £2,50 e £6,80). O atendimento não foi uma maravilha, mas a qualidade dos peixes é excelente.

  • Scalini

Também fomos 2 vezes a este excelente restaurante italiano, que também fica na Botanic Avenue. O Scalini é ENORME e, nas 2 vezes em que lá estivemos, estava lotado. No nosso primeiro jantar por lá, tínhamos chegado da nossa day trip temática de Game of Thrones, já era tarde, eu estava cansada e meu estômago não estava pedindo nada com grande consistência, então pedi só a sopa do dia (£4,45). Já no dia em que voltamos, aproveitamos para provar uma das muitas pizzas disponíveis, feitas no forno à lenha. A nossa escolhida foi a campagnola (£10,65): tomate, queijo mozzarella, frango, bacon e milho. Estava boa DEMAIS e eu salivei aqui só de lembrar dessa pizza!

  • Tony Roma’s

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A rede mundial de restaurante Tony Roma’s tem uma filial em Belfast, na University Road, pertinho do Ulster Museum. Eu sou bem viciadinha em costelas de porco, então é claro que eu tinha que provar uma das famosas ribs dessa cadeia de restaurantes. Nós escolhemos dividir o prato fillet medallions and half rack baby backs (£24,99), um prato enorme com 2 medalhões de filé mignon e meia costela de porco, acompanhados de purê de batata e vegetais da época (que, naquele caso, eram os brócolis). Tudo estava MUITO bom e suculento!

DICA BÔNUS: PUB

  • The Points

Vocês realmente acharam que não ia ter uma dica de pub de Belfast por aqui? Claro que tem que ter! Localizado na Dublin Road, bem no coração do centro de Belfast, o The Points foi O PUB recomendado por TODOS os locais com quem conversamos. Lá, há música ao vivo todos os dias da semana com bandas irlandesas que vem de todo o país, e uma variedade de mais de 80 whiskeys e cervejas locais e internacionais. O ambiente é muito confortável e aconchegante, mas eles não servem comida – só o Irish stew (um dos pratos nacionais caseiros da Irlanda, o guisado irlandês é elaborado com carne de cabrito, batatas, couve branca, alho poró, cenoura e aipo), que pode acabar mais rápido do que a gente pensa (infelizmente, nós não conseguimos provar).

Onde comer em Liverpool?

Liverpool foi uma das cidades que mais amei conhecer no ano passado! Não foram poucos os posts sobre a cidade dos Beatles que oferece muito mais do que apenas as histórias dos 4 rapazes. Agora chegou a hora de contar pra vocês sobre os lugares onde comemos por lá!

  • Turtle Bay Caribbean Social

Num ambiente que teletransporta a gente para a Jamaica, o Turtle Bay Caribbean Social da Victoria St tem um cardápio recheado de delícias. Essa também é uma rede de restaurantes com diversas unidades espalhadas pela Inglaterra. Vale a pena prestar atenção na promoção de cutters (3 por £14 ou 4 por £18), que são pratos inspirados pela culinária dos vendedores de quiosques de praia e de rua das ilhas do Caribe, ideais para serem divididos.

  • Revolution 

Um bar delicioso, que também faz parte de uma uma rede cheia de unidades espalhadas pelo Reino Unido: só em Liverpool são 4 unidades, e nós fomos conhecer a que fica no Cavern Quarter (2 Temple Court). A comida é muito boa, e o serviço é bom, com uma equipe atenciosa e rápida. Nós pedimos o Street Food Crate (mini hambúrgueres, frango frito, pizza de pepperoni, batata frita e molhos) pra dividir, e tudo estava muito gostoso. O ambiente é muito legal, com sofás aconchegantes e uma decoração interessante.

  • Revolución de Cuba

De revolution para revolución! Em Liverpool, o Revolución de Cuba fica no Albert Dock, e oferece uma comida excelente, embora o serviço tenha sido um pouco lento. Essa unidade restaurante, que também faz parte de uma rede, tem 2 andares e conta com um terraço junto ao dockside, que eu recomendo fortemente se não estiver um frio de rachar. No 2º andar, um bar de rum super exclusivo. De terça a domingo, pode-se pedir 3 tapas por £14.

  • Gusto

De todas as filiais de redes de restaurante que visitamos, acho que o Gusto era o mais chiquezinho de todos – embora os preços não fossem nada astronômicos. A unidade de Liverpool também fica no Albert Dock, com vista para a Tate Gallery. Nós pedimos o garlic pizza bread de tomate e manjericão (£5,75) de entrada, eu comi o garganelli arrabiata (£10,75) como prato principal, e ainda dividimos um calzone de nutella e mascarpone (£6,75) de sobremesa.

  • La Viña

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Talvez nós tenhamos feito um pedido errado, mas o La Viña foi o restaurante do qual menos gostamos em Liverpool (11-15 North John Street). O restaurante, que tem uma unidade em Liverpool e uma outra em Manchester, tem a proposta de enaltecer a comida ibérica. Nós pedimos o pan tumaca (£3,50), que é uma bruschetta na versão espanhola, e a tabla la viña (£15), mas fiquei bem frustrada porque achei que a tabla la viña teria uma quantidade maior de presuntos e queijos.

  • Las Iguanas 

Pra falar a verdade, nós fomos no Las Iguanas de Manchester! Mas, como vocês já sabem, fizemos uma day trip pra lá enquanto estávamos em Liverpool, e há uma filial do restaurante em Liverpool, então achei que faria sentido incluí-lo nesta lista aqui. A rede Las Iguanas também tem unidades espalhadas por todo o Reino Unido para celebrar a culinária latino-americana. É claro que nós pedimos pão de queijo (cheese dough balls, £3,25), que não sobreviveram nem pra foto! Também provamos os dadinhos de tapioca (£5,50), que estavam bem gostosos. O marido quis comer chili con carne (£11,95), enquanto eu fui de fajitas com camarões (£16,75). De sobremesa, churros (£4,95 a porção com 3) com doce de leite. A decoração do restaurante é uma atração a parte, recriando paisagens famosas do Rio, Buenos Aires e Ciudad de México.

  • Etsu

A melhor surpresa de Liverpool, e também a nossa grande sorte: o restaurante oriental Etsu que reproduz pratos clássicos da cozinha japonesa. E digo grande sorte porque esse restaurante é pequenininho e vive cheio, e nós conseguimos a última mesa disponível sem termos feito reserva! Se você for passar por Liverpool e gostar de comida japonesa, eu recomendo fortemente esse restaurante e, principalmente, recomendo que faça reserva pra não correr o risco de ficar de fora! Nós pedimos sake maki (£3,95), tekka maki (£4,25), maguro nigiri (£3,85), sake nigiri (£3,65), suzuki nigiri (£3,55) e unagi nigiri (£3,75).

  • Bill’s

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Outra rede de restaurantes que merece a atenção. Eu já tinha tomado um café em uma das filiais do Bill’s em Londres, mas deixei pra escrever sobre o restaurante nesse post porque foi em Liverpool que provamos a comida. Localizado no ONE, o menu recheado de delícias é servido num ambiente muito aconchegante e descontraído. Eu pedi o Bill’s Hamburguer (£10,95), que vem com um “molho secreto” bem delicioso, e adicionei queijo cheddar (+£1,35) e bacon (+£1,55). O marido comeu gnocchi bolognese (£10,95) que, segundo ele, estava muito bom. Destaque para o fato de que o restaurante usa as facas Tramontina!

O que fazer em Belfast?

Além do Ulster Museum, dos tours de Game of Thrones e pela costa de Antrim, a Irlanda do Norte abriga inúmeras atividades interessantes e belíssimos lugares para visitar na sua capital Belfast. A cidade é muito gostosa de caminhar e, se ficar hospedado próximo ao centro, é muito fácil de conhecer tudo a pé.

Câmara Municipal de Belfast

A Câmara Municipal de Belfast (ou Belfast City Hall) é um prédio enorme e muito bonito localizado na Donegall Square, bem no centro da cidade, inaugurado em 1906 com uma arquitetura neobarroca. É possível visitar o interior do prédio com visitas guiadas gratuitas, o que possibilita a apreciação das artes públicas. Os tours levam cerca de 1 hora e é possível aprender um pouco mais da história da Câmara Municipal. Para participar desta visita guiada, é preciso chegar com 15 minutos de antecedência e todos os horários e informações podem ser encontrados aqui.

Entre novembro e dezembro, o mercado de Natal da cidade acontece justamente na praça Donegall, bem em frente ao Belfast City Hall, e as decorações natalinas deixam tudo ainda mais bonito.

Jardim Botânico de Belfast

Pertinho da Queen’s University Belfast, o Botanic Gardens abriga a casa das palmeiras, uma belíssima casa de vidro feita com ferro curvado e vidro, que data do período vitoriano. A construção foi idealizada pelo Sir Charles Lanyon, que também ajudou a desenhar partes do prédio da Queen’s University. A pedra de fundação foi colocada em 1839 e as duas alas terminaram de serem construídas em 1840 pelo mestre ferreiro Richard Turner. A doma foi adicionada em 1852.

O Jardim Botânico de Belfast foi fundado em 1828 pela Sociedade Botânica e Horticultura de Belfast (Belfast Botanic and Horticultural Society) para atender ao interesse público na natureza. O parque é muito popular entre os estudantes, turistas e habitantes da cidade, abrigando concertos, festivais e outros eventos.

Queen’s University Belfast

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Também pertinho do Jardim Botânico, a Universidade impressiona pelo belíssimo prédio Lanyon do seu campus histórico, que foi escolhido como um dos prédios universitários mais bonitos do mundo. Fundada em 1845, é a 9ª universidade mais antiga do Reino Unido. É possível fazer um tour no campus às segundas e sextas feiras, a partir das 13h, e demais informações podem ser encontradas aqui.

Museu do Titanic

A arquitetura do Titanic Museum é uma atração por si só. Este museu é a maior experiência para visitantes no mundo relacionada ao Titanic, que permite explorar sua história de um modo contemporâneo. São 9 galerias interativas, e é possível explorar o simbolismo do prédio icônico. Também é possível conhecer a última embarcação da White Star (o SS Nomadic) e descobrir todas as lendas sobre o Titanic na cidade onde tudo começou. O ingresso simples custa £18 e o ingresso White Star Premium Pass, que dá direito ao ingresso do Titanic Experience, a uma foto souvenir, ao Discovery Tour e acesso ao SS Nomadic custa £30. Demais informações podem ser encontradas aqui.

Mercado de São Jorge

O St George’s Market é uma das atrações mais antigas de Belfast. O prédio que abriga o mercado foi construído entre 1890 e 1896, e lá é possível encontrar produtos frescos às sextas, sábados e domingos. A entrada é gratuita.

Compras: Royal Ave, Donegall Pl, Chichester Street; Victoria Square

Belfast também é uma boa cidade para fazer compras, abrigando boas lojas nas ruas Royal Ave, Donegall Place, Chichester Street, e no shopping Victoria Square, um lugar bastante interessante que também tem um cinema (assistimos Jumanji por lá). As fotos acima são de artes de rua encontradas pela cidade.

Ulster Museum em Belfast

Coladinho no Jardim Botânico de Belfast, o Ulster Museum oferece um pouco de tudo pra quem ama arte e história, com curiosidade de descobrir mais sobre o mundo, seja adulto ou criança. As coleções expostas no Ulster Museum contam a história da Irlanda e também de outras partes do mundo, colocando os visitantes frente a frente com dinossauros e também com uma múmia do Egito, e também propiciando experiências interativas. A entrada é gratuita, e o museu fica aberto de terça a domingo, entre 10h e 17h. O Ulster Museum foi um dos museus que eu mais gostei de visitar na vida, e acho que, depois desse post, vocês vão entender o porquê.

Tapeçaria de Game of Thrones

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A Irlanda do Norte é a terra de Game of Thrones e ninguém tem dúvida disso – e eles assumem, com orgulho. Prova disso é a épica tapeçaria de 77 metros exposta no Ulster Museum, que conta a história das temporadas de 1 a 7 da série. De Winterfell às Iron Islands, todos os eventos, locações e histórias estão tecidas ali. A tapeçaria é realmente impressionante, e podemos recordar todos os momentos cruciais da série que levaram até o final épico da temporada 7.

Desenhada à mão, mas tecida por uma máquina especial e finalizada à mão na Irlanda do Norte por artesãos locais, o linho usado para formar a base da tapeçaria foi fornecido por uma das últimas fábricas de linho da Irlanda do Norte, a Ferguson’s Irish Linen.

Os bordados delicados, realizados por um time de 30 costureiros no Ulster Museum e no Ulster Folk & Transport Museum, contam histórias dos personagens e momentos da série com ponto de corrente, ponto partido, ponto traseiro, ponto de correr e ponto de semente, usando fios metálicos, de algodão e de seda para ilustrar, em forma de bordado, uma das séries mais populares da atualidade.

Esta gloriosa peça de arte deve ficar em exibição até o dia 27 de agosto de 2018, mas eu boto fé que eles vão estender esta data – e também a tapeçaria, contando as histórias da 8ª temporada que ainda está por vir. De todo jeito, se você tiver a oportunidade de ir a Belfast, não deixe de conferir esta verdadeira obra-prima!!

1923-1968: Vivendo numa Ilha dividida

Uma das exposições mais interessantes do Ulster Museum é a “1923-1968 Living on a Divided Island“, que conta a história da formação da fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte em meio ao caos da guerra irlandesa de independência. O Ato 1920 do Governo da Irlanda do Norte colocava fim às lutas para manter a Irlanda no Reino Unido, mas os esforços de Edward Carson garantiu que 6 condados do norte da Irlanda fossem mantidos sob a Coroa.

A nova fronteira dividia aliados antigos no Estado Livre da Irlanda, e a coleção em exibição no museu inclui notas de alfândega, a nova moeda do Estado Livre da Irlanda, e a efemeridade política da época, bem como uma coleção de itens da Segunda Guerra Mundial, e itens de memorabilia tanto de nacionalistas quanto de unionistas. Aprender um pouco mais sobre a história da separação daquela ilha, com tantas imagens e itens impressionantes, foi uma experiência única.

Gilbert U-238 Atomic Energy Lab: o brinquedo mais perigoso do mundo!

Na exibição dos Elementos, que fica no 3º andar do museu e conta com uma tabela periódica que mostra seus respectivos elementos encontrados na Terra, um cantinho escurecido chama a atenção: o brinquedo Atomic Energy Lab (ou Laboratório de Energia Atômica), lançado nos anos 1950, considerado o brinquedo mais perigoso do mundo porque continha elementos radioativos!

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Nos anos 1950, a Era Atômica nascia num ambiente otimismo: a fissão nuclear era vista como uma fonte de energia barata e ilimitada, e o fim para todas as guerras. Dentro desta visão utópica, em 1951, surgiu o Gilbert U-238 Atomic Energy Lab, um brinquedo educativo excepcional, com uma imagem idílica de uma criança maravilhada com a nova tecnologia. O jogo continha diversos materiais radioativos, com amostras de minério de urânio, um espinteroscópio (instrumento que mostra a incidência de partículas alfa por flashes em uma tela fluorescente) e uma câmara de nuvem (cloud chamber). Um jovem cientista nuclear poderia usar todo o equipamento para observar flashes e traços das partículas subatômicas vertendo de isótopos instáveis, e também usar o contador Geiger para descobrir o quão contaminados ficaram.

Pra quem não sabe, eu me apaixonei por energia nuclear em 2006, fiz meu mestrado em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança na UFF e escrevi minha dissertação sobre a Política Nuclear Brasileira. Eu não sei até hoje como não estudei Física na faculdade, mas fato é que eu dediquei 10 anos da minha vida exclusivamente aos estudos das questões nucleares e eu sou completamente alucinada pelo assunto. Quando eu vi esse brinquedo em exposição no Ulster Museum, eu surtei e queria de qualquer jeito um desses.

É claro que esse brinquedo sensacional não atende aos requisitos de segurança e saúde de hoje em dia, e foi tirado de circulação ainda em 1951 porque o preço de US$50 (o equivalente a quase US$500 hoje) era muito caro para a maioria das famílias, e também muito complexo. No mercado de colecionáveis, a maioria dos jogos Atomic Energy Lab se encontra em condição imaculada. Se algum dia eu achar um, não respondo por mim!

Giants Causeway & Antrim Coast Tour

Ainda em Belfast, fizemos mais um day tour – dessa vez, com a empresa Irish Tour Tickets! Em um único dia, conhecemos a Carrick-a-Rede Rope Bridge, Dunluce Castle, Giants Causeway, Bushmills Whiskey Distillery, Carnlough Village e passamos por toda a Antrim Coast Road. Nós agendamos online o passeio, que custa £25 por adulto. Não estão incluídas a taxa para cruzar a Carrick-a-Rede Rope Bridge (cerca de £6 por adulto) nem a visita guiada em Giants Causeway (£5 por pessoa). Embora não fosse um tour focado em Game of Thrones, é impossível pensar na Irlanda do Norte e não fazer a conexão imediata com a série, e muitos dos lugares por onde passamos também foram usados como locações para as filmagens, sinalizados pela nossa simpática guia Charlene – que, adivinhem, também foi figurante na série!

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Carrick a Rede Rope Bridge

Nossa primeira parada foi Carrick a Rede Rope Bridge, onde pudemos cruzar a verdadeira ponte do rio que cai. Conta a história que, há mais de 350 anos atrás, os pescadores locais de salmão se esforçavam para alcançar a pequena ilha, construindo a primeira ponte sobre o abismo. Os pescadores costumavam cruzar a ponte de corda que construíram para ter acesso ao melhor local de pesca, onde o salmão nada em direção aos locais de desova nos Rios Bann e Bush. A ponte tem 20m de comprimento, suspensa numa altura de 30m, balança um bocado com o vento, e não é todo mundo que tem coragem de cruzá-la. Este local foi usado como locação de Game of Thrones para as cenas do acampamento de guerra de Renly Baratheon nas Stormlands, quando Brienne of Tarth vence Ser Loras no torneio, e garante sua vaga na guarda real de Renly. Ali perto também foram filmadas cenas em que Littlefinger vai atrás de Catelyn Stark, quando ela vai ao encontro do Rei Renly para negociar; outras cenas com Euron, Theon e Yara também foram gravadas neste local.

Dunluce Castle

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Seguimos, então, em direção ao Castelo de Dunluce – ou melhor, às ruínas deste castelo medieval, que ficam na borda de um penhasco de basalto. Dunluce Castle é um dos castelos mais pitorescos em toda a Irlanda.

Giants Causeway

Considerado “oitava maravilha do mundo”, Giants Causeway é o único patrimônio da humanidade na Irlanda. Com a visita guiada de um Dalriadano (Dalriada foi o reino da tipo dos esgotos no norte da Irlanda e na costa oeste da Escócia, entre o fim do século V e meados do século IX), aprendemos bastante sobre a região, escalando pedras antigas e ouvindo histórias sobre mitos e lendas de um lugar incrível. De fato, Giants Causeway é um dos lugares mais lindos que eu já vi na minha vida, e só de lembrar fico emocionada.

Bushmills Whiskey Distillery

Paramos na Bushmills Whiskey Distillery para almoçar. Esta destilaria começou a produção de whiskey em 1608, e é a destilaria mais antiga na Irlanda. O pequeno restaurante oferece algumas opções gostosas para almoço rápido, e todas as refeições são preparadas na hora.

Carnlough Village

Nossa próxima parada foi a vila de pescadores de Carnlough, cujo porto pitoresco é, hoje, usado por barcos de lazer e pequenas embarcações de pescadores numa área rica tanto para pesca marítima quanto de água doce. Este porto, construído no século XIX, mantém seu charme de um mundo antigo, o que fez dele um lugar interessante para aparecer em Game of Thrones, na 6a temporada: ninguém nada neste porto hoje em dia, mas “a girl just might”. O pequeno porto foi usado como locação de uma cena crucial que se passa em Braavos: foi na escadaria de pedra que conduz ao mar que Arya rastejou-se depois de ser atacada por Waif.

Antrim Coast Road (Vilas de Cushendall, Glenariff e Cushendun villages)

A rodovia na costa de Antrim é considerada uma das mais lindas do mundo – e os irlandeses do norte investiram muito nisso. A rodovia abraça a costa, garantindo vistas incríveis do mar, praias e penhascos. Era um dia razoavelmente claro e conseguimos até mesmo ver um pedacinho da Escócia!

Carrickfergus Castle

Nossa última parada, bem rapidinho, foi no Castelo de Carrickfergus, que fica no litoral norte de Belfast Lough. Este castelo normando, que data de 1177, foi sitiado pelos Escotes, Irlandeses, Ingleses e Franceses por muitos séculos. Até hoje, o Carrickfergus Castle continua sendo uma das estruturas medievais com melhor preservação na Irlanda. Infelizmente, quando paramos por lá, começou a chover e voltamos correndo pro ônibus!

Foi um dia incrível e eu jamais esquecerei os lugares belíssimos que vimos e por onde passamos. Se eu me apaixonei pela Irlanda do Norte, certamente foi por conta desses lugares maravilhoso que visitamos fora de Belfast, e eu recomendo muitíssimo não só a viagem até Belfast mas também estes passeios que são verdadeiramente enriquecedores!