Auschwitz-Birkenau, memória viva do Holocausto

Já estamos em Budapeste! Estávamos em Cracóvia até anteontem, dormimos uma noite em Brno (a 2a. maior cidade da República Tcheca), e chegamos hoje na Hungria! Quem está acompanhando #letíciadeférias no instagram está vendo todas as nossas aventuras em tempo real (ou quase!). Mas é claro que não vou deixar de escrever detalhes sobre o que estamos fazendo por aqui!

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a famosa entrada do campo de concentração Auschwitz I, com os dizeres “arbeit macht frei” (o trabalho liberta)

Enquanto estávamos em Cracóvia, fomos visitar os campos de concentração e exterminação nazista Auschwitz-Birkenau, que ficam a cerca de 65km do centro de Cracóvia. Mesmo tendo alugado um carro pra essa viagem (já passamos dos 1000km!), optamos por fazer o tour guiado com a empresa Escape2Poland. Foi uma visita muito emocionante e intensa.

Auschwitz se tornou um símbolo do terror, do genocídio e do Holocausto. Foi criado em 1940 pelos alemães nos subúrbios de Oswiecim, uma cidade polonesa que tinha sido anexada ao Terceiro Reich pelos Nazistas. O seu nome foi modificado para Auschwitz, que também se tornou o nome do campo de concentração (Konzentrationslager Auschwitz). A principal razão para criação desse campo de concentração foi o aumento das prisões em massa dos poloneses, que excediam as capacidades das prisões locais existentes. O primeiro transporte de poloneses chegou até Auschwitz da prisão de Tarnów em 14 de junho de 1940. Inicialmente, Auschwitz seria mais um dos campos de concentração que os nazistas estavam estabelecendo desde o começo da década de 1930, funcionando de acordo com seu papel por todos os anos em que foi usado, mesmo quando, em 1942, se tornou o maior dos campos de extermínio.

O primeiro e mais antigo campo de concentração e extermínio era o chamado “campo principal”, mais tarde conhecido como Auschwitz I (o número de prisioneiros flutuava em torno de 15 mil, às vezes ficando acima de 20 mil), estabelecido nas terras e prédios dos quartéis pré-guerra.

A segunda parte era o campo de Birkenau (que abrigou mais de 90 mil prisioneiros em 1944), também conhecido como Auschwitz II. Este era o maior terreno do complexo de Auschwitz. Os nazistas começaram a construí-lo em 1941 na vila de Brzezinka, a 3km de Oswiecim. A população civil polonesa foi despejada, e suas casas confiscadas e demolidas. A maior parte do aparato de exterminação em massa foi construído em Birkenau, e a maioria das vítimas era assassinada ali: 1 em cada 6 vítimas do Holocausto foi morta neste campo de concentração.

Mais de 40 sub-campos, explorando os prisioneiros e trabalhadores escravos, foram fundados, muitos na forma de diversas indústrias e fazendas alemãs, entre 1942 e 1944. O maior deles era chamado Buna (Monowitz, com 10 mil prisioneiros) e foi aberto pela administração do campo em 1942 nas terras de Buna-Werke à 6km do campo de Auschwitz. Em novembro de 1943, o sub-campo de Buna se tornou o centro de comando da terceira parte do campo, Auschwitz III, ao qual alguns outros sub-campos de Auschwitz eram subordinados.

Os alemães isolaram todos os campos e sub-campos do mundo exterior, e os cercavam com arame farpado. Todo contato com o mundo exterior era proibido. Entretanto, a área administrada pelo comandante e patrulhada pela tropa da SS ia além das terras cercadas por arame farpado, incluindo uma área adicional de aproximadamente 40 quilômetros quadrados (a chamada “Interessengebiet”, a área de interesse), que fica em torno dos campos de Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau.

A população local, os poloneses e judeus vivendo perto do campo recém-fundado, foi despejada entre 1940-1941. Aproximadamente mil das suas casas foram demolidas. Outros prédios foram designados para oficiais e oficiais não-comissionados da tropa da SS do campo, que as vezes estavam acompanhados de todos das suas respectivas famílias. As instalações industriais do pré-guerra na área, tomada pelos alemães, era expandida em alguns casos e, em outro, demolidas para abrir espaço para novas instalações associadas às necessidades militares do Terceiro Reich. A administração do campo usava a zona em torno dele para apoio técnico, workshop, depósitos, escritórios e quartéis para a SS.

Ao chegar no campo de concentração de Auschwitz, os prisioneiros eram selecionados entre aqueles aptos para trabalhar, e aqueles que sediam mortos imediatamente. Os médicos pediam aos prisioneiros que deixassem seus pertences, e entregavam a eles um sabonete para que fossem “tomar banho”; os prisioneiros eram, então, encaminhados para as câmaras de gás. Outros prisioneiros eram assassinados por meio de injeções letais. Estas práticas tinham sido suspendidas temporariamente durante a primavera de 1943, mas foi retomada em seguida para matar prisioneiros judeus.

Registros documentais dos Campos (Zugangslisten Jugen) indicam que, dos 973 judeus provindos da Eslováquia em 17/abril/1942, apenas 88 ainda estavam vivos menos de 4 meses depois. A maioria dos prisioneiros judeus tinha o mesmo destino; eles constituíam a categoria mais baixa na população multiétnica do campo de concentração, que também consistia de poloneses, russos, tchecos, bielorrussos, alemães, franceses, iugoslavos, ucranianos, entre tantas outras nacionalidades e minorias como homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová, etc.

As punições eram aplicadas em Auscwitz de acordo com ordens escritas do comandante ou do diretor do campo, bem como por relatórios dos oficiais da SS e prisioneiros funcionários. As infrações mais comumente punidas incluíam todos os tipos de tentativas de conseguir comida, várias formas de tentar fugir do trabalho ou trabalho de forma insatisfatória, fumar ou até mesmo atender às necessidades fisiológicas em horas impróprias, usar roupas diferentes dos uniformes, ou tentativas de suicídio. As punições eram completamente arbitrárias. Os prisioneiros recebiam penas diferentes para as mesmas infrações. As punições mais frequentes eram as flagelações, confinamento no bloco 11 do campo principal, e tortura por enforcamento.

A participação de inúmeros médicos alemães em experimentos médicos criminosos nos prisioneiros dos campos de concentração era uma instância particularmente drástica do atropelo da ética médica. Os iniciadores e facilitadores destes experimentos eram o Reichsführer SS Heinrich Himmler, o médico chefe, junto do SS-Obergruppenführer Ernst Grawitz, o chefe de polícia, e do SS-Standartenführer Wolfram Sievers, o secretário geral da Associação de Herança (Ahnenerbe Association) e diretor do Waffen SS Instituto Militar-Científico de Pesquisa.

O SS-WVHA (Escritório Principal de Economia e Administração da SS, responsável pelos campos de concentração desde março de 1942) tinha autoridade administrativa e financeira. O apoio na forma de estudos analíticos especializados veio do Waffenn SS Instituto de Higiene, dirigido pelo SS-Oberführer Joachim Mrugowsky, professor mestre de bacteriologia na Escola de Medicina da Universidade de Berlim.

Os experimentos eram planejados nos mais altos níveis para atender às necessidades do exército (alguns pretendiam melhorar a saúde dos soldados) ou planos pós-guerra (incluindo políticas populacionais), ou para reforçar as bases da ideologia racial (incluindo visões avançadas quando à superioridade da “raça nórdica”). Além dos experimentos planejados nos níveis mais altos, muitos médicos nazistas experimentavam nos prisioneiros em nome das companhias farmacêuticas ou institutos médicos alemães. Outros o faziam por interesse pessoal, ou para avançar em suas carreiras acadêmicas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os médicos nazistas se apoiavam nas expectativas das lideranças do Terceiro Reich, apoiando as políticas demográficas do regime. Eles iniciaram uma ampla pesquisa em métodos de esterilização em massa que seriam aplicados aos povos que eram vistos como inferiores.

Quando o Exército Vermelho chegou à linha de Vistula-Wisłoka em julho/agosto de 1944, a menos de 200km de Oświęcim, a liderança germânica considerava duas opções para o campo: liquidação, no caso de sucesso contínuo do Exército Vermelho, ou manter o campo de pé sob circunstâncias favoráveis. Os alemães, então, começaram uma série de passos de evacuação/liquidação, que durou até o meio de janeiro de 1945, mas evitaram fazer qualquer coisa que pudesse impedir que o campo continuasse funcionando.

Na segunda metade de 1944 e nas duas primeiras semanas de janeiro de 1945, cerca de 65 mil prisioneiros, incluindo quase todos os poloneses, russos e tchecos que restavam no campo (cerca de 15 mil homens e mulheres) foram evacuados para várias plantas industriais nas profundezas do Reich. Entretanto, cerca de 65 mil outros prisioneiros foram mantidos em Auschwitz até o último segundo. A maioria deles foi empregada nas plantas da região industrial da Silesia do Norte e outros centros próximos que eram importantes para manter o potencial de guerra germânico. Em dezembro de 1944, oficiais germânicos da indústria química se encontraram em Katowice para discutir meios de aumentar a produtividade dos prisioneiros de Auschwitz que trabalhariam nas suas plantas industriais no ano seguinte. No começo de janeiro, poucas semanas antes do Exército Vermelho chegar até o norte da Silesia, o trabalho continuou a equipar o recém-fundado sub-campo de Hubertshütte, num moinho de aço em Bytom-Łagiewniki.

A exterminação em massa dos judeus nas câmaras de gás terminou em novembro de 1944. A maioria dos prisioneiros judeus que trabalhavam no crematório e nas câmaras de gás foram liquidados em setembro, outubro e novembro como testemunhas da exterminação. Mais de 400 judeus morreram durante um motim realizado por uma equipe do crematório (Sonderkommando) em 7 de outubro de 1944. Muitos membros do Sonderkommando foram mantidos vivos até a liquidação final do campo.

O Crematório IV, avariado durante o motim do Sonderkommando, foi destruído no fim de 1944. Em novembro e dezembro, os alemães fizeram preparações para explodir os outros 3 prédios de crematórios. Eles desinstalaram o equipamento técnico das câmaras de gás e o salão de fornalha dos crematórios II e III, e enviaram a maioria desses equipamentos para as profundezas da Alemanha. Entretanto, deixaram o crematório V e suas câmaras de gás funcionando até a segunda metade de janeiro de 1945.

Ao fim de 1944, como parte dos esforços de remover as evidências dos crimes cometidos em Auschwitz, eles rapidamente liquidaram os fossos cheios de cinzas humanas (os fossos onde eles queimavam corpos e outros onde eles despejavam as cinzas dos crematórios) em Auschwitz-Birkenau. Eles intensificaram a rotina de destruição dos registros que não eram mais necessários, incluindo arquivos e listas de prisioneiros. Eles também passaram a queimar as listas com os nomes dos judeus deportados para morrer em Auschwitz.

Nos últimos meses em que o campo de concentração de Auschwitz esteve em operação, os alemães enviaram uma grande quantidade de material de construção e itens saqueados dos judeus vítimas das exterminações em massa. Na metade de janeiro de 1945, pouco antes da ofensiva Vistula-Oder do Exército Vermelho, os alemães começaram a evacuação final e liquidação do campo.

Entre 17 e 21 de janeiro, os alemães marcharam aproximadamente 56 mil prisioneiros para fora de Auschwitz e seus sub-campos nas colunas de evacuação, em sua maioria na direção oeste, pela Silesia do norte e do sul. 2 dias depois, eles evacuaram 2 mil prisioneiros em trens dos sub-campos de Świętochłowice e Siemianowice. As principais rotas de evacuação levavam a Wodzisław Sląski e Gliwice, onde as muitas colunas de evacuação eram fundidas em transportes ferroviários. Do sub-campo de Jaworzno, 3.200 prisioneiros fizeram uma das maiores marchas: 250km até o Campo de Concentração Gross-Rosen na Silesia do sul.

As colunas de evacuação deveriam ser formadas somente pelas pessoas saudáveis com força suficiente para marchar muitos quilômetros. Entretanto, na prática, prisioneiros doentes e enfraquecidos também se voluntariaram, porque pensaram (e com alguma razão) que os alemães iriam matar aqueles que ficassem pra trás. Crianças judias e polonesas também marcharam com os adultos.

Ao longo de todas as rotas, os guardas da SS atiravam nos prisioneiros que tentavam escapar e aqueles que estavam fisicamente exaustos para continuar no mesmo ritmo dos seus companheiros desafortunados. Milhares de corpos dos prisioneiros que foram assassinados ou que morreram de fatiga ou exposição ao frio ficavam alinhados ao longo das rotas por onde todos os outros prisioneiros passavam a pé ou de trem. Apenas na Silesia do norte, cerca de 3 mil prisioneiros morreram. Estima-se que pelo menos 9 mil (e mais provavelmente 15 mil) prisioneiros de Auschwitz perderam suas vidas nas operações de evacuação. Depois da guerra, estas rotas ficaram conhecidas como “Marchas da Morte”. Um dos poucos documentos nazistas existentes sobre as Marchas da Morte é um relatório da SS de 13 de março de 1945 na chegada no campo de Leitmeritz na Boêmia, de 58 prisioneiros evacuados do sub-campo Hubertushütte de Auschwitz. O relatório indica que 144 prisioneiros (a maioria judeus) morreram na rota.

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Massacres de prisioneiros aconteceram em alguns lugares ao longo das rotas de evacuação. Na estação de trem Leszczyny/Rzędówka perto de Rybnik, na noite de 21 para 22 de janeiro de 1945, um trem carregando cerca de 2.500 prisioneiros de Gliwice parou. Na tarde de 22 de janeiro, os prisioneiros receberam a ordem de desembarcar. Alguns deles estavam muito exaustos para fazê-lo. Homens da SS da comitiva e a polícia nazista local dispararam tiros contra as portas abertas dos vagões dos trens. Os alemães então conduziram os prisioneiros remanescentes na direção oeste. Depois que eles marcharam, mais de 300 corpos de prisioneiros que tinham sido atingidos pelos tiros ou tinham morrido de exaustão foram recolhidos da estação e suas imediações. Muitos residentes poloneses e tchecos de lugarejos ao longo da rota de evacuação procuravam ajudar os prisioneiros. Em grande parte, davam a eles água e comida, e também abrigavam aqueles que conseguiam escapar.

Caminhar por aqueles lugares onde tanto sofrimento e tanto sangue foi derramado foi uma experiência indescritível, que certamente ficará marcada para sempre em mim. As consequências do nazi-fascismo parecem estar vivas até hoje em Auschwitz, para que não nos esqueçamos e jamais permitamos que este horror se repita em nenhum lugar do mundo. Fascismo nunca mais!

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Magical Mystery Tour em Liverpool

Ainda tem tanta coisa pra contar sobre as últimas férias que eu nem acredito que não contei aqui sobre o Magical Mystery Tour que fizemos em Liverpool!

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Como já contei por aqui, passamos alguns dias na cidade dos Beatles, e é claro que não poderíamos deixar de fazer o famoso Magical Mystery Tour, organizado pelo Cavern Club. O tour começa no Albert Dock, onde há um escritório para compra de bilhetes e/ou souvenires dos Beatles. Os bilhetes também podem ser comprados no Cavern Club da Mathew Street, ou mesmo online. O tour começava às 11h, e nós optamos por chegar cedo lá no Albert Dock e comprar os bilhetes no escritório mesmo. O bilhete individual custa £18.95. É importante checar os horários dos tours, porque eles podem mudar.

O passeio, que dura aproximadamente 2h, nos leva pelos subúrbios de Liverpool, e podemos ver a casa onde Ringo passou sua infância, o lugar onde George nasceu, St Peter’s Church Hall (onde John e Paul se encontraram pela primeira vez), a casa onde John passou sua infância, as escolas e faculdades onde os Fab4 estudaram, a casa onde Paul passou sua infância, Penny Lane e Strawberry Field, além de outros lugares relacionados à história dos Beatles. O tour termina no Cavern Club e o bilhete inclui a vista ao lendário pub no mesmo dia (exceto em dias de shows/eventos especiais), bem como um souvenir que pode ser resgatado por lá.

No dia em que fizemos o tour, estava um frio de rachar em Liverpool, mas o céu estava muito azul, o que garantiu um passeio por Penny Lane “beneath the blue suburban skies“.

Pessoalmente, eu adorei o Magical Mystery Tour! Achei a experiência muito legal, e é muito interessante passear pelos subúrbios de Liverpool ouvindo as mais diversas histórias sobre os Beatles, ao som das músicas do Fab4. Vale notar que as casas onde John Lennon e Paul McCartney passaram suas infâncias podem ser visitadas pelo público entre os meses de março e outubro, em datas selecionadas. Estas visitas são organizadas pelo National Trust e é altamente recomendável agendar com antecedência pelo site oficial. Tais visitas não estão incluídas no Magical Mystery Tour; e, quando nós estávamos em Liverpool, o período de visitação de 2017 já tinha se encerrado.

Ao final do nosso passeio beatlemaníaco, fomos almoçar no Bill’s do Liverpool ONE e acabamos aproveitando pra ir ao cinema também, já que pegaríamos a estrada no dia seguinte rumo ao countryside inglês!

Game of Trones tour: Winterfell

Estamos na Irlanda do Norte! Chegamos ontem em Belfast e hoje foi dia de imersão total no universo de Game of Thrones, com um tour que durou o dia inteiro e que nos levou a vários cenários da série!

Pra quem não sabe, a série é gravada na sua maioria aqui na Irlanda do Norte, além de algumas locações na Espanha e em Malta. Além das locações externas, a série da HBO é gravada nos estúdios em Belfast. Por esse motivo, a base da equipe é em Belfast, por conta da proximidade com a maioria das locações.

Nós agendamos o nosso tour online com a Game of Thrones Tours e o pacote (transporte e passeios com guia) custa £40 por adulto para o tour WINTERFELL. Saímos de Belfast às 9h e chegamos às 17h30, e nosso guia, Robbie, era muito animado e empolgado com a série, e sabia um monte de coisas sobre os episódios e locações, além de informações turísticas não-relacionadas à Game of Thrones.

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needle, a espada de Arya Stark
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a espada de Robb Stark, “King in the North!”
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longclaw, a espada de Jon Snow

Nossa primeira parada foi Inch Abbey, que é um mosteiro do século XII, onde algumas cenas importantes da série foram filmadas, como o momento em que Robb Stark é eleito o Rei do Norte (King in the North!). Foram disponibilizadas capas no melhor estilo Stark e também espadas, machados, escudos e banners da casa Stark para que pudéssemos entrar bem no clima.

De lá, seguimos para Castle Ward Estate, local usado na primeira temporada para filmar principalmente Winterfell. Caminhamos bastante por lá (3km de trilha!) para passarmos por outras locações da série, como o acampamento de Robb Stark, o Campo de Batalha de Baelor, etc.

Almoçamos no The Cuan em Strangford, que é um pub/hotel pertinho de Castle Ward, consequentemente frequentado pelos atores, produtores e crew da série em geral. Eu comi fish & chips, o marido comeu lasanha, e nós provamos a cerveja artesanal Hodor. Dentro do pub, há uma espada de Ned Stark (ice) na parede e, o mais legal, a primeira porta de madeira trabalhada por David Hogg, que produziu 10 portas de madeira, instaladas em lugares espalhados pela Irlanda do Norte relacionados à série.

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local onde os Starks encontraram os filhotes de direwolf

Seguimos então para Tollymore Forest, onde andamos por mais 3km(!) para conhecer um pouco mais dessa floresta que serviu de cenário para vários momentos da série, como o acampamento de Tyrion e Jon a caminho da Muralha, a ponte onde os Starks descobrem a direwolf morta e seus filhotes, e também o local onde foi gravada a primeira cena de toda a série (onde um Patrulheiro da Noite encontra os corpos desmembrados pelos White Walkers).

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Infelizmente, porque o clima não permitiu, nós não pudemos atravessar o Narrow Sea de balsa, entre Portaferry e Strangford, que está incluído nesse tour. Por outro lado, fomos privilegiados pois pudemos ver Winterfell sob neve e que nos fez entrar ainda mais no clima!

Day trip pra Manchester

Aproveitando nossa estadia em Liverpool, decidimos visitar Manchester!

O trem que liga as duas cidades leva cerca de 30min para concluir cada trecho, e o bilhete de ida e volta para um adulto custa £13. Saímos da estação Liverpool Lime Street em direção à Manchester Victoria – ambas localizadas nos centros das respectivas cidades – no trem de 10h21.

Chegando em Manchester, nossa primeira parada foi o National Football Museum, que fica convenientemente em frente à estação de trem. Neste museu, são 3 andares dedicados à história do futebol inglês e também mundial. No 3º andar, há um espaço dedicado à exposições temporárias que, neste momento, exibe artes e memorabilia relacionada ao Pelé! A entrada no museu é gratuita, embora eles aceitem doações; há inclusive um pacote de doações no valor de £6 que dá direito a fotos e experiências interativas exclusivas.

Saímos do museu do futebol em busca de alimento e acabamos escolhendo o restaurante Las Iguanas para almoçar. O ambiente é muito bacana e, no cardápio, são muitas opções de pratos inspirados na culinária mexicana, brasileira e argentina. Comemos dadinhos de queijo de entrada, com gostinho de Brasil. Felipe pediu chilli con carne e eu pedi tacos. Pra sobremesa, experimentamos os churros con dulce de leche.

Depois de almoçarmos com calma, caminhamos tranquilamente pelas ruas, até decidirmos visitar a John Rylands Library, que também tem entrada gratuita. A enorme biblioteca, que agora integra o patrimônio da University of Manchester, foi construída por Victoria Rylands em homenagem ao seu esposo. Atualmente, há uma exibição de textos antigos relacionados à reforma protestante.

Nosso outro destino foi o People’s History Museum. Este museu tem 2 andares dedicados à história de luta do povo inglês para libertar-se do sistema opressor em que viviam, com entrada gratuita e seções interativas. No primeiro andar, a exibição contempla os anos pré-1945 e, no segundo andar, pós-1945.

Paramos para um café e andamos um pouco mais pelo centro da cidade, super movimentado também por conta do mercado de Natal que já acontece ali pertinho, e voltamos para Liverpool no trem de 16h35.

Moscou de metrô

Você sonhou, sonhou, e finalmente marcou sua viagem pra Rússia! Mas você não sabe uma palavra de russo. E agora?!

Calma, estou aqui pra te ajudar. Embora nós tenhamos aprendido um pouquinho de russo por razões óbvias, meu russo ainda é muito insipiente e eu confesso que me sentiria completamente insegura de viajar pra Rússia sozinha. Muito mais do que ter a opção de contratar um guia brasileiro (o que ajuda muito e eu defendo firmemente), você pode ter (alguma) independência em Moscou e se locomover de metrô para conhecer os mais legais pontos turísticos da cidade!

É sabido que o metrô de Moscou é imenso e atende todas as regiões da cidade, mas o completo desconhecimento do idioma pode ser muito intimidante.

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Graças a Deus, o metrô de Moscou é um dos melhores que já vi, e um dos mais tourist friendly: em todas as estações e vagões podemos ver o mapa inteiro do metrô com as estações transliteradas para o nosso alfabeto, além da linha visual e indicações luminosas de quais estações já se passaram, qual a próxima parada e quais as próximas estações.

A estação Teatralnaya (linha Zamoskvoretskaia), por exemplo, garante acesso fácil ao Teatro Bolshoi, à Praça Vermelha e ao GUM. A estação Lubyianka (linha Socolhnitcheskaia) também fica ali próxima, e facilita a chegada também na loja Dietski Mir com seu mirante. Outra estação que fica na região é a Ploshchad Revoliutsii (linha Arbatsko-Pokrovskaia). Para chegar ao Museu dos Cosmonautas e ao Parque VDNKh, a estação a se usar é a VDNKh (linha Kalujsko-Rijskaia). O acesso ao Parque Gorky é fácil por meio da estação Oktiabrskaia (linha Kolhtsevaia). Para chegar na grande Dom Knigi da Avenida Nova Arbat, que é a minha livraria favorita, pode-se usar as estações Arbatskaya (linha Arbatsko-Pokrovskaia)Alexanderovskii Sad (estação final da linha Filiovskaia) ou ainda Lenin Bibliothek (linha Socolhnitcheskaia), embora a mais próxima seja mesmo a Arbatskaya.

Para usar o metrô, você pode comprar o cartão Troika e carregá-lo nas maquininhas de acordo com sua necessidade. Cada passagem custa 35 rublos (cerca de US$0,70) com o Troika, enquanto os tíquetes avulsos custam 55 rublos (quase US$1). O preço das passagens de ônibus é o mesmo, e também é possível usar o Troika para este meio de transporte. Eu prefiro o metrô porque, além de ser mais rápido e super limpo, as estações são lindíssimas, o que torna o deslocamento um passeio.