Auschwitz-Birkenau, memória viva do Holocausto

Já estamos em Budapeste! Estávamos em Cracóvia até anteontem, dormimos uma noite em Brno (a 2a. maior cidade da República Tcheca), e chegamos hoje na Hungria! Quem está acompanhando #letíciadeférias no instagram está vendo todas as nossas aventuras em tempo real (ou quase!). Mas é claro que não vou deixar de escrever detalhes sobre o que estamos fazendo por aqui!

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a famosa entrada do campo de concentração Auschwitz I, com os dizeres “arbeit macht frei” (o trabalho liberta)

Enquanto estávamos em Cracóvia, fomos visitar os campos de concentração e exterminação nazista Auschwitz-Birkenau, que ficam a cerca de 65km do centro de Cracóvia. Mesmo tendo alugado um carro pra essa viagem (já passamos dos 1000km!), optamos por fazer o tour guiado com a empresa Escape2Poland. Foi uma visita muito emocionante e intensa.

Auschwitz se tornou um símbolo do terror, do genocídio e do Holocausto. Foi criado em 1940 pelos alemães nos subúrbios de Oswiecim, uma cidade polonesa que tinha sido anexada ao Terceiro Reich pelos Nazistas. O seu nome foi modificado para Auschwitz, que também se tornou o nome do campo de concentração (Konzentrationslager Auschwitz). A principal razão para criação desse campo de concentração foi o aumento das prisões em massa dos poloneses, que excediam as capacidades das prisões locais existentes. O primeiro transporte de poloneses chegou até Auschwitz da prisão de Tarnów em 14 de junho de 1940. Inicialmente, Auschwitz seria mais um dos campos de concentração que os nazistas estavam estabelecendo desde o começo da década de 1930, funcionando de acordo com seu papel por todos os anos em que foi usado, mesmo quando, em 1942, se tornou o maior dos campos de extermínio.

O primeiro e mais antigo campo de concentração e extermínio era o chamado “campo principal”, mais tarde conhecido como Auschwitz I (o número de prisioneiros flutuava em torno de 15 mil, às vezes ficando acima de 20 mil), estabelecido nas terras e prédios dos quartéis pré-guerra.

A segunda parte era o campo de Birkenau (que abrigou mais de 90 mil prisioneiros em 1944), também conhecido como Auschwitz II. Este era o maior terreno do complexo de Auschwitz. Os nazistas começaram a construí-lo em 1941 na vila de Brzezinka, a 3km de Oswiecim. A população civil polonesa foi despejada, e suas casas confiscadas e demolidas. A maior parte do aparato de exterminação em massa foi construído em Birkenau, e a maioria das vítimas era assassinada ali: 1 em cada 6 vítimas do Holocausto foi morta neste campo de concentração.

Mais de 40 sub-campos, explorando os prisioneiros e trabalhadores escravos, foram fundados, muitos na forma de diversas indústrias e fazendas alemãs, entre 1942 e 1944. O maior deles era chamado Buna (Monowitz, com 10 mil prisioneiros) e foi aberto pela administração do campo em 1942 nas terras de Buna-Werke à 6km do campo de Auschwitz. Em novembro de 1943, o sub-campo de Buna se tornou o centro de comando da terceira parte do campo, Auschwitz III, ao qual alguns outros sub-campos de Auschwitz eram subordinados.

Os alemães isolaram todos os campos e sub-campos do mundo exterior, e os cercavam com arame farpado. Todo contato com o mundo exterior era proibido. Entretanto, a área administrada pelo comandante e patrulhada pela tropa da SS ia além das terras cercadas por arame farpado, incluindo uma área adicional de aproximadamente 40 quilômetros quadrados (a chamada “Interessengebiet”, a área de interesse), que fica em torno dos campos de Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau.

A população local, os poloneses e judeus vivendo perto do campo recém-fundado, foi despejada entre 1940-1941. Aproximadamente mil das suas casas foram demolidas. Outros prédios foram designados para oficiais e oficiais não-comissionados da tropa da SS do campo, que as vezes estavam acompanhados de todos das suas respectivas famílias. As instalações industriais do pré-guerra na área, tomada pelos alemães, era expandida em alguns casos e, em outro, demolidas para abrir espaço para novas instalações associadas às necessidades militares do Terceiro Reich. A administração do campo usava a zona em torno dele para apoio técnico, workshop, depósitos, escritórios e quartéis para a SS.

Ao chegar no campo de concentração de Auschwitz, os prisioneiros eram selecionados entre aqueles aptos para trabalhar, e aqueles que sediam mortos imediatamente. Os médicos pediam aos prisioneiros que deixassem seus pertences, e entregavam a eles um sabonete para que fossem “tomar banho”; os prisioneiros eram, então, encaminhados para as câmaras de gás. Outros prisioneiros eram assassinados por meio de injeções letais. Estas práticas tinham sido suspendidas temporariamente durante a primavera de 1943, mas foi retomada em seguida para matar prisioneiros judeus.

Registros documentais dos Campos (Zugangslisten Jugen) indicam que, dos 973 judeus provindos da Eslováquia em 17/abril/1942, apenas 88 ainda estavam vivos menos de 4 meses depois. A maioria dos prisioneiros judeus tinha o mesmo destino; eles constituíam a categoria mais baixa na população multiétnica do campo de concentração, que também consistia de poloneses, russos, tchecos, bielorrussos, alemães, franceses, iugoslavos, ucranianos, entre tantas outras nacionalidades e minorias como homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová, etc.

As punições eram aplicadas em Auscwitz de acordo com ordens escritas do comandante ou do diretor do campo, bem como por relatórios dos oficiais da SS e prisioneiros funcionários. As infrações mais comumente punidas incluíam todos os tipos de tentativas de conseguir comida, várias formas de tentar fugir do trabalho ou trabalho de forma insatisfatória, fumar ou até mesmo atender às necessidades fisiológicas em horas impróprias, usar roupas diferentes dos uniformes, ou tentativas de suicídio. As punições eram completamente arbitrárias. Os prisioneiros recebiam penas diferentes para as mesmas infrações. As punições mais frequentes eram as flagelações, confinamento no bloco 11 do campo principal, e tortura por enforcamento.

A participação de inúmeros médicos alemães em experimentos médicos criminosos nos prisioneiros dos campos de concentração era uma instância particularmente drástica do atropelo da ética médica. Os iniciadores e facilitadores destes experimentos eram o Reichsführer SS Heinrich Himmler, o médico chefe, junto do SS-Obergruppenführer Ernst Grawitz, o chefe de polícia, e do SS-Standartenführer Wolfram Sievers, o secretário geral da Associação de Herança (Ahnenerbe Association) e diretor do Waffen SS Instituto Militar-Científico de Pesquisa.

O SS-WVHA (Escritório Principal de Economia e Administração da SS, responsável pelos campos de concentração desde março de 1942) tinha autoridade administrativa e financeira. O apoio na forma de estudos analíticos especializados veio do Waffenn SS Instituto de Higiene, dirigido pelo SS-Oberführer Joachim Mrugowsky, professor mestre de bacteriologia na Escola de Medicina da Universidade de Berlim.

Os experimentos eram planejados nos mais altos níveis para atender às necessidades do exército (alguns pretendiam melhorar a saúde dos soldados) ou planos pós-guerra (incluindo políticas populacionais), ou para reforçar as bases da ideologia racial (incluindo visões avançadas quando à superioridade da “raça nórdica”). Além dos experimentos planejados nos níveis mais altos, muitos médicos nazistas experimentavam nos prisioneiros em nome das companhias farmacêuticas ou institutos médicos alemães. Outros o faziam por interesse pessoal, ou para avançar em suas carreiras acadêmicas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os médicos nazistas se apoiavam nas expectativas das lideranças do Terceiro Reich, apoiando as políticas demográficas do regime. Eles iniciaram uma ampla pesquisa em métodos de esterilização em massa que seriam aplicados aos povos que eram vistos como inferiores.

Quando o Exército Vermelho chegou à linha de Vistula-Wisłoka em julho/agosto de 1944, a menos de 200km de Oświęcim, a liderança germânica considerava duas opções para o campo: liquidação, no caso de sucesso contínuo do Exército Vermelho, ou manter o campo de pé sob circunstâncias favoráveis. Os alemães, então, começaram uma série de passos de evacuação/liquidação, que durou até o meio de janeiro de 1945, mas evitaram fazer qualquer coisa que pudesse impedir que o campo continuasse funcionando.

Na segunda metade de 1944 e nas duas primeiras semanas de janeiro de 1945, cerca de 65 mil prisioneiros, incluindo quase todos os poloneses, russos e tchecos que restavam no campo (cerca de 15 mil homens e mulheres) foram evacuados para várias plantas industriais nas profundezas do Reich. Entretanto, cerca de 65 mil outros prisioneiros foram mantidos em Auschwitz até o último segundo. A maioria deles foi empregada nas plantas da região industrial da Silesia do Norte e outros centros próximos que eram importantes para manter o potencial de guerra germânico. Em dezembro de 1944, oficiais germânicos da indústria química se encontraram em Katowice para discutir meios de aumentar a produtividade dos prisioneiros de Auschwitz que trabalhariam nas suas plantas industriais no ano seguinte. No começo de janeiro, poucas semanas antes do Exército Vermelho chegar até o norte da Silesia, o trabalho continuou a equipar o recém-fundado sub-campo de Hubertshütte, num moinho de aço em Bytom-Łagiewniki.

A exterminação em massa dos judeus nas câmaras de gás terminou em novembro de 1944. A maioria dos prisioneiros judeus que trabalhavam no crematório e nas câmaras de gás foram liquidados em setembro, outubro e novembro como testemunhas da exterminação. Mais de 400 judeus morreram durante um motim realizado por uma equipe do crematório (Sonderkommando) em 7 de outubro de 1944. Muitos membros do Sonderkommando foram mantidos vivos até a liquidação final do campo.

O Crematório IV, avariado durante o motim do Sonderkommando, foi destruído no fim de 1944. Em novembro e dezembro, os alemães fizeram preparações para explodir os outros 3 prédios de crematórios. Eles desinstalaram o equipamento técnico das câmaras de gás e o salão de fornalha dos crematórios II e III, e enviaram a maioria desses equipamentos para as profundezas da Alemanha. Entretanto, deixaram o crematório V e suas câmaras de gás funcionando até a segunda metade de janeiro de 1945.

Ao fim de 1944, como parte dos esforços de remover as evidências dos crimes cometidos em Auschwitz, eles rapidamente liquidaram os fossos cheios de cinzas humanas (os fossos onde eles queimavam corpos e outros onde eles despejavam as cinzas dos crematórios) em Auschwitz-Birkenau. Eles intensificaram a rotina de destruição dos registros que não eram mais necessários, incluindo arquivos e listas de prisioneiros. Eles também passaram a queimar as listas com os nomes dos judeus deportados para morrer em Auschwitz.

Nos últimos meses em que o campo de concentração de Auschwitz esteve em operação, os alemães enviaram uma grande quantidade de material de construção e itens saqueados dos judeus vítimas das exterminações em massa. Na metade de janeiro de 1945, pouco antes da ofensiva Vistula-Oder do Exército Vermelho, os alemães começaram a evacuação final e liquidação do campo.

Entre 17 e 21 de janeiro, os alemães marcharam aproximadamente 56 mil prisioneiros para fora de Auschwitz e seus sub-campos nas colunas de evacuação, em sua maioria na direção oeste, pela Silesia do norte e do sul. 2 dias depois, eles evacuaram 2 mil prisioneiros em trens dos sub-campos de Świętochłowice e Siemianowice. As principais rotas de evacuação levavam a Wodzisław Sląski e Gliwice, onde as muitas colunas de evacuação eram fundidas em transportes ferroviários. Do sub-campo de Jaworzno, 3.200 prisioneiros fizeram uma das maiores marchas: 250km até o Campo de Concentração Gross-Rosen na Silesia do sul.

As colunas de evacuação deveriam ser formadas somente pelas pessoas saudáveis com força suficiente para marchar muitos quilômetros. Entretanto, na prática, prisioneiros doentes e enfraquecidos também se voluntariaram, porque pensaram (e com alguma razão) que os alemães iriam matar aqueles que ficassem pra trás. Crianças judias e polonesas também marcharam com os adultos.

Ao longo de todas as rotas, os guardas da SS atiravam nos prisioneiros que tentavam escapar e aqueles que estavam fisicamente exaustos para continuar no mesmo ritmo dos seus companheiros desafortunados. Milhares de corpos dos prisioneiros que foram assassinados ou que morreram de fatiga ou exposição ao frio ficavam alinhados ao longo das rotas por onde todos os outros prisioneiros passavam a pé ou de trem. Apenas na Silesia do norte, cerca de 3 mil prisioneiros morreram. Estima-se que pelo menos 9 mil (e mais provavelmente 15 mil) prisioneiros de Auschwitz perderam suas vidas nas operações de evacuação. Depois da guerra, estas rotas ficaram conhecidas como “Marchas da Morte”. Um dos poucos documentos nazistas existentes sobre as Marchas da Morte é um relatório da SS de 13 de março de 1945 na chegada no campo de Leitmeritz na Boêmia, de 58 prisioneiros evacuados do sub-campo Hubertushütte de Auschwitz. O relatório indica que 144 prisioneiros (a maioria judeus) morreram na rota.

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Massacres de prisioneiros aconteceram em alguns lugares ao longo das rotas de evacuação. Na estação de trem Leszczyny/Rzędówka perto de Rybnik, na noite de 21 para 22 de janeiro de 1945, um trem carregando cerca de 2.500 prisioneiros de Gliwice parou. Na tarde de 22 de janeiro, os prisioneiros receberam a ordem de desembarcar. Alguns deles estavam muito exaustos para fazê-lo. Homens da SS da comitiva e a polícia nazista local dispararam tiros contra as portas abertas dos vagões dos trens. Os alemães então conduziram os prisioneiros remanescentes na direção oeste. Depois que eles marcharam, mais de 300 corpos de prisioneiros que tinham sido atingidos pelos tiros ou tinham morrido de exaustão foram recolhidos da estação e suas imediações. Muitos residentes poloneses e tchecos de lugarejos ao longo da rota de evacuação procuravam ajudar os prisioneiros. Em grande parte, davam a eles água e comida, e também abrigavam aqueles que conseguiam escapar.

Caminhar por aqueles lugares onde tanto sofrimento e tanto sangue foi derramado foi uma experiência indescritível, que certamente ficará marcada para sempre em mim. As consequências do nazi-fascismo parecem estar vivas até hoje em Auschwitz, para que não nos esqueçamos e jamais permitamos que este horror se repita em nenhum lugar do mundo. Fascismo nunca mais!

Magical Mystery Tour em Liverpool

Ainda tem tanta coisa pra contar sobre as últimas férias que eu nem acredito que não contei aqui sobre o Magical Mystery Tour que fizemos em Liverpool!

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Como já contei por aqui, passamos alguns dias na cidade dos Beatles, e é claro que não poderíamos deixar de fazer o famoso Magical Mystery Tour, organizado pelo Cavern Club. O tour começa no Albert Dock, onde há um escritório para compra de bilhetes e/ou souvenires dos Beatles. Os bilhetes também podem ser comprados no Cavern Club da Mathew Street, ou mesmo online. O tour começava às 11h, e nós optamos por chegar cedo lá no Albert Dock e comprar os bilhetes no escritório mesmo. O bilhete individual custa £18.95. É importante checar os horários dos tours, porque eles podem mudar.

O passeio, que dura aproximadamente 2h, nos leva pelos subúrbios de Liverpool, e podemos ver a casa onde Ringo passou sua infância, o lugar onde George nasceu, St Peter’s Church Hall (onde John e Paul se encontraram pela primeira vez), a casa onde John passou sua infância, as escolas e faculdades onde os Fab4 estudaram, a casa onde Paul passou sua infância, Penny Lane e Strawberry Field, além de outros lugares relacionados à história dos Beatles. O tour termina no Cavern Club e o bilhete inclui a vista ao lendário pub no mesmo dia (exceto em dias de shows/eventos especiais), bem como um souvenir que pode ser resgatado por lá.

No dia em que fizemos o tour, estava um frio de rachar em Liverpool, mas o céu estava muito azul, o que garantiu um passeio por Penny Lane “beneath the blue suburban skies“.

Pessoalmente, eu adorei o Magical Mystery Tour! Achei a experiência muito legal, e é muito interessante passear pelos subúrbios de Liverpool ouvindo as mais diversas histórias sobre os Beatles, ao som das músicas do Fab4. Vale notar que as casas onde John Lennon e Paul McCartney passaram suas infâncias podem ser visitadas pelo público entre os meses de março e outubro, em datas selecionadas. Estas visitas são organizadas pelo National Trust e é altamente recomendável agendar com antecedência pelo site oficial. Tais visitas não estão incluídas no Magical Mystery Tour; e, quando nós estávamos em Liverpool, o período de visitação de 2017 já tinha se encerrado.

Ao final do nosso passeio beatlemaníaco, fomos almoçar no Bill’s do Liverpool ONE e acabamos aproveitando pra ir ao cinema também, já que pegaríamos a estrada no dia seguinte rumo ao countryside inglês!

Game of Trones tour: Winterfell

Estamos na Irlanda do Norte! Chegamos ontem em Belfast e hoje foi dia de imersão total no universo de Game of Thrones, com um tour que durou o dia inteiro e que nos levou a vários cenários da série!

Pra quem não sabe, a série é gravada na sua maioria aqui na Irlanda do Norte, além de algumas locações na Espanha e em Malta. Além das locações externas, a série da HBO é gravada nos estúdios em Belfast. Por esse motivo, a base da equipe é em Belfast, por conta da proximidade com a maioria das locações.

Nós agendamos o nosso tour online com a Game of Thrones Tours e o pacote (transporte e passeios com guia) custa £40 por adulto para o tour WINTERFELL. Saímos de Belfast às 9h e chegamos às 17h30, e nosso guia, Robbie, era muito animado e empolgado com a série, e sabia um monte de coisas sobre os episódios e locações, além de informações turísticas não-relacionadas à Game of Thrones.

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needle, a espada de Arya Stark

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a espada de Robb Stark, “King in the North!”

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longclaw, a espada de Jon Snow

Nossa primeira parada foi Inch Abbey, que é um mosteiro do século XII, onde algumas cenas importantes da série foram filmadas, como o momento em que Robb Stark é eleito o Rei do Norte (King in the North!). Foram disponibilizadas capas no melhor estilo Stark e também espadas, machados, escudos e banners da casa Stark para que pudéssemos entrar bem no clima.

De lá, seguimos para Castle Ward Estate, local usado na primeira temporada para filmar principalmente Winterfell. Caminhamos bastante por lá (3km de trilha!) para passarmos por outras locações da série, como o acampamento de Robb Stark, o Campo de Batalha de Baelor, etc.

Almoçamos no The Cuan em Strangford, que é um pub/hotel pertinho de Castle Ward, consequentemente frequentado pelos atores, produtores e crew da série em geral. Eu comi fish & chips, o marido comeu lasanha, e nós provamos a cerveja artesanal Hodor. Dentro do pub, há uma espada de Ned Stark (ice) na parede e, o mais legal, a primeira porta de madeira trabalhada por David Hogg, que produziu 10 portas de madeira, instaladas em lugares espalhados pela Irlanda do Norte relacionados à série.

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local onde os Starks encontraram os filhotes de direwolf

Seguimos então para Tollymore Forest, onde andamos por mais 3km(!) para conhecer um pouco mais dessa floresta que serviu de cenário para vários momentos da série, como o acampamento de Tyrion e Jon a caminho da Muralha, a ponte onde os Starks descobrem a direwolf morta e seus filhotes, e também o local onde foi gravada a primeira cena de toda a série (onde um Patrulheiro da Noite encontra os corpos desmembrados pelos White Walkers).

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Infelizmente, porque o clima não permitiu, nós não pudemos atravessar o Narrow Sea de balsa, entre Portaferry e Strangford, que está incluído nesse tour. Por outro lado, fomos privilegiados pois pudemos ver Winterfell sob neve e que nos fez entrar ainda mais no clima!

Day trip pra Manchester

Aproveitando nossa estadia em Liverpool, decidimos visitar Manchester!

O trem que liga as duas cidades leva cerca de 30min para concluir cada trecho, e o bilhete de ida e volta para um adulto custa £13. Saímos da estação Liverpool Lime Street em direção à Manchester Victoria – ambas localizadas nos centros das respectivas cidades – no trem de 10h21.

Chegando em Manchester, nossa primeira parada foi o National Football Museum, que fica convenientemente em frente à estação de trem. Neste museu, são 3 andares dedicados à história do futebol inglês e também mundial. No 3º andar, há um espaço dedicado à exposições temporárias que, neste momento, exibe artes e memorabilia relacionada ao Pelé! A entrada no museu é gratuita, embora eles aceitem doações; há inclusive um pacote de doações no valor de £6 que dá direito a fotos e experiências interativas exclusivas.

Saímos do museu do futebol em busca de alimento e acabamos escolhendo o restaurante Las Iguanas para almoçar. O ambiente é muito bacana e, no cardápio, são muitas opções de pratos inspirados na culinária mexicana, brasileira e argentina. Comemos dadinhos de queijo de entrada, com gostinho de Brasil. Felipe pediu chilli con carne e eu pedi tacos. Pra sobremesa, experimentamos os churros con dulce de leche.

Depois de almoçarmos com calma, caminhamos tranquilamente pelas ruas, até decidirmos visitar a John Rylands Library, que também tem entrada gratuita. A enorme biblioteca, que agora integra o patrimônio da University of Manchester, foi construída por Victoria Rylands em homenagem ao seu esposo. Atualmente, há uma exibição de textos antigos relacionados à reforma protestante.

Nosso outro destino foi o People’s History Museum. Este museu tem 2 andares dedicados à história de luta do povo inglês para libertar-se do sistema opressor em que viviam, com entrada gratuita e seções interativas. No primeiro andar, a exibição contempla os anos pré-1945 e, no segundo andar, pós-1945.

Paramos para um café e andamos um pouco mais pelo centro da cidade, super movimentado também por conta do mercado de Natal que já acontece ali pertinho, e voltamos para Liverpool no trem de 16h35.

Moscou de metrô

Você sonhou, sonhou, e finalmente marcou sua viagem pra Rússia! Mas você não sabe uma palavra de russo. E agora?!

Calma, estou aqui pra te ajudar. Embora nós tenhamos aprendido um pouquinho de russo por razões óbvias, meu russo ainda é muito insipiente e eu confesso que me sentiria completamente insegura de viajar pra Rússia sozinha. Muito mais do que ter a opção de contratar um guia brasileiro (o que ajuda muito e eu defendo firmemente), você pode ter (alguma) independência em Moscou e se locomover de metrô para conhecer os mais legais pontos turísticos da cidade!

É sabido que o metrô de Moscou é imenso e atende todas as regiões da cidade, mas o completo desconhecimento do idioma pode ser muito intimidante.

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Graças a Deus, o metrô de Moscou é um dos melhores que já vi, e um dos mais tourist friendly: em todas as estações e vagões podemos ver o mapa inteiro do metrô com as estações transliteradas para o nosso alfabeto, além da linha visual e indicações luminosas de quais estações já se passaram, qual a próxima parada e quais as próximas estações.

A estação Teatralnaya (linha Zamoskvoretskaia), por exemplo, garante acesso fácil ao Teatro Bolshoi, à Praça Vermelha e ao GUM. A estação Lubyianka (linha Socolhnitcheskaia) também fica ali próxima, e facilita a chegada também na loja Dietski Mir com seu mirante. Outra estação que fica na região é a Ploshchad Revoliutsii (linha Arbatsko-Pokrovskaia). Para chegar ao Museu dos Cosmonautas e ao Parque VDNKh, a estação a se usar é a VDNKh (linha Kalujsko-Rijskaia). O acesso ao Parque Gorky é fácil por meio da estação Oktiabrskaia (linha Kolhtsevaia). Para chegar na grande Dom Knigi da Avenida Nova Arbat, que é a minha livraria favorita, pode-se usar as estações Arbatskaya (linha Arbatsko-Pokrovskaia)Alexanderovskii Sad (estação final da linha Filiovskaia) ou ainda Lenin Bibliothek (linha Socolhnitcheskaia), embora a mais próxima seja mesmo a Arbatskaya.

Para usar o metrô, você pode comprar o cartão Troika e carregá-lo nas maquininhas de acordo com sua necessidade. Cada passagem custa 35 rublos (cerca de US$0,70) com o Troika, enquanto os tíquetes avulsos custam 55 rublos (quase US$1). O preço das passagens de ônibus é o mesmo, e também é possível usar o Troika para este meio de transporte. Eu prefiro o metrô porque, além de ser mais rápido e super limpo, as estações são lindíssimas, o que torna o deslocamento um passeio.

 

Armênia, quem é você?

Já estamos na Armênia há quase 7 meses e eu ainda não tinha dedicado um post exclusivamente à história e características deste país! Me dei conta disso quando recebi essa semana a revista Armenia Tourism Magazine que tá cheia de conteúdo bacana. Inspirada pelas matérias que estão publicadas na edição de verão da revista (nº18), resolvi dividir aqui com vocês um pouco do conteúdo que eles publicaram, falar um pouquinho mais das nossas vivências por aqui, e aproveitar pra aprender um pouquinho mais desse lugar tão rico culturalmente!

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  • Território

A área total do país é de 29.743km², referente a 1/10 do tamanho da Armênia Histórica. A Armênia é um país sem acesso ao mar, localizada nas montanhas do Cáucaso Menor, no noroeste do Planalto Armênio da Armênia Histórica. Localizada entre os mares Negro e Cáspio, o país faz fronteira com a Geórgia, o Azerbaijão, o Irã e a Turquia. As fronteiras com Azerbaijão e Turquia são fechadas, embora haja vôos diretos entre Ierevan e Istambul (operados pela Atlas Global).

  • Brasão de Armas

Em 19 de abril de 1922, o brasão de armas da Primeira República da Armênia (1918-1920) foi restaurado. Os autores foram Alexander Tamanyan e Hakob Kodjoyan.

  • Bandeira

A bandeira nacional da Armênia tem três listras horizontais de igual tamanho: vermelho no topo, azul no meio, e laranja. O vermelho simboliza o Planalto Armênio, a luta contínua do povo armênio para sobrevivência e manutenção da fé cristã, e a independência e liberdade da Armênia. O azul simboliza a vontade do povo armênio de viver sob céus de paz. O laranja simboliza o talento criativo e a natureza trabalhadora do povo armênio.

  • Língua

O idioma nacional é o Armênio, mas a maioria da população também fala russo. No interior, pode-se enfrentar alguma dificuldade de comunicação idiomática. Inglês e francês geralmente são as segundas línguas faladas pela população mais jovem, mas as gerações mais antigas são mais conservadoras com relação à idiomas estrangeiros. De todo jeito, se um estrangeiro se aproximar, as pessoas costumam ter boa vontade de entender e ajudar, como já destaquei aqui no blog algumas vezes.

  • Governo

A política da Armênia se desenvolve num quadro de república democrática semi-presidencial, em que o presidente é o Chefe de Estado em um sistema multipartidário. O atual presidente da Armênia é Serzh Sargsyan, e o atual primeiro ministro é Karen Karapetyan.

  • População

De acordo com diversas fontes, o número de armênios no mundo varia entre 6 e 11 milhões, dos quais apenas 1/3 mora na Armênia (cerca de 3 milhões de pessoas).

  • Moeda, câmbio e cartões

A moeda do país chama Dram Armênio, com sigla AMD. Estão em circulação moedas de 10, 50, 100, 200 e 500 Drams, e notas de 1.000, 5.000, 20.000. Dizem que existem notas de 50.000 e 100.000 mas eu nunca vi. Em geral, 1USD equivale a 478AMD, 1EUR equivale a 567AMD, e 1 Rublo equivale a 8,3AMD – o câmbio oscila um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo. Quando chegamos, eu me assustava um pouco com tudo custando mais de mil, mas depois habituei que é só o jeito deles, e faltam os centavos. É possível fazer câmbio em diversos lugares da cidade, inclusive nos principais supermercados do centro, o que eu achei muito esquisito quando chegamos, e ainda acho bastante curioso! Praticamente todos os lugares aceitam cartões, mas as vezes o sistema falha e pode demorar muito a funcionar, então eu aprendi que é sempre bom ter drams na carteira.

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  • Ierevan

A capital do país é Ierevan (Yerevan na grafia em inglês), que pode facilmente ser considerada uma das cidades mais seguras do mundo. Podemos andar tarde da noite na rua sem medo, coisa que não é comum na maioria dos países europeus. O centro da cidade de Ierevan não é muito grande, o que facilita a locomoção – mesmo sem um mapa. As opções de transporte em Ierevan são miniônibus, ônibus e táxis, mas é fácil caminhar pela cidade admirando as ruas. Nós, por exemplo, não compramos carro e não temos a menor intenção de comprar um, já que conseguimos fazer quase tudo a pé – só pegamos táxi pra ir aos shoppings e cinemas, e táxi é muito muito barato aqui. As outras 2 grandes cidades da Armênia são Gyumri e Vanadzor. A voltagem no país inteiro é de 220v. A Armênia está no fuso GMT+4 (diferença de +7h pro Brasil, e +6h quando o Brasil está no horário de verão).

  • Clima

O clima da Armênia é continental de montanhas, com longos e frios invernos e verões quentes. Geralmente, as temperaturas em janeiro ficam entre -12ºC e -15ºC, podendo chegar a -30ºC. Neste ano, chegamos algumas vezes a -21ºC. Em julho, a temperatura média nas montanhas é de 10ºC, e de 25ºC nas regiões de planície, mas a verdade é que este mês de julho e agora em agosto estamos sofrendo com temperaturas que jamais baixam dos 30ºC e chegam todos os dias a 40ºC, com clima muito muito seco. A precipitação anual é de 20-80cm, e os topos das montanhas mais altas da Armênia ficam cobertos de neve o ano todo.

  • Topogafia

O terreno é montanhoso, e 90% das montanhas está a mais de 1000m acima do nível do mar, com média de 1800m. O ponto mais alto do país é o Monte Aragats (4095m) e o mais baixo é a margem do rio Debet (380m). O ponto mais alto da região é o símbolo histórico da Armênia, o Monte Ararat (5165m), que está no território da Turquia desde os anos 1920.

  • Comida e Água

Em Ierevan, pode-se tomar água da torneira e também das pequenas fontes (bebedouros) espalhadas pela cidade, chamadas Tsaytaghbyur. As tsaytaghbyur são pedras memoriais únicas, geralmente com 1m de altura, com água pura. Na cidade há muitos restaurantes, com culinária armênia e internacional (chinesa, árabe, georgiana, etc). Os restaurantes aqui são muito mais baratos do que a média das grandes cidades, inclusive quando comparados a Moscou.

  • Compras

O comércio em Ierevan é ótimo. Há 2 grandes shopping centers que abrigam marcas internacionais (Zara, GAP, TopShop, Pandora, Bershka, Parfois, Promod, Steve Madden, Mango, Levi’s, etc). No centro da cidade, as ruas Northern Ave, Mashtots, Abovyan e Tumanyan também são tomadas por lojas locais e internacionais (Burberry, Armani, Zegna, MaxMara, MontBlanc, L’Occitane, etc), bem como lojas multimarcas. Para artigos de casa, gosto principalmente da Matalan, da Basic Center, e da Good’s House. Além destas, muitas lojas vendem lembrancinhas e presentinhos típicos da Armênia, inclusive os famosos conhaques.

O lugar favorito dos turistas para comprar souvenirs é a Vernissage, a feira ao ar livre que fica aqui em frente da nossa casa, pertinho da Praça da República. Aos finais de semana, a Vernissage fica lotada de vendedores oferecendo tapetes feitos à mão, peças em madeira e pedra talhadas, cerâmicas, pinturas, entre outros. O que eu mais gosto na Vernissage, além dos estandes com objetos da época da União Soviética, são os bonequinhos narigudos, que fazem piada carinhosa com essa característica dos armênios. A Vernissage também funciona durante a semana, porém com menos expositores. No verão, há gente o dia inteiro; no inverno, o movimento é naturalmente menor.

  • Religião

Acho que já contei aqui que a religião predominante na Armênia é o Cristianismo, e que a Armênia foi o primeiro país do mundo a adotar o Cristianismo como religião do Estado em 301d.C. 94% da população segue a Igreja Apostólica Armênia.

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  • Khachkars: cruzes de pedra armênias

Se perguntarmos a qualquer armênio qual é o símbolo mais importante do país, a resposta certamente será Khachkars, as cruzes talhadas em pedra. Por todo o país, encontramos muitas delas, e em qualquer lugar onde houver um armênio, será possível achar este símbolo, que é, para eles, um monumento, uma obra de arte, a face da Armênia: os padrões e ornamentos tradicionais das Khachkars refletem a história e o tempo.

Berlim, que bom te conhecer!

Entre os muitos lugares que eu sonho conhecer, Berlim sempre esteve entre os primeiros. Sempre fui apaixonada pela história da Guerra Fria, e eu sempre achei que, quando fosse pra Berlim, ia sentir como se estivesse vivenciando este período tão significativo da história mundial. E Berlim não me decepcionou!

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Chegamos na cidade pelo aeroporto Schönefeld, e o acesso à parte central da cidade pode ser feito por meio dos trens expressos. Nós já compramos logo o passe do dia inteiro, que custa 7,70 euros por pessoa e é valido até as 03h da manhã do dia seguinte. É importante sempre validar o bilhete antes de começar a usá-lo!

O trem é eficiente, mas o processo de compra dos bilhetes lá no terminal do aeroporto estava muito confuso e demorado, porque nem todo mundo consegue mexer direitinho nas máquinas. Além disso, o embarque foi meio confuso, o trem ficou lotado, e eu e o marido tivemos que nos equilibrar em pé enquanto tentávamos manter as malas no lugar. Descemos na estação do Zoológico, e de lá fomos de taxi pro hotel porque achamos mais prático do que tentar entender o sistema de transporte público com fome e malas.

A fome estava mesmo tensa, e, somada ao cansaço de quem tinha acordado 05h da manhã, só nos permitiu mesmo comer no Burguer King mais próximo do hotel. Depois de matar a fome, voltamos pro hotel pra descansarmos um pouco e só saímos novamente para jantar. Foi aí que tomamos o S-Banh na estação Tiergarten rumo à Alexanderplatz. Lá, jantamos no Carambar onde pedimos a tradicional currywurst acompanhada de cerveja, é claro.

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No sábado, nós acordamos com disposição e logo cedo já saímos pra turistar! Depois de tomarmos café no Starbucks perto do Zoológico, tomamos o S-Bahn nesta estação em direção ao Palácio do Reichstag, de onde seguimos a pé para o Portão de Brandemburgo. Em seguida, passamos pelo Memorial do Holocausto, indo na direção da Potsdamer Platz, onde nos deparamos com os primeiros resquícios do Muro de Berlim.

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Seguimos andando até o Checkpoint Charlie e, no meio do caminho, também vimos mais resquícios do Muro. Isso foi certamente uma das coisas que eu mais gostei em Berlim: andar pela cidade e ver, literalmente, os pedaços da história. No Checkpoint Charlie, adorei a lojinha do Museu, enquanto me decepcionei com várias coisas, como a descaracterização total por conta dos enormes símbolos do McDonald’s e do KFC, os artistas de rua monopolizando a cabine do checkpoint, etc. Nada contra quem tá ganhando o seu dinheirinho tirando fotos com turistas, mas monopolizar a cabine não é legal: eu, por exemplo, queria uma foto ali sem os artistas, e simplesmente não consegui. E também nada contra o McDonald’s e o KFC, até porque eu adoro, mas eu confesso que queria uma imersão ainda maior na Guerra Fria.

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De lá, uma boa caminhada até a East Side Gallery, para enfim vermos uma considerável extensão do Muro ainda de pé. Lá, nós nos encontramos com os amigos Ana, Ricardo, Milena e Rodrigo e, antes de analisar e observar tudo com calma, comemos no East Side Blick, um pequeno bistrô que matou a fome adequadamente.

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Dizer que eu fiquei emocionada na East Side Gallery não chega nem perto do que eu senti. Ali, na minha frente, estava a personificação da Cortina de Ferro, o grande símbolo da Guerra Fria sobre o qual eu li – e escrevi! – tantas vezes. A decepção foi a grade em alguns trechos do muro, embora eu entenda a necessidade para poder conservar as pinturas. Eu idealizava tanto minha viagem pra Berlim que é inevitável ficar um pouquinho ~reclamativa~ sobre essas decepções, ainda que, no geral, não tenham estragado a experiência.

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Continuamos andando em direção à Ilha dos Museus e observamos a arquitetura impressionante de uma cidade que, segundo informações colhidas, está em constante mudança. No meio do caminho, ainda nos deparamos com um pedaço do muro original, que cercou Berlim muito antes da Alemanha ser o que hoje conhecemos como Alemanha. Em seguida fizemos uma pausa para café com sorvete no Spreeblick, que tem um ambiente bem agradável. Mais tarde, fomos para o Biergarten do Tiergarten (o Cafe am Neuen See). O ambiente é muito bacana, e ficar bebendo e comendo iguarias alemãs com os amigos na beira do laguinho só não foi mais memorável porque um milhão de formigas e mosquitos resolveram me atacar e eu fiquei toda mordida e empolada.

Pra que este post não fique ainda mais longo, contarei sobre nossos passeios de domingo e segunda feira (11 e 12 de junho) no próximo post!

 

*este post foi escrito ao som do álbum The Wall do Pink Floyd, que foi a trilha sonora da nossa visita a essa cidade.

Milão a pé em 3 dias

Ciao, ragazze! Estamos em Praga, mas já tem tanto tempo que não escrevo aqui que tenho que “voltar” pra Itália pra contar pra vocês sobre os nossos dias em Milão! Nossas férias tem sido muito agitadas e só agora consegui parar pra escrever com calma – e se não é pra escrever com calma, é melhor nem escrever, né?!

Fomos de Nice pra Milão de trem no dia 05/junho e descemos na estação central (Milano Centrale), que ficava bem próxima do nosso hotel e o taxi custou menos de 7 euros. Como nós chegamos no hotel próximo das 18h, simplesmente deixamos as malas no quarto e saímos em busca de alimento. Fomos surpreendidos por uma chuva forte, então decidimos ficar ali por perto mesmo, caminhando até o Platina, onde provei a deliciosa combinação de salmão, tomate, manjericão e gengibre. Jamais pensei que ia amar tanto o gengibre no macarrão!!

Na terça, depois de deixarmos nossas roupas na lavanderia, passeamos pelo parque Giardini Publico Indo Montanelli, também conhecido como Giardini Pubblici di Porta Venezia. Este parque foi o primeiro parque público de Milano e fica na Corso Venezia, e abriga um Museu e o Planetário.

De lá, seguimos em direção ao Castello Sforzesco, numa caminhada de aproximadamente 25min. O Castello Sforzesco foi construído no século XV pelo Duque de Milão Francesco Sforza, e chegou a ser uma das maiores citadelas da Europa nos séculos XVI e XVII. Hoje, o Castello Sforzesco abriga 9 museus.

Aproveitamos pra passear no Parco Sempione, que é adjacente aos jardins do Castello, e também ver o Arco della Pace, que data do século XIX, embora sua construção tenha começado no século XV como parte da muralha romana que cercava a cidade.

Voltamos caminhando calmamente em direção à lavanderia, pois já era hora de buscar nossas roupas, e, depois de deixá-las no hotel, almoçamos no ótimo japonês Igiban, que oferece rodízio (ou, como eles chamam, all you can eat) por 12,80 euros por pessoa. A gente gostou tanto da comida e do ambiente que voltamos nos outros dias pra almoçar por lá também, já que estava calor demais durante o dia pra comer massa.

Depois de comermos bastante, fomos caminhando para a Duomo di Milano – outra caminhadinha de mais ou menos 25min. Foi só a gente chegar lá na piazza que começou a cair uma chuva fortíssima! A fila para entrar na Duomo era enorme, e confesso que nós não tivemos disposição de encarar. A catedral é imensa e, ao vivo, é absolutamente impressionante mesmo! Quando voltarmos a Milão, certamente vamos nos programar pra fazer a visita à gigantesca catedral, cuja construção começou em 1386 e só terminou em 1813. Nos refugiamos da chuva na Galleria Vittorio Emanuele II, já aproveitando para admirar os belíssimos mosaicos que decoram o lugar, e também demos uma passadinha na boa livraria que fica lá dentro. No centro da galeria, há 4 mosaicos que retratam os brasões de armas de Turin, Florença, Roma e Milão, e a tradição diz que terá boa sorte a pessoa que girar três vezes com o calcanhar sobre os testículos do touro que está no brasão de armas de Turim. Eu não quis fazer isso porque já sabia que esta prática danifica o mosaico, e achei meio absurdo. Mas é a tradição, né?!

Atravessando a galeria, passamos pelo Palazzo Marino e chegamos ao Teatro alla Scalla. A esta altura, já tinha parado de chover de novo. O Teatro alla Scalla foi inaugurado em 1778, e é considerado um dos principais palcos da ópera e do ballet no mundo. De lá, voltamos caminhando pro hotel, passando pelo Quadrilatero della Moda, um passeio que nos tomou mais 30min.

Optamos por voltar pro hotel pra descansar antes de sairmos pra jantar, e o restaurante escolhido para este dia foi o L’antro della Sibilla. Lá, comi o Risotto del Dio Apollo, que é um dos pratos mais interessantes que já provei na vida, misturando vinho tinto, salame, provolone e pimenta branca. Uma delícia!!

Acordamos na quarta feira ainda cansados e com vontade de dormir o dia todo, mas Milão nos esperava! Então reunimos todas as nossas forças e fomos caminhar, porque acreditamos que é caminhando que se conhece verdadeiramente um lugar!

Fomos direto para a Igreja Santa Maria Delle Grazie, na esperança de conseguirmos ingresso para ver A Última Ceia de Leonardo Da Vinci. Quanta inocência! Após uma caminhada de cerca de 45min, demos com a cara na porta. Aparentemente, os ingressos para o museu se esgotam com alguma antecedência, e podem ser reservados neste site. É outra visita que vai ficar pra nossa próxima ida a Milão (tô firme na ideia de que voltaremos!)!

Como essa visita foi frustrada, nós aproveitamos pra passear um pouco mais pelo centro histórico de Milão, admirando as belas igrejas de tijolinhos que encontramos pelo caminho até chegarmos na Basilica San Lorenzo Maggiore, que é a igreja mais antiga de Milão, tendo sido construída entre os séculos IV e V. De uma igreja a outra, levamos cerca de 20min.

Já era hora de almoçar e, como já contei, nós voltamos ao Igiban, o que rendeu uma caminhada intensa de quase 45min. Fazia um calor surreal em Milão, e o marido resolveu ficar descansando no hotel depois do almoço enquanto eu me aventurava pelo Quadrilatero della Moda pra fazer umas comprinhas. Do hotel até o Quadrilatero, a caminhada durava mais ou menos 20min, mas sob o sol forte eu confesso que parecia mais!

De noite, jantamos no Limone, e fomos e voltamos a pé, é claro, num passeio de 12min pra cada trecho. Neste jantar, pedimos prosciutto parma de entrada, pizza como prato principal, e provamos as sobremesas mil folhas e bolo de chocolate recheado. As sobremesas decepcionaram um pouco, mas a entrada, a pizza e o vinho estavam muito bons.

Nosso terceiro e último dia em Milão também foi muito muito muito quente. Fomos de manhã até a Piazza degli Affari, onde chegamos após caminhada de quase 35min. É lá que está a escultura “L.O.V.E.” do artista Maurizio Cattelan, no meio do centro financeiro de Milão. Achei hilário!

Depois do almoço (sim, também no Igiban!), tentamos ir ao cinema, mas não deu muito certo porque os filmes estavam todos dublados em italiano e só uma metade do casal estudou italiano. Isto posto, fomos em busca de um bom sorvete, e o eleito foi o Gelato Giusto. O cone mais simples era de 2 bolas, e eu escolhi amêndoas e amendoim. Deus do céu, que delícia!

Mais tarde, fomos jantar no Eataly, que ficava a 20min caminhando do nosso hotel. Eu tinha muita curiosidade de ir no Eataly e fui incapaz de convencer o marido a ir comigo no de SP, mas em Milão nós concordamos que seria um passeio bacana, e realmente foi!

Como iríamos bem cedinho pro aeroporto no dia seguinte, este último dia em Milão precisou ser menos acelerado e com um pouquinho do tempo dedicado pra ajeitar as coisas nas malas antes de partirmos pro nosso próximo destino: Berlim!

É claro que seria mentira dizer que conhecemos a cidade inteira em 3 dias, mas certamente conhecemos muito mais da cidade porque fizemos todos os nossos trajetos a pé!

Passeando em Cannes

Domingo nós aproveitamos mais um dia de sol na Côte d’Azur para conhecer Cannes! 


Pegamos o trem 13h na estação de Nice e chegamos em Cannes 47min depois – mas estes 47min passam rapidinho porque o caminho é todo por praias belíssimas, e a gente fica tão encantado que nem vê o tempo passar! O bilhete de trem (ida e volta) custou 15€ por pessoa. 


Chegando em Cannes, fomos direto ver o Palácio do Festival e a calçada da fama deles. As estruturas do festival ainda estão sendo desmontadas, e foi inevitável não sentir um pouquinho de vontade de ter ido pra lá durante o festival! 


Em seguida, andamos um pouquinho pela orla, até irmos para a cidade velha, onde escolhemos almoçar pizzas!


Depois do almoço, andamos mais um pouquinho pela cidade velha, caminhamos até o porto, tomamos sorvete à beira mar, e aproveitamos o belo dia de sol. 

Como estávamos exaustos do passeio por Montecarlo, não nos forçamos muito e já voltamos pra Nice pouco antes das 18h. Foi um passeio rapidinho, porém deu pra ver in loco o charme vintage da cidade que recebe o grande festival de cinema! 

Нораванк (Noravank)

Ontem fizemos uma day trip com nossas visitas Helen, Rodrigo e Thomás até o Mosteiro de Noravank, que data do século XIII e fica a cerca de 130km de Ierevan.

Noravank foi fundada em 1205 pelo Bispo Hovhannes, e o complexo inclui a igreja de São João Batista (Surb Karapet), a Capela de São Gregório, e a Igreja da Santa Mãe de Deus.

O ponto alto da visita foi rezar junto com um padre da Igreja Apostólica, e receber a bênção! Nada melhor do que receber a bênção em um lugar de peregrinação num domingo.  

O lugar é belíssimo, no vale de Amaghu, cercado de montanhas, e o céu se abriu quando chegamos lá, deixando tudo mais bonito. A Igreja da Santa Mãe de Deus (Surb Astvatsatsin) só tem acesso por meio de uma escadinha bem duvidosa, e eu não me arrisquei a subir, já que meu pé doente me impõe certas limitações.

A viagem até lá é beeeeeeeem complicada, porque as pistas não são muito boas, e há uma serra no caminho, resultando em quase 3h de viagem pra cada trecho. Embora o Mosteiro seja belíssimo, e um lugar de peregrinação, eu não faço a menor questão de voltar lá por conta desse percurso de viagem péssimo.

O percurso de ida e volta em táxi que comporta até 6 passageiros e nos esperou durante o passeio custou 40mil AMD (cerca de 80 dólares). Nós almoçamos numa caverna na subida para o Mosteiro, e oferecemos o almoço para o taxista: a refeição para 6 pessoas custou 27mil AMD (cerca de 54 dólares) e comemos muito peixe, lavash, picles e batatas, acompanhados de água com e sem gás e 2 garrafas de vinho caseiro.

Um final de semana em Moscou

Foi rápido, foi. Mas foi a realização de um sonho antigo!

Neste último final de semana, tomamos o avião rumo à Moscou para encontrar nossos amigos e finalmente conhecer a capital da Rússia.

Seria pretensioso demais dizer que conhecemos a cidade inteira em um final de semana, porém conseguimos fazer bastante coisa e voltamos pra casa cheios de fotos e histórias.

Chegamos em Moscou quase às 22h, já que nosso voo atrasou. Passamos na casa dos nossos amigos Helen e Bruno pra deixar nossas coisas, e fomos, junto com nosso outro amigo Thomaz que também estava por lá, para o restaurante 24h Dr Jivago (Dr. Живаго), que fica praticamente em frente à Praça Vermelha. Nosso late dinner foi glorioso, e com vista pro Kremlin!

Ao acabarmos o jantar, atravessamos a rua rumo à Praça Vermelha. Infelizmente, o acesso estava fechado, por conta da preparação para as comemorações do Dia da Vitória, mas já deu pra ver a Catedral e a torre do relógio, e chegar bem perto do Kremlin. Jamais esquecerei que vi a Praça Vermelha pela primeira vez beirando as 3 da manhã!

No sábado, saímos para tomar brunch no Uilliam’s, um restaurante moderninho, aconchegante e com comida deliciosa. Depois do brunch, fomos para a livraria Дом книги (Casa dos Livros) e eu me senti no paraíso, porque é uma livraria e papelaria enorme! Poderia ter ficado o dia inteiro lá. img_2887-2

De lá, seguimos para o Музеон парк искусств (Museu/Parque de Artes), que nada mais é do que um grande museu de estátuas e esculturas soviéticas a céu aberto! Infelizmente estava chovendo, mas nem isso atrapalhou nosso glorioso passeio. Coladinho no Музеон, está a Третьяковская галерея (Galeria Tretyakov), onde pudemos conferir a exposição Оттепель (Degelo). Esta interessantíssima exposição está aberta ao público até o dia 11/06 e, se alguém que lê este blog estiver com viagem marcada para Moscou até esta data, recomendo fortemente agendar uma visita, uma vez que é uma grande exposição cultural dedicada a um dos períodos da história nacional russa, rotulado pelos acadêmicos como “Degelo”, e a exposição mostra não só as conquistas do período mas também os desafios e conflitos da época.

O domingo amanheceu meio estranho, e enquanto tomávamos café da manhã no Хлеб Насущный (“O Pão de Cada Dia”), choveu, nevou, aí choveu de novo, nevou de novo. Tomamos o metrô na gloriosa estação Mayakovskaya (Маяковская), admirando os belos mosaicos, rumo à outra gloriosa estação, a Tverskaya (Тверская), próxima ao Teatro Bolshoi (Большой театр), o que nos deu a oportunidade de ver o exterior do lendário teatro. Depois, fomos ao mirante da incrível Центральный Детский Магазин на Лубянке (Loja central para crianças na Lubianka), que tem uma vista absolutamente encantadora da cidade! Eu poderia ter ficado o dia inteiro por lá, encantada com a loja de Lego e tantas outras coisas que eu adoro do universo infantil (criança interior livre sempre!), tipo uma vitrine lindíssima d’A Bela e a Fera.

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Ali pertinho, uma grande estátua de Karl Marx nos esperava, e foi aí que o tempo começou a abrir.

Ao chegarmos na Praça Vermelha (Красная площадь), o céu estava azul, muito azul, com poucas nuvens, só pra deixar tudo ainda mais lindo. E que emoção indescritível andar por ela, beirando o Kremlin (Московский Кремль), observando a montagem dos preparativos para o Dia da Vitória, e vendo cada detalhe se revelar na nossa frente. Pra mim, o mais emocionante mesmo foi ver tão de perto a Catedral de São Basílio (Собор Василия Блаженногo), que é, sem sombra de dúvidas, uma das construções mais bonitas que já vi na minha vida. Almoçamos na ГУМ (GUM), bem ali mesmo, na Столовая 57, definido pelos nossos amigos como “o bandejão deles”. Mas eta bandejão chique, que tinha até salmão com caviar!

Eu confesso que não queria sair da Praça Vermelha, queria só sentar ali e ficar esperando o dia acabar, a vida passar, morar ali pra sempre junto do Lênin hihihi mas seguimos nosso passeio (ainda bem!) e paramos pra tomar um lanchinho na шоколадница, e eu provei um dos melhores chás de limão + gengibre + mel de todos os tempos. Continuamos caminhando e, mais tarde, jantamos no Burguer Heroes/Bad Bro Bar, que tem um ambiente bacana, boa cerveja e hambúrguer decente.

Na segunda feira, tomamos o trem para o aeroporto Sheremetyevo, o que é coisa muito fácil de se fazer: o bilhete pode ser comprado online (com desconto!) e descemos já praticamente dentro do aeroporto, depois de viagem confortável de 35min no Aeroexpress.

Foi uma visita muito muito rápida, e ainda temos muito mais Moscou e Rússia pra conhecer, mas já foi o suficiente pra transformar o amor platônico de muitos anos em amor eterno e verdadeiro!

Yerevan Brandy Factory & Ararat Museum

O conhaque armênio é produzido desde 1887 a partir de uvas brancas de 5 variedades diferentes, e o cheiro delicioso já invade nossos sentidos no momento em que entramos na Fábrica do Ararat, um prédio monumental à beira do rio Hrazdan.

IMG_2579Para realizar a visita, é preciso agendar com antecedência, e são 2 opções de preços: 4500 AMDs (com degustação de 2 tipos de conhaque Ararat) ou 9000 AMDs (com degustação de 3 tipos de conhaque Ararat). É possível fazer os tours com explicações em arêmio, russo, inglês, francês, alemão e espanhol.

IMG_2530Além de todos os tipos de conhaque já produzidos pela fábrica, podemos ver no museu diversos barris autografados por dignatários que já fizeram a visita, bem como o “Peace Barrel” (ou “barril da paz”), que será aberto quando a Armênia e o Azerbaijão chegarem a um acordo de paz sobre Nagorno-Karabakh.

IMG_2532A sala do Peace Barrel é uma das partes mais interessantes do museu, onde podemos deixar nossas assinaturas e mensagens de paz.

IMG_2537Também podemos apreciar os dois primeiros barris onde foram fabricados os famosos conhaques armênios, com algumas relíquias que datam desde a abertura da fábrica.

IMG_2557Nessa parte do passeio, ouvimos a anedota que conta a principal jogada de marketing da fábrica no começo da produção: contratavam-se atores para ir aos principais restaurantes europeus pedir o conhaque Ararat. Quando os garçons respondiam que não tinham Ararat, os homens pediam desculpas às suas companheiras por as terem levado a um lugar tão ruim que não tinha Ararat! Com isso, o conhaque começou a se tornar famoso por toda a Europa, uma vez que os bares e restaurantes passaram a estocar algumas garrafas no caso de algum cliente pedir.

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Ao final do passeio pelo museu, vamos para a sala da degustação, aprender como se toma conhaque da maneira certa e como podemos reconhecer as diferenças de envelhecimento. Aprendi, por exemplo, que dá-se o nome de “lágrimas” àquela parte do conhaque que fica no copo depois de bebido, e que corresponde a um teste de qualidade: quanto mais tempo as lágrimas ficam no copo, maior a qualidade. Também aprendi que o conhaque deve ser tomado com a mão esquerda, para que ele fique mais perto do coração. Além disso, aprendi a distinguir as cores do conhaque e sentir seus diferentes aromas!

Eu, que provei o conhaque Ararat pela primeira vez em 2013, quando nem imaginava que ia acabar vindo morar na Armênia e ainda ia conhecer a fábrica, tô quase uma connoisseur de conhaque depois dessa visita!

Khor Virap

No último domingo, tomamos um táxi rumo a Khor Virap (Монастырь Хор Вирап), o Monastério que é uma das principais atrações turísticas da Armênia. “Khor Virap” significa “masmorra profunda”, e fica muito muito próximo do monte Ararat.

20170402_143724img_2261.jpgFoi em Khor Virap que Grigor Luisavorich, ou São Gregório o Iluminador, ficou preso por 13 anos, antes de curar o Rei Tirídates III de uma doença. Isso causou a conversão do rei ao cristianismo, e tornou a Armênia, no ano de 301, o primeiro país oficialmente cristão.

IMG_2272IMG_2285IMG_2290É possível visitar a câmara subterrânea onde São Gregório ficou preso, localizada na capela de São Gevorg, que fica separada da igreja principal.

IMG_229320170402_14530120170402_150230A escada que dá acesso à câmara é um tanto quanto assustadora, e só o marido teve coragem e força pra descer! Esta câmara subterrânea tem um tamanho impressionante, e, por conta das velas e falta de circulação de ar, é um ambiente muito abafado.

20170402_144640A grande Igreja de São Astvatsatsin em Khor Virap foi construída no século XVII, e as mulheres que visitam a Igreja devem cobrir a cabeça. A colina de Khor Virap e suas adjacências correspondem ao local da importante primeira capital da Armênia – a antiga Artashat ou Artaxiasata, construída pelo Rei Artashes I, fundador da dinastia Artashesid, por volta de 180 A.C.

IMG_2317O dia estava um tanto quanto nublado, mas mesmo assim foi um passeio muito agradável!!20170402_143910Khor Virap fica a cerca de 1h de carro do centro de Erevã, e ida e volta num táxi do tipo conforto, já contabilizando o tempo de espera do motorista, nos custaram 15000 AMDs (cerca de US$30,00).