Um domingo em Sochii

Aos 48 do segundo tempo, pouquíssimos dias antes de empacotarem nossa mudança na Armênia, nós demos um “pulinho” na Rússia pra conhecer a cidade litorânea de Sochii.

Sochii fica localizada junto ao Mar Negro, e foi cidade sede dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno e os XI Jogos Paralímpicos de Inverno de 2014, bem como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2018.

Em Sochi, pudemos visitar uma das mais famosas Dachas de Josef Stalin, onde o líder soviético costumava passar alguns dias cuidando da sua frágil saúde longe dos olhares curiosos.

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Mas uma das coisas que eu mais gostei de ver em Sochi foi o enorme e belíssimo mosaico em homenagem a Lenin! Se Deus quiser, um dia voltaremos nesta bela cidade para aproveitá-la por mais tempo!

 

Em Moscou com meus pais

A primeira viagem internacional dos meus pais foi cheia de aventuras: primeiro, nos aventuramos por Portugal, conhecendo o Porto, Fátima e Lisboa. Depois, viemos pra Ierevan, e aqui eles ficaram conosco por 3 semanas. Por fim, fomos passar o último final de semana da viagem deles em Moscou, de onde eles embarcariam de volta pro Brasil!

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Voamos de Ierevan para Moscou com a Ural Airlines, desembarcando em Domodedovo perto das 18h. De lá, tomamos um Uber até o nosso hotel, o Hilton Garden Inn Moscow Krasnoselskaya. Vale a pena notar que há um preço fixo de transporte de/para os aeroportos de Moscou, embora muita gente infelizmente seja enganada e acabe pagando muito mais pelo serviço de transporte. O preço determinado é de 1000 Rublos (cerca de 20 dólares), e nós geralmente temos optado por usar o Uber, que já debita no nosso cartão de crédito, mas também recomendamos os serviços do Yandex.

Localizado no Terceiro Anel de Moscou, este hotel Hilton fica pertinho da estação de metrô Krasnoselskaya (Красносельская), que atende à linha 1 (vermelha), e bem em frente ao shopping Troika (Тройка), o que foi super conveniente pra gente. Como o marido não pôde ir conosco, optamos por um quarto triplo, que era a opção mais barata pra hospedar nós 3, e o café da manhã incluído na diária. Chegamos no hotel mortos de fome e decidimos comer por lá mesmo, e pedimos frango na brasa acompanhado de batatas fritas. Pra um restaurante de hotel, o Garden Grille & Bar Restaurant tem preços bastante interessantes, e foi bom poder matar a fome por lá mesmo.

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Acordamos no sábado sem pressa e aproveitamos o farto café da manhã, oferecido como buffet. Saímos do hotel rumo à Praça Vermelha, e optamos ir de táxi, usando o serviço do aplicativo Yandex. Acontece que, em um grupo de 3 pessoas, a maioria dos trajetos sai mais barato de táxi do que de metrô e, como era final de semana, não havia muito trânsito na cidade, então realmente valia mais a pena tomarmos táxi.

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Chegamos na Praça Vermelha e estava um calor escaldante! A fila pra visitar o Mausoléu do Lênin estava imensa, e meus pais preferiram não encarar. Passeamos, então, pelos jardins do Kremlin, e aproveitamos para admirar calmamente a arquitetura da Praça, da Catedral de São Basílio e do Kremlin. Cada vez que eu vou lá, eu me emociono, porque é realmente um lugar belíssimo!

Passeamos um pouco também pela GUM e, quando chegou a hora de almoçarmos, eles preferiram comer no Bosco Fresh & Bar do que na Stolovaya 57 porque eles gostaram mais do ambiente e da vista da Praça Vermelha que o Bosco Fresh & Bar proporciona, mesmo do salão climatizado. Já falei um pouco da nossa experiência neste restaurante neste post aqui.

Meus pais ficaram muito encantados com a Praça Vermelha e adoraram a experiência. Minha ideia inicial era sairmos de lá rumo ao VDNKh para passearmos pelo parque e também visitarmos o Museu dos Cosmonautas, que fica lá perto, mas o calor era tão intenso que nenhum de nós 3 estava aguentando. Em qualquer viagem, eu acho que é primordial respeitar o ritmo e não forçar a barra. Então fizemos o caminho de volta pro hotel: meu pai ficou por lá descansando, e eu e a mamãe fomos passear no shopping Troika!

O shopping Troika é bem grande: tem 3 andares, uma Leroy Merlin imensa e um supermercado Auchan gigantesco. Nele, encontramos lojas como Zara, Decathlon, Nike, Adidas, Pull & Bear, entre outras, e uma boa praça de alimentação.

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No domingo, nosso primeiro destino foi a Igreja da Imaculada Conceição para participarmos da missa. A Igreja da Imaculada Conceição é imensa e belíssima, e foi muito emocionante pra mim poder participar da missa em russo pela primeira vez.

Saímos da missa renovados, e seguimos para meu lugarzinho favorito de Moscou: a Dom Knigi da Avenida Nova Arbat! Eu queria muito aproveitar essa viagem pra comprar minha coleção em russo de Harry Potter, mas eu queria uma edição específica – afinal, já que é pra colecionar livros de Harry Potter, que eles sejam especiais e diferentes, né? Já tinha olhado a Respublica (РЕСПУБЛИКА) da GUM, mas lá não tinha a edição que eu queria, e graças a Deus eu encontrei na minha Dom Knigi preferida!

Depois de passearmos pela enorme livraria, saímos em busca de alimento na Nova Arbat. Como já comentei no post sobre restaurantes em Moscou, nosso escolhido foi o Steak it Easy, restaurante ao qual só posso tecer elogios: eles não só atenderam a todas as nossas restrições alimentares, como também foram super acolhedores quando começou a chover e nós ficamos fazendo hora por lá. E, é claro, reforço minha dica da tortinha de chocolate com caramelo e flor de sal.

Eu falei que começou a chover? Gente, aquilo não foi chuva. Foi um dilúvio! A gente acabou ficando horas e horas no restaurante, e não conseguimos seguir pro Museu dos Cosmonautas. Sim, eu queria muito ter levado meus pais lá e fiquei de fato frustrada por não ter conseguido! Mas fé em Deus de que teremos outras oportunidades!!

A princípio, nós íamos trocar de hotel no domingo de noite, e iríamos pro Ramada que fica do lado do aeroporto, já que o vôo deles pra Lisboa sairia bem cedinho do Domodedovo, e o meu vôo pra Ierevan logo em seguida. Mas acabamos optando por ficar lá no Hilton mesmo, e sairmos mais cedo do hotel pro aeroporto na segunda feira. Assim, aproveitamos o finzinho do domingo pra voltarmos no shopping e comprarmos algumas coisinhas para comermos antes de sair do hotel rumo ao aeroporto, além das minhas caixinhas de biscoito Barni (que ainda não chegaram na Armênia #chateada). Jantamos de novo no restaurante do hotel pela comodidade e para podermos arrumar as malas com calma.

Saímos do hotel 04h15 da manhã (eu sei, cruel!) e chegamos no aeroporto 45min depois. O Domodedovo é bem longe mesmo de tudo, e há que se planejar bem pra chegar cedo e não correr risco de perder o vôo. Já tínhamos feito check in online, então só precisamos despachar as bagagens deles na TAP e seguimos pro embarque. Depois dos procedimentos de segurança e imigração, que demoram MUITO no Domodedovo, sentamos pra tomar um último cafézinho juntos até a hora em que eles embarcaram.

Eu fiquei muito feliz de ter podido passear um pouquinho em Moscou com meus pais, mesmo que não tenhamos feito tudo o que tínhamos planejado! Foi um final de semana especial com eles e pra eles!

Moscou de metrô

Você sonhou, sonhou, e finalmente marcou sua viagem pra Rússia! Mas você não sabe uma palavra de russo. E agora?!

Calma, estou aqui pra te ajudar. Embora nós tenhamos aprendido um pouquinho de russo por razões óbvias, meu russo ainda é muito insipiente e eu confesso que me sentiria completamente insegura de viajar pra Rússia sozinha. Muito mais do que ter a opção de contratar um guia brasileiro (o que ajuda muito e eu defendo firmemente), você pode ter (alguma) independência em Moscou e se locomover de metrô para conhecer os mais legais pontos turísticos da cidade!

É sabido que o metrô de Moscou é imenso e atende todas as regiões da cidade, mas o completo desconhecimento do idioma pode ser muito intimidante.

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Graças a Deus, o metrô de Moscou é um dos melhores que já vi, e um dos mais tourist friendly: em todas as estações e vagões podemos ver o mapa inteiro do metrô com as estações transliteradas para o nosso alfabeto, além da linha visual e indicações luminosas de quais estações já se passaram, qual a próxima parada e quais as próximas estações.

A estação Teatralnaya (linha Zamoskvoretskaia), por exemplo, garante acesso fácil ao Teatro Bolshoi, à Praça Vermelha e ao GUM. A estação Lubyianka (linha Socolhnitcheskaia) também fica ali próxima, e facilita a chegada também na loja Dietski Mir com seu mirante. Outra estação que fica na região é a Ploshchad Revoliutsii (linha Arbatsko-Pokrovskaia). Para chegar ao Museu dos Cosmonautas e ao Parque VDNKh, a estação a se usar é a VDNKh (linha Kalujsko-Rijskaia). O acesso ao Parque Gorky é fácil por meio da estação Oktiabrskaia (linha Kolhtsevaia). Para chegar na grande Dom Knigi da Avenida Nova Arbat, que é a minha livraria favorita, pode-se usar as estações Arbatskaya (linha Arbatsko-Pokrovskaia)Alexanderovskii Sad (estação final da linha Filiovskaia) ou ainda Lenin Bibliothek (linha Socolhnitcheskaia), embora a mais próxima seja mesmo a Arbatskaya.

Para usar o metrô, você pode comprar o cartão Troika e carregá-lo nas maquininhas de acordo com sua necessidade. Cada passagem custa 35 rublos (cerca de US$0,70) com o Troika, enquanto os tíquetes avulsos custam 55 rublos (quase US$1). O preço das passagens de ônibus é o mesmo, e também é possível usar o Troika para este meio de transporte. Eu prefiro o metrô porque, além de ser mais rápido e super limpo, as estações são lindíssimas, o que torna o deslocamento um passeio.

 

São Petersburgo e as noites brancas

Conhecer a Rússia era sonho antigo, e hoje eu me sinto verdadeiramente abençoada por já ter podido ir a este país algumas vezes nos últimos meses. De Ierevan a Moscou, são apenas 2h30 de vôo, e os preços são bastante convidativos. São Petersburgo fica um pouquinho mais longe, então nós aproveitamos o finzinho destas férias pra ir conhecer esta cidade incrível.

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Se Moscou é a capital da revolução, São Petersburgo (ou “Peter”) definitivamente manteve-se como a capital do império em cada uma das suas ruas e construções. Chamada por muitos de “Veneza do Norte”, é verdadeiramente encantador andar pelas ruas e pontes de Peter, desbravando cada cantinho e encantando-se com tanta beleza.

Nós chegamos na estação de trem pouco antes do meio dia, então seguimos a pé até o restaurante Банщики (Banshiki), que ficava ali pertinho. Chovia, e mesmo assim nós chegamos lá em 7 minutos. Lá, degustamos algumas entradinhas muito saborosas, e comi o melhor frango à Kiev que já provei desde que chegamos ao Cáucaso.

Às 14h, nós nos dirigimos para o apartamento onde nos hospedaríamos, alugado por meio do AirBnB, como eu já contei aqui. Deixamos nossas malas lá em cima e saímos pra começar a conhecer a cidade. Como o apartamento era na rua Zhukovskogo, no  bairro Tsentralny, ele ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, então saímos caminhando por Peter sob uma chuva fininha. Ao contrário das outras cidades por onde tínhamos passado, fazia frio em São Petersburgo!

Nossa primeira parada foi para admirar a majestosa Catedral de Nossa Senhora de Cazã (Казанский кафедральный собо) na avenida Nevskiy (Невский). Nesta avenida também está a Paróquia Católica de Santa Catarina (Приход Святой Екатерины Римско-католической Церкви в Санкт-Петербурге). Atravessamos a ponte Fontanka (Река Фонтанка), famosa pelas estátuas de cavalos e seus respectivos cavaleiros. E aí começou a chover de novo, então aproveitamos pra tomar um café no Biblioteca.

A chuva teimou em permanecer, ora mais forte, ora mais fraca. Na avenida Nevskiy (Невский) também fica a maior Dom Knigi (Дом книги) da cidade, então fomos até ela e aproveitamos pra comprar alguns livros que queríamos. Quando a chuva deu uma trégua, tomamos o rumo do Bureau Burguer & Bar (Бюро бургеры и бар) pra jantarmos um bom hambúrguer acompanhado de bons drinks. E já começamos, naquele mesmo dia, a ter um gostinho do que são as noites brancas: o céu fica de uma cor inexplicável, e que nenhuma câmera conseguiu capturar.

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No dia seguinte, seguimos cedo rumo à Estação Finlândia (Станция Санкт-Петербург-Финля ндский)! Lá está o vagão no qual Lenin viajou em 1917, quando voltava do exílio.

De lá, seguimos andando para o navio Aurora, que é um museu desde 1956. O batismo do Aurora foi na batalha de Tsushima em maio de 1905; durante a Primeira Guerra Mundial, o Aurora fez parte do segundo esquadrão, atuando ativamente nas ações militares no Báltico; ao final de 1916, o navio foi ancorado em São Petersburgo (então Petrogrado) para reparações; em 1917, o Aurora participou das atividades revolucionárias de fevereiro e outubro; entre 1922-1923, o Aurora se tornou um dos primeiros navios de guerra do Báltico a servir como espaço para treinamento especializado. O ingresso para o Aurora custa 600 rublos.

Quando terminamos nossa visita ao Aurora, tomamos um táxi até a Fortaleza de Pedro e Paulo (Петропавловская крепость) para almoçarmos no excelente Koryushka(Корюшка), certamente uma das melhores refeições das nossas férias. Almoçamos com calma, e saímos de lá caminhando pelas pontes que atravessam os belíssimos canais da cidade, passando pelo Jardim de Verão (Летний сад), pelo Castelo Mikhailovsky(Михайловский замок) e pelo Museu Russo (Русский музей), até chegarmos ao Cavaleiro de Bronze (Медный всадник) que fica no Parque Aleksandrovsky Sad(Александровский сад).

Fizemos um lanchinho na Schastye (Счастье), e em seguida fui visitar a incrível Catedral de São Isaac (Исаакиевский собор), que é a maior igreja ortodoxa de São Petersburgo, e a quarta maior catedral do mundo. A Catedral abriga inúmeras obras de arte que encantam quem as vê, mas o que eu mais amei mesmo foi a escultura do Espírito Santo na doma da Catedral. O ingresso para a Catedral de S. Isaac custa 250 rublos. Ao sair de lá, seguimos para o nosso jantar no exótico restaurante vietnamita Pagoda Mot Kot (Пагода Мот Кот).

Na sexta feira, fomos cedo para o Cais do Palácio para tomarmos um barco em direção a Peterhof (Петергоф)! Chovia bastante, mas confiamos na previsão do tempo de que o sol apareceria, e compramos nossos bilhetes de barco. Enquanto esperávamos, fizemos um lanche no Fernando (Фернандо), que oferece cafés, sanduíches, nuggets, etc, pois nosso barco só sairia 11h30 e o tempo de viagem é de cerca de 40min. O Palácio de Peterhof é tombado pela UNESCO como patrimônio mundial, e eu não consigo nem começar a dizer qual foi a nossa frustração por não conseguir tickets para entrar no Palácio. Aproveitamos, então, para passear nos jardins belíssimos que circundam o enorme Palácio, apreciar a Grande Cascata e a Fonte Sansão, e almoçamos no Standart (Штандарт), a stalovaya (o bandejão estilo soviético) de Peterhof. Depois de almoçarmos, caminhamos um pouco mais pelos jardins, com suas majestosas fontes, e ficamos verdadeiramente encantados. O dia estava lindo, parecia coisa de cinema!

Ao voltarmos para São Petersburgo, fomos até a Catedral do Sangue Derramado, mas já estava fechada para visitação. Caminhamos calmamente então até a rua Malaya Morskaya, desviando das multidões que se acumulavam para comemorar a formatura dos jovens naquela que seria a noite mais curta do ano. A tradicional festa das Velas Escarlates, que começou a ser celebrada em 1969, quando 25 mil graduandos saíram nas ruas para celebrar, e foi a primeira vez que um veleiro com velas cor escarlate passou pelo Rio Neva. Esta festa celebra os graduandos, desejando a eles boa viagem para a vida adulta e para a materialização das suas ambições. Paramos para um chá no Gosti (Гости) e antes do nosso jantar no Gogol (Гоголь), um restaurante tradicional que oferece uma experiência gastronômica de comida russa.

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Quando saímos do Gogol, já era bem tarde, e as ruas não só estavam abarrotadas de gente como também o céu estava com cores como jamais tinha visto na minha vida. A festa das velas escarlates estava apenas começando, já que as comemorações tem início no fim da tarde e se espalham por São Petersburgo por toda a noite: a Nevskiy Prospekt é fechada para que os pedestres possam andar livremente por ela, há um baile de formatura na Praça do Palácio exclusivo para os graduandos, e, ao mesmo tempo, concertos abertos ao público acontecem na Ilha de Vasilievsky. Depois da 1 da manhã, começa o show de águas, luzes e pirotecnia no Neva, se espalhando da ponte Troitskiy até a ponte Dvortsoviy,  num percurso de cerca de 2km, e é aí que o veleiro com velas escarlates aparece e flutua pelo rio Neva.

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Nosso sábado seria bastante especial em São Petersburgo, começando pela visita à Catedral do Sangue Derramado – ou Igreja da Ressurreição do Salvador sobre o Sangue Derramado – (Спас на Крови), que fica na margem do canal Griboedov. Construída onde o Czar Alexandre II foi assassinado em 1881, a igreja hoje é um museu estatal, e o ingresso custa 250 rublos.

De lá, fomos, finalmente, para o Museu Hermitage (Эрмитаж)! Já estávamos com nossos ingressos comprados pela internet, o que teria economizado nosso tempo se não fosse um pouquinho de desorganização do Museu para a entrada: como o Palácio é imenso, não é muito claro qual entrada se pode usar, e nem mesmo os funcionários externos sabem explicar direito pra onde temos que ir (e olha que nós estávamos com o Rodrigo, que já foi ao Эрмитаж incontáveis vezes!).

O Hermitage é IMENSO. Eu acho que precisaria de umas três vidas inteiras pra poder explorar cada cantinho e observar cada obra exposta. São 7 prédios: o Palácio de Menshikov, o prédio do General Staff, o Great Old Hermitage, o Teatro Hermitage, o Novo Hermitage, o Pequeno Hermitage, e o Palácio de Inverno. Como nós só tínhamos uma manhã e o comecinho da tarde, optamos por fazer uma visita rápida, caminhando ligeiramente e parando pra olhar só o que realmente nos interessava, e priorizando as salas do Palácio de Inverno, a residência oficial dos monarcas russos e que, por um pequeno período depois da revolução de fevereiro de 1971, foi a sede do governo provisório russo, liderado por Alexandre Kerensky. No mesmo ano de 1971, o Palácio de Inverno foi tomado por soldados e marinheiros do Exército Vermelho, um dos momentos definitivos do nascimento do Estado Soviético. Também aproveitamos pra visitar com um pouquinho mais de calma o prédio do General Staff, que abriga obras de artistas como Matisse e Picasso.

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Saímos do Hermitage e fomos almoçar no Curry House, um dos bons indianos da cidade, e que fica pertinho do Teatro Mariinski (Мариинский театр), onde mais tarde assistiríamos à ópera! Às 18h30 teve início o espetáculo “The Sicilian Vespers” no novo Teatro Mariinski, como parte do evento The Stars of the White Nights. A ópera durou mais de 3h, com dois intervalos, e, quando saímos do Mariinski, o céu ainda estava claro! Foi o final perfeito pras nossas férias.

São Petersburgo foi a cidade mais fria do nosso verão, e as temperaturas não passaram dos 16ºC nenhum dia, com um vento gelado que nos obrigava a ficar de casaco o dia todo, e até desejar ter levado uma calça térmica (sério, tava frio, especialmente considerando que era o solstício de verão). No domingo, fomos cedinho pro aeroporto de São Petersburgo, que fica um pouco afastado da cidade, para começarmos nossa jornada de volta pra Ierevan. Fato é que nossas férias foram incríveis!!

De Moscou pra São Petersburgo no trem

Nossa última parada das férias foi a cidade de São Petersburgo, e tivemos a sorte de ir pra lá justo no período das noites brancas!

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Mas, antes de falar sobre nossos dias em São Petersburgo, quero contar pra vocês sobre a viagem de trem expresso entre Moscou e São Petersburgo. Nós voamos entre Vienna e Moscou no dia 20 de junho, e dia 21 de junho pegamos o trem cedinho pra São Petersburgo. Já tínhamos comprado o bilhete na nossa passagem por Moscou no comecinho das férias, e recomenda-se comprar estes bilhetes com antecedência; pode-se usar as máquinas disponíveis na estação de Leningradsky.

Como nosso trem saía bem cedinho, reservamos o Sukharevsky Design Hotel, que tem localização ideal pra quem precisar chegar rápido na Leningradsky. Este hotel também fica próximo de estações de metrô, então considero uma boa opção pra quem vai passear em Moscou!

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Ali perto, jantamos no Burguer & Fries do Miratorg na Avenida Acadêmico Sakharov. A região do hotel está em obras (como quase toda a cidade de Moscou), mas não é tão difícil de se locomover a pé na região. Esse Burguer & Fries fica dentro do supermercado, e eu acho que não daria nada por ele se não fosse a fome que estávamos sentindo! Ainda bem que testamos e ficamos satisfeitos, pois os hambúrgueres são bem gostosos e o preço é muito justo. E ainda aproveitamos pra comprar uns biscoitinhos pra beliscar no trem no dia seguinte!

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A estação de Leningradsky é bem grande, e tem algumas opções de cafés e restaurantes, além de lojinhas dos mais diversos produtos.

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A viagem de trem pra São Petersburgo foi super agradável, e dura 4h no trem expresso. O ticket do trem expresso custa mais caro do que o ticket do trem normal, mas a viagem leva 8h! Por isso nós optamos por ganhar tempo, mesmo gastando um pouquinho mais, pra podermos aproveitar melhor a tarde em São Petersburgo. Mas vou contar sobre o que fizemos em São Petersburgo em outro post!

Looks da vida real em viagens

Quando a gente viaja, é claro que a gente quer ficar bonitinha nas fotos: afinal, são estes registros aos quais vamos recorrer quando sentirmos saudade daquela viagem, além de mostrar pra nossa família e nossos amigos.

Mas manter a dignidade nos looks de uma viagem nem sempre é fácil, principalmente quando a ideia é carregar pouca coisa. Some-se a isso as longas horas andando pelas cidades, tomando transporte público, e ainda prestando atenção pra não sofrer um furto (os pick pockets estão por toda parte!) que pode transformar a alegria de uma viagem num transtorno sem fim.

Com o advento das redes sociais, o que a gente mais vê são pessoas lindas e glamurosas passeando por Paris, Berlim, Londres, Nova Iorque, etc etc, com seus saltos altíssimos e suas peças de luxo, porque tem carro à disposição e pode ser até que só desçam do carro pra fazer o #lookdodia ou pra entrar em algum restaurante caríssimo. Na vida real, não é assim que funciona: a gente entra no metrô e no ônibus, caminha pela cidade inteira, torce o pé nas calçadas nem sempre muito bem conservadas, entre outros.

Nessas nossas últimas férias, a gente quis carregar a menor quantidade de coisas possível, o que naturalmente limitava os meus looks. Mas acho que consegui manter alguma dignidade, mesmo com o calor surreal que estava fazendo em Nice, Cannes, Mônaco, Milão, Berlim, Potsdam e Praga, combinando todas as peças que carreguei, e adicionando uns vestidinhos que comprei ao longo da viagem. Em Vienna, 2 dos 3 dias foram mais frescos; o dia em que fomos à Bratislava também estava um pouco mais fresco. Em Moscou e São Petersburgo estava frio – principalmente em São Petersburgo, onde as temperaturas não passaram dos 12ºC!

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casaco Uniqlo, t-shirt de manga comprida Zara, calça Zara, tênis Converse All Star, mochila Longchamp

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trench coat Burberry, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, t-shirt de manga comprida Zara, mochila Longchamp

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Camiseta de algodão e short jeans Animale, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci e cinto herdado da Mivó

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t-shirt Stradivarius, salopete Mango, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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salopete Mango, t-shirt Zara, mochila Longchamp, sandália Usaflex

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camiseta de algodão e short jeans Animale, bolsa Gucci, sandália Usaflex, jaqueta impermeável Zara

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Salopete Mango, camisa de tricoline Zara, mochila Longchamp, tênis Converse All Star

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macaquinho H&M, bolsa Gucci, sandália Usaflex

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t-shirt Zara, short jeans Animale, bolsa Gucci, tênis Converse All Star

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vestido H&M, cardigan Tommy Hilfiger, bolsa Chloé, sandália Usaflex

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camiseta de algodão Animale, calça jeans Cantão, tênis Usaflex, mochila Longchamp

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vestido H&M, mochila Longchamp, sandália Usaflex

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jaqueta impermeável e t-shirt Zara, calça jeans Cantão, sapatilha Usaflex, bolsa Gucci

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t-shirt de manga comprida Zara, calça Cantão, mochila Fjällräven, tênis Usaflex

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camisa de tricoline Zara, short jeans Animale, mochila Fjällräven

E quem me acompanha no instagram viu que eu estive uns dias em Portugal com meus pais! Foi uma continuação das férias, mas os looks foram outros, já que a maioria das peças que usei veio do Brasil nas malas deles.

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t-shirt Bershka, calça Animale, cinto ABrand, mochila Fjällräven

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suéter Cantão, calça Animale, tênis Converse All Star, mochila Fjällräven, colar Monte Carlo


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t-shirt Bershka, short jeans Animale, mochila Fjällräven, tênis Converse All Star, meia do Mickey comprada na Disney

Os hotéis das nossas férias

Eu confesso: sou muito chata pra escolher hotéis. Há muito tempo que eu acho que, se for pra ter menos conforto do que eu tenho em casa, é melhor nem viajar. Por isso eu sou bem exigente no processo de escolha, e, quando as expectativas não são correspondidas, é bastante frustrante.

Nestas nossas férias, passamos por 7 cidades, com 7 hotéis diferentes reservados via Booking e ainda uma experiência com o Airbnb em São Petersburgo. Quero, então, dividir com vocês nossa avaliação dos hotéis e também do apartamento!

  • Moscou: Ibis Paveletskaya

Eu gosto muito da rede Ibis porque o custo/benefício costuma ser muito justo e a gente sempre sabe o que pode esperar, a localização costuma ser sempre boa, eles tem uma política de solucionar qualquer problema em 15 minutos, os quarto são sempre bem limpos e com piso frio, a cama é muito confortável e o banheiro é sempre decente – e se tem uma coisa com que eu sou particularmente exigente é banheiro.

No Ibis Paveletskaya, não foi diferente: a localização era muito boa, num bairro residencial, com comércio 24h próximo, um Starbucks também bem próximo (e dentro de uma livraria!), perto do metrô e da estação do AeroExpress pro aeroporto Domodedovo.

  • Nice: Ibis Palais du Congres Vieux

Provavelmente o maior quarto de Ibis onde já nos hospedamos! Ficava um pouco distante da orla, mas ainda assim numa distância possível de se caminhar com tranquilidade. Tinha um banco na frente, comércio próximo, e também ficava perto das ruas da cidade velha (Vieux Ville). Também foi fácil ir e voltar andando da Catedral de Notre Dame, que fica na principal rua da cidade.

Nesse Ibis, provamos o café da manhã e gostamos bastante. O preço era justo (10 euros por pessoa) e o buffet era muito farto, com pães e queijos diversos (inclusive pain au chocolat), boa disponibilidade de frios, geléias, sucos, café, capuccino, etc.

O quarto era realmente espaçoso e confortável, embora faltasse cofre (acho que foi a primeira vez que vi um quarto de Ibis sem cofre). O banheiro tinha um tamanho muito bom, e tinha banheira(!) mas não tinha exaustor.

  • Milão: Best Western St George

Muito próximo da estação de trem Milano Centrale, também ficava bem perto de excelentes restaurantes (como já contei no post sobre Milão) e podíamos ir a pé para todas as principais atrações turísticas da cidade. A localização também era muito conveniente para compras: era fácil de ir e voltar do quadrilátero da moda a pé. Outra coisa importante da localização deste hotel pra gente foi a proximidade de uma lavanderia de serviço rápido e com preço bom (12 euros pra duas máquinas de roupas).

Este hotel é 4 estrelas, e o café da manhã estava incluído na diária. Embora o ambiente do restaurante fosse um pouco decadente, o buffet era farto e tinha diversas opções para nos manter devidamente nutridos na primeira refeição do dia, inclusive croissants saborosos e bolos diversos. Também estava incluído na diária um chá da tarde com bolo, servido entre 16h e 18h.

O quarto não era enorme, mas tinha um tamanho bom o suficiente para nos locomovermos tranquilamente mesmo com as malas no chão. O banheiro era ótimo, e tinha até lugar pra pendurar pequenas peças de roupa que lavei. A TV do quarto também era bem grande e tinha SKY. A cama foi provavelmente uma das melhores da viagem, e a cortina também era eficiente.

  • Berlim: Novotel Am Tiergarten

Este Novotel tem 2 principais pontos importantes: era colado na estacão de S-Bahn Tiergarten (só precisávamos literalmente atravessar a rua), e o quarto era IMENSO. O nosso quarto era da categoria mais simples e tinha sala de estar separada do quarto, e o quarto em si já era enorme (acho que dava até pra andar de bicicleta lá dentro). E olha que foi um dos hotéis mais baratos da viagem (pelo que vimos, os preços de hotéis em Berlim geralmente são muito bons!)!

A limpeza era também impecável. O hotel também disponibilizou pantufas e roupões para nosso conforto. Nós também testamos o serviço de quarto e foi ótimo: pedimos algo que não estava no menu (frango grelhado com purê de batata, porque eu não tava passando muito bem), e prontamente fizeram e entregaram em pouco tempo.

Mas nem tudo são flores e tivemos uma surpresa ruim quando chegamos no nosso quarto: o banheiro era dividido. Em vários lugares da Europa, eles fazem um toalete separado da casa de banho (em bom português: um cômodo pra privada com uma pequena pia, separado de onde fica o chuveiro com outra pia – e, no caso deste Novotel, tinha também banheira neste cômodo). Isso é uma coisa que eu detesto: pra mim é muito importante que esteja tudo no mesmo cômodo. Este não foi o primeiro hotel europeu onde vimos isso, mas vou lutar ainda mais nas próximas pesquisas das próximas viagens para que isso não se repita.

  • Praga: Green Garden Hotel

Achei este hotel super charmoso, e com uma localização interessante para quem precisa se distanciar um pouco da agitação de uma cidade que recebe turistas demais. Dá pra ir andando do Green Garden para a cidade velha (levamos cerca de 20 a 25 minutos, dependendo principalmente do calor), ou usar o transporte público (linha 22). Nós optamos por caminhar, então nem testamos o transporte público, mas nos pareceu eficiente.

O café da manhã também estava incluído neste hotel, e era excelente. O buffet tinha opções várias de frios, bons pães, geléias, sucos, etc. Além das opções do buffet, era possível pedir suco fresco e também drinks matinais.

O quarto não era imenso, mas era bastante espaçoso. O banheiro era realmente bom, e também tinha espaço pra secar alguma pecinha de roupa que lavamos. A lavanderia mais próxima ficava a uns 15 minutos de caminhada.

Uma outra coisa que achei super positiva deste hotel foi o ótimo restaurante com preços justíssimos: das nossas 3 noites em Praga, jantamos no hotel em 2 delas. O restaurante tem um menu extenso, e os preços estavam na média da maioria dos restaurantes a que fomos. Tem hotel que abusa nos preços dos seus restaurantes, o que pode ser um pesadelo se você tá cansado de andar o dia inteiro e só quer comer alguma coisa rápida antes de dormir – e este não foi o caso, graças a Deus. Em Praga, jantar no hotel foi para nós um alívio, pois não nos obrigava a ficar ainda mais tempo andando no calor e no meio da multidão.

O ponto negativo do Green Garden foi a ineficiência da cortina: o sol tá nascendo bem cedo por estas bandas, e eu acordava todo dia por volta das 6am com a luz toda na minha cara.

  • Viena: Leonardo Hotel Vienna

Este foi outro hotel com localização excelente: muito muito próximo a duas estações de metrô, e colado na principal rua comercial de Viena. Isso facilitava muito a locomoção e também nossos jantares, pois não precisávamos ir muito longe pra comer bem.

O quarto também não era imenso, porém confortável e muito limpo, e o banheiro era bem bom. Eu não me dei muito bem com o travesseiro deles, mas isso provavelmente se deve à minha coluna sofrida.

O café da manhã não estava incluído: custava 13 euros por pessoa e nós não testamos. Este hotel também cobra pelo Wi-Fi (7 euros por 24h de conexão), porém se você se cadastrar no programa de fidelidade deles, a internet é gratuita. Infelizmente nós só descobrimos isso depois de já termos pago por 48h de acesso, mas antes tarde do que nunca, né?!

A gente não conhecia a rede Leonardo, mas descobrimos que eles tem hotéis espalhados pela Europa e também em Israel; certamente consideraremos a possibilidade de nos hospedarmos novamente em outros hotéis da rede.

  • Moscou: Sukharevsky Design Hotel

Nós só dormimos uma noite neste hotel, e o escolhemos principalmente pela proximidade da estação de trem Leningradskaya, de onde sairíamos cedo para São Petersburgo. O hotel também fica próximo à estações de metrô, o que facilita o acesso à qualquer parte da cidade.

O quarto era bem espaçoso, embora tenham nos dado um quarto com 2 camas de solteiro ao invés da cama de casal. O banheiro era imenso, e ofereciam também roupões e chinelos. O café da manhã não estava incluído, mas também provavelmente não teríamos tempo de desfrutar, já que nosso trem pra Peter partia 07h40 da manhã.

O ar condicionado do quarto não estava funcionando, o que não foi realmente um problema porque estava bem fresco em Moscou (de noite fez 12C!). A cortina também seria um problema caso tivéssemos mais tempo para dormir, já que ao acordarmos as 5 da manhã já estava super claro.

Nosso trecho de São Petersburgo ficou pra ser decidido de última hora e, quando fomos procurar hotéis, os preços estavam surreais. A solução foi recorrer ao Airbnb! Eu nunca tinha usado o Airbnb e pesquisamos com cuidado o apartamento em que gostaríamos de ficar.

Nossa escolha foi um apartamento na rua Zhukovskogo, e ficava bem próximo de algumas das principais atrações da cidade, como a Catedral do Sangue Derramado, Igreja de Nossa Senhora de Kazan, Dom Knigi, etc. Também podíamos ir caminhando até o Forte, o Aurora ou o Hermitage, embora sejam caminhadas um pouco mais longas.

Na mesma rua do apartamento encontram-se farmácias, restaurantes diversos (hamburgueria, vietnamita, indiano, etc) e também mini-mercados 24h. No banheiro tinha máquina de lavar/secar, e foi disponibilizado também um varal. A cozinha é funcional e o apartamento é espaçoso o suficiente.

Os pontos negativos foram: as cortinas não escurecem o quarto nem a sala (e nós estávamos lá justamente nas noites brancas, então os cômodos ficam completamente iluminados 24 horas por dia); o apartamento fica no 4º andar de um prédio que tem só escadas (escada pra mim é a pior coisa da vida, porque eu tenho a dor crônica no tornozelo direito e demoro muito pra descer; subir também é difícil por conta da asma, mas descer é um verdadeiro martírio) e nós deixamos essa informação escapar quando estávamos reservando; a cama e os travesseiros não são muito confortáveis, e a roupa de cama parecia muito antiga, com algumas manchinhas.

No todo, a experiência com Airbnb foi positiva e não descartamos a possibilidade de usarmos novamente o site para encontrar acomodações em nossas próximas viagens – mas teremos que ser ainda mais cuidadosos com a escolha.

Moscou: МГУ

A Московский государственный университет имени М. В. Ломоносова, a МГУ, ou, em bom português, Universidade Estatal de Moscou em nome de M. V. Lomonosov, é uma das mais antigas e renomadas da Rússia, tem o maior edifício educacional do mundo! 

O campus é imenso e, depois de descermos no metrô, ainda tomamos um ônibus para chegar mais perto do prédio principal.


Para entrar no prédio principal, é necessário ser aluno da universidade. Lá dentro, as instalações incluem serviços como cabeleireiro, barbearia, restaurantes, etc, tudo com preços adequados aos bolsos estudantis! Neste enorme prédio, também moram estudantes e professores dos diversos cursos oferecidos pela МГУ. 


Quem nos levou lá pra conhecer o campus na última terça feira (30/05) foi o nosso amigo Rodrigo, que mora em Moscou há 6 anos e estuda História na МГУ.  


A Universidade tem um belíssimo mirante para a cidade, e certamente vale a visita! 

Um final de semana em Moscou

Foi rápido, foi. Mas foi a realização de um sonho antigo!

Neste último final de semana, tomamos o avião rumo à Moscou para encontrar nossos amigos e finalmente conhecer a capital da Rússia.

Seria pretensioso demais dizer que conhecemos a cidade inteira em um final de semana, porém conseguimos fazer bastante coisa e voltamos pra casa cheios de fotos e histórias.

Chegamos em Moscou quase às 22h, já que nosso voo atrasou. Passamos na casa dos nossos amigos Helen e Bruno pra deixar nossas coisas, e fomos, junto com nosso outro amigo Thomaz que também estava por lá, para o restaurante 24h Dr Jivago (Dr. Живаго), que fica praticamente em frente à Praça Vermelha. Nosso late dinner foi glorioso, e com vista pro Kremlin!

Ao acabarmos o jantar, atravessamos a rua rumo à Praça Vermelha. Infelizmente, o acesso estava fechado, por conta da preparação para as comemorações do Dia da Vitória, mas já deu pra ver a Catedral e a torre do relógio, e chegar bem perto do Kremlin. Jamais esquecerei que vi a Praça Vermelha pela primeira vez beirando as 3 da manhã!

No sábado, saímos para tomar brunch no Uilliam’s, um restaurante moderninho, aconchegante e com comida deliciosa. Depois do brunch, fomos para a livraria Дом книги (Casa dos Livros) e eu me senti no paraíso, porque é uma livraria e papelaria enorme! Poderia ter ficado o dia inteiro lá. img_2887-2

De lá, seguimos para o Музеон парк искусств (Museu/Parque de Artes), que nada mais é do que um grande museu de estátuas e esculturas soviéticas a céu aberto! Infelizmente estava chovendo, mas nem isso atrapalhou nosso glorioso passeio. Coladinho no Музеон, está a Третьяковская галерея (Galeria Tretyakov), onde pudemos conferir a exposição Оттепель (Degelo). Esta interessantíssima exposição está aberta ao público até o dia 11/06 e, se alguém que lê este blog estiver com viagem marcada para Moscou até esta data, recomendo fortemente agendar uma visita, uma vez que é uma grande exposição cultural dedicada a um dos períodos da história nacional russa, rotulado pelos acadêmicos como “Degelo”, e a exposição mostra não só as conquistas do período mas também os desafios e conflitos da época.

O domingo amanheceu meio estranho, e enquanto tomávamos café da manhã no Хлеб Насущный (“O Pão de Cada Dia”), choveu, nevou, aí choveu de novo, nevou de novo. Tomamos o metrô na gloriosa estação Mayakovskaya (Маяковская), admirando os belos mosaicos, rumo à outra gloriosa estação, a Tverskaya (Тверская), próxima ao Teatro Bolshoi (Большой театр), o que nos deu a oportunidade de ver o exterior do lendário teatro. Depois, fomos ao mirante da incrível Центральный Детский Магазин на Лубянке (Loja central para crianças na Lubianka), que tem uma vista absolutamente encantadora da cidade! Eu poderia ter ficado o dia inteiro por lá, encantada com a loja de Lego e tantas outras coisas que eu adoro do universo infantil (criança interior livre sempre!), tipo uma vitrine lindíssima d’A Bela e a Fera.

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Ali pertinho, uma grande estátua de Karl Marx nos esperava, e foi aí que o tempo começou a abrir.

Ao chegarmos na Praça Vermelha (Красная площадь), o céu estava azul, muito azul, com poucas nuvens, só pra deixar tudo ainda mais lindo. E que emoção indescritível andar por ela, beirando o Kremlin (Московский Кремль), observando a montagem dos preparativos para o Dia da Vitória, e vendo cada detalhe se revelar na nossa frente. Pra mim, o mais emocionante mesmo foi ver tão de perto a Catedral de São Basílio (Собор Василия Блаженногo), que é, sem sombra de dúvidas, uma das construções mais bonitas que já vi na minha vida. Almoçamos na ГУМ (GUM), bem ali mesmo, na Столовая 57, definido pelos nossos amigos como “o bandejão deles”. Mas eta bandejão chique, que tinha até salmão com caviar!

Eu confesso que não queria sair da Praça Vermelha, queria só sentar ali e ficar esperando o dia acabar, a vida passar, morar ali pra sempre junto do Lênin hihihi mas seguimos nosso passeio (ainda bem!) e paramos pra tomar um lanchinho na шоколадница, e eu provei um dos melhores chás de limão + gengibre + mel de todos os tempos. Continuamos caminhando e, mais tarde, jantamos no Burguer Heroes/Bad Bro Bar, que tem um ambiente bacana, boa cerveja e hambúrguer decente.

Na segunda feira, tomamos o trem para o aeroporto Sheremetyevo, o que é coisa muito fácil de se fazer: o bilhete pode ser comprado online (com desconto!) e descemos já praticamente dentro do aeroporto, depois de viagem confortável de 35min no Aeroexpress.

Foi uma visita muito muito rápida, e ainda temos muito mais Moscou e Rússia pra conhecer, mas já foi o suficiente pra transformar o amor platônico de muitos anos em amor eterno e verdadeiro!