Monet no Albertina Museum

Quem me segue no Instagram já está acompanhando mais um período movimentado na hashtag #letíciadeférias! Passei por Paris e Londres com meus pais, depois Moscou com o marido, uma pequena paradinha de 6 dias em Yerevan e já estamos em Viena! Hoje visitamos o Albertina Museum, que inaugurou há poucos dias uma exposição temporária reunindo obras de Claude Monet (1840-1926).

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Monet é o principal representante do impressionismo, e é conhecido como o mestre da luz francês, além de ser um dos pioneiros da pintura do século XX. As cores e a luz das pinturas de Monet mudam nas telas de acordo com a transformação constante da natureza, bem como a diversidade das suas impressões atmosféricas. Monet tinha urgência em capturar a diversidade dos elementos da natureza, e isso o estimulava a criar suas séries de pinturas – por vezes, o artista pintava 4 quadros ao mesmo tempo, objetivando capturar as mudanças de iluminação e cores da maneira mais real possível!

O Museu Albertina, entre 21 de setembro de 2018 e 6 de janeiro de 2019, dedica uma ampla exibição ao tratamento que Claude Monet dava às cores, bem como à apaixonada fascinação do pintor com o jardim da sua casa em Giverny. Com o apoio do Musée Marmottan Monet, 3 pinturas do acervo do museu Albertina se juntam a diversas obras emprestadas por outros museus e coleções privadas para iluminar o desenvolvimento de Monet do realismo para o impressionismo, e em seguida para um modo de pintura em que as cores e as luzes gradualmente se separavam dos sujeitos que as refletiam. Tais pinturas abririam caminho para o expressionismo abstrato após a morte de Monet.

O ingresso para o Museu, que dá acesso à todas as galerias e exposições, custa 14 euros. O Albertina Museum está aberto todos os dias entre 10h e 18h, ficando aberto até 21h nas quartas e sextas feiras. As estações de metrô mais próximas são Karlsplatz/Oper (linhas U1, U2, U4) e Stephansplatz (linha U3).

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Viena, você é jóia!

Neste último mês, o ritmo dos posts aqui no blog foi meio lento, mas por uma boa causa: meus pais estavam aqui em Ierevan com a gente, e também recebemos a visita de 3 amigos muito queridos! Ainda há muito conteúdo pra postar e quero retomar o ritmo das postagens! Espero que vocês gostem do conteúdo que é preparado com muito carinho!

Chegamos em Viena no fim da tarde do dia 16 de junho, na estação de trem Wien Westbahnhof. Decidimos ir para o hotel de metrô, e lá mesmo adquirimos o ticket válido por 72h e que custava EUR7,20 por pessoa. Como já contei aqui, nosso hotel em Viena foi o Leonardo, que ficava super bem localizado, do ladinho da Mariahilfer Straße, a maior rua comercial da cidade.

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Como chegamos cansadinhos da viagem de trem, nada melhor do que aproveitar a localização do nosso hotel para jantarmos ali pertinho mesmo. Na rua Barnabitengasse, (uma rua perpendicular à Mariahilfer Straße, do lado da igreja Mariahilferkirche), encontramos 2 restaurantes que nos chamaram a atenção: o Lokal 1060 e o Der Grieche. Para esta primeira refeição, optamos pelo Lokal 1060, que se revelou ótima escolha: Felipe comeu um bom chili, que ele ama, e eu comi um ótimo schnitzel!

No nosso hotel, o café da manhã não estava incluído e custava EUR13 por pessoa. Nós achamos melhor aproveitar a proximidade de um McDonald’s pra tomarmos nosso café da manhã no McCafé, e gastamos menos de 8 euros pra nós dois.

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Nosso primeiro passeio foi tomar o metrô até o Vienna International Centre, porque eu sempre sonhei em ver de perto a sede da Agência Internacional de Energia Atômica. Fiquei emocionadíssima e já quero voltar pra Vienna pra poder fazer a visita guiada por todos os prédios da ONU que ficam lá!

 

De lá, voltamos para o centro da cidade e fomos até o Museu Albertina, que fica bem próximo do palácio de Hofburg, da Biblioteca Nacional Austríaca, e do Tesouro Imperial de Vienna. Ali pertinho também está o Museumsquartier, que abriga os museus de História Natural (Naturhistorisches), o Kunsthistorisches, o Zoom Kindermuseum (dedicado às crianças), entre outros.

 

Seguimos caminhando até o Rathausmann Kopie, o majestoso prédio do Parlamento austríaco. Ali pertinho decidimos tomar o metrô na estação Schottentor até a estação de Praterstern para conhecer o parque Prater, o mais antigo parque de diversões do mundo!

 

A entrada no parque é gratuita, enquanto cada atração tem um preço por pessoa, variando entre E1,50 e E5,00. A principal atração do parque é a famosa Wiener Riesenrad, uma enorme roda gigante construída em 1897. Além disso, para quem curte museus de cera, o parque Prater abriga um Madame Tussauds. Nós decidimos almoçar lá no Prater mesmo, no restaurante ao lado da roda gigante (que também chama Wiener Riesenrad Restaurant).

 

Nossos passeios continuaram, nos levando até o Schloß Schönbrunn, o palácio dos Habsburgo com seus belos jardins. A estação de metrô Schönbrunn (linha verde) oferece fácil acesso ao palácio. Estão disponíveis dois tipos de tours pelo palácio: o Imperial Tour e o Grand Tour. Infelizmente, quando chegamos ao palácio, todos os tickets do dia estavam esgotados, então fica a dica importante de reservar os ingressos com antecedência pelo site oficial! Esta impossibilidade de visitarmos o palácio não nos desanimou e aproveitamos para explorar com calma os enormes e belíssimos jardins que circundam o palácio. Aproveitei o fim da tarde para fazer algumas comprinhas na Mariahilfer Straße, inclusive a minha mochila FjällRaven Kanken amarela que já fez sucesso no instagram desde a primeira vez que apareceu. À noite, fomos jantar no Der Grieche, restaurante grego que ganhou nosso coração com uma comida deliciosa e farta.

 

No domingo, acordei cedo e fui à missa na Catedral de São Estéfano (Domkirche St. Stephan), que fica ao lado da estação de metrô Stephansplatz. É impossível não se impressionar com a majestosa construção com a qual nos deparamos ao subir as escadas do metrô! Por dentro, a Catedral também é belíssima, e tudo emociona. Decidimos aproveitar o dia para ir até Bratislava, mas este passeio merece um post exclusivo! Ao voltarmos pra Vienna, fomos encontrar os amigos Helena e Gustavo no agradável Palmenhaus, café/brasserie/bar que fica no Parque Burggarten, ao lado do Museu Albertina.

 

Se no sábado e no domingo Viena estava sob forte ventania, o que deixava o clima ameno e agradável, a segunda feira nos ofereceu um dia muito, muito, muito quente. Começamos o dia com um café da manhã no Starbucks mais próximo do hotel e fomos caminhando até o palácio Belvedere, parando pelo caminho para conhecer a Catedral em Karlsplatz (Vorplatz der Karlskirche) e o monumento aos heróis soviéticos na Schwarzenbergplatz. Dali, seguimos para o Museu da Guerra. Almoçamos no Café Salut, que fica no próprio Museu, e só aí desbravamos o acervo das guerras desde o século XIX.

 

Mais tarde, tomamos o caminho de volta pro hotel, aproveitando a tarde para fazer nossas últimas comprinhas na Mariahilfer Straße. Para o nosso último jantar em Vienna, o restaurante Mini foi uma excelente escolha: o menu oferecia opções incríveis, e eu comi um bacalhau suculento, tão delicioso que consigo até sentir o gosto dele só de pensar!

 

Na terça, acordamos cedo e tomamos o rumo do aeroporto usando o Uber. O aeroporto de Vienna fica a cerca de 40min do centro da cidade, então é importante programar-se para sair com antecedência. O Uber custou cerca de 40 euros; não é barato, mas considerando o conforto, eu sempre acho que vale a pena planejar este gasto. Este foi um dos bons aeroportos que conhecemos, oferecendo serviço completamente informatizado de check in e despacho de bagagem. Também foi fácil cumprir com os procedimentos de Tax Free, uma vez que estão disponíveis guichês de alfândega antes (para as bagagens despachadas) e depois (bagagem de mão) do controle de passaporte.

Berlim, que bom te conhecer!

Entre os muitos lugares que eu sonho conhecer, Berlim sempre esteve entre os primeiros. Sempre fui apaixonada pela história da Guerra Fria, e eu sempre achei que, quando fosse pra Berlim, ia sentir como se estivesse vivenciando este período tão significativo da história mundial. E Berlim não me decepcionou!

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Chegamos na cidade pelo aeroporto Schönefeld, e o acesso à parte central da cidade pode ser feito por meio dos trens expressos. Nós já compramos logo o passe do dia inteiro, que custa 7,70 euros por pessoa e é valido até as 03h da manhã do dia seguinte. É importante sempre validar o bilhete antes de começar a usá-lo!

O trem é eficiente, mas o processo de compra dos bilhetes lá no terminal do aeroporto estava muito confuso e demorado, porque nem todo mundo consegue mexer direitinho nas máquinas. Além disso, o embarque foi meio confuso, o trem ficou lotado, e eu e o marido tivemos que nos equilibrar em pé enquanto tentávamos manter as malas no lugar. Descemos na estação do Zoológico, e de lá fomos de taxi pro hotel porque achamos mais prático do que tentar entender o sistema de transporte público com fome e malas.

A fome estava mesmo tensa, e, somada ao cansaço de quem tinha acordado 05h da manhã, só nos permitiu mesmo comer no Burguer King mais próximo do hotel. Depois de matar a fome, voltamos pro hotel pra descansarmos um pouco e só saímos novamente para jantar. Foi aí que tomamos o S-Banh na estação Tiergarten rumo à Alexanderplatz. Lá, jantamos no Carambar onde pedimos a tradicional currywurst acompanhada de cerveja, é claro.

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No sábado, nós acordamos com disposição e logo cedo já saímos pra turistar! Depois de tomarmos café no Starbucks perto do Zoológico, tomamos o S-Bahn nesta estação em direção ao Palácio do Reichstag, de onde seguimos a pé para o Portão de Brandemburgo. Em seguida, passamos pelo Memorial do Holocausto, indo na direção da Potsdamer Platz, onde nos deparamos com os primeiros resquícios do Muro de Berlim.

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Seguimos andando até o Checkpoint Charlie e, no meio do caminho, também vimos mais resquícios do Muro. Isso foi certamente uma das coisas que eu mais gostei em Berlim: andar pela cidade e ver, literalmente, os pedaços da história. No Checkpoint Charlie, adorei a lojinha do Museu, enquanto me decepcionei com várias coisas, como a descaracterização total por conta dos enormes símbolos do McDonald’s e do KFC, os artistas de rua monopolizando a cabine do checkpoint, etc. Nada contra quem tá ganhando o seu dinheirinho tirando fotos com turistas, mas monopolizar a cabine não é legal: eu, por exemplo, queria uma foto ali sem os artistas, e simplesmente não consegui. E também nada contra o McDonald’s e o KFC, até porque eu adoro, mas eu confesso que queria uma imersão ainda maior na Guerra Fria.

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De lá, uma boa caminhada até a East Side Gallery, para enfim vermos uma considerável extensão do Muro ainda de pé. Lá, nós nos encontramos com os amigos Ana, Ricardo, Milena e Rodrigo e, antes de analisar e observar tudo com calma, comemos no East Side Blick, um pequeno bistrô que matou a fome adequadamente.

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Dizer que eu fiquei emocionada na East Side Gallery não chega nem perto do que eu senti. Ali, na minha frente, estava a personificação da Cortina de Ferro, o grande símbolo da Guerra Fria sobre o qual eu li – e escrevi! – tantas vezes. A decepção foi a grade em alguns trechos do muro, embora eu entenda a necessidade para poder conservar as pinturas. Eu idealizava tanto minha viagem pra Berlim que é inevitável ficar um pouquinho ~reclamativa~ sobre essas decepções, ainda que, no geral, não tenham estragado a experiência.

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Continuamos andando em direção à Ilha dos Museus e observamos a arquitetura impressionante de uma cidade que, segundo informações colhidas, está em constante mudança. No meio do caminho, ainda nos deparamos com um pedaço do muro original, que cercou Berlim muito antes da Alemanha ser o que hoje conhecemos como Alemanha. Em seguida fizemos uma pausa para café com sorvete no Spreeblick, que tem um ambiente bem agradável. Mais tarde, fomos para o Biergarten do Tiergarten (o Cafe am Neuen See). O ambiente é muito bacana, e ficar bebendo e comendo iguarias alemãs com os amigos na beira do laguinho só não foi mais memorável porque um milhão de formigas e mosquitos resolveram me atacar e eu fiquei toda mordida e empolada.

Pra que este post não fique ainda mais longo, contarei sobre nossos passeios de domingo e segunda feira (11 e 12 de junho) no próximo post!

 

*este post foi escrito ao som do álbum The Wall do Pink Floyd, que foi a trilha sonora da nossa visita a essa cidade.

Milão a pé em 3 dias

Ciao, ragazze! Estamos em Praga, mas já tem tanto tempo que não escrevo aqui que tenho que “voltar” pra Itália pra contar pra vocês sobre os nossos dias em Milão! Nossas férias tem sido muito agitadas e só agora consegui parar pra escrever com calma – e se não é pra escrever com calma, é melhor nem escrever, né?!

Fomos de Nice pra Milão de trem no dia 05/junho e descemos na estação central (Milano Centrale), que ficava bem próxima do nosso hotel e o taxi custou menos de 7 euros. Como nós chegamos no hotel próximo das 18h, simplesmente deixamos as malas no quarto e saímos em busca de alimento. Fomos surpreendidos por uma chuva forte, então decidimos ficar ali por perto mesmo, caminhando até o Platina, onde provei a deliciosa combinação de salmão, tomate, manjericão e gengibre. Jamais pensei que ia amar tanto o gengibre no macarrão!!

Na terça, depois de deixarmos nossas roupas na lavanderia, passeamos pelo parque Giardini Publico Indo Montanelli, também conhecido como Giardini Pubblici di Porta Venezia. Este parque foi o primeiro parque público de Milano e fica na Corso Venezia, e abriga um Museu e o Planetário.

De lá, seguimos em direção ao Castello Sforzesco, numa caminhada de aproximadamente 25min. O Castello Sforzesco foi construído no século XV pelo Duque de Milão Francesco Sforza, e chegou a ser uma das maiores citadelas da Europa nos séculos XVI e XVII. Hoje, o Castello Sforzesco abriga 9 museus.

Aproveitamos pra passear no Parco Sempione, que é adjacente aos jardins do Castello, e também ver o Arco della Pace, que data do século XIX, embora sua construção tenha começado no século XV como parte da muralha romana que cercava a cidade.

Voltamos caminhando calmamente em direção à lavanderia, pois já era hora de buscar nossas roupas, e, depois de deixá-las no hotel, almoçamos no ótimo japonês Igiban, que oferece rodízio (ou, como eles chamam, all you can eat) por 12,80 euros por pessoa. A gente gostou tanto da comida e do ambiente que voltamos nos outros dias pra almoçar por lá também, já que estava calor demais durante o dia pra comer massa.

Depois de comermos bastante, fomos caminhando para a Duomo di Milano – outra caminhadinha de mais ou menos 25min. Foi só a gente chegar lá na piazza que começou a cair uma chuva fortíssima! A fila para entrar na Duomo era enorme, e confesso que nós não tivemos disposição de encarar. A catedral é imensa e, ao vivo, é absolutamente impressionante mesmo! Quando voltarmos a Milão, certamente vamos nos programar pra fazer a visita à gigantesca catedral, cuja construção começou em 1386 e só terminou em 1813. Nos refugiamos da chuva na Galleria Vittorio Emanuele II, já aproveitando para admirar os belíssimos mosaicos que decoram o lugar, e também demos uma passadinha na boa livraria que fica lá dentro. No centro da galeria, há 4 mosaicos que retratam os brasões de armas de Turin, Florença, Roma e Milão, e a tradição diz que terá boa sorte a pessoa que girar três vezes com o calcanhar sobre os testículos do touro que está no brasão de armas de Turim. Eu não quis fazer isso porque já sabia que esta prática danifica o mosaico, e achei meio absurdo. Mas é a tradição, né?!

Atravessando a galeria, passamos pelo Palazzo Marino e chegamos ao Teatro alla Scalla. A esta altura, já tinha parado de chover de novo. O Teatro alla Scalla foi inaugurado em 1778, e é considerado um dos principais palcos da ópera e do ballet no mundo. De lá, voltamos caminhando pro hotel, passando pelo Quadrilatero della Moda, um passeio que nos tomou mais 30min.

Optamos por voltar pro hotel pra descansar antes de sairmos pra jantar, e o restaurante escolhido para este dia foi o L’antro della Sibilla. Lá, comi o Risotto del Dio Apollo, que é um dos pratos mais interessantes que já provei na vida, misturando vinho tinto, salame, provolone e pimenta branca. Uma delícia!!

Acordamos na quarta feira ainda cansados e com vontade de dormir o dia todo, mas Milão nos esperava! Então reunimos todas as nossas forças e fomos caminhar, porque acreditamos que é caminhando que se conhece verdadeiramente um lugar!

Fomos direto para a Igreja Santa Maria Delle Grazie, na esperança de conseguirmos ingresso para ver A Última Ceia de Leonardo Da Vinci. Quanta inocência! Após uma caminhada de cerca de 45min, demos com a cara na porta. Aparentemente, os ingressos para o museu se esgotam com alguma antecedência, e podem ser reservados neste site. É outra visita que vai ficar pra nossa próxima ida a Milão (tô firme na ideia de que voltaremos!)!

Como essa visita foi frustrada, nós aproveitamos pra passear um pouco mais pelo centro histórico de Milão, admirando as belas igrejas de tijolinhos que encontramos pelo caminho até chegarmos na Basilica San Lorenzo Maggiore, que é a igreja mais antiga de Milão, tendo sido construída entre os séculos IV e V. De uma igreja a outra, levamos cerca de 20min.

Já era hora de almoçar e, como já contei, nós voltamos ao Igiban, o que rendeu uma caminhada intensa de quase 45min. Fazia um calor surreal em Milão, e o marido resolveu ficar descansando no hotel depois do almoço enquanto eu me aventurava pelo Quadrilatero della Moda pra fazer umas comprinhas. Do hotel até o Quadrilatero, a caminhada durava mais ou menos 20min, mas sob o sol forte eu confesso que parecia mais!

De noite, jantamos no Limone, e fomos e voltamos a pé, é claro, num passeio de 12min pra cada trecho. Neste jantar, pedimos prosciutto parma de entrada, pizza como prato principal, e provamos as sobremesas mil folhas e bolo de chocolate recheado. As sobremesas decepcionaram um pouco, mas a entrada, a pizza e o vinho estavam muito bons.

Nosso terceiro e último dia em Milão também foi muito muito muito quente. Fomos de manhã até a Piazza degli Affari, onde chegamos após caminhada de quase 35min. É lá que está a escultura “L.O.V.E.” do artista Maurizio Cattelan, no meio do centro financeiro de Milão. Achei hilário!

Depois do almoço (sim, também no Igiban!), tentamos ir ao cinema, mas não deu muito certo porque os filmes estavam todos dublados em italiano e só uma metade do casal estudou italiano. Isto posto, fomos em busca de um bom sorvete, e o eleito foi o Gelato Giusto. O cone mais simples era de 2 bolas, e eu escolhi amêndoas e amendoim. Deus do céu, que delícia!

Mais tarde, fomos jantar no Eataly, que ficava a 20min caminhando do nosso hotel. Eu tinha muita curiosidade de ir no Eataly e fui incapaz de convencer o marido a ir comigo no de SP, mas em Milão nós concordamos que seria um passeio bacana, e realmente foi!

Como iríamos bem cedinho pro aeroporto no dia seguinte, este último dia em Milão precisou ser menos acelerado e com um pouquinho do tempo dedicado pra ajeitar as coisas nas malas antes de partirmos pro nosso próximo destino: Berlim!

É claro que seria mentira dizer que conhecemos a cidade inteira em 3 dias, mas certamente conhecemos muito mais da cidade porque fizemos todos os nossos trajetos a pé!

Passeando em Cannes

Domingo nós aproveitamos mais um dia de sol na Côte d’Azur para conhecer Cannes! 


Pegamos o trem 13h na estação de Nice e chegamos em Cannes 47min depois – mas estes 47min passam rapidinho porque o caminho é todo por praias belíssimas, e a gente fica tão encantado que nem vê o tempo passar! O bilhete de trem (ida e volta) custou 15€ por pessoa. 


Chegando em Cannes, fomos direto ver o Palácio do Festival e a calçada da fama deles. As estruturas do festival ainda estão sendo desmontadas, e foi inevitável não sentir um pouquinho de vontade de ter ido pra lá durante o festival! 


Em seguida, andamos um pouquinho pela orla, até irmos para a cidade velha, onde escolhemos almoçar pizzas!


Depois do almoço, andamos mais um pouquinho pela cidade velha, caminhamos até o porto, tomamos sorvete à beira mar, e aproveitamos o belo dia de sol. 

Como estávamos exaustos do passeio por Montecarlo, não nos forçamos muito e já voltamos pra Nice pouco antes das 18h. Foi um passeio rapidinho, porém deu pra ver in loco o charme vintage da cidade que recebe o grande festival de cinema!