UN Headquarters

Como boa internacionalista e ex-MUNzeira de carteirinha, eu não podia deixar de dar um pulinho na sede da ONU. A gente acabou não fazendo o tour, porque os horários disponíveis estavam bem ruins, mas não é preciso fazer o tour para entrar lá.

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Eu explico: você pode visitar a sede da ONU simplesmente para ir na “bookshop”, que é mais do que uma livraria, com vários souvenires legais para além dos livros incríveis. Ao fazer o registro de visitante, você pode dizer que quer ir na “bookshop” e isso vai te dar acesso ao andar principal do UN Headquarters e ao subsolo, além da área externa, onde ficam algumas esculturas históricas importantes.

Muito importante: não vá até a sede da ONU achando que vai ser tudo rapidinho, porque não vai. Mesmo se você não quiser fazer o tour, demora um bocadinho pra conseguir entrar porque é preciso fazer o seu registro de visitante, apresentando documento válido  (no caso de estrangeiros visitantes, é o passaporte). No momento do registro, eles tiram a sua foto e emitem uma identificação que permitirá o acesso aos headquarters.

Quando fomos lá, estava tendo uma exposição interessantíssima no hall do andar principal, com fotos e declarações de mulheres de diversas partes do mundo que foram vítimas de mutilação genital e/ou que tem que lutar muito pela sua liberdade e independência.

Broadway sim!

Eu e marido somos fãs de teatro e, principalmente, de musicais. Então é claro que a gente não ia perder a oportunidade de ver algum espetáculo na Broadway. Embora eu tenha argumentado fortemente para assistirmos Harry Potter and the Cursed Child, marido me convenceu de que, por já termos visto em Londres em 2017, deveríamos optar por outro espetáculo. Ou melhor, outros espetáculos!

Como este blog é comprometido com a verdade, eu não posso negar que assistir a estes espetáculos é coisa cara. Porém cada um tem suas prioridades, e nós gostamos muito desse tipo de rolê, então a gente preferiu economizar em outras coisas e assistir a dois espetáculos na Broadway.

Sim, com a TKTS os ingressos ficam mais baratos, mas ainda assim não são diversões baratinhas. Nós fomos 2 vezes ao booth que fica no South Street Seaport (perto de Wall Street) porque, segundo informações colhidas, lá é um pouco mais tranquilo do que o booth da Times Square e eles também vendem ingresso de véspera.

Nós tiramos a quarta feira pra ficar na Broadway e assistimos a dois musicais: Anastasia, que era uma produção temporária, e Frozen. As fotos que ilustram este post foram tiradas durante os agradecimentos, afinal de contas é terminantemente proibido filmar e/ou fotografar os espetáculos.

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Seria até injusto comparar ambas produções, já que Frozen tem toda a estrutura (e magia) Disney por trás. Mas Anastasia nos surpreendeu positivamente, o elenco era muito afiado (e afinado, é claro), e a produção era bem divertida pra contar uma história da qual sempre gostei muito.

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De noite, quando fomos ver Frozen, eu fiquei encantada já entrando no teatro, e a produção era maravilhosa, pura magia Disney. Nós conseguimos ver ambos musicais com o elenco principal, e acho que isso faz toda diferença – principalmente em Frozen, pois dizem que a substituta da Caissie Levy (a Elsa) não chega nem aos pés dela, e a Caissie realmente é um espetáculo.

Além destes musicais na própria Broadway, eu já vi outras produções que existem na Broadway, só que eu assisti em Londres, a saber: Wicked, The Lion King e Aladdin (além de Harry Potter and the Cursed Child, que eu falei ali em cima). Como eu falei ali em cima, Anastasia foi uma produção temporária, e sempre tem produções temporárias, então vale a pena ver o que está em cartaz; em Londres, por exemplo, eu assisti Singin in the Rain, que era produção temporária, e foi incrível.

Eu recomendo fortemente absolutamente todos estes musicais que já assisti; se o orçamento só permitir um, escolhe aquela história que mais toca o seu coraçãozinho e vá ser feliz!

Razões para não deixar de passear pelo Central Park

Nova Iorque é conhecida como a cidade que nunca dorme. Uma amiga minha que mora em Manhattan me disse que, não importa a que horas do dia ou da noite, sempre tem muita coisa acontecendo, sempre tem de tudo acontecendo. E isso é verdade.

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Mas também é verdade que Nova Iorque é uma cidade ultra populosa e a coleta de lixo é insuficiente pra dar conta de tanta gente e de tanto lixo que essa quantidade de gente produz. E aí acontece o inevitável: a cidade que nunca dorme tem cheiro de lixo.

Sim, gentes, eu sinto muito por decepcioná-los, mas Nova Iorque é IMUNDA! Para além dos ratos do metrô (eles existem de verdade), são sacolas e mais sacolas de lixos pelas ruas (em Midtown menos) de Manhattan, e a sensação que eu tinha era de que eu tava andando no meio de um lixão, e não na cidade com o metro quadrado mais caro do mundo.

E é por isso que o título deste post é “razões para não deixar de passear pelo Central Park”. Eu sei que o Central Park é uma atração turística, e é claro que muita gente que vai pra NYC visita o parque, mas pode ser que você tenha considerado deixá-lo de fora do seu roteiro, e é por isso que eu vou te convencer a dar umas voltinhas por esse parque gigantesco durante a sua estadia na cidade.

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Se NYC é a cidade que nunca dorme, com milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, é bom ter um lugar pra ir e desacelerar, contemplar a natureza de verdade no meio de uma selva de pedra.

O Central Park também é um refúgio para o olfato, já que não há sacos e mais sacos de lixo empilhados, e o cheiro de natureza é um alívio.

Outra razão para passear pelo Central Park: ele é um dos cenários mais famosos de incontáveis filmes e seriados, e a gente acaba se sentindo num filme também.

Quer mais um motivo? Strawberry Fields, com o mosaico Imagine bem no centro da área que homenageia John Lennon, e que é uma zona de silêncio dentro do parque. Pertinho desta área, fica o prédio (Dakota Apartments) onde John e Yoko Ono moraram.

O último motivo que vou listar aqui é um dos meus favoritos: a escultura Alice in Wonderland, que faz parte do Central Park desde 1959. A estátua de bronze retrata Alice e seus amigos numa tea party comandada pelo Chapeleiro Maluco.

E, já que você estará ali pertinho, não deixe de visitar o MET, que tem um dos acervos mais impressionantes do mundo.

O Brooklyn tem o melhor hambúrguer que eu já comi

Uma vez em Nova Iorque, não poderia deixar de cruzar o East River, saindo de Manhattan rumo ao Brooklyn!

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E, já que estávamos no Brooklyn, resolvemos procurar um lugar pra almoçar por lá. E eis que encontramos no Google um restaurante chamado Colônia Verde que despertou a nossa curiosidade, e pra lá nós seguimos.

Como todo bom achado, o Colônia Verde era uma portinha pequena, sem grandes letreiros, sem muito movimento. Um cardápio enxuto apresentava vários pratos que pareciam apetitosos, mas um deles chamou a nossa atenção: hambúrguer no pão de queijo, acompanhado de batata doce frita. Pedimos.

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MEU DEUS DO CÉU. Que hambúrguer, minha gente! Até hoje eu fico com água na boca só de lembrar. E é por isso que ele foi eleito O Melhor Hambúrguer Que Eu Já Comi Na Minha Vida (pelo menos até a presente data).

O hambúrguer era servido exatamente num pão de queijo gigante. Imaginou um pão de queijo imenso? Então, era isso mesmo. E era bom demais. E, desde então, todo mundo que eu conheço que vai pra NYC eu recomendo fortemente que siga rumo ao Brooklyn pra provar esta iguaria.

One World Observatory & Memorial Plaza

Um dos lugares mais legais que visitamos em Nova Ioque foi, certamente, o One World Observatory e a Memorial Plaza do 11 de setembro. Sempre me disseram que todo mundo tem que ver Nova Iorque de cima, e nós escolhemos fazê-lo do topo do observatório mais novo da cidade.

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Ao chegar no November 11 Memorial Plaza, é impossível não sentir uma forte emoção. O memorial é muito bonito, muito sensível e delicado.

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Eu, que me lembro com perfeição daquele 11 de setembro de 2001, confesso que fiquei bastante emocionada de estar ali, de ler os nomes de todos aqueles que não conseguiram sobreviver àquele episódio e, principalmente, por ver as rosas brancas colocadas nos nomes dos aniversariantes daquele dia. O acesso a Memorial Plaza é gratuito.

Para subir no One World Observatory, há diferentes tipos de ingressos, e nós optamos pelo mais simples (USD 35 + imposto, por pessoa), que dá direito ao passeio completo, porém sem audio guia ou fila prioritária (que, naquele dia, era perfeitamente dispensável porque tava bem tranquilo o movimento). A vista lá de cima é realmente incrível: são 360º de tirar o fôlego!

Finalmente, Nova Iorque!

Nosso último destino das férias de fevereiro/março foi Nova Iorque. Sim, eu finalmente conheci a concrete jungle where dreams are made of! Nós fizemos o trajeto Washington D.C. – New York de trem, numa viagem que durou pouco mais de 3 horas com a Amtrak.

Logo depois de almoçarmos em Little Italy, bairro onde ficamos hospedados, nós fomos andando até a 5ª Avenida, avistando o Empire State Building no caminho e a nossa primeira parada foi a St Patrick’s Cathedral.

Eu achei a catedral muito impressionante e aproveitei a oportunidade pra, mais uma vez, agradecer a Deus por poder vivenciar tantas coisas incríveis!

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Depois, passamos pelo Rockfeller Center, e aí aproveitamos que já estávamos por ali mesmo e demos um pulinho na Uniqlo da 5th Avenue, que é gigantesca!

Mais uma atividade esportiva: jogo de basquete em D.C.

Além de termos ido a um jogo de futebol em Vancouver e a um jogo de hóquei em Calgary, nós ainda fomos a um jogo de basquete em Washington D.C.!

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Tanto eu quanto marido já tínhamos ido a jogos da NBA – nos meus anos de guia pra Orlando, eu tive a sorte de levar alguns grupos aos jogos do Orlando Magic, que acabou se tornando meu time do coração! – mas nós quisemos aproveitar a oportunidade para ver o jogo dos Washington Wizards contra os Memphis Grizzlies.

Nós compramos os nossos ingressos pelo SubHub bem em cima da hora – entramos no metrô rumo a Capital One Arena ainda sem os ingressos no email! – mas logo eles chegaram e nós entramos sem problemas.

Aliás, a Capital One Arena tem acesso muito fácil com o metrô de D.C., a gente já sai da estação de metrô praticamente dentro da arena.

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a piadinha do dia foi: “I thought this was a WIZARDS game!” hihihi

Nós demos MUITA sorte com os ingressos: nossos lugares eram praticamente side court, só que sem o preço de um ingresso desse tipo! Assistimos a partida muito de pertinho, e foi uma vitória emocionante dos Wizards!

Passeando pelo National Mall

Depois de muitas horas de viagem entre Calgary e Washington DC, conseguimos chegar à capital dos EUA! Pra vocês terem uma ideia, nós saímos do nosso hotel em Calgary ainda de manhã cedo, e só conseguimos chegar no hotel de Washington DC quase meia noite. Acontece que, além de termos pegado uma conexão razoavelmente longa em Ottawa, deu uma nevasca absurda naquele dia, e o nosso segundo vôo atrasou muitas e muitas horas. Enfim, conseguimos chegar.

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Marido já tinha ido à Washington DC há alguns anos atrás, mas quis voltar para rever alguns amigos que estão morando por lá. Eu achei ótimo, porque tinha vontade de conhecer a capital dos EUA – acho que as capitais guardam histórias que podem nos explicar melhor porquê determinadas coisas são como são.

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Nosso primeiro passeio em DC foi pelo National Mall, mas não sem antes parar na estátua de Albert Einsten que fica em um dos parques-memoriais. Ao longo da nossa estadia de 5 noites em DC, nós voltamos algumas vezes ao National Mall para conseguir ver tudo – ou tentar ver tudo – o que nos interessava.

Quando se fala em National Mall, geralmente se pensa na área inteira que vai do Lincoln Memorial até o Capitólio, com o monumento de Washington dividindo a área como ponto central. O National Mall inclui e faz fronteira com diversos museus smithsonianos, galerias de arte, instituições culturais, e muitos memoriais, esculturas e estátuas.

Nós visitamos com calma o National Air and Space Museum e o recém-inaugurado (e bastante concorrido) National Museum of African American History and Culture. Nós chegamos a entrar no Holocaust Memorial Museum, mas não conseguimos visitar a exposição permanente, que tem ingressos limitados por dia e já estava lotado por todo o período da nossa visita; por conta disso, tivemos acesso apenas a uma pequena área do museu, que tinha acesso livre para visitantes sem ingresso pré-agendado.

Eu adorei o Air and Space Museum, mas eu amei mesmo o Museum of African American History and Culture. Além de ser muito moderno e cheio de experiências interativas, o museu é muito sutil e delicado ao convidar os visitantes à reflexão sobre o papel dos negros na cultura norte-americana, destacando com sensibilidade diversos momentos basilares da história.

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Quanto aos monumentos a céu aberto, nos demoramos um pouco no memorial Lincoln e no monumento à Martin Luther King Jr, no memorial dos veteranos da Guerra da Coréia,  e no memorial da Segunda Guerra Mundial.

Refeições com personagens na Disney

Finalmente matei a saudade que tava me matando e voltei ao Walt Disney World depois de 4 anos e meio! Já expliquei tim tim por tim tim aqui como é que se faz pra marcar  Fastpass+ pelo My Disney Experience, e hoje quero contar um pouquinho sobre as experiências de fazer refeições nos restaurantes que oferecem encontros com os personagens da Disney.

A primeira coisa que precisa ser esclarecida sobre o “character dining” é que os personagens não vão sentar na sua mesa e comer com você, mas sim vão se aproximar para que todos que estão na mesa tenham oportunidade de tirar fotos e pegar autógrafos. Embora seja uma experiência cara (US$60 por adulto, US$35 por criança até 8 anos), é uma chance única de ver os personagens da Disney com roupinhas diferentes e criar memórias incríveis tirando fotos sem fila. Nestes preços, além do encontro com os personagens, estão incluídos o buffet ilimitado de comidas e fountain drinks (= refrigerantes, água filtrada). Água mineral e bebidas alcoólicas são pagas à parte, lembrando que somente maiores de 21 anos podem tomar bebidas alcóolicas e é necessário apresentar Passaporte.

Até esta minha última visita ao Walt Disney World, eu só tinha vivenciado a experiência de encontrar os personagens da Disney fora dos parques no ‘Ohana, que é o restaurante do Disney’s Polynesian Village Resort (um dos 3 hotéis de luxo do Walt Disney World Resort).

A Point Travel sempre agenda um brunch com os personagens para o penúltimo dia de viagem, logo antes de repetirmos o Magic Kingdom, no ‘Ohana. Eu amo o ‘Ohana, sempre me diverti muito lá, e a comida é deliciosa; eles oferecem um suco tropical divino! No ‘Ohana, os personagens que circulam pelas mesas são Lilo, Stitch, Mickey e Pluto. No mosaico de fotos acima, tem fotos de 4 das minhas passagens no ‘Ohana, com participação especial do chefinho Marcelo e da Tininha, minha mamãe postiça de quem eu era ajudante nos grupos da Point!

Como eu já tinha ido váááárias vezes ao ‘Ohana, desta vez eu marquei refeições com personagens em outros restaurantes que eu tinha vontade de conhecer: o Tusker House (dentro do parque Animal Kingdom) e o Chef Mickey’s (que fica no Disney’s Contemporary Resort).

Almocei no Tusker House, que oferece comidas inspiradas na culinária africana, no dia em que fui ao Disney’s Animal Kingdom, e eu agendei pelo My Disney Experience para fechar o Rivers of Light Dining Package. O Rivers of Light Dining Package nada mais é do que uma reserva antecipada do seu assento para assistir ao Rivers of Light, o show noturno do Animal Kingdom. Quando se está reservando, pode-se escolher o horário do show (no dia que eu fui no parque, tinha apresentação às 19h e às 20h30, e eu escolhi o das 19h). Tendo reservado o Dining Package com a assessoria da Point Travel, eu podia chegar no Rivers of Light um pouco mais em cima da hora sem me preocupar se eu conseguiria lugar ou não. Por conta disso, consegui assistir 2x ao Festival of the Lion King, que é meu show favorito da vida! No Tusker House, podemos encontrar Mickey, Pateta, Margarida e Pato Donald. Ao reservar o Dining Package, você receberá, durante a sua refeição, um ticket que dá direito à entrada especial no Rivers of Light.

O Chef Mickey’s foi a nossa última atividade em Orlando, já que eu reservei a refeição no jantar da véspera de partirmos para o Canadá. Eu sonhava em ir no Chef Mickey’s desde a primeira vez que fui pra Disney, quando passamos de Monorail por dentro do Disney’s Contemporary Resort a caminho do Magic Kingdom e eu vi o Mickey passando pelo restaurante com sua roupinha de cozinheiro, com direito a chapéu e tudo.

O Chef Mickey’s é um dos restaurantes mais concorridos para character dining e até hoje eu não acredito que consegui fazer uma reserva e realizar esse sonho (valeu Point Travel!)! Uma das razões pra ser tão concorrido é porque este é o único restaurante que tem 5 personagens rodando pelas mesas. Mickey, Minnie, Pluto, Pateta e Pato Donald encantam com suas dólmãs! E o buffet estava uma delícia, cheio de comidas Mickey shaped do jeitinho que eu gosto.

Vários outros restaurantes espalhados pelo Walt Disney World oferecem character dining, e para todos eles é altamente recomendável fazer reserva, já que costumam ficar lotados. Alguns exemplos: o 1900 Park Fare, no Disney’s Grand Floridian Resort & Spa, oferece encontros com Mary Poppins, Alice, Chapeleiro Maluco, Tigrão e Puff (eu sei que agora é Pooh mas eu me recuso! Pra mim será eternamente Ursinho Puff); dentro do Magic Kingdom, o Cinderella’s Royal Table garante a oportunidade de fotos com as princesas da Disney. Todas estas informações estão disponíveis no site da Disney, e você também pode contar com a assessoria da Point Travel para todas as etapas da sua viagem!

Diário de Viagens: Orlando, sempre!

Entre 2008 e 2012, toda vez que me perguntavam onde eu ia passar as férias e eu respondia “Disney! Vou pra Orlando!”, as pessoas sempre me olhavam com cara de reprovação, me perguntavam “de novo?” ou “você não tem vontade de ir pra outros lugares?”, ou simplesmente diziam “você é maluca”. Nada disso nunca me incomodou, porque, por mais que eu tenha vontade de ir a vários lugares no mundo (na verdade, se eu pudesse, eu dava a volta ao mundo), Orlando é uma cidade pela qual eu tenho muito amor, e tenho certeza de que, quantas vezes me forem dadas as oportunidades, vou querer voltar pra lá. E, de 2004 até 2014, eu tive ótimas oportunidades.

felicidade plena!

felicidade plena no Magic Kingdom!

Como são muitos anos de amor por Orlando, resolvi fazer esse post mais geral, e depois pretendo postar sobre cada parque individualmente.

julho de 2004, com 14 aninhos

julho de 2004, com 14 aninhos

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a única vez que encontrei os Flintstones na Universal! Por que, Universal? Por quê?

Minha primeira viagem pra Orlando foi em julho de 2004, como parte do meu presente de 15 anos. Embora eu tenha sido bastante influenciada pela Mivó (nome carinhoso pelo qual eu chamava a minha avó), eu nunca tive aquela vontade indescritível que muitas crianças e adolescentes tem de ir à Disney. Na verdade, principalmente naquela época, que eu me achava muito roqueira, queria mesmo ir pra Londres. Mas acabei aceitando o presente e fui pra Orlando. E me apaixonei. Os parques temáticos são lugares mágicos, onde a gente só sente felicidade. Enquanto estava lá, tinha certeza de que não seria minha única visita, mas não sabia quando voltaria. Tive a oportunidade de voltar em janeiro de 2006, numa dessas viagens não-planejadas (foi assim: viajei numa terça e meus pais negociaram com a agência na quinta feira anterior) que dão muito certo. E, naquele inverno delícia de Orlando, pude confirmar meu amor por aquele lugar, e conferir atrações novas que não estavam lá um ano e meio antes – além de ver o Castelo da Cinderella especialmente decorado para a Happiest Celebration on Earth, a comemoração dos 50 anos da abertura da primeira Disneyland.

Happiest Celebration on Earth (2006)

Happiest Celebration on Earth (2006)

Em 2007, não fui a Orlando, e senti saudade. Quis voltar em janeiro de 2008, e fui. Mesmo tendo ficado muito doente e não tendo curtido alguns parques (naquele ano, não fui ao Sea World nem ao Busch Gardens), foi uma viagem especial. Aqui começa a mudança crucial na história das viagens da minha vida: em julho do mesmo ano, fiz outra viagem pra lá sem muito planejamento (dessa vez, viajei numa quinta e meus pais fecharam com a agência na segunda a noite), e foi um verão indescritível. Mesmo entre janeiro e julho, pude ir a novas atrações e até a um parque aquático completamente novo – e isso só me fazia ficar mais e mais apaixonada pelos parques.

com o Gênio em janeiro de 2008

com o Gênio em janeiro de 2008

julho de 2008

julho de 2008

Por conta dessas duas viagens no mesmo ano, e por ter ido todas as 4 vezes com a mesma agência, fui convidada pra ser guia assistente no janeiro seguinte. Eu não receberia nenhuma remuneração, mas também não pagaria nem a minha passagem nem a hospedagem (os ingressos pros parques da Disney eu paguei, mas os parques da Universal e do grupo Sea World/Busch Gardens emitiam cortesias para guias). Pra uma universitária de Relações Internacionais, me pareceu um grande negócio: afinal, eu estava tendo a oportunidade de viajar para um lugar que eu adorava tendo que arcar somente com os meus gastos lá. Então, aceitei e fui.

de uniforme e bandeirinha com o Pluto no Magic Kingdom

de uniforme e bandeirinha com o Pluto no Magic Kingdom

O que eu pensava que seria só uma temporada, acabou se estendendo pra julho de 2009, e também janeiro de 2010, e também julho de 2010 (um mês depois da abertura do Wizarding World of Harry Potter no Islands of Adventure), e janeiro de 2011, e julho de 2011, e janeiro de 2012, e janeiro de 2013, e janeiro de 2014! Em dezembro de 2010, fui com meus primos passar o réveillon lá (um sonho que eu tinha, porque sempre via fotos e vídeos dos parques decorados especialmente para os Holidays) e acabei virando guia deles desde o primeiro parque – o que eles amaram, porque não se davam nem ao trabalho de abrir os mapas. Ano passado, em outubro, fui com o Felipe e um casal de amigos nossos, e também o filhinho deles. E, em todas as vezes, sem exceção, eu me diverti demais: além de toda a sorte de poder ir pra lá com frequência, eu era ajudante de uma guia que é uma das melhores pessoas que eu conheço no mundo, que tem amor por mim como se fosse minha mãe, e sempre deixou que eu brincasse e aproveitasse tudo ao máximo. Sim, eu tinha o melhor “trabalho” do mundo! Foram, sem dúvida, os invernos e verões mais divertidos que eu podia ter enquanto estava na faculdade e no mestrado.

com meus eternos chefinhos em julho de 2009

com meus eternos chefinhos em julho de 2009

julho de 2011, com a Tininha que eu amo pra sempre

julho de 2011, com a Tininha que eu amo pra sempre e que é minha mamãe postiça!

A cidade de Orlando tem 8 parques temáticos principais: 4 da Disney (Magic Kingdom, EPCOT, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom), 2 da Universal (Universal Studios e Islands of Adventure), Sea World, e Busch Gardens. No complexo Disney, temos também 2 parques aquáticos (Disney’s Blizzard Beach e Typhoon Lagoon), um centro de entretenimento noturno chamado Disney Springs (onde há um Cirque du Soleil permanente, com show exclusivo chamado La Nouba, restaurantes como Planet Hollywood, T-Rex e House of Blues, uma Lego Store imensa, e a World of Disney – porque, como se já não bastasse todas as mil lojinhas dentro dos parques, tem que ter mais uma, que é ENORME), campos de golfe e mini-golfe, e tudo mais quanto o gênio Walt Disney e seus imagineers (como são chamados os funcionários da Disney responsáveis pela criação e atualização dos parques e dependências dos complexos) puderam criar. Na Universal, ligando os parques, há o City Walk, recheado de lojas, boates e restaurantes (NBA City, Nascar, e o maior Hard Rock Café do mundo estão lá); a Universal agora também tem seu próprio parque aquático, o Volcano Bay, do qual só ouvi coisas boas. O Sea World, desde que abriu a Manta (uma montanha russa em que os aventureiros ficam na horizontal) em 2009, atrai muito mais do que crianças em busca da Shamu; além da Manta, há uma outra montanha russa no parque – a Kraken – que conta com um percurso impecável pra qualquer amante de montanha russa; além disso, desde 2008 podemos desfrutar do Aquatica, um parque aquático (como o nome sugere) onde podemos nos refrescar em meio a brinquedos multicoloridos e até mesmo tobogãs de vidro que permitem vermos golfinhos enquanto nadamos. Embora não fique em Orlando, mas em Tampa Bay (cerca de 1h15 de carro), o Busch Gardens é um parque que não fica fora das excursões (ainda bem!), e costuma ser o mais atrativo para aqueles que curtem adrenalina: são 5 montanhas russas (Cheetah Hunt, Montu, Kumba, SheiKra, Gwazi), o que preenche um dia inteiro de visitas, intercaladas com 3 brinquedos aquáticos (do tipo botes) que molham MUITO.

janeiro, 2009

janeiro, 2009

julho, 2009

julho, 2009

janeiro, 2010

janeiro, 2010

julho, 2010

julho, 2010

com a família e os amigos em dezembro de 2010

com a família e os amigos em dezembro de 2010

janeiro de 2011

janeiro, 2011

julho de 2011

julho, 2011

janeiro, 2012

janeiro, 2012

janeiro, 2014

janeiro, 2014

janeiro, 2014

janeiro, 2014

Além dos parques temáticos, Orlando oferece excelentes opções de compras: são dois outlets da rede Premium (um na Vineland Ave. e o outro na International Drive) onde encontramos marcas de luxo e fast fashion, o enorme Florida Mall, e o não tão conhecido Mall at Millenia (com lojas de luxo como Chanel, Burberry e Gucci e também Zara, Macy’s, Bloomingdale’s, Victoria’s Secret). Eu, particularmente, gosto mais do Mall at Millenia que, por ser menor e menos conhecido pelos turistas, está sempre mais organizado (lembrem-se: eu sempre fui pra Orlando em alta temporada, e lojas como Abercrombie, Hollister e Victoria’s Secret ficam sempre lotadas e, consequentemente, sem o estoque que muitas vezes gostaríamos que tivessem), embora o Florida Mall disponha de uma variedade incomparável de lojas. Seja nos outlets ou nos malls, ou no Wal Mart ou no Target (dois mercados que tem tudo o que podemos imaginar e mais um pouco), as oportunidades de compras são de enlouquecer até o mais sovino dos seres humanos, e eu não vi até hoje quem voltasse de Orlando com menos do que as duas malas que as companhias aéreas permitem cheias.

outubro, 2014

outubro, 2014

Em Orlando, a única preocupação que qualquer pessoa deve ter é com a diversão, e não há um dia sequer enquanto estamos lá que, dormindo tarde e acordando cedo (porque, pra curtir mesmo, tem que ser assim), a gente não sinta uma alegria incomparável. Particularmente, eu sinto uma alegria plena. Felicidade em plenitude. Não paro de sorrir. Se você nunca foi, programe-se e vá. Vá pelo menos uma vez na vida ser feliz em Orlando. Dificilmente você vai se arrepender.