O Museu dos Instrumentos Musicais em Bruxelas

Conhecido como “MIM”, o Museu dos Instrumentos Musicais em Bruxelas (Musical Instruments Museum) reúne uma impressionante coleção dos mais variados instrumentos musicais de diferentes épocas e lugares do mundo.

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Criado em 01 de Fevereiro de 1877, o MIM era ligado ao Conservatório Real de Música de Bruxelas. Desde 11 de janeiro de 1992, o MIM faz parte dos Museus Reais de Arte e História, tendo sido reconhecido, por decreto real, o caráter científico das atividades do museu.

O Museu dispõe de 4 galerias, e cada uma delas ocupa um dos seus andares. A primeira galeria, “Musicus mechanicus”, corresponde a coleção de instrumentos mecânicos, elétricos e eletrônicos. O principal objeto desta exposição é o componium do século XIX, um grande instrumento musical que imita o som de uma orquestra inteira e automaticamente compõe diferentes músicas.

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A segunda galeria é a sala dedicada aos instrumentos musicais tradicionais, começando pela Bélgica, passando por uma série de tradições culturais europeias e chegando as diferentes manifestações culturais pelo mundo todo. Nesta galeria, podemos ver de perto gaitas de fole da Escócia e também de outros lugares do mundo, além de instrumentos musicais feitos por monges do Tibet com ossos, e também tambores africanos dos mais variados.

A terceira galeria conta com uma exibição temática, cronologicamente organizada da música clássica ocidental, explorando desde os anos medievais, passando pela renascença e chegando ao século XIX.

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A quarta e útlima galeria é uma sala inteiramente dedicada a contar a história dos pianos e teclados no mundo ocidental, com peças bastante impressionantes.

Particularmente, eu achei o MIM bastante interessante. Acho que é o tipo de museu que encanta principalmente quem tem algum tipo de conexão com a música, seja profissional ou afetiva (que é o meu caso). De todo modo, acho que vale a visita.

O ingresso para adulto custa €10, e a entrada é gratuita para crianças e adolescentes até os 18 anos de idade.

A ópera e a tradição musical armênia

A ópera é um gênero musical único, combinando música, poesia, e diversas artes cênicas (habilidades teatrais, pinturas etc). Ao reunir os trabalhos dramáticos e musicais, a ópera foi pautada na síntese da palavra, das representações teatrais e da música. No começo da sua história, o balé também teve importância fundamental nas performances musicais deste gênero. “Eurídice”, a primeira ópera preservada, foi escrita em 1600 pelo compositor italiano Jacopo Peri e estreou em Florença em 06 de outubro daquele ano, no Palazzo Pitti, tendo sido criada em homenagem ao matrimônio entre Henrique IV da França e Maria de Médici.

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A ópera tem um papel importante na história da música clássica armênia. A música armênia tem intrínseca relação com a arte do canto, com seus primeiros registros datando da Idade Média, quando o sistema nacional de gravações foi criado. Os trabalhos eram pautados em khazes. Um khaz é um tipo de neuma (elemento básico do sistema de notação musical, antes da invenção da notação de pautas de cinco linhas), que é um signo especial e usado desde o século VII. A notação musical surgiu, primeiro, com a função de auxiliar quem cantava a recordar-se, e somente muito tempo depois tornou-se algo preciso. O khaz e a música armênia se unem no sistema escrito com a tradição oral. A nova notação armênia surgiu no começo do século XIX e, ao mesmo tempo, exemplos da música folclórica e sagrada começavam a ser gravados.

A música da Armênia tem suas origens nas montanhas, onde as pessoas tradicionalmente entoavam músicas folclóricas. A música folclórica armênia, bem como a música gospel tradicional armênia, não se baseia no sistema europeu tonal, mas no sistema de Tetracordes, em que a última nota de uma tetracorde também serve como a primeira nota da próxima tetracorde. Hoje em dia, o termo tetracorde é usado para qualquer segmento de escala ou série tonal de quatro notas. Por conta desse tipo de segmento de escala ou série tonal, muitas músicas folclóricas armênias são construídas em cima de uma escala teoricamente infinita.

A Armênia tem uma longa tradição musical, primeiramente estudada, coletada e desenvolvida por Komitas, um proeminente padre e musicista (compositor, regente de coral e cantor), no final do século XIX e início do século XX. Komitas nasceu em 26 de setembro de 1869 e morreu em 22 de outubro de 1935, depois de ser uma das vítimas do genocídio armênio, sendo considerado um dos seus principais mártires. Por conta da sua dedicação aos estudos musicais, Komitas é considerado o fundador da Escola Nacional Armênia de Música, e é reconhecido como um dos pioneiros da etnomusicologia.

A música armênia clássica, os gêneros de coral e músicas solo começaram a se desenvolver a partir da segunda metade do século XIX. A criação da primeira ópera armênia, “Arshak II“, em 1868, por Tigran Chukhadzhyan, tem considerável importância histórica, e um cartão-postal comemorativo foi impresso e veiculado em Yerevan em 19 de julho de 2018. A ópera “Anush”, de 1912, escrita por Armen Tigranyan, inaugura uma nova tendência estilística no teatro musical armênio. Por sua vez, a ópera “Almast”, de 1923, escrita por Alexander Spendiarov, foi apresentada pela primeira vez no Teatro Bolshoi de Moscou em 1930. Os balés armênios “Gayane”, de 1942, e “Spartacus”, de 1956, compostos por Aram Khachaturian, ocupam um lugar especial nos clássicos mundiais. Aram Khachaturian é homenageado em Yerevan ao emprestar seu nome ao principal salão de concertos da capital da Armênia.

Na sua tradição musical, a Armênia tem até mesmo seu instrumento genuíno: o duduk, que aos olhos dos desavisados parece uma flauta, mas produz um som diferente e muito potente (principalmente se considerarmos seu tamanho pequeno) por conta da sua construção de único cilindro. O duduk pode ser encontrado, com variações, em outras regiões do Cáucaso e também no Oriente Médio. Este instrumento é comumente tocado em duplas: enquanto um músico toca as melodias, o outro instrumentista toca o dum, um zumbido constante, e os dois duduks juntos criam um som mais rico. A UNESCO proclamou o duduk armênio e sua música como Obra Prima do Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2005, tornando o título oficial no ano de 2008. O duduk já foi utilizado, inclusive, na trilha sonora de filmes, entre eles o filme de grande sucesso “Gladiador” (dirigido por Ridley Scott e com Russell Crowe no papel principal).

Em 20 de janeiro de 1933, a cortina da Yerevan Opera House se ergueu pela primeira vez. Idealizada por Alexander Tamanyan, o Teatro de Ópera e Balé é uma obra-prima arquitetônica, que recebeu diversos prêmios pelo mundo, inclusive o prêmio principal da exibição internacional de Paris em 1937. Ao longo de muitas décadas de história, a Ópera de Yerevan recebeu e continua recebendo estrelas internacionais da ópera, companhias de balé de prestígio e músicos reconhecidos no mundo inteiro, que se apresentam orgulhosamente no palco do principal teatro armênio. A música armênia foi apresentada internacionalmente principalmente pelos compositores Aram Khachaturian, Alexander Arutiunian, Arno Babadjanian, Karen Kavaleryan. Além destes artistas clássicos, músicos populares divulgam a tradição da música armênia, entre eles Djivan Gasparian (que faz sucesso pelo mundo apresentando-se com o duduk), a instrumentista e compositora Ara Gevorgyan, os cantores Sirusho e Eva Rivas, entre outros.

*texto de minha autoria originalmente publicado no site Brasileiras pelo Mundo

O significado da morte de Charles Aznavour para os armênios

Charles Aznavour, batizado Shahnour Vaghinag Aznavourian, nasceu em 22 de maio de 1924. Aznavour era um cantor, compositor, ator, ativista e diplomata franco-armênio. Conhecido pela sua voz única de tenor, sua carreira de mais de 70 anos rendeu mais de 1200 canções, interpretadas em oito línguas.

Para ele mesmo e para outros cantores, ele escreveu ou foi coautor de mais de mil canções, e Aznavour foi um dos cantores franceses mais populares e de carreira mais longeva. Em 1998, o cantor e compositor foi nomeado “Entertainer of the Century” pela CNN e pelo público da Time Online. Em 24 de agosto de 2017, Aznavour recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Seu último concerto foi no dia 17 de setembro de 2018, na cidade de Tóquio. No dia 01 de outubro de 2018, foi anunciado que ele faleceu em sua casa, na vila de Mouriès no sul da França.

Sem dúvidas, Charles Aznavour foi o armênio mais famoso desta era, e a morte de Charles Aznavour tem um peso enorme para os armênios. Aznavour cantou para presidentes, para papas e para a realeza, do mesmo modo que cantou em eventos humanitários. Em resposta ao terremoto de 1988 na Armênia, ele fundou a organização de caridade “Aznavour pour l’Arménie” junto de Levon Sayan, empresário armênio e seu amigo de longa data.

Aznavour esteve sempre ativamente envolvido na política francesa, na política armênia e na política internacional. Em novembro de 2000, ele assumiu o cargo de Ministro da Cultura da França. Em 12 de fevereiro de 2009, ele foi indicado Embaixador da Armênia para a Suíça, bem como delegado permanente da Armênia junto à Organização das Nações Unidas em Genebra, acumulando a função com aquela que já desempenhava como “ambassator-at-large” da França junto à Armênia.

Desde o terremoto de 1988 (conhecido como terremoto Spitak), Aznavour ajudou a Armênia por meio da sua organização. Com seu cunhado Georgers Garvarentz, escreveu a canção “Pour toi Arménie”, que foi gravada por um grupo de famosos artistas franceses e ficou no topo das paradas musicais por 18 semanas.

No centro de Yerevan, há uma praça que leva o seu nome na rua Abovyan, e uma estátua em sua homenagem foi erguida em Gyumri (a 2ª maior cidade da Armênia), que teve o maior número de mortes quando do terremoto. Em 2011, o Museu Charles Aznavour foi inaugurado em Yerevan, ocupando um lugar nobre na cidade, no topo do Cascade.

Em 1995, Charles Aznavour foi indicado como Embaixador e Delegado Permanente da Armênia junto à UNESCO. Aznavour era membro do Armenia Fund International Board of Trustees, e a organização rendeu mais de US$150 milhões em ajuda humanitária e assistência para desenvolvimento de infraestrutura para a Armênia desde 1992. Em 2004, Charles Aznavour recebeu o título de Herói Nacional da Armênia, que é a maior honraria armênia. Em 26 de dezembro de 2008, o então Presidente da Armênia Serzh Sargsyan assinou um decreto presidencial que dava a Aznavour cidadania armênia, reconhecendo a proeminência de Aznavour como cantor e figura pública, e que ele era um herói para o povo armênio.

Em abril de 2016, Aznavour visitou a Armênia para participar da cerimônia Aurora Prize Award. Em 24 de abril, dia em que é celebrada a memória do genocídio, Charles Aznavour depositou flores no Memorial do Genocídio, ao lado de Serzh Sargsyan, do Católico de Todos os Armênios Sua Santidade Garegin II, e do ator George Clooney. Charles Aznavour escreveu uma música sobre o genocídio armênio, chamada “Ils sont tombés”.

O Presidente francês Emmanuel Macron, ao expressar suas condolências, reconheceu a conexão de Aznavour com suas raízes armênias. Por sua vez, o Ministro das Relações Exteriores da Armênia, Zohrab Mnatsakanyan, também expressou suas condolências sobre a morte de Charles Aznavour, dizendo que ele era um dos grandes tesouros do mundo, uma lenda, filho dos povos armênio e francês. Mnatsakanyan ainda disse que Charles Aznavour emocionava os corações de muitas gerações em todos os cantos do mundo.

O Primeiro Ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, lamentou a morte de Charles Aznavour, destacando que é difícil acreditar que um homem que moldou um século e a história ao servir o seu povo, e que dizia que era 100% francês e 100% armênio, não está mais entre nós. O Primeiro Ministro Pashinyan disse que o dia 01 de outubro era um dia verdadeiramente doloroso para o povo armênio e para o país.

Pashinyan destacou que a morte de Aznavour era uma perda universal, já que ele foi um homem que criou valores universais e acompanhou a humanidade rumo ao amor e à solidariedade. Aznavour era a personificação das relações entre a França e a Armênia, estreitando os laços entre os dois países.

Aro Babloyan, em nome da Assembleia Nacional da Armênia, destacou que a Armênia e todos os armênios se despediam do maior armênio que já existiu e que permanecerá na memória de muitas gerações não apenas por causa das suas canções, mas também pelas suas atividades públicas e humanitárias. Babloyan disse que toda a Armênia está de luto junto aos familiares e amigos de Charles Aznavour. E isso foi personificado em uma vigília iluminada por velas em memória ao herói nacional da Armênia que aconteceu na Praça Aznavour em Yerevan, reunindo a população armênia que quis homenagear esta figura tão importante para o país.

Renée Fleming em Ierevan

No último sábado, 7 de outubro, tivemos a oportunidade de ver Renée Fleming cantando ao vivo na Ópera de Ierevan, acompanhada pela orquestra regida pelo maestro Constantine Orbelian, que é o Diretor Geral e Artístico do Teatro Nacional de Ópera e Ballet da Armênia.

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Renée Fleming é uma das principais cantoras do mundo, que encanta as platéias com sua voz suntuosa, seu dom artístico e sua presença de palco contagiante. A cantora soprano, conhecida como “a diva do povo”, ganhou o Grammy Award for Best Classical Vocal Solo em 2013. Em 2014, Renée foi a primeira artista clássica a cantar o hino dos Estados Unidos da América no Super Bowl. Em 2016, Renée foi indicada como Conselheira Artística Geral para o John F. Kennedy Center for the Performing Arts, e faz parte do Quadro de Curadores da Carnegie Hall Corporation, entre outros.

O repertório da apresentação de Renée em Ierevan contemplou obras de Joseph Canteloube, Jules Massenet, Giuseppe Verdi, Arrigo Boito, Francesco Cila, Ruggero Leoncavallo, Sergei Rachmaninoff e Antoninos Leopold Dvorák. Mas Renée também mostrou seu lado pop ao interpretar I Could Have Danced All Night, imortalizada na voz de Julie Andrews em My Fair Lady, e emocionou a todos ao cantar a Ave Maria de Franz Schubert acompanhada da orquestra e do coral. Ambas músicas não estavam previstas no programa do concerto!

Renée mostrou-se emocionada e muito empolgada com a apresentação, e não parecia querer sair do palco de Ierevan! Quem me segue no instagram teve a oportunidade de acompanhar alguns trechinhos do concerto ao vivo. Foi uma noite memorável e me senti muito feliz e privilegiada por ter podido assistir a uma apresentação tão maravilhosa!

O dia em que Anitta tocou na Armênia

Estava eu hoje de manhã no shopping quando começou a tocar PARADINHA, música sucesso da cantora brasileira Anitta. Enquanto eu escrevia o Tweet printado abaixo, já começou a tocar logo SUA CARA, outro sucesso de Anitta, em parceria com Pabllo Vittar e Major Lazer.

Aí eis que a própria me retuíta minutos depois:

Juro que, enquanto ouvia estas músicas tocando no shopping, não só fiquei cheia de orgulho mas também me deu uma vontade imensa de sair cantando e dançando pelos corredores.

Claro que o objetivo é mesmo fazer sucesso internacional, mas daí ouvir estas músicas tocarem em lugar público aqui na Arménia foi incrível e surpreendente! You go girl!

Até hoje, a maior referência de Brasil que os armênios com quem eu conversei disseram ter eram os jogadores de futebol (de Pelé a Neymar, passando por Garrincha e Nilton Santos) e as novelas (principalmente O Clone).

Não podemos esquecer que aqui é Eurásia. Estamos longe pra caramba do Brasil! Além disso, a Arménia é um país consideravelmente conservador.

Se o sucesso SUA CARA já representa uma quebra de paradigmas no Brasil e em países ocidentais, imagina nestes lados de cá.

Anitta e Pabllo, continuem por favor quebrando tudo mundo afora. Dá um orgulho danado ver artistas brasileiros bombando assim!

dose dupla de Adam Levine + o aniversariante do dia

hoje é aniversário do Dave Grohl, o cara mais irado do universo, mas o Maroon 5 zerou a internet com o clipe do novo single do álbum “V”. a música escolhida – Sugar – ganhou o clipe mais fofo e surpreendente possível, e eu tô aqui há um tempão emocionadíssima com as imagens e pensando qual seria a minha reação se acontecesse uma coisa dessas comigo:

se foi tudo armado ou não, pouco me importa. a simples ideia do Maroon 5 invadindo um casamento pra tocar de surpresa já me deixou toda emotiva e imaginativa. acho incrível quando uma música que eu curto ganha um clipe legal assim! amei, amei, amei! (principalmente depois do clipe de “Animals”, que é uma música que eu adoro, mas não suporto ver o clipe!)

aí em seguida eu acabei achando esse vídeo do Adam no Jimmy Fallon e morri de amores mais ainda, além de morrer de rir:

e, na onda da fofura, pro Dave não ficar triste nem com ciúmes, a minha música querida na minha versão favorita ❤

pompeii e suas versões bacaninhas

Se teve uma música que eu ouvi muito em 2014, e que me empolgou todas as vezes que ouvi, foi essa: Pompeii, da banda Bastille. Gostei da batida, gostei da letra. Mesmo quando tô ouvindo o CD da banda, é essa música que mais me empolga, é a que fica no repeat mais vezes.

Nos últimos dias, acabei ouvindo duas versões da música que curti bastante, então resolvi guardar aqui!

A primeira foi cantada no The Voice pelos Top 20 na final do programa. O vídeo não tá muito bom, mas foi o único que achei ):

A segunda foi essa versão de GLEE! Tinha muito tempo que não empolgava de baixar uma versão deles, parei mesmo de acompanhar a série da 3ª pra 4ª temporada… Mas a versão deles pra essa música ficou muito bacana!

E é isso, gentes. Se eu achar alguma outra, atualizo o post. Ou então deixa nos comentários aí! (;

Sonic Highways

Em meio a dias SUPER corridos, um lançamento que tá me fazendo ~pirar o cabeção~: Sonic Higways, o novo disco dos Foo Fighters!

Eles começaram liberando 3 faixas em 3 momentos diferentes nos últimos meses, e eu ficava mais ansiosa a cada nova música pra ouvir o disco inteiro. Something from Nothing me deixou viciada desde a primeira vez que ouvi, curti bastante The Feast and the Famine (me lembrou a fase de The Colour and the Shape), e amei Congregation como não amava uma música há algum tempo.

Aí segunda feira saiu o álbum novo e eu fiquei encantada com o que ouvi. E tô ouvindo. E tá no repeat. E tá no iPod, no computador, e em tudo o que tô fazendo. E Sonic Highways tá embalando a minha semana corrida, a minha semana atribulada, a minha semana que começou em Brasília, continua em Niterói, e terminará em Brasília.

Além de Something from Nothing e Congregation, ganharam 5 estrelas na minha biblioteca musical What Did I Do?/God as My WitnessIn the ClearSubterranean e I Am a River. Ou seja: de um álbum com 8 músicas, 6 foram direto pra minha lista de favoritas. Deu pra sentir o amor, né?!

Agora deixa eu correr aqui que essa quarta feira ainda tem que render muito – e, é claro, ao som de Sonic Highways!

Músicas de animes/tokusatsu

Há não muito tempo fui numa festa numa das boates alternativas do Rio que tinha como mote o “mundo nerd”. Sou meio cético a esse tipo de “balada”, mas fui ver qual era. Foi uma bosta.

Mas como se pode tirar algo de bom de tudo, a noite surpreendeu no momento em que o DJ tocou música dos animes tokusatsus da minha infância. Foi, sem dúvidas, o momento alto da festa, já que todos os poucos presentes piraram nas músicas que eram tocadas. Um climão de nostalgia absurdo.

Sem mais delongas, vai aqui a minha lista das melhores músicas desse pequeno Japão no coração de toda criança dos anos ’90.

10 – Cavaleiros do Zodíaco – 1a abertura

Cavaleiros do Zodíaco está para os anime no Brasil como o Nirvana está para o Grunge no mundo: depois que você passa dos 15 anos, você vê que não é mais tão legal, mas foi graças a ele que você conheceu o restante.

E já que o que apela aqui é abrir o mercado, nada melhor que a primeira abertura, lá da época dourada de TV Manchete.

9 – Jaspion – Abertura

C’mon boy!

O japonês do cabelo black-power! Jaspion foi um dos pioneiros do tokusatsu no Brasil, estreando na TV Manchete (sempre ela) em 1988. Sua popularidade foi tamanha que por vezes conseguia superar a audiência de concorrentes de peso, como a Rede Globo.

Tão famosa quanto a abertura era a música do robô gigante de Jaspion, o Daileon, mais conhecido aqui no Brasil pela paródia do “cara tussiu”.

8 – Jiraya – Abertura

Esse era, de longe, o meu tokusatsu preferido. E também o detentor da abertura mais tosca de nossa humilde lista. A cena do vidro de plástico quebrando enquanto nosso ninja o atravessa está nos anais da televisão brasileira.

7 – Sakura – Abertura

Sakura foi um caso raro de desenho destinado ao público feminino que agradou e muito o público masculino. Cheguei a essa conclusão já na faculdade, numa roda de amigos, ao soltar o nome do desenho na roda e ouvir um sonoro: porra, Sakura era foda!

Particularmente prefiro a abertura original, mas o “quero seu calor!” da versão tupiniquim me ganha e garante o sétimo lugar.

6 – Samurai X – Abertura

A única abertura de anime da lista que está na língua original. E não importa. Samurai X era foda e ponto.

5 – Dragon Ball GT – Abertura

A saga final de Goku não teve tanto apelo quanto a série Z, mas possui, na minha humilde opinião, a música mais bonita da série. Tanto é que foi tema de casamentos por aí afora.

4 – Cavaleiros do Zodíaco – 2a abertura

Novamente, Cavaleiros do Zodíaco.

Apesar da relevância da primeira abertura, sem dúvidas foi na re-estréia do desenho que se firmou o que foi o desenho pro Brasil, em 2003.

Como eu disse, o desenho, no fundo, não era lá grandes coisas, mas a espera desde o fechamento da Manchete até a versão do Cartoon Network foi tanta, que vê-lo na TV foi uma catarse. E a abertura na voz do Edu Falaschi fez vale a demora.

3 – Pokémon – 1a abertura

Depois de CdZ, o maior fenômeno japonês no Brasil. O responsável pela venda de Gameboys como água a partir de 1998. Um dos melhores RPGs já feitos pra videogame e, sem dúvidas, um dos desenhos mais divertidos da geração ’90.

Como tudo que vem do Japão, o bom senso faltou na hora de dar um fim a história e o surgimento de mais centenas de pokémons ao longo dos anos tirou o brilho da franquia, mas jamais a apagou.

2 – Yu Yu Hakusho – 1a Abertura

Aqui vai uma escolha totalmente passional, pois se trata do meu desenho preferido de todos os tempos.

Yu Yu Hakusho marcou época como um dos melhores desenhos japoneses a desembarcar no Brasil. Não teve nem de longe o mesmo hype que outros tiveram, mas apresentava personagens cativantes e vilões excepcionais – ou alguém não acha o Toguro o melhor vilão de anime?

1 – Dragon Ball Z – 1a abertura

O maior anime já feito. Isso resume Dragon Ball Z.

Apesar da minha preferência por Yu Yu Hakusho, reconheço que Dragon Ball Z foi um marco no Brasil. Referência para jovens de 20 a 30 anos até hoje, a saga do Super Sayajin Goku é um dos mitos mais poderosos da cultura pop atual. E com todo mérito.

músicas clássicas da Disney

A Disney tem o dom de encantar gerações com suas histórias. E eu acho que não dá nem pra discutir um fato: a Disney tem muitas das melhores músicas que já embalaram filmes pela vida. E eu acho que a gente só se dá conta disso mesmo quando cresce e presta atenção de verdade nas músicas e em tudo o que elas tem pra dizer. Fazer uma seleção delas é tarefa dificílima, mas hoje escolhi algumas pra embalarem a nossa sexta feira.

1- Part of Your World (A Pequena Sereia)

  • Essa música é um verdadeiro exemplo de músicas que eu só fui entender de verdade depois de crescida. Podem me julgar e me chamar de lenta, eu não ligo, mas ela não fazia muito sentido pra mim quando eu tinha, sei lá, 3 anos, e vi “A Pequena Sereia” pela primeira vez.

2- A Dream is a Wish Your Heart Makes (Cinderella)

  • Eu sempre tive um pouco de preguiça da Cinderella, admito. Sempre preferi a Bella (A Bela e a Fera), a Jasmine (Aladdin), ou até mesmo a Branca de Neve. Mas essa música é muito, muito bonita. E, pra mim, traduz muito do espírito que o próprio Walt Disney sempre pregou e que sempre o motivou. If you can dream it, you can do it, gente.

3- A Whole New World (Aladdin)

  • Essa música, com essa história de amor e essa ideia de sair pelo mundo fazendo novas descobertas, sempre estampa um sorriso largo no meu rosto. Sempre quis um tapete mágico pra sair voando por aí pra ver o mundo.

4- Colors of the Wind (Pocahontas)

  • Pra mim, uma das melhores de longe. O blog Oh My Disney já analisou o quanto essa música é incrível, e eu deixo o link pra vocês aqui, porque eu não quero ser repetitiva.

5- Beauty and the Beast (A Bela e a Fera)

  • Como não amar?! Música and letra lindas num grau que não dá nem pra descrever. Eu, pelo menos, não consigo descrever.

6- You’ve Got a Friend in Me (Toy Story)

  • Uma música sobre amizade e parceria. Eu gosto tanto dessa música que sempre canto ela pros meus melhores amigos quando tô nos meus momentos de fofura extrema querendo dizer o quanto eu amo eles.

7- I See the Light (Enrolados)

  • Já pode considerar “Enrolados” um filme clássico da Disney? Acho que sim, né?! Afinal, é a história da Rapunzel… mais do que clássica. E essa música, minha gente, essa música é muito linda e muito emocionante, e o Zachary Levi cantando é muito muito amor ❤

8- Once Upon a Dream (A Bela Adormecida)

  • Eu acho que essa música é uma das mais belas músicas de amor na história da música, pra sempre. Presta atenção na história que essa música conta e me diz se eu não tô certa.

9- The Unbirthday Song (Alice no País das Maravilhas)

  • Essa música é simplesmente GENIAL! Aliás, todo o conceito de ~desaniversário~ é genial! Por mais celebrações de desaniversário nesse mundo.

10- Circle of Life (O Rei Leão)

  • O melhor ficou pro final. Gente, PELO AMOR DE DEUS, essa música é muito maravilhosa! Sempre fico arrepiada/emocionada/feliz/etc quando escuto. Já perdi a conta de quantas vezes assisti “O Rei Leão” e chorei logo na abertura por causa dessa música (isso sem contar o tanto que eu choro quando vou lá pra Disney e vou ao Festival of the Lion King e ouço a música ao vivo; ou mesmo quando vi o musical lá em Londres e também gastei uma caixa inteira de lenços de papel de tanto que eu chorava).

Eu gosto de músicas que tocam o meu coração. Quanto mais me emociona, mais eu presto atenção. E, sim, eu fico ouvindo essas músicas em playlist, ou então tiro uma tarde pra ficar no sofá vendo todos os meus Disney movies preferidos (porque #bolsistasofre mas eu também mereço um descanso) e cantando as músicas. Se você não faz isso, meu amigo, minha amiga, você não sabe o que está perdendo!

músicas covers que amamos

A listinha de músicas pra embalar essa nossa sexta feira tá curtinha, mas tá cheia de amor. Tem músicas que tocam e encantam, e que ficam simplesmente melhores quando algum outro artista pega e faz uma releitura própria da canção. Sim, tô falando dos famosos covers. Quando eu canso de leve da minha seleção musical, saio catando covers que me façam sorrir. É, simples assim: se a música me estampar um sorriso no rosto, tá valendo, e ela entra logo pra minha biblioteca, e vai ficar no repeat por alguns dias. Pra mim, covers de músicas são uma grande prova de que tudo se transforma!

1- Ainda é Cedo – Frejat

  • Uma fórmula fácil que deu muito certo: um clássico do rock nacional, numa versão feita pelo lorde brasileiro do rock n roll (Frejat, te amo S2), com guitarras ainda mais distorcidas e solos ainda mais inspirados.

2- Love of My Life – Scorpions

  • Fazer cover do Queen não é pra qualquer um, mas acho que os caras do Scorpions acertaram em cheio. A voz do Klaus entoando essa canção consegue me emocionar tanto quanto Freddie Mercury, e acho que isso é motivo suficiente pra fazer dessa música um dos meus covers favoritos.

3- Como é grande o meu amor por você – Lulu Santos

  • Lulu Santos e como tornar uma das músicas brasileiras mais lindas da vida numa versão rock n roll maravilhosa. Só isso, porque não resta muito mais o que dizer.

4- Viva la Vida – Weezer

  • Weezer é banda que sempre me lembra o comecinho da minha adolescência, e que eu ouço até hoje pelos velhos tempos. Aí eles pegam e fazem a sua própria versão de uma música do Coldplay que eu adoro, e só me fazem agradecer por eu não ter perdido o hábito de escutá-los.

5- Fluorescent Adolescent – Kate Nash

  • Embora eu seja super fã dos Arctic Monkeys desde o início da carreira, nunca tinha dado muita bola pra essa música especificamente. Sei lá, não batia. Até que eu ouvi esse cover com a fofa da Kate Nash. Achei que a música ficou tão leve, tão suave, e ainda assim rock n roll cantada por ela!

6- Titanium – Boyce Avenue

  • Essa música é o verdadeiro exemplo de que covers podem superar – e muito – as versões originais. Eu não sei vocês, mas eu tenho uma certa preguiça desses hits eletrônicos que tocam direto nas rádios. Nada contra quem gosta, mas eu pessoalmente não costumo escolher esse tipo de música pra ouvir quando tô estudando, por exemplo. Mas a letra de “Titanium” é realmente bacana e motivadora, e eu gostei muito de descobrir esse cover. Aliás, Boyce Avenue é uma banda que tem um tino pra fazer covers, e eu recomendo uma olhadinha cuidadosa no canal deles no YouTube.

7- Não quero dinheiro – Frejat

  • É, eu sei, dose dupla de Frejat nessa mixtape de hoje. Mas não deu pra resistir. A história é a seguinte: eu quase morri mesmo de tanta emoção quando tava lá no Rock in Rio nesse ano e o meu cantor/guitarrista favorito entoou a minha música favorita do Tim Maia. E só ele mesmo, com essa versão linda dessa música que eu amo, poderia fechar a listinha de covers dessa sexta feira.

Gostaram da seleção? E acharam bacana a mixtape comentada? Conta pra gente (: e boa sexta pra todo mundo!

músicas para um dia de chuva

Brasília definitivamente não combina com chuva. É, eu sei, eu sempre reclamo de como aqui é seco e quente e tal, mas desde ontem o tempo tá super fechado aqui e eu simplesmente não sei viver nessa cidade com esse tempo nublado. Brasília pede céu azul.

Acordar e sentir que tá friozinho, ver que tá nublado e que tá cinza me deixou pensativa. É claro que o dia de hoje me inspirou a juntar uma sequência de músicas sobre chuva – foi inevitável.

1- Rain – The Beatles

2- Covered in Rain – John Mayer

3- It Will Rain – Bruno Mars

4- Set Fire to the Rain – Adele

5- Black Rain – Keane

6- Chove Chuva – Miriam Makeba

7- Raindrops – Regina Spektor

8- Rain City – Turin Brakes

9- The Adventures of Rain Dance Maggie – Red Hot Chili Peppers

10- Rainmaker – Iron Maiden

11- Rain Fall Down – Rolling Stones

12- Chuva de Prata – Gal Costa

13- Singing In The Rain / Umbrella – Glee Cast feat. Gwyneth Paltrow

14- Sirens – Pearl Jam (bonus track por motivos de: canção maravilhosa que tá no repeat! E ela até que combina com dias nublados/de chuva, né?!)

Achei que deu uma misturinha bem interessante – e até inusitada – de músicas! Boa sexta pra todo mundo!

músicas para uma sexta em Brasília

Sexta feira combina com mixtape, né? Cheguei aqui em Brasília ontem de noite e fiquei em casa arrumando a vida os armários, o banheiro, essas coisas. Também fiz compras pra casa, porque, né, pão, presunto, queijo.

Naturalmente fui fazer compras a pé (não me acostumo com essa vida brasiliense de ter que fazer tudo de carro), acompanhada dos meus fones de ouvido. Sem trapacear muito no shuffle, uma sequência de canções me chamou a atenção. Ouçamos:

1- Lover to Lover – Florence + the Machine

2- Pusher Love Girl – Justin Timberlake

3- Up in the Air – 30 Seconds to Mars

4- Panic Station – Muse

5- Who Says You Can’t Go Home – Bon Jovi

Coincidência ou não, todos os artistas de hoje tocaram no Rock in Rio 2013 e, com exceção do Justin Timberlake (#arrependimentos), vi todos ao vivo 😀

Aliás, vocês gostariam de ler uma análise pós-Rock in Rio? Tô pensando em refletir sobre o assunto aqui… Me contem nos comentários! E boa sexta pra todo mundo!