Musée Yves Saint Laurent

Estava devendo este post faz tempo! Em março, visitei o Musée Yves Saint Laurent, inaugurado recentemente em Paris. Desde outubro de 2017, o endereço 5 avenue Marceau abriga um museu dedicado à vida e aos trabalhos desse verdadeiro artista da moda, no lugar onde, outrora, funcionava a maison de couture de Saint Laurent.

Yves Mathieu-Saint-Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia. Filho de Lucienne e Charles Mathieu-Saint-Laurent, que dirigia uma companhia de seguros e era dono de uma cadeia de cinemas. Yves e suas duas irmãs, Michèle e Brigitte, cresceram no coração da brilhante sociedade de Oran.

Yves Saint Laurent foi e permanece sendo um dos nomes mais importantes da moda mundial, tendo revolucionado o guarda-roupa feminino ao inspirar-se em peças masculinas para criar suas peças com silhuetas femininas, como no caso do trench coat, do caban, da saharienne e do smoking.

Saint Laurent também foi o primeiro couturier a abrir uma loja prêt-à-porter com seu próprio nome, a SAINT LAURENT rive gauche, em 1966, atendendo às demandas do pós-guerra numa sociedade em constante movimento.

Não se pode falar em Yves Saint Laurent e não lembrar da coleção escandalosa de 1971. Em 29 de janeiro daquele ano, Saint Laurent apresenta a coleção chamada “Libération” ou “Quarante”, inspirada pela moda dos anos 1940, marcada pela guerra. Paloma Picasso inspira o couturier, porque ela se vestia com roupas mais velhas e de brechó. Vestidos curtos, solas baixas, ombros quadrados, maquiagem borrada, referencias à Paris da época da ocupação: tudo isso foi um escândalo. Violentamente criticado pela imprensa, a coleção dá eco à corrente retrô que tomará rapidamente as ruas.

Em 1974, a maison de couture Yves Saint Laurent, situada desde a sua criação em 1961 na rue Spontini, se muda para um hôtel particulier no número 5 da avenue Marceau. Este endereço vivia de acordo com o ritmo das coleções. A maison abrigava o estúdio onde trabalhava Yves Saint Laurent com seis ou sete colaboradores, e os ateliês de couture onde as criações eram realizadas por cerca de 200 costureiros e costureiras. No piso térreo, nos salões, as clientes eram recebidas individualmente para encomendar os modelos que desejavam.

Em 7 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent anuncia, numa coletiva de imprensa, que ele encerrava ali a sua carreira e fecha a maison de couture. Dois anos mais tardes, depois de muitos trabalhos, a Fundation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent abre suas portas naquele mesmo endereço, abrigando o Musée Yves Saint Laurent Paris a partir de outubro de 2017.

O Musée Yves Saint Laurent fica aberto de terças a domingos, entre 11h e 18h, com horário estendido (até as 21h) nas quintas feiras. A exposição inaugural fica até o dia 09/09, quando o museu fechará para se preparar para a exposição “L’Asie rêvée d’Yves Saint Laurent”, que será aberta ao público em 02 de outubro. Os ingressos com hora marcada custam a partir de 7 euros.

Musée des Arts Décoratifs: Margiela, les années Hermès

Localizado na Rue de Rivoli em Paris, o Musée des Arts Décoratifs exibe, até o dia 22 de setembro de 2018, a exposição “Margiela, les années Hermès” celebra os anos em que Martin Margiela esteve à frente de uma das principais maisons francesas.

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Entre 1997 e 2003, Margiela comandou a direção criativa da Hermès, e esta homenagem apresenta, pela primeira vez na França, as coleções femininas de prêt-à-porter que o estilista desenhou para a célebre maison parisiense, sem perder a identidade das criações da sua própria maison. É interessantíssimo comparar as peças expostas no Musée des Arts Décoratifs com aquelas que em exposição no Pallais Galliera (até 15 de julho!).

Entre a desconstrução inovadora e o luxo atemporal, 98 silhuetas dialogam entre si, expressando e dando voz à visão particular de Martin Margiela. Estes dois universos, muito próprios desse designer, constituem o ponto de partida da exposição, cuja direção artística é do próprio Margiela.

Considerado um dos criadores mais atípicos e misteriosos da sua geração, Martin Margiela faz parte do seleto grupo de estilistas que radicalizou e renovou bruscamente o universo da moda. Depois de fundar sua própria marca, a Maison Martin Margiela, em 1988, ele decidiu, desde o início, que faria do anonimato uma das suas características essenciais, recusando o aparecimento do seu nome nas suas criações, adotando a etiqueta branca costurada nos quatro cantos como sua marca registrada. O famoso “blanc de Meudon” é escolhido como assinatura dos seus desfiles. Desde o início, Margiela desenvolve um trabalho contra a corrente da época da logomania e da padronização, e se destaca em seu meio. Ele surpreende com seus cortes construídos-desconstruídos, suas silhuetas oversize, seus materiais reciclados, ou mesmo os tecidos monocromáticos, que destacam o aspecto artesanal das suas criações.

Foi em outubro de 1997 que Jean-Louis Dumas, então presidente e diretor artístico da Hermès, convidou Martin Margiela a desenhar as coleções de prêt-à-porter femininas, quando este já era considerado, depois de quase uma década, como uma das figuras vanguardistas mais influentes. Era uma escolha audaciosa, que rompia com as tendências do universo da moda de escolher estilistas estrelados. A maison Hermès tem, então, um fator surpresa ao convidar este criador iconoclasta que ninguém (ou quase ninguém) conhece o rosto, e que dispensa os holofotes e o mundo do entretenimento.

Entre 1997 e 2003, acompanhado da expertise do estúdio e dos ateliês da maison Hermès, da qual compartilhava seus valores, Martin Margiela instaura, por meio de 12 coleções consecutivas, uma visão coerente e profunda de um luxo contemporâneo. Conforto, atemporalidade, sensualidade e autenticidade são as palavras-chave para definir a visão de Margiela da mulher Hermès, associada a um estilo apurado. A nova paleta de cores sóbrias e monocromáticas que ele apresenta estão alinhadas ao universo colorido das estampas da Hermès, suscitando a surpresa da imprensa.

Desde a entrada da exposição, o visitante descobre dois estilos distintos que propõem um diálogo apaixonado entre as roupas que Margiela criou para a Hermès e aquelas que ele criou para sua própria Maison. O conjunto se desenvolve com uma sucessão de sequências temáticas de mais de 100 silhuetas, de fotos e de vídeos num percurso que alterna entre o laranja inconfundível da maison Hermès e o branco da Maison Martin Margiela.

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Desse modo, o visitante aprende um pouco do processo criativo que navega sem confusão entre as duas maisons e de cada um dos seus códigos. É a primeira vez que o Musée des Arts Décoratifs se dedica a destacar um ícone da história da moda, com um criador que se desdobra entre as colaborações para as outras Maisons e a sua própria.

Conceitual e subversivo, Martin Margiela revolucionou totalmente o sistema da moda no fim dos anos 1980, e suas criações continuam sendo importantes impressões no universo da moda contemporânea, com uma silhueta vanguardista pautada na desconstrução, a reciclagem e recuperação de materiais. Margiela introduz na Hermès um esboço de cortes e colores com base nos materiais excepcionais da selaria parisiense, e integra numerosas inovações.

A exposição no Musée des Arts Décoratifs homenageia esta figura única da moda, dentro do período “Saison Margiela 2018 à Paris“, que celebra o estilista em comunhão com a retrospectiva “Margiela/Galliera, 1989-2009” e, até o dia 15 de julho, é possível comprar o 2º bilhete com tarifa reduzida na apresentação do bilhete da outra exposição. O bilhete integral (plein tarif) para o Musée des Arts Décoratifs custa €11, e o museu está aberto de terças a domingos das 11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h15), e às quintas-feiras fica aberto até as 21h (a bilheteria fecha às 20h15).

 

Looks de viagem no inverno europeu

É inverno no Hemisfério Norte, e as temperaturas nesta época do ano são bem mais baixas por aqui do que os brasileiros costumam estar acostumados. Nós passamos 1 mês viajando pelo Reino Unido e Irlanda e, embora ainda fosse outono, as temperaturas estavam muito baixas – principalmente no interior da Inglaterra e na Irlanda do Norte! – o que exigia roupas de inverno.

Eu já contei sobre a minha mala de verão e desmistifiquei o glamour que vemos nas redes sociais dos globetrotters: não tem nada de errado a gente querer ficar bonito durante as férias, mas a praticidade e o conforto são fundamentais pra quem caminha pela cidade inteira e/ou anda de metrô e ônibus, e não tem orçamento pra táxis, ubers e/ou motoristas particulares o tempo todo.

E, se já fomos econômicos naquela mala de verão, conseguimos nos superar pra essa viagem invernal: despachamos uma única mala grande, e cada um tinha uma bagagem de mão, além da minha bolsa pessoal Longchamp que acomoda todas as nossas coisas que poderíamos precisar acessar com facilidade durante o vôo.

Dessa vez eu não fiz post sobre a organização da mala por um motivo simples: eu só levei 6 peças de roupas minhas na mala, além do meu pijama, underwear, e a bolsa tiracolo e a mochila Prada. Como eu tinha planejado comprar mais roupas de inverno na Uniqlo (eu não sou ninguém sem a linha Heattech deles), eu não levei nem roupa térmica, só a que já foi no corpo. Pra viajar, eu usei uma tshirt de manga comprida, a calça cinza da GAP, o casaco preto da Zara, um suéter da Stradivarius (que eu usei um monte mas acabou não aparecendo em nenhuma foto aqui), e a bota marrom da UGG, que foi o único sapato que eu levei: depois comprei em Londres mais uma bota e um tênis. Então não seria justo mostrar uma mala arrumada sem nada né?

Numa viagem de 28 dias, nós pegamos trem 2 vezes, avião 1 vez, e viajamos 2 trechos de carro, e sabíamos que não ficaríamos só em perímetros urbanos, o que pedia roupas confortáveis de verdade. Nos organizamos para lavarmos nossas roupas 4 vezes, e nós nos viramos muito bem com uma única mala pra nós dois, que não excedeu 20kg até chegarmos à Irlanda do Norte. Foi só mesmo na Irlanda, nos últimos dias das nossas férias, que precisamos reorganizar a bagagem por conta dos meus livros ilustrados do Harry Potter, que são pesadíssimos!

Acreditem: em algumas dessas fotos, eu estou usando 3 calças, uma por baixo da outra! Consequentemente, a saia da Le Lis Blanc acabou virando peso morto (ainda bem que ela é leve, mas mesmo assim eu detesto carregar peso morto em viagens). E, em viagens de inverno, não tem jeito: o que vai aparecer mesmo é o casaco. A menos que você esteja disposto a ter uma bagagem imensa, é melhor não exagerar: eu fui com um casaco e levei mais um na mala, e acabei comprando mais um da Uniqlo (e acabei achando 3 casacos demais, podia ter me virado bem só com o da Zara e o da Uniqlo). Por mais que todo dia eu trocasse de blusa/camisa e suéter (à disposição, eu tinha 6 camisas, 8 blusas de gola alta, e 3 suéteres), nenhuma delas apareceu nestas fotos! E por quê?! Porque a gente acaba tirando mais fotos ao ar livre e, no frio, não dá pra tirar o casaco!

Os acessórios são, sem dúvida, os melhores amigos pra mudar a cara dos looks de inverno – no dia a dia e em viagens. Eu adoro cachecóis, e aproveitei pra comprar mais alguns de cashmere na Uniqlo (a cashmere deles é ótima!), além do cachecol enorme de lã que o marido me deu no dia do meu aniversário. Acabei comprando também o gorro vinho e as earmuffs da Accessorize, e antes do meio da viagem eu aposentei a boina da Stradivarius porque ela não protegia minhas orelhas.

 

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casaco Zara, cachecol e meia calça Heattech Uniqlo, saia Le Lis Blanc, botas UGG

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casaco e cachecol Zara, calça de veludo Heattech Uniqlo, botas UGG

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casaco e cachecol Zara, bolsa Prada, calça Heattech Uniqlo, tênis Vans

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boina Stradivarius, casaco Zara, calça Heattech Uniqlo, botas UGG, bolsa Prada

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casaco e cachecol Zara, earmuffs Accessorize, calça GAP, botas UGG, bolsa Prada

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mochila Prada, earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Heattech Uniqlo, tênis Vans

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cachecol, luvas e calça Heattech Uniqlo, earmuffs Accessorize, óculos Ray Ban, casaco Zara, mochila Prada

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earmuffs Accessorize, casaco Zara, cachecol e calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG

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gorro Aran Tradition, cachecol e casaco Uniqlo, calça John Lewis, bolsa Chanel, botas UGG

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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woolen Mill, casaco Zara, calça John Lewis, mochila Prada

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gorro Aran Tradition, casaco e cachecol Zara, calça Uniqlo, botas UGG, mochila Prada

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earmuffs Accessorize, cachecol Edinburgh Woollen Mill, bolsa Prada, casaco Zara, luvas Uniqlo, calça GAP, botas UGG

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cachecol, blusa de gola alta e calça Heattech Uniqlo, casaco Zara, mochila Prada (embora não esteja na foto, eu estava com o tênis Vans nesse dia) – eu comprei várias cores dessa blusa de gola alta na Uniqlo e, embora não apareça nas outras fotos, foi praticamente o que eu usei durante a viagem!

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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, mochila Prada, calça GAP, botas UGG

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gorro Aran Tradition, cachecol Edinburgh Woollen Mill, casaco Zara, calça Uniqlo, mochila Prada, botas UGG

 

*esse post foi publicado originalmente no leticiatostes.com mas, como é um tema útil principalmente para viajantes, achei importante postar aqui também!

Moda tradicional Georgiana

A Geórgia, país vizinho da Armênia, também tem uma cultura riquíssima (e uma culinária deliciosa!). Embora ainda não tenhamos visitado o país, a proximidade entre eles nos permite conhecer bastante da cultura georgiana mesmo do lado de cá da fronteira. E foi um pouquinho disso que aconteceu dia desses, quando fomos a uma exibição de roupas tradicionais georgianas, organizado pela Embaixada da Geórgia na Armênia.

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Na exibição, pude aprender um pouquinho mais sobre os trajes tradicionais georgianos, de acordo com as regiões históricas do país.

Mtskheta-Mitianeti

As roupas femininas eram relativamente lisas, com predominância da cor preta, e o tecido tingido naturalmente. O padrão de costura dos vestidos era em formato de túnica, com a frente decorada com longas peças prateadas, e o conjunto das roupas femininas era inimaginável sem acessórios prateados. Na cabeça, um lenço duplo de lã; para sobreposição, uma capa quente com mangas falsas; nos pés, meias listradas de lã.

As roupas masculinas, por sua vez, consistiam de uma blusa (juba) e um casaco, que parece uma túnica do Cáucaso. A vestimenta é decorada com bordados. Tecidos coloridos, com apliques, listras e cruzes. No inverno, os pachiches eram usados para aquecer e proteger os joelhos, costurados com lã e decorados com bordados. Na cabeça, um chapéu de pele de ovelhas, típico dos pastores.

Os criadores deste tipo de roupa tentaram fazê-las de uma maneira prática, bonita e que refletisse o seu espírito de mundo e a natureza que os cercava.

Kakheti

As roupas da região de Kakheti, tradicionalmente de viticultura e vinícolas, é caracterizada principalmente pelas saias masculinas relativamente curtas, ajustada logo abaixo da cintura, e presas por um cinto. Na cabeça, um pequeno chapéu preto. Era a roupa dos habitantes de uma região fazendeira, adequada para os trabalhos na vinícola.

Samtskhe-Javakheti

As roupas tradicionais são inspiradas nos retratos seculares preservados nas pinturas medievais Georgianas, com pedaços característicos de plásticos, e as roupas da corte real da Geórgia, principalmente da Rainha Tamar, registrada em afrescos.

Achara

A silhueta dos vestidos femininos é simples, ajustada ao corpo, marcando a cintura, com uma ampla saia, e frente triangular. A estampa do vestido é tipicamente Georgiana, mas abaixo da cintura é enrolado decorativamente de modo efetivo, amarrado na cintura com uma longa corda multicolorida. Na cabeça, o bashlyk (qabalakhi) é usado amarrado em torno da cabeça. Este tipo de adereço é usado pelos homens nas regiões de Achara e Guria.

Guria

Os homens usavam, em geral, a chakura, uma túnica curta, e calças com um amplo gancho, e peças especiais para os joelhos costurados nesta altura. A estampa tradicional é parecida com as roupas tradicionais dos homens na região de Achara. As roupas eram costuradas a partir de lã, linho ou veludo. Estas roupas eram sempre usadas com um bakhlyk, decorado com outro e prata.

Samegrelo-Zemo Svaneti

As roupas das mulheres de Megrelian consistiam de duas partes: um colete curto de veludo, com longas mangas falsas e fechos prateados (chaprastes) eram usados com uma longa saia, com mais tecido na parte de trás. Nas cabeças, em geral usavam apenas um véu, livremente colocado sobre a cabeça.

Kvemo Kartli

A chokha também era muito usada nessa região, e pode ser considerada a sucessora dos vestidos masculinos. Na Geórgia, existem variedades de chokhas, diferenciadas de acordo com as regiões, seus comprimentos, número de lapelas, formato das mangas, bolsos de pólvora decorativos, etc. O material das chokhas é a lã, geralmente nas cores preta, terra, azul, ou outros tons escuros. Em Kartli, a chokha era costurada com uma estampa mais festiva. Era usada com o cinto de couro, decorado com prata, e atributos necessários como espada ou adaga.

Os vestidos femininos tinham uma frente lisa que, para ocasiões festivas ou casamentos, eram ajustados na cintura e decorados com bordados ou pedras preciosas. A principal decoração do vestido é o cinto. Uma jaqueta curta, feita basicamente de veludo, com mangas falsas, era por vezes usada sobre o vestido. Um dos principais elementos dos vestidos femininos era a chikhiti-kopi, uma peça usada na cabeça como uma faixa, geralmente feita de veludo e brocados. Acima desta feita, usava-se um lenço ou véu, comumente feito de seda ou outro tecido fino.

Imereti

Um grande casaco chokha era o tipo de roupa mais comumente usado em todo o Cáucaso. Tornou-se uma roupa secular no século 17. Na Geórgia Ocidental, as chokhas eram mais compridas, usadas com um cinto prateado ou de couro para ajustada-las. Alguns acessórios necessários para o casaco eram bolsos para cartuchos, que, antigamente, eram usados para armazenar pólvora e, posteriormente, se tornaram apenas adereço decorativo das chokhas. Por baixo das chokhas, usava-se uma túnica com botões e ajustada ao corpo.

Shida Kartli 

Diversas peças compunham os trajes femininos. Uma saia e uma jaqueta longa e com mangas falsas; as mãos eram cobertas com um fino tecido transparente; nas cabeças, um chapéu alto, decorado com bordados, e um véu ou um longo pedaço de seda ou cetim, decorado com pedras aplicadas ou bordados. Acessórios de prata eram sempre usados com esse tipo de roupa na região.

 

 

 

 

Looks da vida real em viagens

Quando a gente viaja, é claro que a gente quer ficar bonitinha nas fotos: afinal, são estes registros aos quais vamos recorrer quando sentirmos saudade daquela viagem, além de mostrar pra nossa família e nossos amigos.

Mas manter a dignidade nos looks de uma viagem nem sempre é fácil, principalmente quando a ideia é carregar pouca coisa. Some-se a isso as longas horas andando pelas cidades, tomando transporte público, e ainda prestando atenção pra não sofrer um furto (os pick pockets estão por toda parte!) que pode transformar a alegria de uma viagem num transtorno sem fim.

Com o advento das redes sociais, o que a gente mais vê são pessoas lindas e glamurosas passeando por Paris, Berlim, Londres, Nova Iorque, etc etc, com seus saltos altíssimos e suas peças de luxo, porque tem carro à disposição e pode ser até que só desçam do carro pra fazer o #lookdodia ou pra entrar em algum restaurante caríssimo. Na vida real, não é assim que funciona: a gente entra no metrô e no ônibus, caminha pela cidade inteira, torce o pé nas calçadas nem sempre muito bem conservadas, entre outros.

Nessas nossas últimas férias, a gente quis carregar a menor quantidade de coisas possível, o que naturalmente limitava os meus looks. Mas acho que consegui manter alguma dignidade, mesmo com o calor surreal que estava fazendo em Nice, Cannes, Mônaco, Milão, Berlim, Potsdam e Praga, combinando todas as peças que carreguei, e adicionando uns vestidinhos que comprei ao longo da viagem. Em Vienna, 2 dos 3 dias foram mais frescos; o dia em que fomos à Bratislava também estava um pouco mais fresco. Em Moscou e São Petersburgo estava frio – principalmente em São Petersburgo, onde as temperaturas não passaram dos 12ºC!

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casaco Uniqlo, t-shirt de manga comprida Zara, calça Zara, tênis Converse All Star, mochila Longchamp

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trench coat Burberry, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, t-shirt de manga comprida Zara, mochila Longchamp

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Camiseta de algodão e short jeans Animale, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci e cinto herdado da Mivó

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t-shirt Stradivarius, salopete Mango, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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salopete Mango, t-shirt Zara, mochila Longchamp, sandália Usaflex

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camiseta de algodão e short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex, jaqueta impermeável Zara

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Salopete Mango, camisa de tricoline Zara, mochila Longchamp, tênis Converse All Star

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macaquinho H&M, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, tênis Converse All Star

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vestido H&M, cardigan Tommy Hilfiger, bolsa Chloé, sandália Usaflex

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camiseta de algodão Animale, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, mochila Longchamp

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vestido H&M, mochila Longchamp, sandália Usaflex

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jaqueta impermeável e t-shirt Zara, calça jeans Cantão, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci

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t-shirt de manga comprida Zara, calça Cantão, mochila Fjällräven, tênis Usaflex

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camisa de tricoline Zara, short jeans Animale, mochila Fjällräven

E quem me acompanha no instagram viu que eu estive uns dias em Portugal com meus pais! Foi uma continuação das férias, mas os looks foram outros, já que a maioria das peças que usei veio do Brasil nas malas deles.

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t-shirt Bershka, calça Animale, cinto ABrand, mochila Fjällräven

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suéter Cantão, calça Animale, tênis Converse All Star, mochila Fjällräven, colar Monte Carlo


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t-shirt Bershka, short jeans Animale, mochila Fjällräven, tênis Converse All Star, meia do Mickey comprada na Disney

Looks do dia a dia em Erevã

Quem me conhece sabe que eu tenho um pézinho no mundo das modas: é assunto que me desperta interesse, curiosidade, e eu sempre gostei de explorar diversas possibilidades na hora de me vestir.

Sempre fui partidária daquela famosa frase: a gente se veste melhor no inverno. Sim, é possível se vestir melhor no inverno, mas quando o inverno é muito rigoroso como o que vivenciamos aqui na nossa chegada, percebi que nem sempre essa máxima é verdade: muitas vezes a vontade é usar moletom por baixo de um super casacão, só pra ficar quentinha mesmo. Além disso, depois de alguns dias de muito muito muito frio (estou falando dos dias em que os termômetros marcaram entre -0ºC e -20ºC),  rola mesmo uma preguiça de pensar nos looks. Some-se a isso a limitação dos sapatos (sempre bota, sempre impermeável, sempre antiderrapante, sempre a mais quente possível), e também ter que usar sempre roupa térmica.

Porém vez em quando eu achava que tava fazendo alguma coisa legal e acabava registrando – fosse pra mostrar pra todo mundo, ou só pra guardar pra mim. E hoje resolvi guardar aqui no blog, dividindo com vocês e relembrando os dias de frio extremo, e também celebrando a chegada da primavera com suas temperaturas mais amenas, permitindo não usar mais roupa térmica todos os dias e variar um pouquinho mais.

IMG_1102Eu registrei essa roupa ainda no hotel, nos nossos primeiros dias aqui, e sinceramente acho esse moletom do Donald a coisa mais bacana do mundo! Eu usei MUITO ele por aqui, e definitivamente não ficará aposentado no armário. Nesse dia, combinei o Donald, que é da Zara, com uma camisa de flanela e calça de moletom da Farm, e as botas que comprei aqui em Erevã, da marca RAF Kanian, e que me salvaram nos dias de frio intenso, já que, além de ortopédicas, são completamente forradas, pra esquentar bem os pézinhos.

IMG_1192Esse look eu usei pro meu primeiro “evento” aqui em Erevã, e até pulei fogueira com ela! Por cima, é claro que usei um casacão, porque foi justo na época em que estava fazendo -15ºC/-20ºC. O suéter de caxemira é Uniqlo, a camisa xadrez é Maria João e era da Mivó, a saia é da Animale, a bota é UNO (comprada também aqui em Erevã), e a bolsa é o meu xodó da Saint Laurent.

IMG_1206Outro look quentinho usando saia. O truque pra não congelar era usar calça térmica + legging + meia fio 80 + meia fio 40. Sim, as pernas ficavam bem roliças, mas a saia e a bota ajudavam a disfarçar essa consequência inevitável. O casaco é Luigi Bertolli, a saia Le Lis Blanc, e o cachecol é Kuna.

IMG_1242Esse casaco foi comprado no trânsito, e ele trabalhou muito! Ele é da Zara e é completamente forrado de pelinhos, então eu conseguia sobreviver bem ao frio com ele. O gorro de crochê preto é muuuuuito antigo, da Roxy, que usei bastante nos invernos de Orlando e, no Brasil, eu usava nos dias que tinha preguiça de lavar o cabelo e fazia um look trombadinha hihihihi (mas calma gente, ele tá limpinho, sempre higienizava ele depois que usava pra esconder o cabelo sujo hihihi)! O cachecol preto foi comprado na África. Não dá pra ver, mas eu estava de macacão de moletom da Farm. A bota é a mesma RAF Kanian, e a bolsa Gucci que já quase anda sozinha de tanto que eu tô usando.

IMG_1311Mais um look que usei pra ir em algum evento, dessa vez com casacão Mango, e camisa social e saia de chamois da Zara. Nesse dia eu lembro que senti um pouquinho de frio, porque faltou um suéter pra completar. Vivendo e aprendendo!

IMG_1528Eu não tenho maturidade pra duas coisas nessa vida: parkas militares e oncinha. Imagina como eu fiquei quando vi essa parka verde toda forrada de pelinhos que formam a estampa de oncinha na Zara?! Nem pensei duas vezes! E foi um ótimo investimento, porque, além de muito quentinho, ele combina com tudo o que eu tenho no armário, então já prevejo vida longa pra ele. Aí, combinei com suéter da Stradivarius, calça jeans térmica da Uniqlo (a única calça jeans que eu tava conseguindo usar em temperaturas até 5ºC, e mesmo assim com calça térmica e legging por baixo).

IMG_1619Nesse dia, a temperatura já tava beeeem mais agradável, tava sol (o que já inspira a usar mais cores), e, como nós íamos só ao cinema, deu pra usar o casaco de chamois (que também já é xodó) da Zara com uma blusa branca de algodão, e as já conhecidas calça jeans da Uniqlo, bota da RAF Kanian, e bolsa Gucci.

IMG_1634Esse foi look Zara total: a camisa jeans foi comprada no Brasil, e essa saia bordada foi paixão à primeira vista na Zara daqui.

IMG_1672Outro look total Zara, repetindo a saia do look anterior, porque quando é amor a gente tem que usar muito mesmo, combinado dessa vez com esse moletom amarelo com mangas amplas que é quentinho. Achei que rendeu um look bem fofo.

IMG_1863Taí de novo o casaco da Luigi Bertolli trabalhando, dessa vez com suéter preto de gola ampla Mango, calça de veludo Zara, bolsa Swains que era da Mivó, e bota Ugg (uma das melhores compras da vida). E, sim, eu tava me ~achani~ com o cabelo cacheado hihihi

IMG_1965Desde que as temperaturas começaram a ficar acima dos 12ºC, esse trench coat da Burberry não parou de trabalhar. Durante a visita do Léo, praticamente só andei com ele! Eu amo trench coat, acho lindo, acho prático, eles protegem do vento e não deixam que eu fique molhada, que é uma das 3 coisas que eu mais detesto na vida. Com as temperaturas bacanas e sob o sol, já dá pra usar calças jeans normais, e essa é da Cantão, que acomodou bem roupa térmica quando foi necessário. E, a alegria absoluta, sair de All Star.

IMG_2319No dia da nossa visita à Khor Virap, o tempo tava meio esquisito, meio chovendo, meio nublado, então eu saí agasalhada e protegida contra a chuva. O trench coat azul marinho é da United Colors of Benneton, comprado na lua de mel. O cachecol amor eterno e verdadeiro é da Mango, e a mochila é Prada. A calça azul é outro amor eterno e verdadeiro, da Uniqlo. Essa calça também é térmica, e é uma das peças de roupa mais confortáveis que eu tenho. Nem preciso dizer que ela já quase anda sozinha né. A bota é a mesma da Ugg, que também quase anda sozinha depois desse inverno, e que eu acho que usarei até mesmo no verão, se chovendo estiver. Veremos.

IMG_2698Olha o combo trench coat Benetton + botinha da Ugg de novo! Esse look foi do último sábado, e tava ventando, meio com jeito de chuva, e aí eu não me arrisco – quanto mais tomando antibiótico pra combater a crise de sinusite. A calça marrom é da Animale, e o suéter que quase não apareceu é Kuna.

IMG_2724E aí chegou o domingo de Páscoa, lindo, pleno, de sol e céu azul, que permitiu que eu finalmente usasse a saia mais amor da primavera, que eu comprei já tem mais de mês na Zara e tava esperando o tempo ficar bom o suficiente para usá-la! E que estréia melhor do que na missa de Páscoa?! Estréia abençoada! A tshirt é Bershka, e a sapatilha é Usaflex. Eu levei também o trench coat da Burberry, e um cachecol grande da Zara, no mesmo tom de rosinha, com o qual me cobri durante a missa. Além disso, usei meia calça cor da pele fio 40, porque o frio nas pernas ainda é real.

IMG_2746E esse look veio direto do stories do instagram, mostrando a alegria da pessoa em usar macacão jeans e uma jaqueta de tricô básica pra sair pra almoçar! E se eu contar pra vocês que até tirei a jaqueta no sol?! Alegria demais, gente! Eu sou muito fã de macacão, tenho vários, e não acho que existe peça mais confortável nessa vida. Sempre amei, sempre usei, desde pequenininha e até hoje, e mesmo quando “não tava na moda” eu usava (aspas usadas porque eu acho esse conceito muito relativo, talvez um dia eu discuta isso por aqui). E eu amo usar macacão com camisa social/de golinha, acho que fica muito interessante. Esse macacão é da Cantão, a camisa xadrez é Hollister, a jaqueta de tricô é Oh, Boy!, a bolsa é Gucci velha de guerra, e o All Star de oncinha foi uma edição especial para Farm.